domingo, 20 de julho de 2014

Escritor e educador Rubem Alves morre em Campinas aos 80 anos

Do G1 Campinas e Região
Rubem Alves (Foto: Instituto Rubem Alves)Escritor Rubem Alves morre aos 80 anos em
Campinas (SP) (Foto: Instituto Rubem Alves)









O escritor Rubem Alves, de 80 anos, morreu no fim da manhã deste sábado (19) em decorrência de falência múltipla de órgãos, segundo o Centro Médico de Campinas (SP). O educador deu entrada no hospital com quadro de insuficiência respiratória devido a uma pneumonia e estava internado desde o dia 10 de julho na Unidade de Terapia Intensiva (UTI). O óbito ocorreu às 11h50.

Na manhã deste sábado, o hospital havia enviado um boletim médico para informar que o paciente teve um agravamento da condição circulatória, e que caminhava para a falência múltipla de órgãos. Nos dias anteriores, Alves havia apresentado piora nas funções renais e pulmonar.

Velório
O corpo do escritor será velado na Câmara de Vereadores de Campinas. Inicialmente, a previsão era que a cerimônia iniciasse às 18h, mas, segundo Marcos Nooper Alves, filho do educador, houve atraso na liberação do corpo. Até as 21h20, o corpo não havia chegado.

"Sempre foi um pai maravilhoso, sempre esteve ao lado da família, foi preocupado com os filhos, com os netos. O legado que ele deixa é o legado da simplicidade. Ter mostrado que com as coisas simples, com o vento, as árvores, a gente pode ser muito feliz", disse o filho, de 52 anos.
Intelectual respeitado
Alves nasceu no dia 15 de setembro de 1933 em Boa Esperança, no Sul de Minas Gerais, e morava em Campinas há décadas. Um dos intelectuais mais respeitados do Brasil, Alves publicou diversos textos em jornais e revistas do país e atuou como cronista, pedagogo, poeta, filósofo, contador de histórias, ensaísta, teólogo, acadêmico, autor de livros infantis e até psicanalista, de acordo com sua página oficial na internet.
Rubem Alves  (Foto: Instituto Rubem Alves)Rubem Alves (Foto: Instituto Rubem Alves)
Educado em família protestante, estudou teologia no seminário Presbiteriano do Sul. Tornou-se pastor de uma comunidade presbiteriana no interior de Minas e casou com Lídia Nopper, com quem teve três filhos, Sérgio, Marcos e Raquel. O autor afirmava que descobriu que podia escrever para crianças ao inventar histórias para a filha.
Em 1963, viajou para Nova York para fazer uma pós-graduação. Retornou à paróquia em Lavras (MG), no período da ditadura militar, e foi listado entre pastores procurados pelos militares. Saiu com a família do Brasil e foi estudar em Princeton, também nos Estados Unidos, onde escreveu a tese de doutorado, que foi publicada em 1969 por uma editora católica com o título de 'A Theology of Human Hope' (Teologia da Esperança Humana).
Retornou ao Brasil em 1968 e demitiu-se da Igreja Presbiteriana. No ano seguinte foi indicado para uma vaga de professor de filosofia na Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Rio Claro (Fafi), atual Unesp, onde permaneceu até 1974.
No mesmo ano ingressou no Instituto de Filosofia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), onde fez a maior parte da sua carreira acadêmica até se aposentar no início da década de 1990. Em 1984 iniciou o curso para formação em psicanálise e teve uma clínica até 2004.
Escritor
O escritor dizia que com a literatura e a poesia começou a realizar seu sonho fracassado de ser músico. Citava como referências Nietzsche, T. S. Eliot, Kierkegaard, Camus, Lutero, Agostinho, Angelus Silésius, Guimarães Rosa, Saramago, Tao Te Ching, o livro de Eclesiastes, Bachelard, Octávio Paz, Borges, Barthes, Michael Ende, Fernando Pessoa, Adélia Prado e Manoel de Barros.
Entre as obras infantis dele estão "A volta do pássaro encantado" e "A pipa e a flor". Alves escreveu também sobre teologia, filosofia, educação, além de crônicas. É autor de "Tempus fugit", "O quarto do mistério", "A alegria de ensinar", "Por uma educação romântica" e "Filosofia da ciência", e diversos outros. Em 2009 ficou em 2º lugar do Prêmio Jabuti na categoria Contos e Crônicas, com o livro "Ostra Feliz Não Faz Pérola".
Educador
Sobre a paixão pela educação, escreveu: "Educar não é ensinar matemática, física, química, geografia, português. Essas coisas podem ser aprendidas nos livros e nos computadores. Dispensam a presença do educador. Educar é outra coisa. [...] A primeira tarefa da educação é ensinar a ver. [...] Quem vê bem nunca fica entediado com a vida. O educador aponta e sorri – e contempla os olhos do discípulo. Quando seus olhos sorriem, ele se sente feliz. Estão vendo a mesma coisa. Quando digo que minha paixão é a educação estou dizendo que desejo ter a alegria de ver os olhos dos meus discípulos, especialmente os olhos das crianças".
Escritor e educador Rubem Alves morre em Campinas aos 80 anos (Foto: Instituto Rubem Alves )Rubem Alves mantinha instituto em Campinas
(Foto: Instituto Rubem Alves)
Em entrevista à Globo News em agosto de 2012, Rubem Alves defendeu que a educação no Brasil deveria passar por mudanças. “Na educação a coisa mais deletéria na relação do professor com o aluno é dar a resposta. Ele tem que provocar a curiosidade e a pesquisa”, disse.
A prova do vestibular também foi alvo de críticas à época. “Se os reitores das universidades fizessem o vestibular, seriam reprovados, assim como os professores de cursinho. Então, por que os adolescentes têm que passar?”, indagou.
Morte e religião
Em um texto biográfico no site oficial, o educador escreveu trechos sobre a morte. "Eu achava que religião não era para garantir o céu, depois da morte, mas para tornar esse mundo melhor, enquanto estamos vivos."
Nota na íntegra do hospital
O intensivista e cardiologista do Hospital Centro Médico de Campinas, Roberto Munimis, acaba de informar a rápida evolução no quadro do paciente Rubem Alves, que veio a óbito por falência múltipla orgânica, às 11h50 do dia 19 de julho de 2014. Rubem Alves deu entrada no Centro Médico de Campinas no dia 10 de julho de 2014 e desde então está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) por apresentar insuficiência respiratória devido a uma pneumonia.

sábado, 19 de julho de 2014

Após drama, Fagner Zadra prepara volta aos palcos


O humorista perdeu os movimentos dos braços e das pernas depois que uma peça de isopor do tamanho de um carro acertou a cabeça dele. Em entrevista exclusiva, Zadra agradece o carinho do público, fala sobre a recuperação e a volta ao trabalho.

Vídeo: http://www.gazetadopovo.com.br/videos/apos-drama-fagner-zadra-prepara-volta-aos-palcos/

GAZETA DO POVO

sexta-feira, 18 de julho de 2014

Nossas leituras: do Braille aos ebooks


Falar sobre uma paixão pode ser extremamente simples e ao mesmo tempo totalmente complexo. A paixão, quando não pode ser alimentada, faz sofrer; traz uma sensação de vazio... e tende a terminar.

Nestas breves palavras, pretendo falar sobre uma paixão que me acompanha desde a infância e ao contrário das paixões arrebatadoras, que da mesma forma que vem, desaparecem no minuto ou no mês seguinte, essa paixão nunca diminuiu em mim.
Como toda criança, minha infância foi recheada de histórias contadas,principalmente pelo meu avô: uma pessoa calada mas que depois de muita insistência dos netos, deixava fluir a criatividade e nos contava belíssimas aventuras inventadas na hora, ou já pensadas para aqueles momentos. Era muito bom compartilhar aqueles minutos preciosos e tenho plena certeza de que meu avô, na sua simplicidade tão rica em sabedoria, incutiu em mim o amor que nunca mais foi embora: o amor pelos livros.
Como nasci praticamente cega, infelizmente os livros eram artigos inexistentes no meu dia-a-dia. Minha cidade, com seus pouco mais de 4 mil habitantes, jamais poderia oferecer livros em Braille. Na verdade, essa palavrinha mágica nem era conhecida do povo de lá.
Quando comecei a frequentar a escola, o gosto pela leitura aumentava acada dia e por consequência, minha frustração por não ter o que ler. A sede pelos pontinhos do Braille era tão grande, que eu lia absolutamente tudo que parava na minha mão. O conteúdo não importava; bastava ter o que ler com independência. Eu me contentava.
às vezes minha irmã lia para mim.Aqueles momentos ficaram gravados na minha memória para sempre. A gente se sentava na cama, uma ao lado da outra e sem saber, ela me deu uma das maiores alegrias. Era um grande ato de amor ler para mim, especialmente porque naqueles momentos, nós nos conectávamos não só em relação à história dentro do livro, mas havia uma conexão maior: a conexão de alma. E não estou exagerando: quem ama leitura vai entender o que estou dizendo.
Infelizmente o tempo da minha irmã era menor do que minha vontade voraz de ler e eu sempre queria mais e mais. Cada vez que ia à biblioteca da escola e me deparava com aquele acervo imenso, aumentava minha frustração por não ter acesso a tantas maravilhas contidas naquelas páginas. Sonhava em um dia poder ler uma revista, um livro qualquer que eu pudesse escolher de forma independente e ler pelo tempo que eu quisesse.
Jamais vou esquecer o dia em que, em um simples disquete, um objeto tão pequeno, eu levaria para a casa uma quantidade até então pra mim impensável de livros.
Esses livros chegaram até a mim por intermédio de amigos cegos; um grupo de pessoas que se uniu em uma lista de compartilhamento, e começou a repassar seus trabalhos. Essas pessoas adquiriam um computador e um scanner, compravam os livros e conseguiam digitalizar as páginas impressas no papel, e passar as imagens para o computador. A partir daí, quem tinha um PC  em casa começou a ter acesso, de forma totalmente independente, aos livros que desejasse. Seus computadores “liam” para elas.
Fui pra casa com meu disquete precioso e, pela primeira vez, me deparei com a indecisão: qual livro ler??? Perante tantas possibilidades, eu maravilhada com aquela novidade, queria ler tudo e sabia que seria impossível devido à quantidade. Passar pela situação inversa a que estava acostumada foi no mínimo inusitado e por fim, me decidi por "A Viuvinha", de José de Alencar. Li de cabo a rabo, sem nenhuma pausa meu primeiro livro digital. A sensação de saber que o computador “falaria” pelo tempo que eu quisesse,me dando autonomia e independência, me encantou. Daquele dia em diante, minha biblioteca só aumentava e meu fascínio pelos livros também. Sabia que dependia de outras pessoas para digitalizar; eu não tinha um scanner e sinceramente: não me animava com a possibilidade de adquirir um, pois queria mesmo ler. Egoísmo meu? Claro que sim. Não somos perfeitos.
Com os avanços tecnológicos, veio a necessidade de um formato novo de leitura para todos. Não era tão prático "carregar" o livro físico. Quem era aficionado pelas "tralhas" tecnológicas, queria poder ler, também em seus tablets, computadores, celulares...
Visando um nixo inovador no mercado, as editoras promoveram um serviço incrível, que beneficiou e continua beneficiando as pessoas com deficiência visual. Cada ebook disponibilizado para atingir o público fissurado pelas telinhas de seus aparelhos, chegava também ao público cego.
Ainda é bastante escasso os lançamentos de livros em formato digital. Porém, felizmente a procura pelos e-books tem aumentado e com isso, nós, cegos, temos cada vez mais possibilidade de entrarmos no site das lojas, fazermos nossa escolha do título desejado, comprar o livro e em minutos, termos o objeto dos sonhos nas nossas máquinas.
Dirigir-se à uma livraria, adquirir uma obra e ter acesso ao seu conteúdo, ainda que virtualmente, é, sem dúvida, uma realidade ainda inédita para as pessoas cegas, mas que promove uma igualdade já há muito tempo almejada. Nota-se, porém, que esse caminho perpassa por obstáculos que necessitam ser transpostos, sob pena de continuar uma realidade que compromete, de maneira lesiva, o acesso aos livros pelas pessoas cegas e de baixa visão.
Falo da falta de acessibilidade na compra, download e leitura das obras. As editoras e livrarias que já trabalham com o formato ePUB, tornam acessível o terceiro aspecto por mim apontado: A leitura, fase mais importante do processo. A compra e download das obras, porém, contemplam vários pontos de inacessibilidade que precisam ser sanados.
Além das obras em formato digital, que já oferecem uma independência não plena, claro, mas razoável no que diz respeito à leitura das pessoas com deficiência visual, temos ainda os audiolivros. Esse formato de obras vem sendo bastante explorado pelas editoras e, além disso, algumas instituições de e para pessoas cegas produzem livros em áudio, a exemplo da Fundação DorinaNowill para Cegos, a maior produtora de audiolivros do país, com material didático e acadêmico, de literatura, técnico-científico, etc.
Posso dizer que o contexto aqui descrito evoluiu muito nos últimos anos e principalmente com o auxílio dos meios digitais. Mas ainda precisamos pensar naquelas pessoas que não tem acesso às tecnologias e, sobretudo, melhorar a acessibilidade dos meios disponíveis.
Hoje já não consigo passar sequer uma semana sem um bom livro para ler. Sou imensamente grata aos recursos físicos e tecnológicos disponíveis, mas também sou consciente do meu papel enquanto cidadã que deve participar da construção de um mundo mais inclusivo e acessível.
http://maragabrilli.com.br/federal/noticias/2313-nossas-leituras-do-braille-aos-ebooks

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Veja o vídeo e se apaixone como nós! Família que incentiva a independência desde muito cedo nos enche de orgulho

Miguel tem 3 anos e nasceu cego. Com a ajuda de sua mãe, ele conquista, aos poucos, a independência. Veja o vídeo e se apaixone como nós! Família que incentiva a independência desde muito cedo nos enche de orgulho! http://blogs.estadao.com.br/vencer-limites/eu-quero-fazer/

 
Sentidos

Seminário Novas Perspectivas de Inclusão no Mundo do Trabalho

O nome do evento sobre o fundo de um aperto de mãos
Estão abertas as inscrições para o Seminário Novas Perspectivas de Inclusão no Mundo do Trabalho, que a Prefeitura de Curitiba promove nos dias 24 e 25 de julho. O seminário marcará a Semana de Empregabilidade da Pessoa com Deficiência, criada no ano passado por decreto do prefeito Gustavo Fruet. A programação do evento inclui palestras a divulgação de pesquisas sobre a realidade da pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho e o lançamento da Câmara de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho. As vagas são limitadas e a inscrição é gratuita.
São esperados para o seminário – que acontecerá no Centro de Educação Permanente do Parque Barigui – líderes de empresas privadas, gestores de RH, estudantes e profissionais da área da Medicina do Trabalho e da Psicologia.
A Câmara de Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho será lançada pela secretária municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Mirella Prosdocimo. Será um espaço de articulação social de instituições governamentais e não-governamentais, públicas ou privadas, com o objetivo de estimular os estudos, promover o debate e a mobilização para a inclusão de pessoas com deficiência no mundo do trabalho, bem como apoiar ações voltadas para a implementação e o aperfeiçoamento da legislação relacionada ao tema.
Também durante o seminário será divulgada a pesquisa “Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mundo do Trabalho”, realizada pela Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência, em parceria com a Secretaria Municipal do Trabalho e Emprego, Sesi, Sesc, ABRH, Fecomércio e Sest/Senat. Outros dados relevantes sobre as relações das condições da pessoa com deficiência e o mercado de trabalho serão apresentadas no Mapa do Observatório do Trabalho, da Secretaria do Trabalho e Emprego.
O evento terá a participação do vice-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região (SP), Carlos Aparício Clemente, que vai falar sobre as conquistas resultantes da mobilização social pelos direitos da pessoa com deficiência na região nos últimos 13 anos. Em Osasco o índice de cumprimento da Lei de Cotas na metalurgia alcança 87,6% e nas outras áreas da economia 60%, enquanto o índice no país é de 26%.
Outro especialista que vem de São Paulo é Alexandre Betti, que vai discorrer sobre o “Emprego Apoiado”. Esta é uma metodologia centrada na pessoa, que possibilita uma visão mais ampla das habilidades de cada um. Seu diferencial está em detectar as potencialidades da pessoa e na busca dos apoios ou tecnologias para torná-la mais independente.
Regiane Maturo vai trazer sua experiência sobre a “Metodologia SESI SENAI de Gestão e Qualificação Profissional da Pessoa com Deficiência” e os desafios da inclusão nas indústrias. As profissionais no INSS, Stela Lefko e Lucimara Penna, irão debater a “Reabilitação Profissional”, enquanto a “Segurança e Saúde Ocupacional” serão abordadas por Dr. Iros Losso e Dr. Elver Moronte, do Ministério Público do Trabalho, e Dr. Paulo Zétola, da Associação Paranaense de Medicina do Trabalho.
O seminário é promovido pela Prefeitura de Curitiba por meio das secretarias dos Direitos da Pessoa com Deficiência (SEDPcD), do Trabalho e Emprego (SMTE) e do Instituto Municipal de Administração Pública (Imap).
Seminário Novas Perspectivas de Inclusão no Mundo do Trabalho
Dia 24 de julho, das 14h às 16h, e dia 25 de julho, das 9h às 17h
Local: Centro de Educação Permanente do Parque Barigui – Av. Burle Marx, s/nº.
Entrada franca e vagas limitadas.
Inscrições e programação: www.imap.curitiba.pr.gov.br
Informações: Secretaria Especial dos Direitos da Pessoa com Deficiência/Coordenação de Relações Intersetoriais – (41) 3363-5236.

quarta-feira, 16 de julho de 2014

Instituto Claro apresenta cartilha sobre o uso de tecnologias na escola


Chegamos à Lei Brasileira da Inclusão!


Durante seis meses em que ficou em consulta pública no portal e-democracia, o Estatuto da pessoa com deficiência passou por mudanças sugeridas por você e agora ganhou um novo nome:

LEI BRASILEIRA DA INCLUSÃO....

Para chegar a este texto, que é a primeira versão do nosso trabalho, foram realizadas audiências púbicas por todo o Brasil e a população pode sugerir alterações ao projeto, tanto presencialmente, quanto aqui pelo Face e também por e-mail. No total, foram recebidas cerca de mil sugestões de todos os cantos do país.

Um processo democrático de valorização da cidadania e protagonismo da pessoa com deficiência. Minha equipe e eu agradecemos a participação de todos

Compartilho com vocês o resultado do nosso trabalho e espero a opinião de todos para que possamos colocar o projeto em votação.

Acesse o link com a redação do projeto: http://migre.me/kuqCO

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#juntospelainclusao #juntospelaLBI

Descrição da imagem para cego ver: banner de fundo azul claro. Ao lado direito a imagem de um livro aberto com vários ícones de pessoas com e sem deficiência. Acima da imagem os dizeres Lei Brasileira da Inclusão


Mara Gabrilli

Pessoas com deficiência enfrentam problemas de acessibilidade nas ruas de Boa Vista (RR)

Edilson Aguiar, cadeirante, sofre com as dificuldades ao ir para o trabalho. Secretaria diz que está reformando calçadas e 'implantando acessibilidade'.

Foto de Edilson Aguiar
Apesar da acessibilidade para cadeirantesser um direito, em Boa Vista (RR)Site externo. a lei continua sendo desrespeitada. Diversos pontos de grande circulação não contam comrampas de acesso, dificultando a vida de quem mais precisa. Um dos que se sentem prejudicados é o servidor público Edilson Aguiar, de 38 anos.
Todos os dias, ele cumpre as atividades como servidor público em uma escola do Centro de Boa Vista. Mas, chegar ao local de trabalho não é uma das tarefas mais fáceis. No caminho, faixas de pedestres facilitam a travessia da avenida Ene Garcez, mas para ele isso não é suficiente.
Sem rampas de acesso, Aguiar tem que escolher entre seguir pela rua e se arriscar, dividindo espaço com os carros, ou enfrentar as dificuldades de subir o meio-fio. A calçada, cheia de obstáculos, é mais um desafio. Em uma delas, a falta de manutenção o obriga a voltar para a rua. Uma dura rotina para quem precisa trabalhar.
"Além de não ter rampas, as ruas e calçadas são esburacadas, os acessos não existem. Para quem é cadeirante, é muito difícil. Eu tenho certa habilidade. E quem não tem? É pior ainda! Infelizmente, essa é a nossa realidade, tendo que correr riscos entre os carros. Alguns motoristas respeitam, outros não. E assim a gente vive. Bola pra frente, pois não podemos desistir!", desabafa o servidor público.
A prefeitura tem incluído as rampas nas recentes obras de mobilidade urbana da capital. O problema é que em alguns lugares existem obstáculos que podem dificultar e até impedir o acesso dos cadeirantes.
Em um rápido giro pelas ruas, as obras podem ser vistas. Em uma delas, existe uma placa de trânsito logo após a rampa. Em outra, um poste impede o acesso. Uma rampa recém-construída já apresenta problemas e precisará ser refeita. Pedaços de cimento se soltam com facilidade e começam a formar um buraco. Um grande desafio para boa-vistenses como Edilson Aguiar, que só querem ter seus direitos respeitados.
"Esperamos que melhore, que esses engenheiros de trânsito melhorem isso cada vez mais, pois tem dificultado para gente. Às vezes, há lugares que têm a faixa de pedestre, mas não têm a rampa; outros, têm a rampa, mas não a faixa", destacou.
Outro lado
A Secretaria de Obras e UrbanismoSite externo. informou que está reformando calçadas da capital e aproveitando para implantar acessiblidade nesses locais, enquanto o plano de mobilidade urbana está em análise na Caixa Econômica Federal.
A prefeitura de Boa Vista explicou que esse plano prevê melhorias para pessoas com deficiência, pedestres, ciclistas e motoristas em vários pontos da capital.
Fonte: G1Site externo.

SÃO PAULO CRIA FERRAMENTA PARA SABER OPINIÃO DE PESSOAS COM DEFICIÊNCIA SOBRE POLÍTICA PÚBLICA

http://www.deficientefisico.com/sao-paulo-cria-ferramenta-para-saber-opiniao-de-pessoas-com-deficiencia-sobre-politica-publica/
Logotipo da campanha São Paulo Mais Inclusiva
A prefeitura de São Paulo criou uma ferramenta que integra as políticas públicas para as pessoas com deficiência e quer saber a opinião das pessoas mais interessadas no assunto,  e adivinha quem são essas pessoas? Nós, deficientes.
A ferramenta esta a partir de ações organizadas em cinco eixos – Acessibilidade; Atenção à Saúde;  Acesso à Educação, Cultura e Esporte; Trabalho; Inclusão Social e Cidadania.
Para conhecer e dar sua opinião sobre cada uma das 70 ações, clique na imagem abaixo
5 eixos

terça-feira, 15 de julho de 2014

Estima-se que 60% das crianças com síndrome de Down tenham apraxia, distúrbio da fala causado por uma falha neurológica.

Estima-se que 60% das crianças com síndrome de Down tenham apraxia, distúrbio da fala causado por uma falha neurológica.
Em entrevista exclusiva para o Movimento Down, a fonoaudióloga americana Renee Hill explica o que é apraxia e os sintomas mais comuns.

Confira aqui: http://bit.ly/1oWMEAB
Movimento Down