quarta-feira, 20 de março de 2013

ACOMPANHANTES DE CADEIRANTES, GANHAM DESCONTO DE 80% NA PASSAGEM AÉREA.ESTA NO BRONCA!!!!


ESTA É DO BLOG DO BRONCA:
http://bronca-blogdobronca.blogspot.com.br/2013/03/mega-show-castiga-pessoas-com.html

E ESTA???

COMPANHANTES DE CADEIRANTES, GANHAM DESCONTO DE 80% NA PASSAGEM AÉREA
De acordo com informações retiradas do Portal da ANAC (Agência Nacional de Aviação Civil), todas as empresas aéreas oferecem desconto de 80% na passagem aérea de acompanhantes obrigatórios para passageiros com necessidades especiais.
Ou seja, o cadeirante paga 100% do valor da passagem, mas se ele precisa de um acompanhante para viajar, o acompanhante ganha desconto de até 80% de sua passagem.
Para conseguir este desconto, não é tão complicado assim, veja como o que se deve fazer:
http://cantinhodoscadeirantes.blogspot.com/2013/03/acompanhantes-de-pcds-ganham-desconto.html
 — comAmeli Seixas.

terça-feira, 19 de março de 2013

Projeto de Lei sobre Altas Habilidades de Autoria do Vereador Eliseu Gabriel em co-autoria com a APAHSD


Projeto de Lei sobre Altas Habilidades de Autoria do Vereador Eliseu Gabriel em co-autoria com a APAHSD, seu Conselho de Pais, Professores da USP e Gama Filho é protocolizado na Câmara Municipal de São Paulo
23 DE AGOSTO DE 2012
Foi protocolizado no último dia 15 de Agosto o Projeto de lei que tomou o número 352/2012 na Câmara Municipal de São Paulo. Trata-se de um documento que legisla sobre o atendimento às Altas Habilidades no Município.

A lei, se aprovada, trará respostas a muitas reivindicações dos pais de alunos com Altas Habilidades, tirará dúvidas sobre o atendimento ao Alto Habilidoso.

Uma lei que por si só trata de crianças com Altas Habilidades é um avanço e tanto, avanço este que não se encerra no mero trato pelo Estado. A lei prevê um trato qualificado pois coloca o atendimento destas pessoas nas mãos exclusivamente de professores capacitados na matéria ou especializados.

Outra nota digna de mérito é a criação do enriquecimento para crianças na pré-escola, a fim de dar estímulo para Alto Habilidosos que ainda não adentraram a primeira série. A este tipo de enriquecimento chamou-se de enriquecimento lúdico. Trata-se de uma revolução no trato de crianças com Altas Habilidades que também necessitavam de estímulo na área da inteligência em que apresentasse Alta Habilidade, não havendo, entretanto previsão legal para isso ocorrer.

O trâmite agora segundo nos informou a advogada do gabinete do vereador é o projeto ser lido em plenário na primeira sessão ordinária, indo para o processo de pesquisa, que demora mais ou menos um mês.

Após isso, o projeto passa pelas comissões, sendo a primeira a Comissão de Constituição e Justiça que verifica a constitucionalidade do projeto. Após esta comissão, o projeto passa pelas outras comissões: Educação, Cultura, Esportes, Finanças e Orçamento, devendo ficar 30 dias em cada uma delas.

Para ler o projeto inteiro clique abaixo

PL – ALTAS HABILIDADES

É importante este acompanhamento para podermos ter controle e cobrar de nosso vereadores. É ano de eleição e é a hora de cobrarmos.

Podemos acompanhar o projeto também pelo seguinte link da internet:

http://www.camara.sp.gov.br/index.php?option=com_wrapper&view=wrapper&Itemid=36

AACD está selecionando pacientes para serem atendidos na sede de Campina Grande

Veja a reportagem aqui

G1

Criança Anã não consegue matrícula em escola



http://pequenos-do-rs.blogspot.com.br/2013/01/crianca-ana-nao-consegue-matricula-em.html

Os Cães-Guia e os Franciscos


Depois de uma coletiva para a imprensa mundial ontem no Vaticano, pipocou na internet foto do Papa Francisco concedendo sua benção a um cão-guia que acompanhava um dos convidados do evento.
Bem, como são várias notícias recentes: a eleição do novo Papa e a foto que está rodando o mundo, achamos um bom momento para falar sobre os cães-guia no Brasil. 
A relação deles – e de todos os outros animais – com o nome escolhido pelo novo Papa é ainda maior, uma vez que Francisco, o santo Francisco de Assis (quem inspirou a escolha do nome) é o protetor dos animais e da ecologia, e frequentemente se referia a eles como seus irmãos e irmãs, a mesma maneira usada pelo recém eleito Papa ao se comunicar com o público pela primeira vez: “Fratelli e Sorelle….”.
Enfim, no Brasil existem pouquíssimos cães-guia trabalhando porque os custos com treinamento são consideravelmente altos e porque há pouco incentivo para este trabalho que eles exercem, um dos mais nobres do mundo, de ser os olhos de um ser humano que tem deficiência visual.
Além de cuidarem do bem estar do humano, levando-o sempre pelo caminho sem obstáculos, buracos, etc, o cão-guia é um amigo, o que aumenta também o bem estar emocional.
Segundo o Censo de 2010, o número de pessoas com deficiência visual no Brasil foi estimado em 45 milhões e destas, 6.500.000,00 têm grande dificuldade para enxergar ou não enxergam. Mas estima-se que apenas 100 ou algo próximo a este número sejam hoje acompanhadas por um cão-guia. Há cerca de 2000 pessoas em listas de espera.
Fotos: Associação Cão Guia de Cego
Em 2005, o então presidente Lula sancionou a lei 11.126, de 27/06, que assegura o direito de ingresso do cão-guia em estabelecimentos e transportes públicos mas, mesmo assim, ainda não há um incentivo financeiro para o treinamento deles, que começa a acontecer em seus primeiros dias de vida e dura por cerca de 2 anos.
Existem várias associações, que contam basicamente com iniciativas privadas – em termos de doações financeiras ou outros incentivos. Entre elas, a Escola de Cães Guias Helen Keller e a Associação Cão Guia de Cego.
Você pode também ajudar a treinar um cão para que se torne guia de uma pessoa com deficiência visual, doando ou divulgando.

segunda-feira, 18 de março de 2013

VOCÊ ESTÁ ENTRANDO NO MUNDO DOS FIBROMIÁLGICOS. SEJA BEM VINDO! WELCOME! BIEN VENIDO! Mas antes vamos saber o que a SÍNDROME DA FIBROMIALGIA.

ABRAFIBRO    ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS FIBROMIÁLGICOS


VOCÊ ESTÁ ENTRANDO NO MUNDO DOS FIBROMIÁLGICOS.
SEJA BEM VINDO! WELCOME! BIEN VENIDO!
Mas antes vamos saber o que a SÍNDROME DA FIBROMIALGIA.

O termo fibromialgia refere-se a uma condição dolorosa generalizada e crônica. É considerada uma síndrome porque engloba uma série de manifestações clínicas como dor, fadiga, indisposição, distúrbios do sono. No passado, pessoas que apresentavam dor generalizada e uma série de queixas mal definidas não eram levadas muito a sério. Por vezes problemas emocionais eram considerados como fator determinante desse quadro ou então um diagnóstico nebuloso de “fibrosite” era estabelecido. Isso porque acreditava-se que houvesse o envolvimento de um processo inflamatório muscular, daí a terminação “ite”. Atualmente sabe-se que a fibromialgia é uma forma de reumatismo associada à da sensibilidade do indivíduo frente a um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo fato de a fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos. O que não quer dizer que acarrete deformidade física ou outros tipos de seqüela. No entanto a fibromialgia pode prejudicar a qualidade de vida e o desempenho profissional, motivos que plenamente justificam que o paciente seja levado a sério em suas queixas. Como não existem exames complementares que por si só confirmem o diagnóstico, a experiência clínica do profissional que avalia o paciente com fibromialgia é fundamental para o sucesso do tratamento.
A partir da década de 80 pesquisadores do mundo inteiro têm se interessado pela fibromialgia. Vários estudos foram publicados, inclusive critérios que auxiliam no diagnóstico dessa síndrome, diferenciando-a de outras condições que acarretem dor muscular ou óssea. Esses critérios valorizam a questão da dor generalizada por um período maior que três meses e a presença de pontos dolorosos padronizados. Diferentes fatores, isolados ou combinados, podem favorecer as manifestações da fibromialgia, dentre eles doenças graves, traumas emocionais ou físicos e mudanças hormonais. Assim sendo, uma infecção, um episódio de gripe ou um acidente de carro, podem estimular o aparecimento dessa síndrome. Por outro lado, os sintomas de fibromialgia podem provocar alterações no humor e diminuição da atividade física, o que agrava a condição de dor. Pesquisas têm também procurado o papel de certos hormônios ou produtos químicos orgânicos que possam influenciar na manifestação da dor, no sono e no humor. Muito se tem estudado sobre o envolvimento na fibromialgia de hormônios e de substâncias que participam da transmissão da dor. Essas pesquisas podem resultar em um melhor entendimento dessa síndrome e portanto proporcionar um tratamento mais efetivo e até mesmo a sua prevenção.
fonte: http://www.fibromialgia.com.br/novosite/index.php?modulo=pacientes_artigos&id_mat=4

O CID CORRETO PARA FIBROMIALGIA É 
CID 10 M 79.7, desde 2004
fonte: http://www.datasus.gov.br/cid10/v2008/v2008.htm

Aqui falaremos a mesma língua....
Com todo cuidado que merece você será tratado.
E tenho certeza que você fará o mesmo pelos nossos amigos e amigas fibromiálgicos(as)


Se quiser entrar em contato conosco, você pode se utilizar do espaço já aberto aqui, em cada postagem... chamado "Comentário".
Ou ainda, você poderá enviar email para o seguinte endereço:
abrafibro@hotmail.com

Estamos também no Facebook: www.facebook.com/abrafibro.fibromialgia

Se você já está no Facebook, entre direto para nosso grupo de discussões, de orientação, informação, e também muita atenção. Um espaço onde os fibromiálgicos trocam suas experiências numa linguagem que só quem tem fibromialgia conhece.
Acesse: https://www.facebook.com/groups/ABRAFIBRO/

Teremos sempre muito prazer em receber sua mensagem ou sua visita. Até lá então....
Agora,

Boa Leitura!

Hugo, un amigo con Asperger


Bazar da AFECE



O bazar está com uma  nova promoção que é a Terça da Lingerie R$7,00) e a Quinta da Bermuda (R$10,00). Estamos abertos de terça a sexta das 8h as 17h e no segundo sábado 
de todo mês. 

Afece

domingo, 17 de março de 2013

Transtorno Bipolar


O Transtorno Bipolar (TB) é caracterizado por alterações de humor que se manifestam como episódios depressivos, alternando-se com episódios de euforia (também chamados de mania), em diversos graus de intensidade. É uma condição médica que, nas suas formas clássicas, afeta cerca 2,2 % da população mundial. O TB pode ser dividido em: tipo I, quando ocorrem episódios de depressão alternados com episódios de mania; tipo II, caracteriza-se por episódios de manias mais leves (as hipomanias) e episódios de depressão. Além deles, se considerarmos os quadros de manias e hipomanias desencadeados por substâncias e outras formas não bem caracterizadas, a prevalência pode chegar até 8% da população, o que se costuma chamar de “espectro bipolar”. Assim, estima-se que cerca de 15 milhões de brasileiros sejam portadores do transtorno bipolar, nas suas diferentes formas de apresentação.
 
Ainda não se conhece a causa da doença bipolar; porém, diversos estudos mostram que o seu aparecimento é resultante da interação entre fatores genéticos, do desenvolvimento intra-uterino e de estressores ambientais, tais como abuso sexual, catástrofes, dentre outras. O TB acarreta incapacitação e grave sofrimento para seus portadores e familiares.
 
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), ainda na década de 1990, mostraram que o TB foi a sexta maior causa de incapacitação no mundo. Estimativas indicam que um portador que desenvolve os sintomas da doença aos 20 anos de idade, por exemplo, pode perder nove anos de vida e 14 anos de produtividade profissional, se não tratado de maneira adequada.
 
A mortalidade dos pacientes com TB é elevada, e o suicídio é a causa mais frequente de morte, principalmente entre os jovens. Estima-se que até 50% dos portadores tentem o suicídio, ao menos uma vez em sua vida, e 19% se suicidam. Outro fator agravante na doença bipolar é alta taxa de comorbidades com outras doenças psiquiátricas e não psiquiátricas, tais como transtornos de ansiedade e abuso e dependência de álcool e outras drogas, obesidade, diabetes e problemas cardiovasculares. Vale ressaltar que a associação com a dependência de álcool e drogas é comum e agrava o curso do TB, piorando a adesão ao tratamento e elevando ainda mais o risco de suicídio.
 
O início dos sintomas na infância e na adolescência tem sido cada vez mais descrito e, em função das características típicas dessa faixa etária, o diagnóstico torna-se um desafio. Frequentemente, as crianças recebem outros diagnósticos, como transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), o que atrasa o tratamento adequado. Mais ainda, ao longo do curso da doença, muitos pacientes não identificam as hipomanias como doença, retardando também o diagnóstico correto.
 
Dessa forma, o objetivo do tratamento é retirar o indivíduo das fases agudas da doença e impedir episódios futuros, reduzindo a mortalidade e evitando a perda neuronal, devido às lesões causadas pela liberação de substâncias tóxicas no organismo. Por isso, para prevenir as consequências danosas da doença bipolar é importante identificar o seu aparecimento o mais breve possível, orientando a pessoa a procurar um profissional da área, de preferência psiquiatra, que é o médico treinado para esse tipo de atendimento.


Informe-se sobre a doençaAcesse a Associação Brasileira de Transtorno Bipolar, site www.abtb.org.br ou a Associação Brasileira de Familiares, Amigos e Portadores de Transtornos Afetivos (Abrata) - www.abrata.org.br.

"Diagnóstico do do Transtorno Bipolar (TB) pode demorar até 10 anos. O TB é uma doença mental que representa uma das principais causas de suicídio e promove morte neuronal."


Ângela Miranda Scippa - Professora M.D, Ph.D. associada do Departamento de Neurociências e Saúde Mental da Faculdade de Medicina da Bahia (UFBA); e presidente da Associação Brasileira de Transtorno Bipolar (ABTB)

A virada tecnológica nas mãos de poucos

Lei estadual, em vigor desde 27 de fevereiro, quer multiplicar casos de sucesso, mas, na prática, inovação ainda depende de iniciativas isoladas.




Henry Milleo/Gazeta do Povo / Leonardo Silva criou o BioFeed, um aparelho que lê e avalia os movimentos do corpo


Gazeta do Povo


Identificação civil e criminal pela biometria, melhor avaliação dos resultados da fisioterapia, controle de estoque em tempo real e próteses dentárias a preços acessíveis são apenas quatro das inovações tecnologias desenvolvidas por paranaenses que revolucionaram suas respectivas áreas.
Leitura da digital nas eleições é ideia curitibana
A princípio, o curitibano Ismael Akiyama só queria descobrir uma forma de oferecer relógios-ponto com identificação biométrica sem que fosse necessário um papiloscopista (policial civil especializado na leitura de digitais). A ideia acabou sendo encampada pelo setor público e no ano que vem será usada na identificação de mais de 10 milhões de eleitores no Brasil.
A popularização da tecnologia partiu do interesse dos seus clientes no produto, sem qualquer incentivo. “Eu já tinha noção de mercado, mas partimos do zero e crescemos sozinhos”, explica. Akiyama saiu de um capital inicial próprio de R$ 70 mil em 2005, quando começou, para chegar a uma receita líquida de R$ 28 milhões cinco anos mais tarde.
A experiência rendeu a responsabilidade de cadastrar todos os torcedores que frequentam estádios de futebol até a Copa de 2014. O projeto foi responsável pelo primeiro aporte recebido pela empresa por parte da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), de R$ 1,3 milhão.
O controle do negócio na palma da mão
Criador de uma das primeiras empresas de tecnologia da informação de Curitiba, Renato Bianco, usou de incentivos para colocar um de seus empreendimentos em prática. Experiente, a T.Info foi uma das primeiras empresas a fazer parte do programa do Tecnoparque e uma das 50 a entrar no Programa de Apoio à Pesquisa na Micro e Pequena Empresa (Pappe). A subvenção e os incentivos fiscais eram o que faltava para dar fôlego ao seu maior “filão”: através de um programa para dispositivos móveis, como celulares e tablets, o proprietário de postos de combustível pode acompanhar em tempo real toda a movimentação de vendas e estoques da empresa.
“O dispositivo também tem grande adesão nas empresas com frotas de carros e caminhões. É um dispositivo operacional que não existia no mercado”, explica. A alta adesão do empresariado ao programa deixa Bianco otimista. O proprietário da T.Info prevê crescimento de 25% da empresa nos próximos anos. “Também estamos desenvolvendo novas linhas de produtos na gestão de estoque para os próximos anos.”
James Marçal/Divulgação
James Marçal/Divulgação / Fabricação de implantes da Neodent começou nos fundos da clínica de Geni­­­nho ThoméAmpliar imagem
Fabricação de implantes da Neodent começou nos fundos da clínica de Geni­­­nho Thomé
Sem grandes incentivos para inovação na última década, inventos como estes dependeram muito mais da iniciativa empreendedora dos seus criadores do que de uma política de inovação atuante. Para dar escala a casos como estes, pesquisadores e empresas de tecnologia dependem da recém regulamentada Lei de Inovação, que vai destinar mais de R$ 300 milhões em investimentos diretos na área.
A lei prevê que o estado repasse 2% da sua receita tributária, sendo 1% destinado à complementação salarial das universidades estaduais, Iapar e Tecpar e o restante para financiamento de programas, projetos e fomento à pesquisa. A lei está em vigor desde o dia 27 de fevereiro.
O incremento, além de resultar benefício para a sociedade com novas tecnologias, rende bons resultados para seus investidores. De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), apenas 1,7% das indústrias investem continuamente em inovação, mas elas são responsáveis por 25,9% do faturamento industrial e por 13,2% do emprego gerado no setor.
“A inovação é a chave para o desenvolvimento econômico, justo e sustentável”, afirma Filipe Cassapo, diretor-executivo do Centro Internacional de Inovação C2i.O sentimento é o mesmo daqueles que colocaram as ideas em prática. “Sim­ples­mente a patente não basta. É preciso que ela tenha aplicação de mercado e traga ganhos econômicos”, explica Is­mael Akiyama, responsável pela implantação da biometria no processo eleitoral.
Da tragédia para a evolução da fisioterapia
Sem um ambiente político favorável, o empreendedor Leonardo Rodrigues da Silva tirou de uma experiência pessoal trágica a inspiração para empreender. Após lesionar a coluna em um mergulho no litoral paulista e perder os movimentos das pernas e braços, o cientista viu como os diagnósticos da fisioterapia eram imprecisos. Inventou o BioFeed, um aparelho que avalia a execução dos movimentos do corpo e o progresso dos tratamentos de fisioterapia. “Não criei o programa com a pretensão de achar uma cura para o meu acidente, mas vi as deficiências do diagnóstico da evolução dos tratamentos”, confessa.
Depois de dez anos na universidade estudando sistemas de eletroestimulação, desenvolveu o aparelho e colocou no mercado. Para viabilizar o BioFeed, o engenheiro recebeu ajuda de um investidor-anjo, que arcou R$ 80 mil. De resto, Leonardo bancou mais de R$ 300 mil do próprio bolso. “O mais difícil de enfrentar esta empreitada sozinho, como eu fiz, é saber entrar no mercado. A experiência de uma empresa do ramo é fundamental”, afirma o pesquisador, admitindo que o ideal seria que o ambiente acadêmico tivesse mais proximidade com a iniciativa privada.
Implantes que “valem” R$ 550 milhões
Inovação é colocar uma invenção no mercado. Com esta convicção, o empresário Geninho Thomé criou a Neodent, empresa de implantes dentários. Com uma receita bruta de mais de R$ 200 milhões no ano passado, o dentista começou seus negócios ao produzir implantes para consumo dos seus pacientes há 20 anos.
Com um consultório mo­desto na Manoel Ribas, Thomé achava que os produtos importados, ósseointegrados e feitos à base de titânio, eram inacessíveis para grande parte dos pacientes. “A ideia era aprender a produzir meus próprios implantes para oferecer algo mais em conta e com qualidade”. O negócio começou nos fundos da clínica, com uma linha de produção artesanal.
Geninho passou a oferecer um tipo de implante que ainda não existia no Brasil e logo os colegas de profissão passaram a fazer pedidos.
O resultado concreto do sucesso apareceu no ano passado: 49% do capital da Neodent foi vendido à Straumann, multinacional suíça que é um gigante do setor, por R$ 550 milhões. A empresa ainda tem opção de compra de outros 50% nos próximos seis anos. “Foi um excelente negócio, porque nos permite um intercâmbio de tecnologia”, conta.