A capacitação contou com a participação dos representantes hoteleiros, pousadas, agências de turismo, restaurantes, transportadoras turísticas, guias de turismo, organizadores de eventos, além de associações de classes ligadas à política social e de emprego das pessoas portadoras de deficiências.
terça-feira, 20 de novembro de 2012
Acessibilidade no turismo é discutida em curso de capacitação, em Manaus
Visando orientar o trade turístico sobre os aspectos relacionados ao atendimento de pessoas com deficiência, a Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur) encerrou nesta sexta-feira (16), em Manaus, o curso de acessibilidade no turismo.
A capacitação contou com a participação dos representantes hoteleiros, pousadas, agências de turismo, restaurantes, transportadoras turísticas, guias de turismo, organizadores de eventos, além de associações de classes ligadas à política social e de emprego das pessoas portadoras de deficiências.
“O curso foi pensado com vistas a dar continuidade ao Programa de Acessibilidade no Turismo, o qual visa dar qualidade aos serviços turísticos no Amazonas, em especial durante a Copa do Mundo de Futebol em 2014”, explicou a titular da Amazonastur, Oreni Braga.
O curso foi ministrado pelo assessor de consultoria em acessibilidade Renato Neves e contou com 60 participantes.
http://www.emtempo.com.br/economia/19246-acessibilidade-no-turismo-e-discutida-em-curso-de-capacitacao-em-manaus.html
A capacitação contou com a participação dos representantes hoteleiros, pousadas, agências de turismo, restaurantes, transportadoras turísticas, guias de turismo, organizadores de eventos, além de associações de classes ligadas à política social e de emprego das pessoas portadoras de deficiências.
Consciência negra o ano todo
Novembro é o mês da consciência negra, mas relações raciais e o respeito à diversidade devem ser trabalhados o ano todo. Confira como tratar essas questões neste especial com mais de 35 textos. Boa leitura!
Recursos multimídia – destaques
As reportagens mais acessadas
Planos de aula – destaques
Artigos para refletir
Diversidade e relações raciais (3 reportagens | 2 planos)
Educação infantil
Reportagens
Literatura infanto-juvenil com personagens negros
A representação dos negros na literatura com 18 sugestões de livros infanto-juvenis
Como trabalhar as relações raciais na pré-escola
Leitura de contos africanos, rodas de conversa, vídeos e confecção de bonecas
Diversidade sempre, desde a Educação Infantil
Valorizar diferentes raças, gêneros e pessoas com deficiência deve ser um trabalho diário
Planos de aula
Diversidade no dia a dia da pré-escola
Entenda como trabalhar a questão da diversidade diariamente em sala de aula
Não ao preconceito
Como formar cidadãos preocupados com a coletividade
Literatura infanto-juvenil com personagens negros
A representação dos negros na literatura com 18 sugestões de livros infanto-juvenis
Como trabalhar as relações raciais na pré-escola
Leitura de contos africanos, rodas de conversa, vídeos e confecção de bonecas
Diversidade sempre, desde a Educação Infantil
Valorizar diferentes raças, gêneros e pessoas com deficiência deve ser um trabalho diário
Planos de aula
Diversidade no dia a dia da pré-escola
Entenda como trabalhar a questão da diversidade diariamente em sala de aula
Não ao preconceito
Como formar cidadãos preocupados com a coletividade
Gestão Escolar
Reportagens
Um projeto de combate ao racismo
Escola do interior do Espírito Santo transforma discussões preconceituosas em diálogos de respeito às diferenças
Projeto: Respeito à diversidade na escola
Saiba como estimular intervenções individuais e coletivas contra atitudes preconceituosas
Questionário para avaliar como sua escola aborda o racismo
Faça um diagnóstico, junto aos professores e à equipe, de como as questões raciais são tratadas na sua instituição
Educação não tem cor
Com discussões e projetos bem elaborados, é possível combater o preconceito racial que existe, sim, na escola
Respeitar as diferenças
Só assim se consegue afastar o fantasma do preconceito e formar jovens mais tolerantes
Artigos
Diferenças: respeito versus preconceito
Escolas que recebem e educam os alunos, independentemente de origem, orientação sexual ou deficiência, ensinam a todos a viver
O preconceito está em nós
Na sala de aula, assim como em qualquer outro ambiente, ocorrem situações de discriminação. É necessário reconhecê-las e discuti-las
Entrevista
Diversidade sociocultural brasileira em debate
Entrevista com Viviane Farias, especialista em diversidade
Um projeto de combate ao racismo
Escola do interior do Espírito Santo transforma discussões preconceituosas em diálogos de respeito às diferenças
Projeto: Respeito à diversidade na escola
Saiba como estimular intervenções individuais e coletivas contra atitudes preconceituosas
Questionário para avaliar como sua escola aborda o racismo
Faça um diagnóstico, junto aos professores e à equipe, de como as questões raciais são tratadas na sua instituição
Educação não tem cor
Com discussões e projetos bem elaborados, é possível combater o preconceito racial que existe, sim, na escola
Respeitar as diferenças
Só assim se consegue afastar o fantasma do preconceito e formar jovens mais tolerantes
Artigos
Diferenças: respeito versus preconceito
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O preconceito está em nós
Na sala de aula, assim como em qualquer outro ambiente, ocorrem situações de discriminação. É necessário reconhecê-las e discuti-las
Entrevista
Diversidade sociocultural brasileira em debate
Entrevista com Viviane Farias, especialista em diversidade
História e cultura afrobrasileira (22 reportagens | 8 vídeos)
Educação infantil
Pesquisa com ritmos africanos Explorando a habilidade dos pequenos para tocar instrumentos e dançar, leve-os a descobrir como as manifestações artísticas expressam a cultura
Plano de aula: Influências culturais da África
Para conhecer e vivenciar produções culturais brasileiras com influências africanas
Vídeo: Origens africanas num país chamado Brasil
Conheça o trabalho de música realizado pela Educadora Nota 10 de 2008, Luciana Nascimento Santos, de São Paulo
Plano de aula: Influências culturais da África
Para conhecer e vivenciar produções culturais brasileiras com influências africanas
Vídeo: Origens africanas num país chamado Brasil
Conheça o trabalho de música realizado pela Educadora Nota 10 de 2008, Luciana Nascimento Santos, de São Paulo
História
- História geral
- História do Brasil
África de todos nós
Descubra com seus alunos a riqueza das ciências, das tecnologias e da história dos povos desse continente
A África já existia antes dos europeus
Conheça os reinos que formavam a África antes da chegada dos europeus
Infográfico: África, berço da humanidade e do conhecimento (pdf)
Os principais impérios, reinos e estados de onde vieram os negros que foram escravizados no Brasil e as tecnologias que trouxeram
Lendas e heróis africanos
Palavras de origem africana, literatura e contação de histórias com familiares afro-descendentes
O que foi o Apartheid na África do Sul?O termo, em africâner, língua dos descendentes de europeus, significa "separação", e foi atribuído ao regime político de segregação dos negros na África do Sul
Quais foram os colonizadores da África?
Vários países da Europa participaram da partilha do continente africano. Saiba como se formaram as fronteiras dentro da África
Aumenta o número de países democráticos na África
Em dez anos, subiu de 11 para 48 o número de países africanos democráticos. Esse avanço fez com que alguns países começassem a atuar no cenário mundial
Aula de História a bordo do navio-escola Amistad
Réplica do navio negreiro mostra como 53 escravos de Serra Leoa conquistaram a liberdade em 1839
A riqueza da África nas instalações do Museu Afro Brasil
Parada obrigatória para explicar a importância do negro na formação da sociedade brasileira
Cultura africana e geometria
Conheça o projeto África na Sala de Aula, no qual a cultura africana foi incluída nas aulas de Matemática
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A escravidão ainda existe
Apesar de ilegal, o trabalho escravo não está extinto. Mais de 36 mil pessoas foram resgatadas dessa situação nos últimos 15 anos no Brasil
Plano de aula: Trabalho escravo contemporâneo
Sequência didática para identificar as características do trabalho escravo no Brasil atual e conhecer as condições que levam um trabalhador à escravidão hoje
O que caracteriza o trabalho escravo hoje no Brasil?
Estima-se que hajam 25 mil vítimas do trabalho forçado no país
Vídeo no Museu Afro Brasil: Trabalho e escravidão
Conheça as regiões do continente africano de onde vieram os negros escravizados e o conhecimento e as técnicas implantadas por eles na agricultura e na mineração brasileira
A história local dos afro-descendentes
Sequência didática para estabelecer relações entre passado e presente, discutindo mudanças e permanências nas relações sociais
O que foi a Revolta da Chibata?
A insurreição dos marujos liderados pelo marinheiro negro, João Cândido Felisberto, completa cem anos. Um motivo a mais para analisar criticamente a história dos negros no Brasil
Vídeos no Museu Afro Brasil
Religiões afrobrasileiras
Conheça uma parte do núcleo Religiosidade Afrobrasileira que integra a exposição permanente do Museu Afro Brasil, em São Paulo
História e memória
Retratos e textos de personalidades negras da História do Brasil
Apesar de ilegal, o trabalho escravo não está extinto. Mais de 36 mil pessoas foram resgatadas dessa situação nos últimos 15 anos no Brasil
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O que foi a Revolta da Chibata?
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Vídeos no Museu Afro Brasil
Religiões afrobrasileiras
Conheça uma parte do núcleo Religiosidade Afrobrasileira que integra a exposição permanente do Museu Afro Brasil, em São Paulo
História e memória
Retratos e textos de personalidades negras da História do Brasil
Geografia
A África não é um país, e sim um continente
Isso parece óbvio, mas não é. Muitos falam do continente como se fosse uma região homogênea habitada por um único povo
África, um continente cada vez mais urbano
Desde a década de 1950, a população rural começou a migrar em busca de melhores oportunidades de emprego e ascensão social
Petróleo e minério são os destaques da economia africana
Além de possuir um terço do urânio mundial, metade do ouro, dois terços dos diamantes e 10% das reservas estimadas de petróleo, a África tem uma localização privilegiada com acesso aos oceanos Atlântico e Índico
Quais são os cinco países mais desenvolvidos da África?
Continente tem dois representantes com desenvolvimento elevado: Seicheles e Maurícia
Isso parece óbvio, mas não é. Muitos falam do continente como se fosse uma região homogênea habitada por um único povo
África, um continente cada vez mais urbano
Desde a década de 1950, a população rural começou a migrar em busca de melhores oportunidades de emprego e ascensão social
Petróleo e minério são os destaques da economia africana
Além de possuir um terço do urânio mundial, metade do ouro, dois terços dos diamantes e 10% das reservas estimadas de petróleo, a África tem uma localização privilegiada com acesso aos oceanos Atlântico e Índico
Quais são os cinco países mais desenvolvidos da África?
Continente tem dois representantes com desenvolvimento elevado: Seicheles e Maurícia
Arte
Fonte:Nova Escola
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Paciente tetraplégico casa em UTI
Uma história de amor está comovendo a cidade de Juazeiro, no norte da Bahia. Na quarta-feira (14), Givanildo Alves Lima, 46 anos, e Graça Leá Souza, 51, casaram-se dentro da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Regional do município. Juntos há 20 anos e com duas filhas, uma de 24 e outra de 18, o casamento foi oficializado depois que Givanildo sofreu um acidente de trabalho e ficou tetraplégico.
"Eles construíram uma família, mas minha mãe sempre foi daquelas pessoas que não gostavam de casar, dizia que tudo estava bem daquela forma, não tinham por que casar. Mas isso sempre foi um sonho dele, desde sempre", explica a filha Larissa Emanuele, responsável pela organização da pequena cerimônia que foi realizada no quarto onde o pai está internado há quatro meses, assim como na organização dos papéis para o casamento. Para realizar o procedimento, a jovem conseguiu uma procuração e solicitou o casamento civil.
Apesar da dificuldade de comunicação, porque atualmente ele respira com o auxílio de aparelhos, Givanildo consegue falar, embora o som seja praticamente inaudível, segundo a família. "Não sai muita coisa da voz, mas com calma nós conseguimos ler o que está dizendo", explica Larissa.
Graça Leá Souza Lima fala da reação do esposo quando soube do casamento: "Nossa, foi uma alegria incrível. Ele tratou logo de chamar todo mundo, os enfermeiros, a equipe médica, e foi aquela festa dentro do quarto. Ele me disse que a culpa dele estar ainda aqui, vivo, era minha, que eu era a culpada disso tudo", conta, emocionada, a esposa.
No dia da cerimônia, Graça lembra que o "sorriso fácil" do marido era maior do que o de costume. "Eu sou suspeita, mas ele tem um olhar muito bonito e expressivo, mas no dia isso tudo foi maior", conta. A cerimônia religiosa foi ministrada por um pastor evangélico.
O diretor do Hospital Regional de Juazeiro, José Antônio Guimarães Bandeira, acompanhou a cerimônia e falou da situação até então inédita entre os seus 12 anos de atuação na medicina. "Foi uma cerimônia muito emocionante para todos nós. No final teve o beijo deles, e foi um grande momento para quem estava ali", diz.
"Ontem [dia 16] mesmo ele pediu para os enfermeiros pintarem na testa dele a frase 'eu amo minha família' e nos surpreendeu, mais uma vez", disse a esposa.
O diretor médico do hospital disse ao G1 que, por enquanto, a volta de Givanildo para casa não é possível, mas com o passar do tempo a situação pode ser analisada novamente. "Por agora, isso ainda não é visto como possível porque o caso dele é grave e inspira cuidados, mas com o passar do tempo o hospital pode analisar a possibilidade do internamento domiciliar, já que ele precisa respirar com a ajuda de um ventilador", explicou o médico José Antônio Guimarães Bandeira.
Givanildo ficou tetraplégico há quatro meses após cair de uma altura de aproximadamente seis metros, no dia 27 de julho deste ano, enquanto fazia alguns "bicos" na cidade. Apesar de trabalhar como pintor, ele realizava a troca de um exaustor de ar no momento do acidente.
"Ele fazia bicos para ajudar na renda mesmo e porque ele gostava de trabalhar", lembra a esposa. De acordo com a direção médica do hospital, o motivo da tetraplegia se deu por conta do diagnóstico de traumatismo raquimedular cervical, causado após o deslocamento da coluna cervical. "Aqui na cidade tá todo mundo comovido, porque ele é muito querido, ótimo profissional, sempre se deu bem com todo mundo", pontua Graça.
Esperançosas, a esposa e as duas filhas do casal agora aguardam que Givanildo continue dando força a todos. "Somos uma família muito humilde, mas cheia de amor, sempre fomos muito dedicados uns aos outros. É a nossa força", diz a matriarca da família, Graça Leá Souza Lima
Fonte: G1
AMPID repudia posição contra educação inclusiva
NOTA da Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência – AMPID CONTRA POSICIONAMENTO DA CONFENEN ( contido no boletim http://www.confenen.com.br/jornalMai-Jun2012.pdf) E DE ESCLARECIMENTO SOBRE A NECESSIDADE DAS ESCOLAS PRIVADAS RECEBEREM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA E SEGUIREM ÀS MESMAS EXIGÊNCIAS LEGAIS CONFERIDAS ÀS ESCOLAS PÚBLICAS, a fim de conhecimento e publicação. Estaremos remetendo cópia ao MEC e Ministério Público Federal a partir do dia 19/11. Enunciados foram aprovados também pelo Grupo Nacional de Direitos Humanos do Ministério Público para apreciação pelo Conselho Nacional dos Procuradores Gerais de Justiça – CNPG a fim de providências junto aos MPS Estaduais. Com nossas saudações. Valberto Lira, Presidente, Yèlena Araújo, Vice-Presidente, Waldir Macieira e Rebecca Nunes, Diretores Científicos.
AMPID
Associação Nacional de Membros do Ministério Público de Defesa dos Direitos dos Idosos e Pessoas com Deficiência
NOTA CONTRA POSICIONAMENTO DA CONFENEN E DE ESCLARECIMENTO SOBRE A NECESSIDADE DAS ESCOLAS PRIVADAS RECEBEREM ALUNOS COM DEFICIÊNCIA E SEGUIREM ÀS MESMAS EXIGÊNCIAS LEGAIS CONFERIDAS ÀS ESCOLAS PÚBLICAS
CONSIDERANDO o disposto no artigo 209, caput e inciso I, da CF/88, que estabelece que: “O ensino é livre à iniciativa privada, atendida as seguintes condições: I- cumprimento das normas gerais da educação nacional”;
CONSIDERANDO que, pelo princípio da universalização do ensino, preconizado pelo artigo 206 da Constituição Federal de 1988, em seu inciso I, é garantida a “igualdade de condições para acesso e permanência na escola”, o que foi reproduzido pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei nº 8.069/1990) e pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação (Lei nº 9.394/1996), além de ser determinada a “eliminação de toda forma de discriminação para a matrícula ou para a permanência na escola”;
CONSIDERANDO que a Lei nº 9.394/96, em seu art. 58, §1º, estabelece que haverá, quando necessário, serviços de apoio especializado, na escola regular, para atender às peculiaridades da clientela de educação especial;
CONSIDERANDO o disposto no artigo 25 do Decreto nº 3.298/99, que regulamentou a Lei nº 7.853/89, no sentido de que “Os serviços de educação especial serão ofertados nas instituições de ensino público ou privado do sistema de educação geral, de forma transitória ou permanente, mediante programas de apoio para o aluno que está integrado no sistema regular de ensino (…)”;
CONSIDERANDO o disposto na Nota Técnica nº 15/2010- MEC/CGPEE/GAB, que estabelece orientações sobre o Atendimento Educacional Especializado na rede privada, no sentido de que: “Sempre que o AEE for requerido pelos alunos com
deficiência, com transtornos globais do desenvolvimento ou com altas habilidades/superdotação, as escolas deverão disponibilizá-los, não cabendo repasse dos custos decorrentes desse atendimento às famílias dos alunos”;
CONSIDERANDO o princípio fundamental da dignidade da pessoa humana, que confere a todos o direito à convivência com a diversidade, sendo altamente prejudicial à formação a criação de qualquer obstáculos ao seu exercício,
a Associação Nacional dos Membros do Ministério Público em Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência e dos Idosos – AMPID, considerando sua finalidade precípua de defesa dos direitos humanos e da dignidade e autonomia das pessoas com deficiência, além da garantia do respeito ao estado democrático de direito; e diante da equivocada e inapropriada nota contida no Boletim da Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino – CONFENEN, de maio e junho/2012, páginas 8,9 e 10 (http://www.confenen.com.br/jornalMai-Jun2012.pdf), denominada “portador de necessidades especiais”, vem repudiar a referida nota e se
posicionar da seguinte forma:
a) As instituições de ensino privadas, submetidas às normas gerais da educação nacional, deverão efetivar a matrícula no ensino regular (comum) de todos os estudantes, independentemente da condição de deficiência física, sensorial ou intelectual, bem como ofertar o atendimento educacional especializado, promovendo a indispensável inclusão escolar.
b ) Não encontra abrigo na legislação pátria a inserção de qualquer cláusula contratual que exima as instituições privadas de ensino, de qualquer nível, etapa ou modalidade, das despesas com a oferta do AEE e demais recursos e serviços de apoio da educação especial, configurando-se descaso deliberado aos direitos dos alunos o não atendimento às suas necessidades educacionais específicas e, neste caso, o não cumprimento da legislação deve ser encaminhado ao Ministério Público, bem como ao Conselho de Educação – o qual, como órgão responsável pela autorização de funcionamento dessas escolas, deverá instruir processo de reorientação ou descredenciamento.
c) A garantia da inclusão do aluno com deficiência na rede comum de ensino abrange o ensino público e o privado, estando as escolas particulares obrigadas a receberem alunos com deficiência, devendo a eles ser oferecido também o atendimento educacional especializado, com todas as ferramentas e recursos humanos necessários para o seu desenvolvimento e aprendizado, podendo caracterizar a infração tipificada como crime pelo artigo 8º da Lei nº 7.853/89, no caso de recusa, procrastinação, cancelamento, suspensão ou cessação da inscrição de aluno em estabelecimento de ensino de qualquer nível, etapa ou modalidade de ensino, público ou privado, por motivos derivados da deficiência que possui.
d) O aluno com deficiência tem direito à matrícula e permanência na escola comum da rede regular de ensino, quer seja pública ou privada, sendo-lhe vedado o acesso à educação apenas em instituição (mesmo que filantrópica ou confessional) que
pretenda dispensar educação exclusiva para pessoas com deficiência, denominadas “escolas especiais”.
e) É descabida, ilegal e também abusiva ao direito do consumidor (Lei Federal 8.078/1990) a cobrança de taxa extra ou qualquer valor adicional para o aluno com deficiência que necessitar de apoio pedagógico/atendimento educacional especializado, impondo-lhe um ônus discriminatório, posto referir-se a um serviço ou mesmo a uma ferramenta indispensável para o seu aprendizado, cuja ausência, em alguns casos, pode ser considerada, inclusive, como um obstáculo intransponível para o acesso, permanência e sucesso escolar.
Brasília-DF, 16 de novembro de 2012.
Valberto Lira
Promotor de Justiça e Presidente da AMPID, ex-Conselheiro junto ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoas com Deficiência – CONADE
Yèlena de Fátima Monteiro
Promotora de Justiça e Vice-Presidente da AMPID
Waldir Macieira da Costa Filho e Rebecca Montes Nunes Bezerra
Promotores de Justiça e Diretores Científicos da AMPID
Um terço das cidades não tem escolas adaptadas para deficientes
Um terço dos municípios brasileiros não tem sequer uma escola apta a receber pessoas com deficiência em sua rede própria de ensino. A constatação é da Munic, pesquisa realizada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) junto à administração dos 5.565 municípios brasileiros.
Apesar de alto, o percentual de 33,6% representa um avanço em relação a 2009, quando quase metade (47,2%) das redes municipais de educação não tinham escolas preparadas para receber essa parcela da população, seja por conta da estrutura física inadequada ou pela falta de recursos pedagógicos específicos e professores habilitados.
De acordo com o IBGE, a situação é mais grave na região Norte, onde em 2011 50,8% das prefeituras não tinham nem mesmo uma escola com essas características na rede municipal. O cenário era melhor na região Sul, onde apenas 28,5% dos municípios enfrentavam o mesmo problema.
A pesquisa também mostrou que a situação varia de acordo com o tamanho da população. No caso das cidades com mais de 500 mil habitantes, todas dizem ter pelo menos uma escola adaptada. Ao mesmo tempo, apenas 48,6% das cidades com até cinco mil habitantes estão nessa situação.
O acesso de pessoas com deficiência à educação é um direito garantido pela Constituição Federal de 1988.
FOLHA DE SP
Relação Interpessoal junto a Pessoas com Deficiência (PcD)
[Text Box]
CURSO DE EXTENSÃO
Relação Interpessoal junto a Pessoas com Deficiência (PcD)
PARA VOCÊ QUE ...
- é uma pessoa com deficiência;
- é uma pessoa sem deficiência;
- tem familiar ou amigo com deficiência;
- trabalha junto a pessoas com deficiência;
- convive de alguma forma junto a pessoas com deficiência;
E QUER...
- relacionar-se de forma mais eficiente e prazerosa com o outro e consigo mesmo;
CONTEÚDO
- Deficiência: sentidos.
- Deficiências: visual, auditiva, audiovisual (surdocegueira), física e intelectual.
- A pessoa com deficiência (PcD).
- O conviver: com a própria deficiência, com a deficiência de outras pessoas, com a família e amigos, com a sociedade.
- O Atendente Pessoal: atuação e relação junto à pessoa com deficiência.
- Considerações sobre inclusão social: sentido e possibilidades no universo social.
CURSO INTENSIVO
Como são as aulas? Teóricas presenciais. Carga horária: 20 horas-aula de 60min.
Período? 7 a 9 de dezembro de 2012 (6ª a dom) .
Horário? 17h30min às 21h45min (6ªf) e 9h às 19h (sab e dom).
Gávea Medical Center (local com acessíbilidade: prédio com estacionamento, sala de aula – refrigerada - e banheiro). Farto transporte na porta. Av. Padre Leonel Franca, 110 - Gávea – Rio de Janeiro.
(início da autoestrada Lagoa-Barra, 2 quarteirões antes da PUC).
Quanto custa? 240,00 (parcelamento a combinar).
Como me informo e me inscrevo? Na Hidrovida ou pelo 3478-1700 (6h às 22h e sábado de 8 às13h) ou pelo email hidrovida@hidrovida.com.br
Quem ministra? Lucia Sodré. Professora Especialista em Educação Física Adaptada para PcD. Mestre em Educação Física. Especialista em Mergulho Autônomo Recreativo Adaptado para PcD pela Handicapped Scuba Association (HSA). Diretora de Cursos e Representante da HSA no Brasil. Membro fundador e Diretora Executiva do Instituto Sirius – Núcleo Francisco de Assis de Atendimento à Pessoa com Deficiência.
Viver sem Limite
http://www.pessoacomdeficiencia.gov.br/app/viver-sem-limite
O plano tem ações desenvolvidas por 15 ministérios e a participação do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), que trouxe as contribuições da sociedade civil. O Viver sem Limite envolve todos os entes federados e prevê um investimento total de R$ 7,6 bilhões até 2014. (arquivo acessível)
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