segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Cerimônia de Entrega do Prêmio Ações Inclusivas - Edição 2012 é na próxima quarta 12/12


Foram 140 inscrições válidas, das quais 38 conquistaram o patamar de “Finalista” e dessas, serão premiadas as 10 melhores práticas inclusivas do Estado de São Paulo, sendo cinco governamentais e cinco não governamentais.

Logotipo do Prêmio Ações Inclusivas
Chegou o momento tão esperado pelas instituições e gestores públicos que inscreveram suas ações no III Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência - Edição 2012. A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com DeficiênciaSite externo.realiza na próxima quarta-feira, 12 de dezembro de 2012, às 18h, a cerimônia de entrega do que estão chamando de Prêmio Ações Inclusivas 2012, na sede da Secretaria, no bairro Barra Funda, Memorial da América Latina, em São Paulo.

Foram 140 inscrições válidas, das quais 38 conquistaram o patamar de “Finalista” e dessas, serão premiadas as 10 melhores práticas inclusivas do Estado de São Paulo, sendo cinco governamentais e cinco não governamentais.

Na oportunidade, será anunciada a Personalidade do Ano 2012 na área de defesa dos direitos e inclusão da pessoa com deficiência. Todas as práticas Finalistas receberão Certificado.

O objetivo do Prêmio é estimular as ações inclusivas e aprimorar a gestão de políticas públicas voltadas ao segmento das pessoas com deficiência, que soma mais de 9 milhões no Estado de São Paulo.
Participaram da seleção práticas inscritas por organizações públicas e privadas dos municípios paulistas em período estipulado no Regulamento do Prêmio.
Os vencedores terão suas práticas divulgadas em publicação distribuída na cerimônia de entrega do Prêmio e reconhecimento público no website da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência, além de ampla divulgação nas redes sociais. Os ganhadores também receberão Troféu e Placa de Menção Honrosa.
Concorrem práticas inclusivas realizadas nas cidades de Barueri, Bauru, Bertioga, Campinas, Capuava, Caraguatatuba, Jundiaí, Lençóis Paulista, Limeira, Lorena, Peruíbe, Piracicaba, Ribeirão Preto, Santos, São Caetano do Sul, São José dos Campos, São José do Rio Preto, São Paulo, Sorocaba e de muitos outros municípios do estado de São Paulo.
PARTICIPE DESSA FESTA DA INCLUSÃO. VOCÊ É NOSSO CONVIDADO ESPECIAL!
SERVIÇO
Cerimônia de Entrega do Prêmio Ações Inclusivas para Pessoas com Deficiência
Dia 12 de dezembro de 2012 - às 18h
Local: Sede da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo
Av. Auro Soares de Moura Andrade, 564 - Portão 10 - Barra Funda, ao lado da estação de metrô e trem Barra Funda, São Paulo (SP).

Termina 3ª Conferência Nacional da Pessoa com Deficiência - Repórter Bra...

Prédios residenciais não têm acessibilidade total para cadeirantes em Manaus


Fonte: Portal D24 AM
Segundo o superintendente do Sinduscon, Cláudio Guenka, todos os empreendimentos têm que ter acessibilidade aos cadeirantes para serem aprovados na Prefeitura.
Manaus - Dos cerca de 300 empreendimentos verticais residenciais existentes em Manaus, apenas dois apresentam acessibilidade total aos deficientes físicos. É o que afirmou o dentista Said Souza Iamut, 58, cadeirante há 26 anos. “Só conheço dois. Um, onde morei que sofreu adaptações e o outro é o que estou residindo atualmente, localizado no bairro Aleixo, zona centro-sul de Manaus.
Said disse que antes de comprar o apartamento, pesquisou em várias construtoras de Manaus. Mas não encontrou um empreendimento residencial que, na prática, desse acesso total aos cadeirantes.
“Os empreendimentos dizem que têm acessibilidade. Mas só que eles apresentam apenas rampas na entrada dos prédios. O que a gente quer é que a área comum do prédio seja acessível a todos deficientes físicos, gestantes e idosos. É um direito que está na Constituição Brasileira, de ir e vir com autonomia, ou seja, sozinho, sem precisar pedir ajuda para se locomover”, destacou.
Segundo o síndico do prédio onde Said mora, Marcos Melo, que acompanhou o projeto, o empreendimento depois de entregue passou por algumas adaptações para tornar-se acessível aos deficientes físicos. “Não foi algo consciente da construtora. Nós, juntamente com o morador Said, cobramos as adaptações necessárias para tornar acessível os espaços do condomínio a todos”, disse.
Said comprou o apartamento há um ano, mas se mudou para o prédio apenas há três meses, porque aguardava as adaptações ficarem prontas.
Segundo o superintendente do Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado do Amazonas (Sinduscon), Cláudio Guenka, todos os empreendimentos têm que ter acessibilidade aos cadeirantes para  serem aprovados na Prefeitura.
“Os prédios têm que apresentar rampas, elevadores e banheiros adaptados, pelo menos nas áreas comuns. Mas sabemos que muitos empreendimentos não estão adequados”, disse, acrescentando que o Sinduscon não tem como saber quantos edifícios estão adaptados ou não.
“A fiscalização é com a Prefeitura, que é quem aprova o projeto. E na hora de liberar o Habite-se, se faz uma nova vistoria”.
O superintendente ressaltou que todos os novos prédios que estão surgindo deveriam ter acessibilidade. “Os antigos sei que é mais difícil, mas os novos deveriam ter”, disse.
O vice-presidente da Sinduscon, Frank Souza, disse que, geralmente, os empreendimentos residenciais verticais não são construídos para as pessoas com deficiência física. “Na planta do empreendimento, o cadeirante pode opinar sobre como ele quer seu apartamento, conforme sua necessidade específica”, disse.
Superação
Said ficou paraplégico quando tinha 32 anos, porque a calçada estava obstruída por um caminhão que descarregava madeira. E,  no momento que ele passava, parte da carga caiu sobre ele. Depois de cinco anos do acidente, Said mudou de profissão: de professor de Educação Física, virou dentista.
“Passei cinco anos estudando no cursinho para passar no vestibular. Não porque era burro, mas sim porque os cursinhos não eram adaptados para cadeirantes e, por isso, enfrentei muitas dificuldades para assistir às aulas”, contou.
Segundo Said, depois de tornar-se paraplégico, passou a lutar diariamente pela causa da acessibilidade. “São 26 anos de lutas diárias. Se eu sair agora, terei embates. A coisa não é fácil, mas a gente não se acovarda”, disse.
Said coleciona no seu currículo de lutas e conquistas de adaptações para deficientes físico como em hotéis, praças no Centro, faculdades e até no ônibus coletivo. “Mas os motoristas não querem parar quando veem um cadeirante e as pessoas acham ruim, porque não querem esperar a entrada do deficiente físico”, disse, acrescentando que a próxima luta é conseguir ir de barco para Parintins.
IBGE
Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), deficientes motores que não conseguem se locomover de modo algum no Amazonas são 9.068, em Manaus 5.657.
“Isso caracteriza quando a pessoa se declara incapaz por uma deficiência motora, de caminhar e subir degraus sem ajuda de outra pessoa”, explicou o disseminador de informação do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques.
Já os que têm muita dificuldade são 50.675 no Amazonas e 27 mil em Manaus. “Quando a pessoa se declara ter grande dificuldade de caminhar ou subir degrau sem ajuda de outra pessoa. A tendência é que tenhamos cada vez mais esse tipo de clientes para os empreendimentos. Isso porque a população aumenta e as pessoas com deficiência também”, explicou.

Google premia mapa virtual com foco em acessibilidade criado por paulistano


Rampa de acessibilidade
Dono da ideia irá receber R$ 35 mil e fará viagem a sede da empresa para discutir projeto.
Google MapsSite externo. é a ferramenta mais usada por quem quer descobrir o melhor caminho para ir de um lugar a outro. Imagine uma versão adaptada paracadeirantes, que indica as melhores ruas – e até as melhores calçadas – para se locomover pela cidade. Essa ideia, transformada em projeto pelo paulistano Eduardo Battiston, acaba de ser premiada pelo próprio Google e pode virar uma ferramenta da gigante de buscas.

Eduardo é o vencedor do Creative Sandbox Brief, uma iniciativa anual da empresa para incentivar ideias inovadoras. Ele levou R$ 35 mil para dar início ao projeto e irá viajar para uma sede da companhia americana (pode ser na Califórnia ou em Nova York, não está decidido), para discutir a criação com desenvolvedores do Google.

O projeto se chama Accessibility View e inclui um aplicativo para que moradores das cidades possam atualizar as informações do sistema, reportando se um buraco foi consertado ou se uma guia foi danificada, por exemplo. "A intenção é que os principais municípios brasileiros tenham uma espécie de Googles Maps de acessibilidade", diz Eduardo.
Após morar dois anos em Madrid, ele percebeu como as cidades brasileiras ainda têm graves problemas de mobilidade para pessoas deficientes. "O dinheiro do prêmio servirá para botar a primeira fase do projeto no ar, o que significa começar o mapeamento e fazer o aplicativo", diz Eduardo, que tem 36 anos e é diretor de criação publicitária na Agência Click Isobar.
A princípio, o Accessibility View funcionará como um site próprio, mas, ainda que seja apenas uma possibilidade, pode se tornar um "botão" dentro do próprio Google Maps. "Se o Google gostar muito e quiser implementar no site, fico lisonjeado", diz Eduardo.
"A ideia é viável", afirma Marco Bebiano, responsável pela área de agências de publicidade dentro do Google Brasil. "Após ele ir para a sede da empresa, vamos revisitar a ideia e ver aonde ela pode chegar, mas pode, sim, virar um botão", diz.
De qualquer forma, Eduardo irá buscar viabilizar o site com anunciantes e pessoas dispostas a investir nele. "Espero que a primeira fase entre no ar no início do ano que vem, provavelmente na cidade de São Paulo", afirma. "O importante é que se torne realidade. É um projeto meu, mas quero que se torne dos cadeirantes", diz o criador.
O Creative Sandbox premiou ainda um projeto para mapear favelas pacificadas do Rio de Janeiro usando o Google Maps (como segundo lugar) e outro que mostra imagens de crianças desaparecidas nos resultados de busca do Google Imagens (como terceiro).

domingo, 9 de dezembro de 2012

1º SEMINÁRIO DO PROJETO VER COM AS MÃOS

O Futuro na UNINTER!!!!


                     CENTRO UNIVERSITÁRIO UNINTER CELEBRA 



Veja mais algumas fotos do evento.O FUTURO estava lá!!!

Exposição dos alunos da professora Adriana Villar (artista plástica)
Exposições de quadros de pessoas PCDs
                            Karina Gouvea da Reviver Down 
Edson Bazan. E olha nós ai!!!

Eliane Clara Pepino e Matheus 

Kreling(Blog O Futuro Está Aqui)

Clarissímo na tecnologia!!!!Com nossa nova camiseta!


 Apresentação de crianças surdas da 

Escola Alcindo Fanaya


Palestra Regiane Ruivo Maturo do SESI - 

Empregabilidade das PcD


Grupo de Teatro “Luz” da APADEVI/Guarapuava, com 

a peça: Ex Turvo COM/SENsibilidade

Faço aqui as palavras de Leonor Marchesine do grupo Educacional Uninter:
"Grandes nomes da inclusão. 

Regiane Ruivo é quem dirige a Responsabilidade 

Social do SESI FIEP. Diele Pedroso, tem um projeto 

fantástico que já foi divulgado na Globo. E o jornalista 

Rafael Bonfim, é teatrólogo e escreve tiras de humor 

envolvendo as deficiências. Gente de peso."

                           Apenas o começo. 2013 promete!!!!



PROGRAMA ESQUENTA ESQUENTOU COM NOSSOS GUERREIROS PARAOLÍMPICOS!!!


DANÇANDO AO SOM DA PRETA NO PALCO !!!!!!!!!Preta Gil
 ESSA HORA, SÓ DEU  THIAGUINHO, PÉRICLES OU ARLINDO CRUZ !!!!!!!!! 
ARRASOU O PROGRAMA "ESQUENTA",ESQUENTOU COM NOSSOS GUERREIROS.É ISSO AI, TUDO JUNTO E MISTURADO!!

Hoje, 09/12/12, no Programa "Esquenta", presença mais que especial dos atletas paralímpicos e artistas com deficiência, mostrando seu trabalho e o PRINCIPAL: NÃO EXISTE DIFERENÇA!!!


sábado, 8 de dezembro de 2012

Estudo analisa interação de crianças e jovens brasileiros com mídias digitais


"AE"
por:http://www.jornaldiadia.com.br/index.php/know-how-e-tecnologia/112683-estudo-analisa-interacao-de-criancas-e-jovens-brasileiros-com-midias-digitais
Estudo analisa interação de crianças e jovens brasileiros com mídias digitais
As crianças e jovens brasileiros estão cada vez mais conectadas às telas e tecnologias digitais: 75% dos adolescentes entre 10 e 18 anos afirmam navegar na internet, enquanto entre as crianças de 6 a 9 anos esse índice é de 47%. Os dados fazem parte da pesquisa Gerações Interativas Brasil – Crianças e Jovens Diante das Telas, que foi apresentada nesta quarta-feira, 28, pela Fundação Telefônica Vivo no Auditório do Masp, na região central de São Paulo.
Em parceria com o Fórum Gerações Interativas, o Ibope e a Escola do Futuro da USP, a fundação pesquisou o comportamento da geração de nativos digitais brasileiros diante de quatro telas: TV, celular, internet e videogames. A coleta de dados ocorreu entre 2010 e 2011 junto a 18 mil crianças e jovens, com idades entre 6 e 18 anos. O Ibope ajustou a amostragem, baseado no Censo Escolar de 2007, e o conjunto válido de respondentes foi de 1.948 crianças e 2.271 jovens, pertencentes a um universo que abrange alunos de escolas do ensino público e privado, nas zonas urbana e rural de todas as regiões do País.
Esta é a segunda etapa de uma pesquisa iniciada em 2005. Na ocasião, o Brasil foi analisado dentro do contexto da região ibero-americana."Desta vez, decidimos fazer um retrato exclusivo do País, para obtermos um panorama abrangente e crítico a respeito do contexto e das perspectivas das telas digitais no Brasil", explica Françoise Trapenard, presidente da Fundação Telefônica Vivo.
Principais resultados
Do total dos pesquisados, 51% das crianças, de 6 a 9 anos, e 60% dos jovens e adolescentes, de 10 a 18 anos, declararam possuir computadores em casa, enquanto 38,8% das crianças e 74,7% dos jovens disseram ter celulares próprios. Já quanto à posse de games, 78,7% das crianças e 62,4% dos adolescentes entrevistados responderam positivamente. A TV é a tela predominante, com índices de penetração nos lares entre 94,5%, no caso das crianças, a até 96,3% para os jovens.
No entanto, diferenças socioeconômicas entre as regiões impactam na posse e no acesso às telas. A análise detalhada pelas macrorregiões geográficas do País evidenciou diferenças marcantes para os indicadores da inclusão digital dos jovens brasileiros. Observou-se que, enquanto a presença de computadores domésticos atingiu 70,4% das crianças do Sudeste e 55,1% para as residentes no Sul, no Norte e Nordeste estes índices retrocedem para 23,6% e 21,2%, respectivamente.
Diferentemente do que se observa para a maioria dos adultos que com ela convivem, a geração interativa redefine o uso das telas pela sua integração, convergência e multifuncionalidade. Desta forma, a internet é usada para tarefas escolares, compartilhar músicas, vídeos, fotos, ver páginas na web, utilizar redes sociais, bater papo e usar e-mail.
Políticas públicas
De acordo com Lygia Pupatto, secretária de Inclusão Digital do Ministério das Comunicações, atualmente 52% da população brasileira não têm acesso à internet. O cenário agrava-se ainda mais quando se observa a distribuição dessa acessibilidade. Enquanto 96% da classe A possuem acesso à internet, apenas 35% da C têm esse privilégio e 5% das D e E. Vale lembrar que as classes C, D e E, juntas, somam cerca de 80% da população. "A exclusão digital segue o mesma lógica da exclusão social", diz Lygia. "Essa desigualdade, por sua vez, é muito mais maléfica, pois gera novos padrões de exclusão social, principalmente no que diz respeito ao acesso à informação e, consequentemente, ao exercício da cidadania", afirma.
Segundo a secretária, o governo federal tem alguns projetos para garantir a acessibilidade uma maior porcentagem da população. Um deles trata da redução da carga tributária de smartphones, o que, por sua vez, interferiria diretamente no preço final do produto. Lygia também destacou a importância de uma articulação com os governos estaduais e municipais e também com a academia.
Convergência
O celular representa a tela de convergência por excelência. Pela ordem, a geração interativa utiliza o aparelho para: falar (90% dos jovens); mandar mensagens (40%); ouvir música ou rádio; jogar; como relógio/despertador; como calculadora; fazer fotos; gravar vídeos; ver fotos/vídeos; usar a agenda; baixar arquivos; assistir TV; bater papo; e navegar na internet. "O celular é a mídia convergente, a que pode ser tratada como ganhadora", diz Françoise Trapenard, da Fundação Telefônica Vivo. "Entre as mídias interativas, é a mais simples, extremamente intuitiva e que pode ser levada para qualquer lugar, em qualquer momento."
40% dos jovens afirmaram que nenhum professor usa a web em aula e apenas 11% aprenderam a navegar com um educador. Por outro lado, 64,2% dos respondentes disseram que aprenderam a usar a internet sozinhos. "Trata-se de uma geração nascida a partir do final da década de 1990, período em que no Brasil as TIC (Tecnologias da Informação e da Comunicação) já se encontravam profundamente instaladas e arraigadas na vida cotidiana das famílias e, em maior ou menor grau, também nas escolas", observa Brasilina Passarelli, coordenadora científica da Escola do Futuro.
Segundo a professora, a interação que os nativos digitais têm com as novas mídias não deve ser encarada com estranhamento ou hesitação. "Esse jovens estão reconstruindo uma relação com o conhecimento", diz. "O conceito de leitura que conhecemos, por exemplo, não existe mais, ao menos para as novas gerações, que foram criadas pelo hipertexto, onde a lineariedade não faz mais sentido algum."
Na opinião dela, é um erro tentar formatar os jovens e crianças da geração Z ao mundo que estávamos acostumados até 10, 15 anos atrás. "Temos de ter coragem de ousar, caso contrário, seremos afogados pelo real", diz Brasilina, referindo-se à adoção de TICs na educação.
A pesquisa estará disponível para download no site da Fundação Telefônica (www.fundacaotelefonica.org.br), inclusive com versão para tablets.

BALANÇO GERAL CURITIBA | Repórter vive um dia de cadeirante | 05/04/2


Aprovado projeto que garante a autistas os mesmos direitos de pessoas com deficiência

PROPOSTA SURGIU APÓS PRESSÃO POPULAR
Por:http://ultimainstancia.uol.com.br/conteudo/noticias/59261/aprovado+projeto+que+garante+a+autistas+os+mesmos+direitos+de+pessoas+com+deficiencia.shtml

Agência Brasil - 08/12/2012 - 16h32

Graças a um projeto que surgiu da pressão popular, brasileiros com autismo vão ter os mesmos direitos de pessoas com deficiência, para todos os efeitos legais. A garantia foi conquistada na última quinta-feira (6/12) com a aprovação no plenário do Senado do Projeto de Lei do Senado 168/11, que cria a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista.

A lei está sendo vista por pais e especialistas como uma Carta Magna dos autistas no Brasil. A partir dela, essas pessoas vão, por exemplo, ter direito a tratamento multidisciplinar e diagnóstico precoce. As famílias também foram contempladas: além de acompanhamento psicológico, os pais ou responsáveis por pessoas com autismo terão horário especial no trabalho.
“O tratamento dessas pessoas requer tempo e muitos profissionais, por isso, esse horário especial é necessário para adequar a rotina da família”, explica a microempresária, Berenice de Piana, mãe de Dayan de Piana, de 18 anos. Ainda segundo Berenice, que também é integrante do Mundo Azul — grupo de pais de Itaboraí, no Rio de Janeiro, em defesa do autista — essa lei é muito importante “porque tira essas pessoas do limbo”.  Ela ressalta que antes da aprovação do projeto - que agora só depende da sanção da presidenta, Dilma Rousseff, para virar lei - os autistas não eram considerados nem pessoas normais, nem com deficiência.
No Brasil, não há estatísticas oficiais sobre o transtorno funcional, mas segundo a Adefa (Associação em Defesa do Autista), uma das que ajudou na construção da proposta, cerca de 2 milhões de brasileiros serão afetados pela nova lei. Segundo a entidade, o autismo chega a ser mais comum entre crianças, que doenças como Aids e diabetes. Para resolver o problema da falta de estatísticas oficiais, o projeto cria um cadastro único dos autistas.
Além de articular as ações de órgãos e serviços em todos os níveis de governo nas áreas de saúde, educação, assistência social, trabalho, transporte e habitação, o texto aprovado prevê punições para atitudes discriminatórias, como multa de três a 20 salários mínimos e sanções administrativas para o gestor escolar que recusar a matrícula de aluno com autismo. A regra vale até mesmo quando não houver mais vagas nas instituições de ensino. Em casos de "comprovada necessidade", o estudante com o transtorno deve ser incluído nas classes comuns de ensino regular. Se houver reincidência pelos professores ou outros integrantes da escola, preservado o direito ao contraditório e a ampla defesa, está prevista a perda de cargo por meio de processo administrativo.
Um dos grandes desafios do Brasil em relação a pessoas com autismo é a falta de profissionais capacitados para atuar na área, inclusive médicos. A esperança dos pais é que como o projeto estabelece a criação de centros de tratamento multidisciplinar em todo o país, force essa capacitação. “O período mais importante para tratamento é 0 até os 5 anos, mas a gente fica perambulando pelos consultórios. Quando a gente consegue o diagnóstico, já se perdeu um tempo precioso. Como o problema não tem cura, quanto mais cedo a estimulação, mais chance essas pessoas têm de desenvolvimento”, alerta Berenice.
Durante a discussão da proposta chegou a ser apresentada uma emenda que previa penas para as práticas de castigo corporal, ofensa psicológica, tratamento cruel ou degradante à criança ou adolescente com deficiência ou com autismo como forma de correção, disciplina ou outro pretexto. Mas o trecho foi retirado do texto porque o relator da proposta, senador Wellington Dias (PT-PI), argumentou que as penas previstas no Código Penal são mais rígidas que as propostas no projeto.
“Para nós, pais que temos filhos com autismo, é um marco que encerra um período de pessoas abandonadas, que viviam enclausuradas em suas casas. A partir da aprovação [do projeto], a história de sofrimento e dor acabou.” comemorou o militar Ulisses da Costa Baptista, um dos fundadores da organização não governamental Mão Amiga, do Rio de Janeiro, e pai de Rafael, de 16 anos. Ele ressaltou que a mobilização dos pais foi fundamental para que a lei fosse aprovada em dois anos, tempo considerado rápido para a tramitação de projetos no Congresso. “ Os pais agora tem um instrumento legal e fazer esses direitos saírem do papel só depende agora que eles continuem engajados”, disse.
A pedido Ulisses, em agosto de 2007, a Defensoria Pública Geral do Estado do Rio entrou com uma representação na OEA (Organização dos Estados Americanos) contra o Brasil. O documento, que até hoje está em tramitação, pede a condenação do país por não oferecer condições adequadas de atendimento aos autistas, como tratamentos avançados, existentes, por exemplo, nos Estados Unidos.
O autismo, definido em 1943 pelo psiquiatra austríaco, Leo Kanner, é um transtorno que compromete a capacidade de comunicação e desenvolvimento de relações sociais do indivíduo, que passa a se comportar de modo compulsivo e ritualista. É diferente do retardo mental ou da lesão cerebral, embora algumas crianças com autismo também tenham essas patologias. Os especialistas ainda não sabem explicar a grave dificuldade de relacionamento dessas pessoas.