O que precisa mudar nas escolas para atender adequadamente às pessoas com deficiência? Em um universo de 2 milhões de docentes, há apenas 6.149 professores/as com deficiência na Educação Básica (até o 9º ano). A professora Eliane Correa, do CEU Navegantes, em São Paulo, mostra os desafios da profissão para quem tem deficiência. Confira a videorreportagem em http://abr.io/ISy6
sábado, 4 de maio de 2013
Inclusão | O que as escolas precisam mudar?
O que precisa mudar nas escolas para atender adequadamente às pessoas com deficiência? Em um universo de 2 milhões de docentes, há apenas 6.149 professores/as com deficiência na Educação Básica (até o 9º ano). A professora Eliane Correa, do CEU Navegantes, em São Paulo, mostra os desafios da profissão para quem tem deficiência. Confira a videorreportagem em http://abr.io/ISy6
sexta-feira, 3 de maio de 2013
Um programa todo dedicado a inclusão e acessibilidade.
Matéria sobre acessibilidade nas vagas de estacionamento em Curitiba no Paraná sobre o interior Dia 03_05_2013 no Paraná TV Primeira edição:
Parte 01
http://www.youtube.com/ watch?v=PCUGLk8GfME
Parte 02
http://www.youtube.com/ watch?v=fJvZr2FCM0w
Na edição de 24 de abril, a Revista Veja
Na edição de 24 de abril, a Revista Veja trouxe reportagem sobre "Casa livre de obstáculos", que trata da acessibilidade em residências. A arquiteta Silvana Cambiaghi, funcionária da Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e Mobilidade Reduzida explicou sobre o desenho universal. O texto está disponível em dois links: Parte 1 (http://bit.ly/15euxiV ) e Parte 2 ( http://bit.ly/1219k7w ). Vale a leitura.
A palavra "vidente" está comumente associada à paranormalidade??

A palavra "vidente" está comumente associada à paranormalidade. A maioria das pessoas cita esta palavra num contexto místico, referindo-se àquele que tem o dom de prever o futuro. Em acessibilidade costuma-se usar esta palavra, mas com um significado nada espiritualista. Vidente significa, simplesmente, aquele que enxerga, aquele que não é cego.
Descrição da imagem: Em um fundo amarelo, com letras tipo bastão na cor preta está o enunciado: Série "Só acredito lendo". Abaixo, em letras cursivas pretas, está escrito "Vidente", seguida do seu equivalente em fonte braille na cor vermelha.
No rodapé da imagem está o hiperlink:www.facebook.com/PraCegoVer escrito de preto.
A palavra "vidente" está comumente associada à paranormalidade. A maioria das pessoas cita esta palavra num contexto místico, referindo-se àquele que tem o dom de prever o futuro. Em acessibilidade costuma-se usar esta palavra, mas com um significado nada espiritualista. Vidente significa, simplesmente, aquele que enxerga, aquele que não é cego.
Descrição da imagem: Em um fundo amarelo, com letras tipo bastão na cor preta está o enunciado: Série "Só acredito lendo". Abaixo, em letras cursivas pretas, está escrito "Vidente", seguida do seu equivalente em fonte braille na cor vermelha.
No rodapé da imagem está o hiperlink:www.facebook.com/PraCegoVer escrito de preto.
O Instituto APAE DE SÃO PAULO, "Promovendo Autonomia de pessoas com Deficiência Intelectual"
O Instituto APAE DE SÃO PAULO tem a responsabilidade de gerar e disseminar o conhecimento sobre Deficiência Intelectual (DI) congregando programas e projetos nas áreas de formação e qualificação profissionais assim como é responsável pela estruturação e gestão de pesquisa científica por meio do apoio à elaboração de propostas, visando à transformação da prática de atendimento em produção do conhecimento.
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Segue a divulgação do curso !!!
Inscrições abertas para curso:
quinta-feira, 2 de maio de 2013
Você já ouviu falar da fibromialgia?
(TRADUÇÃO LIVRE DO GOOGLE)ACUPUNTURA NA PRÁTICA CLÍNICAA contribuição da medicina chinesa para a nossa saúdeAssociação de médicos acupunturistas Bolognesi - Escola italiano chinêsFibromialgia: medicina chinesa melhor do que drogas
Você já ouviu falar da fibromialgia?
A fibromialgia é uma síndrome dolorosa crônica, caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada com um sentimento de tensão e / ou rigidez nos músculos, articulações, tecidos moles edei, cansaço fácil, em associação com distúrbios do sono e emocionais.
Estima-se que pelo menos 2% da população é afectada, com um certo predomínio do sexo feminino; dados R falar de prevalência crescente, até 6%.
As regiões em que mais comumente é a dor localizada são o pescoço, costas, ombros, mas cada parte do corpo pode ser afetado, com uma característica que marca extensão. Os pacientes com fibromialgia mostrar ternura acentuada a nível de áreas específicas algogênico (tender points), espontaneamente ou em seguitodi estimulação manual.
Dor da fibromialgia é profunda, generalizada e crônica, muitas vezes descrita como um botão, lacrimejamento e latejante. A dor ea rigidez são piores pela manhã e agravado por condições de tempo molhado e frio. Muitas vezes, há distúrbios neurológicos como dormência, formigamento e sensação de queimação.
Pacientes com fibromialgia acorda cansado e não bem descansado, apesar de ter dormido o suficiente. Alguns estudos sugerem que estes problemas são devidos à perda de sono profundo, ou uma recidiva da actividade cerebral semelhante à encontrada no estado de vigília (ondas alfa). Eles também podem se juntar espasmos musculares noturnos dos membros inferiores e da síndrome das pernas inquietas.
A fraqueza que aparece no curso da fibromialgia é muito mais intensa do que a sensação de fadiga: é um esgotamento global que interfere com as mais simples atividades diárias e com o tempo pode prejudicar a capacidade de psico-física, bem como o emprego da pessoa afetada.
Muitos pacientes também podem ter dor de cabeça ou dor facial e disfunção da articulação temporomandibular.
Atualmente, a causa ou as causas desta síndrome não são conhecidos. Novos estudos parecem indicar que a fibromialgia é uma desordem de dor central de processamento com a desregulamentação neuro-endócrino e neuro-transmissores. De fato, alguns pacientes com fibromialgia parecem ter anormalidades da serotonina e substância P, neuro-transmissores relacionada à dor, stress e ansiedade.
O tratamento da fibromialgia na medicina ocidental baseia-se principalmente no uso de medicamentos analgésicos e anti-depressivos. A associação com medicamentos anti-inflamatórios não-esteróides (AINEs), como a aspirina, ibuprofeno ou naproxeno, quando usado, não é apoiada por evidência de eficácia.
Medicina Tradicional Chinesa e Acupuntura são reconhecidos como ferramentas eficazes no tratamento da síndrome.
De acordo com a antiga medicina oriental dor é produzido por uma perturbação e / ou a interrupção do fluxo livre de Qi (energia) do corpo.
Medicina Tradicional Chinesa não reconhece fibromialgia em uma única condição patológica, mas sim um desequilíbrio no nível de "sistemas orgânico-funcional", que são adicionados outros fatores, como uma dieta irregular, estresse emocional e trabalhar muito duro.
Ensaios clínicos randomizados indicam que a acupuntura reduz a dor e o número de "pontos sensíveis", de forma mais eficaz do que o tratamento convencional da droga, na ausência de efeitos colaterais.
Acupunctura, possivelmente associada a escavação, determina um benefício adicional para o tratamento farmacológico e melhora a qualidade de vida. Outro aspecto importante na gestão da dor da fibromialgia é a execução de um programa regular de exercícios físicos estretching luz, ou dinâmicas práticas de meditação, como Qi Gong, Tai Chi e Yoga.
Leia mais- TraditionalChinese Medicina para Tratamento da Fibromialgia: uma revisão sistemática de ensaios casualizados e controlados. Cao H, Liu J, Lewith GT. J AlternComplementMed. Abril 2010, 16 (4) :397-409.
- Combinação de acupuntura, ventosas e medicina para o tratamento de fibromyalgiasyndrome: um estudo multi-centralrandomizedcontrolled. Jang ZY, Li CD, Qiu L, et ai. ZhongguoZhenJiu. Abril 2010, 30 (4) :265-9.
AUTISMO E COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA: UMA PERSPECTIVA DE DESENVOLVIMENTO DE LINGUAGEM
OBJETIVO:
Proporcionar conhecimento sobre o desenvolvimento de trabalho com o uso da Comunicação Suplementar e Alternativa em pessoas que apresentam características dos Transtornos no Espectro Autístico. Elaborar pranchas de comunicação e discutir estratégias de uso do material gráfico desenvolvido para o desenvolvimento de linguagem. Através de apresentação teórica e discussões que suportem uma atitude reflexiva sobre a aquisição e desenvolvimento de linguagem peculiar a essa população.
CONTEÚDO:
Comunicação Suplementar e Alternativa com o uso de símbolos gráficos em uma perspectiva de aquisição e desenvolvimento de linguagem de pessoas que apresentam Transtorno no Espectro Autístico.
A indicação da comunicação suplementar e alternativa (CSA) e seu uso como apoio e estímulo para o desenvolvimento da linguagem.
O início da elaboração e o desenvolvimento de pranchas de comunicação, temáticas e individuais.
Elaboração de pranchas individuais e temáticas, em diferentes sistemas de símbolos gráficos (Escrita, PCS, BLISS, Widgit, Fotos).
Estratégias e utilização de pranchas e materiais: design, organização... Diferentes usos e diferentes aplicações em variados ambientes.
Tecnologia com a Comunicação Suplementar e Alternativa: softwares para elaboração de pranchas (Boardmaker, Comunicar com Símbolos, Invento e outros e dispositivos eletrônicos atuais - Tablets).
Inclusão de pessoas com Transtorno do Espectro Autístico na rede regular de ensino: contribuições da CSA.
VALOR DO CURSO:
R$200,00 (duzentos reais) até o dia 25 de Maio de 2013. Este valor pode ser parcelado em duas vezes – 25/05 e 12/06.
Após essa data o valor é de R$250,00 se houver vaga.
O pagamento deverá ser feito com depósito bancário no Banco Santander, em nome de Luciana Wolff, agência 0307, conta 01.02.16.20-0. O comprovante de pagamento deve ser enviado para contato@comunicaredizer.com.br
Emitiremos certificados.
DATA: 14 e 15 de Junho de 2013.
Horário: Sexta – das 14:00 as 18:00 e Sábado – das 8:00 as 12:00 e das 14:00 as 18:00
Vagas Limitadas!
LOCAL:
Clínica Movimento
Rua Dom Alberto Gonçalves, 1015 Bom Retiro – CURITIBA-PR..
MINISTRANTE:LUCIANA WOLFF
Fonoaudióloga, Graduada e Mestre pela PUC-SP, Especialista em Audiologia e Linguagem, Aperfeiçoamento em Comunicação Suplementar e Alternativa pela PUC-SP COGEAE, Membro da International Society for Augmentative and Alternative Communication (ISAAC) e Blissymbolcs Communication International (BCI).
ORGANIZAÇÃO: Fga. Ms. Simone Kruger
Mais informações:
Telefone: 41 – 98878175 com Simone
quarta-feira, 1 de maio de 2013
Cadeirantes ajudam a fiscalizar calçadas com irregularidades no PR
http://g1.globo.com/bom-dia-brasil/noticia/2013/04/cadeirantes-ajudam-fiscalizar-calcadas-com-irregularidades-no-pr.html
Os acessos mal feitos se espalham por várias cidades do Paraná. São comuns rampas que levam a lugar nenhum ou quebradas.
No Paraná, o Conselho Regional da Engenharia está fiscalizando as calçadas com ajuda de cadeirantes. Eles encontraram irregularidades como rampas muito inclinadas ou que não levam a lugar nenhum.
Acessibilidade interrompida por todo tipo de obstáculo. “Nem a cadeira motorizada sobe nessa rampa. Uma cadeira manual também não vai subir. Pior ainda, porque vai empinar e vai acabar derrubando o cadeirante”, afirma o cadeirante Rubens Monteiro.
No Paraná, fiscais do CREA, o Conselho de Engenharia e Arquitetura, estão acompanhando os cadeirantes para conferir a situação das vias públicas.
No Brasil, uma lei federal de acessibilidade, regulamentada em 2004, estabelece um padrão para calçadas e rampas. “A responsabilidade pela adequação da calçada e deixar ela dentro das normas é do proprietário do imóvel”, afirma o coordenador de fiscalização Rubens Gonzalez Jr.
Em uma fiscalização em Maringá foram encontradas diversas irregularidades. Uma rampa está inclinada demais.
Acessos mal feitos, e muitas vezes, com dinheiro público, se espalham por várias cidades. EmIguaraçu, norte do Paraná, o que mais tem são rampas que levam a lugar nenhum, como para o meio do mato, em locais onde não há calçadas.
Em Ciarnote, tem rampas quebradas, de frente para o muro, ou que levam para o milharal. A coleção de absurdos virou processo na Justiça por desperdício de dinheiro público.
A prefeitura de Maringá alega que o IBGE reconheceu a cidade em 2011 como a melhor do Paraná em acessibilidade nas calçadas. O prefeito de Iguaraçu declarou que as rampas podem ser refeitas. A prefeitura de Cianorte afirmou que as obras seguiram a lei de acessibilidade
Cadê acessibilidade, “capital da amizade”?
Como tenho batucado bastante nos últimos tempos, é mais do que a hora de fazer a inclusão avançar mais (muuuito mais!!) pelo interior desse país.
Fazer acontecer em uma localidade pequena é muito mais fácil que numa metrópole, onde a gente mal conhece os vizinhos, onde a dimensão dos problemas é sempre um caminhaozão cheio de melancia… :smile:
Pois, para o meu orgulho, os quebrados que vivem longe das grandes cidades estão cada vez mais acelerados e se mobilizando em busca de mais qualidade de vida, por mais acesso, por mais respeito às leis que os protegem.
Saquem só que situação mais “bacanuda” aconteceu em uma cidade que fica no Tocantins: o povão lá não só encheu o saco de tanta falta de condições de ir e vir como se juntou para fazer barulho!
Achei sensacional e divulgou aqui no blog como incentivo para que outras iniciativas ganhem fôlego pelo interiorzão! As administrações públicas seja aqui seja acolá precisam acordar para demandas das pessoas com deficiência física ou sensorial.
Bem, certeza que vão curtir esse exemplo que vem lá de Gurupi, narrado pela engajadíssima Meiry!!!
♠
Sou Meiry Bezerra, moradora de Gurupi (TO), cidade com cerca de 80 mil habitantes. O último dia 19 foi de muito trabalho por aqui, mas também de muitas realizações em nome de uma importante causa: Acessibilidade para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida…aquele negócio que pouca gente dá o devido valor, até o dia que se vê na condição de “quebrado”.
Henrique Viegas, meu noivo, organizou uma passeata pelas ruas da cidade… foi simplesmente “maraviwonderful”. Um “mundaréu” de gente colocou o pé na rua logo cedo: voluntários, alunos e professores de escolas públicas e particulares da cidade, alunos da Apae, além de universitários dos cursos de Fisioterapia. Dava gooosto de ver tio Jairo, eram cerca de 1.500 pessoas! DO TIO: Caraaaaaca, dá até arrupio!
A primeira parada foi logo em frente da Prefeitura, prédio que, aliááás não possui elevador ou rampa de acesso ao andar superior, local onde fica o “mandachuva” da nossa cidade. E a pergunta que não quer calar: se a turma com deficiência pode votar, logicamente a cidade deveria ser estruturada para todos não é? O chefe de gabinete desceu da “torre do castelo” e disse que “o Código de Posturas do Município vai receber adequações para que os moradores tenham direito à acessibilidade” (Que assim seja, mas nós vamos ficar de olho!).
Povão nas ruas de Gurupi pedindo por mais acessibilidade e inclusão
E “caminhando e cantando”, lá se foi a moçada pelas ruas, protestando contra as edificações que não são adaptadas, contra os motoristas que param em frente às rampas e nas vagas reservadas para “malacabados”, mas que também não param nas faixas de pedestre.
Ao final da mobilização de hoje, escutamos algo que veio como música aos ouvidos: o depoimento da Fernanda Nascimento, uma garota de 17 anos, que mergulhou de cabeça no projeto:
“Nunca tinha parado para pensar nas necessidades das pessoas com deficiência e até percebi o quanto eu era preconceituosa. Conhecendo a história e a realidade dessas pessoas, decidi que não quero ficar de braços cruzados. Vou lutar pela Acessibilidade daqui em diante”, disse Fernanda.
Galerê que participou do protesto pela city!
Mas quem está nessa lida há um bom tempo já conhece bem essas dificuldades. A diretora pedagógica da Apae de Gurupi, Deusenir Pereira da Silva, lembrou que mudar a atual situação das cidades não é impossível, basta que haja consciência e boa vontade em todos. Atualmente a Apae de Gurupi atende 174 alunos. DO TIO: Perceberam que a Meiry fez um trabalho de repórter ‘profiça’? Não é pra menos, ela é jornalista! kkkkk
Nunca fui de me envolver com manifestações ou coisas do gênero. Assim como muita gente, acabei optando pelo conforto de ficar vendo “a banda passar”. Mas os últimos meses serviram para rever conceitos e sair do comodismo.
Conseguiram reunir 1.500 pessoas nas ruas. Incrível!
Tudo começou em outubro de 2012. Henrique e eu ficamos feridos em um acidente de moto. Ele fraturou a fíbula, recuperou-se em três meses, mas eu fraturei o fêmur direito. Fiz uma cirurgia, porém, 60 dias depois me “arriei” no piso molhado da minha casa, rompi os ligamentos do joelho direito. Saí do consultório já sabendo que teria que fazer uma cirurgia nos meses seguintes.
Nos primeiros exames, estava tudo bem com a cirurgia do fêmur. Mas depois de um tempo e após umas 30 sessões de fisioterapia, um novo raio-x mostrou que houve um deslocamento da placa que eu havia colocado na perna. Resultado: há três semanas fiz nova cirurgia para trocar a placa com 13 parafusos por uma haste bloqueada. Estou na cadeira de rodas e aos poucos já ensaio novos passos de muleta.
Até sofrer o acidente, eu tinha uma vida muito ativa, mas confesso que não era tãão ligada na importância da acessibilidade, porém sempre respeitei as vagas destinadas a pessoas com deficiência, etc.
Sou jornalista, servidora pública, e no ano passado também resolvi cursar Psicologia. No meio disso tudo, veio o “perrengue” do acidente. Desde então, a rotina mudou e os desafios surgiram… começando pela minha casa, onde uma das portas não é larga o suficiente para a passagem de uma cadeira de rodas.
Malacabados nas ruas cobrando seus direitos!
A cidade que moro tem o título de “Capital da Amizade”, mas depois das minhas limitações percebi o quanto é complicado viver na condição de deficiente, mesmo que momentaneamente. Vi também que o tal título não passa de uma conversa fiada, está parecendo mais uma piada de mal gosto.
Os prédios públicos e os ônibus não são adaptados, o funcionário de uma agência bancária me obrigou a passar pela porta giratória para entrar no banco (mesmo eu estando de muletas), as ruas estão esburacadas e as calçadas são daquele tipo que você já mostrou aqui no ACV. O guarda ainda me disse grosseiramente que “contra bancos ninguém faz nada, nem adiante reclamar”.
Eu e meu noivo ficamos cansados de tanto descaso. Ele é professor e artista plástico e tem me acompanhado durante todo esse tempo de recuperação. Indignado com a situação, ele resolveu fazer algo prático para tentar alertar a comunidade local sobre o problema. Depois de uma discussão com os alunos da escola sobre o tema Acessibilidade, eles convidaram outros estudantes e resolveram ir às ruas para protestar.
Como parte do manifesto, Henrique fez um grafite em um muro no centro da cidade, ilustrando um pouco dos desafios arquitetônicos e também a insensibilidade que muitos de nós encontramos nos bancos, órgãos públicos, nas lojas, enfim.
Fizeram até grafites de protesto! Muito legal
Henrique já anda normalmente e, segundo o médico, daqui alguns meses será a minha vez. Poderei deixar a cadeira de rodas e as muletas. Mesmo assim, hoje a nossa mentalidade já é outra. Sempre seremos “malacabados” de coração… a dura experiência nos fez ver o mundo de outra forma e a ter mais respeito pelos outros que são iguais a nós. Nada nos faz imunes às surpresas reservadas pela vida
Não temos vergonha da nossa experiência, pelo contrário. O mundo visto pelo nosso olhar pode ser mais bonito do que a turma que empina o corpão saudável, mas que tem o coração e a mente vazios de sensibilidade.
Para que haja uma boa colheita é necessário semear. Aqui em Gurupi foi lançada uma pequena semente, e desejamos que ela seja próspera e dê bons frutos.
Queremos uma “Capital da Amizade” de verdade, onde todos se sintam abraçados e acolhidos, mesmo com as diferenças e particularidades de cada um. É isso que torna o mundo e a vida bem mais interessantes!
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