terça-feira, 3 de abril de 2012

Martina Roth e o bom uso da tecnologia


Martina Roth e o bom uso da tecnologia

A educadora alemã Martina Roth, defende uma transformação do processo de ensino e aprendizagem que prepare as crianças para enfrentar as novidades do século 21, com um currículo em que os projetos substituam as aulas;


VER NA ÍNTEGRA:

Voluntariado de resultados






De Lucca (ao centro), presidente da Serasa, com um grupo de funcionários: empresa é modelo em inclusão de portadores de deficiência física, que contam com programas específicos de treinamento e empregabilidade e trabalham em ambiente projetado para facilitar seu acesso e sua movimentação

EMPRESA-MODELO

Voluntariado de resultados

A Serasa incentiva o engajamento dos funcionários e troca o modelo de simples doações por consultorias completas em gestão de instituições beneficente


Todo mês de novembro, 64 instituições beneficentes de várias cidades brasileiras recebem a visita de funcionários da Serasa e de seus familiares. Eles se dividem em turmas, identificadas por camisetas de cores diferentes, e se dedicam a atividades como jardinagem, pintura, organização da farmácia, da biblioteca e até mesmo da contabilidade do lugar.
Organizados de acordo com a afinidade pessoal de cada participante, os grupos têm sempre um líder, que não ocupa cargo de chefia na empresa. "Eu e os diretores participamos, mas nunca assumimos a coordenação do grupo. Além de fazer a integração entre nossos funcionários, a iniciativa é uma oportunidade para descobrirmos bons potenciais de liderança", diz Elcio Aníbal de Lucca, presidente da Serasa. Ao todo, o Dia do Voluntário, promovido pela empresa, movimenta 2.500 pessoas em 18 municípios.
No dia-a-dia, a Serasa acompanha as atividades de 104 instituições de caridade, o que envolve o trabalho de 946 funcionários. Mais do que fazer doações, a Serasa, uma das maiores empresas do mundo em análise de crédito, preocupa-se em desenvolver para essas entidades projetos completos de gestão. As equipes dão apoio permanente em atividades como marketing, planejamento estratégico e técnicas de qualidade total. "Fazer voluntariado não é dar dinheiro. É dar o recurso necessário para criar a infra-estrutura", afirma De Lucca.
Nos últimos meses, a ONG paulistana Núcleo Assistencial Irmão Alfredo pôde constatar os benefícios provocados pela mudança de postura na gestão. Fundada em 1982, a entidade, que oferece cursos de capacitação para 500 crianças e adolescentes, começou o ano de 2007 com duas grandes empresas doadoras. Hoje, depois de um ano de aprendizado com a Serasa, tem 12 parceiros do porte de Alcoa, Cargill e Nokia. "A Serasa nos ensinou a profissionalizar a captação de recursos", diz a pedagoga Sônia Costa, responsável pelas relações institucionais da ONG.
EDIFÍCIO AMIGÁVEL
A sede da Serasa, um edifício erguido na zona sul de São Paulo, é a parte mais visível da busca da empresa pela sustentabilidade. Nela trabalham 1.595 funcionários. Inaugurado há cinco anos, o edifício é considerado exemplar pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e venceu, em 2003, um prêmio de mobilidade e sustentabilidade concedido pelo Secovi, sindicato do setor imobiliário. O prédio, construído de vidro e alumínio, preserva árvores de 50 anos. Há rampas com inclinação inferior a 15 graus, portas com largura adequada a cadeirantes, corrimões e outros recursos para facilitar a movimentação de portadores de deficiência. Os funcionários também têm à disposição salão de beleza, espaço para meditação e uma igreja. Além disso, a Escola Serasa oferece desde aulas de alfabetização até cursos em nível superior e de pós-graduação, ministrados em parceria com a Universidade de Santo Amaro e com a Fundação Getulio Vargas. "O tripé formado por atenção à sociedade, cuidado com a natureza e bom ambiente corporativo é fundamental, mas não é suficiente", diz De Lucca. "É preciso que a empresa tenha um modelo de gestão que integre esses aspectos. Nada pode ser pontual."

Em junho, 65% do capital da Serasa foi adquirido pelo grupo britânico Experian, por 2,3 bilhões de reais. O contrato prevê uma opção de compra do restante das ações nos próximos cinco anos. Atualmente, a empresa lidera o mercado de análise de crédito na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Com isso, a dúvida de especialistas é se o novo controlador vai perpetuar as políticas de sustentabilidade da Serasa (procurado por Exame, o Experian não quis falar sobre o assunto).
AVALIAÇÃO DA EMPRESA
Pontos fortes
Mantém um programa de inclusão de pessoas com deficiência que é reconhecido pela Organização das Nações Unidas.
Oferece aos funcionários cursos do ensino básico à pós-graduação.
Incentiva as entidades que recebem ajuda a repensar sua gestão.

Pontos fracos
Não tem 10% de negros em cargos de gerência nem de diretoria.
A gestão é centralizada na figura do presidente, que está no cargo há 16 anos.
Sofreu, nos últimos três anos, ações judiciais relativas à violação de normas de defesa do consumidor - segundo a Serasa, as ações foram movidas por consumidores insatisfeitos com bancos ou empresas que não retiraram seus nomes da lista de maus pagadores.

.

Estação deficiente - 23/02/2010

EM SÃO JOSÉ DOS CAMPOS ESTÁ EM PRÁTICA, EM ESCOLAS MUNICIPAIS, UM PROJETO PILOTO PARA INSERIR ALUNOS COM DEFICIÊNCIA FÍSICA NOS LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA. E A EXPECTATIVA É TANTA, QUE OS EDUCADORES ESPERAM QUE NO FUTURO, O PROJETO SEJA IMPLANTADO EM BIBLIOTECAS E ATÉ CINEMAS, COMO MOSTRA A REPÓRTER KELLEN REIS.


segunda-feira, 2 de abril de 2012

Linguagem simbólica usada com autistas pode ajudar crianças com atrasos na fala



A linguagem simbólica usada para comunicar com autistas pode ajudar crianças com atrasos na comunicação oral, disse à Lusa a coordenadora do Centro de Recursos para a Inclusão Digital (CRID) do Instituto Politécnico de Leiria (IPL).
"A população em geral pensa que a Comunicação Aumentativa está associada a deficiências graves e que até pode atrasar o desenvolvimento da fala, mas isso não é verdade", defendeu Célia Sousa a propósito do Dia Mundial para a Consciencialização do Autismo, que se assinala hoje.

O IPL e a Direção regional de Educação do Centro escolheram simbolicamente esta data para apresentar uma brochura sobre "Comunicação Aumentativa", que visa dar a conhecer às escolas, estabelecimentos de saúde, autarquias, associações e público em geral este tipo de linguagem, "procurando desmistificar algumas ideias sobre esta linguagem junto da população e até de profissionais", sustenta Célia Sousa.

A coordenadora do CRID do IPL sublinha que inclusive "nas escolas de terapia da fala existe alguma desvalorização desta forma de comunicar", pelo que a brochura, que será distribuída gratuitamente na zona centro do país (Coimbra, Aveiro, Guarda, Viseu, Castelo Branco, Leiria e Pombal), pretende ajudar a "quebrar alguns mitos".

Durante todo o dia, das 10:00 às 21:00, em Leiria, decorrem ações de sensibilização num centro comercial. Entre outras atividades, são distribuídas listas de compras nas quais é utilizada a Comunicação Aumentativa.

"Quem tiver um filho com dois ou três anos pode habituá-lo a usar esta linguagem e ele pode ajudar a fazer as compras", explica Célia Sousa.

A especialista salienta que estas ações são importantes "até porque todos já ouviram falar do Braille ou da Língua Gestual Portuguesa, mas muitos desconhecem a Comunicação Aumentativa".

Esta utiliza sistemas de comunicação através de símbolos gráficos - baseados em desenhos, com maior ou menor estruturação e com diferentes níveis de simbolismo, acompanhados pela palavra escrita. Neste grupo encontram-se os sistemas pictográficos, constituídos essencialmente por desenhos esquemáticos, com uma grande semelhança com aquilo que representam.

A brochura, de 20 páginas e cuja tiragem será de 900 exemplares é da autoria da DREC, do CRID do IPL (responsável pela sua edição) e dos Centros de Recursos Tecnológicos de Inclusão Digital de Aveiro, Castelo Branco, Coimbra, Guarda, Pombal e Viseu.
Lusa/AO online

Inclusão: 7 professoras mostram como enfrentam esse desafio


Roberta e Isabelly. Foto: Raoni Madalena
"Não me sinto sozinha nesse trabalho de inclusão. Conto com uma auxiliar em sala para dar conta de toda a turma e tenho a parceria da responsável pelo AEE. Juntas, pensamos nas melhores soluções para que Isabelly avance." Roberta Martins Braz Villaça, professora da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, SP.

Da Nova Escola

Educadoras compartilham a experiência de ensinar alunos com necessidades educacionais especiais. As soluções sempre envolvem o trabalho em equipe





Ensinar crianças e jovens com necessidades educacionais especiais (NEE) ainda é um desafio. Nos últimos dez anos, período em que a inclusão se tornou realidade, o que se viu foi a escola atendendo esse novo aluno ao mesmo tempo que aprendia a fazer isso. Hoje ainda são comuns casos de professores que recebem um ou mais alunos com deficiência ou transtorno global do desenvolvimento (TGD) e se sentem sozinhos e sem apoio, recursos ou formação para executar um bom trabalho. Dezenas de perguntas recebidas por NOVA ESCOLA tratam disso. Mas a tendência, felizmente, é de mudança - embora lenta e ainda desigual. A boa-nova é que em muitos lugares a inclusão já é um trabalho de equipe. E isso faz toda a diferença.


A experiência de Roberta Martins Braz Villaça, da EMEB Helena Zanfelici da Silva, em São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo, comprova isso. Entre seus 24 alunos da pré-escola está Isabelly Victoria Borges dos Santos, 5 anos, que tem paralisia cerebral. Apesar do comprometimento motor, a menina tem a capacidade cognitiva preservada. Na escola desde o ano passado, ela participa de todas as atividades. "Os conteúdos trabalhados em sala são os mesmos para ela. O que eu mudo são as estratégias e os recursos", explica a professora. 

Isabelly se comunica por meio da expressão facial. Com um sorriso ela escolhe as cores durante uma atividade de pintura. No parque, com a ajuda das placas de comunicação, decide se quer brincar de blocos de montar ou no escorregador. Nas atividades de escrita, indica quais letras móveis quer usar para formar as palavras e já reconhece o próprio nome. "Ela tem avançado muito e conseguido acompanhar a rotina escolar", comemora a professora. 

Roberta não está sozinha nesse trabalho. Ela conta com o apoio diário de uma auxiliar, que a ajuda na execução das atividades, na alimentação e na higiene pessoal de Isabelly. Outra parceira é a professora do atendimento educacional especializado (AEE). Num encontro semanal de uma hora, elas avaliam as necessidades da menina, pensam nas estratégias a utilizar e fazem a adaptação dos materiais. 

Inaugurada em 2001, a escola em que Roberta leciona já foi construída levando em conta a inclusão: o projeto previa um elevador e um espaço para uma futura sala de recursos. Mas daí a funcionar com qualidade, com materiais diversos e uma equipe afinada, foi um longo caminho. "Somente em 2005 passamos a contar com estagiários e auxiliares em sala", lembra a diretora, Maria do Carmo Tessaroto. 

Gestores preocupados com a questão e que buscam recursos e pessoal de apoio fazem da inclusão um projeto da escola. Dessa forma, melhoram as condições de trabalho dos professores, que passam a atuar em conjunto com um profissional responsável pelo AEE, a contar com diferentes recursos tecnológicos e a ter ciência de que o aluno com deficiência ou TGD não é responsabilidade exclusivamente sua. Com a parceria da família, as possibilidades de sucesso são ainda maiores, como você verá nas páginas a seguir. Com base nas experiências de professoras que atendem alunos com NEE, respondemos às seis perguntas mais recorrentes enviadas à redação. Essas educadoras certamente indicarão caminhos para você que, como elas, trabalha para fazer a inclusão de verdade.

Uma imagem vale mais do que mil palavras, Mãe é Mãe





domingo, 1 de abril de 2012

SOU DIFERENTE E DAÍ?



Sim, eu sou DIFERENTE, IGUAL você!!! Inclusão, um privilégio de conviver com as diferenças!! Compartilhe essa idéia! — comVanessa Arabadji.

É Amanhã !!

Do http://babaluespecial.blogspot.com.br/


Nesse dia vamos vestir azul é uma forma de demostrar o quanto cada um tem força pra mostrar a sociedade e à todos que eles merecem espaço , tratamento e dignidade e que podemos melhorar a cada dia a qualidade de vida de um autista.

sábado, 31 de março de 2012

AMOR INCLUSIVO ...



É possível amar o mundo inteiro... O amor nunca deveria ser possessivo...
Não deveria ser exclusivo, e sim inclusivo...
Quando o amor é inclusivovocê é capaz de reconhecê-lo como tal... 
Quando um amor é exclusivo,dedicado exclusivamente a uma pessoa, você o restringe tanto que acabará matando-o. Você estará destruindo sua infinitude... As pessoas deveriam amar... O amor não deveria ser apenas um relacionamento:deveria ser um estado do ser... E sempre que você ama uma pessoa, através dela ama a todos...

AUTISMO.mpg

Entendendo o Autismo - Wendy Lawson


Relatos pessoais e imagens do cotidiano autista ,família ,profissionais e ações numa sociedade que vem tendo um novo olhar de pesquisa e entendimento do AUTISMO.