Mostrando postagens com marcador Brasileiro cria game que não precisa de controle. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Brasileiro cria game que não precisa de controle. Mostrar todas as postagens

sábado, 15 de janeiro de 2011

História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil

As pessoas com deficiência conquistaram espaço e visibilidade na sociedade brasileira nas últimas décadas. Na literatura acadêmica, há estudos na área da psicologia, da educação e da saúde que se configuram como tradicionais áreas do conhecimento que se interessam pelo tema. Entretanto, esse grupo de pessoas pouco interesse despertou nos historiadores e se encontram à margem dos estudos históricos e sociológicos sobre os movimentos sociais no Brasil, apesar de serem atores que empreenderam, desde o final da década de 1970, e ainda empreendem intensa luta por cidadania e respeito aos Direitos Humanos.
O objetivo deste livro é analisar a história dessas pessoas, com ênfase no aspecto político, particularmente no contexto da abertura política no final da década de 1970 e da organização dos novos movimentos sociais no Brasil.A busca pelo reconhecimento de direitos por parte de grupos considerados marginalizados ou discriminados marcou a emergência de um conjunto variado e rico de atores sociais nas disputas políticas. Assim como as pessoas com deficiência, os trabalhadores, as mulheres, os negros, os homossexuais, dentre outros com organizações próprias, reivindicavam espaços de participação e direitos. Eram protagonistas do processo de redemocratização pelo qual passava a sociedade brasileira. Ao promoverem a progressiva ampliação da participação política no momento em que essa era ainda muito restrita, a atuação desses grupos deu novo significado à democracia.A opressão contra as pessoas com deficiência tanto se manifestava em relação à restrição de seus direitos civis quanto, especificamente, à que era imposta pela tutela da família e de instituições.
Havia pouco ou nenhum espaço para que elas participassem das decisões em assuntos que lhes diziam respeito. Embora durante todo o século XX surgissem iniciativas voltadas para as pessoas com deficiência, foi a partir do final da década de 1970 que o movimento das pessoas com deficiência surgiu, tendo em vista que, pela primeira vez, elas mesmas protagonizaram suas lutas e buscaram ser agentes da própria história. O lema “Nada sobre Nós sem Nós”, expressão difundida internacionalmente, sintetiza com fidelidade a história do movimento objeto da pesquisa que resultou neste livro.Anteriormente à década de 1970, as ações voltadas para as pessoas com deficiência concentraram-se na educação e em obras caritativas e assistencialistas. Durante o século XIX, de forma pioneira na América Latina, o Estado brasileiro criou duas escolas para pessoas com deficiência: o Imperial Instituto dos Meninos Cegos e o Imperial Instituto dos Surdos-Mudos.Paralelamente às poucas ações do Estado, a sociedade civil organizou, durante o século XX, as próprias iniciativas, tais como: as Sociedades Pestalozzi e as Associações e Pais e Amigos dos Excepcionais - APAE, voltadas para a assistência das pessoas com deficiência intelectual (atendimento educacional, médico, psicológico e de apoio à família); e os centros de reabilitação, como a Associação Brasileira Beneficente de Reabilitação (ABBR) e a Associação de Assistência à Criança Defeituosa – (AACD), dirigidos, primeiramente, às vítimas da epidemia de poliomielite.
O movimento surgido no final da década de 1970 buscou a reconfiguração de forças na arena pública, na qual as pessoas com deficiência despontavam como agentes políticos.Caro leitor, Por favor, avise às pessoas cegas, com baixa visão, analfabetas ou por alguma razão impedidas de ler um livro impresso em tinta que esta obra está publicada em distintos formatos, conforme o Decreto nº 5.296/2004 e a Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência da Organização das Nações Unidas (ONU), ratificada no Brasil com equivalência de emenda constitucional pelo Decreto Legislativo nº 186/2008 e Decreto nº 6.949/2009:- OpenDOC, TXT e PDF no site www.direitoshumanos.gov.br, para que seja acessada por qualquer ledor de tela (sintetizadores de voz). O site da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR) está de acordo com os padrões de acessibilidade.- CD em formatos OpenDOC, TXT, PDF e MECDAYSE encartado ao final deste livro (o software MECDaisy está disponível no site www.intervox.nce.ufrj.br/mecdaisy para download).- Em Braille, quando solicitada pelo email corde@sedh.gov.br ou pelo telefone (61) 2025-3684.O download do exemplar digital pode ser feito clicando no link a seguir História do Movimento Político das Pessoas com Deficiência no Brasil
Fonte: Secretaria de Direitos Humanos pelo BLOG TURISMO ADPTADO

terça-feira, 22 de junho de 2010

Brasileiro cria game que não precisa de controle

Feira de jogos nos Estados Unidos revela novidades do mundo virtual. Tecnologia que captura movimentos humanos e os reproduz na tela é a nova tendência dos games.



Que multidão e o evento não é aberto ao público. Na maior feira de videogames dos Estados Unidos, a E3, com 300 expositores, só entram jornalistas e profissionais da área. Profissionais, aliás, sem a menor pinta de homens de negócios. Mas os caras são do ramo. São feras e são milhares.

Para um evento desse tamanho, e sobre altíssima tecnologia, o Fantástico conta com um guia: Gustavo Petró, repórter que cobre videogames para o G1, o portal de notícias da Globo. O repórter, de 27 anos, visita a feira pela segunda vez e conhece tudo desse mundo, um mundo onde coisas estranhas acontecem.

O repórter Álvaro Pereira Júnior aproveita para testar aquela que é uma das tendências da E3: os jogos 3D, em terceira dimensão. Em um dos jogos de luta, cada vez que o joystick chacoalha significa que o jogador tomou um soco. Chega de apanhar, é melhor tirar os óculos. Mesmo sem eles, continuamos na terceira dimensão.

Um aparelhinho preto é uma das grandes novidades; das grandes revoluções da feira de videogames. O repórter Gustavo Petró explica o que ele tem de novo: “você vai poder jogar games em 3D sem precisar usar os óculos especiais. Em videogame é a primeira vez que se tem algo parecido. Trata-se de outra forma de criar combate e maior interação com o jogador”. Segundo o fabricante, o aparelho deve ser lançado no ano que vem, ao mesmo tempo nos Estados Unidos e no Brasil.

Mais uma caminhada pelos imensos galpões da exposição e, em meio a corridas, brigas, violência e ação, aparece um joguinho que a gente pode chamar de "fofo". Nicolas Doucet, produtor e desenvolvedor do jogo explica que uma câmera fica apontada para o jogador. Assim, a própria sala de casa é o cenário da brincadeira. O bicho adora um carinho. Dá para dar um banhinho nele também. Ele também desenha. O desenho vira real - quer dizer, pelo menos, na tela. O bichinho sai voando.

Mas o grande voo dessa exposição, um salto mesmo para o futuro, são os videogames que fazem de tudo, sem nenhum controle, nada nas mãos: ideia de Alex Kipman, engenheiro de Curitiba, de 31 anos, filho de diplomata, que trabalha nos Estados Unidos, onde também fez faculdade.

Ele conta mais detalhes sobre a invenção: “primeira coisa que você está vendo é que o sistema me scaneou e colocou dentro do sistema. O sistema conhece a minha altura, sabe o meu peso, sabe a distância dos meus braços. Então, você vê que agora todos os menus são acessíveis por mim aqui fora e estão todos bem pertinho da minha mão. Eu sou o carinha de laranja que está se mexendo na TV”.


Mas como a tela sabe o que ele está fazendo? O próprio inventor conta o segredo. “Nós temos um sensor que essencialmente entende fundamentalmente humanos e sabe ver o humano e colocar o humano no mundo virtual”.

Pausa para os autógrafos, e o Alex mostra outro jogo. Neste, usamos o corpo inteiro para jogar e as mãos para dirigir o carro. “Quando entra na curva, para dar um drift, eles colocam a bunda para o lado e usam o corpo inteiro para derrapar o carro, para fazer truque com o carro no ar”, explica Alex.

O repórter Gustavo Petró dá a avaliação final. “Eu acho que essa tecnologia de captura dos movimentos que consegue colocar o jogador para dentro do game, sem aparelho nenhum, vai continuar para a próxima geração de jogos e videogames”.

E essa nova era dos videogames está só no começo. Ano que vem tem mais.


Fontes: Fantástico