quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

AUTISMO NA PERSPECTIVA DA NEUROCIÊNCIA

A Neurociência engloba várias áreas do conhecimento, tais como biologia, psicologia, antropologia, física, medicina, farmacologia, que se debruçam sobre as funções e disfunções do sistema nervoso (SN), bem como sua estrutura e desenvolvimento. A forma como o corpo interage com o SN e com o meio determina nossos comportamentos, entendendo por estes tudo aquil...o que fazemos (Ex: comer, dormir, pensar, brincar, escrever). Desta forma, a Neurociência busca desvendar o desenvolvimento humano, bem como seus desvios, numa perspectiva filogenética (processo evolutivo da espécie), ontogenética (processo evolutivo individual) e sócio-histórica.
As informações do mundo físico e social são processadas através dos cinco sentidos (tato, gustação, olfato, audição e visão), do sistema vestibular (equilíbrio) e das sensações dos músculos e articulações (propriocepção). Através das sinapses (comunicação entre os neurônios, as células que representam a unidade básica do SN) o impulso nervoso conduz as informações.
Muitas e longas redes neurais, cada qual com sua função e em combinação com outras redes podem ser acionadas quando exibimos determinado comportamento. Estas redes mudam se estamos falando de uma criança de 3 ou de 10 anos, se consideramos um comportamento que estamos aprendendo ou uma ação automatizada, se a ação é com uma ou ambas as mãos, se estamos de olhos fechados ou abertos...sim, as representações neurais, bem como as relações entre cérebro e comportamento são muito complexas, mas extremamente instigantes para alguém como eu (Formada em Farmácia, trabalhando como artista plástica, concluindo a psicopedagogia e com um filho com autismo...muitas inquietações para uma única pessoa
Os dois hemisférios cerebrais e o cerebelo (estrutura do SN central relacionada à funções motoras e cognitivas) são especializados em complexas funções e podem ter um padrão de funcionamento alterado se há uma lesão ou quando se desenvolve de um modo atípico. Um desvio pode originar outro desvio.
As hipóteses que a Neurociência tem levantado para o autismo contribuem, em especial, para o fim da cultura da subjetividade na etiologia do autismo. Alterações morfológicas e funcionais dos Neurônios, no Córtex Cerebral (substancia cinza que reveste o cérebro com circuitos altamente complexos encarregados de funções primordiais), em estruturas que conectam os dois hemisférios cerebrais, no Sistema Límbico (estruturas relacionadas ao comportamento emocional e social) e no cerebelo são objeto de pesquisas em autismo e podem, no futuro, contribuir para novos caminhos em prevenção, diagnóstico e tratamento.
Atualmente, muito me interesso por um conhecimento mais profundo sobre a Práxis (Planejamento Motor) e a Comunicação, que pertencem a área neurocomportamental e estão relacionadas a cognição. Esta relação parece ficar mais nítida em crianças com transtornos do desenvolvimento onde dispraxia, disfasia, TDA e comportamentos autísticos são frequentemente comorbidades. Meu filho tem sido investigado para dispraxia entre outras possibilidades(“syndrome mix”) E minha dúvida quanto ao “mais nítido” diz respeito a diferença entre: “O que a criança sabe?” e “Quanto ela consegue demonstrar do seu conhecimento a despeito das suas limitações?” Eis a pergunta-chave para potencializar o aprendizado das crianças com autismo.
Entendo que é necessário diminuir barreiras e criar pontes.
E me arrisco a sugerir apoiar este aprendizado em quatro pilares fundamentais:
1) Usar de Tecnologia Assistiva (Em especial comunicação aumentativa ou alternativa) 2) Promover a Regulação Emocional (sentir-se seguro e aceito através do outro) 3) Utilizar Estratégias Comportamentais (Sentir-se competente através de uma estratégia de ensino eficaz e do adequado manejo dos comportamentos indesejados) 4) Trabalhar o Corpo (Circuitos Motores dando enfoque às Funções Executivas, em atividades do Cotidiano, em terapias que promovam novas experiências motoras)
Parece até uma prescrição...mas não é. Existe muito trabalho por trás disto. Mas me esforço para tornar tudo mais objetivo e funcional possível.
A verdade é que muito do que se sabe hoje sobre neurocomportamento (e por incrível que pareça, é pouco!) deve-se ás observações de disfunções em adultos. Isto poderia levar á equívocos ao observar uma criança, pois as redes neurais e a conectividade passam por mudanças na estrutura e no funcionamento durante a ontogênese . E isto se deve principalmente aos estímulos do AMBIENTE! Sendo assim, mãos à obra, pois não há tempo a perder.

Claudia Zirbes

Referências: Njiokiktjien, Charles. DEVELOPMENTAL DISORDERS AND RELATED MOTOR DISORDERS.2007
Blog da Marie: "umavozparaoautismo.blogspot.com"

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

+ tolerancia + amor no LABORATORIO DE INCLUSAO!!Vejam ai!!!

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Feliz Natal 2013
Desejamos a você mais tolerância com as diferenças e mais amor nas atitudes. No natal ouvimos frases como “o natal existe e ninguém é triste e que no mundo há sempre amor” ou “seja rico ou seja pobre, o velhinho sempre vem”. Então vem a realidade. Pessoas sofrendo pelas violências nas ruas, o mundo em guerras., concentrações de renda, aumento da pobreza, da fome, do racismo, dos preconceitos. Uma paz que ainda não veio.
Por que repetimos as mesmas frases, todos os anos, mesmo sabendo que ainda não são reais? Somos teimosos ou incoerentes? Somos incansáveis ou acomodados? A tolerância com as diferenças humanas pode mudar o mundo, melhorar as pessoas, as vidas. Precisamos de mais amor, mas o amor só tem sentido com atitudes. Precisamos cantar o natal, mas também precisamos ter atitudes para melhorar o mundo. Assim poderemos um dia cantar a verdade e não a mentira.
Aqueles que fazem a diferença, que fazem sua parte, por atitudes de solidariedade, respeito e amor, podem cantar pelo menos que o natal existe porque não desistiram de lutar, porque continuam sonhando em ser feliz. Acreditar em um mundo melhor só tem sentido quando permitimos ter atitudes de generosidade com outras vidas. A paz, afinal, está dentro de cada um e é refletida através de nossas atitudes por um mundo melhor.

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Mensagem de Natal - Fenapaes


Mensagem Natalina

Missa em libras e rampas no altar levam acessibilidade a Alfenas, MG

 Missa em libras e rampas no altar levam acessibilidade a Alfenas, MG. Intérprete traduz celebrações para fiéis com deficiência auditiva. Rampas foram construídas para cadeirantes e deficientes físicos *

Exemplos diferentes de acessibilidade são práticas constantes na Paróquia de São Sebastião e São Cristóvão em Alfenas (MG). As missas são traduzidas em libras, ou seja, na linguagem dos sinais. Além disso, rampas foram construídas na igreja e cadeirantes e deficientes físicos podem participar das missas e cerimônias na igreja.

O estudante Wladimir Batista é deficiente auditivo e depois que a tradutora Nathália Greck passou a atuar na paróquia, ele teve mais facilidade de compreender o significa do que é passado. “Ela traduz e eu consigo entender melhor as orações, as canções e isso aumentou minha fé”, disse para a professora, que traduziu.

Thamires Passos já frequentava a paróquia, mas antes da chegada da intérprete de livras, tinha dificuldades para entender as missas. “Agora eu consigo até mesmo aprender mais sobre a religião católica e sobre os santos”, comentou a estudante.

Ponto para a intérprete, que está satisfeita com o trabalho realizado. “Eu recebi o convite do padre André Aparecido da Silva e aceitei. No início as pessoas não entendiam o que eu fazia, o que é uma reação normal, mas com o tempo entenderam a necessidade de promover esse tipo de acessibilidade”, lembrou.

Para ele, as intervenções tornaram a igreja um espaço mais democrático e acolhedor. “Aqui as diferenças não excluem, elas aproximam”, completou.

Entretanto, não apenas os deficientes auditivos que foram beneficiados pela acessibilidade. De acordo com o Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado em 2012, pelo menos 23,9% de toda população do país tem algum tipo de deficiência e o padre, observando que alguns fiéis não podiam participar de todas as cerimônias por causa dos degraus resolveu adaptar a igreja.

A Paróquia recebeu então duas novas rampas do lado de fora e uma removível no altar, para que cadeirantes e deficientes físicos consigam participar ativamente das atividades da igreja, como a ministra da eucaristia, Áurea Alves. “Agora eu posso ajudar na comunhão, já que a cadeira de rodas recebeu uma adaptação para que eu possa distribuir o vinho”, disse.
fonte: G1 - 24/12/2013

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domingo, 22 de dezembro de 2013

O Come, Emmanuel - Christmas Version - ThePianoGuys


Playboy - 20P


http://maragabrilli.com.br/federal/mara-na-midia/2261-playboy-20p 

Mara Gabrilli é a entrevistada da coluna 20P da revista Playboy de Dezembro. A deputada federal fala sobre o acidente que a colocou numa cadeira de rodas, sexo, viagens de ácido, política, o caso Celso Daniel e as possibilidades de se tornar presidente do Brasil
1. O que de pior passou pela sua cabeça depois do acidente de carro que a fez ficar tetraplégica?
Os primeiros medos, que eram os mais assustadores, foram os de me tornar uma pessoa totalmente dependente dos meus pais e de não poder mais fazer sexo. Por isso rolou sexo já na UTI. Eu estava com esse medo, e aí resolvi testar, né? (Risos)
2. Foi uma boa surpresa?
Foi uma ótima surpresa! Existe uma crença de que, quando se sofre um acidente desses, seu “organismo” desliga e fica assim pra sempre. Então, quando vi que eu teria sensações diferentes, que eu ficava lubrificada, aquilo me deu um puta alívio. Tudo que sinto no meu corpo, sinto de outro jeito. São outros nervos que me trazem informação. É curioso. O orgasmo antes do acidente era um gráfico assim (faz com a cabeça um movimento de sobe e desce), e agora fica assim, só no topo...
3. Uow! É melhor, então?
É diferente. A intensidade muda. Muda o tesão, a sensibilidade na pele, a sensibilidade por dentro. Mas essa intensidade é subjetiva. Não está ligada à condição física. Ela vem de outra forma. Minha libido aumentou porque me sinto muito mais madura. Olha, agora não estou namorando, mas estava até outro dia, e ficava diariamente pensando em sexo.
4. Como é a vida de solteira de uma cadeirante? Como são as abordagens?
Acho que já rola de cara uma boa seleção. É mais difícil para os homens. Eles ficam rodeando, tentando entender o que rolando...
5. Depois de quase 20 anos do seu acidente, você ainda sonhar em voltar a andar?
Não tenha dúvida. Faço exercícios de segunda a segunda para manter meu corpo pronto. Quero correr uma maratona. (Risos)
6. Você acha que a evolução da medicina pode ajudar?
Atualmente, existe muita coisa de neuroprótese, de implantar chip etc. No caso de uma lesão medular, isso está mais próximo da gente do que a questão das células-tronco embrionárias. , a gente falando de célula criada in vitro, numa clínica de fertilização, e que os óvulos inviáveis (para a fertilização) serão congelados e provavelmente irão para o lixo um dia! Ficar brigando para que isso não aconteça? Se você for tão contra, é só não usar. É como o cara que é Testemunha de Jeová e não faz transfusão de sangue. Ele não faz e a gente respeita, mas você vai impedir o avanço da humanidade por causa de crenças muitas vezes ignorantes?
7. No livro Depois Daquele Dia, você relata algumas experiências com drogas antes do acidente. Como as drogas entraram na sua vida?
Quando eu tinha uns 20 e poucos anos, era uma coisa bem normal. Você chegava a uma festa e alguém acendia um baseado. Eu fazia duas faculdades e morava com minha avó. Fumava ao lado dela e ela nem notava. (Risos) Era tudo muito propício. Mas imagina hoje? Fumar um baseado e ir para o plenário? Acho que não ia rolar. E cocaína, eu me lembro das primeiras vezes que cheirei... Me dava prazer, queria mais. Mas, em determinado momento, vivi uma má experiência com um namorado, que usava muito. Parei para salvá-lo, e acabei salvando, também, a mim mesma.
8. Como ficou sua relação com as drogas depois disso?
Continuei usando um baseadinho, assim, de vez em quando. Mas uma vez (já tetraplégica) tomei um ácido e meu corpo começou a tremer dos pés à cabeça. O corpo ficou tenso, todo reto, e eu parava em pé na piscina! Foi o máximo, porque praticamente conseguia levantar o braço. Supergostoso. Mas depois a viagem não passava. Meu coração ficou acelerado e comecei a ficar com medo de ter um treco. Hoje só tomo vinho.
9. E fica bêbada?
Na cadeira de rodas é mais elegante, né? Você não perde a compostura, não sai por aí trançando as pernas. E outra: você sabe que vai sair carregada de qualquer jeito. (Risos) Falando sério, não fico bêbada, não. Comecei a tomar vinho por conta do frio que sentia. Quando estou com muito frio, é um elixir.
10. Antes do acidente, passava pela sua cabeça entrar para a política?
Nem antes nem depois. Eu achava que não tinha perfil. E que política era a coisa mais chata do mundo. Daí minha mãe começou a insistir: “Você seria bem votada, e tudo que você faz pela sua ONG (Projeto Próximo Passo) e pelo instituto (Mara Gabrilli), você conseguiria fazer muito mais!” Então comecei a refletir que eu já fazia política. Quando se é militante, presidente de ONG, você tende a procurar um culpado, e para mim o culpado sempre foi o governo. Só que, quando assumi a Secretaria da Pessoa com Deficiência, me vi dentro do governo. Foi a questão mais complexa que tive de administrar. Ficava pensando: “E agora, quem é que vou xingar?”
11. Você sofreu preconceito no Congresso por ser cadeirante?
As pessoas sempre olham. Mas não encaro isso como preconceito. Eu mesma olho. Se não me segurar, vou lá e pergunto: “Ei, por que você está numa cadeira de rodas?” Acho que, como vereadora de São Paulo, na Câmara Municipal, sofria muito mais preconceito por ser mulher do que por ser uma pessoa com deficiência.
12. Como acontecia?
Eles, os vereadores, não tinham muita disponibilidade. Depois fui entender todo o percurso, o porquê de eles não gostarem de ouvir. Não era só porque eu era mulher. Não gostavam de ouvir porque não queriam mudar o estado das coisas.
13. Essas atitudes fazem parte do “ranço de mesquinharia” de que você fala no livro?
Muitos vereadores ficam prestando atenção no que você vai fazer para não deixar que você faça. Isso é o fim do mundo! E isso pode acontecer dentro da sua própria bancada. É como se você concorresse com cada vereador. Tem muita gente ali olhando para o próprio umbigo.
14. Já faz quase dez anos que você está na política. Rola muita corrupção?
Dá para saber que rola, mas nunca ninguém teve a coragem de me fazer uma proposta indecorosa. Os vereadores iam ao meu gabinete, falavam, falavam... E não falavam nada. Acho que iam para sondar. Mas esse negócio de ver dólar rolando, nunca vi.
15. Sua família era dona de empresa de ônibus no ABC paulista (SP) e foi diretamente envolvida no caso Celso Daniel, prefeito de Santo André assassinado em 2002. (Luiz Alberto Gabrilli, pai de Mara, disse que era obrigado a pagar propina para que sua companhia pudesse funcionar.) Qual é a sua expectativa sobre a conclusão desse caso?
Essa é uma dívida que a gente tem com o país. Todos os réus foram julgados, mas falta julgar o mandante, que é o Sérgio (Gomes da Silva) Sombra. Eu procurei o ministro (do STF) Marco Aurelio (Mello), que é relator do processo. Cabe a ele o começo do julgamento. Não estou pedindo para condenar, e sim para julgar.
16. Foi por causa dessa história toda que você decidiu se filiar ao PSDB?
Foi pelo (José) Serra. Eu o conheci porque era amiga da filha dele (Verônica Serra). Mas, por causa disso tudo, eu já não gostava do PT de jeito nenhum.
17. O que você acha da disputa entre ele e o Aécio Neves pela candidatura presidencial em 2014?
Admiro o Serra, acho-o muito competente. O Aécio, conheço menos, mas simpatizo com ele. É um cara inteligente, sério, que tem possibilidades de ser um bom presidente. Mas quem sou eu para preferir um ou outro? Deixa os dois se digladiarem. (Risos) Só acho que ambos têm de se respeitar mutuamente. E ambos têm o direito de sair pelo Brasil, de trabalhar, de fazer, de acontecer.
18. E você, já está pensando em 2014?
Minha vida é uma campanha permanente. Trabalho o dia inteiro para as coisas melhorarem. E, olha, posso publicar tudo o que faço, prestar conta para as pessoas... Aparentemente, vou me candidatar a deputada federal, mas aceito novas sugestões e ideias. (Risos)
19. Aceitaria disputar um cargo executivo?
No momento não penso em cargo executivo. Mas vamos ver o que acontece. Gosto de mudar.
20. O Brasil está pronto para ter uma presidente cadeirante?
Olha, o Brasil não está preparado para o cadeirante. O país precisa ficar muito melhor para todos eles, independentemente do cargo. Mas sei que eu estou pronta! (Risos)

sábado, 21 de dezembro de 2013

Especialista aponta quais devem ser os rumos da tecnologia assistiva

Avanços incluem de cadeiras de rodas inteligentes a exoesqueleto robótico

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Tecnologia Assistiva (Foto: Thinkstock/Getty Images)Avanços permitiram a criação de cadeiras de rodas inteligentes (Foto: Thinkstock/Getty Images)
Quando se fala na expressão Design Universal, entende-se que determinado produto, ambiente, ou serviço, por exemplo, pode ser usado pela maior parte das pessoas, independente de idade, habilidade, ou situação. No Brasil, é o Comitê Brasileiro de Acessibilidade, órgão vinculado à Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), que é responsável pela criação de normas sobre o assunto. Atualmente, a entidade disponibiliza 16 normas, incluindo acessibilidade a edificações, mobiliário, espaços e equipamentos urbanos, por exemplo. Além disso, o comitê prevê requisitos de acessibilidade nos meios de transporte e na prestação de vários tipos de serviços.

Se de um lado é preciso fazer valer uma maior conscientização sobre como a acessibilidade deve ser encarada como requisito obrigatório em qualquer segmento da sociedade, por outro, os avanços da ciência acabam por desempenhar papel fundamental na diminuição das barreiras. A partir dessa premissa, surge uma área que há décadas vem pensando meios e maneiras para garantir o direito de ir e vir de pessoas com deficiência: a tecnologia assistiva.

Conforme destaca o professor José Antônio dos Santos Borges, pesquisador do Núcleo de Computação Eletrônica (NCE), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a tecnologia assistiva hoje dá suporte a, praticamente, todas as áreas de deficiência. “Isso é feito por meio de sofisticadas técnicas, como a síntese e reconhecimento de voz, inteligência artificial, visão artificial, robótica, mecatrônica e bioengenharia”, ressalta o pesquisador, que, junto à sua equipe, já criou alguns dos mais importantes softwares de acessibilidade do país, como o Dosvox, o MecDaisy e o Motrix.
José ressalta que entre as áreas com maior complexidade, se situam, neste momento, as tecnologias em que a mente atua diretamente como elemento de controle. Em outras palavras, já é realidade o cérebro poder controlar diretamente uma boa gama de dispositivos. Ou seja, por meio do pensamento, o ser humano, sem a necessidade de nenhuma ação mecânica, física, ou sonora, pode comandar um equipamento. O professor cita como exemplo os exoesqueletos, estruturas robotizadas que são "vestidas" por pessoas com deficiência motora grave, permitindo sua locomoção, cujo movimento é controlado diretamente pelo cérebro. “Esse controle ainda é limitado, mas é razoável supor que, em alguns anos, o controle direto pela mente abrirá fronteiras inagináveis para a amplificação do potencial humano”, prevê o especialista.

Um exemplo do desenvolvimento desse tipo de tecnologia no Brasil foi apresentado no programa do Globo Universidade sobre robótica, exibido no dia 11 de maio. O Centro de Robótica de São Carlos, da Universidade de São Paulo (USP), vem estudando maneiras de tornar viável exoesqueletos para reabilitação médica de pessoas com deficiência, ou com problemas motores. Os exoesqueletos robóticos estão sendo testados para auxiliar pacientes em tratamentos fisioterápicos, atuando, por exemplo, na reabilitação de membros inferiores em pessoas que sofreram um Acidente Vascular Cerebral (AVC).
O futuro da tecnologia assistiva
No que tange os avanços tecnológicos na área, o pesquisador aponta como um campo especialmente promissor os de sistemas de locomoção, no qual as cadeiras de rodas se tornam cada vez mais inteligentes, e com formas inovadoras. Esses equipamentos permitem aos cadeirantes, por exemplo, subir escadas, assumir diversos posicionamentos (sentado, em pé, ou deitado); massagear o usuário; ou mesmo ser direcionadas apenas com o pensamento.

“Além disso, carros inteligentes já são capazes de dirigir sem o motorista, e isso é fabuloso para um cego que pode ‘dirigir’ seu carro, ou para uma pessoa sem movimentos físicos que pode controlá-lo sem dificuldade. Esses são apenas pequenos exemplos, pois o computador, com seu potencial de simular a capacidade humana de controlar as coisas, e com um poder de cálculo e memorização extraordinário, é usado a cada dia em ideias inovadoras, que nos surpreendem e trazem novas perspectivas com valor incalculável para quem ganha a habilidade de fazer o que antes não podia”, ressalta José.

Em termos conceituais, para onde está caminhando a tecnologia assistiva? Respondendo a essa pergunta, o pesquisador prevê que no futuro, partes do corpo do ser humano que funcionem precariamente possam ser substituídas por máquinas computadorizadas bem acopladas, sendo, provavelmente, comum a figura do “cyborg", ou seja, a mistura de homem e máquina.

“Independente dessa possibilidade, que já é real, pois é comum que em pessoas cardíacas o coração já seja controlado através de um pequeno computador, a tecnologia já é usada para várias coisas. Ela pode dar potencial de leitura a quem não pode ler, movimentação para quem não se movimenta, acesso virtual no qual o presencial é impossível, visão e fala artificiais, mesmo que precárias, entre outras coisas. Neste campo, não há limite, ou melhor, o limite é nossa imaginação”, conclui.
http://redeglobo.globo.com/globociencia/noticia/2013/06/especialista-aponta-quais-devem-ser-os-rumos-da-tecnologia-assistiva.html

Teatro de Bonecos ensina crianças a respeitarem os pessoas com deficiências em Bauru

O teatro de bonecos 'A turma do Bairro' possui personagens com diferentes tipos de deficiência
 
 
O teatro de bonecos ‘A turma do Bairro’ possui personagens com diferentes tipos de deficiência
Atuando na promoção dos direitos da pessoa com deficiência, a SORRI-BAURU há 34 anos é muito procurada por empresas e instituições de diversos segmentos, de todo país, que desejam adotar políticas inclusivas. De forma criativa, a SORRI-BAURU proporciona a conscientização para a diversidade, favorecendo a natural convivência nos mais diversos ambientes e motivando a interação social.
A fim de envolver seu usuário e sua família numa perspectiva de superação e inclusão na comunidade, assim como despertar a sociedade para a importância de estar “pronta” para receber toda e qualquer pessoa respeitando suas diversidades, a SORRI-BAURU desenvolve um importante trabalho voltado para emancipação e inclusão social.  Em 2010 mais de 6000 pessoas foram atingidas com os programas de sensibilização realizados pela Organização Social.
Dentre as diversas estratégias utilizadas para sensibilização e quebra de preconceito, o teatro interativo “A TURMA DO BAIRRO” da SORRI-BAURU, destaca-se por ser uma maneira envolvente e divertida de tratar os mitos sobre as deficiências. Os carismáticos personagens do teatro são bonecos de aproximadamente 1 metro de altura com e sem deficiência, do grupo americano The Kids on the Block, por meio de adaptação da técnica teatral japonesa Bunraku, contagiam todos os participantes criando um clima de descontração e diálogo.  A apresentação da Turma do Bairro também conta com uma importante dinâmica de perguntas e respostas com profissionais da Instituição, orientando e desmistificando questões sobre o tema.
A Turma do Bairro, esclarece a Psicóloga da SORRI-BAURU Gilda A. Nex Alves e intérprete do personagem Marcos, “é uma importante ferramenta de impacto e alto poder de comunicação, utilizada para compartilhar informações e destacar as potencialidades da pessoa com deficiência. Nas apresentações percebemos de maneira nítida que a informação é um grande instrumento da quebra do preconceito”.
No ano de 2010 a SORRI-BAURU apresentou “A TURMA DO BAIRRO” para renomadas empresas regionais, contribuindo para melhoria da convivência com a diversidade no ambiente corporativo. Segundo José Roberto Bottaro – Gerente Senac Bauru, “ a apresentação do teatro interativo no Senac-Bauru contribuiu muito para formação de nossos colaboradores, proporcionando um ambiente de trabalho mais inclusivo e com respeito a diversidade.”
Para mais informações sobre os Programas de Sensibilização da SORRI-BAURU, acesse o link Contato, ou pelo telefone: 4009-1000 ramal 1035- Departamento de Projetos Comunitários.
Clique em cima da imagem para assistir o vídeo sobre a matéria do Teatro de Bonecos da Sorri Bauru
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Clip Unilehu Encerramento 2013