sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Oficina do Brinquedo da APCC



Oficina do Brinquedo

Ludoteca
A Oficina do Brinquedo é um serviço da APCC que se dirige a crianças e jovens com necessidades educativas especiais e, por conseguinte, às famílias e comunidades socioeducativas. Tem um vasto espólio de recursos lúdico-pedagógicos e de estimulação. Disponibiliza, através de um sistema de requisição, brinquedos, jogos, livros, multimédia ou outro material, de acordo com as necessidades e as preferências dos utilizadores.
 
Objetivo
– Proporcionar igualdade de oportunidades a crianças com e sem deficiência, através de uma resposta específica à população com Paralisia Cerebral, doenças neurológicas afins, baixa visão e multideficiência.
Estas crianças, pelo facto de não brincarem ou de o fazerem pouco, tanto em contexto familiar, como educativo, têm geralmente poucas vivências lúdicas, frequentemente por falta de material adequado.
A escassez de material lúdico adequado, leva a que a APCC aposte na área e, consequentemente, na adaptação e construção de materiais lúdicos e pedagógicos, na Oficina do Brinquedo Adaptado e na Oficina da Baixa Visão, favorecendo a inovação, o desenvolvimento e a investigação em todas as acções relacionadas com o brinquedo, o jogo e o seu valor educativo.
Através da Oficina do Brinquedo (www.tambemquerobrincar.org) qualquer material lúdico pode ser requisitado pelo prazo de 15 dias, podendo ser alargado, em casos excepcionais, até 30 dias.
http://www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=330

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mudanças no Código Brasileiro de Trânsito endurecem as penas para quem desrespeita vagas reservadas

Foto: www.band.uol.com.br
Foto: www.band.uol.com.br
Mais de dez mil motoristas foram multados no ano passado por pararem em vagas destinadas a pessoas com deficiência ou idosos, em Curitiba. Os dados são da Secretaria de Trânsito (Setran) da capital. De janeiro a novembro de 2015, 2.931 condutores foram flagrados em vagas de estacionamento destinadas a deficientes físicos. Já os locais reservados para idosos foram ocupados por 7.171 motoristas infratores. O número total de multas aplicadas pela Setran no ano passado foi 14% maior do que as de 2014. Para o diretor de Fiscalização da Secretaria de Trânsito de Curitiba, Eder Rodrigues, os números são alarmantes
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A partir deste mês, motoristas de todo país passam a ser regidos por mudanças no Código Brasileiro de Trânsito. A mais significativa delas altera de leve para grave a infração pelo uso irregular das vagas reservadas para idosos e deficientes físicos. Atualmente, a multa rende 3 pontos a menos na carteira de habilitação e multa de R$ 53,20. Com a nova regra, a punição é de cinco pontos na CNH e R$ 127,69 de multa – uma alta de 140%. Eder Rodrigues explica que a lei vai permitir mudanças também na fiscalização
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Outras alterações que também passam a valer a partir de janeiro vão atingir os novos condutores. Para tirar carteira em 2016, o candidato será obrigado a treinar com o simulador de direção. O projeto também prevê a colocação de chip eletrônico nos veículos que já circulam. O dispositivo é conhecido como placa eletrônica e teve aplicação adiada duas vezes após ser aprovado em 2014. Ainda não há prazo para a conclusão da implantação do projeto. Isso porque o governo ainda precisa acertar alguns detalhes como custo e infraestrutura para capitar os dados. O equipamento promete melhorar a fiscalização e a gestão do trânsito e da frota pela União. A partir deste mês, também passará a ser exigido que motos zero quilômetro tenham sistema de freios ABS ou CBS. A obrigatoriedade vale, num primeiro momento, para apenas 10% de todas as unidades novas produzidas no país ou importadas. A expectativa do governo é de que, até 2019, 100% das motos tenham o sistema de frenagem. Outro ponto polêmico é a exigência de cadeirinhas para as crianças em vans escolares. A obrigatoriedade só entra em vigor a partir de 1º de fevereiro, mas a fiscalização só começa no ano que vem. Isso porque as empresas reclamam da lei e dizem que não é possível adaptar os veículos de forma tão rápida porque a maioria não tem cinto de segurança com três pontos, necessários para segurar a cadeirinha.

Em busca de lar para cão deficiente, grupo do DF faz ensaio fotográfico

'Leão' é paraplégico e foi abandonado; ele mora em um hospital veterinário.
Ensaio foi produzido no Parque da Cidade; cão é da raça chow-chow.

Jéssica NascimentoDo G1 DF
Leão e o estudante Pedro Henrique Nunes no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)Leão e o estudante Pedro Henrique Nunes no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)
Voluntários do Distrito Federal criaram uma campanha na internet para encontrar uma família que adote o cachorro da raça chow-chow "Leão", de 5 anos. O animal foi abandonado e ficou paraplégico após sofrer maus-tratos. Ele foi encontrado em outubro do ano passado pela publicitária Carolina Morais, de 32 anos, na via Estrutural, com feridas e lesões pelo corpo. Para estimular a adoção, um ensaio fotográfico com o pet e o cadeirante Pedro Nunes foi realizado no Parque da Cidade.
 Leão têm blog e até uma página nas redes sociais. A publicitária Carolina conta que encontrou o cachorro por volta das 8h20 do dia 7 de outubro de 2014. Segundo ela, o animal estava deitado e observando os carros. Como estava em horário de pico e na via inversa, a mulher não o resgatou.
"Fui até o meu trabalho e o pensamento ficou nele o tempo inteiro. Quando deu 9h, voltei com um colega do trabalho para tentar pegá-lo. Descemos do carro e, para nossa surpresa, ele não conseguia se mexer. Reparamos um corte profundo em seu tórax e o levamos para o hospital veterinário", disse.
Segundo Carolina, Leão passou por cinco cirurgias e atualmente faz sessões semanais de fisioterapia. O tratamento, que já está em R$ 14 mil, é pago com a ajuda de rifas, vaquinhas e "paciência" dos veterinários de um hospitalpara pets no Setor Policial Sul.
"Ele mora na clínica e é amado por todos. Ele teve uma luxação na vértebra da coluna e por isso não anda mais. Todos os funcionários dão atenção para ele. Entretanto, não é a mesma coisa do que ter um lar definitivo, né?", indaga a publicitária.
Ensaio fotógrafico de Leão no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)Ensaio fotógrafico de Leão no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)
Ela acredita que a deficiência do cachorro afaste possíveis famílias interessadas na adoção. "As pessoas focam nas dificuldades e esquecem o amor incondicional que estes peludos nutrem por quem os acolhe. O Leão está com boa saúde, é castrado e está com as vacinas em dia. Ele é superdócil e carinhoso."
As pessoas focam nas dificuldades e esquecem o amor incondicional que estes peludos nutrem por quem os acolhe. O Leão está com boa saúde, é castrado e está com as vacinas em dia. Ele é super dócil e carinhoso"
Carolina Morais
publicitária
Além de amor e carinho, o cachorro também precisa de alguns cuidados especiais com a higiene e saúde. Por Leão ser paraplégico, é necessário que alguém manipule a sua urina. "É preciso esvaziar a bexiga de tempos em tempos, para que isso não lhe cause nenhum problema renal", explica.
Campanha
O ensaio de Leão conquistou 400 compartilhamentos e 370 curtidas em rede social 24 horas depois de publicado. A fotógrafa Aline Caron, de 31 anos, foi quem clicou o pet e o estudante Pedro Henrique Nunes, de 22 anos. Ela é dona do projeto "Estrelas Tortas", que estimula a doação de animais carentes de Brasília.
"Sou mãe de quatro cachorros. Um deles viveu comigo por seis meses e por uma fatalidade morreu durante uma cirurgia. Ele era um cão especial que me ensinou a não ter preconceitos e ainda me ensinou que todos somos imperfeitos, como as estrelas. Com essa minha nova filosofia e em homenagem ao meu Ricky criei o projeto estrelas tortas", diz Aline.
Leão quando foi encontrado, na Estrutural, e depois no hospital veterinário. (Foto: Carolina Morais/Arquivo Pessoal)Leão quando foi encontrado, na Estrutural, e depois no hospital veterinário. (Foto: Carolina Morais/Arquivo Pessoal)
Segundo Aline, todo ensaio é especial e emocionante. Entretanto, o de Leão foi particulamente diferente. "Minha intenção é tentar comover as pessoas por meio das fotos para que ajudem. Acho que o ensaio do Leão mexeu comigo porque tentei refletir a beleza única dos dois. Mas fiquei realmente emocionada com a disposição e atitude do Pedro em participar."
Pedro, que é cadeirante há três anos devido a um acidente, diz que ficou emocionado ao ver as fotos. Apaixonado por animais, o estudante de direito não hesitou em aceitar o convite para participar do ensaio fotográfico. "Já tive cachorro, papagaio, preá, peixinho e hoje tenho um gato. Acho que todo mundo têm o dever de fazer tudo que está a seu alcance para fazer o bem. Espero que Leão encontre uma nova família", diz.
Para Carolina, o pet é um guerreiro que já conheceu o "pior lado do ser humano", além de passar por inúmeras dificuldades com "muita garra e determinação". Segundo a publicitária, a história de vida do animal é uma verdadeira "lição para alguém tão pequenino".
"Amor não têm raça e nem cor. Leão é amor e merece um lar para chamar de seu. Seria o nosso presente de Natal. Meu, do Leão e de dezenas de pessoas que o acompanham e torcem desde o inicio por um final feliz."
Interessados em adotar o chow-chow podem entrar em contato pela própria página do animal ou enviar email para krolmorais@gmail.com.
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Leão, que é raça ChowChow, e o estudante Pedro Nunes no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)Leão, que é raça chow-chow, e o estudante Pedro Nunes no Parque da Cidade, em Brasília (Foto: Aline Caron/Arquivo Pessoal)

domingo, 3 de janeiro de 2016

MEC disponibiliza material de apoio à Educação Inclusiva para download

CLIQUE SOBRE OS TÍTULOS ABAIXO PARA FAZER DOWNLOAD

Fonte: MEC

Estatuto da Pessoa com Deficiência entra em vigor com garantia de mais direitos

Nova legislação que começa a valer a partir deste sábado (2) garante condições de acesso a educação e saúde e estabelece punições para atitudes discriminatórias contra essa parcela da população

Entra em vigor neste sábado (2) o Estatuto da Pessoa com Deficiência, que traz regras e orientações para a promoção dos direitos e liberdades dos deficientes com o objetivo de garantir a essas pessoas inclusão social e cidadania. A nova legislação, chamada de Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, garante condições de acesso a educação e saúde e estabelece punições para atitudes discriminatórias contra essa parcela da população.
Hoje no Brasil existem 45 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência. A lei foi sancionada pelo governo federal em julho e passa a valer somente agora, 180 dias após sua publicação noDiário Oficial da União.
Menos abusos
Um dos avanços trazidos pela lei foi a proibição da cobrança de valores adicionais em matrículas e mensalidades de instituições de ensino privadas. O fim da chamada taxa extra, cobrada apenas de alunos com deficiência, era uma demanda de entidades que lutam pelos direitos das pessoas com deficiência.
Quem impedir ou dificultar o ingresso da pessoa com deficiência em planos privados de saúde está sujeito a pena de dois a cinco anos de detenção, além de multa. A mesma punição se aplica a quem negar emprego, recusar assistência médico-hospitalar ou outros direitos a alguém, em razão de sua deficiência.
Veto
Um trecho que foi vetado pela presidenta Dilma Rousseff na época de sua sanção, porém, gerou críticas. O projeto de lei aprovado pelos parlamentares obrigava empresas com menos de 100 funcionários a contratarem pelo menos uma pessoa com deficiência. Atualmente, a obrigação vale apenas para as empresas com 100 trabalhadores ou mais. O veto foi considerado pela deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP), relatora da proposta na Câmara, uma “perda irreparável”.
De acordo com o estatuto, as empresas de exploração de serviço de táxi deverão reservar 10% das vagas para condutores com deficiência. Legislações anteriores já previam a reserva de 2% das vagas dos estacionamentos públicos para pessoas com deficiência, mas a nova lei garante que haja no mínimo uma vaga em estacionamentos menores. Os locais devem estar devidamente sinalizados e os veículos deverão conter a credencial de beneficiário fornecida pelos órgãos de trânsito.
A legislação exige também que 10% dos dormitórios de hotéis e pousadas sejam acessíveis e que, ao menos uma unidade acessível, seja garantida.
Mais direitos
Outra novidade da lei é a possibilidade de o trabalhador com deficiência recorrer ao Fundo de Garantia por Tempo de Serviço quando receber prescrição de órtese ou prótese para promover sua acessibilidade.
Ao poder público cabe assegurar sistema educacional inclusivo, ofertar recursos de acessibilidade e garantir pleno acesso ao currículo em condições de igualdade, de acordo com a lei. Para escolas inclusivas, o Estado deve oferecer educação bilíngue, em Libras como primeira língua e português como segunda.

Arte suave e curadora: jiu-jítsu ajuda criança em luta contra rara doença

Com a Síndrome de Legg-Calvé-Perthes, Kaíque, de apenas 7 anos, usa o esporte como forma de tratamento para fortalecer articulações e motivar mais pessoas

Por Olinda, PE


Filho do Mestre Feitosa, professor de jiu-jítsu em Olinda, Pernambuco, Kaíque sempre se sentiu à vontade dentro do tatame. Praticante de judô desde os primeiros passos, o menino de apenas sete anos teve que mudar de modalidade quando descobriu ter a "Síndrome de Legg-Calvé-Perthes", aos três anos. E é suando o quimono e esbanjando alegria em vídeos com golpes da arte suave, que o garoto tenta motivar outras crianças a não desistirem diante das dificuldades que a vida possa vir a colocar em sua frente (assista ao vídeo).
- O médico pediu para fazer esporte porque eu treinava judô, mas não podia continuar porque tinha muitas quedas e fazia peso nas pernas. Então, eu comecei no jiu-jítsu porque é só chão. E na primeira vez que o médico disse que eu não iria mais precisar da cadeira de rodas, eu quase não acreditei. Fiquei até "meio lelé" - falou Kaíque. 
Kaique Sensei (Foto: Reprodução )Com sorriso no rosto e muita alegria, Kaique tem no jiu-jítsu arma contra rara doença (Foto:Reprodução)
A síndrome de Legg-Calvé-Perthes é uma doença que enfraquece as articulações do quadril. No entanto, desde 2014, graças à prática do jiu-jítsu, o menino conseguiu deixar a cadeira de rodas e o aparelho que usa entre as pernas para auxiliar na sua locomoção em segundo plano. Para o pai de Kaíque, a cura do problema do seu filho através do esporte seria a medalha mais saborosa a ser conquistada pela família "casca-grossa". 
- Aqui funciona como um playground porque ele se diverte, tem contato com outras crianças e não perde a auto-estima, a confiança e o brilho nos olhos. Você vê que ele é uma criança que tem muito brilho nos olhos. E quando ele ficar bom, vai ser a melhor premiação do mundo - disse.
E é com esse espírito alegre e guerreiro que Kaíque segue lutando contra a síndrome. O jovem atleta também continua motivando outras pessoas a superarem suas batalhas, sem se "aperriar" jamais.
- Ainda estou lutando para superar a doença e quero que todos que assistem meus vídeos lutem também. Eu já estou me curando e não estou me preocupando. E quero que eles não se preocupem também. Nunca me "aperriei" e nunca vou me "aperriar" - concluiu.