A cidade de Nova Iorque vai adotar nos próximos meses um novo símbolo para os cadeirantes, criado para dar fim ao ar de ‘passividade’ e ‘dependência’ do desenho atual – criado por um time de acadêmicos do Gordon College, vai mostrar um cadeirante mais autônomo, capaz e ativo. Basta reparar – o novo bonequinho parece estar ele mesmo rodando pelas ruas, ao contrário do tradicional símbolo em que ele aparece paradinho, como que sendo empurrado por alguém. O novo desenho do ‘cadeirante ativo’ já vem sendo utilizado no campus do colégio, em algumas lojas e pequenos municípios, mas a esperança é que a adoçao em uma cidade da grandeza de NYC possa fazer com que a ideia se espalhe para outros locais do mundo. Como já dizia meu finado avô, deficiente nada, eficiente! :) Dica do DesignTaxi.
sábado, 17 de agosto de 2013
Aplicativos para tablets ajudam pessoas com dificuldades de comunicação
Programas não dispensam acompanhamento especializado, como o de fonoaudiólogos e terapeutas
Shirley Pacelli, Em.com.br
Max é um lindo garotinho de 6 anos e meio. Em seu mundo, repleto de referências dos desenhos animados que vê no tablet, dizer "e no episódio de hoje…" é o mesmo que perguntar sobre a programação do dia para os seus pais. Quando quer se despedir, ele solta: "Foi uma aventura muito divertida, não acham?". O menino é autista (tem disfunção global do desenvolvimento) e as expressões usadas são reflexo da ecolalia, repetição de palavras aleatórias. Com o tempo, assistindo à seleção de seus episódios favoritos, ele aprendeu a usar os termos das animações no contexto correto.
O pai, Murilo Saraiva de Queiroz, de 36 anos, é projetista de hardware da Nvidia e tem uma coluna sobre tecnologia na revista Autismo (revistaautismo.com.br). Ele conta que o filho nasceu com uma cardiopatia congênita grave e ficou internado muito tempo. O longo período de internação e uma traqueostomia (abertura feita na traqueia) a que foi submetido fizeram com que Max demorasse a falar e ter um grande atraso na capacidade de se comunicar.
Foi só depois de ver um documentário na TV sobre autistas que Murilo percebeu que o filho se encaixava nesse perfil. Com 2 anos e meio, um especialista confirmou o diagnóstico. Desde então, o garoto faz terapia ocupacional e tem sessões com psicóloga e fonoaudióloga. Hoje ele fala, obedece a comandos e está aprendendo a ler.
Interessado em softwares, Queiroz sempre tentou fazer com que o filho usasse o PC, mas manusear o mouse era tarefa impossível para Max. "No computador você leva o mouse para a setinha ir até a imagem, para então ela reagir. No tablet não. É na hora. É muito concreto, uma resposta imediata e a interação é fácil para o autista", explica Queiroz. Ele diz preferir dispositivos móveis Android porque a diferença de custo, se comparado a um iPad, é muito grande e não compensa arcar com o risco de quebras, perdas e outros acidentes.
Para Queiroz, o fato de a criança adorar o tablet já é uma grande vantagem. O filho está no seu segundo aparelho, um Gênesis, porque literalmente destruiu o primeiro, um Asus Transformer, de tanto que usou. "Quando você sai com uma criança autista para almoçar fora é difícil fazer com que ela fique sentada e se comporte como a sociedade espera. Com o aparelho, ela pode brincar e se distrair nem que seja por 10 minutos", diz. Ele explica que o autismo é mais sutil que a síndrome de Down e as pessoas não costumam ter paciência – se uma criança autista grita no supermercado, todo mundo acha que é birra infantil.
APP PARA CADA CASO
Ao contrário de muitos indivíduos, Max não precisa do tablet para comunicação, mas como reforço de comportamento, melhora da coordenação motora e entretenimento. O menino gosta de jogos comuns, como o Angry Birds. O game, inclusive, instigou a curiosidade do garoto a tal ponto que ele aprendeu a usar o mouse do computador para jogar a versão web.
Para Queiroz, existem aplicativos de categorias específicas que são muitos úteis, mas o interesse que eles despertam é muito amplo e depende do desenvolvimento e da relação da família com a pessoa deficiente. O próprio autismo tem diferentes níveis, há crianças que não falam, não interagem de forma alguma, e outros que chegam até a faculdade.
Atualmente, os aplicativos para comunicação assistida são os mais usuais, como o Livox (agoraeuconsigo.org) e a fase 3 do PECS (pecs.com). Eles foram inspirados em grandes fichários impressos com figuras simples de ações, objetos e pessoas. Bastava tocar a ficha. O problema é que com o tempo os cartões se multiplicavam e desperdiçava-se um tempo precioso nessa conversa. "Depois, passaram a fazer computadores sob encomenda, caríssimos (cerca de R$ 30 mil), com teclado de figuras. Com o tablet isso ficou muito mais acessível", diz.
O aplicativo não é a peça mais importante para o desenvolvimento de alguém com dificuldade de comunicação, segundo Queiroz. Estabelecer o contato, para ele, é o mais complicado. "Se a pessoa não está treinada, não senta e tenta explorar o aplicativo junto com o autista, não vai adiantar. É importante saber a necessidade dela, escolher o programa e o apresentar de um jeito produtivo", afirma
| 'Quando você sai com uma criança autista para almoçar fora é difícil fazer com que ela fique sentada e se comporte como a sociedade espera. Com o aparelho, ela pode brincar e se distrair nem que seja por 10 minutos' - Murilo Saraiva Queiroz, pai de Max |
O pai, Murilo Saraiva de Queiroz, de 36 anos, é projetista de hardware da Nvidia e tem uma coluna sobre tecnologia na revista Autismo (revistaautismo.com.br). Ele conta que o filho nasceu com uma cardiopatia congênita grave e ficou internado muito tempo. O longo período de internação e uma traqueostomia (abertura feita na traqueia) a que foi submetido fizeram com que Max demorasse a falar e ter um grande atraso na capacidade de se comunicar.
Foi só depois de ver um documentário na TV sobre autistas que Murilo percebeu que o filho se encaixava nesse perfil. Com 2 anos e meio, um especialista confirmou o diagnóstico. Desde então, o garoto faz terapia ocupacional e tem sessões com psicóloga e fonoaudióloga. Hoje ele fala, obedece a comandos e está aprendendo a ler.
Interessado em softwares, Queiroz sempre tentou fazer com que o filho usasse o PC, mas manusear o mouse era tarefa impossível para Max. "No computador você leva o mouse para a setinha ir até a imagem, para então ela reagir. No tablet não. É na hora. É muito concreto, uma resposta imediata e a interação é fácil para o autista", explica Queiroz. Ele diz preferir dispositivos móveis Android porque a diferença de custo, se comparado a um iPad, é muito grande e não compensa arcar com o risco de quebras, perdas e outros acidentes.
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Jeitinho brasileiro para a inovação Empresa brasileira desenvolve aplicativos para portadores de distúrbios de linguagem e articulaçãoAPP PARA CADA CASO
Ao contrário de muitos indivíduos, Max não precisa do tablet para comunicação, mas como reforço de comportamento, melhora da coordenação motora e entretenimento. O menino gosta de jogos comuns, como o Angry Birds. O game, inclusive, instigou a curiosidade do garoto a tal ponto que ele aprendeu a usar o mouse do computador para jogar a versão web.
Para Queiroz, existem aplicativos de categorias específicas que são muitos úteis, mas o interesse que eles despertam é muito amplo e depende do desenvolvimento e da relação da família com a pessoa deficiente. O próprio autismo tem diferentes níveis, há crianças que não falam, não interagem de forma alguma, e outros que chegam até a faculdade.
Atualmente, os aplicativos para comunicação assistida são os mais usuais, como o Livox (agoraeuconsigo.org) e a fase 3 do PECS (pecs.com). Eles foram inspirados em grandes fichários impressos com figuras simples de ações, objetos e pessoas. Bastava tocar a ficha. O problema é que com o tempo os cartões se multiplicavam e desperdiçava-se um tempo precioso nessa conversa. "Depois, passaram a fazer computadores sob encomenda, caríssimos (cerca de R$ 30 mil), com teclado de figuras. Com o tablet isso ficou muito mais acessível", diz.
O aplicativo não é a peça mais importante para o desenvolvimento de alguém com dificuldade de comunicação, segundo Queiroz. Estabelecer o contato, para ele, é o mais complicado. "Se a pessoa não está treinada, não senta e tenta explorar o aplicativo junto com o autista, não vai adiantar. É importante saber a necessidade dela, escolher o programa e o apresentar de um jeito produtivo", afirma
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
quinta-feira, 15 de agosto de 2013
Exposição conta a história da luta da pessoa com deficiência
O prefeito Gustavo Fruet abriu na tarde desta quinta-feira (15), no Museu Botânico, a exposição “Para Todos - O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil”. A mostra conta a história da evolução do movimento político das pessoas com deficiência no Brasil.
“Curitiba será sempre parceira em ações para a inclusão da pessoa com deficiência”, disse Fruet, lembrando que no Jardim Botânico há o Jardim dos Sentidos, no qual os visitantes percorrem uma trilha de 200 metros, com mais de 70 espécies de plantas, de olhos vendados, para estimular os sentidos; a identidade em Braille de parques e bosques e o investimento público em guias rebaixadas.
Mirella Prosdócimo, secretaria da Pessoa com Deficiência, explicou que a exposição é inteiramente acessível a todos os públicos, com trabalhos em Braille, apresentação em Libras ou por meio de vídeo descrição, áudio livro e áudio guia. “É uma oportunidade para todos”, disse.
O secretário Nacional de Promoção da Pessoa com Deficiência do governo federal, Antônio José Ferreira, parabenizou o prefeito Gustavo Fruet pelo importante trabalho que vem sendo feito em Curitiba para a inclusão da pessoa com deficiência. “Curitiba é a primeira cidade a receber a exposição”, lembrou Ferreira, afirmando que uma nação se constitui a partir de sua História e a exposição é a narração fiel da luta da pessoa com deficiência.
Montada em três eixos: invisibilidade (o começo da luta); a luta e a visibilidade, a exposição Para Todos é lúdica e educativa. Contém textos e imagens, objetos, vídeos e audiovisuais.
A mostra é promovida pela Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência da SDH/PR e OEI - Organização dos Estados Ibero Americanos, com apoio da Caixa Econômica Federal e a parceria local da Prefeitura Municipal de Curitiba e Jardim Botânico.
Para Todos – O Movimento das Pessoas com Deficiência no Brasil
Data: 15 de agosto a 08 de setembro de 2013
Horário: de 2ª a 6ª feira, das 8h30 às 12h e, das 13h as 17horas. Sábado e domingo, das 9 as 18horas.
Entrada - Gratuita
Local: Museu Botânico - Rua Engenheiro Ostoja Ruguski, s/n, Bairro Jardim Botânico
http://www.curitiba.pr.gov.br/fotos/album-abertura-da-exposicao-para-todos/18513
http://www.curitiba.pr.gov.br/fotos/album-abertura-da-exposicao-para-todos/18513
terça-feira, 13 de agosto de 2013
Um mundo bem real
Dera Deus um dia todos olharem para seu semelhante sem
mostrar um olhar de indiferença, apenas por ser diferente!
JUNTOS SOMOS MAIS...





mostrar um olhar de indiferença, apenas por ser diferente!
JUNTOS SOMOS MAIS...
Amor Supera Deficiências





Lutador deficiente consegue décima vitória no MMA
Veja
Americano Nick Newell finalizou o rival Keon Caldwell, neste sábado

O americano Nick Newell, lutador de MMA: de olho no UFC (Reprodução/Facebook)
Ele não é brasileiro, não luta no UFC e não é campeão em outro torneio, mas vem chamando atenção pelo seu cartel invicto e por ter uma deficiência física. Com dez vitórias consecutivas, o americano Nick Newell mostrou que é possível ter sucesso no MMA, mesmo que tenha uma amputação no antebraço esquerdo. Na noite deste sábado, ele conseguiu seu décimo triunfo ao finalizar Keon Caldwell no primeiro round, com uma incrível guilhotina invertida, no World Series of Fighting. Mas se engana quem acredita que falta pouco para Nick Newell entrar no octógono do UFC. Em janeiro, Dana White disse não acreditar que uma comissão atlética liberaria o garoto de 27 anos para um combate no torneio. "Será que as maiores comissões atléticas deixariam ele lutar? Talvez até consiga em outros estados, mas lutar com apenas um braço me parece loucura.”
Estacionamento irregular em vaga de idoso ou deficiente pode se tornar infração grave
Quem estacionar irregularmente em vagas reservadas a idosos ou pessoas com deficiência física poderá não só ser multado, como ter o veículo apreendido. O assunto é tema em análise na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), que deverá votar, nesta quarta-feira (14), substitutivo do senador Anibal Diniz (PT-AC) a projeto de lei da Câmara que muda o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) para tornar essa infração grave.
Originalmente, PLC 99/2007 a proposta pretendia estabelecer como infração “gravíssima” o estacionamento não-autorizado em vaga destinada a deficientes físicos. Aníbal avaliou que a classificação seria excessiva, pois tal irregularidade não representaria ameaça à segurança do trânsito ou de terceiros. Assim, não só propôs a aplicação da infração como grave, como decidiu estendê-la ao motorista que também usar irregularmente vagas reservadas a idosos.
Mais mudanças
O substitutivo de Anibal reúne mais três mudanças ao CTB. Além do detalhamento da sinalização rodoviária indicativa de pronto-socorro, revê o rol de equipamentos de uso obrigatório em bicicletas e permite nova contagem de prazo para contestação de infração ou pagamento de multa após atualização do endereço do motorista.
No primeiro caso, o relator julgou que o acréscimo de informações nas placas de sinalização rodoviária sobre a distância e a localização do pronto-socorro mais próximo irá agilizar o atendimento a vítimas de acidentes. A medida constava do PLC 172/2008, também aproveitado pelo substitutivo.
Anibal também concordou com a dispensa da exigência de campainha e espelho retrovisor como itens de uso obrigatório pelos ciclistas, proposta no PLC 74/2008. Na sua avaliação, a exigência desses equipamentos encareceria o preço da bicicleta sem oferecer “ganho aparente de segurança” para o trânsito em geral e o ciclista em particular.
Por fim, Anibal resolveu aproveitar parcialmente o PLC 165/2008, que modificava procedimentos relativos à notificação de infração. O substitutivo considerou válida a notificação devolvida por desatualização de endereço se o motorista não tiver comunicado a mudança dentro de 30 dias da devolução do documento. Mas admitiu o reinício da contagem de prazo para apresentação de recurso ou pagamento de multa caso a atualização de endereço aconteça no período estabelecido acima.
Ao fundir as quatro propostas detalhadas no substitutivo, Anibal optou por rejeitar as outras 20 que tramitavam em conjunto. E justificou sua decisão com o argumento de que se mostravam dispensáveis, inviáveis ou sugeriam medidas de eficácia duvidosa.
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