A PUC PR incentiva o Power Soccer, uma modalidade de futebol em cadeira de rodas motorizadas. A ONG “Instituto Pontapé Inicial” sediada na universidade apoia a inclusão de deficientes físicos no esporte através de uma equipe chamada Quatro por Quatro Power Soccer. O grupo da modalidade é vice-campeão brasileiro e busca mais divulgação para o esporte, visando sua existência na Paraolimpíada do Rio de Janeiro, em 2016.
Maria Luiza Barbosa sempre observou seus dois filhos, ambos cadeirantes, limitarem seu gosto pelo futebol à tela da televisão. Mas isso mudou quando a família foi ao festival de música “Rock n' Rio” e uma equipe de inclusão convidou os rapazes para jogarem o até então desconhecido Power Soccer – jogo de futebol em cadeira de rodas motorizadas – e desde então a vida dessa família mudou.
Maria Luíza e seu marido Ilson Barbosa criaram a ONG de apoio e inclusão ao deficiente físico no esporte. Dentro deste projeto, criou-se há um ano a equipe de futebol paraesportivo “Quatro por Quatro Power Soccer”. O presidente do grupo é Ilton Barbosa Júnior, um dos filhos cadeirantes do casal.
A Pontifícia Universidade Católica do Paraná firmou parceria com esta ONG, oferecendo-lhe espaço para treinamento dos atletas todos os sábados.
Além dos coordenadores do Instituto, os atletas podem contar com apoio psicológico, tático e fisioterapêutico. Júlio Brock atua como treinador do time, Betina Schreiner é a psicóloga que atende os atletas e Luzanira Correia Feitosa fornece o atendimento fisioterapêutico. Tais profissionais trabalham voluntariamente para a ONG.
A psicóloga Betina Schreiner faz um trabalho motivacional de relaxamento e integração entre os jogadores. A sessão ocorre com os atletas unidos, numa conversa aberta e com atividades de interação. “Focamos no potencial de cada um deles”, afirma a psicóloga, que também diz ser este um trabalho desafiante e precioso. Já a fisioterapeuta Luzanira Correia Feitosa classifica os atletas para o Power Soccer de acordo com o seu nível motor, físico e mental apresentado.
Claudiane Ribeiro, mãe de um dos atletas considera que a melhora de vida dos praticantes do esporte é visível e substancial. “Houve uma mudança muito grande na autoestima dele, vaidade e também com os amigos, ele está muito mais solto”.
A atleta Agatha Vieira diz que gosta da união do grupo e a considera muito importante. “Sou melhor compreendida no mundo e no mundo deles pois antes não tinha contato com pessoas que tem os mesmos problemas físicos que eu.”
Ilton Junior, presidente da Instituição, concorda com os demais e diz que se sente mais feliz pois agora tem uma atividade motivante para praticar, antes ficava só em casa sem nada para fazer.
O diretor Ilton Barbosa reclama que como a maioria dos esportes paraolímpicos, a divulgação desta modalidade é pequena. “Lamento que poucas pessoas saibam que o Power Soccer exista e que a PUCPR apoia esse esporte para a população”. De acordo com ele, eles precisam de mais divulgação pois muitos não sabem que o portador deficiência pode praticar um esporte. “O esporte traz responsabilidade, coragem, trabalho em equipe e interação. Todos os que tem essa oportunidade tem uma grande chance de melhora, um grande exemplo de superação para a vida” declara. Eles ainda fizeram um apelo por voluntários para ajudar nos treinos e para a área de divulgação.
A evolução do Power Soccer
O grupo começou com quatro jogadores, hoje já são em vinte. Em 2012 competiram na 1º Copa Brasileira de Power Soccer no Rio de Janeiro e foram vice-campeões. Como o movimento de divulgação deste esporte ainda é lento, existem apenas duas equipes em todo o Brasil, cada equipe possui quatro times: uma no Rio de Janeiro, e esta em Curitiba.
Os esportistas usam cadeiras de rodas motorizadas com uma grade de proteção para os pés. Existe uma cadeira específica para o esporte, mais veloz, porém cara e fabricada somente fora do país. Uma empresa paulista está começando com os estudos para a fabricação nacional de cadeiras de uso exclusivo ao atleta do Power Soccer, mas o projeto está ainda em desenvolvimento.
Porém, o Power Soccer, ou Futebol em Cadeira de Rodas não é novidade. A modalidade paraesportiva nasceu na década de 70 na França e no Canadá, paralelamente. Pode ser praticado por homens, mulheres, adultos e crianças.
Somente em 2006 o esporte foi regularizado com a criação da FIPFA, a Federação Internacional de Futebol em Cadeira de Rodas. No ano seguinte foi possível a realização da primeira Copa do Mundo deste esporte. Atualmente o esporte já é praticado em mais de 18 países no mundo todo.
No Brasil, a expectativa é que o esporte já esteja hábil para sua prática na Paraolimpíada de 2016. O país é o primeiro membro sul-americano da FIPFA e responsável pela divulgação do Power Soccer para os demais países da América do Sul.
Grupo: Cristina Keune, Izabela Weber e Sâmela V Rodrigues
Jornalismo 1ºperíodo Noturno
VIA FACE https://www.facebook.com/permalink.php?story_fbid=414921518622725&id=101541653294048
sábado, 13 de julho de 2013
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Programa de computador auxilia contratação de deficientes no Paraná
Ferramenta foi criada pelo Sesi-PR para mapear espaço físico da empresa.
Produto indica qual posto de trabalho pode ser ocupado pela pessoa.
Do G1 PR com informações da RPC TV de Ponta Grossa
Uma ferramenta desenvolvida pelo Serviço Social da Indústria (Sesi) do Paranápromete facilitar o ingresso de pessoas com deficiência ao mercado de trabalho. Um programa, que pode ser usado no computador e no celular, avalia as condições físicas das empresas. Assim, ele indica quais os postos de trabalho que podem ser ocupados e por quais tipos de deficiências, respeitando as habilidades e os limites de cada pessoa.
O produto começou a ser desenvolvido em 2011 e, só depois de vários testes, pôde ser colocado em funcionamento. A iniciativa vai ajudar as empresas com mais de 100 funcionários que, por lei, são obrigadas a contratar 2% de pessoas com deficiência.
Para avaliar o espaço físico da empresa, o Sesi encaminha um engenheiro e um médico do trabalho. “A gente vai ter uma agilidade de 50% na questão de tempo. Um trabalho que demoraria 30 dias, nós vamos fazer em 15, até mesmo 10 dias”, conta o gestor Agnaldo Eduardo. Com a avaliação, os técnicos podem dizer se o local precisa de escadas ou banheiros adaptados, por exemplo.
A primeira empresa que utilizou o sistema é de Carambeí, nos Campos Gerais do estado. Em 2004, os gestores começaram a incluir pessoas com algum tipo de deficiência no quadro de funcionários. Para o coordenador de Relações de Trabalho da empresa, Carlos Mello, a iniciativa vai ajudar no processo de seleção. “De antemão, o programa vai nos antecipar informações de quais deficiências a gente pode locar nos determinados pontos da indústria”, afirma.
Os empresários que tenham dificuldades em verificar se o espaço é adequado ou não, podem procurar uma unidade do Sesi no próprio município para ver a possibilidade de implantação do sistema.
Para ajudar aluna com deficiência, professor cria mouse adaptado
Peças de informática que viravam sucata foram utilizadas no protótipo.
Equipamento fabricado no Paraná custou apenas R$ 50.
De fala mansa e jeito simples o professor de informática Jair Oliveira Júnior está revolucionando a vida da estudante Michelle Aparecida Peixoto, de 27 anos. Ela nasceu com paralisia e após ter terminado o ensino médio, se inscreveu no curso técnico em Informática do Colégio Estadual São Vicente de Paula, em Nova Esperança, no noroeste do Paraná. Michelle nunca tinha tido contato com computador e como tem dificuldades motoras, não conseguia mexer o mouse com precisão. Por isso, quase abandonou o curso. Foi aí que o professor Jair resolveu agir e em três dias criou um mouse adaptado às necessidades da aluna. Um ano depois, Michelle consegue formatar e desmontar computadores com facilidade.
Eu fiz uma cotação de preço para comprar um mouse adaptado, mas na época custava cerca de mil reais. Foi então que decidi fazer um mouse pra ela"
Jair Oliveira Júnior, professor de informática
Depois de pesquisar bastante, Jair Oliveira Júnior chegou a um protótipo de mouse que pesa pouco mais de 500 gramas e pode ser levado para todos os lugares. Ele reuniu sensores de mouses inutilizados, rolamentos e eixos de impressoras que seriam jogados fora, dois pedais de máquina de costura que estavam virando sucata em uma caixa de madeira e estruturou o equipamento. Dessa forma, ela pode acompanhar a turma de 20 alunos. “Eu fiz uma cotação de preço para comprar um mouse adaptado, mas na época custava cerca de mil reais. Foi então que decidi fazer um mouse pra ela”, conta tranquilamente o professor. O protótipo custou R$ 50 e em dez horas estava pronto para uso.
"Antes demorava muito para fazer as atividades da aula, o mouse me ajudou a ser mais precisa nos cliques e também a coordenar os movimentos”, comemora a estudante. Foi com o invento do professor que aos poucos ela passou a movimentar o mouse tradicional com tranquilidade e se adaptar ao computador.
Com o mouse pronto, agora o professor trabalha em um teclado adaptado para computador. Ele comprou uma placa de acrílico que é encontrada em vidraçarias, desenhou em cima dela as teclas do computador e com uma furadeira está fazendo furos nesses espaços. “Como ela não tem tanta precisão para digitar, os dedos escorregam no teclado e, em vez de digitar a letra D sai a F, por exemplo, com os furos a digitação vai ficar mais fácil e rápida ”, explica o professor Jair . A placa se adapta a qualquer teclado e por ser leve também pode ser transportada para qualquer lugar.
Michelle, agora, que vem de uma família carente e ainda não tem computador em casa, faz planos e não pensa em mudar de área. “Amei o curso e no fim do ano vou fazer vestibular para o curso de Sistemas de Informação na Universidade Estadual de Maringá (UEM). Não quero largar a informática tão cedo”, se diverte a estudante.
O professor que dá aulas há três anos afirma que não quer registrar as invenções, mas passar o que aprendeu pra frente. “Quem quiser ver como eu fiz é só vir aqui na escola que eu ensino, não tem segredo”, garante.
Brincar no Hospital – Hospital D. Estefânia
Brincar no Hospital – Hospital D. Estefânia
Julho 11, 2013 às 12:00 pm | Na categoria Vídeos | Deixe o seu comentárioEtiquetas: Brincar, Crianças Hospitalizadas, Dia Internacional do Brincar, Direito de Brincar, Hospital, Humanização Atendimento a Crianças, IAC-Humanização, Instituto de Apoio à Criança, Leonor Santos, Video
As crianças que estão doentes têm problemas, sofrem, mas têm também necessidade de rir, de sonhar, improvisar, imaginar, esquecer o tempo e o espaço brincando e jogando e utilizando a sua criatividade! No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia!
A ida ao hospital é vivida pela criança como uma experiência impressionante durante a qual vai aprender a conhecer o meio hospitalar: os lugares, os cheiros, os sabores, o ritmo de vida, as pessoas desconhecidas, os objetos desconhecidos, as máquinas,…
A atividade lúdica é fundamental para o desenvolvimento equilibrado da criança pois permite-lhe restaurar a sua segurança.
A atividade lúdica é fundamental para o desenvolvimento equilibrado da criança pois permite-lhe restaurar a sua segurança.
Adaptar o hospital às necessidades das crianças traduz a vontade dos adultos em encontrá-las no seu espaço. É importante desenvolver um espírito de brincar no seio da instituição hospitalar de forma global. Por espírito de brincar, entende-se que toda a equipa do hospital considere o brincar como uma necessidade vital da criança, uma fonte de prazer que favorece a expressão pessoal. Na instituição, é necessário que o brincar faça parte integrante da terapêutica e do ambiente geral. Abrir a porta do hospital à atividade lúdica permite que a criança compreenda quase instantaneamente, o esforço feito pelo serviço para a acolher. É como se fosse um sinal intermitente “Aqui as crianças são bem-vindas!”.
Brincar “aos médicos”, aos ”doentes”, com as bonecas, os ursos, os companheiros de quarto, com batas, máscaras, estetoscópios, seringas, etc., a criança brinca e representa a sua própria condição de criança hospitalizada. Por este meio ela encontra mecanismos para enfrentar os seus medos e angústias. Estimular tais brincadeiras é auxiliá-la na sua recuperação.
No Dia Internacional do Brincar/Jogar estivemos no Hospital D. Estefânia! Veja o nosso vídeo em baixo!
Leonor Santos
http://criancasatortoeadireitos.wordpress.com/2013/07/11/brincar-no-hospital-hospital-d-estefania/
TÉCNICA DA ANTECIPAÇÃO PARA DIMINUIR ANSIEDADE DE CRIANÇAS AUTISTAS
Crianças com autismo possuem um modo particular de processar informações: diante de um fato novo, elas buscam em sua mente alguma imagem correspondente a ele. Se já tiverem se deparado em este fato anteriormente, ao menos uma imagem será encontrada, e elas ficarão tranquilas porque sabem que estão diante de algo pelo qual já passaram antes.
Caso a situação seja nova, entretanto, não encontrarão nenhuma imagem em suas mentes, e por ficarão ansiosas e incomodadas. Uma forma de evitar que o desconforto surja é oferecer-lhes imagens daquilo que elas ainda não conhecem para seu repertório mental. Trata-se de uma forma de antecipar a novidade, para que quando ela ocorra de fato a criança já esteja familiarizada e preparada para lidar com ela.
O recurso da antecipação pode ser usado quando a criança passará por alguma mudança de ambiente, seja por motivo de viagem, visita a parentes e amigos, ou mesmo troca de residência ou de escola.
Mostrar a ela uma fotografia do local, explicando com detalhes o que acontecerá lá – se chegará de carro ou a pé, se tocará a campainha, quem irá atender, o que fará ao entrar no local, as pessoas que deverá encontrar – é também uma forma de explicar-lhe qual é o comportamento esperado dela.
A estratégia pode ser bastante útil na escola, sobretudo naquelas onde as crianças tendem a fazer cada atividade em uma sala diferente, o que pode confundir e perturbar a criança com autismo. Para facilitar e otimizar seu tempo, o professor pode utilizar sinais e senhas em vez de descrever detalhadamente uma imagem. Um exemplo dessa tática é habituar-se a mostrar à criança um cartão com a cor da sala – ou da porta, de uma cortina – onde será desenvolvida a atividade a seguir, por exemplo, antes de levá-la ao local.
Ações rotineiras, mas que não fazem parte do dia-a-dia da criança, como cortar os cabelos em um salão, também podem ser mais tranquilas quando se usa a antecipação. A criança pode ficar incomodada com o ruído do salão ou mesmo com a sensação dos cabelos caindo ao seu redor. Mostrar a ela fotografias de cabelos, tesouras, ou, de preferência, do próprio salão, durante alguns dias antes, ajudará a lembrá-la que o único objetivo daquela visita é ganhar um novo corte de cabelos, o que diminuirá sua ansiedade em relação ao que acontece ao seu redor.
Fonte: Desafiando el autismo.
Assinar:
Postagens (Atom)
