terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Inclusão da programação nos currículos escolares avança no exterior

 | Aniele Nascimento/Gazeta do Povo

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Enquanto outros países já adotaram a área de conhecimento como base curricular, Brasil está na fase da experimentação

No exterior, ganha força a ideia de incluir a linguagem de programação como conteúdo obrigatório nos currículos. Os primeiros a adotarem a medida foram o Reino Unido e Austrália. Nos Estados Unidos e na Alemanha, algumas ações devem dar frutos nos próximos anos. Já no Brasil, os projetos envolvendo a programação ainda envolvem um número limitado de escolas e dependem da iniciativa de educadores.
O Reino Unido substituiu em 2013 o antigo currículo de Tecnologia, Informação e Comunicação (ICT, na sigla em inglês) pelo de “Computação”. O ensino de códigos está previsto para crianças a partir dos cinco anos. Publicada em 2013, a medida passou a valer em 2014.
Em setembro de 2015, o ministro da educação australiano anunciou um novo currículo de “tecnologias digitais”. Os princípios da programação devem ser ensinados para crianças a partir dos 10 anos; as linguagens, para os que têm mais de 12.
Nos Estados Unidos, o estado de Chicago criou um plano de cinco anos para implementar a linguagem de programação no currículo do ensino médio. A previsão é de que toda criança aprenda o conteúdo na escola até 2018. Ex-chefe de gabinete do presidente Barack Obama, o prefeito Rahm Emanuel luta para ampliar a medida para todo os EUA.
Na Alemanha, o Partido Social Democrata (SPD) passou a defender, no ano passado, que a linguagem de programação seja obrigatória nas escolas. Com cerca de 30% do parlamento, os sociais-democratas são uma das principais forças políticas do país. O documento defende ciências da computação para alunos de todas as idades, e o ensino da lógica dos algorítimos na escola.
No Brasil, o Ministério da Educação (MEC) informou que não há proposta de inclusão da programação como disciplina obrigatória na primeira versão da Base Nacional Comum, documento que está sendo revisado e deve constituir o novo currículo do ensino médio. Novas ideias devem ser discutidas em junho deste ano, explica o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Lucas Machado. A instituição mantêm parceria com 77 escolas do país com o Programaê, que ensina códigos a crianças. No Paraná são 39 parceiras, toda da rede pública municipal de Curitiba.

Programação na aula de português

Naiady Piva
A linguagem de programação entrou na Escola Municipal Julia Amaral Di Lenna, em Curitiba, pela porta dos fundos. Foi na aula de português, depois que a professora Marietta Derbi Durães da Luz Viviani conheceu a plataforma Scratch, que permitia aos alunos do 7º ano utilizarem os conhecimentos da língua, aprendidos ao longo do semestre, na construção de “joguinhos”. Foi a prova de que há muito espaço para a programação nas escolas, além das aulas de matemática.
A sugestão da plataforma foi do Departamento de Tecnologia e Difusão Educacional, da Secretaria Municipal de Educação (SME), de Curitiba. A orientação é para que os professores trabalhem em três etapas. Primeiro, com o conteúdo da disciplina. Regra dos porquês, crônica, conto, onde e aonde, no caso da professora Marietta.
Depois veio o planejamento, que tinha tudo a ver com a disciplina (os alunos tiveram que fazer um belo esforço narrativo para colocar os jogos no papel). Por fim, as crianças aprendem a pensar como um programador. É a lógica do se você fizer isso, então irá ocorrer aquilo, que vale tanto para os joguinhos da aula de português quanto para os mais elaborados programas de computador.
Na sequência vem uma mistura de criatividade e paciência. Para mudar o cenário, por exemplo, é preciso encontrar e salvar uma imagem e depois ordenar “se (passar de fase), então (mude o cenário”. Por aí vai. “Quando eles fazem isso estão trabalhando com causa, consequência, condição, que são atributos da Língua Portuguesa e também são princípio da programação”, diz a professora.
Mas vale a pena esperar. Um grupo até mudou o final de uma história escrita por Lygia Fagundes Telles. Em “Venha ver o pôr-do-sol”, a personagem principal acaba presa; na programação, as meninas viram a chance de libertá-la. Mas para isso é preciso chegar até o final do jogo.
A noção de que a programação é exclusiva das Ciências Exatas ainda é muito forte, especialmente quando a proposta da escola é “aprender a programar”, explica o coordenador de projetos da Fundação Lemann, Lucas Machado. No Programaê, um dos principais projetos da fundação, com abrangência nacional, o conceito foi expandido para “programar para aprender”, diz Lucas.
A ideia é colocar a programação a serviço da “construção de saberes”. Com isso, o professor pode adequar os elementos do “pensamento computacional” para dentro da sala de aula, mesmo quando não há computadores disponíveis. É uma forma de driblar a falta de infraestrutura nas escolas, um dos principais entraves para a utilização de tecnologias nas escolas brasileiras.

quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Programa Especial - Experiência artística e paralisia cerebral



Experiência artística e paralisia cerebral

Programa Especial mostra a história de pessoas com paralisia cerebral que se expressam através da arte: o documentarista Daniel Gonçalves, o pintor Victor Pereira e o escritor Fábio Fernandes.
Daniel Gonçalves editando vídeos.Daniel Gonçalves editando vídeos.Daniel Gonçalves é jornalista e diretor de documentário. Seu mais recente trabalho é Como Seria?, em que Daniel faz uma análise de como teria sido a vida dele se não tivesse a paralisia cerebral.

Victor Pereira pinta com os pés desde os oito anos. Ele faz parte da Associação de Pintores com a Boca e com os Pés. “A arte, para mim, é uma distração, diversão, animação, de criação e de evolução. Isso me motiva a ser uma pessoa mais independente, mais alegre”, revela.

Fábio Fernandes é jornalista e escreveu o livro infantojuvenil Bim, Um Menino Diferente. O livro aborda a inclusão de crianças com deficiência. Fábio se comunica escrevendo com os pés, pode meio de um teclado de computador.
“A ideia do Bim é criar uma empatia do público infantil com o tema da inclusão. O Bim é um garoto de 11 anos que tem paralisia cerebral, mas um modo otimista de ver a vida. Eu quis dar ao Bim a alegria que a criança traz naturalmente. O Bim é, antes de tudo, uma criança feliz, como eu fui”, explica Fábio.
Apresentação: Juliana Oliveira
Direção: Angela Reiniger
Reportagem: Fernanda Honorato e Zé Luis Pacheco
Produção: Ricardo Petracca
http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/experiencia-artistica-e-paralisia-cerebral#media-youtube-1


Adoção - Programa Especial

Programa conversa com pais e especialistas sobre o atual procedimento para se adotar uma criança, com ou sem necessidades especiais.

Ana Luz e família.Ana Luz e família.
O casal Jacqueline e Alexandre Mendonça adotou Ana Luz –  que tem artrogripose e é cadeirante – em 2006. Hoje, ela tem nove anos. O casal também tem dois filhos biológicos. “Eu tinha certeza de que ia conseguir Promotora Daniela Vasconcellos.Promotora Daniela Vasconcellos.superar as dificuldades, porque quando decidi ser mãe dela (Ana Luz), foi para ser mãe de verdade, não uma caridade, eu não estava brincando”, afirma Jacqueline.

Subcoordenadora do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça da Infância e da Juventude, a promotora de Justiça Daniela Vasconcellos conversou com nossa equipe sobre o processo de adoção.

Organizadora do grupo Café com Adoção e autora do livro Guia de Adoção, a terapeuta familiar Solange Diuana contou como é o aconselhamento psicológico no processo de adoção: “O papel do psicólogo nos processos de habilitação para adoção é realizar uma escuta das pessoas que desejam adotar os seus filhos para que eles possam entender as peculiaridades da criação adotiva, e para que a gente possa também perceber qual é o desejo de filiação. Como essa pessoa está, em que momento da vida ela está, por que quer adotar, que criança quer adotar. ”
Apresentação: Juliana Oliveira
Direção: Angela Reiniger
Reportagem: Fernanda Honorato e Zé Luis Pacheco
Produção: Ricardo Petracca

http://tvbrasil.ebc.com.br/programaespecial/episodio/adocao-e-tema-do-programa-especial

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Nosso Sonho, com Suely Katz



Para ajudar na inclusão de pessoas com paralisia cerebral, nasceu em 2007 a Associação Nosso Sonho. A entidade trabalha na reabilitação de crianças, jovens e adultos, aliando o tratamento clínico a práticas pedagógicas. O objetivo é incluir essas pessoas na sociedade e no mercado de trabalho.
No Observatório do Terceiro Setor desta semana, o jornalista Joel Scala conversa com uma das fundadoras da associação, a psicóloga Suely Katz.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Cuidador de Idosos: Higiene e Conforto

Menor cadeira de rodas do mundo para crianças com deficiência

Tanner Jensen
Por: Andrew Liszewski
Tanner Jensen tem três anos de idade. Seu irmão, Skyler, tem 20 meses de vida. Ambos nasceram com uma condição genética rara conhecida como Atrofia Muscular Espinhal, o que significa que eles não conseguem andar, rastejar, controlar a cabeça, e nem mesmo levantar os braços. Mas a vida dos jovens irmãos em breve vai melhorar bastante, graças a estudantes da Brigham Young University que criaram uma cadeira de rodas elétrica, pequena e barata.
Tanner Jensen
Cadeiras elétricas motorizadas para crianças pequenas já existem, mas eles podem custar até US$ 15.000, uma quantia que poucas famílias conseguem desembolsar. Para os Jensen, a coisa é pior, já que eles precisam de duas. E frequentemente essas cadeiras são grandes demais e as casas precisam de modificações para recebê-las.
Tanner Jensen
Então cinco estudantes de engenharia mecânica da universidade se desafiaram a criar a menor cadeira de rodas elétrica do mundo para os irmãos Jensen. Após um ano de designs e testes, eles aperfeiçoaram uma cadeira feita com armação de canos PVC que pesa cerca de 10kg e aguenta crianças com até 25kg.
E o preço final, incluindo baterias, rodas, motores, os eletrônicos necessários para o controle e ainda o assento é de US$ 495. Talvez esse seja o maior feito atingido pelos estudantes. E como eles estão postando o projeto da cadeira de rodas em um site chamado The Open Wheelchair Project, qualquer família com uma criança que necessite pode comprar e montar uma dessas cadeiras. [Brigham Young University]
Tanner Jensen
Fonte: Gizmodo

Filme TGD- Autismo

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Jovens promovem campanha de troca de lacres por cadeiras de rodas

Grupo de Santo Anastácio pretende ajudar pessoas carentes.
São necessários 38 mil ‘anéis’ de alumínio para cada substituição.

Do G1 Presidente Prudente
Campanha é promovida por jovens de Santo Anastácio (Foto: Gabriel Tibaldo/TV Fronteira)Campanha é promovida por jovens de Santo Anastácio (Foto: Gabriel Tibaldo/TV Fronteira)
Solidariedade, voluntariado e amor ao próximo: essas são características de um grupo de amigos de Santo Anastácio que se reuniram para praticar o bem. Os jovens do Rotaract Club criaram um projeto denominado “Eu Ajudo na Lata”, que tem como objetivo coletar lacres de alumínio para a troca por cadeiras de rodas. Segundo o diretor de Projetos do clube, Bruno Lopes, de 21 anos, são necessários 38 mil “anéis” para cada substituição, o que resulta em aproximadamente 90 garrafas pets carregadas de lacres.
Conforme o presidente do clube, Douglas Alexandre Pavanelli, de 22 anos, a campanha teve início nesta sexta-feira (1º). A população pode doar os itens nos pontos de referência da cidade, como bares, lojas e mercados. “Caso a pessoa possua uma grande quantidade de lacres, ela pode entrar em contato conosco, através da nossa página em uma rede social”, ressalta.
Pavanelli conta ainda que a aceitação da população está sendo satisfatória, pois partir de um esquema que não envolve verba facilita ainda mais a adesão. “A população já começou a ajudar. Acredito que seja por conta do gesto nobre”, afirma.
É gratificante poder contribuir e tornar a vida do próximo um pouco melhor".
Pedro Henrique Crepaldi Facholli,
estudante
É o caso do estudante Pedro Henrique Crepaldi Facholli, de 21 anos, que ficou sabendo do projeto a partir do comentário de um dos integrantes do clube. Ele acredita que o gesto beneficia aqueles que não possuem condições financeiras suficientes para adquirir uma cadeira de rodas. “É gratificante poder contribuir e tornar a vida do próximo um pouco melhor”, conta.
De acordo com o vice-presidente do clube, João Vitor Villar Raposo, de 21 anos, o mais interessante é poder ajudar a comunidade com um custo quase zero. “Nós vamos informar o público via redes sociais. Além disso, os pontos de coleta vão possuir cartazes informativos”, explica.
Campanha é promovida por jovens de Santo Anastácio (Foto: Gabriel Tibaldo/TV Fronteira)Campanha é promovida por jovens de Santo
Anastácio (Foto: Gabriel Tibaldo/TV Fronteira)
O diretor de Projetos, Bruno Lopes, ainda acrescenta que a campanha não possui uma data para término, pois, quanto mais conseguirem arrecadar, maiores serão as expectativas para dar sequência ao projeto.

“A empresa que realiza a troca é de Marília [SP]. Enquanto ela estiver fazendo a substituição, o clube vai manter a proposta”, garante.
Serviço – O presidente Douglas Alexandre Pavanelli explica que para retirar uma cadeira de rodas emprestada é necessário entrar em contato com ele ou com o diretor de Projetos do Rotaract Club, Bruno Lopes, através da páginana rede social. Posteriormente, um dos representantes fará uma visita à residência do interessado para que seja gerado um contrato de responsabilidade em relação ao tempo em que vai utilizar o equipamento.
(Com a colaboração de Gabriel Tibaldo, da TV Fronteira).

Oficina do Brinquedo da APCC



Oficina do Brinquedo

Ludoteca
A Oficina do Brinquedo é um serviço da APCC que se dirige a crianças e jovens com necessidades educativas especiais e, por conseguinte, às famílias e comunidades socioeducativas. Tem um vasto espólio de recursos lúdico-pedagógicos e de estimulação. Disponibiliza, através de um sistema de requisição, brinquedos, jogos, livros, multimédia ou outro material, de acordo com as necessidades e as preferências dos utilizadores.
 
Objetivo
– Proporcionar igualdade de oportunidades a crianças com e sem deficiência, através de uma resposta específica à população com Paralisia Cerebral, doenças neurológicas afins, baixa visão e multideficiência.
Estas crianças, pelo facto de não brincarem ou de o fazerem pouco, tanto em contexto familiar, como educativo, têm geralmente poucas vivências lúdicas, frequentemente por falta de material adequado.
A escassez de material lúdico adequado, leva a que a APCC aposte na área e, consequentemente, na adaptação e construção de materiais lúdicos e pedagógicos, na Oficina do Brinquedo Adaptado e na Oficina da Baixa Visão, favorecendo a inovação, o desenvolvimento e a investigação em todas as acções relacionadas com o brinquedo, o jogo e o seu valor educativo.
Através da Oficina do Brinquedo (www.tambemquerobrincar.org) qualquer material lúdico pode ser requisitado pelo prazo de 15 dias, podendo ser alargado, em casos excepcionais, até 30 dias.
http://www.apc-coimbra.org.pt/?page_id=330

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Mudanças no Código Brasileiro de Trânsito endurecem as penas para quem desrespeita vagas reservadas

Foto: www.band.uol.com.br
Foto: www.band.uol.com.br
Mais de dez mil motoristas foram multados no ano passado por pararem em vagas destinadas a pessoas com deficiência ou idosos, em Curitiba. Os dados são da Secretaria de Trânsito (Setran) da capital. De janeiro a novembro de 2015, 2.931 condutores foram flagrados em vagas de estacionamento destinadas a deficientes físicos. Já os locais reservados para idosos foram ocupados por 7.171 motoristas infratores. O número total de multas aplicadas pela Setran no ano passado foi 14% maior do que as de 2014. Para o diretor de Fiscalização da Secretaria de Trânsito de Curitiba, Eder Rodrigues, os números são alarmantes
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A partir deste mês, motoristas de todo país passam a ser regidos por mudanças no Código Brasileiro de Trânsito. A mais significativa delas altera de leve para grave a infração pelo uso irregular das vagas reservadas para idosos e deficientes físicos. Atualmente, a multa rende 3 pontos a menos na carteira de habilitação e multa de R$ 53,20. Com a nova regra, a punição é de cinco pontos na CNH e R$ 127,69 de multa – uma alta de 140%. Eder Rodrigues explica que a lei vai permitir mudanças também na fiscalização
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Outras alterações que também passam a valer a partir de janeiro vão atingir os novos condutores. Para tirar carteira em 2016, o candidato será obrigado a treinar com o simulador de direção. O projeto também prevê a colocação de chip eletrônico nos veículos que já circulam. O dispositivo é conhecido como placa eletrônica e teve aplicação adiada duas vezes após ser aprovado em 2014. Ainda não há prazo para a conclusão da implantação do projeto. Isso porque o governo ainda precisa acertar alguns detalhes como custo e infraestrutura para capitar os dados. O equipamento promete melhorar a fiscalização e a gestão do trânsito e da frota pela União. A partir deste mês, também passará a ser exigido que motos zero quilômetro tenham sistema de freios ABS ou CBS. A obrigatoriedade vale, num primeiro momento, para apenas 10% de todas as unidades novas produzidas no país ou importadas. A expectativa do governo é de que, até 2019, 100% das motos tenham o sistema de frenagem. Outro ponto polêmico é a exigência de cadeirinhas para as crianças em vans escolares. A obrigatoriedade só entra em vigor a partir de 1º de fevereiro, mas a fiscalização só começa no ano que vem. Isso porque as empresas reclamam da lei e dizem que não é possível adaptar os veículos de forma tão rápida porque a maioria não tem cinto de segurança com três pontos, necessários para segurar a cadeirinha.