segunda-feira, 13 de maio de 2013

Casa acessível é segura para crianças, idosos e deficientes; veja


  • uol

  • No projeto de Robson Gonzales, a bancada com vão livre de 0,73 m permite o encaixe da cadeira de rodas
    No projeto de Robson Gonzales, a bancada com vão livre de 0,73 m permite o encaixe da cadeira de rodas
Como ter uma casa que acolha com segurança e acessibilidade tanto às crianças, aos idosos e aos deficientes? A solução de um espaço acessível está no projeto que, ao ser idealizado por um arquiteto ou um designer de interiores, deve considerar as diversas etapas da vida de um ser humano e os variados tipos de usuários, sejam eles moradores ou visitantes, seja um bebê ou um idoso, sejam portadores de deficiência, com mobilidade reduzida ou não.
Todos têm direito a espaços adaptados e seguros. Segundo define a norma técnica 9050, da ABNT, a acessibilidade é a possibilidade e a condição de alcance, percepção e entendimento para o uso com segurança e autonomia de edificações, espaço, mobiliário, equipamento urbano e elementos.  
 
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Veja ambientes adaptados para idosos, deficientes e crianças19 fotos

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A mesa redonda é o elemento chave da sala de jantar, idealizada pela arquiteta Daniela Afrodite Velloza e as designers Virginia Costa Velloza e Elizabeth de Souza Barros. Além de não possuir quinas, o móvel favorece a circulação e deixa um vão livre de 0,75 m, de acordo com as normas técnicas, propiciando o uso adequado tanto a um cadeirante quanto de uma pessoa da terceira idade. O buffet tem 0,70 m de altura e porta de correr, permitindo uma boa aproximação Martin Szmick/Divulgação
 
A NT 9050 se baseianos conceitos do Desenho Universal, que estabelece parâmetros para o design e a arquitetura, de modo a garantir autonomia e segurança a mais pessoas. 
 
Adotado inicialmente pelos EUA, nos anos 1980, o Desenho Universal surgiu para atender as necessidades não só de cadeirantes, mas de todos aqueles que apresentam necessidades especiais como os deficientes visuais e intelectuais, assim como os idosos e os que usam muletas ou andador.
 
O Desenho Universal, expressão usada pela primeira vez pelo arquiteto americano Ron Mace, também considera os usuários com deficiência temporária e a diversidade humana e suas características antropométricas e sensoriais.
 
  • Divulgação
    Na área do box, as barras dão maior segurança ao morador
"Quando se executa um projeto com base no Desenho Universal, levamos em conta que o ser humano evolui ao longo da vida e suas necessidades e características mudam conforme a faixa etária", explica a arquiteta Daniela Velloza.
 
Espaços democráticos
Para que o espaço seja acessível e de uso abrangente, seu dimensionamento deve estar correto. Veja algumas funções que o projeto de arquitetura deve cumprir, segundo os conceitos do Desenho Universal:
 
- Permitir o acesso e uso confortáveis para os usuários, sentados ou em pé; 
- Possibilitar o alcance visual dos ambientes e produtos a todos os usuários, sentados ou em pé; 
- Acomodar variações ergonômicas, oferecendo condições de manuseio e contato para usuários com as mais variadas dificuldades de manipulação, toque e pegada; 
- Permitir a utilização dos espaços por pessoas com órteses, como cadeira de rodas, muletas, entre outras, de acordo com suas necessidades para atividades cotidianas. 
 
Projeto adequado
No projeto de arquitetura, vários itens de acessibilidade podem ser contemplados. Confira abaixo dicas dos profissionais Daniela Velloza, Robson Gonzales e da arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito:
 
Arquitetura inclusiva
- 0,90 m é a largura mínima de corredores e portas de passagem
- 0,80 m é a largura mínima do vão de outras portas
- 0,80 x 1,20 m é o maior módulo referência pois comporta um cadeirante
- 1,50 x 1,20 m é a área necessária para a rotação de 180 graus de uma cadeira de rodas 
- Entre 0,60 m e 1,00 m do piso é a altura média de interruptores e comandos
- 0,50 cm é o desnível máximo permitido
- 0,60 m é a altura máxima para os peitoris de janelas
 
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Acessibilidade: projetos pensados para a terceira idade17 fotos

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Projeção feita pelo escritório de arquitetura Aflalo e Gasperini para o Vila Dignidade desenvolvido pela Secretaria da Habitação e Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU). O projeto consiste em vilas de até 24 casas adequadas à moradia de idosos Leia mais Aflalo e Gasperini/ Divulgação
 
Decoração inclusiva
- Prefira mesas em geral sem quinas retas e que não sejam de materiais cortantes, evitando acidentes
- 0,73 m é a altura média de mesas de cozinha e/ou jantar
- Escolha sempre estofados e colchões firmes que facilitam a pessoa a se levantar
- 0,46 m é a altura média de camas e estofados
- Evite armários altos
- Use gabinetes com rodízio
- O fogão tipo cooktop permite cozinhar sentado
 
Banheiro para cadeirantes
- Para a instalação do vaso sanitário, consideram-se as áreas de transferência lateral, perpendicular e diagonal
- Instale as barras de apoio na lateral e no fundo do vaso sanitário que devem ter no mínimo 0,80 m de comprimento mínimo e a 0,75 m do piso acabado
- 1,5 cm é o desnível máximo permitido entre o piso do boxe e do restante do banheiro
- Aplique piso antiderrapante em todo o banheiro 
- Os módulos com rodízios embaixo da pia em vez de marcenaria facilitam a retirada, aumentando a  circulação de uma cadeira de rodas
 
Segurança
A arquiteta do Instituto Brasil Acessível, Sandra Perito, elenca alguns dispositivos e soluções que evitam ou alertam para possíveis acidentes:
 
Para crianças
- Use grade/telas nas janelas
- Instale corrimão com duas alturas para o alcance dos adultos e das crianças
- Não coloque mobiliário perto de janelas para evitar o efeito "escadinha"
- Utilize tapa-tomadas como as cantoneiras plásticas para as quinas de móveis
- Opte por corrediças com amortecedor para as gavetas
- Os armários e gavetas que guardem medicamentos, materiais de limpeza e os talheres devem ser fechados à chave 
 
Para idosos
- Coloque luminária de emergência e luz de balizamento nas áreas de circulação
- Instale sensor de presença nas luminárias em áreas de circulação noturna
- Os abajures devem ser acionados por interruptor
- Use os Interruptores com led
- O topo de degraus ou desníveis devem ter cor contrastante com o piso
- Coloque piso antiderrapante e eliminar o uso de tapetes
- Prefira o mobiliário robusto, pesado e sem quinas retas

Projetor cria ambientes virtuais para crianças com deficiência Simulação propicia interações pouco acessíveis no mundo "real"


Afundar os pés na areia ou tocar folhas e insetos em um jardim são ações aparentemente simples e cotidianas. No entanto, pessoas com limitações motoras podem passar a vida inteira sem ter experiências. “Crianças com paralisia cerebral, por exemplo, costumam ficar muito tempo em casa, ociosas, principalmente as que têm limitações mais severas. A tecnologia é muito importante para elas, pois pode mudar sua relação com o mundo e as pessoas”, observa a terapeuta ocupacional israelense Yael Press, criadora de um sistema de realidade virtual que simula ambientes onde crianças com deficiência podem fazer atividades pouco acessíveis para elas. 

“O cérebro percebe esses estímulos como “reais” e os processa, exercitando as habilidades cognitivas”, explica Yael, que adaptou um tipo de projetor desenvolvido por pesquisadores israelenses, para a abertura dos jogos olímpicos na Grécia em 2004, que permite refletir imagens do mundo físico em qualquer superfície – e interagir com elas. Por exemplo, é possível tocar conchas na imagem de uma praia ou borboletas na de um campo. Ela adaptou a tecnologia testando-a em mais de 100 pacientes entre seis e 30 anos da instituição Aleh, em Israel, que abriga jovens e crianças com deficiência. De acordo com Yael, cada vez mais pesquisadores estão enxergando o potencial terapêutico da “interação cérebro-máquina”. “Por serem de manipulação fácil e intuitiva – basta um arrastar de dedos para acessar novas informações e explorar imagens – os tablets estão ajudando crianças com dificuldades motoras e de fala a se expressarem melhor. A tendência é que cada vez mais terapeutas as usem para se comunicar melhor com seus pacientes”, diz.

Leia mais:

Paralisia cerebral e qualidade de vida
Inaugurado no Rio o maior centro de neuroreabilitação da América do Sul
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/criancas_com_deficiencia_experimentam_novas_sensacoes_em_ambientes_virtuais.html

Falta de conhecimento prejudica projetos de acessibilidade


 
Falta de conhecimento prejudica projetos de acessibilidade
Acessibilidade. Pode-se dizer que este é um sonho dos cadeirantes. Existe uma lei que obriga os prédios a serem adaptados para quem tem deficiência ou alguma dificuldade de locomoção.
O problema é que na prática não é bem assim que funciona. As vezes quem tenta torna o caminho mais acessível e mais fácil acaba pecando por falta de conhecimento.
Há dois anos Fábio deixou Belo Horizonte para vir morar em Brasília. Tetraplégico, ele ficou decepcionado com as calçadas da cidade. Fizemos um passeio pela asa norte. O primeiro problema não demorou a aparecer, a inclinação da rampa.
“Eu vou tentar subir ela de frente, e você vai perceber que ela vai dar uma inclinação na cadeira, e se não tiver alguém atrás, provavelmente a cadeira pode virar”, comenta Fábio.
Ele precisou de ajuda para subir, e encontrou um outro obstáculo, um vaso de planta no meio do caminho que foi adaptado para o deficiente. O gerente do estabelecimento acompanhou a cena.
“A gente não imaginava que ia atrapalhar assim ele, mas se esse é um problema, a gente tira o vaso agora”, disse o gerente.
“As pessoas até tentam dar condições para o cadeirante para ele ter acesso, só que ele não procura pessoas que tenham realmente conhecimento, para tentar desenvolver um projeto onde realmente vai dar uma condição de acesso”, critica Fábio.
Para ver a matéria completa, clique na foto no início do texto, e você será redirecionado para a página onde o vídeo da matéria poderá ser visualizado.
Fonte: Globo

domingo, 12 de maio de 2013

Mãe de filho autista dá lição de dedicação e amor em Campos, RJ


Exemplo de um amor sem limites, só entendido por quem já teve filhos.
Mãe buscou nos estudos a melhor forma de entender e lidar com o autismo.

Nayne recebe o carinho do filho Pedro (Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)Nayne Neves recebe o carinho do filho Pedro (Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)

Priscilla Alvesdo G1 Norte Fluminense

Da notícia de que tem um filho com autismo, para uma realidade surpreendente. O que pode ser uma situação difícil para muitas mães, foi motivo de superação e descobertas para a jovem Nayne Tamy Neves, 32 anos, mãe de Pedro Henrique, de 5 anos . Moradora de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense do Rio de Janeiro, a professora de educação física encontrou nos estudos uma forma mais eficiente de lidar com a condição do filho.
Pedro Henrique nasceu prematuro e ainda teve pouca oxigenação no cérebro, o que para os médicos indicava que o pequeno tinha grandes chances de não andar e acompanhar estímulos. Com o passar o tempo, ele surpreendeu a todos os especialistas e desenvolveu todos os movimentos e algumas palavras. Foi então, com três anos, que um novo diagnóstico apontou que a criança era autista.
Sou mãe de um menino lindo, afetuoso e inteligente, que consegue vencer dificuldades todos os dias junto à família, escola e terapeutas."
Nayne Tamy, mãe de Pedro
“Quando eu descobri, tive um choque porque a gente ouve falar muitas coisas negativas sobre o autismo. Foi então que resolvi ler e pesquisar para conhecer melhor o assunto, e conheci um método de ensino por imagem. Passei a usar isso com o Pedro e hoje digo que ele é um milagre, porque todo prognóstico dele é diariamente quebrado. Todos dizem que ele não vai fazer. A gente luta junto e ele vai lá e faz”, contou Nayne.
Mas os desafios que a professora enfrenta junto com o filho não param por aí. Para um melhor desenvolvimento de Pedro, a mãe precisou modificar a casa, a rotina e alguns hábitos. Segundo Nayne, as adequações que sempre trazem bons resultados. Um dos exemplos foram os cartões com imagens que foram usados para orientar o pequeno.
Criança brinca em casa com um dos brinquedos montados pela mãe (Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)Criança brinca em casa com brinquedos montados
pela mãe (Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)
“A minha casa era cheia de plaquinhas para o Pedro. Na porta da geladeira eu tinha imagem de danones, pra ele saber que lá dentro ele ia achar danones. No banheiro, tinha a foto de um menininho fazendo xixi, para ele fazer o xixi no lugar certo, e por aí em diante. Depois de um tempo, ele começou a aprender. Hoje em dia, ele é independente tanto na minha casa, quanto na casa dos outros, e as imagens não são mais usadas”, conta. 
Segundo a professora, as adequações também precisam ser feitas nas rotinas e locais de convívio. “Evito ir em aniversários, pois ele não gosta da hora do parabéns. Em lugares fechados, com muito barulho, também evito ir porque sei que isso desregula o Pedro”, conta a mãe.
Dificuldades cotidianas
Quando o pequeno Pedro começou a estudar, a maior dificuldade, segundo Nayne, foi em relação a alguns professores que não sabiam como lidar com o autismo. Questionada se já havia se magoado com alguma situação que o filho teria passado, a resposta veio rápida. “Vários casos já me magoaram, mas eu prefiro não falar disso. Vamos falar do lado bom, né!”, disse  a professora.
Pedro já interage com os amigos da escola (Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)Pedro já interage com os amigos da escola
(Foto: Arquivo pessoal/Nayne Tamy)
Mesmo sem falar muito, Pedro interage com as outras crianças na escola. Ele estuda em um colégio particular regular e usa o mesmo método dos outros alunos. A diferença é que a mãe envia para a escola um material adaptado, para ser usado durante as aulas e facilitar na interação. Pedro também tem a intervenção de uma mediadora que acompanha as aulas ao lado dele.
Atualmente, a maior dificuldade de Pedro é com a fala, já que ele pronuncia poucas palavras e tem dificuldades para se expressar. “Ele demorou para andar, para deixar de usar fralda. Mas, aos poucos, a gente chega lá. Hoje o que ele diz é perfeito e nítido, mas ele fala poucas palavras. Ele ainda não descobriu todas as palavras e ainda precisa se interessar. Essa é mais uma conquista que a gente está buscando para o Pedro. Sou mãe de um menino lindo, afetuoso e inteligente, que consegue vencer dificuldades todos os dias junto à família, escola e terapeutas”, finaliza Nayne, um dos muitos exemplos de mães guerreiras espalhadas por esse mundo e que, como todas as outras, só quer ver seu filho crescer e ser feliz.

Filmes Completos Uma lição de amor - JrBelo

Sinopse
Sam Dawson (Sean Penn) é um homem com deficiência mental que cria sua filha Lucy (Dakota Fanning) com uma grande ajuda de seus amigos. Porém, assim que faz 7 anos Lucy começa a ultrapassar intelectualmente seu pai, e esta situação chama a atenção de uma assistente social que quer Lucy internada em um orfanato. A partir de então Sam enfrenta um caso virtualmente impossível de ser vencido por ele, contando para isso com a ajuda da advogada Rita Harrison (Michelle Pfeiffer), que aceita o caso como um desafio com seus colegas de profissão.

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Palestra gratuita desse mes de Maio para o proximo dia 25 . Façam ja as suas inscrições.


Entenda como funcionará a lei de aposentadoria especial para pessoas com deficiência

Publicado em 10/05/2013 por  em DireitosNotícias


A presidenta Dilma Rousseff sancionou a Lei Complementar nº 142, que reduz a idade e tempo de contribuição à Previdência Social para a aposentadoria de pessoa com deficiência. As novas regras entrarão em vigor daqui a seis meses, de acordo com o Diário Oficial da União.
Uma  fotografia de um posto do INSS na área de pericia médica com diversas pessos aguardando atendimento
Entenda o que muda na legislação atual:

Redução do tempo de contribuição

A redução do tempo de contribuição será determinado pelo grau da  deficiência que a pessoa possuí, veja abaixo a redução do tempo.
Deficiência grave
Homens: 25 anos de tempo de contribuição
Mulheres:  20 anos de contribuição
Deficiência moderada
Homens: 29 anos de tempo de contribuição
Mulheres:  24 anos de contribuição
Deficiência leve
Não houve redução para os portadores de deficiência leve, pois, nestes casos, não há impedimentos e dificuldades que justifiquem um tempo menor de contribuição.

Como será definida os graus de deficiência

O Poder Executivo definirá as deficiências grave, moderada e leve. Caberá aos peritos do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) atestarem o grau de deficiência do segurado, se filiado ou com filiação futura ao Regime Geral de Previdência Social (RGPS).

Redução da idade para aposentadoria

A lei define ainda que, homens poderão se aposentar aos 60 anos e, mulheres aos 55 anos de idade, independentemente do grau de deficiência, desde que cumprido o tempo mínimo de contribuição de 15 anos e comprovada a existência de deficiência durante igual período.

Comprovação da deficiência

Para contar com o benefício previsto, os segurados terão de comprovar a deficiência durante todo o período de contribuição. Para aqueles que adquiriram a deficiência após a filiação ao RGPS, os tempos diminuídos serão proporcionais ao número de anos em que o trabalhador exerceu atividade com deficiência.

Para quem vale a nova lei

A nova lei vale apenas para os empregados que contribuem para previdência através do INSS. Ficaram de fora os servidores públicos e as previdências privadas.

CAMPANHA DIA 12 DE MAIO DIA DA SENSIBILIZAÇÃO DA FIBROMIALGIA

Em homenagem ao Dia das Mães o Bom Dia mostra exemplo de que amor de mãe é incondicional


Em homenagem ao Dia das Mães o Bom Dia mostra exemplo de que amor de mãe é incondicional

quinta-feira, 9 de maio de 2013

SUS vai oferecer cadeiras motorizadas para pessoas com deficiência PUBLICIDADE JAIRO MARQUES DE SÃO PAULO


Cadeiras de rodas motorizadas, que podem levar mais conforto e mobilidade para pessoas com deficiência física severa, passam agora a ser oferecidas para usuários do SUS (Sistema Único de Saúde).
A medida está dentro de um investimento de R$ 205,2 milhões lançado hoje pelo Ministério da Saúde que envolve também a inauguração de 29 centros de reabilitação, oficinas de produção de órteses e próteses e distribuição de equipamentos para quem tenha algum comprometimento físico ou sensorial.
O recurso sai de parte do programa federal "Viver sem Limites", que planeja investir R$ 7,6 bilhões, até 2014, em inclusão e acessibilidade com ações em áreas diversas como saúde, moradia, educação e assistência social.
Atualmente, as cadeiras de rodas oferecidas pela SUS não atendem adequadamente à demanda de quem precisa se locomover com elas. São pesadas, pouco resistentes, não são feitas sob medida e não permitem autonomia.
A promessa anunciada hoje é que seis modelos novos vão estar disponíveis para os cadeirantes dentro de seis meses. Entre elas, a cadeira motorizada --que pode ser movida por controle remoto, pelo queixo ou boca-- e as cadeiras monobloco, mais leves e práticas.
"Será um ganho enorme. Nenhuma pessoa com deficiência consegue usar aquelas cadeiras de hospital do SUS. Esses produtos costumam ser muito caros e muita gente que precisa fica sem acesso", afirma o estudante Leandro Ribeiro da Silva, que usa cadeira motorizada.
De acordo com Leandro, a medida "pode representar grandes conquistas na vida de uma pessoa com deficiência. Mas, agora, é preciso saber se vai haver muita burocracia para conseguir as cadeiras e se vão mesmo entregá-las a quem precisa."
As regras de distribuição do material ainda não foram divulgadas.
Segundo o Ministério da Saúde, também dentro de seis meses, crianças e adolescentes de 5 a 17 anos, com alguns tipos de deficiências auditivas, matriculadas em escolas públicas, passam a ter direito de receber do SUS um equipamento que auxilia a ouvir a voz dos professores durante as aulas.
PEZINHO
O investimento foi anunciado hoje em Taguatinga (DF) pelo ministro Alexandre Padilha (Saúde), que cobrou mais atitude social pela inclusão.
"O Sistema Único de Saúde está se organizando para que as pessoas com deficiência não tenham limitações. Quem impõe limites a esses brasileiros é a sociedade que não se organiza."
Segundo o ministro, também vai haver liberação de recursos para qualificação de atendimento de pessoas com deficiência em centros odontológicos públicos e transporte acessível exclusivo para condução de pacientes para centros de reabilitação.
Os recém-nascidos também foram incluídos nas medidas anunciadas hoje com maior alcance na rede pública para o chamado "teste do pezinho", que identifica doenças como o hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, doença falciforme e fibrose cística.