
domingo, 9 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
Viva a diferença
Concepções novas mudam a forma dos produtos e melhoram a vida dos canhotos, idosos ou pessoas que têm algum tipo de deficiência física.
Concepções radicalmente novas mudam a forma dos produtos industriais, sejam carros, pias, computadores ou tesouras. O objetivo é ir além do consumidor padrão adulto, destro, nem alto nem baixo e em plena capacidade física e também respeitar as diferenças entre as pessoas.
Por Adélia Borges
O empresário norte-americano Sam Farber conseguiu realizar o sonho de muita gente. Depois de 39 anos à frente da Copco, uma empresa de panelas e artigos de cozinha em Nova York, resolveu que era tempo de gozar a vida. Vendeu a companhia por US$ 1,3 milhão e mudou-se para o sul da França, para ser colecionador de arte em tempo integral. Plano perfeito... Só que sua mulher, Betsy, começou a ter dificuldades para cozinhar por causa de uma artrite nas mãos, que a impedia de manusear as facas, colheres e abridores de latas, feitos para pessoas com destreza manual perfeita.
O empresário norte-americano Sam Farber conseguiu realizar o sonho de muita gente. Depois de 39 anos à frente da Copco, uma empresa de panelas e artigos de cozinha em Nova York, resolveu que era tempo de gozar a vida. Vendeu a companhia por US$ 1,3 milhão e mudou-se para o sul da França, para ser colecionador de arte em tempo integral. Plano perfeito... Só que sua mulher, Betsy, começou a ter dificuldades para cozinhar por causa de uma artrite nas mãos, que a impedia de manusear as facas, colheres e abridores de latas, feitos para pessoas com destreza manual perfeita.
Privar-se do prazer da cozinha afetou o cotidiano do casal e Farber voltou para Nova York determinado a produzir objetos que contemplassem dificuldades como as de Betsy, pressentindo que o problema não estava nela, mas nos produtos. Abriu a empresa Oxo International e encomendou um projeto ao escritório Smart Design. Depois de longos estudos, auxiliados pela Arthritis Foundation e pela geriatra Patricia Moore, os designers chegaram aos Good Grips, uma linha completa de utensílios de cozinha cujo "segredo" é a empunhadura mais grossa que a habitual, feita de santoprene, um material macio e que não escorrega nas mãos. O sucesso foi imediato. Só na feira de lançamento, em abril de 1990, o Oxo vendeu 750 mil unidades, como descascadores de batatas, tesouras, espremedores de alho, facas. No primeiro ano de comercialização, o faturamento foi de US$ 3,4 milhões."Os Good Grips são atraentes, divertidos e confortáveis de usar pelas pessoas saudáveis e tornam o ato de cozinhar possível para aquelas que têm deficiências temporárias ou permanentes, ou para as que estão envelhecendo, quando a força, a coordenação e o senso de percepção vão decaindo", diz o vice-presidente da Smart Design, Tucker Viemeister (ele ganhou esse nome porque seu pai trabalhou no projeto do carro Tucker, um sonho falido do design norte-americano relatado em filme por Francis Ford Coppola).
Viemeister diz que "são os produtos e a arquitetura que definem as deficiências" (em inglês, o termo parece bem menos pesado e discriminatório: disabilities, falta de habilidade). Ele é uma voz dentro de uma corrente crescente no design internacional de objetos, de equipamentos, de edifícios e de áreas urbanas, que advoga prestar muita atenção em problemas específicos de faixas esquecidas para resolver os problemas de todos.
Quem já quebrou o braço ou a perna alguma vez, sabe como é desagradável depender dos outros para atos corriqueiros, e só aí começa a reparar no grau de dificuldade que podem ter atividades que antes se faziam de maneira quase automática. Essas dificuldades "invisíveis", que poucos percebem, marcam os obstáculos enfrentados pelos canhotos. Quem é destro nem sequer imagina que banalidades do tipo abrir uma lata ou usar uma tesoura exigem muito suor. Produtos que podem ser usados tanto por destros quanto por canhotos têm uma penetração crescente no mercado. Um exemplo é o computador portátil Powerbook Apple/Macintosh. Um de seus diferenciais é ter o mouse posicionado exatamente no meio do teclado com fácil acesso para ambas as mãos. Esse modelo está estourando em vendas nos Estados Unidos.Uma das questões mais importantes no design para pessoas de idade e hábitos diferentes é a busca de uma estética não discriminatória Num mundo em que os meios de comunicação e a propaganda exaltam o tempo todo o ideal da juventude e do esplendor físico, é difícil desejar produtos que têm "escrito na cara" o fato de serem dirigidos a pessoas "anormais". "Designs pesados e embaraçosos reforçam sentimentos de isolamento e inadequação das pessoas com deficiências, contribuindo para a sua estigmatização pela sociedade", escreveu a curadora Cara McCarty no catálogo para a exposição "Design para uma vida independente", apresentada no Museu de Arte Moderna de Nova York em 1988. Segundo McCarty, freqüentemente é o equipamento usado pelo deficiente, e não o seu problema, que o deprecia aos olhos dos "normais", podendo provocar até repulsa. Com sua espontaneidade, as crianças usualmente são a, que mais expressam essa repulsa que os adultos procuram disfarçar.
Mas a estigmatização é ainda mais dolorosa quando ela é exercida sobre as crianças com problemas, desde cedo acostumadas a se verem, pelos olhos dos outros, como seres diferentes e desprezíveis. A Bissel Healthcare Company, de Michigan,
Mas a estigmatização é ainda mais dolorosa quando ela é exercida sobre as crianças com problemas, desde cedo acostumadas a se verem, pelos olhos dos outros, como seres diferentes e desprezíveis. A Bissel Healthcare Company, de Michigan,
EUA, lançou uma linha infantil que passa ao largo da discriminação. Um dos itens é o Tadpole, um conjunto de peças macias e moldadas usado para exercícios físicos com crianças com paralisia cerebral ou outras disfunções motoras. As peças são feitas de uretano flexível, à prova d’água, durável e retardador de chamas. Fixadas com velcro, podem ser livremente montadas para colocar a criança na posição sentada, deitada ou inclinada. Leve e portátil o Tadpole foi concebido para ser usado por terpeutas que vão de casa em casa para trabalhar com as crianças, mas a simplicidade das formas e a clareza de como elas se agrupam permitem que sejam deixadas nas casas para que os pais continuem a fazer os exercícios com as crianças. O Tadpole ganhou um prêmio nos Estados Unidos no ano passado, e uma das qualidades apontadas pelo júri foi a de não parecer um produto para deficientes e provavelmente atrair a atenção de qualquer criança, fazendo-a querer brincar junto.
Outro exemplo de aparência não discriminatória é a cadeira de rodas New Move, que acaba de ganhar a medalha de ouro no Idea 92, concurso anual da Industrial Design Societies of America, com o apoio da Business Week. O carácter de seu design é menos de um produto institucional e mais de uma "mountain bike". Além disso, Douglas D. Clarkson, do Art Center College of Desing, da Califórnia, usou componente normais de bicicletas e tubos padrão em vez de peças especialmente manufaturadas, o que torna sua produção extremamente barata. A New Move tem eficiência de 100% na tração, contra a média convencional de 40% ao empurrar uma roda, e atende a um antigo desejo de pessoas com problemas de locomoção. Há uma infinidade de modelos de cadeiras normais disponíveis no mercado e a escolha de uma delas passa por critérios como conforto e preço mas também pelo estilo, levando em conta a preferência de quem as usa formal? Informal? Pós-moderno? As cadeiras de rodas que sempre foram mais ou menos iguais, e quase sempre horrorosas já são usadas para disputar torneios esportivos Já era hora de tê-las também em "estilo esportivo".A tendência nos países desenvolvidos é cada vez mais considerar a cadeira de rodas como um veículo pessoal de transporte urbano. Talvez o modelo que tenha ido mais longe neste conceito seja o desenvolvido por médicos e designers suecos para a empresa norte-americana Permobil. Ela é toda voltada para ativar a independência de quem a usa.
Através de um joystick igual ao dos video-games instalado no braço da cadeira, o usuário aciona um sistema computadorizado e faz tudo. Coloca-se na posição vertical no meio de uma multidão num jogo de futebol, ou quando quer falar "de igual para igual" com um parceiro de negócios. Coloca-se na posição deitada para descansar. Sentado, aciona um elevador para pegar uma lata de cerveja no alto da prateleira do supermercado. A altura regulável permite adaptar-se às alturas das coisas e não o inverso (mudar a pia da cozinha ou a mesa do escritório). Vai para onde queira: anda na neve, em terrenos com pedras e até sobe morro. O motor elétrico é exatamente silencioso, permitindo, como diz a propaganda, que a pessoa chegue a um concerto depois que ele começou. Para usuários com dificuldade de fala, há o acessório Alpha Writer, através do qual pode escrever sentenças com ligeiros movimentos de mão e mostrá-las numa tela acoplada na cadeira (o sistema também funciona acoplado a um sintetizador de voz ou a uma impressora de computador). E com modificações na casa, pode torná-la "inteligente": com o controle remoto, faz chamadas telefônicas, aumenta o som do estéreo e abre ou fecha portas sem ter que se deslocar. "Enfocar a satisfação dos portadores de deficiências é uma forma de garantir a melhoria qualidade ambientar para todos os usuários", diz o arquiteto mineiro Marcelo Pinto Guimarães. Ele cita exemplos: O espaço adicional para manobrar cadeiras de rodas em pequenos apartamentos assegura que a especulação imobiliária respeite como mínimas as dimensões reais de conforto; barras de apoio para corrimãos em longos corredores ou escadas de poucos degraus são sempre bem acolhidas. Efeito similar se obtém com piso de textura antiderrapante telefones com controle auditivo de volume; ou maçanetas acionadas pelo cotovelo em vez de mãos ocupadas.
Guimarães é uma das maiores autoridades nesse tema no Brasil. Em 1990 concluiu um mestrado na Universidade de Nova York sobre design sem. barreiras. De volta, abriu uma empresa de projetos em arquitetura e design, e de consultaria em qualidade ambiental. Foi consultor do Prêmio Nacional de Design, Pesquisa e Adequação do Mobiliário Urbano à Pessoa Portadora de Deficiências, promovido no ano passado pelo Instituto dos Arquitetos do Brasil Seção Minas Gerais.Um dos projetos vencedores desse prêmio é um belo exemplar de design universal. O estudante Guilherme de Avelar Rosa, de Betim, bolou uma adaptação do tradicional jogo de amarelinha para que as crianças cegas ou que enxerguem mal também possam brincar. Isso é obtido através de sinais sonoros produzidos eletronicamente (uma placa de circuito eletrônico reproduz um bip com sete tonalidades, do grave ao agudo). O jogo propriamente dito é feito de placas de compensado pintada em sete cores diferentes, com números arábicos feitos de lixa colado na superfície, além de números em braile de cabeça redonda fixados na placa. Na justificativa de voto, os jurados do prêmio salientaram que esse projeto estimula a integração entre portadores e não-portadores de deficiências. Qual é a criança com visão normal que não vai querer pisar num "tapete" que emite sons?
O projeto de Avelar Rosa ainda está no papel: os empresários brasileiros consultados por ele não se sensibilizaram com a idéia de produzir para o "diferente". Não é o que acontece em outros países, como os Estados Unidos. Em reportagem recente sobre design universal, a Business Week, a revista de negócios mais lida em todo o mundo, destacou a banheira Precedence. Atentos ao fato de que o banheiro é um dos locais onde mais acontecem acidentes dentro de uma casa, os designers da Kohler, de Wisconsin, projetaram uma banheira com porta. Nada mal: você entra, acomoda-se num assento dobrável e fecha a porta. Quando a banheira começa a se encher de água, censores inflam automaticamente para impedir vazamentos.
Outra inovação neste campo é o banheiro público Inax, projetado pelo GK Design, de Tóquio. O objetivo foi prover "espaço, conforto e fácil acesso por pessoas com bagagem, com crianças, usando bengalas, velhos, jovens, etc." Eles desenvolveram quatro modelos: para uso exclusivo feminino, masculino, ambos os sexos e para portadores de deficiências. Mas mesmo os modelos normais prevêem facilidade de utilização para pessoas com diferentes graus de dificuldades físicas e são o que eles chamam de "transgeracionais", ou seja, servem para diferentes idades. Os japoneses cunharam a expressão silver industry, agora usada no mundo todo, para designar a produção para pessoas com "cabelos prateados" (entre nós, brancos). Os estudos demográficos mostram um aumento da porcentagem de idosos na composição das populações.
A expectativa de vida de seus habitantes é um dos indicadores do grau de desenvolvimento de um país. E os países desenvolvidos estão atentos à necessidade de melhorar a auto-suficiência, mobilidade e qualidade de vida dos velhos. As indústrias também estão de olho no poder aquisitivo dos idosos, em geral superior ao dos jovens, por exemplo. Um dos lançamentos recentes para esse mercado é o Microcar Vessa, inglês, cuja propaganda é toda baseada na autonomia dos idosos. Mais fácil de guiar do que os automóveis normais, extremamente compacto e conversível, o Microcar pode ser usado sob chuva ou sol, no campo e na cidade inclusive em ambientes internos como os shoppings.
É claro que esse é um privilégio caro, para poucos, mas ele mostra o grau de sofisticação tecnológica que o design de produtos pode alcançar. Mesmo porque o tema do design universal é bem mais amplo chega à escala da arquitetura ou até do desenho das cidades.
Muita gente que viaja ao exterior volta com a impressão de que nos países desenvolvidos há mais deficientes que no Brasil. Ledo engano! E que lá eles saem mais, já que as ruas, os veículos de transporte coletivo, os edifícios públicos (museus. restaurantes. escolas) estão mais preparados para recebê-los. É o que diz o sociólogo mineiro Paulo Saturnino Figueiredo, que se surpreendeu ao ouvir nos Estados Unidos que cada dólar investido em projetos para portadores de deficiências gera 10 dólares de imposto. "É a visão capitalista inteligente, porque a pessoa passa a ser produtiva". Figueiredo usa prótese nas pernas e muletas, dá aulas na Universidade e tem uma vida social intensa, locomovendo-se em Belo Horizonte com sua Parati adaptada. Mas ele acha que teve mais mobilidade quando viveu em cidades européias do que no Brasil, porque aqui não se prevê a circulação de pessoas como ele. Apesar da vontade de sair mais para se divertir, muitas vezes ele fica em casa. Em restaurantes com piso liso e derrapante, ou ainda em desníveis, a única saída para ele se movimentar seria engatinhar. Mas isso seria muito constrangedor para os outros.
Muita gente que viaja ao exterior volta com a impressão de que nos países desenvolvidos há mais deficientes que no Brasil. Ledo engano! E que lá eles saem mais, já que as ruas, os veículos de transporte coletivo, os edifícios públicos (museus. restaurantes. escolas) estão mais preparados para recebê-los. É o que diz o sociólogo mineiro Paulo Saturnino Figueiredo, que se surpreendeu ao ouvir nos Estados Unidos que cada dólar investido em projetos para portadores de deficiências gera 10 dólares de imposto. "É a visão capitalista inteligente, porque a pessoa passa a ser produtiva". Figueiredo usa prótese nas pernas e muletas, dá aulas na Universidade e tem uma vida social intensa, locomovendo-se em Belo Horizonte com sua Parati adaptada. Mas ele acha que teve mais mobilidade quando viveu em cidades européias do que no Brasil, porque aqui não se prevê a circulação de pessoas como ele. Apesar da vontade de sair mais para se divertir, muitas vezes ele fica em casa. Em restaurantes com piso liso e derrapante, ou ainda em desníveis, a única saída para ele se movimentar seria engatinhar. Mas isso seria muito constrangedor para os outros.
Várias prefeituras brasileiras, pressionadas por movimentos de portadores de deficiências, começam a seguir o exemplo do exterior. Nesse caso, acabam ganhando todos os cidadãos. Pisos rebaixados nas calçadas, por exemplo, permitem a circulação de cadeiras de rodas, mas também facilitam a vida das mães que empurram carrinho de bebê, ou de quem sai da feira com o carrinho abarrotado.
Para saber mais:
O gênio das aparências
(SUPER número 11, ano 4)
Para saber mais:
O gênio das aparências
(SUPER número 11, ano 4)
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
COMUNICAÇÃO ALTERNATIVA
O termo Comunicação Alternativa e Ampliada é utilizado para definir outras formas de comunicação como o uso de gestos, língua de sinais, expressões faciais, o uso de pranchas de alfabeto ou símbolos pictográficos, até o uso de sistemas sofisticados de computador com voz sintetizada (Glennen, 1997).
A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação e, considerada ampliada quando o indivíduo possui alguma comunicação, mas essa não é suficiente para suas trocas sociais.
No Brasil a CAA vem sendo traduzida de diferentes maneiras:
- Comunicação Alternativa e Aumentativa
- Comunicação Alternativa e Suplementar
- Comunicação Alternativa e Ampliada Estaremos utilizando Comunicação
Alternativa e Ampliada, tradução utilizada pelo grupo de pesquisa da UERJ.
Para a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, 1991) um sistema de Comunicação Alternativa é "o uso integrado de componentes incluindo símbolos, recursos, estratégias e técnicas utilizadas pelos indivíduos a fim de complementar a comunicação" (apud Gill 1997, p. 34).
Símbolos
Os símbolos são as representações visuais, auditivas ou táteis de um conceito.
Na CAA utiliza-se vários símbolos como os objetos, a fala, os gestos, a linguagem de sinais, as fotografias, os desenhos e a escrita.
Há vários tipos de símbolos que são usados para representar mensagens. Eles podem ser divididos:
- Símbolos que não necessitam de recursos externos- o indivíduo utiliza apenas o seu corpo para se comunicar. São exemplos desse sistema os gestos, os sinais manuais, as vocalizações e as expressões faciais.
- Símbolos que necessitam de recursos externos- requerem instrumentos ou equipamentos além do corpo do usuário para produzir uma mensagem. Esses sistemas podem ser muito simples, ou de baixa tecnologia ou tecnologicamente complexos ou de alta tecnologia.
SÍMBOLOS GRÁFICOS
Há uma série de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para facilitar a comunicação de pessoas com necessidades educativas especias:
- Picture Communication Symbols (PCS)
- Rebus Symbols
- Picsyms
- Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC) Blissyymbolics
- COMPIC
- Self Talk
- Pick 'N Stick
- Brady-Dobson Alternative Communication (B-DAC)
- Talking Pictures I, II e III
- Oakland Schools Picture Dictionary, entre outros.
RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA:
- Objetos reais - Os objetos reais podem ser idênticos ao que estão representando ou similares, onde há variações quanto ao tamanho, cor ou outra característica.
- Miniaturas - Os objetos em miniatura precisam ser selecionados com cuidado para que possam ser utilizados como recursos de comunicação. Devem ser consideradas as possibilidades visuais e intelectuais dos indivíduos na sua utilização.
- Objetos parciais- Em situações onde os objetos a serem representados são muito grandes a utilização de parte do objeto pode ser muito apropriada.
- Fotografias - Fotos coloridas ou preto e branco podem ser utilizadas para representar objetos, pessoas, ações, lugares ou atividades. Nas escolas muitas vezes são utilizados recortes de revistas ou embalagem de produtos.
- Símbolos gráficos- Há uma série de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para facilitar a comunicação de pessoas com necessidades educativas especias. Alguns deles são o Picture Communication Symbols (PCS), o Rebus Symbols, o Picsyms, o Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC), o Blissyymbolics, o COMPIC, o Self Talk, o Pick 'N Stick, o Brady-Dobson Alternative Communication (B-DAC), o Talking Pictures I, II e III, o Oakland Schools Picture Dictionary entre outros (Beukelman & Mirenda, 1995).
-Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números . As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário. Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
- Eye-gaze - pranchas de apontar com os olhos que são confeccionadas em formato de ferradura ( "U" ao contrário) e que podem ser dispostas sobre a mesa ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocado na vertical. O indivíduo também pode apontar com o auxílio de uma lanterna com foco convergente, fixada ao lado de sua cabeça, iluminando a resposta desejada.
- Avental - é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.
- Comunicador em forma de relógio - o comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando um botão .
RECURSOS DE ALTA TECNOLOGIA:
-
Comunicadores com voz gravada - são comunicadores onde as mensagens podem ser gravadas pelo parceiro de comunicação.
- Comunicadores com voz sintetizada - No comunicador com voz sintetizada o texto é transformado eletronicamente em voz.
- Computadores - Com o avanço da tecnologia têm surgido novos sistemas de CAA para as pessoas com necessidades especiais como o Comunique, o IntelliPics, o OverlayMaker, o ClickIt, o Boardmaker, entre outros.
Técnicas
As técnicas de seleção referem-se à forma pela qual o usuário escolhe os símbolos no seu sistema de comunicação.
É importante determinar a técnica de seleção mais eficiente para cada indivíduo. Um terapeuta ocupacional é geralmente um membro importante da equipe de avaliação. Deve ser determinado o posicionamento ideal da prancha e do usuário. A precisão, a taxa de fadiga e a velocidade são fatores a serem considerados (Johnson, 1998, p.14).
As técnicas de seleção são:
- Seleção direta - é o método mais rápido e pode ser feito através do apontar do dedo ou outra parte do corpo, com uma ponteira de cabeça ou com uma luz fixada à cabeça (Suárez, Aguilar, Rosell & Basil, 1998).
- Técnica de varredura- exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária consistente como piscar os olhos, balançar a cabeça, sorrir ou emitir um som para que possa sinalizar sua resposta. Nos recursos de baixa tecnologia o usuário vai necessitar de um facilitador para apontar os símbolos. Os métodos de varredura podem ser linear, circular, de linhas e colunas ou grupos.
- Técnica da codificação- permite a ampliação de significados a partir de um número limitado de símbolos e o aumento da velocidade. É uma técnica bastante eficiente para usuários com dificuldades motoras graves, mas exige um maior grau de abstração
Estratégias
As estratégias referem-se ao modo como os recursos da comunicação alternativa são utilizados. Por exemplo:
Adaptação do livro de história
- Letras maiúsculas ampliadas
- A associação de brinquedos ao conteúdo do livro como os bichinhos da história
-
- A construção de pranchas de comunicação relacionadas com a história
Tecnologia Assistiva
A tecnologia , e mais especificamente a tecnologia assistiva não é uma descoberta recente do homem. As pessoas nas mais diferentes culturas através da história criaram adaptações e utilizaram ferramentas especiais e, equipamentos para ajudar as pessoas com necessidades especiais em suas sociedades (King, 1999).
A Tecnologia Assistiva engloba áreas como:
- Comunicação Alternativa e Ampliada
- Adaptações de acesso ao computador
- Equipamentos de auxílio para visão e audição
- controle do meio ambiente
- Adaptação de jogos e brincadeiras
- Adaptações da postura sentada
- Mobilidade alternativa
- Próteses e a integração dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o local de trabalho.
Muitos profissionais podem estar envolvidos no trabalho da tecnologia assistiva como engenheiros, educadores, terapeutas ocupacionais, protéticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, oftalmologistas, enfermeiras, assistentes sociais, especialistas em audição, entre outras áreas.
O terapeuta ocupacional no trabalho da tecnologia assistiva tem um papel central nas discussões sobre as diferentes formas de acesso, na integração das funções sensoriais e motoras, no desenvolvimento da funcionalidade dos membros superiores e outras partes do corpo para o controle do meio ambiente e na aquisição da independência nas atividades de vida diária, na avaliação e adaptação da postura sentada e outras posturas para a realização das atividades diárias (King, 1999).
Para atender às necessidades de cada cliente, no trabalho com a tecnologia assistiva, é função do terapeuta ocupacional conhecer e analisar os recursos existentes e determinar quais os dispositivos que melhor se aplicam às diferentes situações do dia a dia. Cada recurso deve ser vivenciado pelo terapeuta ocupacional e incorporado à sua prática com os usuários da tecnologia assistiva.
Computador
As formas de acesso ao computador podem ser divididas em quatro grupos:
1. Crianças que não precisam de recursos especiais: são as crianças que apresentam alguma dificuldade de acesso mas não o suficiente para necessitar de adaptações.
2. Crianças que necessitam de adaptações em seu próprio corpo: são as crianças que se beneficiam de órteses colocadas nas mãos ou dedos que facilitam o teclar. Algumas necessitam de pulseira de peso para diminuir a incoordenação e outras de faixas para restringir o movimento dos braços. A indicação desses recursos deve ser feita por um terapeuta ocupacional. Essas crianças vão utilizar o computador sem modificações.
3. Crianças que necessitam de adaptação do próprio computador: são as crianças para as quais a introdução de recursos no próprio corpo não são suficientes ou não são eficazes.
ADAPTAÇÕES:
Colmeia de acrílico- colmeia é uma placa confeccionada de acrílico transparente onde são feitos furos do tamanho das teclas. A função dos furos é facilitar o acesso da criança ao teclado sem que ela aperte todas as teclas ao mesmo tempo. Esse recurso é também utilizado para o teclado da máquina elétrica.
Teclados alternativos - Os teclados alternativos podem ser reduzidos ou ampliados. O teclado expandido possui letras maiores, em alto contraste e com menor número de informações na prancha. O teclado reduzido é utilizado quando a pessoa tem boa coordenação, mas pequena amplitude de movimento.
Teclado sensível - O teclado sensível é uma prancha que pode ser programada em zonas de tamanhos variáveis. Funciona associado a um programa que realiza a programação do número de informações, local de pressão e que pode estar ou não associado a um sintetizador de voz.
Mouse adaptado - existem vários modelos: mouse com 5 botões, cada um deles faz o cursor andar para uma direção e o último é o do click ou double click; mouse cujo movimento do cursor acontece através de rolos; mouse em formato de caneta, entre outros.
Tela sensível ao toque- onde a criança com o dedo na tela comanda o cursor do mouse.
4. Crianças que necessitam de programas especiais: as crianças que necessitam de programas especiais são aquelas que vão interagir com o computador com o auxílio de acionadores externos, por não serem capazes de utilizar o teclado e o mouse, mesmo adaptados.
Um exemplo de programa especial criado no Brasil para trabalhar a CAA é o Software Comunique.
- Software Comunique
O Comunique é um software de comunicação que tem como objetivo desenvolver a comunicação alternativa oral e escrita de crianças com problemas motores. Foi desenvolvido pela terapeuta ocupacional Miryam Pelosi e vem sendo distribuído gratuitamente pelo Centro de Terapia Ocupacional do Rio de Janeiro.
velocidade. O software permite diferentes possibilidades de acesso através do uso dos periféricos do próprio computador como o teclado, mouse, joystick ou através de recursos mais sofisticados como a tela sensível ao toque ou acionadores externos de pressão, tração, sopro, voz, entre outros.
Apresenta possibilidades de ajuste quanto ao número de informações na tela que podem variar de 1 a 64 células; o tamanho e tipo de letras e o contraste utilizado. Os símbolos podem estar organizados em uma mesma tela ou em telas encadeadas e há cinco diferentes maneiras de escaneamento.
A comunicação é considerada alternativa quando o indivíduo não apresenta outra forma de comunicação e, considerada ampliada quando o indivíduo possui alguma comunicação, mas essa não é suficiente para suas trocas sociais.
No Brasil a CAA vem sendo traduzida de diferentes maneiras:
- Comunicação Alternativa e Aumentativa
- Comunicação Alternativa e Suplementar
- Comunicação Alternativa e Ampliada Estaremos utilizando Comunicação
Alternativa e Ampliada, tradução utilizada pelo grupo de pesquisa da UERJ.
Para a American Speech-Language-Hearing Association (ASHA, 1991) um sistema de Comunicação Alternativa é "o uso integrado de componentes incluindo símbolos, recursos, estratégias e técnicas utilizadas pelos indivíduos a fim de complementar a comunicação" (apud Gill 1997, p. 34).
Símbolos
Os símbolos são as representações visuais, auditivas ou táteis de um conceito.
Na CAA utiliza-se vários símbolos como os objetos, a fala, os gestos, a linguagem de sinais, as fotografias, os desenhos e a escrita.
Há vários tipos de símbolos que são usados para representar mensagens. Eles podem ser divididos:
- Símbolos que não necessitam de recursos externos- o indivíduo utiliza apenas o seu corpo para se comunicar. São exemplos desse sistema os gestos, os sinais manuais, as vocalizações e as expressões faciais.
- Símbolos que necessitam de recursos externos- requerem instrumentos ou equipamentos além do corpo do usuário para produzir uma mensagem. Esses sistemas podem ser muito simples, ou de baixa tecnologia ou tecnologicamente complexos ou de alta tecnologia.
SÍMBOLOS GRÁFICOS
Há uma série de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para facilitar a comunicação de pessoas com necessidades educativas especias:
- Picture Communication Symbols (PCS)
- Rebus Symbols
- Picsyms
- Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC) Blissyymbolics
- COMPIC
- Self Talk
- Pick 'N Stick
- Brady-Dobson Alternative Communication (B-DAC)
- Talking Pictures I, II e III
- Oakland Schools Picture Dictionary, entre outros.
RECURSOS DE BAIXA TECNOLOGIA:
- Objetos reais - Os objetos reais podem ser idênticos ao que estão representando ou similares, onde há variações quanto ao tamanho, cor ou outra característica.
- Miniaturas - Os objetos em miniatura precisam ser selecionados com cuidado para que possam ser utilizados como recursos de comunicação. Devem ser consideradas as possibilidades visuais e intelectuais dos indivíduos na sua utilização.
- Objetos parciais- Em situações onde os objetos a serem representados são muito grandes a utilização de parte do objeto pode ser muito apropriada.
- Fotografias - Fotos coloridas ou preto e branco podem ser utilizadas para representar objetos, pessoas, ações, lugares ou atividades. Nas escolas muitas vezes são utilizados recortes de revistas ou embalagem de produtos.
- Símbolos gráficos- Há uma série de símbolos gráficos que foram desenvolvidos para facilitar a comunicação de pessoas com necessidades educativas especias. Alguns deles são o Picture Communication Symbols (PCS), o Rebus Symbols, o Picsyms, o Pictogram Ideogram Communication Symbols (PIC), o Blissyymbolics, o COMPIC, o Self Talk, o Pick 'N Stick, o Brady-Dobson Alternative Communication (B-DAC), o Talking Pictures I, II e III, o Oakland Schools Picture Dictionary entre outros (Beukelman & Mirenda, 1995).
-Pranchas de comunicação - As pranchas de comunicação podem ser construídas utilizando-se objetos ou símbolos, letras, sílabas, palavras, frases ou números . As pranchas são personalizadas e devem considerar as possibilidades cognitivas, visuais e motoras de seu usuário. Essas pranchas podem estar soltas ou agrupadas em álbuns ou cadernos. O indivíduo vai olhar, apontar ou ter a informação apontada pelo parceiro de comunicação dependendo de sua condição motora.
- Eye-gaze - pranchas de apontar com os olhos que são confeccionadas em formato de ferradura ( "U" ao contrário) e que podem ser dispostas sobre a mesa ou apoiada em um suporte de acrílico ou plástico colocado na vertical. O indivíduo também pode apontar com o auxílio de uma lanterna com foco convergente, fixada ao lado de sua cabeça, iluminando a resposta desejada.
- Avental - é um avental confeccionado em tecido que facilita a fixação de símbolos ou letras com velcro, que é utilizado pelo parceiro. No seu avental o parceiro de comunicação prende as letras ou as palavras e a criança responde através do olhar.
- Comunicador em forma de relógio - o comunicador é um recurso que possibilita o indivíduo dar sua resposta com autonomia, mesmo quando ele apresenta uma dificuldade motora severa. Seu princípio é semelhante ao do relógio, só que é a pessoa que comanda o movimento do ponteiro apertando um botão .
RECURSOS DE ALTA TECNOLOGIA:
-
Comunicadores com voz gravada - são comunicadores onde as mensagens podem ser gravadas pelo parceiro de comunicação.
- Comunicadores com voz sintetizada - No comunicador com voz sintetizada o texto é transformado eletronicamente em voz.
- Computadores - Com o avanço da tecnologia têm surgido novos sistemas de CAA para as pessoas com necessidades especiais como o Comunique, o IntelliPics, o OverlayMaker, o ClickIt, o Boardmaker, entre outros.
Técnicas
As técnicas de seleção referem-se à forma pela qual o usuário escolhe os símbolos no seu sistema de comunicação.
É importante determinar a técnica de seleção mais eficiente para cada indivíduo. Um terapeuta ocupacional é geralmente um membro importante da equipe de avaliação. Deve ser determinado o posicionamento ideal da prancha e do usuário. A precisão, a taxa de fadiga e a velocidade são fatores a serem considerados (Johnson, 1998, p.14).
As técnicas de seleção são:
- Seleção direta - é o método mais rápido e pode ser feito através do apontar do dedo ou outra parte do corpo, com uma ponteira de cabeça ou com uma luz fixada à cabeça (Suárez, Aguilar, Rosell & Basil, 1998).
- Técnica de varredura- exige que o indivíduo tenha uma resposta voluntária consistente como piscar os olhos, balançar a cabeça, sorrir ou emitir um som para que possa sinalizar sua resposta. Nos recursos de baixa tecnologia o usuário vai necessitar de um facilitador para apontar os símbolos. Os métodos de varredura podem ser linear, circular, de linhas e colunas ou grupos.
- Técnica da codificação- permite a ampliação de significados a partir de um número limitado de símbolos e o aumento da velocidade. É uma técnica bastante eficiente para usuários com dificuldades motoras graves, mas exige um maior grau de abstração
Estratégias
As estratégias referem-se ao modo como os recursos da comunicação alternativa são utilizados. Por exemplo:
Adaptação do livro de história
- Letras maiúsculas ampliadas
- A associação de brinquedos ao conteúdo do livro como os bichinhos da história
-
- A construção de pranchas de comunicação relacionadas com a história
Tecnologia Assistiva
A tecnologia , e mais especificamente a tecnologia assistiva não é uma descoberta recente do homem. As pessoas nas mais diferentes culturas através da história criaram adaptações e utilizaram ferramentas especiais e, equipamentos para ajudar as pessoas com necessidades especiais em suas sociedades (King, 1999).
A Tecnologia Assistiva engloba áreas como:
- Comunicação Alternativa e Ampliada
- Adaptações de acesso ao computador
- Equipamentos de auxílio para visão e audição
- controle do meio ambiente
- Adaptação de jogos e brincadeiras
- Adaptações da postura sentada
- Mobilidade alternativa
- Próteses e a integração dessa tecnologia nos diferentes ambientes como a casa, a escola, a comunidade e o local de trabalho.
Muitos profissionais podem estar envolvidos no trabalho da tecnologia assistiva como engenheiros, educadores, terapeutas ocupacionais, protéticos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, oftalmologistas, enfermeiras, assistentes sociais, especialistas em audição, entre outras áreas.
O terapeuta ocupacional no trabalho da tecnologia assistiva tem um papel central nas discussões sobre as diferentes formas de acesso, na integração das funções sensoriais e motoras, no desenvolvimento da funcionalidade dos membros superiores e outras partes do corpo para o controle do meio ambiente e na aquisição da independência nas atividades de vida diária, na avaliação e adaptação da postura sentada e outras posturas para a realização das atividades diárias (King, 1999).
Para atender às necessidades de cada cliente, no trabalho com a tecnologia assistiva, é função do terapeuta ocupacional conhecer e analisar os recursos existentes e determinar quais os dispositivos que melhor se aplicam às diferentes situações do dia a dia. Cada recurso deve ser vivenciado pelo terapeuta ocupacional e incorporado à sua prática com os usuários da tecnologia assistiva.
Computador
As formas de acesso ao computador podem ser divididas em quatro grupos:
1. Crianças que não precisam de recursos especiais: são as crianças que apresentam alguma dificuldade de acesso mas não o suficiente para necessitar de adaptações.
2. Crianças que necessitam de adaptações em seu próprio corpo: são as crianças que se beneficiam de órteses colocadas nas mãos ou dedos que facilitam o teclar. Algumas necessitam de pulseira de peso para diminuir a incoordenação e outras de faixas para restringir o movimento dos braços. A indicação desses recursos deve ser feita por um terapeuta ocupacional. Essas crianças vão utilizar o computador sem modificações.
3. Crianças que necessitam de adaptação do próprio computador: são as crianças para as quais a introdução de recursos no próprio corpo não são suficientes ou não são eficazes.
ADAPTAÇÕES:
Colmeia de acrílico- colmeia é uma placa confeccionada de acrílico transparente onde são feitos furos do tamanho das teclas. A função dos furos é facilitar o acesso da criança ao teclado sem que ela aperte todas as teclas ao mesmo tempo. Esse recurso é também utilizado para o teclado da máquina elétrica.
Teclados alternativos - Os teclados alternativos podem ser reduzidos ou ampliados. O teclado expandido possui letras maiores, em alto contraste e com menor número de informações na prancha. O teclado reduzido é utilizado quando a pessoa tem boa coordenação, mas pequena amplitude de movimento.
Teclado sensível - O teclado sensível é uma prancha que pode ser programada em zonas de tamanhos variáveis. Funciona associado a um programa que realiza a programação do número de informações, local de pressão e que pode estar ou não associado a um sintetizador de voz.
Mouse adaptado - existem vários modelos: mouse com 5 botões, cada um deles faz o cursor andar para uma direção e o último é o do click ou double click; mouse cujo movimento do cursor acontece através de rolos; mouse em formato de caneta, entre outros.
Tela sensível ao toque- onde a criança com o dedo na tela comanda o cursor do mouse.
4. Crianças que necessitam de programas especiais: as crianças que necessitam de programas especiais são aquelas que vão interagir com o computador com o auxílio de acionadores externos, por não serem capazes de utilizar o teclado e o mouse, mesmo adaptados.
Um exemplo de programa especial criado no Brasil para trabalhar a CAA é o Software Comunique.
- Software Comunique
O Comunique é um software de comunicação que tem como objetivo desenvolver a comunicação alternativa oral e escrita de crianças com problemas motores. Foi desenvolvido pela terapeuta ocupacional Miryam Pelosi e vem sendo distribuído gratuitamente pelo Centro de Terapia Ocupacional do Rio de Janeiro.
velocidade. O software permite diferentes possibilidades de acesso através do uso dos periféricos do próprio computador como o teclado, mouse, joystick ou através de recursos mais sofisticados como a tela sensível ao toque ou acionadores externos de pressão, tração, sopro, voz, entre outros.
Apresenta possibilidades de ajuste quanto ao número de informações na tela que podem variar de 1 a 64 células; o tamanho e tipo de letras e o contraste utilizado. Os símbolos podem estar organizados em uma mesma tela ou em telas encadeadas e há cinco diferentes maneiras de escaneamento.
quarta-feira, 5 de janeiro de 2011
Como utilizar a tecnologia sem que ele se torne um vício?
Fontes: Globo.com
O Mais Você dessa quarta-feira, 5 de janeiro, falou sobre a mania das pessoas que ficam falando no celular, checando e-mails ou mandando torpedos enquanto fazem outras coisas. São celulares, smartphones, tablets, notebooks, netbooks... Tanta parafernália na mão que tem hora que fica difícil conversar com as pessoas. Não dá pra negar que é maravilhoso ter acesso a tudo isso. São várias ferramentas tecnológicas que nos deixam conectados o tempo todo com o mundo, mas tem gente que já não consegue mais viver sem tudo isso. Aí isso pode ser um problema...
Mas afinal o que a gente tem que fazer pra conviver com tudo o que a tecnologia oferece de melhor e não ser prejudicado por ela? Para falar sobre o assunto, Ana Maria conversou com o psicólogo e professor Rafael Zaremba, que está preparando uma tese de doutorado justamente sobre esse tema.
Segundo Rafael, o homem atual está exposto a um número excessivo de estímulos e está lutando, e sofrendo, para dar conta de todos eles. Para ele, a humanidade já viveu situações parecidas em outros momentos da história, como durante a revolução industrial. “Traçar um paralelo com outros momentos pode ser importante para lançarmos alguma luz sobre o fenômeno que estamos acompanhando agora e para tentarmos projetar algo para o futuro”, explicou.
Outro ponto que o professor julgou relevante é a mudança na noção de tempo e espaço e a total queda de fronteiras que percebemos hoje em dia.
Mais Você
O Mais Você dessa quarta-feira, 5 de janeiro, falou sobre a mania das pessoas que ficam falando no celular, checando e-mails ou mandando torpedos enquanto fazem outras coisas. São celulares, smartphones, tablets, notebooks, netbooks... Tanta parafernália na mão que tem hora que fica difícil conversar com as pessoas. Não dá pra negar que é maravilhoso ter acesso a tudo isso. São várias ferramentas tecnológicas que nos deixam conectados o tempo todo com o mundo, mas tem gente que já não consegue mais viver sem tudo isso. Aí isso pode ser um problema...
Mas afinal o que a gente tem que fazer pra conviver com tudo o que a tecnologia oferece de melhor e não ser prejudicado por ela? Para falar sobre o assunto, Ana Maria conversou com o psicólogo e professor Rafael Zaremba, que está preparando uma tese de doutorado justamente sobre esse tema.
Segundo Rafael, o homem atual está exposto a um número excessivo de estímulos e está lutando, e sofrendo, para dar conta de todos eles. Para ele, a humanidade já viveu situações parecidas em outros momentos da história, como durante a revolução industrial. “Traçar um paralelo com outros momentos pode ser importante para lançarmos alguma luz sobre o fenômeno que estamos acompanhando agora e para tentarmos projetar algo para o futuro”, explicou.
Outro ponto que o professor julgou relevante é a mudança na noção de tempo e espaço e a total queda de fronteiras que percebemos hoje em dia.
Mais Você
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Alunos podem observar o espaço em tempo real pela internet

por Moreno Bastos20
DivulgaçãoObservatório da Universidade Estadual de Ponta GrossaImagine-se sentado na frente de um simples computador observando, de perto, a Lua, estrelas, cometas ou até mesmo outros planetas. E tudo em tempo real. É isso que faz o projeto Telescópios na Escola (TnE), criado pela Fundação Vitae e voltado para estudantes do ensino fundamental ao superior. Sob a coordenação do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP (Universidade de São Paulo), fazem parte da iniciativa sete instituições acadêmicas ao redor do país, entre elas as Universidades Federais do Rio de Janeiro e de Santa Catarina.
O grande diferencial do projeto é aproximar os estudantes da astronomia. O que parece difícil e inatingível fica ao alcance dos olhos e das mãos: a interação entre alunos e o espaço é feita por meio de modernos telescópios robóticos instalados nos observatórios das instituições envolvidas. Os aparelhos são conectados à internet, tornando a sala de aula um observatório virtual. Pela web, os próprios alunos podem movimentar o aparelho, sem que necessite de conhecimento prévio de astronomia. “Também mantemos uma equipe nos observatórios para ajudar as escolas com informações e auxiliando nas observações”, afirma Laerte Sodré, coordenador do TnE e professor do Instituto Astronômico.
Além de possibilitar a observação do espaço a distância e em tempo real, o TnE possui uma série de atividades montadas para as instituições participantes. Em cada atividade, um pedaço da imensidão espacial para ser desvendado. O estudo das crateras lunares, o brilho e a cor das estrelas, as galáxias e os asteróides são alguns exemplos. Os projetos e o material didático podem ser acessados gratuitamente na página do projeto. O tempo de observação varia conforme a atividade escolhida. “Na atividade ‘Uma Viagem pelo Céu’, por exemplo, os observadores selecionam objetos como estrelas duplas, nebulosas, galáxias etc. Isso pode ser feito em uma única noite. Outros podem durar meses”, explica Sodré. Neste caso, para viabilizar o projeto, estão sendo criados bancos de dados com observações anteriores.
Interdisciplinaridade€
Mas ficar no mundo da lua não significa estar distante das outras disciplinas escolares. No projeto Telescópios na Escola, a astronomia torna-se uma atividade interdisciplinar. “Com ela, aprende-se conceitos de física, matemática, química, geologia, geografia, enfim, são ligadas várias áreas do conhecimento. E o mais interessante é ver a aplicação dos conceitos, pois muitas vezes os alunos aprendem na escola, mas não conseguem ver uma utilidade para eles”, afirma Maria Clara Amon, professora de física no ensino médio da Escola Estadual Patriarca da Independência, em Vinhedo.
Segundo ela, que organiza atividades com seus alunos no TnE desde 2008, a participação dos jovens é positiva, já que desperta a curiosidade por novas áreas de conhecimento. Maria Clara também descreve a reação dos alunos nos primeiros contatos com o observatório virtual. “Eles ficam muito surpresos de ver que é possível controlar um telescópio remotamente, usando somente a internet na própria escola”, afirma a professora, que promove aulas teóricas e práticas semanais para ajudar nas observações feitas durante o ano. Em 2008, seis de seus alunos participaram do programa de pré-iniciação científica da USP na área de astronomia.
Saiba como participar
Escolas interessadas em participar do projeto pedagógico Telescópios na Escola (TnE) devem acessar o site do projeto http://telescopiosnaescola.pro.br/ e preencher o formulário para agendamento. Assim que este agendamento é efetivado, o professor responsável recebe um nome de usuário e uma senha, com os quais poderá acessar e comandar o telescópio na data e horário agendados, via internet, a partir da própria escola. Não é preciso conhecimento prévio de astronomia. Caso seja necessário, uma equipe do TnE dará suporte para a exploração das observações.
Saiba mais
Plataforma permite criar escola virtual
Redes Sociais Virtuais: um Espaço para Efetivação da Aprendizagem Cooperativa
Vamos poetizar?!
"Deus costuma usar a solidão Às vezes, usa a raiva para que possamos compreender o infinito valor da paz. Outras vezes usa o tédio, quando quer nos mostrar a importância da aventura e do abandono. Deus costuma usar o silêncio para nos ensinar sobre a responsabilidade do que dizemos. Às vezes usa o cansaço, para que possamos compreender o valor do despertar. Outras vezes usa a doença, quando quer nos mostrar a importância da saúde. Deus costuma usar o fogo, para nos ensinar a andar sobre a água. Às vezes, usa a terra, para que possamos compreender o valor do ar. Outras vezes usa a morte, quando quer nos mostrar a importância da vida. -
Fernando Pessoa
Acessibilidade web-Custo ou Beneficio?
Leda Lucia,cega,psicóloga :
“ Eu adoro a Internet,porque posso comunicar com as pessoas posso ler jornais,revistas ,faço uma série de coisas sem sair de casa,pagamentos,compras e transações bancarias,compras.Eu uso a internet para comunicar com outros profissionais,discussão,pesquisa,importante para manter atualizado na sua área ,,principalmente no meu caso que sou cega que sem a internet seria muito difícil a autonomia e a independência que eu tenho...''
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