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segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Inglesa faz operação para aumentar pernas e parar de sofrer bullying


Sanika sofre de doença que impede o crescimento de pernas e braços.
Com 1,34m ela fez cirurgia para aumentar quase 9 cm nas pernas.



Desde criança, Sanika Hussain tenta desesperadamente proteger seus 1,34m de altura do bullying nas brincadeiras infantis. Apelidos como “Mini me” e “Freak” doíam tanto quanto a fuga dos golpes dos seus agressores, ela diz, em entrevista ao tabloide inglês “The Sun”.

Em novembro do ano passado, Sanika, que sofre de hipocondroplasia, um tipo de nanismo, resolveu tentar dar um basta na situação. Ela se submeteu a uma cirurgia para adicionar quase 9 cm à sua altura., passando a 1,43m.

A drástica e dolorosa cirurgia envolveu ter as duas pernas quebradas e os ossos separados usando uma série de pinos. Novos ossos crescerão, preenchendo o espaço e provocando um aumento na estatura.
A inglesa Sanika Hussain, que sofre de hipocondroplasia, um tipo de nanismo, e levará dois anos para voltar a andar (Foto: Reprodução)A inglesa Sanika Hussain, que sofre de hipocondroplasia, um tipo de nanismo, e levará dois anos para voltar a andar (Foto: Reprodução)


Embora Sanika viva em constante dor e ainda tenha pela frente um período de dois anos de recuperação até que possa andar novamente, ela afirma que é melhor que a tortura diária de apelidos e violência.

“Desde que me lembro, eu venho sendo chamada por apelidos horríveis como ‘anã’, ‘freak’ e ‘curta’”, disse ao “Sun”. A inglesa de 21 anos, de Bradford, diz que quando pequena fingiu várias vezes estar doente para não ter que ir à escola e enfrentar o bullying dos colegas.

“Agora estou sofrendo com a dor da operação – anestésicos para aliviar a dor interferem no desenvolvimento dos ossos, por isso não posso tomar muitos”, diz. “Mas vai valer a pena se, quando isso tudo acabar, eu for aceita e não tiver mais que ouvir xingamentos.”

‘Life’s Too Short’

Nâo surpreende que Sanika não seja exatamente uma fã da série de comédia “Life’s Too Short”, em que o humorista Ricky Gervais e o ator anão Warwick Davis fazem piadas sobre anões.

“Muitas pessoas podem achar que isso tudo é uma grande piada, mas elas não passaram pelo que eu passei”, diz.
A doença de Sanika afeta a conversão de cartilagem em ossos, o que resulta em braços e pernas curtos.

Ao completar 18 anos, ela começou a pesquisar sobre cirurgia para aumentar o tamanho das pernas. “Eu procurei meu médico e expliquei quão horrível minha vida tinha se tornado. Eu estava no meu limite”, conta a inglesa, que disse nunca ter tido namorado ou mesmo beijado alguém.

Ela então foi encaminhada a um especialista e eles concordaram em fazer o procedimento, que custou 3 mil (cerca de R$ 8,4 mil), levando em conta a situação da paciente.

Antes da cirurgia, Sanika teve um longo acompanhamento psicológico para se preparar para o período de recuperação. Após a operação, ela passou semanas deitada e usa muletas para se deslocar 24 horas por dia. A previsão é de que leve ao menos 12 meses para que o novo osso fique firme e ela possa tentar dar os primeiros passos.

Fontes: G1

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Motoristas desrespeitam vagas destinadas a deficientes em SP


Só este ano, foram emitidas quase 30 multas por dia.
Veja como conseguir o cartão DeFis-DSV.

Do G1
Mais de 7 mil multas por desrespeito às vagas destinadas a deficientes foram aplicadas na cidade de São Paulo entre janeiro e agosto deste ano. A média é de quase 30 multas por dia. Ao longo de 2010, foram mais 10,6 mil autuações. A multa para quem desrespeita a lei é de R$ 53,20. A falta de educação custa três pontos na carteira de habilitação e o carro ainda pode ser guinchado. 
Em São Paulo é comum se deparar com desrespeito em relação às vagas de estacionamento destinadas aos portadores de deficiência física ambulatória ou mobilidade reduzida. Nas ruas, mais de 2% das vagas são reservadas para essas pessoas. Contudo, na prática, tem muita gente que estaciona e não tem nenhuma dificuldade para caminhar.
A empresária Mirella Prosdócimo chegou a pedir para uma motorista procurar outra vaga no estacionamento de um supermercado. “Falei: olha o exemplo que você está dando pros seus filhos. Ela quis me agredir.”
A sinalização é clara. Só pode estacionar quem é portador de deficiência física e tem o cartão DeFis, uma espécie de autorização especial para pessoas com dificuldades de locomoção. Mas muitos motoristas estão fechando os olhos para a lei.
Cartão DeFis-DSV
O cartão DeFis-DSV é uma autorização especial e gratuita para o estacionamento de veículos em via pública em São Paulo, em vagas especiais para pessoas com deficiência de mobilidade. Tem direito ao cartão pessoas com deficiência física nos membros inferiores; deficiência física, decorrente de incapacidade mental e pessoas com mobilidade reduzida temporária.
Para obter o cartão, é preciso imprimir e preencher o formulário de requerimento e atestado médico. O último é necessário para comprovar a deficiência física ambulatória ou a mobilidade reduzida. O requerente deve entregar os formulários originais ou cópias, autenticadas ou simples. Também é preciso levar uma cópia simples do RG (ou documento equivalente) do portador de deficiência e do seu representante, quando for o caso.
O formulário deve ser entregue, pessoalmente ou pelo correio, na Rua Sumidouro, 740, em Pinheiros, no setor de Autorizações Especiais do DSV. O serviço funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 17h. O cartão deverá ser retirado no mesmo endereço. Outras informações podem ser obtidas pelos telefones: (11) 3812-3281 ou (11) 3816-3022.
Nas vagas especiais situadas em áreas de Zona Azul, o usuário deve utilizar, além do cartão DeFis-DSV, o cartão de Zona Azul. O cartão não dá direito ao uso da vaga gratuitamente.