Absurdo é pouco preciso de ações mais eficazes!!!Mídia divulgando só basta?
O jovem deficiente físico caiu do elevador danificado de um ônibus, da linha Interbairros IV, na CIC. O acidente foi tão grave que o rapaz perdeu todos os dentes da frente.
http://pr.ricmais.com.br/bg-curitiba/videos/deficiente-fisico-cai-de-elevador-estragado-de-onibus-da-linha-interbairros-iv-na-cic/
quinta-feira, 26 de junho de 2014
Lojas de Curitiba terão provadores adaptados para deficientes físicos
Lei que exige o espaço especial foi aprovada nesta segunda-feira (23).
Projeto segue para sanção do prefeito; lojista tem 180 dias para se adaptar.
Uma lei aprovada na Câmara de Vereadores de Curitiba, nesta segunda-feira (23), obriga as lojas que vendem roupas a ter, no mínimo, um provador adaptado para pessoas com deficiência física ou mobilidade reduzida. O projeto de lei determina as dimensões do provador e também estipula punições para os comerciantes e empresários que desrespeitarem a legislação. Os lojistas têm 180 dias para cumprirem a nova regra.
Conforme o texto, os provadores precisam ter dimensão mínima de 150 cm x 150 cm; área de giro de 130 cm de diâmetro; barras de apoio; portas com vão-livre de 120 cm (largura) por 210 cm (altura); ausência de barreiras e existência de corredores, portas e passagens de acesso ao provador com largura de 120 cm.
Para entrar em vigor, projeto de lei precisa ser sancionado pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT).
Para entrar em vigor, projeto de lei precisa ser sancionado pelo prefeito Gustavo Fruet (PDT).
G1
segunda-feira, 23 de junho de 2014
sexta-feira, 20 de junho de 2014
Sou diferente - penso e existo na escola
Entendemos a escola como espaço e tempo de relações – espaço, fazendo menção a um lugar determinado, que é este e não outro; a escola específica, datada, murada, visível; tempo porque é passado, presente e futuro, é instante e de relações porque nela a vida que se vive junto acontece! Um espaço/tempo de relações, onde a diferença (a multiplicidade) é uma realidade em meio à qual, necessariamente, são constituídos os vínculos, para o bem ou para o mal, em que se dão as experiências.
As relações se dão entre os diferentes e na diferença! Quando dizemos o diferente e na diferença estamos marcando duas situações, embora caminhem juntas. Ao dizermos o diferente referimo-nos ao outro, aquele que, simplesmente por ser outro já é diferente de mim; quando dizemos na diferença, fazemos referência à contingência, por exemplo, na escola os educandos estão imersos na diferença; especificamente nesse espaço/tempo estão em relação um eu e os outros, os quais, por serem outros e, portanto, diferentes, criam para esse eu um espaço/tempo na diferença.
Barbara Smith, em seu livro Crença e resistência: a dinâmica da controvérsia intelectual contemporânea alude a um problema ao qual teremos que dar maior atenção, a saber, a natural dificuldade que temos para aceitar e, mais ainda, conviver com o diferente, na diferença. Tal é a dificuldade, apontada por Smith, de considerar, individualmente, ou constituir, do ponto de vista teórico ou institucional, o que chamamos multiplicidade, em razão de nossas resistências às diferenças, seja do ponto de vista do indivíduo, seja numa perspectiva epistemológica:
Se aquilo em que acredito é verdadeiro, como o ceticismo ou a crença diferente de uma outra pessoa é possível? [...] uma tendência mais geral aqui, qual seja, “autoprivilégio epistêmico” ou “assimetria epistêmica”, isto é, nossa inclinação a pensar que acreditamos nas coisas verdadeiras e razoáveis em que acreditamos porque elas são verdadeiras e razoáveis, ao passo que outras pessoas acreditam nas coisas tolas e revoltantes em que acreditam porque há algo errado com elas. [...]. (SMITH, 2002, pp.17-18).
Note-se que não estamos tratando aqui apenas da diferença religiosa, aliás, temos como hipótese que, ao menos na escola, não é essa a diferença que mais importa para a vida que se vive juntos ali, mas tratamos dos diferentes magrinho e gordinho, dentes, sem dentes e dentes amarelados, com e sem óculos, cabelos lisos e encaracolados, com e sem posses, que pensam assim e de outro jeito, que gostam desse autor e não de outro, que aprendem ouvindo o professor ou lendo, e mais e mais, uma lista infinita de motivos para considerar o outro diferente e, portanto, passível de desconfiança nas relações e no conhecimento.
Martin Buber, em seu livro Sobre comunidade, ao pensar numa educação para a comunidade onde exista a “comunialidade”, ou seja, um estar juntos dinâmico, considerou que esta precisaria acontecer não sobre homens semelhantes e feitos, formados e ordenados de modo semelhante, mas sobre pessoas formadas e ordenadas diferentemente e que mantém uma autêntica relação entre si, considerando assim a diferença, a qual, como podemos constatar em nosso cotidiano, é inevitável. Partindo dessa diferença e da consideração da situação da humanidade contemporânea, Buber afirmou, como um dos sentidos da comunidade, a própria multiplicidade de pessoas e sua relação e apontou que a estrutura desta multiplicidade, por sua vez, não poderia reprimir ou impossibilitar a relação autêntica. (Cf. BUBER, 1987, pp. 87-88).
Por meio da realidade em que vivemos, cercados de exemplos cotidianos e diários de dificuldades para convivermos uns com os outros, a temática da diferença toma corpo e nos exige, de um lado, uma mudança de postura e, de outro, maior conhecimento para nos convencermos, nós e os outros, de que é na diferença que a vida acontece e pode, inclusive, ser mais rica! Barbara Smith e Martin Buber são sugestões de leituras para esse fim...
Referências Bibliográficas:
BUBER, Martin. Sobre Comunidade. Trad. Newton Aquiles Von Zuben. Seleção e introdução de Marcelo Dascal e Oscar Zimmermann. São Paulo: Editora Perspectiva, 1987.
CÂNDIDO, Viviane C. Epistemologia da Controvérsia para o Ensino Religioso: aprendendo e ensinando na diferença, fundamentados no pensamento de Franz Rosenzweig. 2008. 412f. Tese (Doutorado em Ciências da Religião). Pontifícia Universidade Católica de São Paulo.
SMITH, Barbara Herrnstein. Crença e Resistência: a dinâmica da controvérsia intelectual contemporânea. Trad. Maria Elisa Marchini Sayeg. São Paulo: Editora UNESP, 2002.
terça-feira, 17 de junho de 2014
Dica de Crystal - Fibromialgia... A dor da alma. Memória e fibromialgia

Aproximadamente uma de cada quatro pessoas com fibromialgia (FM) queixa-se de problemas com a memória e com a concentração. Exemplos deste problema incluem entrar num quarto ou noutro cômodo da casa e não se lembrar do que tinha que fazer, dificuldade para lembrar de palavras para finalizar uma frase e esquece...r nomes de pessoas. Problemas de leitura e de concentração em outras tarefas também podem aparecer.
Na verdade, estes problemas não acontecem só em pacientes com FM, mas em qualquer pessoa com dor crônica. Para o cérebro, a dor é sempre um sinal de que alguma coisa grave está acontecendo no corpo, como uma inflamação ou um tumor. Mesmo este não sendo o caso da fibromialgia, o cérebro continua dando atenção à dor, e outras funções cerebrais, especialmente a concentração, ficam prejudicadas. A nossa memória funciona como um gravador – para lembrar-nos de alguma coisa, esta precisa primeiro estar “gravada” no nosso cérebro, para ser lembrada algum tempo depois. Na maioria das pessoas com fibromialgia, não existe um problema de lembrar alguma coisa, mas sim desta informação não ter sido bem guardada.
O problema está em um baixo nível de concentração, e os fatos e nomes não são bem “gravados” no cérebro. Se eles não estão bem guardados, eles não podem ser lembrados depois. Vale a pena reforçar o conceito: na maioria das vezes em que o paciente não lembra um fato é porque este não foi bem guardado na primeira vez. Isso mostra que a memória está intacta, mas a concentração está deficiente por causa da dor crônica. Algumas medidas podem ser úteis para compensar esta diminuição de concentração:
1) Estabeleça rotinas : desde a hora de levantar da cama, tente manter a mesma rotina, por exemplo – lavar-se, tomar café, tomar remédios, etc... Sempre manter a mesma ordem ajuda a manter a memória e a concentração mais “descansadas” e assim que elas sejam necessárias para outras coisas, elas estarão mais preparadas.
2) Guarde suas coisas no mesmo lugar: chaves, remédios, costuras, etc...
3) ESCREVA RECADOS PARA VOCÊ MESMA(O) : quando o cansaço e a dor chegam, fica difícil contar com a memória, especialmente para detalhes. O fato de escrever não deixa a memória “preguiçosa”; pelo contrário, ajuda a gravar melhor fatos e palavras. Escreva tudo, desde o que tem que ser conversado com o(a) esposo(a) naquela noite, até o vencimento de contas.
4) Quando achar que alguma informação deve ser guardada, pare outras coisas que estiver fazendo e concentre-se naquilo. Repita uma, duas, três vezes frases que queira lembrar-se depois (faça em voz alta). Uma informação tem que ficar “passeando” na sua cabeça por pelo menos 15 segundos para ser bem guardada.
5) Seja paciente. Não reaja com tristeza ou nervosismo se alguma coisa for esquecida. Isto só irá piorar o problema. Lembre-se, você não está ficando louco ou com Alzheimer.
6) Divida com os outros suas dificuldades. Use senso de humor. Se você conseguir brincar sobre sua dificuldade em achar a palavra certa ou lembrar detalhes, os outros também ficarão relaxados e cobrarão menos de você.
7) Por fim, o tratamento dos outros problemas da fibromialgia, como a dor, as alterações do sono e depressão, também ajudará a melhorar os problemas de concentração e memória.
Na verdade, estes problemas não acontecem só em pacientes com FM, mas em qualquer pessoa com dor crônica. Para o cérebro, a dor é sempre um sinal de que alguma coisa grave está acontecendo no corpo, como uma inflamação ou um tumor. Mesmo este não sendo o caso da fibromialgia, o cérebro continua dando atenção à dor, e outras funções cerebrais, especialmente a concentração, ficam prejudicadas. A nossa memória funciona como um gravador – para lembrar-nos de alguma coisa, esta precisa primeiro estar “gravada” no nosso cérebro, para ser lembrada algum tempo depois. Na maioria das pessoas com fibromialgia, não existe um problema de lembrar alguma coisa, mas sim desta informação não ter sido bem guardada.
O problema está em um baixo nível de concentração, e os fatos e nomes não são bem “gravados” no cérebro. Se eles não estão bem guardados, eles não podem ser lembrados depois. Vale a pena reforçar o conceito: na maioria das vezes em que o paciente não lembra um fato é porque este não foi bem guardado na primeira vez. Isso mostra que a memória está intacta, mas a concentração está deficiente por causa da dor crônica. Algumas medidas podem ser úteis para compensar esta diminuição de concentração:
1) Estabeleça rotinas : desde a hora de levantar da cama, tente manter a mesma rotina, por exemplo – lavar-se, tomar café, tomar remédios, etc... Sempre manter a mesma ordem ajuda a manter a memória e a concentração mais “descansadas” e assim que elas sejam necessárias para outras coisas, elas estarão mais preparadas.
2) Guarde suas coisas no mesmo lugar: chaves, remédios, costuras, etc...
3) ESCREVA RECADOS PARA VOCÊ MESMA(O) : quando o cansaço e a dor chegam, fica difícil contar com a memória, especialmente para detalhes. O fato de escrever não deixa a memória “preguiçosa”; pelo contrário, ajuda a gravar melhor fatos e palavras. Escreva tudo, desde o que tem que ser conversado com o(a) esposo(a) naquela noite, até o vencimento de contas.
4) Quando achar que alguma informação deve ser guardada, pare outras coisas que estiver fazendo e concentre-se naquilo. Repita uma, duas, três vezes frases que queira lembrar-se depois (faça em voz alta). Uma informação tem que ficar “passeando” na sua cabeça por pelo menos 15 segundos para ser bem guardada.
5) Seja paciente. Não reaja com tristeza ou nervosismo se alguma coisa for esquecida. Isto só irá piorar o problema. Lembre-se, você não está ficando louco ou com Alzheimer.
6) Divida com os outros suas dificuldades. Use senso de humor. Se você conseguir brincar sobre sua dificuldade em achar a palavra certa ou lembrar detalhes, os outros também ficarão relaxados e cobrarão menos de você.
7) Por fim, o tratamento dos outros problemas da fibromialgia, como a dor, as alterações do sono e depressão, também ajudará a melhorar os problemas de concentração e memória.
Projeto utiliza dança como terapia para crianças com paralisia cerebral
Instituto Guerreiros de Arte-Reabilitação utiliza o Hip Hop como instrumento de integração de jovens com doenças neurológicas
Sociedade | Publicada em 26/03/14 às 0:01
Reportagem Victoria Tuler
Edição Claudia Tavares

Garantir qualidade de vida para crianças e adolescentes com desordens neurológicas e comprometimentos motores através da dança é o objetivo de um projeto criado há 7 anos. O Instituto Guerreiros de Arte-Reabilitação, surgiu dentro da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e aposta no Hip Hop como ferramenta para o desenvolvimento e inclusão social de cerca de 20 jovens.
Criadora e presidente do Instituto, a fisioterapeuta Joseana Withers teve a ideia de investir na arte como terapia após enfrentar um problema de saúde que a obrigou a retomar a prática de atividades físicas. “Acabei encontrando na dança uma maneira prazerosa de reabilitação. Percebi que poderia ser um caminho para tratar doenças neurológicas”, conta.
As constatações de Joseana viraram tese de mestrado em 2007 e, em seguida, foram promovidas a pesquisa do Hospital de Clínicas (HC). Através de grupos de estudo e da aplicação de cerca de 200 questionários, respondidos por participantes dessa fase experimental do projeto, a fisioterapeuta conseguiu comprovar cientificamente a eficácia da dança como terapia complementar para jovens com paralisia cerebral. A partir de então, as primeiras aulas de dança organizadas pelo grupo começaram com pacientes do próprio HC. Não demorou muito para o número de interessados crescer, e a equipe começar a planejar seus primeiros passos fora da UFPR para conseguir atender a demanda. “Começaram a chegar crianças indicadas por outras instituições e sentimos que não podíamos recusar. Foi aí que precisamos correr atrás de um espaço maior e mais apropriado”, explica Withers. O Instituto funciona hoje em uma escola de dança no centro de Curitiba.
Jovens atendidos
Segundo Joseana Withers, a maior parte dos jovens beneficiados pelo Instituto Guerreiros sofre de paralisia cerebral, problema que atinge o bebê ainda dentro do útero e pode atingir diferentes funções, como movimentos, audição, visão, fala, aprendizagem ou raciocínio. O projeto também atende crianças e adolescentes com outras deficiências como a osteogénese imperfeita, popularmente conhecida como doença dos ossos de vidro – devido a fragilidade dos ossos de seus portadores – e vítimas de lesões medulares. O programa inclui crianças a partir dos 4 anos, mas não tem limite de idade. De acordo com a fisioterapeuta, há jovens de mais de vinte anos que continuam indo às aulas e não pretendem parar tão cedo.
A aluna Ilana Santiago tem 14 anos e frequenta o Instituto desde os 10. Animada e com figurino de apresentação, a garota conta que adora a dança e os sentimentos que os passos de Hip Hop despertam nela. “Não quero parar nunca. Fico muito feliz dançando. Faz com que eu me sinta livre”, descreve. A mãe, Carmen Lucia Santiago Ferreira, diz que sempre incentivou a filha a assistir apresentações culturais. Para ela, a bagagem que a menina trouxe de casa ajudou muito nos resultados do projeto. “Sempre estimulei e fiz a minha parte. A dança aprimorou tudo que ensinamos. Ela sempre foi alegre, mas hoje é mais sociável, faz amizade com mais facilidade”, conta.
Patrocínios
O projeto se mantém exclusivamente com doações. De acordo com Joseana algumas empresas fazem contribuições frequentes, mas não há nenhum apoio financeiro de órgãos governamentais. “Estamos buscando parcerias com a própria prefeitura porque temos planos de expandir o Instituto. Queremos abrir as portas para portadores de autismo e síndrome de Down, por exemplo”, afirma.
O espaço em que as aulas acontecem é cedido pela escola de dança Cenário Espaço Arte, na rua Barão de Antonina, no Centro. O grupo conta ainda com o trabalho de quatro professores e uma psicóloga, que faz atividades com os pais enquanto os alunos ensaiam. Todos os funcionários são voluntários.
Prêmio
O trabalho do Instituto Guerreiros de Arte-Reabilitação tem ganhado reconhecimento. Além de já ter levado espetáculos para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a iniciativa conquistou recentemente o Prêmio Fani Lerner, destinado a instituições sociais, sendo escolhida entre 100 outros projetos de todo o Paraná.
No próximo sábado (29), em homenagem ao aniversário de Curitiba, o Grupo de Dança Guerreiros deverá ser uma das atrações da festa que terá atividades das 10 da manhã as cinco da tarde. A entrada é franca.
http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/projeto-utiliza-danca-como-terapia-para-criancas-com-paralisia-cerebral/
Edição Claudia Tavares
Grupo de jovens com distúrbios do sistema nervoso ensaia coreografias para apresentação no aniversário de Curitiba. (Foto: Victoria Tuler)
Criadora e presidente do Instituto, a fisioterapeuta Joseana Withers teve a ideia de investir na arte como terapia após enfrentar um problema de saúde que a obrigou a retomar a prática de atividades físicas. “Acabei encontrando na dança uma maneira prazerosa de reabilitação. Percebi que poderia ser um caminho para tratar doenças neurológicas”, conta.
As constatações de Joseana viraram tese de mestrado em 2007 e, em seguida, foram promovidas a pesquisa do Hospital de Clínicas (HC). Através de grupos de estudo e da aplicação de cerca de 200 questionários, respondidos por participantes dessa fase experimental do projeto, a fisioterapeuta conseguiu comprovar cientificamente a eficácia da dança como terapia complementar para jovens com paralisia cerebral. A partir de então, as primeiras aulas de dança organizadas pelo grupo começaram com pacientes do próprio HC. Não demorou muito para o número de interessados crescer, e a equipe começar a planejar seus primeiros passos fora da UFPR para conseguir atender a demanda. “Começaram a chegar crianças indicadas por outras instituições e sentimos que não podíamos recusar. Foi aí que precisamos correr atrás de um espaço maior e mais apropriado”, explica Withers. O Instituto funciona hoje em uma escola de dança no centro de Curitiba.
Jovens atendidos
Segundo Joseana Withers, a maior parte dos jovens beneficiados pelo Instituto Guerreiros sofre de paralisia cerebral, problema que atinge o bebê ainda dentro do útero e pode atingir diferentes funções, como movimentos, audição, visão, fala, aprendizagem ou raciocínio. O projeto também atende crianças e adolescentes com outras deficiências como a osteogénese imperfeita, popularmente conhecida como doença dos ossos de vidro – devido a fragilidade dos ossos de seus portadores – e vítimas de lesões medulares. O programa inclui crianças a partir dos 4 anos, mas não tem limite de idade. De acordo com a fisioterapeuta, há jovens de mais de vinte anos que continuam indo às aulas e não pretendem parar tão cedo.
A aluna Ilana Santiago tem 14 anos e frequenta o Instituto desde os 10. Animada e com figurino de apresentação, a garota conta que adora a dança e os sentimentos que os passos de Hip Hop despertam nela. “Não quero parar nunca. Fico muito feliz dançando. Faz com que eu me sinta livre”, descreve. A mãe, Carmen Lucia Santiago Ferreira, diz que sempre incentivou a filha a assistir apresentações culturais. Para ela, a bagagem que a menina trouxe de casa ajudou muito nos resultados do projeto. “Sempre estimulei e fiz a minha parte. A dança aprimorou tudo que ensinamos. Ela sempre foi alegre, mas hoje é mais sociável, faz amizade com mais facilidade”, conta.
Patrocínios
O projeto se mantém exclusivamente com doações. De acordo com Joseana algumas empresas fazem contribuições frequentes, mas não há nenhum apoio financeiro de órgãos governamentais. “Estamos buscando parcerias com a própria prefeitura porque temos planos de expandir o Instituto. Queremos abrir as portas para portadores de autismo e síndrome de Down, por exemplo”, afirma.
O espaço em que as aulas acontecem é cedido pela escola de dança Cenário Espaço Arte, na rua Barão de Antonina, no Centro. O grupo conta ainda com o trabalho de quatro professores e uma psicóloga, que faz atividades com os pais enquanto os alunos ensaiam. Todos os funcionários são voluntários.
Prêmio
O trabalho do Instituto Guerreiros de Arte-Reabilitação tem ganhado reconhecimento. Além de já ter levado espetáculos para Santa Catarina e Rio Grande do Sul, a iniciativa conquistou recentemente o Prêmio Fani Lerner, destinado a instituições sociais, sendo escolhida entre 100 outros projetos de todo o Paraná.
No próximo sábado (29), em homenagem ao aniversário de Curitiba, o Grupo de Dança Guerreiros deverá ser uma das atrações da festa que terá atividades das 10 da manhã as cinco da tarde. A entrada é franca.
http://www.jornalcomunicacao.ufpr.br/projeto-utiliza-danca-como-terapia-para-criancas-com-paralisia-cerebral/
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Copa do Mundo tem locução de rádio para deficientes visuais no estádio
Os jogos em
quatro sedes da Copa do Mundo reservam uma atenção especial aos portadores de
deficiência visual. Desde a partida de estreia entre Brasil e Croácia, os
estádios de São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília e Belo Horizonte têm
transmissões de rádios desenvolvidas especialmente para torcedores cegos.
Feita por
voluntários do torneio, a locução é diferente das rádios tradicionais, pois é
mais descritiva. A reportagem da Gazeta Esportiva acompanhou
uma parte da transmissão do jogo de abertura, que foi realizada por uma equipe
de três pessoas, com os narradores Natália Caldeira e André Varanda e o
produtor Gabriel Mayr.
"Nós
damos todas as informações do estádio. Nas outras rádios, por exemplo, o grito
de gol do narrador é mais longo. Aqui, nós informamos que foi gol e detalhamos
a comemoração, dizendo que o Neymar marcou e foi comemorar com a torcida,
enquanto o Hulk correu para ganhar um abraço do Felipão...", explicou
Mayr.Os voluntários não são necessariamente profissionais de rádio, mas
receberam um treinamento específico para a função, inclusive em partidas dos
campeonatos locais. "Não é (um estilo) tão opinativo, mas sim descritivo.
Depois, se quiser ir para uma rádio saber a opinião dos comentaristas, o
torcedor vai ouvir. Nós podemos dizer até que o Neymar errou dez passes, mas
não que está jogando mal", acrescentou.
Produtor no
jogo de São Paulo, Mayr será o narrador em partidas no Rio de Janeiro. No
projeto, duas pessoas se revezam transmitindo o mesmo duelo. A ideia não é
descrever apenas o que acontece no campo, mas também nas arquibancadas.
"Nós
explicamos por que os torcedores estão vaiando. No telão, apareceu uma camisa
do Inter e quem está nos ouvindo não sabe que a vaia foi por isso. Em um dos
jogos que fizemos de treinamento, do São Paulo, a bola estava no meio-campo e
começaram a comemorar. Nós informamos na transmissão que estavam comemorando
por causa de um bandeirão do Rogério", comentou Mayr.
Para
propagar o serviço, que começou a ser utilizado em jogos de campeonatos
europeus, a Fifa enviou mensagem para torcedores que adquiriram ingressos,
avisando sobre a disponibilidade.
Com início
dez minutos antes das partidas, as transmissões da rádio são feitas para os
portadores de deficiência visual que estão nas arquibancadas, nas seguintes
frequências: Belo Horizonte (103,3 FM), Brasília (98,3 FM), Rio de Janeiro
(88,9 FM) e São Paulo (88,7 FM).
Schumacher sai do coma e deixa hospital. Recuperação ainda é mistério
As paixões esportivas de Michael Schumacher18 fotos
18 / 18
Michael Schumacher comemora ao vencer o Desafio Internacional das Estrelas de Kart, em Florianópolis, em 2009 AP Photo/ Nabor Goulart
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De acordo com o comunicado, Schumacher ainda tem uma "longa fase de reabilitação" pela frente, que "acontecerá distante dos olhos do público".
Praticamente todo o período em que Schumacher esteve no Hospital de Grenoble foi cercado de mistérios, com poucas informações oficiais sendo divulgadas.
Ao longo dos quase seis meses desde o acidente sofrido em 29 de dezembro do ano passado, vários rumores foram noticiados na imprensa internacional e seguidamente desmentidos pela assessoria, como o boato de que Schumi sairia do hospital para ser tratado em casa, no começo do ano.
Confira o comunicado oficial da assessoria de Schumacher:
"Michael deixou o Hospital de Grenoble para continuar sua longa fase de reabilitação. Ele não está mais em coma.
Sua família gostaria de agradecer a todos os médicos, enfermeiros e terapeutas que o trataram em Grenoble, bem como aos socorristas que o atenderam no local do acidente, que fizeram um excelente trabalho nestes primeiros meses.
A família também gostaria de agradecer a todas as pessoas que enviaram pensamentos positivos a Michael. Estamos certos de que isso o ajudou.
Para o futuro, gostaríamos de pedir compreensão, uma vez que sua posterior reabilitação acontecerá distante dos olhos do público."
Acompanhe a cronologia do caso Schumacher
- 16/06/2014 - SCHUMI ACORDA DO COMA E DEIXA HOSPITALQuase seis meses depois do acidente, a assessoria do ex-piloto anunciou que ele acordou do coma e deixou o Hospital de Grenoble. A reabilitação, no entanto, ainda é um mistério. Segundo o comunicado, ela "acontecerá distante dos olhos do público" Foto: EFE/Miguel Gutiérrez
- 04/04/2014 - SCHUMI MOSTRA SINAIS DE CONSCIÊNCIA, DIZ ASSESSORAMais de três meses após o acidente de esqui, a assessora Sabine Kehm falou pela primeira vez em "sinais de consciência" dados pelo ex-piloto no Hospital de Grenoble. No dia anterior, ela havia negado que Schumacher fosse transferido para casa durante o tratamento. Foto: Greg Baker/AP
- 12/03/2014 - ASSESSORA APONTA "SINAIS ENCORAJADORES"Sabine Kehm disse que Schumacher "sofreu lesões graves" e que "é difícil para todos nós compreender que Michael, que já havia superado muitas situações complicadas no passado, se machucou de forma tão terrível em uma situação tão banal", mas apontou "sinais encorajadores" na recuperação do ex-piloto Foto: EFE/GUILLAUME HORCAJUELO
- 07/03/2014 - MAIS DE UM MÊS DEPOIS, SCHUMI CONTINUAVA EM COMAA partir do processo de retirada do coma, os boletins médicos ficaram mais raros. Mais de um mês após o anúncio do procedimento, um comunicado oficial revelou que Schumacher não teve nenhuma alteração em seu quadro clínico, com estado estável e coma induzido. A família repetiu pedido para que não fossem levadas em contas informações que não viessem dos boletins médicos. Foto: Marcelo Justo/Folhapress
- 30/01/2014 - MÉDICOS COMEÇARAM A TIRAR SCHUMACHER DO COMAA assessora de Schumacher, Sabine Kehm, afirmou que Schumacher começou a ser retirado do coma em um procedimento que reduz aos poucos os sedativos. A informação havia sido divulgada um dia antes pelo jornal francês L'Equipe, mas tratada como boato pela assessoria. No dia seguinte, porém, houve a confirmação em comunicado oficial. A família diz que o processo pode demorar "muito tempo". Foto: EFE/David Ebener
- 08/01/2014 - INVESTIGAÇÃO MOSTROU SCHUMI EM VELOCIDADE "NORMAL"A promotoria francesa divulgou o resultado das investigações com a microcâmera que estava acoplada ao capacete usado por Schumacher no momento do acidente. Os investigadores disseram que o ex-piloto estava fora da pista quando caiu e bateu na pedra, mas descartaram a hipótese de velocidade excessiva. Para o promotor Patrick Quincy, ele estava em velocidade "normal para um esquiador experiente" Foto: AFP PHOTO/ Vincenzo PINTO ORG
- 07/01/2014 - FAMÍLIA PEDIU PAZ E PRIVACIDADE A JORNALISTASNove dias após o acidente, Corinna Schumacher, mulher do ex-piloto, pediu respeito à privacidade da família e solicitou a saída dos jornalistas que estavam na porta do hospital. "Por favor, nos ajudem em nossa luta comum pela vida de Michael. É importante para mim que vocês se afastem dos médicos e do hospital, para que eles possam trabalhar em paz. Por favor, deixem a nossa família em paz". Foto: EFE/Guillaume Horcajuelo
- 03/01/2014 - SCHUMACHER COMPLETAVA 45 ANOS COM HOMENAGENS DE FÃSMesmo sem notícias detalhadas sobre o estado de saúde de Michael Schumacher, fãs do ex-piloto passaram a se aglomerar na fachada do Hospital de Grenoble. O dia 3 de janeiro foi marcado pelo aniversário do alemão, que completou 45 anos de idade. A torcida pela recuperação do heptacampeão mundial foi reforçada com faixas, cartazes e bandeiras da Ferrari e da Alemanha em frente ao hospital. Foto: AFP PHOTO / JEAN-PIERRE CLATOT
- http://esporte.uol.com.br/f1/ultimas-noticias/2014/06/16/schumacher-sai-do-coma-e-deixa-hospital-recuperacao-ainda-e-misterio.htm
- 29/12/2013 - SCHUMACHER BATEU A CABEÇA APÓS ACIDENTE DE ESQUIMichael Schumacher sofreu um acidente de esqui nos Alpes franceses. O ex-piloto bateu a cabeça em uma pedra após cair e foi levado para o Hospital de Grenoble com traumatismo craniano. Schumi entrou em coma induzido e passou por procedimentos cirúrgicos para cuidar das lesões. Com poucas informações divulgadas, surgiu uma série de rumores sobre o estado do piloto, todos negados pela família. Foto: AFP PHOTO / AFPTV / GUILLAUME BONNET
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