terça-feira, 10 de fevereiro de 2015
Ex-ginasta Laís Souza revela que é gay: "Tenho uma namorada"
"Tenho uma namorada, e sou gay há alguns anos. Já tive uns namorados, mas hoje estou gay", afirmou a ex-atleta. A declaração é parte de uma longa entrevista sobre o acidente que ela sofreu em 27 de janeiro do ano passado, quando treinava para os Jogos Olímpicos de Inverno de Sochi.
Laís Souza comentou sobre tratamento realizado pela Miami Project to Cure Paralysis, que consiste na aplicação de células-tronco na coluna, na altura da lesão sofrida. "Sei que muita gente gostaria de estar no meu lugar, por isso quero que dê certo, por mim, mas também pelos médicos, pelos pesquisadores e por quem vai se beneficiar", opinou.
http://www.pe.superesportes.com.br/app/19,66/2015/02/10/noticia_maisesportes,59665/ex-ginasta-lais-souza-revela-que-e-gay-tenho-uma-namorada.shtml
segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015
11 livros gratuitos sobre Educação Inclusiva
http://canaldoensino.com.br/blog/11-livros-gratuitos-sobre-educacao-inclusiva
Olá pessoal!
Todo mundo sabe a importância da educação em nossas vidas. O que é uma pessoa sem educação! O que é uma sociedade em educação! Difícil imaginar. Mas existe um outro conceito que vem ganhando força e dedicação de uns tempos para cá: a Educação Inclusiva. Nada mais justo, afinal todos tem direito a terem acesso ao conhecimento. Pensando nisso, trazemos aqui dicas de 11 livros sobre o tema, para download gratuito.
Mas antes de tudo, você sabe responder o que é Educação Inclusiva!
A Educação Inclusiva
É um processo que amplia a participação de todos os estudantes – sem distinguir condições físicas, mentais, sociais, de raça, cor ou credo – nos estabelecimentos de ensino regular. Trata-se de uma reestruturação da cultura, da prática e das políticas vivenciadas nas escolas de modo que estas respondam à diversidade dos alunos. É uma abordagem humanística, democrática, que percebe o sujeito e suas singularidades, tendo como objetivos o crescimento, a satisfação pessoal e a inserção social de todos.
De acordo com o Seminário Internacional do Consórcio da Deficiência e do Desenvolvimento (International Disability and Development Consortium – IDDC) sobre a Educação Inclusiva, um sistema educacional só pode ser considerado inclusivo quando abrange a definição ampla deste conceito, nos seguintes termos:
- Reconhece que todas as crianças podem aprender;
- Reconhece e respeita diferenças nas crianças: idade, sexo, etnia, língua, deficiência/inabilidade, classe social, estado de saúde (i.e. HIV, TB, hemofilia, Hidrocefalia ou qualquer outra condição);
- Permite que as estruturas, sistemas e metodologias de ensino atendam as necessidades de todas as crianças;
- Faz parte de uma estratégia mais abrangente de promover uma sociedade inclusiva;
- É um processo dinâmico que está em evolução constante;
- Não deve ser restrito ou limitado por salas de aula numerosas nem por falta de recursos materiais.
Você que é professor, estudante, pesquisador ou quer apenas conhecer mais sobre esse assunto tão importante para uma boa convivência acadêmica, pode fazê-lo baixando os livros gratuitamente para ler quando e onde quiser. São 11 opções, veja só:
- “O PROFESSOR E A EDUCAÇÃO INCLUSIVA: FORMAÇÃO, PRÁTICAS E LUGARES” – MIRANDA, T. G.; GALVÃO FILHO, T. A. (Org.).
- “PESQUISA NACIONAL DE TECNOLOGIA ASSISTIVA” – GALVÃO FILHO, T. A., GARCIA, J. C. D.
- “AS TECNOLOGIAS NAS PRÁTICAS PEDAGÓGICAS INCLUSIVAS” – GIROTO, C. R. M.; POKER, R. B.; OMOTE, S.. (Org.).
- “EDUCAÇÃO INCLUSIVA, DEFICIÊNCIA E CONTEXTO SOCIAL: QUESTÕES CONTEMPORÂNEAS”– GALVÃO, N. C. S. S.; MIRANDA, T. G.; BORDAS, M. A.; DIAZ, F (Org.).
- “ESTUDANTES COM DEFICIÊNCIA NO ENSINO SUPERIOR” – PIMENTEL, S. C. (Org.).
- “TECNOLOGIA ASSISTIVA” – COMITÊ DE AJUDAS TÉCNICAS/SDH/PR.
- “TECNOLOGIA ASSISTIVA PARA UMA ESCOLA INCLUSIVA: APROPRIAÇÃO, DEMANDAS E PERSPECTIVAS” – GALVÃO FILHO, T. A.
- “TECNOLOGÍA ASISTIVA EN ENTORNO INFORMÁTICO: RECURSOS PARA LA AUTONOMÍA E INCLUSIÓN SOCIOINFORMÁTICA DE LA PERSONA CON DISCAPACIDAD” – GALVÃO FILHO, T. A.; DAMASCENO, L. L.
- “TECNOLOGIA ASSISTIVA NAS ESCOLAS: RECURSOS BÁSICOS DE ACESSIBILIDADE SÓCIO-DIGITAL PARA PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” – Instituto de Tecnologia Social – ITS BRASIL (Org.).
- “INCLUSÃO DIGITAL E SOCIAL DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA” – GALVÃO FILHO, T. A.; HAZARD, D.; REZENDE, A. L. A.
- “AMBIENTES COMPUTACIONAIS E TELEMÁTICOS NO DESENVOLVIMENTO DE PROJETOS PEDAGÓGICOS COM ALUNOS COM PARALISIA CEREBRAL” – GALVÃO FILHO, T. A.
Todos os livros são gratuitos e podem te ajudar a ver o mundo de um jeito diferente.
Boa leitura!
De onde vem a força das mulheres que têm filhos com deficiência?
Por Cristiane Segatto
Conheça a vida selvagem: tenha filhos”. Sempre me divirto quando vejo esse adesivo colado no vidro de algum carro. Essa frase é a mais pura verdade. A maternidade nos aproxima das fêmeas de todas as espécies. Em nenhuma outra fase da vida percebemos tão claramente o papel animalesco que a natureza nos reserva.Viramos leoas que se desdobram para cuidar da cria, alimentá-la, protegê-la e – principalmente – amamentá-la.
Sim. Não importa se a mulher é uma executiva empertigada, uma intelectual inatingível, uma operária calejada. Quando o filho nasce, ela vira um peito. Ou melhor: dois. Nada do que a mulher fez na vida ou ainda pretende fazer tem importância diante da função especialíssima de ser a única fonte de alimento de um ser que acabou de chegar. Um ser que vai crescer, ajudar a povoar o mundo e tocar em frente a grande aventura do Homo sapiens.
Quando eu amamentava a Bia (hoje uma moça de 10 anos) eu me sentia um par de peitos. Nas primeiras semanas, ela mamava a cada hora e meia. Eu vivia para isso. Minha função nesse mundo – de manhã, de noite, de madrugada – era amamentar. E, claro, trocar fralda, embalar, acalmar o choro, dar banho, lavar roupa etc, etc, etc. Quando ela mamava e dormia, eu ganhava uns 90 minutos de folga. Aí não sabia o que fazer com eles. Tomar uma ducha? Almoçar? Colocar as pernas para cima?
Eu era tão “sem noção” que três dias antes da Bia nascer fui à livraria comprar Guerra e Paz. Achava que a licença-maternidade fosse uma espécie de período sabático, o momento ideal para ler aquelas 1.349 páginas que faziam tanta falta na minha cultura geral. Tolinha. Só fui conseguir preencher essa lacuna quando ela completou três anos.
Os primeiros tempos da maternidade foram, sem dúvida, a fase mais selvagem da minha vida. Acordava cheia de energia, pulava da cama e, quando a Bia deixava, tomava um banho revigorante. Às 7 horas tomava um café da manhã reforçado enquanto assistia ao Bom Dia Brasil. Depois passava o dia inteiro em função da cria. Decidi que nos primeiros meses não pediria ajuda a mãe, sogra ou babá. Queria ser mãe em tempo integral. Queria ter liberdade para errar, acertar, aprender.
Naquele inverno de 2000, meus dias eram amamentar. Nos intervalos, corria para o tanque (que ficava no quintal, ao ar livre) e lavava na mão, com sabão neutro, a montanha de roupinhas frágeis de bebê. O vento gelado batia no meu rosto, mas eu tinha uma disposição para cuidar das coisas da minha filha que só a natureza pode explicar. Meu gasto calórico devia ser brutal. Almoçava pratos gigantescos e, ainda assim, só emagrecia. No Spa da Selva, perdi rapidamente mais de 10 quilos.
À noite, a pilha acabava. Às 22 horas, estava exausta. Dormia profundamente e mal conseguia abrir os olhos durante a mamada da meia-noite. Eu e o pai da Bia desenvolvemos uma técnica animal. Eu levantava um pouco o tronco e recostava no travesseiro. Ele segurava a Bia e acoplava a boca dela no meu peito. Ela mamava, eu dormia. Ele ficava com ela no colo por um tempo e depois a devolvia no berço. Nessa hora eu já estava no melhor do sono. Às quatro da manhã, me sentia recuperada. Pronta para a maratona de mamadas e afazeres de mais um dia. Pronta para sobreviver na selva e garantir a sobrevivência da minha cria.
Com o tempo, as obrigações mudam. Mas a vida selvagem dura pelo menos até a criança completar três anos. Aos poucos fui recuperando várias liberdades que haviam sido confiscadas pela maternidade. Hoje, com uma filha de dez anos, estou praticamente alforriada. Aproveito para respirar profundamente. Afinal, há quem diga que a verdadeira vida selvagem começa quando o filho chega à adolescência. Será mesmo? Que venha a nova selva, então. No lugar da leoa incansável, ela vai encontrar a leoa maleável. Muito mais do que era a moça que pariu aos 30 anos. A natureza é mesmo sábia.
Por tudo isso (e muito mais), sempre me considerei uma mãe dedicada. Eu me achava uma ótima mãe até conhecer a mãe do Idryss Jordan. Perto do que ela faz pelo filho, o que fiz pela minha é uma espécie de passeio no parque, com direito a pipoca e algodão doce. Vida selvagem não é a minha. É a dela. Posso ser uma mãe dedicada. Ela é mãe coragem.
Idryss Jordan tem 11 anos. É autista. Não é um daqueles autistas portadores dasíndrome de Asperger (que falam, avançam nos estudos e podem até chegar ao mestrado, como eu contei numa reportagem publicada em ÉPOCA há dois anos). Idryss é um autista de baixo rendimento. Não fala, usa fralda, precisa ser vestido, trocado, alimentado e cuidado 24 horas por dia. Muitas vezes se debate e se torna agressivo.
Aos 39 anos, Keli Mello, a mãe coragem, já precisou consertar os dentes da frente. Eles foram quebrados pelo filho. Se você acha que a criança que tem em casa lhe dá trabalho demais, espere até conhecer a história de Keli, uma gaúcha de Três de Maio que vive há duas décadas em São Paulo. Não sei de onde ela tira energia para enfrentar o que enfrenta. Por sorte (ou por destino), Keli é casada com Silvio Jerônimo de Teves, um pai coragem.
A dedicação e o amor incondicional que esse casal oferece ao filho fazem qualquer um se arrepender de algum dia ter dito que criança dá trabalho demais. Quem tem um filho saudável não sabe o que é trabalho. Keli e Silvio vivem para o filho (e para a filha Hyandra, de 5 anos, que não tem a doença). Não podem trabalhar fora de casa. Quando o autismo do filho se manifestou, Keli abandonou o trabalho de auxiliar de fisioterapia.
Nos momentos de grande agitação – quando Idryss se morde e pode agredir quem estiver perto – a única coisa que o acalma é o metrô. Isso mesmo. Ele tem fixação pelo metrô. Quando não consegue controlar o garoto, o que Keli faz? Pega o metrô na estação Tucuruvi e vai até o Jabaquara. Depois volta até o Tucuruvi. Se precisar, vai novamente ao Jabaquara e retorna ao Tucuruvi.
Cruza São Paulo de norte a sul (são 23 estações em cada trecho) para acalmar Idryss. Na bolsa, leva o almoço do garoto acondicionado num pote plástico. Quando ele fica menos agitado, saltam na estação Parada Inglesa. Keli procura duas cadeiras vazias na beira dos trilhos, com vista privilegiada para o trem. Abre o pote, retira uma colher da bolsa e alimenta Idryss. A plataforma do metrô é sua sala de jantar.
Conheci essa família há alguns dias quando fazia uma reportagem sobre o trabalho da dentista Adriana Gledys Zink. Ela será publicada amanhã (10/07) na edição impressa de Época. As famílias dos autistas enfrentam todo tipo de desassistência. Não encontram vagas em escolas preparadas para lidar com o problema, não encontram atendimento médico adequado e, como é de se imaginar, não encontrar dentistas dispostos a atender autistas. Quando essas crianças precisam de tratamento odontológico (mesmo que seja uma simples limpeza) costumam ser internadas num hospital para receber anestesia geral.
“Mesmo quem pode pagar, não encontra dentistas dispostos a cuidar de autistas. Eles sequer vêem o paciente. Simplesmente informam que não os atendem”, diz Adriana. Ela decidiu tentar fazer diferente. Depois de se especializar em pacientes especiais na Associação Paulista dos Cirurgiões Dentistas (APCD), frequentar reuniões de famílias autistas e estudar os métodos de aprendizagem disponíveis, ela criou algumas técnicas que lhe permitem se aproximar desses pacientes. Na maior parte dos casos, ela consegue cuidar dos dentes dessas crianças (e também de adultos) no consultório, sem anestesia geral.
O processo é longo. Exige extrema dedicação das famílias e da dentista. Às vezes, ela precisa de quatro sessões (ou mais) só para conseguir levar a criança até a cadeira. Quando isso não é possível e o procedimento necessário é simples (uma limpeza, por exemplo), atende a criança no chão. O entusiasmo de Adriana surpreendeu a família de Idryss. “Essa dentista não existe. Acho que estou sonhando. Ela senta no chão com meu filho, tenta de tudo e não olha no relógio para ver se a sessão acabou”, diz Keli.
Se você quiser conhecer um pouco mais sobre o trabalho especialíssimo que Adriana e o marido (o dentista Marcelo Diniz de Pinho) realizam, acesse o blog. Para ver Adriana em ação e conhecer Keli e Idryss, assista a esse vídeo:http://www.youtube.com/user/zinkpinho#p/a/u/1/ou7PVTWnfoA
Keli, Idryss e Adriana me deram uma lição de vida. Agradeço todos os dias por ter uma profissão que me permite encontrar gente tão especial. Saio de cada reportagem melhor do que entrei. Graças à enorme generosidade dessa gente que confia em mim e divide tanto comigo. Muito obrigada a todos – mães e pais coragem, entrevistados e leitores. Saio de férias hoje. Essa coluna volta no dia 06 de agosto. Espero voltar com as baterias recarregadas e os sentidos bem calibrados para mais um semestre de intensa troca com vocês. Até lá.
*Repórter especial, faz parte da equipe de ÉPOCA desde o lançamento da revista, em 1998. Escreve sobre medicina há 14 anos e ganhou mais de 10 prêmios nacionais de jornalismo.
Fonte: http://revistaepoca.globo.com/ (09/07/2010)
Referência: Inclusive Inclusão e Cidadania
Referência: Inclusive Inclusão e Cidadania
Veja:
- “Meu filho nunca me impediu de nada”, afirma Isabel Fillardis, mãe de uma criança com Síndrome de West
- Uma Grande Mulher
- Homenagem ao dia das mães: Que sera, sera – Dorys Day
- http://www.deficienteciente.com.br/2011/05/de-onde-vem-forca-das-mulheres-que-tem.html
CONHEÇA 5 DIREITOS DO AUTISTA
Conheça 5 dos direitos listados na Lei Berenice Piana:
1. Ações e serviços de saúde no âmbito do Sistema Único de Saúde – SUS, incluindo: o diagnóstico precoce, o atendimento multiprofissional, a nutrição adequada e a terapia nutricional, os medicamentos e as informações que auxiliem no diagnóstico e no tratamento.
2. Acesso à educação e ao ensino profissionalizante, à moradia, ao mercado de trabalho e à previdência social.
3. É dever do Estado, da família, da comunidade escolar e da sociedade assegurar o direito da pessoa com TEA à educação, em um sistema educacional inclusivo, sendo que em casos de comprovada necessidade, o autista que cursa ensino regular terá direito a acompanhante especializado durante as atividades realizadas no ambiente escolar.
4. O gestor escolar ou autoridade competente que recusar a matrícula de estudantes com transtorno do espectro autista, ou qualquer outro tipo de deficiência, será punido com multa de 3 (três) a 20 (vinte) salários-mínimos e você pode exigir isso!
5. Qualquer interessado poderá denunciar a recusa da matrícula de estudantes com deficiência ao órgão administrativo competente, sem prejuízo a outras denúncias previstas na legislação.
A Lei Berenice Piana
No Brasil, foi somente a partir da lei 12.764 (2012) que a pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA) passou a ser considerada pessoa com deficiência, para todos os efeitos legais. A lei criou a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro do Autismo, também conhecida como “Lei Berenice Piana”, em referência a uma mãe que lutou pela criação da legislação. Recentemente, o documento foi reforçado pelo Decreto nº 8.368 (2014), que regulamenta todos os pontos apresentados em 2012.
Veja também:
- Cartilha Direitos das Pessoas com Autismo – 2011
- Guia Prático de Direitos à Educação – 2012
- Autismo e Realidade
- http://juju.ba/blog/direitos-do-autista/
Menino chinês brinca na neve com minicharrete puxada por ursinho robô
domingo, 8 de fevereiro de 2015
Causas psicanalíticas das Auto Agressões em Autistas
Muita gente assiste desesperado(a) seu filho ou sua filha autista se auto agredir e não consegue entender o que está acontecendo, nem porque, nem muito menos tem idéia de como evitar isto.
Hoje então vou explicar em detalhes o que acontece e porque, desta maneira pais e mães de autistas, em especial os clássicos, poderão tentar evitar estas ocorrências no Futuro.
As auto agressões elas são provocadas por outras pessoas, não são parte do autismo e nem fazem parte do autismo. Elas são provocadas por um lidar equivocado e /ou inadequado com o Autista, como rejeições, não-aceitações, bullying, agressões, traumas psicológicos graves, mágoas sentimentos de incompreensão e/ou injustiça, especialmente se estas coisas forem frequentes, sistemáticas. Como muitas vezes o autista imaturo sabe que quem o agride, incompreende, é injusto com ele, é mais forte/poderoso do que ele e ele acha que não deve expressar o que sente com medo de uma reação ainda mais negativa destas pessoas, ele se auto reprime para se defender. Só que isto vai se acumulando com o tempo e se estes eventos forem se acumulando, uma hora ele não aguenta mais e ai ou ele reage agredindo a quem o provoca, humilha, agride, não compreende, é injusto com ele, etc., ou, se o medo da reação das outras pessoas for maior do que a mágoa, o Juiz Interior dele vai julgar que ele falhou em ser capaz de reagir e se expressar , e consequentemente o Ditador Interior vai cumprir a sentença do juiz, que é punir o autista por sua falha fazendo-o agredir a si mesmo. Portanto, não é o Autismo, não faz parte dele e sim provocado por outras pessoas sem saber em alguns casos ou de propósito em outros.
Ficou vago ainda? Então vamos dar exemplos e esmiuçar em detalhes!
O Autista vê o Mundo, a Realidade, de dentro do seu Mundo Interno de Fantasia, da seguinte maneira: ele espia lá fora e tudo o que está fora lhe parece gigantesco, ameaçador, e pior, imprevisível. E porque a previsibilidade é importante para ele?
Porque, como é ele quem constrói seu próprio Mundo, cria seus próprios personagens e dá a eles a personalidade que ele quiser, e como é ele quem cria suas próprias regras e dá as ordens, e faz e desfaz regras de acordo com sua própria vontade, tudo é, portanto, previsível no Mundo dele, por que tudo está sob o controle dele.
Mas a Realidade não funciona assim, e ao conviver na Realidade e perceber esta imprevisibilidade humana, ele se assusta.
Repentinamente todas as pessoas são potencialmente agressivas, hostis, perigosas e não se tem a mínima idéia da reação que tiverem ‘as suas ações.
Quando esta agressividade da Realidade se concretiza, seja no bullying, nos gritos das pessoas com ele, nas broncas de teor humilhante (podem até nem ser, na maioria das vezes realmente nem são, mas ele as sente como humilhantes). Numa acusação injusta, nas gozações e pilhérias, de pessoas que o fazem de bobo, aí o autista passa a ter certeza de que suas suspeitas são reais, o que o aterroriza. Se estas provocações e/ou agressões se repetem sistematicamente, diariamente, os traumas psicológicos, o sentimento de rejeição, inferioridade, injustiça, incompreensão vão se acumulando com o tempo.
Para os pais ou outras pessoas que o rodeiam, este processo pode parecer ser invisível ou para eles nem existir, por que o autista aparentemente não se expressa, mostrando claramente o que está sentindo e o que está se passando com ele. Muitas vezes ele inclusive esconde estas coisas dos pais, pois está inseguro e considera a reação deles desconhecida, imprevisível, portanto temerária. E é muito comum “a ficha demorar a cair” e ele mesmo demorar horas, dias, semanas, meses para se auto conscientizar do que aconteceu, mas que há muito seu inconsciente já processou e foi acumulando.
Mas há um limite para este acúmulo e quando ele é atingido, isto pode ser externado por meio do Meltdown, ou seja, uma explosão de fúria cega atingindo aquém quer que seja que estiver na frente, ou na forma da Auto agressão.
Quando um autista chega ao ponto de se auto agredir, podem ter certeza, há por trás do gesto uma cadeia de eventos provocados por outras pessoas que vem se acumulando á meses, anos ou até décadas.
Este acúmulo é especialmente dramático para os autistas clássicos ainda não verbais. Ocorre que, ele já tinha deixado de falar por conta de traumas, rejeições, agressões, gozações, incompreensões, injustiças, segregações, ou seja por conta das consequências da imprevisibilidade humana, portanto ele já está inseguro e desconfiado, já esperando de antemão o pior das pessoas, com sentimento de inferioridade o levando ‘a auto piedade, angústia e depressão, fazendo com que ele se auto reprima ainda mais e proíba a si mesmo de falar. Só que a vida continua, e quando ele não consegue se expressar de outras formas não verbais adequadamente ou as pessoas não conseguem interpretar corretamente seus sinais ou entender o que ele quer dizer através de seus gestos e atitudes, ele se sente incompreendido. E o que ele interpreta como incompreensão passa a ser considerado por ele uma forma de agressão(embora não seja , na realidade), e se os pais, professores, colegas, vizinhos, irmãos, parentes, etc., não conseguem captar sua mensagem (que de fato ‘as vezes é dificílima de ser interpretada corretamente, posto que cheia de simbolismos, mensagens subliminares, sutilezas e muitas vezes são extremamente sutis) e o “punem” com ordens, broncas ou contestações/contrariedades, ele se sente incompreendido, frustrado e se culpa, principalmente por se auto reprimir e não se deixar falar. Esta auto repressão , se estes fatos se repetem com frequência, o podem levar a uma explosão, ou, numa auto repressão extrema (de temor das pessoas, mas também como uma mensagem de socorro, para que as pessoas , no ponto de vista dele “o percebam”, “percebam que ele existe”), ele se auto- agride, pois sua insegurança e temor da imprevisibilidade da reação das pessoas já chegou a um ponto tal que ele não vê outra saída a não ser se auto –agredir, já que ele não tem coragem de agredir quem o incompreende, por receio de reações ainda mais agressivas das pessoas para com ele.
Isto sem falar que, durante este tempo todo, Juiz e Ditador Interiores ficaram pressionando-o, acusando-o de ser incapaz de reagir, de provar sua inocência, de se fazer compreendido, de não se comunicar adequadamente, enfim, chamando-o de falho, incompetente, condenando-o e ordenando que ele se puna a si mesmo por suas “falhas” agredindo a si mesmo.
Então, como evitar que tudo isto aconteça no futuro?
Em primeiro lugar, ter, na frente dele, em todas as situações que se repitam, reações previsíveis, sempre as mesmas, de preferência positivas. E nunca fazer brincadeiras imprevisíveis com ele, como, por exemplo, dar sustos nele de repente brincando, isto costuma ter consequências muito sérias para ele mais tarde.
Segundo, tomar muito cuidado com o que se fala, pois como se sabe, para o autista, pequenos gestos tem grandes significados e muita coisa que a maioria das pessoas considera que não machuca, não magoa a ninguém, ao autista machuca. Muita coisa que as pessoas em geral acham que não é nada de mais, coisinha à toa, pode traumatizar um autista. E a mágoa, que leva ao sentimento de incompreensão, injustiça, baixa a auto estima, que leva ao sentimento de inferioridade, que leva ao trauma, que leva ao acúmulo de traumas, que leva ‘a explosão ou auto-agressão.
Terceiro, evitar ao máximo que outras pessoas o agridam, o humilhem e façam gozações com ele.
Por fim, e muito importante: sempre que acontecer, procurar investigar em profundidade a cadeia de acontecimentos que ocorreu antes da auto agressão e entrevistar as pessoas, e mesmo que digam que não aconteceu nada de mais, tentar conseguir um relatório detalhado dos últimos acontecimentos, seja em casa ou na escola. Lembrem-se que enquanto a fonte de agressões e/ou provocações não parar ou for eliminada, o problema continuará. Se as auto-agressões são frequentes, é porque os fatos psicanalíticos externos que as provocaram continuam e são igualmente frequentes.
Concluindo, o recomendado é submeter o autista a um acompanhamento psicanalítico o quanto antes, para que as causas psicanalíticas sejam enfrentadas e corrigidas. Mas não só ele: se os pais não tiverem o equilíbrio emocional e paciência necessários para lidar com filhos autistas, eles também devem procurar um psicólogo para trabalhar isto e terem uma estrutura psicológica robusta e adequada para lidarem melhor com seus filhos.
É muito importante as pessoas não transferirem , ou não descontarem aos e nos autistas, suas neuroses, ansiedades, inseguranças , stress , frustrações e angústias ,depressões e etc., tudo isto o autista percebe nas pessoas (e muitas vezes não expressa que sabe) e o afeta, aumentando ainda mais as suas pressões externas, e leva a um julgamento inadequado, incompreensivo ou mesmo equivocado, do comportamento do autista, levando a atitudes equivocadas e injustas, erros de interpretação do que o autista quer ou quer expressar, que podem levar ele ao sentimento de injustiça, que tem as consequências já descritas aqui. Uma auto avaliação das pessoas que lidam com o autista, se elas estão fazendo estas coisas com ele ou não, sem ao menos perceberem (o que é muito comum) é muito importante de ser feita e corrigir isto e/ou mesmo ir a um psicólogo trabalhar estas coisas para não mais se repetirem, podem evitar muitos surtos e/ou auto agressões do autista no futuro, prevenir é sempre o melhor!
Cristiano Camargo
Hoje então vou explicar em detalhes o que acontece e porque, desta maneira pais e mães de autistas, em especial os clássicos, poderão tentar evitar estas ocorrências no Futuro.
As auto agressões elas são provocadas por outras pessoas, não são parte do autismo e nem fazem parte do autismo. Elas são provocadas por um lidar equivocado e /ou inadequado com o Autista, como rejeições, não-aceitações, bullying, agressões, traumas psicológicos graves, mágoas sentimentos de incompreensão e/ou injustiça, especialmente se estas coisas forem frequentes, sistemáticas. Como muitas vezes o autista imaturo sabe que quem o agride, incompreende, é injusto com ele, é mais forte/poderoso do que ele e ele acha que não deve expressar o que sente com medo de uma reação ainda mais negativa destas pessoas, ele se auto reprime para se defender. Só que isto vai se acumulando com o tempo e se estes eventos forem se acumulando, uma hora ele não aguenta mais e ai ou ele reage agredindo a quem o provoca, humilha, agride, não compreende, é injusto com ele, etc., ou, se o medo da reação das outras pessoas for maior do que a mágoa, o Juiz Interior dele vai julgar que ele falhou em ser capaz de reagir e se expressar , e consequentemente o Ditador Interior vai cumprir a sentença do juiz, que é punir o autista por sua falha fazendo-o agredir a si mesmo. Portanto, não é o Autismo, não faz parte dele e sim provocado por outras pessoas sem saber em alguns casos ou de propósito em outros.
Ficou vago ainda? Então vamos dar exemplos e esmiuçar em detalhes!
O Autista vê o Mundo, a Realidade, de dentro do seu Mundo Interno de Fantasia, da seguinte maneira: ele espia lá fora e tudo o que está fora lhe parece gigantesco, ameaçador, e pior, imprevisível. E porque a previsibilidade é importante para ele?
Porque, como é ele quem constrói seu próprio Mundo, cria seus próprios personagens e dá a eles a personalidade que ele quiser, e como é ele quem cria suas próprias regras e dá as ordens, e faz e desfaz regras de acordo com sua própria vontade, tudo é, portanto, previsível no Mundo dele, por que tudo está sob o controle dele.
Mas a Realidade não funciona assim, e ao conviver na Realidade e perceber esta imprevisibilidade humana, ele se assusta.
Repentinamente todas as pessoas são potencialmente agressivas, hostis, perigosas e não se tem a mínima idéia da reação que tiverem ‘as suas ações.
Quando esta agressividade da Realidade se concretiza, seja no bullying, nos gritos das pessoas com ele, nas broncas de teor humilhante (podem até nem ser, na maioria das vezes realmente nem são, mas ele as sente como humilhantes). Numa acusação injusta, nas gozações e pilhérias, de pessoas que o fazem de bobo, aí o autista passa a ter certeza de que suas suspeitas são reais, o que o aterroriza. Se estas provocações e/ou agressões se repetem sistematicamente, diariamente, os traumas psicológicos, o sentimento de rejeição, inferioridade, injustiça, incompreensão vão se acumulando com o tempo.
Para os pais ou outras pessoas que o rodeiam, este processo pode parecer ser invisível ou para eles nem existir, por que o autista aparentemente não se expressa, mostrando claramente o que está sentindo e o que está se passando com ele. Muitas vezes ele inclusive esconde estas coisas dos pais, pois está inseguro e considera a reação deles desconhecida, imprevisível, portanto temerária. E é muito comum “a ficha demorar a cair” e ele mesmo demorar horas, dias, semanas, meses para se auto conscientizar do que aconteceu, mas que há muito seu inconsciente já processou e foi acumulando.
Mas há um limite para este acúmulo e quando ele é atingido, isto pode ser externado por meio do Meltdown, ou seja, uma explosão de fúria cega atingindo aquém quer que seja que estiver na frente, ou na forma da Auto agressão.
Quando um autista chega ao ponto de se auto agredir, podem ter certeza, há por trás do gesto uma cadeia de eventos provocados por outras pessoas que vem se acumulando á meses, anos ou até décadas.
Este acúmulo é especialmente dramático para os autistas clássicos ainda não verbais. Ocorre que, ele já tinha deixado de falar por conta de traumas, rejeições, agressões, gozações, incompreensões, injustiças, segregações, ou seja por conta das consequências da imprevisibilidade humana, portanto ele já está inseguro e desconfiado, já esperando de antemão o pior das pessoas, com sentimento de inferioridade o levando ‘a auto piedade, angústia e depressão, fazendo com que ele se auto reprima ainda mais e proíba a si mesmo de falar. Só que a vida continua, e quando ele não consegue se expressar de outras formas não verbais adequadamente ou as pessoas não conseguem interpretar corretamente seus sinais ou entender o que ele quer dizer através de seus gestos e atitudes, ele se sente incompreendido. E o que ele interpreta como incompreensão passa a ser considerado por ele uma forma de agressão(embora não seja , na realidade), e se os pais, professores, colegas, vizinhos, irmãos, parentes, etc., não conseguem captar sua mensagem (que de fato ‘as vezes é dificílima de ser interpretada corretamente, posto que cheia de simbolismos, mensagens subliminares, sutilezas e muitas vezes são extremamente sutis) e o “punem” com ordens, broncas ou contestações/contrariedades, ele se sente incompreendido, frustrado e se culpa, principalmente por se auto reprimir e não se deixar falar. Esta auto repressão , se estes fatos se repetem com frequência, o podem levar a uma explosão, ou, numa auto repressão extrema (de temor das pessoas, mas também como uma mensagem de socorro, para que as pessoas , no ponto de vista dele “o percebam”, “percebam que ele existe”), ele se auto- agride, pois sua insegurança e temor da imprevisibilidade da reação das pessoas já chegou a um ponto tal que ele não vê outra saída a não ser se auto –agredir, já que ele não tem coragem de agredir quem o incompreende, por receio de reações ainda mais agressivas das pessoas para com ele.
Isto sem falar que, durante este tempo todo, Juiz e Ditador Interiores ficaram pressionando-o, acusando-o de ser incapaz de reagir, de provar sua inocência, de se fazer compreendido, de não se comunicar adequadamente, enfim, chamando-o de falho, incompetente, condenando-o e ordenando que ele se puna a si mesmo por suas “falhas” agredindo a si mesmo.
Então, como evitar que tudo isto aconteça no futuro?
Em primeiro lugar, ter, na frente dele, em todas as situações que se repitam, reações previsíveis, sempre as mesmas, de preferência positivas. E nunca fazer brincadeiras imprevisíveis com ele, como, por exemplo, dar sustos nele de repente brincando, isto costuma ter consequências muito sérias para ele mais tarde.
Segundo, tomar muito cuidado com o que se fala, pois como se sabe, para o autista, pequenos gestos tem grandes significados e muita coisa que a maioria das pessoas considera que não machuca, não magoa a ninguém, ao autista machuca. Muita coisa que as pessoas em geral acham que não é nada de mais, coisinha à toa, pode traumatizar um autista. E a mágoa, que leva ao sentimento de incompreensão, injustiça, baixa a auto estima, que leva ao sentimento de inferioridade, que leva ao trauma, que leva ao acúmulo de traumas, que leva ‘a explosão ou auto-agressão.
Terceiro, evitar ao máximo que outras pessoas o agridam, o humilhem e façam gozações com ele.
Por fim, e muito importante: sempre que acontecer, procurar investigar em profundidade a cadeia de acontecimentos que ocorreu antes da auto agressão e entrevistar as pessoas, e mesmo que digam que não aconteceu nada de mais, tentar conseguir um relatório detalhado dos últimos acontecimentos, seja em casa ou na escola. Lembrem-se que enquanto a fonte de agressões e/ou provocações não parar ou for eliminada, o problema continuará. Se as auto-agressões são frequentes, é porque os fatos psicanalíticos externos que as provocaram continuam e são igualmente frequentes.
Concluindo, o recomendado é submeter o autista a um acompanhamento psicanalítico o quanto antes, para que as causas psicanalíticas sejam enfrentadas e corrigidas. Mas não só ele: se os pais não tiverem o equilíbrio emocional e paciência necessários para lidar com filhos autistas, eles também devem procurar um psicólogo para trabalhar isto e terem uma estrutura psicológica robusta e adequada para lidarem melhor com seus filhos.
É muito importante as pessoas não transferirem , ou não descontarem aos e nos autistas, suas neuroses, ansiedades, inseguranças , stress , frustrações e angústias ,depressões e etc., tudo isto o autista percebe nas pessoas (e muitas vezes não expressa que sabe) e o afeta, aumentando ainda mais as suas pressões externas, e leva a um julgamento inadequado, incompreensivo ou mesmo equivocado, do comportamento do autista, levando a atitudes equivocadas e injustas, erros de interpretação do que o autista quer ou quer expressar, que podem levar ele ao sentimento de injustiça, que tem as consequências já descritas aqui. Uma auto avaliação das pessoas que lidam com o autista, se elas estão fazendo estas coisas com ele ou não, sem ao menos perceberem (o que é muito comum) é muito importante de ser feita e corrigir isto e/ou mesmo ir a um psicólogo trabalhar estas coisas para não mais se repetirem, podem evitar muitos surtos e/ou auto agressões do autista no futuro, prevenir é sempre o melhor!
Cristiano Camargo
Sobre os tipos de Autismo

Sobre os tipos de Autismo
Vira e mexe, muita gente me pergunta sobre os diferentes tipos de Autismo e quais as diferenças entre eles.
Então vou colocar aqui uma brevíssima descrição dos principais tipos, mais comuns*:
*(a ilustração que acompanha o texto também só mostra os tipos mais comuns)...
Tipos de Autismo:
Os principais tipos de Autismo são:
Clássico: o tipo mais comum.No autismo clássico, verifica-se em um número expressivo de casos, a presença das ocorrências coincidentes( também chamadas comumente de “comorbidades”,falarei sobre este assunto mais para a frente),que são transitórias e temporárias, todas superáveis.Na questão da verbalidade, os clássicos geralmente começam a falar na mesma idade que as crianças não- autistas( em vários casos podem começar depois) e depois de um certo(e variável) tempo, param de falar temporariamente, mas depois de certo tempo (muito variável, podendo ir de meses a algumas décadas, conforme o caso)voltam a falar fluentemente.
Alto Desempenho: Os autistas de Alto Desempenham diferem dos Clássicos apenas na incidência bem maior de casos de QI elevado ou acima da média.
SAVANT: Os Autistas do tipo SAVANT, diferem dos demais pelo talento fabuloso e espetacular para uma área muito específica do conhecimento ou a prática de uma forma de arte, com uma inteligência que beira, ou em alguns casos ultrapassa a barreira da genialidade no assunto específico que gostam e em que se especializaram.De resto, em nada diferem dos Clássicos.
Asperger: Os Autistas tipo Asperger são em muita coisa parecidos com os de Alto Desempenho:geralmente tem QI pouco acima da média, e em alguns casos , muito acima ou mesmo atingem a genialidade(em bem poucos casos,é bom frisar).Porém diferem de todos os outros tipos por geralmente não apresentarem ocorrências coincidentes e na questão da verbalidade: a maioria dos Aspergers (ou Aspies, como também gostam de serem chamados) geralmente costumam aprender a falar em idades variadas, desde a mesma idade de crianças não-autistas até quatro ou cinco anos de idade, raramente começam a falar depois desta idade, mas alguns casos assim existem também.A maioria costuma falar por volta de até os quatro ou cinco anos de idade.Só que os Aspergers,assim que aprendem e começam a falar fluentemente, diferentemente dos outros tipos, nunca mais param de falar, a verbalidade, uma vez iniciada ,é para sempre.
Lembrando sempre que os tipos que fazem parte do leque do Autismo não concorrem entre si, nem tem uma hierarquia entre si ,qualitativa ou de qualquer outro tipo,não sendo cabível nenhuma comparação entre eles.Nenhum tipo é melhor ou superior, ou pior ou inferior que o outro, são apenas diferentes entre si.
Cristiano Camargo
Vira e mexe, muita gente me pergunta sobre os diferentes tipos de Autismo e quais as diferenças entre eles.
Então vou colocar aqui uma brevíssima descrição dos principais tipos, mais comuns*:
*(a ilustração que acompanha o texto também só mostra os tipos mais comuns)...
Tipos de Autismo:
Os principais tipos de Autismo são:
Clássico: o tipo mais comum.No autismo clássico, verifica-se em um número expressivo de casos, a presença das ocorrências coincidentes( também chamadas comumente de “comorbidades”,falarei sobre este assunto mais para a frente),que são transitórias e temporárias, todas superáveis.Na questão da verbalidade, os clássicos geralmente começam a falar na mesma idade que as crianças não- autistas( em vários casos podem começar depois) e depois de um certo(e variável) tempo, param de falar temporariamente, mas depois de certo tempo (muito variável, podendo ir de meses a algumas décadas, conforme o caso)voltam a falar fluentemente.
Alto Desempenho: Os autistas de Alto Desempenham diferem dos Clássicos apenas na incidência bem maior de casos de QI elevado ou acima da média.
SAVANT: Os Autistas do tipo SAVANT, diferem dos demais pelo talento fabuloso e espetacular para uma área muito específica do conhecimento ou a prática de uma forma de arte, com uma inteligência que beira, ou em alguns casos ultrapassa a barreira da genialidade no assunto específico que gostam e em que se especializaram.De resto, em nada diferem dos Clássicos.
Asperger: Os Autistas tipo Asperger são em muita coisa parecidos com os de Alto Desempenho:geralmente tem QI pouco acima da média, e em alguns casos , muito acima ou mesmo atingem a genialidade(em bem poucos casos,é bom frisar).Porém diferem de todos os outros tipos por geralmente não apresentarem ocorrências coincidentes e na questão da verbalidade: a maioria dos Aspergers (ou Aspies, como também gostam de serem chamados) geralmente costumam aprender a falar em idades variadas, desde a mesma idade de crianças não-autistas até quatro ou cinco anos de idade, raramente começam a falar depois desta idade, mas alguns casos assim existem também.A maioria costuma falar por volta de até os quatro ou cinco anos de idade.Só que os Aspergers,assim que aprendem e começam a falar fluentemente, diferentemente dos outros tipos, nunca mais param de falar, a verbalidade, uma vez iniciada ,é para sempre.
Lembrando sempre que os tipos que fazem parte do leque do Autismo não concorrem entre si, nem tem uma hierarquia entre si ,qualitativa ou de qualquer outro tipo,não sendo cabível nenhuma comparação entre eles.Nenhum tipo é melhor ou superior, ou pior ou inferior que o outro, são apenas diferentes entre si.
Cristiano Camargo
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