terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Acessibilidade web-Custo ou Beneficio?

Leda Lucia,cega,psicóloga :
“ Eu adoro a Internet,porque posso comunicar com as pessoas posso ler jornais,revistas ,faço uma série de coisas sem sair de casa,pagamentos,compras e transações bancarias,compras.Eu uso a internet para comunicar com outros profissionais,discussão,pesquisa,importante para manter atualizado na sua área ,,principalmente no meu caso que sou cega que sem a internet seria muito difícil a autonomia e a independência que eu tenho...''

Acessibilidade web: Custo ou benefício (Parte 1)

Acessibilidade web: Custo ou benefício (Parte 2)

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Deficiente física volta a andar com ajuda de 'armadura'

Amanda atua como espécie de piloto de testes de um exoesqueleto criado por engenheiros da Berkeley Bionics para as Forças Armadas Americanas. Com ele, soldados conseguem levantar objetos de 90 quilos.

Imagine o que é sofrer um acidente e passar 18 anos em uma cadeira de rodas, sem poder andar. E, de repente, essa pessoa sai andando. Não é milagre. É o progresso da medicina que fez Amanda Boxter caminhar.

Foi um dia muito mais colorido do que qualquer um de nós poderia imaginar. Quando Amanda e o cachorro Tucker percorreram o último trecho de calçada no caminho até o laboratório foram atrás de uma expectativa que parecia perdida 18 anos atrás, desde que Amanda sofreu um acidente de esqui em uma montanha nevada. Ela sentiu uma corrente elétrica como um choque descendo pelo corpo e nunca mais mexeu nada da cintura para baixo.

"Quando eu perdi os movimentos das pernas, um médico veio até meu quarto no hospital e disse que eu jamais voltaria a andar. Tirou toda a esperança que existia dentro de mim", conta Amanda Boxtel.


As palavras do médico ainda latejavam na cabeça de Amanda naquela quinta-feira, até quando ela já estava ali, diante do equipamento que prometia o que talvez não fosse mais impossível, mas ainda era muito improvável. Como ela poderia andar, se quase a metade da vida foi na cadeira de rodas?

Amanda confia muito nos engenheiros da Berkeley Bionics, porque acompanha a pesquisa desde os primeiros testes. Dentro do instituto, ela viu o exoesqueleto que eles fizeram para as Forças Armadas Americanas. Com ele, soldados conseguem levantar objetos de 90 quilos como se fossem plumas, e seres humanos correm por horas e horas, incansáveis, como se fossem robôs.

Assim, a mulher que continuou atleta até mesmo depois da cadeira de rodas virou uma espécie de piloto de testes, sempre sob o olhar atento do cachorro. "Queremos que as pessoas se levantem e andem o mais rapidamente possível", disse Eythor Bender.

Quando Amanda abandona a cadeira de rodas, começa a vestir uma tecnologia que, segundo os criadores, mistura robótica e inteligência artificial. Nas costas, está um computador de última geração, ligado a sensores que são colocados nos pés, nos joelhos e na cintura, para captar a intenção de Amanda.

“A máquina não decide sozinha”, explica o engenheiro de computação John Fogelin. "Mas, uma vez que você sinaliza que está pronto para dar o passo, você tem um computador com inteligência artificial para completar aquele movimento".

Os assistentes fazem os últimos ajustes e se certificam de que o equipamento está bem preso ao corpo da paciente. Depois de um clique no botão, chega o grande momento.

Amanda surpreende e levanta de primeira. Em seguida, testa o equilíbrio do corpo em busca de firmeza e segurança. Ela precisa de muletas. Afinal, é preciso lembrar que ela não tem nenhuma força nas pernas.

Assim que a mente de Amanda diz ao corpo que gostaria de andar, a região em volta da cintura, a última parte que ainda responde ao cérebro, transmite essa mesma ordem ao computador. Isso acontece porque os sensores traduzem os mínimos movimentos de Amanda, e a máquina diz ao robô pra andar na direção exata em que ela tentou se mexer.

Enfim, depois de 18 anos de espera, qual é o sentimento de Amanda? "Você consegue imaginar: ficar paraplégico, sempre sonhar com isso e, de repente, não ter mais que sonhar? Essa é a minha realidade", destaca a americana.

Amanda faz questão de ressaltar que está caminhando e ao mesmo tempo conversando com o repórter, sem se cansar. Ela também não sente o peso do equipamento, porque ele é feito para se sustentar por conta própria. São baterias potentes que, supostamente, aguentam um dia inteiro de caminhada.

Ainda que pareça simples, do ponto de vista tecnológico, é algo complicadíssimo. "Quanto mais você estuda o ato de andar, mais você percebe como é um modelo mecânico complexo. É um ato contínuo de cair e retomar o equilíbrio, o que é muito complicado de reproduzir em um computador", ressalta o engenheiro John Fogelin.

Mas, agora que robótica avançou muito, o software está perfeitamente afinado, e a máquina navega com perfeição. Amanda Boxter se aventura calmamente pelo laboratório.

Na cadeira de rodas desde os 24 anos e agora, aos 43, depois de fazer o que nem o médico mais otimista poderia imaginar, ela fala outra vez em esperança.

"Não existe mais razão para não sonhar. Isso está acontecendo neste momento. A percepção dos médicos sobre o futuro de paciente com paralisia mudou, seja por meio de tratamentos com células-tronco ou com a tecnologia robótica. Agora dá para dizer: 'você vai se levantar e caminhar'. E eu estou fazendo isso, desafiando todas as probabilidades", afirma Amanda.

Por fim, Amanda faz questão de exibir a conquista ao companheiro Tucker. E o dia termina com um convite inesperado para ele: vamos caminhar?

domingo, 2 de janeiro de 2011

Ano noo!!


"Que as realizações alcançadas este ano, sejam apenas sementes plantadas, que serão colhidas com maior sucesso no ano vindouro." (Autor desconhecido)

sábado, 1 de janeiro de 2011

Amor de mãe




Já fazia algum tempo que minha mãe e eu estávamos na casa de praia da família. Logo após o falecimento do meu pai. Nós duas dávamos muito bem, íamos á praia duas vezes ao dia . Após almoçarmos ,arrumarmos a cozinha , íamos deitar ou então ficávamos inventado poesias na mesa da cozinha.Um exemplo destes e lembro-me até hoje, talvez assim:



“ Ele é lindo, nós o amamos muito!
Adoramos estar em sua companhia.
É forte enfim , quando este me toca,
e eu fico todinha, arrepiada!´’




Pasmem! O que pensaram que fosse?Não.Me referia ao todo poderoso REI-MAR,este que leva todas as mazelas embora,que traz também a Boa Nova,que refresca,apazigua nossos pensamentos ,lugar este sagrado ,onde sinto-me livre,onde meu corpo e minha alma sentem-se bem,fico plena e vejo quantos que ali vão num dia tão importante na passagem de ano.Muitos poetas já se inspiraram nas grandes águas ,cito aqui “O Homem e o Mar” de Charles Baudelaire.
”Homem livre, o oceano é um espelho fulgente
Que tu sempre hás-de amar. No seu dorso agitado,
Como em puro cristal, contemplas, retratado,
Teu íntimo sentir, teu coração ardente.”




O Mar surge como símbolo da dinâmica da vida. Tudo vem dele e tudo a ele regressa. É o espaço da vida, das transformações e da morte,da liberdade,da paz que necessitamos.
É essa busca que faço quando estou morando no litoral e percebo em cada rosto que vejo na noite do dia 1 de janeiro a necessidade de VIDA NOVA .Deixar para traz as magóas,as más lembranças e deixar fluir NOVAS ENERGIAS.
Caro leitor esta é a mensagem que eu deixo para vocês nesta passagem do ano de 2. 011!!!

quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Video ABADS fazendo a diferença!

Programa Ressoar - nº151 - exibido 19/12/10 -- Parte 3 - ABADS

As tecnologias do futuro

por Pedro Burgos
Pesquisamos muito para compilar o que estudos prevêem para nossa vida digital nos próximos anos. Algumas previsões são fáceis de ser verificadas já em 2 ou 3 anos. Outras, são futurologias lá para 2030. Talvez a gente faça um retrospecto nesta época para ver o que acertamos. Mas certamente não será em papel.

2008
Blu-ray alcança vendas de 5 milhões até o fim do ano. *In-Stat
Apple desenvolve celular movido a energia solar.
Blu-ray alcança vendas de 5 milhões até o fimdo ano. *In-Stat
TV a laser, com mais definição que as telas comuns, é lançada pela Mitsubishi.
Nintendo Wii ganha o primeiro game com controle mental.

2009
Carros ganham acesso à internet (nos modelos da montadora americana Chrysler).

2011
As impressoras 3D, que permitem fazer pequenos objetos em casa, se popularizam. *Gartner

2012
A tecnologia WiMAX, que permite acessar a internet sem fio em qualquer lugar, conquista mais de 200 milhões de usuários. *ABI Research
Softwares alugados (on-demand) são adotados por um terço das empresas. *Gartner
Softwares de código aberto estão, de alguma forma, em 80% dos programas comerciais. *Gartner
Cheio de programas e com acesso à internet, celular assume as funções do notebook. *Gartner

2013
Blu-ray pára de ser fabricado; todo mundo prefere baixar os filmes pela internet. *Samsung
2013
O vídeo invade lugares inusitados. Dá pra assistir discurso do chefe no porta-retratos ou ver comerciais na bomba de gasolina. Isso impulsiona o marketing e a publicidade. *Forrester

2015
Chegamos à marca de 2 bilhões de computadores no mundo. *Forrester

2018
Brasil, Índia, Rússia e China viram pólos de inovação tecnológica. *Chartered Management Institute
Ataques terroristas passam a ser online. Isso faz empresas policiar tudo que circula ou pode afetar seus sistemas. Até robôs-vigias e chips em funcionários são aparatos de segurança. *Chartered Management Institute

2020
Chega ao mercado a televisão 3D. E com cheiros. *Japan National Project
HP lança um anel que lembrará todos os gostos e informações do usuário.

2025
Amadurecimento e estagnação da indústria de computadores impulsionam a nanotecnologia. *Merrill Lynch
Surgem os primeiros “agentes inteligentes”, softwares que administram a sua vida. Eles sabem quando você vai viajar, por exemplo, e fazem tudo sozinhos: compram as passagens, reservam hotel e até alugam um carro. *Ofcom

2030
Com cada vez mais gadgets nas mãos das pessoas, demanda por energia é 82% maior que em 1990. *Global Insight
Surgem os primeiros computadores mais inteligentes do que o ser humano.

Fonte: superinteressante

Agora cá pra nós, com tanta tecnologia,louvável sim!Quando teremos acessibilidade , tecnologia está que chegue a quem precisa?INVESTIMENTOS E UM OLHAR FUTURISTA PRECISAMOS PARA QUEM GOVERNA UM PAÍS!

Alunos surdos cantam, dançam e interpretam na aula de Arte

Trabalhar música, dança e teatro com alunos surdos ainda é raridade. Conheça três exemplos de professores que fazem isso com qualidade



Há muito tempo, se fala em inclusão de crianças com deficiência nas escolas. Cenas como a da foto acima, porém, continuam sendo raras. Trata-se de um grupo de teatro escolar que mistura alunos deficientes auditivos com ouvintes. Na EM Severino Travi, em Canela, a 122 quilômetros de Porto Alegre, as atividades de Arte integram normalmente os surdos. A trupe teatral já participou de vários festivais, ganhou prêmios e sempre é muito aplaudida. Além disso, a garotada tem uma fanfarra - e todos concordam que o contato com as diferentes expressões artísticas ajuda a turma também nas outras disciplinas, sem falar na integração entre os alunos. A Severino Travi, no entanto, ainda é exceção.

Mas, ainda que o número de surdos matriculados em escolas regulares venha aumentando (só nos últimos dois anos, o crescimento foi de 21%, segundo o Censo Escolar), os próprios especialistas têm dificuldades em indicar boas experiências de ensino de Arte que incluam esse público específico. Para produzir esta reportagem, por exemplo, NOVA ESCOLA entrou em contato com todas as Secretarias estaduais de Educação e com dezenas de municipais. Nenhuma delas conhecia boas escolas para indicar.

Felizmente, há (sim) professores desenvolvendo bons trabalhos de Arte que incluem crianças e jovens que sofrem, em algum grau, com a deficiência auditiva. E, como acontece com as outras disciplinas, os resultados são sempre muito animadores. Os surdos estão mais habituados a gesticular e perceber emoções nos outros. Por isso, quando convocados a se expressar por meio de caras, bocas e movimentos do corpo, eles tiram de letra. "Para aproveitar melhor essa habilidade, é essencial explorar linguagens diferentes", diz Daniela Alonso, especialista em inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10. "Para ficar no exemplo do teatro, é possível montar um espetáculo falado na Linguagem Brasileira de Sinais (libras), trabalhar com mímica ou mesmo criar personagens que não falam, mas interagem com os outros."

Basta lembrar que, antes de surgir a tecnologia que permitiu criar filmes falados, todo mundo entendia o cinema mudo. Nas artes visuais, a audição não costuma ser o sentido mais importante. E muita gente sabe que, para dançar, basta sentir a vibração da música (e não é preciso ouvir para sentir essa vibração). Nesta reportagem, você vai conhecer as histórias de três escolas que desenvolvem projetos de qualidade que incluem jovens surdos em atividades de teatro, dança e música. Afinal, como escreveu o russo Leon Tolstói (1828-1910), a Arte é mesmo "um dos meios que unem os homens".