segunda-feira, 21 de setembro de 2015
segunda-feira, 14 de setembro de 2015
Brasileiro cria parque acessível para crianças com deficiência física
Vivemos num mundo cada vez mais pulverizado, separado por nichos e grupos que só nos distanciam ainda mais do conceito de sociedade. A necessidade de identificação e acolhimento fazem com que surjam diversas categorias e rótulos entre os “tipos” de seres humanos, sejam eles gays, negros, cadeirantes, deficientes mentais e outros.
Com isso, são criados diversos projetos de inclusão, mas, para o analista financeiro Rodolfo Henrique Fischer, conhecido por Rudi, o termo é mal aplicado. Segundo ele, a palavra “incluir” já parte automaticamente de que algo ou alguém está excluído.
Ele é o responsável pela criação da primeira unidade do Alpapato (Anna Laura Parques para Todos), primeiro parque direcionado à crianças com dificuldades físicas no Brasil, situado na AACD do Parque da Mooca, em São Paulo. São, ao todo, 15 brinquedos adaptados, ideais para a recuperação das crianças e seu desenvolvimento lúdico, sem excluí-las dos aparatos convencionais, como escorregador, trepa-trepa, cama elástica e balanços.
A ideia surgiu após uma viagem para Israel, onde Rudi conheceu uma associação que une comunidades e religiões diferentes. Um pequeno parque, com apenas um brinquedo inclusivo, acabava integrando as pessoas. Com nome em homenagem à sua filha, Anna Laura, que faleceu precocemente aos quatro anos de idade, o parque surge com o intuito de integrar, já que serve para crianças com ou sem deficiência.
A iniciativa inovadora é financiada por Rudi com ajuda de alguns colaboradores. O parque já está em expansão em Porto Alegre e Recife (AACD), em Araraquara (APAE) e no Parque do Cordeiro da Prefeitura de São Paulo. Na capital paulista, o espaço é aberto ao público, que pode frequentá-lo às segundas, quartas e sextas, das 10h às 12h, e terças e quintas, das 15h às 17h.
Todas as fotos © Alpapato
sábado, 12 de setembro de 2015
“Alzheimer, você não me venceu! Cuidei de minha mãe com dignidade, fui sua memória. Me tornei uma pessoa melhor”, desabafa Ana Heloisa Arnaut
Dona da página Alzheimer, Minha Mãe Tem traz uma nova percepção sobre a doença; relato pode ajudar outros cuidadores familiares
por Mariana Parizotto
Cerca de 1,2 milhões de brasileiros têm Alzheimer, uma enfermidade incurável que se agrava ao longo do tempo. Quase todas as suas vítimas são pessoas idosas. Talvez, por isso, tenha ficado erroneamente conhecida como “esclerose” ou “caduquice”. A doença se apresenta como demência, ou perda de funções cognitivas (memória, orientação, atenção e linguagem), causada pela morte de células cerebrais.
Foi exatamente o que aconteceu com dona Anna Izabel, que ficou nacionalmente conhecida após sua filha, Ana Heloisa, criar uma página no Facebook relatando por meio de textos e vídeos emocionantes os desafios diários da doença. Ana foi a cuidadora principal de sua mãe, falecida há dois meses em decorrência do Alzheimer.
Como setembro é o mês mundial da Doença de Alzheimer, publicaremos abaixo um texto feito por Ana Heloisa, que representa os milhares de cuidadores familiares que abrem mão da própria vida para dedicar-se aos seus entes queridos.
"Temos que mostrar a realidade dessa doença, acabar com o preconceito. Erguer a cabeça e dizer ‘eu cuido de quem amo e sinto orgulho de mim’.
Alzheimer, você nunca vai me vencer.
O amor, o sentimento, ele não levou.
Estou aqui para lutar contra você.
Você Alzheimer é terrível, impiedoso, desumano, frio, você testou minha paciência, amor, fé, esperança. Eu posso dizer que venci você.
Você me fez chorar, pensei que não iria aguentar, pensei que iria enlouquecer, jogar tudo pro auto e desaparecer.
Hoje quero rir na sua cara, não conseguiu. Estou aqui em pé, cuidei de minha mãe com dignidade, fui sua memória, ganhei carinho, beijos abraços, tivemos momentos de alegria e lembranças boas.
Alzheimer, você tentou me vencer, mais eu o venci. Ganhei conhecimento, respeito, fiquei forte e sábia.
Aprendi ler mensagens através dos olhos, entender um gesto, ser mais humana, desprendida.
Aprendi a não ficar lamentando, tomar decisões difíceis e sozinha.
Você me fez uma pessoa melhor.
Então Alzheimer, você não passa de um perdedor"
Ana Heloisa
http://www.portalplena.com/historia/842-alzheimer-voce-nao-me-venceu-cuidei-de-minha-mae-com-dignidade-fui-sua-memoria-me-tornei-uma-pessoa-melhor-desabafa-ana-heloisa-arnaut
sexta-feira, 11 de setembro de 2015
Superação: A segunda parte da história do jovem sonhador com paralisia cerebral - G1 Rio Grande...
Hermaan, luta diariamente pelos seus sonhos.
G1.GLOBO.COM
Brasileiros criam triciclo adaptado para crianças sem mobilidade nas pernas
O tecnólogo mecânico Glauco Mariano e o empreendedor Marcos Mello, se sensibilizaram com a dificuldade dos pais de crianças com deficiência para encontrar brinquedos, que colaborassem com a inclusão de seus filhos. Por isso, resolveram construir um triciclo adaptado. “A inspiração veio por meio de uma família querida que teve um filho, com dificuldades motoras. Fiquei imaginando como poderia ajudar e surgiu a ideia do triciclo”, comenta Mariano.
Mãodalinho é um triciclo para crianças de 0 a 4 anos, que não tenham mobilidade nas pernas. A adaptação consiste na utilização das mãos para movimentar o brinquedo. A idéia é que a palavra "mãodalar" se popularize como pedalar. “Nosso intuito foi desenvolver um brinquedo que as crianças pudessem brincar conjuntamente, possibilitando sua integração social e minimizando a barreira da exclusão por motivos físicos”, acrescenta Mello.
Para a construção do brinquedo, a dupla está buscando financiamento coletivo para o desenvolvimento de 12 protótipos artesanais que possibilitem a apresentação ao mercado investidor. Se conseguirem patrocínio, os protótipos serão finalizados até julho de 2015 e as parcerias para produção industrial até setembro de 2015.
Clique aqui para apoiar e conhecer mais sobre o Mãodalinho.
https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/familia/indicacao/brasileiros-criam-triciclo-adaptado-para-criancas-sem-mobilidade-nas-pernas/?utm_source=soclminer&utm_medium=soclshare&utm_campaign=soclshare_facebook
quinta-feira, 10 de setembro de 2015
Prefeitura recebe doação de brinquedo adaptado para crianças com deficiência
O prefeito de Curitiba, Gustavo Fruet, recebeu nesta quinta-feira (10) representantes do Rotary Club Curitiba Oeste e do Projeto Lazer, Inclusão e Acessibilidade (Lia) para assinar o termo de doação de um brinquedo adaptado para crianças com deficiência.
O equipamento, doado pelo Rotary Club Curitiba Oeste, Rotary Club Curitiba Brilhante, Rotary Club Curitiba Imigrantes, Rotary Club Curitiba Bom Retiro e Rotary Club Rio Negro, através do Projeto Lia, é um balanço para cadeira de rodas, que será instalado no Passeio Público.
“É o começo de uma nova visão na inclusão da cidade, pois as crianças com deficiência têm direito à diversão e alegria. Curitiba tem uma grande tradição de parques e praças para sua população, mas eles não têm nenhum brinquedo inclusivo, situação que estamos mudando na atual gestão. Agradecemos a doação do Rotary Club e vamos incentivar novas parcerias com outras instituições para que possamos democratizar e implantar esses equipamentos em diferentes áreas da cidade”, disse o prefeito.
Para Shirley Ordônio, do Projeto Lia, todas as crianças, com ou sem deficiência tem o direito a brincar em parques públicos. “A partir desse tipo de projeto é que se inicia a verdadeira inclusão e construímos uma sociedade inclusiva desde a infância. Isso é muito importante para mostrarmos que Curitiba é uma cidade inclusiva, que se preocupa com todas as crianças sem discriminação ou preconceito”, afirmou
http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/prefeitura-recebe-doacao-de-brinquedo-adaptado-para-criancas-com-deficiencia/37521#.VfGvbStqb18.facebook
domingo, 6 de setembro de 2015
sexta-feira, 4 de setembro de 2015
terça-feira, 1 de setembro de 2015
Campanha troca lacres de alumínio por cadeiras de rodas para idosos
Do G1 São Carlos e Araraquara
de lacres de alumínio (Foto: Paulo Chiari/EPTV)
A Câmara Municipal de Santa Gertrudes(SP) está recebendo doações de lacres de latas de alumínio para trocar por cadeiras de rodas e entregar ao Lar dos Velhinhos. Segundo a administração do local, 140 garrafas pet cheias de lacres poderão ser trocadas por uma cadeira de rodas.
De acordo com os organizadores, a campanha tem por objetivo conscientizar a população e mostrar que mesmo atitudes simples podem mudar a vida muitas pessoas, incluindo idosos carentes.
Lacres de todas as cores e latas de alumínio podem ser doados. Eles devem ser colocados dentro de garrafas pet de 2 litros e entregues na Câmara Municipal, localizada na Avenida 1, 217, ou no próprio Lar dos Velhinhos, na Rodovia Constante Peruchi, km 171. Mais informações: (19) 3545-1194.
quinta-feira, 27 de agosto de 2015
País será denunciado na ONU por não garantir direitos de deficientes
JAMIL CHADE - O ESTADO DE S. PAULO
Entidade avaliará políticas do Brasil e ministro Pepe Vargas tentará dar respostas às Nações Unidas nesta terça-feira
Emtidades questionam acessibilidade de pessoas com deficiência no Brasil
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GENEBRA - Especialistas, organizações não-governamentais (ONGs) e representantes da sociedade civil vão denunciar nesta terça-feira, 25, na Organização das Nações Unidas o Brasil por não garantir acesso ao transporte, educação e saúde a milhões de pessoas com deficiência no País. Hoje, em Genebra, a ONU examina as políticas do governo brasileiro em relação aos deficientes e vai cobrar respostas de Brasília em relação ao que tem sido feito para promover os direitos dessa parcela da população. O Brasil será representado pelo ministro da Secretaria de Direitos Humanos, Pepe Vargas.
Em um informe apresentado aos peritos da ONU por mais de uma dezena de organizações brasileiras e estrangeiras, as denúncias apontam que uma pessoa com deficiência no Brasil ainda vive com sérias dificuldades para ter acesso aos mesmos locais que o restante da população, seja por falta de infraestrutura adequada ou por falta de treinamento de professores, motoristas e gestores. O governo promete responder às críticas ainda nesta terça.
O exame será o primeiro que o Brasil enfrentará em uma década desde a entrada em vigor da Convenção dos Direitos de Pessoas com Deficiências. "A falta de acesso tem sido a maior barreira a ser superada no Brasil", alertou o informe apresentado pela Associação Brasileira para Ação por Direitos das Pessoas com Autismo (Abraça), a Fraternidade Cristã de Pessoas com Deficiência do Brasil (FCD), o Instituto Baresi e a Rede Brasileira do Movimento de Vida Independente, entre outras.
A lei de 2000 estabelecia até 2010 para que todo o transporte público fosse adaptado. "Mas muitas empresas ainda não cumprem a lei", acusaram as entidades. Ônibus interestatais e muitas empresas de transporte urbano ainda não teriam instalado elevadores para cadeiras de roda. Motoristas não foram instruídos a operar o sistema, quando existe, e não são poucos os casos de ônibus de linhas urbanas que "aceleram quando veem um deficiente em um ponto".
Segundo as entidades, o governo tem feito esforços para adaptar os aeroportos. Mas o mesmo compromisso não é visto com metrôs, trens e outros transportes. Os edifícios públicos teriam de ter sido adaptados até 2009. "Mas muitos ainda não estão", alerta o documento.
Com 25 milhões de pessoas com deficiências no Brasil, os grupos apontam que nem mesmo as construtoras têm erguido os novos apartamentos dentro dos padrões exigidos pela lei para garantir a circulação de cadeiras de roda ou acesso aos banheiros.
Nos centros de saúde, a questão do acesso é ainda um obstáculo. Um levantamento apresentado à ONU aponta que, de 241 unidades de saúde avaliadas em sete Estados, 60% delas não estavam adequadas a receber deficientes.
As políticas de emprego tiveram certos avanços. Mas enquanto o Brasil gerou 6,5 milhões de postos de trabalho entre 2007 e 2010, 42 mil empregos para pessoas deficientes foram fechados.
Nas escolas, a falta de assistência especializada é a barreira. Em 2008, 93 mil estudantes com deficiência foram inscritos na rede pública. Em 2014, esse número caiu para 61 mil.
Para as entidades, "o governo tem feito pouco para conscientizar a sociedade e promover os direitos e dignidade das pessoas com deficiências". Apesar das promessas feitas à sociedade civil, até hoje nenhuma campanha tem sido organizada para que se conheça os direitos dos deficientes", completou o informe apresentado pelos grupos.
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