quarta-feira, 11 de junho de 2014

Uma seleção de amor


Clínica-escola pública para autistas, em Itaboraí, é referência no país






 ITABORAÍ - Aos 3 anos, Davi ainda não falava. Foi a partir da demora em se comunicar verbalmente que Gerusa Rangel, mãe do menino hoje com 5 anos, percebeu que algo não estava indo bem. Após longa peregrinação por um diagnóstico correto e local para atendimento adequado para ele, eis que surge uma esperança: a chegada da primeira Clínica-escola do Autista em Itaboraí. Única no Brasil, é o primeiro local neste molde a oferecer atendimento gratuito para autistas, se tornando referência em todo o país.
Fisioteraupetas, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, nutricionistas e um neuropediatra compõem o time multidisciplinar, conforme manda a lei. Inaugurada em abril deste ano, o ambiente é resultado de muita persistência. Berenice Piana, moradora da cidade, compara sua luta pelos direitos dos autistas a uma via crucis. Lutando durante três anos e meio para que a lei que leva seu nome se tornasse realidade, ela se manteve firme até a conquista da implementação da clínica, que hoje conta com a consultoria gratuita de especialistas americanos e holandeses, com projetos voltados para o tema consagrados em seus respectivos países.
Sancionada em 2012, a lei 12.764 é o primeiro caso de sucesso no senado como legislação participativa. Fruto da determinação de Berenice, que buscou apoio nas redes sociais pedindo para que as pessoas apoiassem a causa enviando e-mails cobrando aos políticos. Mãe de um rapaz autista, ela lembra as dificuldades que passou com Dayan, hoje com 20 anos.
— Ele tinha um grau severo de autismo, não falava, e só foi diagnosticado aos seis anos. As pessoas costumam subestimar a capacidade do autista. Lembro-me quando, aos quatro anos, ele pulou o muro da escola e desapareceu. Fiquei desesperada — emociona-se Berenice — A escola regular não está pronta para receber uma criança assim. É preciso um preparo prévio do aluno, como o que é oferecido na clínica, para que ele seja inserido — enfatiza.
A Clínica-escola fica na Rua Comandante Ari Parreiras 327, em Venda das Pedras. Atualmente há 35 vagas a serem preenchidas, mas o atendimento só está disponível aos moradores de Itaboraí.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Cadeirante reclama de falta de rampas em loja da Renner em Ribeirão Preto

A atleta Danielle Nobile reclama da falta de acessebilidade em loja de departamentos de Ribeirão Preto, SP (Foto: Danielle Nobile/ Arquivo Pessoal)Danielle Nobile reclama da falta de rampas em loja da Renner (Foto: Danielle Nobile/ Arquivo Pessoal)













O que era para ser uma simples compra de roupas acabou se tornando um transtorno para a paratleta Danielle Nobile, de 28 anos. Cadeirante há um ano e sete meses, após um acidente de carro, a jovem escolheu as peças que mais gostou, mas não conseguiu pagar pelos produtos porque os caixas ficam no andar de cima da loja de departamentos, cujo único acesso é por uma escada com cinco degraus. Danielle conta que tentou pedir ajuda, mas não encontrou nenhum atendente. Por fim, acabou indo embora, sem levar nada.
A assessoria de imprensa da Lojas Renner alegou que essa foi “uma situação pontual” e que o magazine está passando por uma ampliação do espaço. Ainda de acordo com a Renner, um projeto de acessibilidade deve ser implantado na reforma em andamento.
Dor de cabeça
Danielle conta que precisava de uma jaqueta esportiva e então decidiu ir até o centro de compras na última terça-feira (3), mas percebeu que enfrentaria dificuldades assim que chegou à loja. “Entrei pela entrada principal, que fica em frente a uma chopperia. Lá dentro, vi que o departamento de esportes ficava na parte de baixo, mas não havia rampa para descer, apenas uma escada", relembra a jovem, que deu uma volta por dentro do shopping, até encontrar uma porta secundária. Os problemas, no entanto, não terminavam por aí.
“Eu achei o que eu queria, peguei os produtos e fui pagar, mas o caixa ficava na parte de cima e, de novo, eu não tinha como chegar pela falta de rampas. Eu tentei encontrar alguém pra me ajudar, mas não tinha um vendedor sequer ali. Fui embora sem o que eu queria, porque a loja não me deu a chance de comprar", reclamou Danielle, afirmando que antes de sair, pediu a outra cliente que a ajudasse a fazer uma foto, mostrando o problema da loja. A imagem se tornou uma forma de protesto no Facebook.
Danielle diz que essa não é a primeira vez que enfrenta problemas porque não encontra acessibilidade em estabelecimentos comerciais. "É um constrangimento, mas não só pra mim. Imagine um idoso com dificuldade de locomoção, ou uma mãe com carrinho de bebê, como fariam sem a rampa de acesso? A sociedade precisa entender que somos iguais a qualquer outra pessoa, nos saímos, gostamos de passear e fazemos compras também.”
Em implantação
A assessoria da rede de lojas Renner alegou que a situação enfrentada por Danielle foi um caso pontual e informou que, assim como o Ribeirão Shopping passou por uma recente expansão, a loja também está sendo ampliada. O novo projeto prevê acessibilidade, mas ainda em fase de implantação, porque as obras estão acontecendo por etapas.
O Ribeirão Shopping, por outro lado, informou que a acessibilidade está incorporada “no espírito de todas as lojas” do centro de compras e que todas estão se adequando.
G1

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Câmara aprova adaptação de parquinhos para crianças com deficiência





TV CÂMARA
DEP MARCOS ROGERIO
Marcos Rogério recomendou a aprovação de emenda que exclui menção ao Orçamento. 
A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou nesta quarta-feira (4) o Projeto de Lei3750/08, que torna obrigatórios brinquedos adaptados para crianças com deficiência em playgrounds e parquinhos públicos de todo o País. A proposta, da deputada Sueli Vidigal (PDT-ES), tem o objetivo de contribuir para a socialização dessas crianças.
Como a proposta foi votada de forma conclusiva, está aprovada pela Câmara, e deve ser analisada em seguida no Senado. O relator da proposta, deputado Marcos Rogério (PDT-RO), recomendou a aprovação da proposta, e da emenda da Comissão de Finanças e Tributação que excluiu menção ao orçamento da União, uma vez que esses parques são de responsabilidade dos municípios.

Atualmente a Lei da Acessibilidade (Lei 10.098/00) já determina que os parques de diversões, públicos e privados, devem adaptar pelo menos 5% de cada brinquedo e identificá-lo para utilização por pessoas com deficiência.

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/DIREITOS-HUMANOS/469668-CAMARA-APROVA-ADAPTACAO-DE-PARQUINHOS-PARA-CRIANCAS-COM-DEFICIENCIA.html

Posso ajudá-la??


Está pronto para Copa do Mundo!




Galera!

O chute inicial da Copa do Mundo parece que vai ser da ciência. O projeto Andar de Novo, do neurocientista brasileiro Miguel Nicolelis, desenvolveu uma veste robótica que permite que paraplégicos andem. A demonstração será para o mundo inteiro na abertura da Copa do mundo.

O neurocientista promete que um paraplégico com essa veste robótica, chamada de Exoesqueleto, vai levantar, caminhar sobre o gramado e chutar a bola. Uau!

A novidade deve revolucionar a vida de pessoas com deficiência, um grande feito, um gol e tanto de um brasileiro.

Já comentei aqui, mas é sempre bom lembrar. Tenho um projeto aqui na Câmara dos Deputados que agiliza a entrada de material para pesquisa no País. Hoje, muitos cientistas perdem material pela demora na liberação de produtos. O projeto está na Comissão de Ciência e Tecnologia, com a relatora, deputada Luiza Erundina (PSB-SP). Espero ver este projeto aprovado em breve para o bem da nossa ciência.

Confiram mais sobre essa novidade:http://bit.ly/1h3DdyP

quinta-feira, 5 de junho de 2014

As Pessoas Paralizaram Quando Ela Decidiu Se Casar Com Ele


Uma iniciativa de inclusão e diversão!

Assistam o vídeo:
Pra mudar essa história a gente criou a Corrida Maluca de Cadeirantes :) Ao invés de tratar a cadeira de rodas como um impecílio para a corrida, usamos o objeto como parte central de toda a ideia do projeto.
A primeira edição da Corrida Maluca aconteceu ano passado e foi FANTÁSTICA! Olha só que genial que ficou essa história:
O evento em 2013 foi sensacional! Superou as nossas expectativas, que já eram grandes, indo muito além de um dia divertido para as crianças e famílias, mas trabalhando a auto-estima dos pequenos de forma leve, natural e extremamente inclusiva.
Como será o evento em 2014?
Pra repetir essa história a gente precisa da sua ajuda! Na versão 2014 da Corrida Maluca contamos com a ajuda de dois parceiros incríveis que farão essa história acontecer ainda melhor:
Cidade Baixa em Alta
Além de terem todo o know-how de eventos, o pessoal da Cidade Baixa em Alta realizará o nosso sonho inicial: fazer a Corrida Maluca na rua!
Rádio Atlântida
O Marcos Piangers sempre adorou e apoiou os nossos projetos, mas agora estamos em uma parceria oficial :) Contaremos com o suporte de divulgação da rádio Atlântida pra fazer essa história acontecer.
O evento vai ocorrer dia 29 de junho (domingo) das 15h às 17h, na rua João Alfredo. Serão 30 crianças da AACD correndo e se divertindo muito!
Mas pra essa história acontecer, a gente precisa da ajuda de vocês, então vamos ajudar aí bonitões!
Beijos, abraços e até a Corrida Maluca!
Acesse o site e saiba mais: 

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Nota de repúdio ao secretário de Turismo do Rio

http://tribunadaimprensa.com.br/?p=85991


Pessoas com deficiência existem desde o começo dos tempos, e sua luta também existe desde então, há muito se confundindo com as lutas pela emancipação de negros, mulheres e demais excluídos. Muito provavelmente, entre seus antepassados se encontrarão pessoas com atributos que hoje denominamos como deficiências.
Nós, pessoas com deficiência brasileiras, hoje também contamos com muitas conquistas emancipatórias, que representam grandes avanços da civilização, tanto na eliminação de barreiras físicas e comunicacionais como de barreiras atitudinais, com o amparo de uma legislação considerada das melhores do mundo.
Nesse sentido, este Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro repudia suas declarações de que pessoas com deficiência não são o público-alvo do evento da Copa do Mundo de Futebol no Brasil (Rádio CBN, 27/05/2014) e, por considerar que o senhor incorreu em crime de discriminação contra as pessoas com deficiência, resolve tornar público seu repúdio, assim como oficiar ao senhor, à Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência, ao prefeito e ao Ministério Público, para as providências cabíveis. A propósito, de acordo com a Constituição, a falta de acessibilidade, de qualquer natureza, é discriminação e o agente público deve ser responsabilizado.
Com votos de que a inclusão das pessoas com deficiência faça parte de suas ações estratégicas como gestor público e de seu planejamento na Secretaria de Turismo de uma cidade maravilhosa que deve ser acessível para todos os seus cidadãos, a qualquer momento.
Andrei Bastos é presidente do Conselho Municipal de Defesa dos
Direitos da Pessoa com Deficiência do Rio de Janeiro – COMDEF-RIO (artigo enviado por Mário Assis

terça-feira, 3 de junho de 2014

Vaquinhas on-line priorizam educação, mas faltam projetos

Pessoas dizem estar mais propensas a ajudar iniciativas educativas. Sites tentam aproveitar esse cenário para angariar doações
Daniel Castellano/ Gazeta do Povo / Cladilson Nardino e a rede de voluntários da Casa da Juventude do Paraná não conseguiram juntar R$ 19 mil para um seminário

No mundo das vaquinhas on-line, o chamado crowdfunding, a educação é a área em que as pessoas mais querem doar dinheiro. No entanto, é também aquela em que há um menor número de projetos. É o que mostra a pesquisa Retrato do Financiamento Coletivo do Brasil, do site Crowdfunding Catarse.
Um questionário foi apresentado a 3.336 pessoas entre agosto e setembro do ano passado. Na pesquisa, educação ficou à frente em uma lista de 26 áreas, que incluíam religião, negócios sociais, mobilidade e transporte e ciência e tecnologia. O engajamento na internet para ajudar projetos voltados ao ensino ou ao financiamento de estudos é tão grande que plataformas de financiamento coletivo direcionadas exclusivamente a propostas de educação vêm sendo criadas.
Determinação
Nem todos conseguem doações e mesmo assim mantêm ideias em pé
Jorge Olavo
Apesar da pré-disposição existente em ajudar projetos educacionais, nem todas as ideias obtêm sucesso em campanhas de financiamento coletivo. As três iniciativas paranaenses cadastradas no Catarse, por exemplo, não conseguiram angariar o valor proposto. E não foi por isso que as propostas foram abandonadas. “Todo mundo fala que gostaria de ajudar um projeto de educação, mas, na hora H, deixam para outra hora”, diz Fábio Rahal, sócio-fundador da revista científica Polyteck.
Em 40 dias, a publicação angariou R$ 9 mil dos R$ 62 mil estimados para aumentar a equipe, melhorar a qualidade do material produzido e cobrir os custos de distribuição da revista em outras universidades brasileiras. Apesar da arrecadação insuficiente, o que impede o projeto de receber qualquer quantia, Rahal conta que a visibilidade da Polyteck no Catarse rendeu novos patrocinadores e anunciantes e ajudou a levar a revista a instituições como UFSC, USP e UFGRS.
Outra ideia que foi adiante mesmo sem as doações foi o Seminário Estadual A Juventude Quer Viver, promovido em março pela Casa da Juventude do Paraná. A iniciativa de estimular jovens à reflexão sobre o momento que vivem reuniu R$ 820 dos R$ 19 mil pretendidos. “O evento aconteceu da mesma forma. Reduzimos o número de participantes e pedimos doações de alimentos e outros materiais, o que minimizou os custos”, conta um dos coordenadores do evento Cladilson Nardino. “Não tínhamos nada a perder. Era um tiro no escuro. Talvez teríamos conseguido se tivéssemos pedido um valor menor”, avalia.
O professor universitário e designer John Ramalho também não desistiu de desenvolver a plataforma digital de conteúdos educativos Educante (www.educante.com.br). Em 2013, conseguiu arrecadar R$ 240 dos cerca R$ 15 mil pretendidos e, agora, com parte do projeto desenvolvido, pretende relançar a campanha no Catarse. “Faltam projetos de educação mesmo. É uma área promissora, mas os projetos existentes são muito parecidos”, afirma Ramalho.
Nos Estados Unidos, a DonorsChoose (em tradução livre, “doadores escolhem”) faz enorme sucesso com projetos propostos pelos professores de escolas públicas. A plataforma existe há mais de dez anos e é uma das mais experientes no ramo de crowdfunding. Ao todo, já arrecadou mais de US$ 243 milhões para mais de 458 mil projetos, ajudando 11,4 milhões de estudantes de 55 mil escolas.
Segundo o pesquisador do Massachusetts Institute of Technology (MIT) e especialista em crowdfunding Rodrigo Davies, agora novas plataformas estão surgindo em países onde o sistema público de educação não tem recursos suficientes. “No Peru, por exemplo, a PeruChamps arrecada dinheiro para promissores jovens que não têm recursos para realizar seus projetos”, conta.
Universitários
No Brasil, a primeira plataforma de crowdfunding voltada à educação foi fundada por três estudantes universitários. Gabriel Richter, Pedro Thomas e Renan Ferreirinha montaram, no ano passado, o site O Formigueiro.
Inspirada no Donors­Choose, a plataforma só traz projetos de escolas públicas e com baixo custo de execução, de até R$ 2 mil. Em nove meses, a organização que nasceu despretensiosamente em um sofá de uma cafeteria no Rio de Janeiro já juntou R$ 8 mil para seis projetos e ajudou 250 crianças e jovens de diversas partes do país.
“A gente lançou o site em agosto, com diversas dúvidas se ia funcionar, mas está dando muito certo. O meu sonho é que cada escola pública brasileira tenha ao menos um projeto financiado pelo O Formigueiro”, afirma Ferreirinha, 20 anos. Ele é estudante do 2.º ano da Universidade Harvard e pretende, no futuro, trabalhar com educação. “Eu fiz uma escola pública de qualidade semelhante às mais caras do Rio. Fui transformado pela educação e quero multiplicar isso.”
Em maio, ele viajou para Sobral, no Ceará, e estabeleceu a primeira parceria do site com uma rede de ensino público. Agora, todas as escolas da rede municipal da cidade do sertão nordestino podem inscrever projetos educacionais para serem financiados coletivamente.
É só doar
Há vários sites de crowdfunding ajudando diversas causas. Projetos em educação podem ser encontrados em Catarse (www.catarse.me), Juntos (www.juntos.com.vc), Benfeitoria (www.benfeitoria.com), Kickante (www.kickante.com.br), entre outros.
Sua opinião
Como você gostaria de contribuir com projetos educativos? Até quanto doaria por mês para essa causa? Deixe seu comentário abaixo e participe do debate.
http://www.gazetadopovo.com.br/educacao/conteudo.phtml?tl=1&id=1473412&tit=Vaquinhas-on-line-priorizam-educacao,-mas-faltam-projetos