Os seres humanos foram contemplados com habilidades ,dons que precisam ser reconhecidos ,bem utilizados ,são as pérolas que Deus confia quando empregamos com
a sabedoria de multiplicar e beneficiar para o COLETIVO.
As vitórias são conquistas.A vida em si é uma vitória. No entanto, os recursos que conduzem ao êxito foram deixados pelo Criador ao longo do caminho, que se chama vida, e acessíveis a todos.
A vida nos agita , competir, tal o progresso das coisas, imagine ficar parado aguardando as coisas aparecerem. Os que assim se posicionam perdem oportunidades preciosas de crescimento.Não basta conhecer alguma coisa. É mister ter a sabedoria de empregar o conhecimento adquirido.
A sabedoria nasce da ousadia ,das tentativas de se implementar aquilo que se conhece.Todas as pessoas bem sucedidas na vida tiveram um ponto de partida em comum: desejaram crescer.Quem não tem a sabedoria de desejar o crescimento, mesmo quando nascido em berço de ouro, acaba por arruinar o que herdou, reduzindo-se a manter aquilo que sua condição mental e espiritual é capaz de conceber.
Ser honesto, ter amigos verdadeiros,buscar fazer o bem sem olhar a quem talvez a modernidade nao se ocupe destes valores .Mas o fato de estar aqui na Terra é pouco pensarmos que viemos para a sobrevivencia e o lazer simplesmente,algo mais nos espera do ESSÊNCIA DO SER.
segunda-feira, 25 de outubro de 2010
quinta-feira, 21 de outubro de 2010
Exemplo de SUPER AÇÃO!!
A ousadia de mãos dadas com a determinação.
Fazer o que muita gente não tem coragem de realizar ou ainda não pensou ser , é ousadia! Ousar é um jeito novo de amar, inventar uma atividade profissional que ainda não tem no mercado de trabalho, sem entrar na competitividade e sim na coletividade! Difícil mesmo, é não querer competir! O instinto quer vencer e perder nunca! Mas a coletividade requer SER, e não o TER, a ESSÊNCIA do homem com a ousadia de vencer os obstáculos construídos pelo próprio homem, como: egoísmo, vaidade, arrogância e tantos outros defeitos que no fundo ao saber dosar o seu ego, valorizar-se na medida certa, seria uma qualidade.
Perseverança é o ato de nunca desistir, de atingir os objetivos mesmo quando tudo pareça impossível alcançar. É a constância, a busca, é o acreditar em si mesmo e em Deus! É nesse momento que chega o sentimento de fé, tão necessário para o alimento da alma.
Inimigos da perseverança são os pensamentos negativos, o medo, a covardia e deixar-se levar por inimigos que não ousamos em fazer nada para modificá-los. Não precisamos amá-los se não tivermos condições desse sentimento, mas pedir ao Pai, por transformá-los, pedindo ajuda para que o modifiquem, para que todos ao nosso redor possam usufruir de nossas mudanças internas.
Ousar, perseverar com fé e valores, colher vitórias e prosperidade um lema a ser seguido pela humanidade em evolução!
JUSSARA molina,45,PC
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
Nosso grande pequeno homem,sábio Charles Chaplin.
O novo perfil do professor

NOVA ESCOLA
Em 2008, a consultoria norteamericana McKinsey elaborou um estudo compilando o que os países com melhor desempenho em Educação fazem para atingir a excelência. Selecionar os melhores professores está entre as conclusões do trabalho, medida que começa a ser levada a sério pelo Brasil. Para estabelecer parâmetros de qualidade na hora de escolher quem vai lecionar para nossas crianças, o Governo Federal está criando o Exame Nacional de Ingresso na Carreira Docente, que deve, em 2011, servir de referência para a contratação na Educação Infantil e nas séries iniciais do Ensino Fundamental em todo o país.
O projeto inclui uma lista com 20 características que todo profissional de Educação deve ter. NOVA ESCOLA reagrupou essas habilidades na reportagem Seis características do professor do século 21, ilustrada com depoimentos de profissionais que já as desenvolveram. Vindos de diferentes pontos do país, eles explicam como o aprimoramento é importante em sua prática. "Para promover a aprendizagem dos alunos, é fundamental desenvolver-se continuamente: olhar para a própria trajetória profissional, perceber falhas, saber o que ainda falta aprender e assumir o desafio de ser melhor a cada dia", resume Angela Maria Martins, doutora em Educação pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e pesquisadora da Fundação Carlos Chagas (FCC).
De fato, não é mais possível dar aulas apenas com o que foi aprendido na graduação. Ou achar que a tecnologia é coisa para especialistas. Trabalhar sozinho, sem trocar experiências com os colegas, e ignorar as didáticas de cada área são outras práticas condenadas pelos especialistas quando se pensa no professor do século 21. Planejar e avaliar constantemente, acreditando que o aluno pode aprender, por outro lado, é essencial na rotina dos bons profissionais.
Essa nova configuração no perfil profissional está embasada em medidas governamentais e em pesquisas sobre a prática docente e o desenvolvimento infantil."Antes, achávamos que a principal função do professor era passar o conhecimento aos alunos. Jean Piaget, Lev Vygotsky e outros estudiosos mostraram que o que realmente importa é ser um mediador na construção do conhecimento e isso requer uma postura ativa de reflexão, autoavaliação e estudo constantes", diz Rubens Barbosa, da Universidade de São Paulo (USP).
Tudo isso, é claro, porque os alunos também não são os mesmos de décadas atrás - longe disso. Com a democratização do acesso à internet, no fim dos anos 1990, passamos a ter nas escolas crianças que interagem desde cedo com as chamadas tecnologias de informação e comunicação, o que exige um olhar diferente sobre o impacto disso na aprendizagem. Finalmente, não podemos nos esquecer de que esses estudantes conectados têm uma relação diferente com o tempo e com o mundo, o que coloca desafios para a docência. A boa notícia é que há muita gente encarando esse novo mundo nas escolas. Confira as histórias de seis professores que estão firmes nesse caminho.
sábado, 16 de outubro de 2010
sexta-feira, 15 de outubro de 2010
Professores não se sentem preparados para inclusão
GAZETA DO POVOFalta de capacitação profissional, escassez de material didático e salas de aula superlotadas são os principais motivos
24/08/2010 00:10 Maria Gizele da Silva, da sucursal
Ponta Grossa - O Paraná, e de modo geral o Brasil, ainda estão dando os primeiros passos para a inclusão de alunos com deficiência nas escolas normais. Conforme os próprios professores, é preciso aparar arestas. É o que sugere uma pesquisa feita via internet pelo Tribunal de Contas do Estado para elaborar o parecer prévio das contas do governo estadual referente ao ano passado. Os professores elencaram os motivos que dificultam a inclusão: falta de capacitação profissional, escassez de material didático e salas de aula superlotadas.
Dos 1.623 professores da rede estadual que responderam aos questionários, 75% dizem que não se sentem preparados para dar aulas para alunos deficientes. No curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), por exemplo, os acadêmicos têm apenas 68 horas-aulas – o equivalente a duas aulas por semana – de educação inclusiva e a mesma quantidade de aulas sobre linguagem de sinais, chamada de Libras. A disciplina deveria ser aplicada em todas as licenciaturas, mas por enquanto, está restrita à Pedagogia. A Secretaria Estadual de Educação e as secretarias municipais promovem cursos de capacitação aos professores já formados. “Muitos professores não fazem os cursos, não se especializam”, diz Julia Maria Morais, da direção de educação especial da APP-Sindicato.
Em segundo e terceiro lugares na lista de queixas dos professores estão a falta de material didático (63,6%) e salas muito cheias que impedem o atendimento individualizado ao aluno com deficiência (56,3%). Além disso, os portadores de deficiência ainda têm de enfrentar barreiras físicas nas escolas (52,5%) e o preconceito de outros alunos e dos pais dessas crianças (52,3%).
Para a chefe do departamento de educação especial e inclusão educacional da Secretaria Estadual de Educação e presidente do Conselho Estadual de Direitos da Pessoa com Deficiência, Angelina Mattar Matiskei, os números não podem ser analisados sozinhos, mas dentro do contexto da educação inclusiva. “Estamos fazendo um processo de inclusão que é gradativo e crescente”, aponta. Em 2004 foi feito o primeiro concurso para contratar professores de educação especial. Angelina afirma que há uma década a realidade era outra. “Nenhum professor estava capacitado, não havia rede de apoio.” Das 2.126 escolas, a maioria foi construída há muitas décadas, quando ainda não se discutia acessibilidade.
Na opinião da pesquisadora e doutora em educação Esméria de Lourdes Savelli, o caminho está errado. “Do meu ponto de vista existe um equívoco muito grande. O aluno especial tem direito à inclusão no ensino regular, mas da maneira como ela acontece é irresponsável porque é preciso ter professores especializados. Eu sou a favor de o aluno especial ter aula no ensino regular, mas em uma turma menor e com professor especializado”, aponta. O professor Luiz Alberto Guimarães, que atua nessa área, diz que as escolas não estão preparadas para atender aos alunos com deficiência. “Acho difícil ter uma solução em curto prazo porque primeiro é preciso melhorar a estrutura física das escolas e segundo que todo profissional precisa abraçar essa causa, sendo que a oferta de cursos de capacitação tem que partir do estado ou das redes municipais”, opina. Hoje, a rede estadual do Paraná tem 37.086 alunos especiais.
Brasileiro “da inclusão” vira oportunidade de aprendizado

GAZETA DO POVO
Em Curitiba, pela primeira vez a competição terá a modalidade cadeirantes. Técnicas diferentes, mas que dialogam entre si
Publicado em 14/10/2010 Adriana Brum
Curitiba recebe, a partir de hoje, os principais esgrimistas brasileiros. Além de mostrarem técnica e habilidade no manuseio de espadas, sabres e floretes, eles terão muito o que ver e aprender. É a primeira vez que o Campeonato Brasileiro da modalidade reúne, simultaneamente, a disputa de atletas e para-atletas.
De hoje até domingo, os cerca de 150 esgrimistas poderão acompanhar o desempenho de atletas cadeirantes em busca do título nacional. E devem se surpreender com a habilidade dos golpes deles, assim como o esgrimista Ivan Marangon Schwantes, que, desde o início deste ano, treina seis para-atletas.
“É surpreendente a velocidade que têm nos movimentos de braço e o quanto desenvolvem a movimentação do tronco”, diz o atleta paranaense, que esteve na seleção que disputou o Pan-Americano do Rio, em 2007. Tal desenvoltura já fez com que o técnico levasse esgrimistas “convencionais” aos treinos dos paraesgrimistas com o objetivo de aprimorar suas técnicas.
A principal diferença nas regras é que o cadeirante compete com a cadeira de rodas fixada no chão, enquanto nas provas tradicionais o esgrimista pode se deslocar em uma pista de 14 metros.
Além de técnico, Ivan disputará o Brasileiro na categoria espada, na qual pode, mais uma vez, confrontar-se com seu irmão, Athos, atual líder do ranking nacional. Não serão os únicos representantes da família na disputa. A irmã, Lorana, é a 11.ª colocada no ranking da espada feminina. No domingo, o pai, Ronaldo Schwantes, concorre na categoria veteranos.
“Será uma competição muito forte. Os melhores esgrimistas do Brasil estão se preparando há tempos para esse campeonato. Destaque para o pessoal de São Paulo, que tem uma equipe muita competitiva, e Porto Alegre, com um time jovem”, avalia Athos.
Serviço
Campeonato Brasileiro de Esgrima, em Curitiba, no ginásio do Colégio Bom Jesus (Rua 24 de Maio, 135, Centro). Entrada Gratuita.
Hoje: espada feminino (8h30) e sabre masculino (13 h).
Amanhã: espada masculino (8h30) e florete feminino (14 h).
Sábado: florete masculino (8h30) e sabre feminino (14 h). Finais sempre às 18 h.
Domingo: Competição por equipes e veteranos.
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terça-feira, 12 de outubro de 2010
Lídio Filho é o primeiro médico a operar de uma cadeira de rodas
Em uma tentativa de assalto, pouco antes do Réveillon de 2007, ele levou quatro tiros e ficou paraplégico.
Ele tem sérios problemas de saúde, mas escolheu seguir na profissão. E agora faz história... Operando em uma cadeira de rodas.
Deu pra ouvir só o primeiro tiro. Eu apaguei e nada mais.
‘’Eu apaguei. Porque uma nove milímetros com uma distância de menos de um metro é como se fosse um coice, né?” ”, conta Lídio Toledo Filho.
Foi no último dia de 2007. Em uma tentativa de assalto, pouco antes do Réveillon, o Doutor Lídio Toledo Filho levou quatro tiros. Por sorte o socorro chegou rápido.
“Foi o que salvou realmente a vida dele. Ele não fez nenhum exame pré-operatório. Passou direto para o centro cirúrgico”, relembra o pai, Lídio Toledo.
“Eu tive duas paradas cardíacas. Dentro do centro cirúrgico. Na verdade eu morri duas vezes”, conta Lídio Toledo Filho.
Só quando acordou, dezenove dias depois, é que ele ficou sabendo que estava paraplégico.
“Quando a ficha caiu, dentro do CTI, eu fiquei bem arrasado”, diz Lídio Filho.
Foi um choque. A família ainda tentava entender. Mas o Doutor Lídio não.
“Não estou querendo entender, estou querendo é trabalhar, estou querendo correr atrás. Não estou aqui pra entender. não é pra entender”, relembra.
O pedido inesperado foi feito à mãe.
“Quando ele disse pra mim que queria trabalhar, eu disse: eu te levo! Foi no dia 28 de agosto de 2008. Tinha oito meses, ainda não tinha feito nove meses do que aconteceu”, conta Eliete Cappelli Toledo de Araújo, a mãe.
Uma intensa rotina de exames no consultório de ortopedia. O pai, Lídio Toledo, ex-médico da seleção brasileira de futebol, enche-se de orgulho: “Tem muito paciente. Mais do que eu!”.
Mas voltar ao consultório ainda parecia pouco. Sentindo-se na prisão do próprio corpo, Lídio Filho queria mais.
“Lídio, você é feliz? Não, não estou feliz assim. Estou buscando a minha felicidade”, afirma.
E, para um médico ortopedista, poder operar de novo talvez fosse um atalho para a felicidade.
Fantástico - O senhor esperava que ele pudesse fazer isso ou chegou um momento em que o senhor achou que não?
Lídio Toledo - Não, no início eu pensei que não. Devido à paralisia do nervo radial, porque ele tinha uma mão caída.
Mas o nervo da mão, atingido por um dos tiros, foi restaurado numa cirurgia. E o Doutor Lídio Filho botou na cabeça que tinha de retribuir de alguma forma.
“Se disser: você aceita isso que aconteceu contigo? Não! Por isso que eu estou me ligando pra melhorar. Sou muito teimoso? Sou! Graças a deus sou teimoso”, fala Lídio Filho.
Contrariando todas as previsões, inclusive as mais otimistas, o Doutor Lídio não só retomou a sua rotina normal de trabalho como se tornou o único médico do Brasil que opera de uma cadeira de rodas. De 2008 pra cá ele esteve à frente de 130 cirurgias.
O Fantástico vai acompanhar mais uma delas.
A preparação é a mesma de qualquer outra cirurgia. A diferença é que a cadeira de rodas fica encostada na mesa, na altura ideal para que o médico faça a incisão e todos os outros procedimentos.
É uma operação de joelho, a especialidade dele.
Fantástico - Em que momento você teve certeza de que ia poder voltar a operar?
Lídio Filho - A partir da primeira cirurgia. Graças a Deus ficou perfeito. No transcorrer da cirurgia, eu vi que estava totalmente apto pra trabalhar.
Fantástico – O que você pensa em quê no momento que está operando?
Lídio Filho - Ah, fico totalmente concentrado na cirurgia. E durante a cirurgia, no meu caso, eu esqueço completamente que eu sou paraplégico. Não passa pela minha cabeça.
Uma profissão tão envolvente às vezes rouba o tempo da fisioterapia que ele deveria fazer.
“A gente ouve muito falar que a medicina é um sacerdócio. Mas eu vou te dizer: é mesmo!”, diz Lídio Filho.
Mas o Doutor Lídio não se queixa. Cada osso que ele restaura, cada tendão que ele recompõe lhe dão a certeza de que sua busca está mais do que certa.
“Não desistam do seu desejo, não desistam das suas ambições. Não é fácil, mas tem que perseverar. Por mais que tenha sido difícil o período que você atravessou, mas você não pode abrir mão do seu legado, da sua obra, do seu trabalho, daquilo que te faz feliz. E correr sempre atrás do que você deseja”, ensina Lídio Toledo Filho.
Para ver a reportagem clicar titulo
Ele tem sérios problemas de saúde, mas escolheu seguir na profissão. E agora faz história... Operando em uma cadeira de rodas.
Deu pra ouvir só o primeiro tiro. Eu apaguei e nada mais.
‘’Eu apaguei. Porque uma nove milímetros com uma distância de menos de um metro é como se fosse um coice, né?” ”, conta Lídio Toledo Filho.
Foi no último dia de 2007. Em uma tentativa de assalto, pouco antes do Réveillon, o Doutor Lídio Toledo Filho levou quatro tiros. Por sorte o socorro chegou rápido.
“Foi o que salvou realmente a vida dele. Ele não fez nenhum exame pré-operatório. Passou direto para o centro cirúrgico”, relembra o pai, Lídio Toledo.
“Eu tive duas paradas cardíacas. Dentro do centro cirúrgico. Na verdade eu morri duas vezes”, conta Lídio Toledo Filho.
Só quando acordou, dezenove dias depois, é que ele ficou sabendo que estava paraplégico.
“Quando a ficha caiu, dentro do CTI, eu fiquei bem arrasado”, diz Lídio Filho.
Foi um choque. A família ainda tentava entender. Mas o Doutor Lídio não.
“Não estou querendo entender, estou querendo é trabalhar, estou querendo correr atrás. Não estou aqui pra entender. não é pra entender”, relembra.
O pedido inesperado foi feito à mãe.
“Quando ele disse pra mim que queria trabalhar, eu disse: eu te levo! Foi no dia 28 de agosto de 2008. Tinha oito meses, ainda não tinha feito nove meses do que aconteceu”, conta Eliete Cappelli Toledo de Araújo, a mãe.
Uma intensa rotina de exames no consultório de ortopedia. O pai, Lídio Toledo, ex-médico da seleção brasileira de futebol, enche-se de orgulho: “Tem muito paciente. Mais do que eu!”.
Mas voltar ao consultório ainda parecia pouco. Sentindo-se na prisão do próprio corpo, Lídio Filho queria mais.
“Lídio, você é feliz? Não, não estou feliz assim. Estou buscando a minha felicidade”, afirma.
E, para um médico ortopedista, poder operar de novo talvez fosse um atalho para a felicidade.
Fantástico - O senhor esperava que ele pudesse fazer isso ou chegou um momento em que o senhor achou que não?
Lídio Toledo - Não, no início eu pensei que não. Devido à paralisia do nervo radial, porque ele tinha uma mão caída.
Mas o nervo da mão, atingido por um dos tiros, foi restaurado numa cirurgia. E o Doutor Lídio Filho botou na cabeça que tinha de retribuir de alguma forma.
“Se disser: você aceita isso que aconteceu contigo? Não! Por isso que eu estou me ligando pra melhorar. Sou muito teimoso? Sou! Graças a deus sou teimoso”, fala Lídio Filho.
Contrariando todas as previsões, inclusive as mais otimistas, o Doutor Lídio não só retomou a sua rotina normal de trabalho como se tornou o único médico do Brasil que opera de uma cadeira de rodas. De 2008 pra cá ele esteve à frente de 130 cirurgias.
O Fantástico vai acompanhar mais uma delas.
A preparação é a mesma de qualquer outra cirurgia. A diferença é que a cadeira de rodas fica encostada na mesa, na altura ideal para que o médico faça a incisão e todos os outros procedimentos.
É uma operação de joelho, a especialidade dele.
Fantástico - Em que momento você teve certeza de que ia poder voltar a operar?
Lídio Filho - A partir da primeira cirurgia. Graças a Deus ficou perfeito. No transcorrer da cirurgia, eu vi que estava totalmente apto pra trabalhar.
Fantástico – O que você pensa em quê no momento que está operando?
Lídio Filho - Ah, fico totalmente concentrado na cirurgia. E durante a cirurgia, no meu caso, eu esqueço completamente que eu sou paraplégico. Não passa pela minha cabeça.
Uma profissão tão envolvente às vezes rouba o tempo da fisioterapia que ele deveria fazer.
“A gente ouve muito falar que a medicina é um sacerdócio. Mas eu vou te dizer: é mesmo!”, diz Lídio Filho.
Mas o Doutor Lídio não se queixa. Cada osso que ele restaura, cada tendão que ele recompõe lhe dão a certeza de que sua busca está mais do que certa.
“Não desistam do seu desejo, não desistam das suas ambições. Não é fácil, mas tem que perseverar. Por mais que tenha sido difícil o período que você atravessou, mas você não pode abrir mão do seu legado, da sua obra, do seu trabalho, daquilo que te faz feliz. E correr sempre atrás do que você deseja”, ensina Lídio Toledo Filho.
Para ver a reportagem clicar titulo
sexta-feira, 8 de outubro de 2010
Pausa...
Pausa é um intervalo de silêncio em uma peça de música, marcada por um sinal que indique a duração da pausa.
"Na pausa não há música, mas a pausa ajuda a fazer a música”
"A PAUSA assim como é importante na música,também é fundamental para SAÚDE de tudo o que é vivo...A noite é pausa, o inverno é pausa, mesmo a morte é pausa...Onde não há pausa, a vida lentamente se extingue...Para um mundo no qual funcionar 24 horas por dia parece não ser suficiente,onde o meio ambiente e a terra imploram por uma folga,onde nós mesmos não suportamos mais a falta de tempo,descansar se torna uma necessidade do planeta.Hoje, o tempo de "PAUSA" é preenchido por diversão e alienação!...Lazer não é feito de descanso, mas de ocupações "para não nos ocuparmos".A própria palavra ENTRETENIMENTO indica o desejo de não parar!...E A INCAPACIDADE DE PARAR TAMBÉM É UMA FORMA DE DEPRESSÃO.O mundo está DEPRIMIDO e a indústria do entretenimento cresce nessas condições.Nossas cidades se parecem cada vez mais com a DISNEYLANDIA!...Longas filas para aproveitar experiências pouco interativas...Fim de dia com gosto de VAZIO!...Um divertido que não é nem bom nem ruim...Dia pronto para ser ESQUECIDO,não fossem as fotos e a memória de uma EXPECTATIVA FRUSTRADA,que ninguém revela para não dar o gostinho ao próximo...Entramos no milênio num mundo que é um GRANDE SHOPING.A Internet e a televisão não dormem.Não há mais insônia solitária; solitário é quem dorme.As bolsas do Ocidente e do Oriente se revezam fazendo do ganhar eperder, das informações e dos rumores, atividade incessante...A CNN inventou um tempo linear que só pode parar no fim.Mas as paradas estão por toda a caminhada e por todo o processo.Sem acostamento, a vida parece fluir mais rápida e eficiente,mas ao custo fóbico de uma paisagem que passa.O futuro é tão rápido que se confunde com o presente.As montanhas estão com olheiras, os rios precisam de um bom banho, ascidades de uma cochilada, o mar de uma férias, o domingo de um feriado...Nossos namorados querem 'ficar', trocando o 'ser' pelo 'estar'.Saímos da escravidão do século XIX para o LEASING do século XXI -Um dia seremos nossos?Quem tem tempo NÃO É SÉRIO, quem não tem tempo é IMPORTANTE!!...Nunca fizemos tanto e realizamos tão pouco...Nunca tantos fizeram tanto por tão poucos...Parar não é interromper.Muitas vezes continuar é que é uma interrupção!...O dia de não trabalhar não é o dia de se distrair -Lliteralmente, ficar desatento...É um dia de ATENÇÃO CONSIGO E COM SUA VIDA!A pergunta que as pessoas se fazem no descanso é'o que vamos fazer hoje?' - já marcada pela ANSIEDADE!...E sonhamos com uma longevidade de 120 anos,quando não sabemos o que fazer numa tarde de domingo...Quem ganha tempo, por definição, PERDE!...Quem mata tempo, FERE-SE mortalmente.É este o grande 'radical livre' que envelhece nossa alegria -O sonho de fazer do tempo uma MERCADORIA!Em tempos de novo milênio, vamos RESGATAR coisas que são milenares.A PAUSA é que traz a surpresa e não o que vem depois...A pausa é que dá SENTIDO à caminhada!!...A prática espiritual deste milênio será VIVER AS PAUSAS.Não haverá maior sábio do que aquele que souber quando algo terminoue quando algo vai começar!Afinal, por que o Criador descansou?Talvez porque, mais difícil do que iniciar um processo do nada,seja dá-lo como concluído!!.." Nilton Bonder
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