quinta-feira, 8 de novembro de 2012

'Fui em frente porque sabia que isso ia fazer minha filha viver com mais qualidade'


Paula Werneck aparece sentada em uma escadaria
A revista Veja desta semana traz uma reportagem sobre procedimentos estéticos para pessoas que apresentam características físicas decorrentes de diversas ocorrências genéticas, como a síndrome de Down.
Confira a matéria:
Se existe uma área em que a humanidade comprovadamente avançou foi no tratamento de pessoas com diferenças decorrentes da formação genética. No caso dos que nascem com síndrome de Down, a forma de situá-los no tecido da sociedade e as modalidades de tratamento terapêutico, da mais simples à altamente complexa, trouxeram avanços importantes. 
Fonoaudiólogos aperfeiçoam a fala e cirurgiões cardíacos corrigem os problemas no coração que afetam 50% de todos os que têm a síndrome. Instrutores de ginástica dão exercícios físicos para reforçar o tônus muscular rebaixado e psicólogos ajudam a lapidar as habilidades cognitivas. A expectativa de vida de quem tem Down aumentou de 30 para 60 anos e a participação dessas pessoas na vida social também cresceu visivelmente. Mais recentes e menos comentados são os procedimentos estéticos que suavizam desalinhos físicos típicos da síndrome e também contribuem para aprimoramentos funcionais. Compreensivelmente, existe um intenso debate sobre a conveniência desse tipo de tratamento.
Paula Werneck é uma carioca de 25 anos que toca bateria, joga vôlei e trabalha em uma cantina. Sua vida melhorou em muitos aspectos. Até cinco anos atrás, ela sofria de dores de cabeça e só comia alimentos moles por causa dos dentes frágeis e pequenos. Quando a arcada dentária superior encostava na inferior, seu maxilar era todo projetado para a frente. Daí, as dores. Levada pela mãe, durante quatro anos a jovem passou por um tratamento que aumentou em 4 milímetros cada um de seus dentes. 
 Com o maxilar reposicionado, o pescoço e o queixo de Paula ganharam novas curvas. O lábio superior também foi reposicionado e até as dobras de pele embaixo dos olhos, outra característica da síndrome, ficaram mais suaves. As dores de cabeça sumiram e o sorriso de Paula ficou mais iluminado ainda. Antes do tratamento dentário, ela já havia se livrado das dores nas costas com uma cirurgia de redução de mamas. “Algumas pessoas da minha família falavam que eu estava fazendo minha filha sofrer, que eu tinha de aceitá-la como ela era. Fui em frente porque sabia que isso ia fazer minha filha viver com mais qualidade”, diz a arquiteta Helena Werneck, mãe da jovem. “Eu fiquei mais bonita”, comemora Paula, que chegou a chorar de felicidade ao ver no espelho o resultado das intervenções. Ela está namorando pela primeira vez.
Corrigir orelhas de abano que causam embaraço às crianças ou diminuir os seios de adolescentes vergadas pela exuberância mamária não são intervenções que provoquem repúdio social. “Por que com a minha filha seria diferente?”, indaga a mãe de Paula. Pensando da mesma maneira, o corretor de imóveis Louis Cardillo e sua mulher, Samantha, americanos de Nova York, sofriam com a rejeição sentida por seu filho mais velho, Charlie, 15, cada vez que ele era chamado de Dumbo pelos colegas -- um tormento para quem tem Down, como ele, e para quem não tem. “Charlie não gostava das orelhas e falava que tinha vergonha das meninas”, relata Samantha. Um cirurgião plástico conhecido da família se ofereceu para fazer a operação. “Tínhamos forte a lembrança da cirurgia que Charlie havia feito com 1 ano, para corrigir uma cardiopatia. Quase desistimos quando pensamos em enfrentar de novo o medo da anestesia”, relembra a mãe. Tomaram a decisão com o pedido do filho. “Foi uma alegria quando tiramos os curativos. Ele sorriu, chorou e disse que estava igual ao pai.” Dias depois, Samantha e Louis receberam e-mails de pessoas que não aceitavam a cirurgia e os acusavam de tentar “esconder” a condição do filho.
A cirurgia para orelhas de abano é a mais comum em jovens com Down. “Além de corrigir as orelhas, faço um mini-lifting no rosto desses pacientes de maneira a puxar a pele para cima. Caso contrário, a orelha cai de novo”, diz o cirurgião plástico Juarez Avelar. Como a intervenção é apenas estética, uma parcela grande de médicos critica a prática. “Quem tem Down carrega no rosto um carimbo. É preciso mudar o jeito, cheio de constrangimento, como as pessoas olham para quem tem a síndrome. Não mudar o rosto deles”, diz Ana Brandão, pediatra especializada em crianças com Down do Hospital Albert Einstein e mãe de Pedro, 17, que tem a síndrome. “Muitas dessas cirurgias são dolorosas e, acredito, desnecessárias.” Entre as mais dolorosas está a de redução da língua, em razão da quantidade de terminações nervosas. Protuberante nos portadores de Down, ela tende a ficar para fora da boca. Há estudos que mostram que a cirurgia melhora a respiração, a fala e a mastigação, mas as divergências permanecem.
Fonte: Revista Veja
Crédito da foto: Rosilene Miliotti - Imagens do Povo/Movimento Down

Centros odontológicos serão credenciados para atender pessoas com deficiência


Investimento será de R$ 260 mil por mês para o atendimento deste público. A ação faz parte do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Viver sem Limite).
Publicada em 08 de novembro de 2012 - 11:15
equipamentos de dentista
Cerca de 106 Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) serão credenciados para atender pessoas com deficiência. A ação faz parte do Plano Nacional dos Direitos das Pessoas com Deficiência (Viver sem Limite)Site externo., e reforça a atuação do Programa Brasil Sorridente. O investimento será de R$ 260 mil por mês para o atendimento deste público.

Atualmente, são 915 CEOs distribuídos em 758 municípios brasileiros, que oferecem serviços especializados, como tratamento endodôntico (canal); cirurgia oral menor; periodontia (tratamento de gengiva); diagnóstico bucal, com ênfase ao diagnóstico de câncer bucal, colocação de implantes e o tratamento ortodôntico. Os centros integram a Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência, do Ministério da Saúde.
Além dos recursos adicionais, os centros permanecerão com o custeio mensal que já recebem, de acordo com o tipo. Os CEOs I, com três cadeiras odontológicas, e três ou mais cirurgiões dentistas, vão garantir R$ 1.650 por mês. Os do tipo II, com no mínimo quatro cirurgiões dentistas, R$ 2.200 por mês. E os centros III, caracterizado por sete ou mais cirurgiões dentistas, receberão R$ 3.850 por mês.

Em contrapartida, haverá metas específicas de atendimento a pessoas com deficiência nos centros, que deverão atuar como referência e apoio para os demais profissionais da rede de saúde bucal que fizerem atendimento a este público.

X Seminário de Educação Especial e V Seminário de Acessibilidade


Acessibilidade e Formação de Professores:
Contribuições para a Educação Inclusiva

Programa Institucional de Ações Relativas às Pessoas com Necessidades Especiais - PEE
UNIOESTE-PR
Realização: de 26 a 28 de novembro de 2012.
LOCAL:Anfiteatro da Unioeste - Campus de Cascavel

Por favor, dê uma olhadinha... Muito lindo o trabalho deles.


.·´✿

http://www.apbp.com.br/

.·´✿ A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem providenciado, por mais de 50 anos, uma vida independente para artistas que não têm o uso de suas mãos. Todos os membros dessa sociedade internacional são incapacitados de pintar usando suas mãos, e todos são beneficiados com a satisfação em poder ganhar seu próprio sustento, independente de caridade..·´✿

http://www.gostodeler.com.br/materia/13944/Pinturas_especi.html

♥ ♥

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♥Ðø¢ë§ §ØηHا ♪ §ØMEηTE PØEŠIǺ§
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Por favor, dê uma olhadinha...
Muito lindo o trabalho deles.

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http://www.apbp.com.br/

.·´✿ A Associação dos Pintores com a Boca e os Pés, fundada em 1956 por Erich Stegmann, tem providenciado, por mais de 50 anos, uma vida independente para artistas que não têm o uso de suas mãos. Todos os membros dessa sociedade internacional são incapacitados de pintar usando suas mãos, e todos são beneficiados com a satisfação em poder ganhar seu próprio sustento, independente de caridade..·´✿

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terça-feira, 6 de novembro de 2012

SUPER NORMAIS !!AGORA COM AUDIODESCRIÇÃO!!!!


Tiras Super Normais com audiodescrição

Para ouvir a audiodescrição, clique aqui: http://tinyurl.com/an9mbw2

SUPER NORMAIS – O poder da diferença - A tirinha de 29/10/2012, em preto e branco, com três quadros, apresenta um homem cadeirante, com cabelos claros e lisos, um grande topete caído na testa, sobrancelhas pretas, óculos pequenos redondos na ponta do nariz e cavanhaque. Ele usa camisa branca e calça preta.

Q1: O homem, segurando um jornal bem próximo ao seu rosto, diz com a boca aberta e cara de contrariado: Essa tira não muda nada pra mim.

Q2: No jornal aberto, a manchete que diz: ANALFABETISMO ATINGE 9% DA POPULAÇÃO ... e o desenho de uma pequena bandeira brasileira.

Q3: O homem segurando o jornal de cabeça para baixo, no meio da sala, sentado em sua cadeira de rodas, diz: Continuo com deficiência.

Audiodescrição: VER COM PALAVRAS
Narração: Marcelo Sanches
Tiras Super Normais com audiodescrição

Para ouvir a audiodescrição, clique aqui: http://tinyurl.com/an9mbw2

SUPER NORMAIS – O poder da diferença - A tirinha de 29/10/2012, em preto e branco, com três quadros, apresenta um homem cadeirante, com cabelos claros e lisos, um grande topete caído na testa, sobrancelhas pretas, óculos pequenos redondos na ponta do nariz e cavanhaque. Ele usa camisa branca e calça preta.

Q1: O homem, segurando um jornal bem próximo ao seu rosto, diz com a boca aberta e cara de contrariado: Essa tira não muda nada pra mim.

Q2: No jornal aberto, a manchete que diz: ANALFABETISMO ATINGE 9% DA POPULAÇÃO ... e o desenho de uma pequena bandeira brasileira.

Q3: O homem segurando o jornal de cabeça para baixo, no meio da sala, sentado em sua cadeira de rodas, diz: Continuo com deficiência.

Audiodescrição: VER COM PALAVRAS
Narração: Marcelo Sanches

Lei cria programa anti-bullying para alunos com deficiência no Rio de Janeiro


A Lei 6.324/12, publicada no último mês de setembro no Diário Oficial Rio, instituiu o Programa de Combate ao Preconceito contra Pessoa com Deficiência nas escolas da rede pública e privada da cidade. O projeto, que tem como objetivo “ensinar, sensibilizar, conscientizar, capacitar e informar educadores, alunos, e demais profissionais no combate ao preconceito”, foi assinado pelo presidente da Comissão de Defesa da Pessoas com Deficiência da Assembléia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj), o deputado Márcio Pacheco.
Para Pacheco, presidente da Comissão, ao tratar do assunto com estudantes e professores, o Estado não só evita agressões como ganha "cúmplices" no combate ao preconceito. "Estes jovens podem não saber dimensionar essas agressões. Ao chamarmos a atenção para elas, aumentamos as chances de denúncias, além de inibir a prática ainda comum", argumenta. 
Com informações da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro

Português cria sistema para facilitar comunicação de pessoas com deficiência motora


Interface utiliza computador portátil ligado a eletrodos. Usuário se comunica piscando os olhos.

Gilberto Costa

REDE SACI

Um recurso tecnológico desenvolvido pelo engenheiro eletrônico do Instituto de Sistemas e Robótica (ISR) da Universidade de Coimbra (UC), Gabriel Pires, permite que pessoas com deficiência, que perderam a mobilidade nos braços e nas pernas, resgatem a possibilidade de se comunicar usando apenas o movimento das pálpebras.
A interface é formada por um computador portátil ligado a eletrodos que captam as ondas cerebrais acionadas com o piscar dos olhos. Os sinais são amplificados e reconhecidos por um software especial. A tecnologia permite ao usuário formar palavras e frases usando um sistema que mostra as letras de forma aleatória, escolhidas com o movimento das pálpebras.
“É como se fosse uma antiga máquina de escrever”, esclarece Gabriel Pires. Segundo ele, o dispositivo ainda permite ao usuário ligar a televisão e as luzes, acionar alarmes via telefone, conduzir uma cadeira de rodas e realizar outras tarefas cotidianas, como conversar pelo computador ou enviar um e-mail.
“É um novo canal de comunicação que se abre para pessoas sem mobilidade e que, apesar da deficiência, estão com a capacidade cognitiva intacta.”
A interface já está sendo produzida por uma empresa austríaca e o ISR trabalha agora no aperfeiçoamento da tecnologia para “diminuir o tempo de comunicação e aumentar a usabilidade”. A pesquisa aproxima Portugal de centros de excelência para pesquisa neurocientífica, como os que existem na Alemanha e nos Estados Unidos.
No Brasil, segundo dados do Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de 2% da população é formada por pessoas com deficiência motora severa, como tetraplégicos, com paralisia cerebral ou esclerose lateral amiotrófica. Essas pessoas têm direito a linhas de financiamento para aquisição de produtos e serviços de acessibilidade, conforme o Programa Viver sem Limite.