domingo, 16 de novembro de 2014

Paraplégico surpreende sua noiva ao armar esquema para dançar valsa em seu casamento

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  • Reprodução/Daily MailReprodução/Daily Mail

    O ex-sargento Joey John, atualmente com 27 anos, sofreu um grave acidente de moto quatro meses após conhecer sua atual esposa, Michelle. Nele, ficou paraplégico, mas não desistiu do sonho de se casar. E, na cerimônia, surpreendeu a todos ao usar uma estrutura que o permitiu ficar de pé para dançar com a noiva.

    O caso, que aconteceu em Fishers, Indiana, nos Estados Unidos, chamou a atenção de todos pela emoção envolvida na cena. Michelle, ao ver o noivo na estrutura, caiu em lágrimas antes mesmo da valsa. A reação foi a mesma de todos os convidados.

    Pendurado na estrutura, Joey conseguiu dançar toda a valsa e realizar seu sonho e o de sua mulher. Segundo a noiva, essa "foi a melhor surpresa que Joey podia fazer, a prova definitiva de que aquele casamento era a decisão mais acertada".


                       
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    sexta-feira, 14 de novembro de 2014

    1 Piquinique inclusivo de Curitiva e Regiao!!30/11.Voce é convidado especial!

    Projeto lindo de uma amiga mais que especial. Para os que puderem apoiar a causa, de alguma maneira, muito obrigada.
    "Se puder me ajude a divulgar a página, ao continuar minha caminhada levando ao poder público quanto mais adeptos mais força ganha o projeto." LIA - Lazer, Inclusão e Acessibilidade

    Vamos juntos trabalhar para tornar realidade este projeto nos parques da capital! Obrigada pelo apoio:Felipe Braga Côrtes.!!




    Inclusão na Diversão: Recebi hoje a Shirley Ordônio e Marco Zeni do Projeto LIA ( Lazer, Inclusão e Acessibilidade) para tratar de ações que garantam o direito da criança com deficiência de brincar em parques públicos

    Vamos juntos trabalhar para tornar realidade este projeto nos parques da capital! — com LIA - Lazer, Inclusão e Acessibilidade e Shirley Pereira Ordonio

    CURTAM A PÁGINA:

    USP oferece curso online grátis do sistema Braille

     


     A Universidade de São Paulo (USP) oferece um curso online grátis de Braille (sistema usado por pessoas cegas) pela internet, destinado a pessoas que não têm deficiências visuais. 


    As aulas são indicadas para crianças, pais, professores e funcionários de escolas que mantenham projetos de inclusão de cegos.


    Pessoas que tenham interesse em aprender a usar o sistema Braille poderão fazê-lo gratuitamente, pela internet. O material pode ser acessado em português, inglês e espanhol.


    Metodologia do Curso Braille


    As pessoas que enxergam não precisam do tato para ler em Braille. Com o aprendizado do sistema composto por 63 símbolos formados pela combinação de seis pontos em uma célula, o indivíduo que vê pode ler textos em Braille apenas substituindo as letras comuns pela nova simbologia.


    O Braille Virtual é uma animação gráfica que pretende facilitar o aprendizado do sistema. Com os símbolos divididos em grupos de 10, o usuário poderá perceber primeiramente quais pontos formam cada letra Braille. 


    Num segundo momento há a repetição de cada letra, no intuito de facilitar a memorização. Terminada a animação, o usuário pode clicar em cada célula Braille disposta para repetir o aprendizado. 


    A partir do segundo grupo de letras, ao se acrescentar ou retirar apenas um ponto do grupo anterior, forma-se um novo grupo de letras, acelerando o processo. O Braille Virtual é um curso livre e não oferece certificado.


    Para fazer o curso, entre no site www.braillevirtual.fe.usp.br, do Departamento de Metodologia do Ensino e Educação Comparada da Faculdade de Educação da USP.


    Aproveite!


    Fonte:  Canal do Ensino

    Escrita em braille é obrigatória em estabelecimentos de Friburgo, no RJ

    Prefeito sancionou lei no dia 7 deste mês,
    Hotéis, restaurantes, hospitais e shoppings devem aderir.

    Do G1 Região Serrana
    Cardápios em braille (Foto: Reprodução/PEGN)Cardápios de restaurante também terão que ser
    adaptados (Foto: Reprodução/PEGN)
    Restaurantes, hotéis, pousadas, shoppings, hospitais e outros estabelecimentos de Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, são obrigados a praticar a escrita em braille desde o dia 7 deste mês. O prefeito Rogério Cabral sancionou a Lei Municipal 4.347 que dispõe sobre essa obrigatoriedade em todo serviço de informação no município. O executivo baixará normas regulamentares necessárias ao cumprimento da lei. Essa regulamentação se dará em forma de decreto municipal.
    O Código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Por meio da combinação destes símbolos, o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Em situações mais simples, o texto em braille pode ser produzido com a utilização de uma régua especial e um estilete que registram os pontos em uma base que marca os lugares marcados.
    Quem criou o código foi Louis Braille, que estabeleceu esse novo sistema de escrita e leitura para cegos, no ano de 1829, com a publicação desse novo código no livro “Processo para escrever as palavras, a música e o canto-chão, por meio de pontos, para uso dos cegos e dispostos para eles”.
    Atualmente, existem máquinas de escrever adaptadas para a confecção de textos em Braille e computadores que conseguem transformar um simples comando de voz em um texto adaptado a esse mesmo código. Sem dúvida, o sistema Braille abriu um campo de possibilidades que rompe com as limitações impostas pelo corpo. Mesmo sem a visão do mundo material, os cegos podem produzir conhecimento, realizar projetos e, principalmente, sentir o mundo à sua maneira.
    Em São Paulo - e em muitas outras cidades brasileiras - o estabelecimento que não dispuser ao cliente cardápios em Braille pode ser denunciado e multado, pois há leis que determinam que restaurantes, bares, lanchonetes e hotéis devem disponibilizar cardápios com o código para pessoas com deficiência visual. Em São Paulo, esse direito é garantido pela Lei 12.363/97, que é regulamentada pelo Decreto Municipal nº 36.999/97.

    quarta-feira, 12 de novembro de 2014

    Brinquedos e brincadeiras para crianças cegas

    O objetivo desse post é listar alguns tipos de brinquedos que podem ser inseridos no brincar da criança cega ou com baixa visão auxiliando seu desenvolvimento.
    Vamos começar falando da estimulação vestibular que é importante para o desenvolvimento saudável do cérebro das crianças, especialmente das cegas ou com baixa visão. Estas pessoas não recebem a estimulação vestibular adequada, pelo menos na maioria das vezes.
    Uma criança vidente (que é como chamamos quem enxerga) obtém esse tipo de estimulação através dos movimentos da cabeça durante as brincadeiras e outras atividades cotidianas que requerem o movimento da cabeça para olhar para as coisas e realizar as atividades. Se você parar para pensar 2 minutinhos, vai ver quanto movimento da cabeça realizamos para nossas atividades, até mesmo as que executamos em pé, como o banho. Crianças que não conseguem enxergar só possuem uma fração dessas experiências de movimento.
    Pensando nesse tipo de estímulo, o balanço proporcionado por alguns brinquedos é uma boa maneira para crianças cegas receberem o estímulo que o cérebro precisa para se organizar e se desenvolver de forma otimizada. A ausência do estímulo vestibular pode levar a problemas no processamento das informações sensoriais e, a partir daí, surgirem diferentes sintomas, um deles pode ser inquietude, que os pais podem entender como ansiedade ou problemas comportamentais. Assim, o estímulo vestibular proporcionado pelo balanço pode ajudar. Conclusão: crianças cegas podem se beneficiar de ter oportunidades diárias ou regulares de se balançarem.
    Nada melhor para se balançar que um balanço, não é? Sendo assim, nossa lista começa com:
    – balanços
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    Jogos e brincadeiras que envolvam movimentos também podem facilitar as relações sociais, dando às crianças atividades que podem fazer com outras pessoas (outras pessoas ou adultos). Estimule pais a pensarem quais as brincadeiras com movimento que os filhos gostam e introduzí-las com mais frequência na rotina da criança.
    Quando o assunto é brinquedos, é recomendável que crianças cegas tenham brinquedos como:
    instrumentos musicais (bateria, pianinho, instrumentos de corda…). O legal de instrumentos é não só desenvolver outro sentido como também aguçar o interesse por música enquanto estimula ritmo e outras habilidades importantíssimas que só a música fornece.
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    massa de modelar ou argila. Esses recursos podem ser trabalhados de várias formas. O importante nesse caso é o contato da criança com esse recurso tátil tão rico em possibilidades de uso.
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    Falando em estímulo tátil, não podemos deixar de lembrar a piscina. Piscina é sinônimo de alegria para crianças, mas para a criança cega pode ser um desafio tendo em vista o ambiente sensorial diferenciado e a habilidades psicomotoras necessárias para fazer certos movimentos, alguns deles que jamais seriam possíveis fora da piscina. Introduzir e estimular a piscina pode ser bastante rico do ponto de vista psicomotor, ou seja, várias habilidades motoras, cognitivas e sensoriais juntas. Se você não é profissional, use mais uma vez a imaginação e procure pensar tudo o que você sente é precisa fazer para se manter em uma piscina. Temos um post que mostra bóias pensadas para pessoas com disfunção motora grave, quer ler? Clica aqui.
    CDs de diferentes gêneros (ritmos e sons diferentes), rádio e um gravador. A última dica do gravador pode ser para a criança brincar e explorar sua própria voz ou a de parentes e amigos. Se você tiver acesso rádios e gravadores que tenham Braille, melhor ainda. Achamos alguns produtos específicos para pessoas cegas ou com baixa visão no Amazon.
    Você sabia que existe um rádio com design pensado para pessoas cegas? (clique aqui e veja no Amazon)
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    E um gravador digital de voz com marcadores táteis nos botões ? (clica aqui e vê no Amazon)
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    Claro que sabemos que equipamentos e brinquedos podem ser adaptado para crianças cegas, na realidade, todos eles deveriam ter um design universal, mas existem alguns que foram pensados especificamente para esses casos, como é o caso do cão guia de pelúcia que vem com uma bengala branca. Não sabemos se ele existe no Brasil, mas pode ser comprado no Amazon (clica aqui e vê a referência).
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    Não o vimos pessoalmente, mas teve gente no Amazon dizendo que ele era pequeno demais…. Fica a crítica de quem já usou!
    Com todos esses exemplos, estimule pais e familiares a ter um espaço sensorial em casa, até certos balanços de brinquedo podem ser comprados e cabem no interior de uma residência que não tem quintal. Ou até tem espaço, mas períodos de inverno que impossibilitam a criança de brincar fora de casa.
    Ah, temos uma dica de site com materiais para pessoas cegas ou com baixa visão: American Printing House. Esse site contém jogos, brinquedos e até adaptações para atividades cotidianas, tudo pensado para esse público específico.
    Use a técnica com criatividade e imaginação sempre considerando a realidade da criança, combinado?
    E você, tem brinquedos para indicar? Compartilhe com todos!!!
    Fonte: squidoo.com
    Imagem da massa de modelar: freyagf

    Aparelho permite enxergar onde estão as veias do braço

    Produzido pela Cruz Vermelha australiana, invenção usa luz infravermelha para mapear as veias do braço
    Todo mundo já passou ou conhece alguém que passou pela situação. Você precisa precisa colher uma amostra ou quer doar sangue. A enfermeira ou enfermeiro vem e faz uma, duas, diversas tentativas de encontrar o ponto certo. O processo se arrasta. É que a sua veia é fininha, dirá o profissional. Você o amaldiçoa silenciosamente e torce para que a situação acabe logo.
    Cruz Vermelha Australiana
    Cruz Vermelha Australiana
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    A Cruz Vermelha australiana quer acabar com a situação. Eles estão produzindo um equipamento que usa luz infravermelha para mapear as veias do corpo humano. Veja o vídeo:


    O aparelho emite um feixe de luz infravermelha, que é absorvido pela hemoglobina das veias. A informação é traduzida instantaneamente pelo aparelho, que reproduz sobre o mesmo local um mapa mostrando onde a hemoglobina está
    http://pme.estadao.com.br/noticias/noticias,aparelho-permite-enxergar-onde-estao-as-veias-do-braco,5045,0.htm

    Entrevista Dr. Ricardo Hoffmann sobre Microfisioterapia no programa Vera...


    Tobii: comunicação através do olhar




    Hoje vou deixar aqui um texto lindo e uma dica da Priscila Dutra.



           
            Ai vai o texto:

            “A maior parte desse texto foi escrita ontem à noite, quando eu estava na maior expectativa para instalar o Tobii em casa... Ele foi instalado hoje e estou até agora sonhando, pois eu nunca imaginei que um dia teria acesso à esse equipamento, já que o primeiro equipamento, o dynavox, era absurdamente caro, cerca de 5 vezes mais caro que o Tobii, e a calibração é muito difícil, então se tornou inviável para o Lorenzo.
    O Tobii é especialmente indicado às crianças e adultos que tem o cognitivo bom, mas não tem condições motoras de manusear lápis, ou fazer indicações e escolhas com os dedos em um tablet, por exemplo. As crianças que fazem escolhas com os olhos são muito beneficiadas com o uso do equipamento.
    O Tobii pode ser comprado pela linha de crédito do Banco do Brasil ou conseguido via ministério público ou advogado particular que entre com uma ação para o Estado comprar o equipamento.
    Vale lembrar que o uso do Tobii deve ser indicado por uma fonoaudióloga ou por uma terapeuta ocupacional. No final do texto tem todos os contatos.
    Aqui vai um pouco de minha emoção ao viver esse momento tão especial...
    "Algo que sempre me preocupou é a comunicação do Lorenzo, vejo que ele entende tudo, já reconhece algumas letras e números e se comunica da maneira dele. A grande dificuldade é a parte motora, ele não fala e não movimenta as mãos e os dedos para fazer escolhas em um tablet, por exemplo. A comunicação sempre foi através do olhar e eu, como mãe, entendo tudo o que ele quer, e consigo estabelecer uma comunicação, mas a grande questão é: ele se faz entender por todos, mesmo os desconhecidos? A resposta é: não.
    Temos feito várias tentativas com recursos de comunicação, porém todos insuficientes. Ele está evoluindo na parte cognitiva, mas a falta de um recurso eficiente, atrasa os ganhos que poderiam ser bem maiores.
    Há anos venho pesquisando um recurso disponível nos EUA em que um computador "lê" os olhos da criança e as escolhas são feitas na tela do computador, é uma tecnologia chamada"eye-tracking" que é caríssima e muito longe de se tornar uma realidade para nós.
    Há aproximadamente dois meses descobrimos, através da fonoaudióloga que o atende, que existe esse recurso no Brasil e ela começou a utilizar durante as terapias. O equipamento se chama Tobii PCEye Go. O primeiro passo é "calibrar" o olhar, e ele já iniciou com nota 10! Em poucos minutos já conseguiu estabelecer esse contato com a tela e os primeiros exercícios começaram a ser feitos. A fono iniciou com duas escolhas, colocou a foto de dois brinquedos na tela para que ele escolhesse com qual brincar, quando ele fixa o olhar no brinquedo escolhido, a imagem fica em destaque e o som com o nome do brinquedo é emitido. Depois ela passou para escolha de desenhos animados e programas de TV e agora ele já consegue fazer escolhas entre duas categorias diferentes. O problema, ou a solução..., é que escolhe o filme da xuxa em todas elas, e não adianta mudar a imagem de lugar ele realmente fixa na Xuxa! rs
    O uso do recurso não é algo rápido em que a criança consegue fazer todas as escolhas imediatamente, existe um treinamento para que ela entenda que consegue usar seus olhos para fazer as escolhas na tela do computador, algumas crianças levam mais tempo, outras menos.
    Estamos fazendo uma sessão por semana e ele está evoluindo bastante então começamos a pensar na possibilidade da aquisição do equipamento. É um recurso caro, fora da realidade do brasileiro, mas a boa notícia é que o Banco do Brasil oferece uma linha de crédito para compra de produtos e equipamentos destinados à reabilitação, que tem juros baixíssimos, 0,4% ao mês e o valor pode ser dividido em muitas parcelas (se não me engano, até 60 vezes).
    Outra boa notícia é que compramos! Vamos usar em casa e na escola e a frequência da utilização nos dá a esperança de grandes avanços na parte cognitiva, no conteúdo escolar e na comunicação.
    O sistema permite acesso remoto, então, por exemplo, a professora, a TO ou a fono, podem preparar as atividades do dia seguinte com antecedência!
    A inclusão escolar eficiente deve permitir que todos tenham acesso à recursos que ofereçam a oportunidade da alfabetização, respeitando as diferenças e dificuldades de cada um.
    É um recurso fantástico para as crianças que não falam e não conseguem fazer escolhas com as mãos ou os dedos e quanto antes começarem a utilizar, melhores serão os resultados.
    E saindo um pouco da parte técnica e entrando a parte da mãe, estou aqui escrevendo cheia de esperança, já passa de meia noite e a instalação do Tobii está programada para amanhã... Estou tentando conter a ansiedade escrevendo para vocês, expondo toda minha expectativa no uso de um recurso tão importante e inovador, pensando em como a tecnologia evoluiu para ajudar nossos pequenos e o mais importante, sendo realmente viável à uma parte das famílias através da linha crédito.
    Talvez comece aqui uma nova fase na vida do Lorenzo, cheia de possibilidades, de esperança e de autonomia, que é o que incansavelmente buscamos, chegar o mais próximo possível de sua independência.
    E vou contar aqui na coluna a evolução dele e as conquistas, que eu espero que sejam muitas! Agora vou dormir, tem um sonho a ser realizado amanhã cedinho!"”

    Para saber mais sobre o Tobii PCEye Go:
    http://www.bb.com.br/portalbb/page03,116,2537,1,1,1,1.bb… (linha de crédito para acessibilidade)

    Email: rafael@tobiibrasil.com


    Priscila, muito obrigada por me autorizar colocar o texto aqui!!!!!!!!!!



    Até mais,
    bjo,    
                                     



    Carol

    Pai cria 'engenhoca' para levar filho com paralisia à São Silvestre

    Criança tem sete anos e participa de corridas diariamente com o pai. 
    Pai superou preconceitos e sonha correr em São Paulo com o filho.

    Adriana JustiDo G1 PRhttp://g1.globo.com/pr/parana/noticia/2014/11/pai-cria-engenhoca-para-levar-filho-com-paralisia-sao-silvestre.html
    Pai leva o filho para participar de corrida  (Foto: Arquivo pessoal)Pai leva o filho para participar de corrida (Foto: Arquivo pessoal)
    Um mundo de igualdade e respeito. É isso que os pais de Gabriel, de 7 anos, sonham para o futuro do filho. A criança tem paralisia cerebral e é totalmente dependente dos dois. Para dar o exemplo, Michel de Oliveira e Vilma de Oliveira deram uma lição ao superar as limitações do filho. Eles prepararam uma rotina especial para o garoto e fazem com que ele fique menos tempo em casa, em Piraquara, na Região Metropolitana de Curitiba, e pratique mais atividades físicas. As atividades diárias incluem sessões de equoterapia, fisioterapia e terapia ocupacional, mas o que o garoto gosta mesmo de fazer são as corridas na companhia do pai.
    Como Gabriel não consegue se manter em pé, Michel precisou usar a criatividade. Ele criou um equipamento com partes de uma bicicleta e uma cadeira de rodas. A engenhoca, como ele mesmo chama, é o "brinquedo" favorito do filho. "Foi uma das formas que eu encontrei para que ele pudesse participar das corridas, mesmo que seja sentado em uma cadeira de rodas", contou o pai.
    "Quando ele [ Gabriel] percebe que vamos sair para correr, começa a ficar agitado. É possível perceber no brilho do olhar a alegria que sente. Não só pelo fato de correr comigo, mas também por sair de casa, ver pessoas, conhecer lugares diferentes", conta o pai. As corridas são diárias. Para o filho, fica a diversão, já o pai se considera um atleta. Assista ao vídeo.
    E as corridas diárias com Gabriel fizeram tão bem e deram tão certo, que Michel agora decidiu concretizar um outro sonho – levar o filho para participar da Corrida Internacional de São Silvestre, em São Paulo. Ao G1, Michel relatou que já conseguiu uma ajuda financeira para fazer a inscrição e para hospedagem na capital paulista, mas que ainda não conseguiu o transporte. "Só falta isso para participarmos da corrida. Tomara que dê certo, vai ser emocionante", disse.
    Gabriel mora com os pais e uma irmã em Piraquara  (Foto: Adriana Justi / G1)Gabriel mora com os pais e uma irmã em
    Piraquara (Foto: Adriana Justi / G1)
    O pedido da família por igualdade e respeito está diretamente relacionado ao preconceito e à acessibilidade. Michel lembra de uma situação triste, mas que acabou refletindo para o bem. "Foi quando eu levei o Gabriel para cortar o cabelo pela primeira vez e o cabeleireiro me disse que não cortava cabelos de pessoas com deficiência. Aquilo me derrubou", lembrou o pai. Gabriel tinha três anos quando isso aconteceu.
    Contudo, ao passar em uma farmácia no caminho de volta para casa, ele teve a ideia que mudou a vida da família. "Logo que entrei na farmácia me deparei com uma máquina de cortar cabelos. E aquilo foi o fim de um dos preconceitos. Eu mesmo cortei o cabelo do meu filho", contou.
    Quatro anos depois, Michel ainda é o cabeleireiro oficial do filho. Aliás, da família toda. Ao fazer o primeiro corte ele gostou tanto que decidiu largar a profissão de mecânico industrial para se especializar no assunto. O salão foi improvisado em um dos cômodos da casa mesmo e, atualmente, é um complemento para a renda da família.
    "Foi uma maneira de poder ficar mais perto do meu filho. Eu procuro me dividir entre cuidar do Gabriel e trabalhar no salão, mas a maior parte do tempo preciso me dedicar a ele mesmo", ressaltou.
    Michel é o cabeleireiro oficial do filho  (Foto: Adriana Justi / G1)Michel é o cabeleireiro oficial do filho
    (Foto: Adriana Justi / G1)
    A doença
    "Me recordo de quando ele nasceu. Ficamos em desespero porque os médicos forçaram o parto normal e ele precisou ficar internado por 23 dias. Foi muito tenso, rezamos muito para que ele saísse daquela situação", disse Vilma. Os primeiros sinais da doença apareceram aos cinco meses de idade. "Nós percebemos que ele não firmava o pescoço e decidimos levá-lo a uma especialista. Uma médica foi muito direta ao relatar o problema e nós ficamos chocados, mas nem por isso abaixamos a cabeça. Percebemos que tínhamos uma criança especial e que Deus colocou ela na Terra para uma missão", acrescentou a mãe.
    A missão, garante Vilma, é mostrar que a deficiência não impõe limites e que basta um pouco de compreensão para que as coisas aconteçam. "É isso que nós fazemos em todos os momentos desde que ele nasceu. Nós compreendemos as dificuldades e fazemos de tudo para que ele se sinta como uma pessoa normal. Ele tem que viver, não importa como", finalizou, emocionada, a mãe.
    Gabriel e a mãe Vilma de Oliveira  (Foto: Adriana Justi / G1)Gabriel e a mãe Vilma de Oliveira (Foto: Adriana Justi / G1)

    Filho adora participar as corridas com o pai, diz mãe (Foto: Adriana Justi / G1)Filho adora participar as corridas com o pai, diz mãe (Foto: Adriana Justi / G1)
    Michel abriu um salão para complementar a renda da família  (Foto: Adriana Justi / RPC TV)Michel abriu um salão para complementar a renda da família (Foto: Adriana Justi / RPC