domingo, 12 de outubro de 2014

Aluno com paralisia cerebral é finalista da Olimpíada Brasileira de Matemática


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O estudante Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, está próximo de realizar a última etapa da 9ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), marcada para setembro. O aluno de Itanhaém, cidade no litoral sul de São Paulo, tem paralisia cerebral e a deficiência afeta a coordenação motora do menino, que possui capacidade intelectual igual a de outras crianças da mesma idade Leia mais Arquivo pessoal
O estudante Arthur Gabriel dos Santos Dantas, de 11 anos, está próximo de realizar a última etapa da 9ª Obmep (Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas), marcada para setembro. O aluno de Itanhaém, cidade no litoral sul de São Paulo, se destaca não só por estar entre os finalistas, mas principalmente pelo exemplo de superação. Arthur tem paralisia cerebral e a deficiência afeta a coordenação motora do menino, que possui capacidade intelectual igual a de outras crianças da mesma idade.
Aluno da educação inclusiva na classe 6ªD do ensino fundamental na Escola Municipal Noêmia Salles Padovan, Arthur está entre os melhores da classe, motivo de orgulho para a mãe. "Se eu falo que estou muito orgulhosa é pouco. Foi um salto para ele ter passado na 2ª fase. Ele já é um campeão para mim. Não só na matemática, mas campeão da vida, de tudo. Ele é meu campeão", diz Valéria dos Santos Silva, 46.
A família reconhece a responsabilidade do estudante. "Meu filho é muito inteligente. Sabemos que não é fácil, mas ele está aí para provar que nada é impossível, basta acreditar. O exemplo dele serve de incentivo aos demais alunos. Agradeço às professoras que o inscreveram na Olimpíada. Elas não olharam a deficiência do meu Arthur e sim a capacidade dele", se emociona Valéria.
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19.abr.2012 - Menina que nasceu sem as mãos ganha concurso de caligrafia nos Estados Unidos Leia mais Reprodução
Arthur tem dificuldade para falar e, por isso, utiliza o computador portátil como extensão da sua voz. Recurso utilizado apenas às vezes pela mãe, que diz entender o que o filho quer com a pronúncia de algumas sílabas. "Sou a mãe, entendo meu filho, apesar dele só falar algumas palavras. Quando ele quer me contar como foi o dia na escola, usamos o notebook".
Embora seja bom com os números, o itanhaense já sabe o que vai querer para o futuro. Os mistérios e curiosidades que envolvem os planetas, as galáxias, o sistema solar e a lua ganham notoriedade na vida do garoto. "Quando o assunto é astronomia, os olhos do meu filho brilham. Ele até balbucia algumas palavras", conta a mãe.

Sem ajuda especial

Para executar as tarefas do dia a dia escolar, ele conta com o auxílio de um notebook (para expressar o que quer dizer) e da estagiária Marina Alves Carvalho Ferreira, responsável por acompanhar o desempenho do estudante durante as aulas. Mas todo o esforço -- reforça a mãe -- fica por conta dele. "A estagiária é como uma 2ª mãe para ele, sou muito grata a ela. A Marina na sala de aula funciona como um porta voz para o pequeno Arthur", diz Valéria.
"Ele é exemplo para os demais estudantes. É inteligente, engajado e adora estudar e não gosta de faltar à escola. Inclusive, quando tem consulta marcada e precisa sair mais cedo da unidade, ele fica nervoso", conta a estagiária.
A mãe explica que, apesar da deficiência, o aluno não sofre preconceito no ambiente escolar: "Todos o adoram e os amiguinhos e professores estão sempre ajudando. Ele é um menino especial, não pela deficiência, mas pela pessoa carinhosa que ele é. Está sempre sorrindo e feliz".
O aluno está sempre na companhia de Wesley Rodrigues, 11, o amigo inseparável. "Quando ele tem dificuldade eu o ajudo, mas grande parte do dia ele não precisa. Ele é muito inteligente". No intervalo das aulas, o passatempo predileto de Arthur é jogar damas e dominó. "Ele é bom com os números". Mas adverte: "Eu também ganho as partidas", brinca Wesley.

Fanático pelo Corinthians

As atividades diárias do Arthur não se resumem à escola. Neste mês de férias, além de repassar as matérias para a participação na Olimpíada de Matemática, o menino aproveita para brincar, torcer pelo time de coração e ver TV.
"Ele é fanático pelo Corinthians, adora futebol. Quando não está no computador conversando ou jogando no Facebook, ele está vendo desenho na televisão ou brincando. O Arthur aproveita as férias como os coleguinhas da classe", diz a mãe.
Além das brincadeiras, o finalista ainda tem na agenda sessões de terapia ocupacional, fisioterapia e natação. E o que Arthur tem a dizer sobre a participação dele na Obmep? Letra por letra, ele vai formando a frase na tela do computador: "Gosto muito de estudar. Obrigado. Estou muito feliz".
UOL

Adaptações que garantem alegrias para as crianças

Antônio More/Gazeta do Povo
Antônio More/Gazeta do Povo / O casal Shirley Ordonio e Marco Antonio Zeni, com os filhos Leonardo e as gêmeas Letícia e Camila: estimulação cognitiva, motora e sensorial O casal Shirley Ordonio e Marco Antonio Zeni, com os filhos Leonardo e as gêmeas Letícia e Camila: estimulação cognitiva, motora e sensorialLazer

Adaptações que garantem alegrias para as crianças

Cansada de ver a filha cadeirante não poder brincar com os irmãos, curitibana idealiza projeto de inclusão em parquinhos
Publicado em 12/10/2014 |

“Criança com deficiência não precisa só de terapias, precisa ser criança.” Assim a secretária executiva Shirley Ordonio, 38 anos, resume o projeto Lazer, Inclusão e Acessibilidade (LIA), que idealizou e tenta colocar em prática em parques de Curitiba. Ela recorda que estava cansada de levar os três filhos a parquinhos e ver Letícia, de 4 anos, apenas observar os irmãos se divertindo. No início do ano passado, aproveitou um balanço antigo, cercado de madeira dos quatro lados, para fazer uma experiência. “Coloquei as almofadas da cadeira de rodas e sentei a Letícia. Ela se divertiu um monte. Foi a gargalhada mais linda que já ouvi no mundo! Comecei a chorar na hora, porque foi a primeira vez que ouvi minha filha gargalhar. Meu marido também ficou emocionado”, recorda.

Antônio More/Gazeta do Povo
Antônio More/Gazeta do Povo /

 

Alternativa

Pais brincam com a filha no colo
Sem alternativas por enquanto, Shirley Ordonio e o marido – o cirurgião dentista Marco Antonio Zeni, 50 anos – se revezam com a filha Letícia no colo, na hora da brincadeira em espaços públicos. “Mas ela está crescendo, já está com 15 quilos, vai ficando mais difícil”, lamenta a mãe. Ao lado da irmã gêmea Camila, 4 anos, e de Leonardo, 6 anos, a menina demonstra com sorrisos a alegria que sente em poder brincar com os irmãos. “Muitas pessoas não levam os filhos com paralisia cerebral para esses espaços, porque é sofrido. Eu me obriguei a levar, porque eles [Camila e Leonardo] brincam. Quero que ela [Letícia] brinque também. E ela adora, ri de gargalhar.”

 

A partir daquele dia, Shirley começou a pesquisar possibilidades e percebeu que não é necessário muito investimento para adaptar um parque infantil. “Não encontrei nenhum parque público que tenha adaptações, só algumas iniciativas dentro de instituições. Em Joinville tem um, mas é em uma praça fechada.” Foi daí que surgiu a ideia de levar a acessibilidade para os equipamentos públicos, no modelo das academias ao ar livre. “Claro que é importante esse tipo de espaço para os idosos, é uma ideia legal. Mas por que não pensar nas crianças também?”, reflete.
Shirley recorda que, embora o direito ao lazer seja garantido na Constituição e no Estatuto da Pessoa com Deficiência, a inclusão ainda se restringe muito à saúde e à educação. “Só quero que a lei seja cumprida, nada além disso.” Segundo ela, para construir um parque adaptado, nos moldes das academias ao ar livre, o custo seria de aproximadamente R$ 150 mil. “Mas, se adaptarem um balanço ao lado de um comum, já funciona. E gasta o quê? Três mil reais, que seja, é muito pouco.”
O projeto já foi apresentado à secretária municipal da pessoa com deficiência de Curitiba, Mirella Prosdócimo, em duas reuniões. “Ela me disse que vai em qualquer reunião que eu conseguir marcar com a secretaria do Meio Ambiente. Mas eu trabalho, cuido dos filhos, da casa, não tenho muito tempo. Se eu tivesse tempo livre, já teria viabilizado.” No mês passado, Shirley teve mais uma prova de que vale a pena lutar pelo projeto. Foi aplaudida em diversos momentos, durante uma apresentação que fez no Seminário Estadual sobre Saúde e a Pessoa com Deficiência. “Brincar com outras crianças proporciona a estimulação cognitiva, motora, sensorial. Temos que investir. Sem contar que essas crianças que brincam ao lado, e serão nossos futuros engenheiros e arquitetos, já crescerão com a consciência dessa cultura inclusiva.”
http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?tl=1&id=1505622&tit=Adaptacoes-que-garantem-alegrias-para-as-criancas

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Cura para autismo pode estar na "molécula do amor"

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Uma equipa de investigadores japoneses começa em novembro um ensaio clínico para tratar pessoas que sofrem de autismo com oxitocina, uma hormona que se acredita poderá ter um peso importante neste género de distúrbios.
O grupo, formado por investigadores de quatro universidades japonesas, entre elas as de Tóquio e Kanazawa, realizará um ensaio com 120 pacientes, revelou a cadeia pública NHK.
Os 120 doentes serão divididos em dois grupos. A um dos grupos será administrada oxitocina através de um pulverizador nasal, enquanto o segundo receberá um placebo.
A oxitocina, também denominada a "hormona ou molécula do amor" é um neurotransmissor produzido pelo hipotálamo que se acredita estar relacionado com o orgasmo, o reconhecimento afetivo, as condutas maternal e paternal e, em geral, no estabelecimento de relações sociais.
Uma equipa da Universidade de Tóquio apresentou este verão os resultados de um estudo em que se concluiu por uma melhoria nas capacidades de reconhecer e associar expressões faciais em pacientes adultos com autismo.
O estudo também mostrou um aumento da atividade neuronal numa zona do cérebro que está relacionada com o reconhecimento de emoções e com a empatia. Um estudo anterior publicado pela revista Nature por uma equipa do Centro Médico Langone de Nova Iorque, nos Estados Unidos, em 2013, também sublinhou o peso que poderia ter os baixos níveis desta hormona nas pessoas que sofrem de transtornos do autismo.
A equipa nipónica planeia ter compilados os resultados do estudo em 2016 com o objetivo de determinar se a oxitocina pode ser utilizada para tratar o autismo e, nesse caso, iniciar mais testes destinados a obter as autorizações do Ministério da Saúde para produzir e comercializar um fármaco.

http://www.jn.pt/PaginaInicial/Sociedade/Saude/Interior.aspx?content_id=4172400&page=2

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Adolescente não consegue fazer tratamento por falta de ônibus do transporte especial

Serviço é prestado de forma irregular, o que a impede de ir às sessões de fisioterapia e consultas

Sabrina Souza
sabrina.souza@jcruzeiro.com.br 

programa de estágio 

Em recuperação após ficar em coma por conta de uma queda durante um passeio a cavalo, em dezembro de 2012, a jovem sorocabana Valquíria Leilaine da Silva, de 17 anos, não consegue realizar o tratamento indicado pelos médicos por falta de transporte adequado. De acordo com relatos da mãe, Silvana Pereira da Silva, mesmo com o cadastro no Serviço de Transporte Especial de Sorocaba, que só foi possível há cerca de um mês, o serviço vem acontecendo de forma irregular, o que impede a adolescente de ir às sessões de fisioterapia, fonoaudiologia e às consultas com o psicólogo. 

A preocupação, conta Silvana, aumenta cada vez mais, pois o tempo estabelecido pelos médicos para a recuperação está se esgotando. "Eles falaram que o que não melhorar depois de dois anos ficará como sequela", afirma. Valquíria, que teve traumatismo craniano e chegou a ficar tetraplégica, hoje já recuperou a maior parte dos movimentos, mas ainda fala e anda com dificuldade. "Estamos numa corrida contra o tempo", desabafa a mãe. 

Valquíria depende do transporte especial em, pelo menos, três dias da semana. Porém o único dia em que o micro-ônibus da Prefeitura estaria buscando a jovem na casa e levando-a ao seu destino é no sábado. "Eles alegam que nesse dia a demanda é menor", destaca Silvana. Na segunda-feira retrasada, lembra, a filha chegou a ir e voltar da sessão de fonoaudiologia com o transporte especial, o que não ocorreu mais. "Eles disseram para mudar o horário do atendimento, nós fomos lá e mudamos, mas mesmo assim não adiantou porque o ônibus não passa conforme o combinado", reclama. 

Um episódio, no entanto, revoltou Silvana na manhã da última segunda-feira. Segundo cita, Valquíria teria se arrumado para ir à fonoaudióloga, mas meia hora antes de o veículo passar, um telefonema informou a mãe de que não seria possível ir até o local. "Ela ficou esperando dar o horário mas não pôde ir. Já é difícil conseguir pagar as terapias dela, mas sem transporte fica ainda mais complicado", reclama. 

Déficit 

Reportagem publicada pelo jornal Cruzeiro do Sul no mês passado mostrava que, em toda a cidade, 89 pessoas aguardavam a abertura de novas vagas para a utilização do Serviço de Transporte Especial, que é voltado ao atendimento de indivíduos com deficiência motora e impossibilitadas de usar os coletivos convencionais. 

Na época, a Urbes informou que o déficit seria minimizado ainda este ano, com a inclusão de dois novos micro-ônibus para melhorar e ampliar o atendimento aos munícipes. Atualmente, a frota conta com 18 veículos e atente 673 usuários e 328 acompanhantes. Sobre a situação de Valquíria, a empresa pública alegou que o atendimento não está sendo realizado nos dias úteis devido à "alta demanda pelo transporte no horário solicitado", o que depende da ampliação do serviço, previsto para novembro. 

Acidente 

A adolescente esteve em Montes Claros, em Minas Gerais, no dia 22 de dezembro de 2012 para conhecer a família de seu namorado. O casal retornaria a Sorocaba no dia 5 de janeiro, mas durante um passeio a cavalo ela sofreu uma queda, que a deixou em coma no hospital Irmandade Nossa Senhora das Mercês, em Montes Claros. A ocorrência foi no dia 29 de dezembro, data em que seus pais foram acionados. 

A jovem ficou 42 dias no hospital: 14 dias internada na UTI, 12 dias no semi-intensivo e o restante do tempo no quarto, até a alta do médico. Valquíria teve traumatismo craniano encefálico e precisou de cuidados especiais durante sua recuperação. Na época em que o acidente aconteceu, familiares e amigos do Jardim São Guilherme - onde Valquíria mora - se mobilizaram para ajudar nos custos do tratamento e manutenção, como compra de fraldas, cadeira de rodas, cama hospitalar e cadeira para banho. (Supervisão: Daniela Jacinto)



Autismo é tema de palestra na Faculdade Anhanguera de Pindamonhangaba

Na próxima segunda-feira (13), às 19h, a Faculdade Anhanguera de Pindamonhangaba realiza a palestra ‘Desvendando o autismo’. Na ocasião serão apresentadas informações sobre o distúrbio, seus estágios e os caminhos para ajudar os portadores da doença. Haverá ainda depoimentos de familiares que lidam com a disfunção no dia a dia.
O autismo é um transtorno global do desenvolvimento que tem como características fundamentais a dificuldade de comunicação, de interação social, e um padrão de comportamento repetitivo.

O distúrbio acomete pessoas de todas as classes sociais e etnias. Os sintomas podem aparecer nos primeiros meses de vida, mas dificilmente são identificados precocemente. O mais comum é os sinais ficarem evidentes antes de a criança completar três anos.

Para levar mais esclarecimentos sobre o assunto à população, a palestra será ministrada pela psicóloga, psicopedagoga e psicanalista embrionária, Paula Marcondes Schulze, e pela especialista em psicologia da saúde, Rose Marie Cortez.

O evento é gratuito e para participar é necessário fazer a inscrição pelo e-mailrosa_mariaalves@anhanguera.com, ou pelo telefone (12) 3644-3300. A palestra acontece no anfiteatro da faculdade, que fica localizada na Av. Nossa Senhora do Bom Sucesso, 3344, Campo Alegre.

Sobre a Anhanguera Educacional

A Anhanguera já transformou a vida de mais de um milhão de alunos e, há 20 anos, está ajudando a mudar o futuro do nosso país. Alinhada à nova fase de desenvolvimento do Brasil, a Instituição oferece conveniência e conteúdo compatível com o mercado de trabalho em seus cursos de graduação, pós-graduação, extensão e Pronatec, contribuindo com o projeto de vida de crescimento e ascensão profissional dos alunos. A companhia é líder no uso de novas tecnologias no setor educacional e está presente em todos os estados brasileiros, com 70 campi e mais de 500 unidades de educação a distância. Em 2014, passou a integrar o grupo Kroton Educacional, uma das maiores organizações de educação do Brasil, com uma trajetória de sucesso de mais de 45 anos.

Com um índice de 92,2% dos cursos com conceito positivo no MEC frente à média de 87% das demais instituições privadas, a Anhanguera conta com 92 cursos estrelados pelo Guia do Estudante (edição 2013) e é a marca mais valiosa do setor de educação no país, segundo o ranking BrandZ Top 50, divulgado anualmente pela Millward Brown.
http://valenews.com.br/geral/19248-autismo-e-tema-de-palestra-na-faculdade-anhanguera-de-pindamonhangaba.html

Aumenta a presença de alunos com necessidades especiais nas escolas


Vídeo: 
http://g1.globo.com/jornal-nacional/noticia/2014/10/aumenta-presenca-de-alunos-com-necessidades-especiais-nas-escolas.html

As escolas brasileiras andam diferentes, nos últimos anos. Exatamente porque elas têm aceitado mais e respeitado mais as diferenças.
A síndrome de Down da Renata torna ela diferente. Mas não somos todos diferentes? Então a família decidiu que ela era diferente, igualzinha a todo mundo.
“Desde a escolinha, sempre foi com outras crianças sem deficiências”, conta Rosane Maria Basso, irmã da Renata Basso.
Como resultado a Renata se encantou pela escola. “Até em dias de chuva, minha irmã não queria me levar, que estava muita chuva. Eu queria ir, eu falava: eu quero ir, não adianta. Eu sempre gostei de ir pra aula”, explica a estudante Renata Basso.
Ela terminou o Ensino Médio em uma escola regular, e agora quer cursar Artes Cênicas.
É um exemplo de uma grande mudança que vem acontecendo no Brasil. Das crianças com deficiência, que estavam na escola em 2007, 47% estavam em salas comuns. No ano passado, esse número saltou para 77%.
Todas as salas de aula dessa escola têm pelo menos um aluno com deficiência. E olhando assim, a gente não vê divisão nenhuma. Porque é assim que tem que ser. Já está mais que comprovado que essa inclusão faz todo mundo sair ganhando.
Em vez de montar uma estrutura especial para dar aula para crianças com deficiência, em São Paulo a escola pública foi adaptada, e os alunos estudam todos juntos.
“Se ela tá numa escola especial onde todos têm a mesma dificuldade que ela, quem vai desafiar? Quem vai levar ela a crescer, a se desenvolver? Porque a gente acredita que aprendizagem, conhecimento, você constrói interagindo com o outro e com a sociedade, com o mundo”, defende Renata Garcia, coord. Sec. Mun.Educação-SP.
O Lucas quase não andava quando chegou lá. Agora, tira o olho dele para ver. Não é milagre. É o tal desafio, o estímulo, o atendimento certo. E os outros alunos talvez sejam ainda mais beneficiados.
“Fazem com que as crianças elas tenham uma maior tolerância, que elas tenham maior sensibilidade diante do outro, de quem é diferente. Isso tem vantagens, sem dúvida, sociais também”, diz Alejandra Miraz Velasco, coord. "Todos pela Educação".
Nesse encontro, a Maria Clara ajuda a Mikaela.
“Eu quero ajudar ela pra ela andar, para ela saber mais as coisas”, conta Maria Clara.
Mas a Mikaela também ajudou a Maria Clara a se tornar essa criança tão especial.
“Por que todo mundo é igual. Não tem ninguém diferente nesse mundo”, afirma Mikaela.

G1

Exemplos de superaçao com câncer.Acesse o site destas blogueiras!!!

Já somos fenômenos das redes sociais hôooooo
e como blogueiras oncológicas rsss né Re como você costuma dizer transformamos esse tal de câncer numa doença menos temida, quebramos paradigmas e hoje somos mais vistas e mais ouvidas, pelo mundo a fora. Todos sabem o que realmente pensamos, o que queremos e o que sentimos. Continuamos mulheres, só que mais forte e por que não mais lindas né garotas.
Obrigada Carla Furtado pelo post .

http://www.carlafurtado.com.br/interna.php?pagina=mostrar_post&id=65&local=Na

https://www.facebook.com/OncoeFitness?fref=photo

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Saberes e práticas de inclusão – deficiência múltipla

Por Ministério da Educação

inclusao-autismoA inclusão de alunos com deficiência múltipla que apresentam necessidades educacionais acentuadas é um fato relativamente recente e novo na educação brasileira. É comum surgirem muitas dúvidas por parte dos profissionais que acolhem essas crianças: será que elas podem se beneficiar do sistema comum de ensino? Como podem brincar com as outras crianças? Como professor, o que posso fazer para ajudá-la?
Como parte de uma coleção sobre a inclusão de Dificuldades Acentuadas de Aprendizagem, a cartilha a seguir foi desenvolvida pelo Ministério da Educação (MEC) e aborda o tema Deficiência Múltipla, orientando profissionais, educadores e gestores sobre as melhores práticas na inclusão da criança com essa necessidade especial.
 

Bibliotecas públicas serão referência em acessibilidade no país

Com investimento de R$ 2,7 milhões, iniciativa faz parte do edital do Ministério da Cultura para garantir maior acesso à cultura.

Até abril de 2015, dez bibliotecas públicas no país ganharão qualificação profissional, melhorias no acervo e novas tecnologias para que sejam totalmente acessíveis pessoas com deficiência. O objetivo é que se tornem referência e multiplicadoras para as outras cerca de seis mil bibliotecas públicas do país.

Com investimento de R$ 2,7 milhões, a iniciativa faz parte do edital do Ministério da Cultura (MinC) para garantir maior acesso à cultura. Serão beneficiadas instituições em todas as cinco regiões do país.

Segundo últimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), do censo de 2010, há, no Brasil, 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população. A convenção das Nações Unidas sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência garante o direito à cultura, ao lazer e ao entretenimento.

A Mais Diferenças, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), será responsável pela adequação das bibliotecas. O primeiro passo foi a elaboração de um diagnóstico geral das instituições. "Esse diagnóstico vai ajudar muito na segunda fase do projeto que já tem plano de ação: a formação e capacitação das equipes", explica Carla Mauch, coordenadora da Mais Diferenças e responsável pela execução do projeto. "Ficamos na biblioteca, conversamos com várias pessoas, desde secretário de cultura até usuários com deficiência, incluindo os funcionários", completa.

Após a qualificação profissional, a ação será dirigida a mudanças no acervo, tornando-os acessíveis. "A ideia é avançar. Não pensar somente no livro em Braille - que já está disponível em algumas bibliotecas - mas pensar também, por exemplo, no livro digital bilíngue (português e libras). Queremos também ampliar a acessibilidade a todos os públicos com deficiência, não apenas a visual', explica Carla Mauch.

Tecnologia assistida

Outra etapa do projeto consiste na aquisição de tecnologia assistida, com recursos que permitam que as pessoas com deficiência tenham acesso ao conteúdo da biblioteca. Exemplos disso são as impressoras em braile, leitores de tela, teclados colmeia e aplicativos diversos.

Entre os grandes objetivos está também o de possibilitar a criação de redes entre profissionais, bibliotecas, setores culturais, políticas públicas federais e estaduais. Para Rosália Guedes, consultora do projeto, a troca de experiência e o trabalho em rede certamente contribuirão para a ampliação da acessibilidade nas bibliotecas.

A Mais Diferença quer montar um análise mais ampla sobre o tema. Para isso, elaborou um questionário direcionado a todas as bibliotecas e que servirá de base para a realização do Diagnóstico Nacional de Acessibilidade em Bibliotecas Públicas. A instituição também criará um site acessível com manual para as demais bibliotecas.

Com a pesquisa, o Sistema Nacional de Bibliotecas Públicas (SNBP) e a Mais Diferenças desenharão, ao fim do projeto, diretrizes nacionais para as políticas públicas de acessibilidade em bibliotecas públicas brasileiras. "Cada biblioteca foi ouvida na sua essência para construção de algo melhor: a inclusão de todas as pessoas. Nesse trabalho, vivi o Brasil de muitas diversidades. Encontrei muitas pessoas que trabalham pensando no outro, que trabalham para o outro. Há espaços maravilhosos em que a biblioteca pública cumprirá seu papel, que é o da democratização de acesso a informações e à cultura a todos os brasileiros", conta Rosália, sobre a primeira etapa do projeto.

Câmara inaugura obras de acessibilidade à Mesa e às tribunas do Plenário

Luciano Nascimento - Agência Brasil
Garantir autonomia e acessibilidade aos espaços de participação política é fundamental para a garantia da democracia, avaliaram hoje (7) dois dos três deputados federais cadeirantes durante a inauguração de obras de acessibilidade voltadas para garantir o acesso à Mesa Diretora e às tribunas do Plenário da Casa por pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. De acordo com os deputados, com a iniciativa a Câmara sai da ilegalidade e passa a cumprir a legislação voltada para pessoas com deficiência.
A atual legislatura tem três deputados federais cadeirantes, Mara Gabrilli (PSDB-SP), Walter Costa (PSD-MG) e Rosinha da Adefal (PTdoB-AL). "Este é um ato de respeito a uma lei que não é cumprida há muitos anos. Então a Câmara vai cumprir uma lei que ela aprovou, vai respeitar o primeiro tratado internacional de direitos humanos para pessoas com deficiência que foi a Convenção da ONU que a gente ratificou", disse a deputada Mara Gabrilli. 
“Esses três deputados representam 45 milhões de brasileiros com deficiência que, a partir de agora, têm a sua cidadania respeita nesta casa”, complementou a deputada Rosinha da Adefal, logo após ter subido com sua cadeira de rodas a rampa que dá acesso à mesa.
A reforma foi feita sete anos após o Brasil ter assinado a Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência, em 2007. Em 2008, o Congresso aprovou a convenção e, em 2009, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva promulgou-a, alçando o texto ao status de norma constitucional.
A convenção considera que as barreiras físicas e de comunicação impedem “a plena e efetiva participação dessas pessoas na sociedade em igualdade de oportunidades com as demais pessoas”. Mesmo com o atraso em colocar em prática uma norma aprovada pelo próprio Parlamento, a iniciativa foi saudada como um passo no reconhecimento na luta por igualdade.
Após subir a rampa para discursar, a deputada Mara Gabrilli disse que a reforma mostra a “coerência para fazer com que esta Casa cumpra a legislação que ela mesma aprovou. Falta de acessibilidade é discriminação e discriminação é crime”, disse.
As reformas começaram no final de julho. As novas rampas seguem os princípios da acessibilidade universal, inclusiva e sustentável e, ao mesmo tempo, preservam a imagem simbólica e as características estéticas do projeto original de Oscar Niemeyer. Antes da reforma, pessoas com mobilidade reduzida só tinham acesso à tribuna por meio de um elevador adaptado.
“Perdi a conta de quantas vezes tive que ser carregada para subir na Mesa, colocando em risco minha segurança. A acessibilidade plena representa, de forma simbólica, que esta é a casa do povo e que promove a democracia e a igualdade”, discursou Rosinha.
Segundo o último censo demográfico feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), quase 46 milhões de brasileiros têm algum tipo de deficiência: mental, motora, visual ou auditiva. O número corresponde a 24% da população total do país.
“Infelizmente hoje, no nosso país, apenas 19% das escolas têm acessibilidade. Se a pessoa não consegue chegar à escola, como vai chegar ao Parlamento?”, questionou Mara. A deputado lembrou ainda que as obras de acessibilidade também servem para pessoas idosas ou com mobilidade reduzida. “Imagino que todas as pessoas pensam em chegar na velhice. Por isso as políticas públicas de acessibilidade tem que ser casadas com as políticas para idosos”.
Além das rampas, até o final do ano serão instaladas duas plataformas elevatórias no interior das tribunas, de modo a minimizar as diferenças de altura dos deputados usuários de cadeiras de rodas.
“Pessoas com deficiência ou com mobilidade reduzida poderão se dirigir, a partir de hoje, às tribunas e à Mesa Diretora da Casa sem dificuldades. Saímos da acomodação e evoluímos, demonstrando absoluto alinhamento com as demandas dos cidadãos com diferentes tipos de deficiência”, disse o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN).
Editor Fábio Massalli
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