terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Neurociência cognitiva


Excitantes descobertas da ciência cognitiva e contínuos progressos da psicologia cognitiva estão começando a oferecer visões interessantes sobre as maneiras como o cérebro aprende.

Historicamente, teoria e método separam essas duas disciplinas. Com o desenvolvimento das novas tecnologias de imagem do cérebro, uma nova ciência mista surgiu: a neurociência cognitiva.

Os neurocientistas cognitivos têm dado maior atenção à educação como área de aplicação do conhecimento da neurociência cognitiva, assim como fonte de importantes pesquisas.

No passado muitos cientistas acreditavam que no nascimento o cérebro humano já tinham todos os neurônios que apresentará mais tarde. Com as novas tecnologias, este fato vem sendo contestado. Alguns mecanismos, como os que controlam nosso instinto de sobrevivência, já existem no nascimento, mas a maior parte dos circuitos mentais de um recém nascido resulta da experiência. Alguns cientistas argumentavam que esses circuitos se completavam por volta dos 3 anos, outros acreditavam que eles continuavam até a adolescência; no entanto em pesquisas mais recentes, existe o consenso de que as conexões sinápticas se formam ao longo de todo o ciclo de vida.

O objetivo mais importante da educação é desenvolver uma capacidade de aprender mais adequada a cada indivíduo, de acordo com os períodos receptivos para a aquisição das funções cognitivas. O progresso da neurociência cognitiva está conduzindo a novas descobertas. As funções cerebrais humanas estão localizadas em várias áreas funcionais. E cada área funcional terá um período receptivo diferente devido a plasticidade das redes neurais. Uma excelente organização dos temas educativos, baseado nos períodos receptivos, provavelmente será mais eficiente.

Mais detalhes sobre períodos receptivos no livro Compreendendo o cérebro ou nas pesquisas do Dr. Hideaki Koizumi - Japão.
posted by LeticiaBúrigoTK

domingo, 7 de fevereiro de 2010

OS MEUS DESIGUAIS

O Fábio sempre me surpreende com seus textos inteligentes, mas esse em especial eu adorei, ele conseguiu traduzir em palavras meus pensamentos. Aproveitem....
Todos são meus iguais enquanto seres humanos detentores de direitos e deveres. Todos são meus desiguais enquanto seres humanos únicos e insubstituíveis
Mesmo os seres humanos mais parecidos entre si ainda serão desiguaisMais uma vez, durante essa semana, fui confrontado com a tese de que as pessoas precisam conviver com os seus iguais para desenvolver a sua identidade.Eu não entendo nada de psicologia e de psicanálise.
Também não entendo porque esse tema de identificação com os iguais só surge quando se refere a pessoas com deficiência ou com aquelas que são consideradas desviantes da normalidade.Nunca ouço que os gordos barbados como eu precisam formar um grupo de encontros para que possam exercitar suas identidades. Nem que mulheres morenas de olhos verdes deveriam criar uma associação para garantir os seus direitos.
Se eu preciso ver quem eu sou um espelho não é suficiente? Por que preciso me enxergar em outro? Além do que, nem mesmo entre gêmeos, dito idênticos, existe essa "igualdade" preconizada pelos defensores de grupetes segregados.E aí eu me pergunto: que, afinal de contas é o meu desigual?A Marta que é mulher enquanto eu sou homem?O MAQ ou o Paulo que não enxergam?A Anahi que precisa de um implante para escutar? Ou será a Flávia que não anda?Será que meu desigual é o Nathan que é negro? Será o Richard que é homossexual? O filho autista da Valéria?Na verdade são todos e nenhum deles. Todos são meus iguais enquanto seres humanos detentores de direitos e deveres.
Todos são meus desiguais enquanto seres humanos únicos e insubstituíveis.Mesmo o ser humano mais parecido comigo ainda será meu desigual e é nesse ponto que as pessoas não conseguem compreender o que é, efetivamente, o conceito de diversidade.Meu diferente é qualquer um e não um grupo específico vítima da exclusão. Meu diferente é você que está me lendo.
Diversidade não é defender os interesses de coletivos de gênero, de etnia, de condição física ou de orientação sexual. Ou entendemos que todos são diversos, ou admitimos que todos são iguais, não existe meio termo (ainda que muita gente acredite que "nós somos iguais e eles diferentes")Ainda assim, muita gente vai continuar procurando criar guetos de seres supostamente iguais. Vai colocar os filhos em encontros de pessoas com as mesmas deficiências que eles tem, educando-os para acreditarem que são seres de um planeta diferente, que só podem conviver com seus espelhos fenotípicos.Essa é a identidade que eles vão construir, a identidade que a sociedade quer que eles tenham, a identidade que os rotula e os exclui da convivência com todos os demais seres humanos.Texto de Fábio AdironFonte: Inclusão : ampla, geral e irrestritaDEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

A escola e a busca pela integração do portador de Síndrome de Asperger
Postado por: Deficiente Ciente Categoria(s): ,

Queridos leitores, vejam abaixo o papel fundamental que a escola exerce na integração e socialização do aluno portador da síndrome de Asperger.
Socialização é a palavra-chave para o tratamento de pessoas com síndrome de Asperger. E a escola acaba ganhando um papel de destaque na busca pela integração. Segundo especialistas, os educadores costumam ser os primeiros a identificar que a criança possui um comportamento diferente dos demais. Isso porque os traços característicos da síndrome ficam mais fortes quando as crianças estão na idade escolar, a partir dos três anos. Para a psicóloga e psicomotricista relacional Clarissa Leão, a escola precisa estar atenta ao comportamento dos alunos. `
`Expressões mecanizadas, linguagem rebuscada, dificuldade de flexibilidade, fixação por determinado assunto, pouca interação social e talentos inexplicáveis``, exemplifica Leão. Uma grande dificuldade para perceber a criança com síndrome de Asperger é o seu alto nível de aprendizado. ``No aspecto cognitivo da aprendizagem, as crianças com esta síndrome costumam ter um nível de médio a alto``, diz. Isso acaba confundindo os pais e professores. ``
Eles pensam que a criança que tira boas notas dificilmente terá problemas``, alerta. Para a pedagoga Luciana Pafume, o educador deve aproveitar a linguagem rebuscada e o interesse aprofundado sobre determinado assunto do portador da síndrome para gerar mais conhecimento para toda a turma. ``O aluno deve estar sempre integrado a novas realidades e nunca pode ser retirado do seu espaço social``, afirma. O professor também deve estar atento a não expor a criança a situações de constrangimento. ``Conhecer mais sobre a síndrome vai facilitar o professor a identificar quando se trata de timidez ou de um problema mais sério``, adverte Leão. Sobre a grande incidência de crianças com síndrome de
Asperger serem alvos fáceis de bullyng, Luciana acrescenta que o educador deve estar atento à forma como os outros alunos reagem às diferenças. ``Surge então uma boa oportunidade para abordar assuntos como cidadania e diferenças e formar uma nova geração``, ensina. Fonte: http://opovo.uol.com.br/Imagem retirada do Google ImagensVeja também nesse blog:Síndrome de Asperger - Parte 1Síndrome de Asperger - Parte 2Síndrome de Asperger - Parte 3Síndrome de Asperger - Parte 4


Como lidar com pessoas que possuem limitações motoras
Postado por: Deficiente Ciente Categoria(s): Postado: Sexta-feira, Fevereiro 05, 2010



Querido leitor,Aprenda, hoje, uma das regras de etiqueta de como tratar pessoas com limitações motoras. Bom senso e naturalidade são fatores essenciais no convívio. É preciso lembrar que não se trata de doenças, mas de limitações motoras. Uma gafe comum cometida por quem convive com pessoas deficientes física ou limitações motoras é se apoiar na cadeira de rodas, no andador ou pegar nas muletas. Na maioria dos casos, essas atitudes causam grande desconforto, já que estes equipamentos servem como facilitadores da mobilidade e precisam estar firmes.
Agir desta forma é sinal de desrespeito. A dica é oferecer ajuda e nunca movimentar a cadeira de rodas sem pedir permissão. Já imaginou alguém encostando no seu carro, se apoiando nele, sentando no capô ou ainda empurrando seu carro para outra vaga no estacionamento sem a sua autorização? Pense nisso, queridos leitores!Fonte: Revista Sentidos
Veja também:

Leiam .vale a pena!!!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Primeiro aluno com deficiência visual se forma em Publicidade e Propaganda
TCC sobre audiodescrição recebeu nota 10Na tarde de segunda-feira (14), aconteceu, na sala 510 do bloco "A" da Universidade Católica de Pernambuco, a defesa do trabalho de conclusão de curso do estudante Milton Pereira Filho, 28 anos, o primeiro aluno com deficiência visual a se formar em Publicidade e Propaganda em Pernambuco.
O trabalho apresentado abordou o tema "Audiodescrição: ferramenta da inclusão social na publicidade".Na monografia, Milton mostrou como a audiodescrição pode ser uma ferramenta de marketing e trazer resultados benéficos para as empresas que investem no estilo de propaganda, aumentando o público-alvo e elevando o status de uma corporação preocupada com a inclusão social.
A audiodescrição leva acessibilidade aos meios de comunicação a portadores de deficiências visuais e auditivas. Esse processo permite a inclusão de deficientes em cinemas, teatros e programas de televisão.
O recurso, basicamente, é a tradução de imagens em uma narração das imagens em palavras.O coordenador do curso de Publicidade e Propaganda da Unicap, Rodrigo Duguay, que acompanhou, desde o início, a trajetória do estudante na Universidade, ficou muito admirado com a conclusão da monografia.
Na avaliação do trabalho, Rodrigo lembrou, com orgulho, a história de Milton na Universidade. Durante o curso, ele fez um trabalho de grande repercussão, e já é acostumado a impressionar os professores.
Milton frequentou a sala com alunos sem deficiência e se destacou no meio deles, mostrando que com força de vontade é possível vencer qualquer dificuldade", falou o professor, depois que o estudante recebeu a pontuação máxima pelo trabalho.
Segundo Milton, a idéia de fazer Publicidade e Propaganda foi um desafio, que encarou com muita responsabilidade. "Sabia que seria difícil, e não entrei para brincar. Logo no primeiro dia de curso, os professores me apoiaram muito, e ficaram empolgados de trabalhar com um aluno que é cego, em Publicidade. Esse tempo que passei aqui, foi ótimo, e se pudesse, faria tudo de novo", enfatizou Milton, feliz com a conquista.Fonte: Blog da Audiodescrição (17/12/09)Referência: Rede SaciVeja também neste blog:Audiodescrição promove a inclusão de pessoas com necessidades especiais
Postado por: Deficiente Ciente Categoria(s): Postado: Quarta-feira, Outubro 21, 2009
Durante essa semana, estava lembrando do meu primeiro dia de aula após o meu acidente. Estava na quinta série e tinha onze anos de idade. A turma de alunos era a mesma do ano anterior, eram todos meus colegas. No entanto, durante o recreio, percebi que a turma estava dividida em grupos e todos me observavam atentamente. O primeiro grupo aproximou-se e perguntou o que tinha acontecido comigo, expliquei o que tinha ocorrido, e logo após, esses alunos se afastaram. O segundo grupo ficou somente observando e nem mesmo aproximou-se. Percebia que esses alunos queriam ficar bem longe de mim. No entanto, tinha um terceiro grupo, e esse grupo era a minoria de alunos. O grupo aproximou-se, prestou solidariedade e me disse palavras de coragem. Contudo, essa minoria, assim como eu, não se enquadrava no corpo “perfeito”, “ideal” cultuada pela sociedade preconceituosa. O grupo era formado de alunos altos, obesos, negros, que de certa forma também sofriam preconceito por parte dos colegas.De acordo com o ensaio “Preconceito e Discriminação como expressões de violência” das professoras Lourdes Bandeira e Anália Soria Batista, “O preconceito, assim, constitui-se em um mecanismo eficiente e atuante, cuja lógica pode atuar em todas as esferas da vida. Os múltiplos preconceitos de gênero, de cor, de classe, etc. têm lugar tipicamente, mas não exclusivamente, nos espaços individuais e coletivos, nas esferas públicas e privadas. Fazem-se presentes em imagens, linguagens, nas marcas corporais e psicológicas de homens e de mulheres, nos gestos, nos espaços, singularizando-os e atribuindo-lhes qualificativos identitários, hierarquias e poderes diferenciais, diversamente valorizados, com lógicas de inclusões-exclusões conseqüentes, porque geralmente associados a situações de apreciação-depreciação/desgraça. O preconceito se contrapõe às qualidades de caráter, como lealdade, compromisso, honestidade, propósitos que afirmam valores atemporais e regras éticas.”Vale lembrar que preconceito é a idéia e discriminação é a idéia colocada em prática. Um exemplo disso foi o que aconteceu comigo. O primeiro e o segundo grupo de alunos praticamente me ignoraram, isso é preconceito. Se um desses alunos me insultasse ou tomasse qualquer outro tipo de atitude pejorativa, isso seria discriminação.Felizmente, naquele momento da minha vida, não me importava com o que meus colegas pudessem estar sentindo em relação a minha deficiência, mas de certa maneira aquela situação me deixava incomodada. O terceiro grupo do qual falei, me deu muita força e me acolheu muito bem, assim como alguns professores e isso me deixou muito feliz. Não sentia que estava sendo bem recebida por parte de alguns professores, pois os mesmos não orientavam a classe, sobre a questão da deficiência e as maneiras de convivência que respeitassem as diferenças. Isso aconteceu na década de 80 e hoje em dia a situação não é muito diferente em algumas escolas. Esse é um outro assunto que abordarei numa próxima oportunidade.A doutora Luciene M. da Silva, em seu artigo “ O estranhamento causado pela deficiência: preconceito e experiência” afirma que:“O corpo marcado pela deficiência, por ser disforme ou fora dos padrões, lembra a imperfeição humana. Como nossa sociedade cultua o corpo útil e aparentemente saudável, aqueles que portam uma deficiência lembram a fragilidade que se quer negar. Não os aceitamos porque não queremos que eles sejam como nós, pois assim nos igualaríamos. É como se eles nos remetessem a uma situação de inferioridade. Tê-los em nosso convívio funcionaria como um espelho que nos lembra que também poderíamos ser como eles.”Infelizmente muitas pessoas pensam dessa maneira, eles não se colocam no lugar do outro, pelo simples fato desse outro representar a fragilidade humana. Se essas pessoas soubessem o que estão perdendo...Atualmente não tenho mais contato com nenhum desses grupos. O primeiro e o segundo já não tinha mesmo, e o terceiro continuamos nossa amizade durante muito tempo, porém devido as correrias do dia-a-dia, mudanças de endereço, perdemos contato. Acredito que esses amigos que me acolheram são pessoas felizes, pois possuem nobreza de espírito, são solidários e generosos. Quanto ao primeiro e segundo grupo, torço para que eles tenham mudado a forma de pensar, torço para que eles valorizem o ser humano não por sua aparência, mas por sua essência, e que dessa maneira possam passar para as gerações vindouras que o respeito ao outro ser humano, independente de sua cor, raça, etnia, características físicas ou intelectuais é uma demonstração de humanidade e de sabedoria.Como disse muito bem o colega Gilberto do Blog Nel Mezzo Del Cammim “Chega de inteligência, o mundo precisa mesmo é de sabedoria!”Texto escrito por Vera (Deficiente Ciente)

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Acessibilidade e Turismo de Aventura em sintonia

Programa Aventura Segura oferecerá aos amantes da adrenalina um Manual de Orientações para Acessibilidade em Turismo de AventuraBrasília (25/01/10) Você é um amante de aventura e de práticas ao ar livre e tem alguma deficiência ou mobilidade reduzida? Conte sua experiência e dê sua contribuição para o Manual de Orientações para Acessibilidade em Turismo de Aventura por meio de pesquisa disponível no link http://www.encuestafacil.com/RespWeb/Qn.aspx?EID=639021.O manual, uma ação do programa Aventura Segura, desenvolvido pelo Ministério do Turismo (MTur) em parceria com a Associação Brasileira das
Empresas de Ecoturismo e Turismo de Aventura (ABETA) e o Sebrae Nacional, pretende estimular as empresas do segmento a implementar recursos de acessibilidade.Os dados levantados junto ao público consumidor farão parte de um capítulo do manual. Por meio da pesquisa básica do consumidor deficiente ou com mobilidade reduzida, será possível levantar informações, como as principais atividades praticadas por esse público e as maiores dificuldades enfrentadas na prática do Turismo de Aventura.
O manual trará também informações sobre empresas e profissionais que oferecem serviços de Ecoturismo e Turismo de Aventura a clientes com deficiência ou mobilidade reduzida. E, ainda, servirá como ferramenta para orientar a adaptação das atividades de aventura com base na Norma Técnica ABNT NBR 15331 – Turismo de Aventura – Sistema de gestão da segurança – Requisitos.A previsão é finalizar o documento ainda no primeiro semestre deste ano. O manual será disponibilizado na íntegra para download no site www.aventurasegura.org.br e a versão impressa será distribuída nos principais eventos do segmento.AVENTURA SEGURA
Criado em 2005, o programa tem o objetivo de qualificar empresas e profissionais de Ecoturismo e Turismo de Aventura. Além disso, são implementadas práticas de gestão de segurança que possibilitam o fortalecimento do segmento e, principalmente, a prevenção de acidentes.O programa já capacitou mais de quatro mil pessoas por meio de oficinas, cursos a distância e presenciais em 13 estados. Além disso, envolveu mais de 100 municípios em suas ações, e dá assistência as 170 empresas participantes da implementação do Sistema de Gestão da Segurança nas operações de Turismo de Aventura.
Mais informações para a imprensa
  • Assessoria de Comunicação do MTurimprensa@turismo.gov.br(61) 2023 7055
  • Siga o turismo no Twitter: www.twitter.com/MTurismoEvandro Dias de SouzaCoordenação Geral de Qualificação e CertificaçãoDepartamento de Qualificação e Certificação e de Produção Associada ao TurismoSecretaria Nacional de Programas de Desenvolvimento do TurismoMINISTÉRIO DO TURISMOSCN Quadra 06 – Bloco A – Sala 1201 – Ed. Venâncio 3000CEP: 70.716-900 Brasília – DFFone: (61) 2023-7611Fonte: Agência Inclusive
  • DEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com
Finep destina R$ 10 milhões para projetos de inclusão social de deficientes

Tecnologias para inclusão socialA FINEP (Financiadora de Estudos e Projetos), órgão do Ministério da Ciência e Tecnologia, vai apoiar a inclusão social de deficientes com recursos não reembolsáveis no montante de R$ 10 milhões.O chefe do Departamento de Tecnologias Sociais da Finep, Maurício França, informou que a agência de inovação "quer apoiar projetos de pesquisa e desenvolvimento de tecnologias que auxiliem pessoas com deficiência a ter uma autonomia maior na sua vida."Os projetos deverão ser liderados por universidades e institutos de pesquisa, que poderão se associar a empresas e organizações do terceiro setor. "Mas quem vai tocar esses projetos de pesquisa serão, necessariamente, instituições de ciência e tecnologia, uma vez que se trata de projetos de desenvolvimento de tecnologias inovadoras", ressaltou França.Prevenção das deficiênciasA chamada pública não visa apenas promover a inclusão social de pessoas com deficiências, mas também a prevenir a ocorrência de deficiências de modo geral, sejam físicas, auditivas, visuais, ou intelectuais. Essa prevenção pode ser feita, por exemplo, no desenvolvimento de protocolos e metodologias fisioterápicas."São protocolos inovadores que fazem com que aquela pessoa que momentaneamente esteja com uma deficiência não tenha mais essa deficiência. E você pode também atuar no diagnóstico precoce", disse França.As instituições interessadas devem enviar seus projetos à Finep até o dia 19 de março. A divulgação dos resultados está prevista para o dia 18 de junho. De acordo com o que determina a lei, 30% dos recursos serão destinados a projetos das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste.Fonte: Inovação TecnológicaDEFICIENTE ALERTA foi criado para orientar,educar,protestar e ajudar todos com deficiência. www.deficientealerta.blogspot.com

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Walter Domingos




Walter Domingos é escritor, com vários livros publicados. Mineiro de nascimento, paranaense por adoção recíproca, mora em Mandaguari.
Sócio fundador do Elos Clube de Mandaguari, da Academia de Letras, Artes e Ciências Centro Norte do Paraná e do Instituto Araucária de Qualidade Ambiental, do qual é presidente.

Poema realizado pelo escritor em homenagem a Zélia ARNS

A ESTRELA MUSA

A maioria das pessoas busca o estrelato,
E sem auto-conhecimento nem sabe o que faz aqui,
Caminha escondendo-se do anonimato,
Buscando um brilho ora cá, ora acolá e ora ali.

Outras são sábias no que fazer da vida,
Não se preocupam com o verbo brilhar,
Tendo certeza de forma ampla... expandida,
Que o valor de existir consiste em amar.

E quando procuram explicação fundamentada,
Para a prática do mais belo sentimento,
Encantam-se e empreendem uma viagem alada,
Na qual nunca encontram dor nem sofrimento.

São os exemplos dos que sabem o sentido de doar,
Que se estendem pela história da humanidade,
Praticando o inverso do verbo tradicional “trocar,”
E sua matéria-prima tem o nome de dignidade.

Não combina com o convencional verbo “orgulhar,”
Pois servir aos semelhantes é ato de bondade,
Sem nenhum fundamento lógico de se vangloriar,
Que vive atrelado com a mesquinha vaidade.

Dona Zilda que suavemente acaba de nos deixar,
É o mais belo exemplo de humano discernimento,
Capaz de nossa esperança fortalecer e renovar,
Dando-nos luz para o verdadeiro comprometimento.

O que fez em vida esta alma de brilho tão especial,
Com sua corajosa e determinada iniciativa,
Renova das pessoas normais a esperança vital,
Em meio a tanta mesquinharia torpe e negativa.

O que fez terá ressonância como a boa semente,
Aquela que foi colocada pelo Criador na Natureza,
Com a missão de se perpetuar e durar eternamente,
Dedicando-se para servir com amor de rara grandeza.

Parabéns família Arns: ascendentes e descentes,
Por compreender de nossa Dona Zilda a abnegação,
Ela é a perene benfeitora de oprimidos inocentes,
Cativando-nos por seu amor e grandiosa realização.

Que tenhamos a grandeza de seguir seus passos,
Sem nenhuma preocupação com o reconhecimento,
Construindo nossa parte em nossos espaços,
Nunca buscando ofuscar outras luzes no firmamento.


Mandaguari - PR, 13 de janeiro de 2010

Walter Domingos


Veja quão sábias palavras, proferidas por Zélia, antes do acidente. Emitem toda a sua visão da necessidade do FUTURO,onde o foco está na INCLUSÃO SOCIAL,sendo a base de toda a sua filosofia nas palavras do grande Mestre JESUS!


Último discurso de Zilda Arns antes de morrer Fantástico 17/01/2010 (Globo)

Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade. Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças.
Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças. Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.

Assista alguns videos no You Tube para conhecer um pouco dessa estrela mor que fará junto de outras estrelas uma constelação!!!

• Zilda Arns-Vida e Tragetória –Pastoral da Criança
• Zilda Arnsas lições de uma brasileira exemplar

Zilda Arns Neumann (Forquilhinha, 25 de agosto de 1934 — Porto Príncipe, 12 de janeiro de 2010) foi uma médica pediatra e sanitarista brasileira.

Irmã de Dom Paulo Evaristo Arns, foi também fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança[1] e da Pastoral da Pessoa Idosa, organismos de ação social da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Recebeu diversas menções especiais e títulos de cidadã honorária no país. Da mesma forma, à Pastoral da Criança foram concedidos diversos prêmios pelo trabalho que vem sendo desenvolvido desde a sua fundação.
Índice

* 1 Vida e obra
* 2 Morte
* 3 Fragmentos de um discurso amoroso
* 4 Prêmios e honrarias
o 4.1 Prêmios internacionais
o 4.2 Prêmios nacionais
* 5 Referências

Vida e obra

O casal brasileiro de origem alemã Gabriel Arns e Helene Steiner teve 16 filhos. Zilda, a 13ª criança,[2] nasceu no dia 25 de agosto de 1934, em Forquilhinha, no interior de Santa Catarina. Em 26 de dezembro de 1959, casou-se com Aloísio Bruno Neumann (1931-1978), com quem teve seis filhos: Marcelo (falecido três dias após o parto), Rubens, Nelson, Heloísa, Rogério e Sílvia (que faleceu em 2003 num acidente automobilístico). Zilda Arns era avó de nove netos.

Formada em medicina pela UFPR, aprofundou-se em saúde pública, pediatria e sanitarismo, visando a salvar crianças pobres da mortalidade infantil, da desnutrição e da violência em seu contexto familiar e comunitário. Compreendendo que a educação revelou-se a melhor forma de combater a maior parte das doenças de fácil prevenção e a marginalidade das crianças, para otimizar a sua ação, desenvolveu uma metodologia própria de multiplicação do conhecimento e da solidariedade entre as famílias mais pobres, baseando-se no milagre bíblico da multiplicação dos dois peixes e cinco pães que saciaram cinco mil pessoas, como narra o Evangelho de São João (Jo 6:1-15).

A sua prática diária como médica pediatra do Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba, e, mais tarde, como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná, teve como suporte teórico as seguintes especializações:

* Educação em Saúde Materno-Infantil, na Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP);
* Saúde Pública para Graduados em Medicina, na Faculdade de Saúde Pública (USP)
* Administração de Programas de Saúde Materno-Infantil, pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) /Organização Mundial da Saúde (OMS), e Ministério da Saúde
* Pediatria Social, na Universidade de Antioquia, em Medellín, Colômbia
* Pediatria, na Sociedade Brasileira de Pediatria
* Educação Física, na Universidade Federal do Paraná

Sua experiência fez com que, em 1980, fosse convidada a coordenar a campanha de vacinação Sabin, para combater a primeira epidemia de poliomielite, que começou em União da Vitória, no Paraná, criando um método próprio, depois adotado pelo Ministério da Saúde.

Em 1983, a pedido da CNBB, criou a Pastoral da Criança juntamente com o presidente da CNBB, dom Geraldo Majella, Cardeal Agnelo, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil , que, à época, era Arcebispo de Londrina. No mesmo ano, deu início à experiência a partir de um projeto-piloto em Florestópolis, Paraná. Após vinte e cinco anos, a pastoral acompanhou 1 816 261 crianças menores de seis anos e 1 407 743 de famílias pobres em 4060 municípios brasileiros. Neste período, mais de 261 962 voluntários levaram solidariedade e conhecimento sobre saúde, nutrição, educação e cidadania para as comunidades mais pobres, criando condições para que elas se tornem protagonistas de sua própria transformação social.

Para multiplicar o saber e a solidariedade, foram criados três instrumentos, utilizados a cada mês:

* Visita domiciliar às famílias
* Dia do Peso, também chamado de Dia da Celebração da Vida
* Reunião Mensal para Avaliação e Reflexão

Em 2004, recebeu da CNBB outra missão semelhante: fundar e coordenar a Pastoral da Pessoa Idosa. Atualmente mais de cem mil idosos são acompanhados mensalmente por doze mil voluntários de 579 municípios de 141 dioceses de 25 estados brasileiros.

Dividia seu tempo entre os compromissos como coordenadora nacional da Pastoral da Pessoa Idosa e coordenadora internacional da Pastoral da Criança e a participação como representante titular da CNBB no Conselho Nacional de Saúde, e como membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).
[editar] Morte
Curitiba - Presidente Luiz Inácio Lula da Silva comparece ao velório da coordenadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns no Palácio das Araucárias.

Zilda Arns encontrava-se em Porto Príncipe, em missão humanitária, para introduzir a Pastoral da Criança no país. No dia 12 de janeiro de 2010, pouco depois de proferir uma palestra para cerca de 150 religiosos do Haiti,[3] o país foi atingido por um violento terremoto. A Dra. Zilda foi uma das vítimas da catástrofe. [4][5][6][7][8]

No dia 14 de janeiro, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), seu sobrinho, divulgou uma nota sobre as circunstâncias da morte da médica:

"A Dra. Zilda estava em uma igreja, onde proferiu uma palestra para cerca de 150 pessoas. Ela já tinha acabado seu discurso e estava conversando com um sacerdote, que queria mais informações sobre o trabalho da Pastoral da Criança. De repente, começou o tremor. O padre que estava conversando com ela deu um passo para o lado e a Dra. Zilda recuou um passo e foi atingida diretamente na cabeça, quando o teto desabou. Ela morreu na hora. A Dra. Zilda não ficou soterrada. O resto do corpo não sofreu ferimentos, somente a cabeça foi atingida. O sacerdote que conversava com ela sobreviveu. Já outros quinze sacerdotes que estavam próximos a ela faleceram”.[9]
[editar] Fragmentos de um discurso amoroso
Cquote1.svg (...) Sabemos que a força propulsora da transformação social está na prática do maior de todos os mandamentos da Lei de Deus: o Amor, expressado na solidariedade fraterna, capaz de mover montanhas."Amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos" significa trabalhar pela inclusão social, fruto da Justiça; significa não ter preconceitos, aplicar nossos melhores talentos em favor da vida plena, prioritariamente daqueles que mais necessitam. Somar esforços para alcançar os objetivos, servir com humildade e misericórdia, sem perder a própria identidade.

Cremos que esta transformação social exige um investimento máximo de esforços para o desenvolvimento integral das crianças. Este desenvolvimento começa quanto a criança se encontra ainda no ventre sagrado da sua mãe. As crianças, quando estão bem cuidadas, são sementes de paz e esperança. Não existe ser humano mais perfeito, mais justo, mais solidário e sem preconceitos que as crianças.

Como os pássaros, que cuidam de seus filhos ao fazer um ninho no alto das árvores e nas montanhas, longe de predadores, ameaças e perigos, e mais perto de Deus, devemos cuidar de nossos filhos como um bem sagrado, promover o respeito a seus direitos e protegê-los.
Cquote2.svg
— Trechos do último discurso Zilda Arns
Prêmios e honrarias
Prêmios internacionais

Entre os prêmios internacionais recebidos por Zilda Arns Neumann, [11] merecem destaque:

* Opus Prize (EUA), em 2006; [12]
* Prêmio "Heroína da Saúde Pública das Américas", concedido pela Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS), em 2002;
* Prêmio Social 2005 da Câmara de Comércio Brasil-Espanha;
* Medalha "Simón Bolívar", da Câmara Internacional de Pesquisa e Integração Social, em 2000;
* Prêmio Humanitário 1997 do Lions Club International;
* Prêmio Internacional da OPAS em Administração Sanitária, 1994.
* Prêmio Rei Juan Carlos (Prêmio de Direitos Humanos Rei da Espanha) pela Universidade de Alcalá. Recebeu o prêmio em 24 de janeiro de 2005, das mãos do rei.[13] [14]

Prêmios nacionais

Entre os prêmios nacionais, destacam-se:

* Diploma Mulher Cidadã Bertha Lutz, do Senado Federal, em 2005;
* Diploma e medalha O Pacificador da ONU Sérgio Vieira de Mello, concedido pelo Parlamento Mundial de Segurança e Paz, em 2005;
* Troféu de Destaque Nacional Social, principal prêmio do evento As mulheres mais influentes do Brasil, promovido pela Revista Forbes do Brasil com o apoio da Gazeta Mercantil e do Jornal do Brasil, em 2004;
* Medalha de Mérito em Administração, do Conselho Federal de Administração, em Florianópolis, Santa Catarina, 2004;
* Medalha da Inconfidência, do Governo do Estado de Minas Gerais, em 2003;
* Título Acadêmico Honorário, da Academia Paranaense de Medicina, em Curitiba, Paraná, 2003;
* Medalha da Abolição, concedida pela Universidade do Estado do Rio Grande do Norte, em 2002;
* Insígnia da Ordem do Mérito Médico, na classe Comendador, concedida pelo Ministério da Saúde, em 2002;
* Medalha Mérito Legislativo Câmara dos Deputados, em 2002;
* Comenda da Ordem do Mérito Judiciário do Trabalho, grau Comendador, concedida pelo Tribunal Superior do Trabalho, em 2002;
* Medalha Anita Garibaldi, concedida pelo governo do Estado de Santa Catarina, em 2001;
* Comenda da Ordem do Rio Branco, grau Comendador, concedida pela Presidência da República, 2001;
* Prêmio de Honra ao Mérito da Assembléia Legislativa de Santa Catarina, 2001;
* Medalha de Mérito Antonieta de Barros, concedida pela Assembléia Legislativa de Florianópolis;
* Prêmio de Direitos Humanos 2000 da Associação das Nações Unidas – Brasil, em 2000;
* Prêmio USP de Direitos Humanos 2000 – Categoria Individual.

Em 2001, 2002, 2003 e 2005 a Pastoral da Criança foi indicada pelo Governo Brasileiro ao Prêmio Nobel da Paz. Em 2006, a Dra. Zilda foi indicada ao Prêmio Nobel da Paz, junto com outras 999 mulheres de todo o mundo selecionadas pelo Projeto 1000 Mulheres, da associação suíça 1000 Mulheres para o Prêmio Nobel da Paz. Também é cidadã honorária de dez estados brasileiros (RJ, PB, AL, MT, RN, PR, PA, MS, ES, TO) e de trinta e dois municípios e doutora Honoris Causa das seguintes universidades:

* Pontifícia Universidade Católica do Paraná
* Universidade Federal do Paraná
* Universidade do Extremo-Sul Catarinense de Criciúma
* Universidade Federal de Santa Catarina
* Universidade do Sul de Santa Catarina

Referências

1. ↑ Pastoral da Criança, 13 de janeiro de 2010. Nota de falecimento da Dra, Zilda Arns
2. ↑ Helena Steiner ¥ Gabriel Arns
3. ↑ Pastoral da Criança. Missão da Dra. Zilda Arns Neumann no Haiti, 10 a 15/01/2010.
4. ↑ Fundadora da Pastoral da Criança estava no Haiti durante tremor - Folha Online
5. ↑ Christian Science Monitor, 13 de janeiro de 2010. Legendary Brazilian aid worker among the victims of Haiti earthquake, por Andrew Downie.
6. ↑ UN dispatch, 13 de janeiro de 2010 Haiti Earthquake, the Day After, por Mark Leon Goldberg.]
7. ↑ La reputada misionera brasileña Zilda Arns muere en el terremoto de Haití. ABC.es, 13-01-2010.
8. ↑ Un terremoto devasta Haiti. Premier: «Più di 100mila morti». Corriere della Sera, 13 de janeiro de 2010.
9. ↑ Pastoral da Criança.Nota sobre a morte da Dra.Zilda. 14 de Janeiro de 2010 09:25
10. ↑ Trechos do último discurso de Zilda Arns e Discurso da Doutora Zilda Arns Neumann proferido no Haiti no dia 12 de janeiro de 2010. (em espanhol)
11. ↑ Trabalho humanitário de Zilda Arns era reconhecido internacionalmente por Amanda Cieglinski. Agência Brasil, 13 de Janeiro de 2010.
12. ↑ Ganhadores do Opus Prize.
13. ↑ La tragedia de Haití se cobra la vida de la doctora Zilda Arns Neumann, premiada por la Universidad de Alcalá. Diario de Alcalá.es, 14 de janeiro de 2010
14. ↑ Com morte de Zilda Arns, Brasil perde "benfeitora" e "heroína", diz imprensa internacional. Folha Online, 14 de janeiro de 2010.

Fonte Wikpédia