sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

Campanha Lacre Legal consegue 13 cadeiras de roda em Votorantim




A campanha Lacre Legal, que arrecada argolinhas de latas de alumínio para trocar por cadeira de roda prossegue este ano em Votorantim. A Comissão Municipal de Assistência Social (Comas) aderiu à iniciativa em junho de 2013 e já conseguiu lacres suficientes para 13 cadeiras, faltando cerca de trinta garrafas pet cheias de lacres para conseguir mais uma.

Passadas as festas de final de ano, os colaboradores voltaram a entregar suas doações de lacres, de acordo com a Prefeitura de Votorantim. Qualquer quantidade é aceita e deve ser entregue na sede da Comas, que fica na avenida Moacir Oseias Guitte, 51, ou na sede da Prefeitura, na avenida 31 de Março, 327.

As crianças se mobilizam para participar da campanha. "Estimuladas pelas escolas ou nas próprias famílias, elas pedem os lacres para os conhecidos e conseguem motivar mais pessoas a ajudar", informa a Prefeitura. Tês meninas entregaram duas garrafas cheias de lacres de latinhas na última semana de 2014. Giulia Prado de Freitas, Ana Laura Castelhano e Maria Eduarda Castelhano foram pessoalmente fazer a entrega.

Na primeira semana de 2015, quem esteve na Comas foi Brian Gabriel de Andrade Figueiredo, de 5 anos, que mora na Vila Vasques. Acompanhado da mãe, Rosenice, Brian contou que foi guardando os lacres das bebidas consumidas na sua casa e também pelos amigos dos pais. "Várias pessoas colaboraram e, sabendo que a campanha continua, vou passar um aviso para os amigos juntarem também", conforme Rosenice.

A professora Maria Regina Miranda encheu seis garrafas com os lacres arrecadados com amigos e familiares. Satisfeitos com a quantidade de lacres que conseguiram juntar, Eutimia Bueno Magro, de 65 anos e o esposo Jurandir Magro, de 68, também comentaram com vários conhecidos sobre a campanha depois de terem visto uma notícia em jornal. "Em quatro meses conseguimos bastante e vamos continuar juntando porque não custa nada, é uma coisa que as pessoas jogam fora e vai ajudar alguém", disse Jurandir.

São necessárias 140 garrafas pet de dois litros cheias de lacres para trocar por uma cadeira de rodas. O material é equivalente a aproximadamente 80 quilos de alumínio que são vendidos para a compra das cadeiras. De acordo com a Prefeitura de Votorantim, o grupo CCR Viaoeste desenvolve a campanha Lacre Solidário desde 2012 e estendeu a iniciativa aos municípios da região.

Quem quiser saber mais sobre a campanha Lacre Legal pode consultar a página da Comas Votorantim no Facebook ou pelo telefone (15) 3353-8662.

Notícia publicada na edição de 08/01/15 do Jornal Cruzeiro do Sul, na página 004 do caderno B - o conteúdo da edição impressa na internet é atualizado diariamente após as 12h

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

A Voz da Pedra


Diáspora acelera avanço do Islã no PR

Muçulmanos se fortalecem no estado, alterando cenário cultural e econômico de mais de 20 cidades
  • O xeque Cubilas Juma, na Mesquita de Dois Vizinhos, no Sudoeste do Paraná. Região próspera vê avanço com a chegada dos estrangeiros: impacto cultural
  • O atual fluxo migratório de muçulmanos vindos da Ásia e da África está reconfigurando a cultura e a economia de pequenas e médias cidades do Paraná, um estado historicamente multifacetado na composição étnico-cultural. Já são 24 os enclaves islâmicos, um fenômeno impulsionado nos últimos quatro anos pela diáspora oriunda de 18 países, por causa da fome ou de perseguições políticas. Em 20 cidades paranaenses os muçulmanos estão organizados ou se organizando em torno de uma mesquita, o templo religioso propriamente dito, ou de uma mussala, uma espécie de capela.
    VÍDEO: Veja o avanço do Islã no interior do Paraná
    INFOGRÁFICO: Veja o crescimento do Islã no Paraná
    A contínua chegada de muçulmanos propagou os locais sagrados para o Islã no Paraná. O número de espaços dedicados à devoção a Alá é uma forma de medir o crescimento e seu nível de organização. O estado é o segundo do Brasil em templos islâmicos depois de São Paulo, metade aberta nos últimos quatro anos. São 13 mesquitas e oito mussalas. A primeira mesquita paranaense, inaugurada em 1968 em Londrina, é a segunda mais antiga do país depois da de São Paulo, de 1952. Desde então, o número cresceu lentamente até a rápida expansão a partir de 2010.
    Quantos?
    Não se sabe ao certo quantos são os muçulmanos no Brasil. O Censo 2010 do IBGE registra 35 mil, mas entidades islâmicas falam em 1,5 milhão. Essa conta não bate desde 1500. Alguns historiadores mencionam a vinda dos muçulmanos Chuhabidin Bin Májid e Mussa Bin Sáte na expedição de Pedro Álvares Cabral, embora os livros de História ignorem o fato. A colonização do país deu início a migrações esparsas, com a vinda de muçulmanos portugueses e espanhóis, ou a chegada de muçulmanos negros trazidos como escravos (resultando na Revolta do Malês, em 1835, na Bahia).
    No Paraná, os primeiros muçulmanos começaram a chegar na década de 1920, atraídos pelo libanês Hussein Ibrahim Omairi. Estabelecido primeiro em Ponta Grossa, ele viu em Curitiba melhores oportunidades e passou a chamar os parentes. O começo foi como mascate. Em 1957, fundaram uma sociedade beneficente como espaço recreativo e de apoio aos recém-chegados. Em 1972, inauguraram a mesquita. A comunidade islâmica de Curitiba tem hoje em torno de 5 mil membros, entre imigrantes e descendentes, segundo o diretor religioso da Sociedade Muçulmana Beneficente do Paraná, Gamal Omairi.
    A atual migração muçulmana ao Paraná difere daquela iniciada na década de 1920 e intensificada a partir dos anos 50, dando origem às suas três maiores irmandades islâmicas, em Foz do Iguaçu, Londrina e Curitiba. Antes, vinham imigrantes sírios, libaneses e palestinos; hoje vêm muçulmanos da África, da Ásia e do Oriente Médio. Os de antes se dedicavam ao comércio varejista, os de agora seguem o lastro das oportunidades de emprego no abate halal de aves e bovinos. Há por trás desse fenômeno um caráter econômico que tem moldado a expansão do Islã no Brasil.
    Método halal
    Maior exportador mundial de carne de frango, o país abateu 5,6 bilhões de aves em 2013 e exportou 1,8 milhão de toneladas de aves abatidas pelo método halal. Outras 318 mil toneladas de carne bovina renderam US$ 4 bilhões em vendas a países árabes. O Paraná é o maior produtor do país e o primeiro em exportação de frangos, líder também no abate halal, com US$ 2 bilhões em vendas externas em 2013. Como o abate segundo os rituais islâmicos só pode ser feito por muçulmanos, eles estão cada vez mais presentes nas cidades cuja avicultura é o motor econômico.
    Chegam fugindo da fome ou de perseguições políticas em países como Bangladesh, Afeganistão, Paquistão, Angola, Moçambique, Palestina, Iraque, Jordânia, Índia, Síria, Gana, Líbano, Guiné, Senegal, Egito, Congo, Somália e do território da Caxemira. O perfil do novo imigrante islâmico dinamiza a economia e a cultura no interior paranaense, com a instalação de um núcleo ainda que pequeno onde há o abate halal. Unidos pela crença comum e pelo local de trabalho, esse núcleo tende a estabelecer uma comunidade.
    Quando atinge um melhor grau de organização, essa comunidade costuma se tornar uma congregação, reunindo-se em um local de oração coletiva, que pode ser uma sala, uma mussala ou mesquita. Se o nível de organização aumenta, estão dadas as condições para a constituição de uma associação ou entidade beneficente muçulmana na comunidade, pontua Eonio Cunha, colaborador do Instituto Brasileiro de Estudos Islâmicos. “E para o uso de ferramentas digitais visando à difusão do Islã, como Facebook, blogs e sites na internet”, salienta.
    Uma verdadeira Conquista do Oeste
    As exportações de carne para o Oriente Médio têm determinado os rumos dos novos imigrantes muçulmanos no Brasil. A maioria chega por São Paulo ou Brasília, onde legalizam a permanência. Depois, ao buscar trabalho acabam parando nos frigoríficos, que têm motivos de sobra para contratar esses imigrantes. Apenas no ano passado foram exportadas 318 mil toneladas de carne bovina e 1,8 milhão de tonelada de aves abatidas pelo método halal, que só pode ser feito por muçulmanos.
    “O Paraná é o estado com maior número de frigoríficos e todos têm o abate halal. Daí terem vindo mais muçulmanos para essa região”, diz Muhammad Imran, supervisor desse tipo de abate pela certificadora Siil Halal no frigorífico da Copagril em Marechal Cândido Rondon, na Região Oeste. O estado tem hoje 24 cidades que atendem às exigências do islamismo para a degola de animais destinados às exportações. Em 20 delas a comunidade muçulmana já está organizada ou está se organizando em torno de uma mussala ou uma mesquita, a exemplo de Francisco Beltrão, no Sudoeste, e de Jaguapitã, no Norte.
    Em Francisco Beltrão, de 85 mil habitantes, a mesquita foi inaugurada em março de 2014. A comunidade islâmica é formada por 70 pessoas, a maioria empregada no abate . São oriundos de Bangladesh, Paquistão, Marrocos e Somália. Também há alguns árabes e brasileiros convertidos ao Islã. Em Jaguapitã, cidade de 12 mil habitantes, a mesquita foi aberta em outubro de 2013. A maioria é de bengalis e grande parte trabalha no abate halal nos frigoríficos das avícolas Avebom e Jaguafrangos.



    Vida e Cidadania | 19:33

    Islã cresce no interior do Paraná

    O estado é o segundo do Brasil em templos islâmicos, atrás apenas de São Paulo. O fluxo migratório tem reconfigurado a cultura e a economia de pequenas e médias cidades do interior do Paraná.

    O que é halal?
    Ritual islâmico movimenta mercado internacional
    Em árabe, halal significa legal ou permitido, termo usado para descrever aquilo que é permitido pelas leis da Allah (Deus). Muçulmanos só podem consumir alimentos halal, obtidos conforme os preceitos do Alcorão e da Jurisprudência Islâmica. Animais só são considerados halal se abatidos segundo os rituais islâmicos.
    Apenas muçulmano pode fazer o abate, em local separado do convencional, precedido pela frase “Em nome de Alá, o mais bondoso, o mais misericordioso”. Para permitir uma sangria única e que o animal morra sem sofrimento, o corte deve atingir a traqueia, o esôfago, artérias e a veia jugular, para todo o sangue escoar.
    A inspeção da carne necessita da presença de certificadoras halal, que garantem a procedência. As quatro principais certificadoras no país são a Alimentos Halal Brasil, a Cdial Halal, a Cibal Halal/Fambras e a Siil Halal.
    http://www.gazetadopovo.com.br/m/conteudo.phtml?tl=1&id=1524074&tit=Diaspora-acelera-avanco-do-Isla-no-PR

    Leite essencial para crianças com deficiência está em falta há 20 dias, dizem famílias

    Por Elizangela Jubanski e Bruno Henrique / Banda B.

    leite
    Cada lata tem 400 gramas, custa R$ 70 e é distribuída nas unidades de saúde de Curitiba às famílias cadastradas. Foto: BH/Banda B

    Um leite essencial para a alimentação de crianças com deficiência está em falta na rede municipal de saúde. Na manhã desta segunda-feira (5), cerca de vinte famílias se reuniram em frente a Prefeitura de Curitiba, no Centro Cívico, para protestar. A Prefeitura de Curitiba informou que o abastecimento voltará ao normal até o fim da semana.
    As famílias contaram à Banda B que o leite é um complemento de uma alimentação especial para crianças que têm deficiência física e/ou mental. Cada lata tem 400 gramas, custa R$ 70 e é distribuída nas unidades de saúde de Curitiba às famílias cadastradas.
    Entretanto, desde o último dia 13, os responsáveis por retirar as latas de leite enfrentam problemas. “Não conseguimos mais as latas e disseram pra gente que ia demorar porque a Prefeitura teria que abrir uma licitação. O problema é que a gente usa esse leite todo dia”, disse a mãe de uma criança especial, em entrevista à Banda B.
    De acordo com as manifestantes, cerca de 400 famílias estão cadastradas para receber o leite. A média mensal de uso é entre 10 a 20 latas.
    Resposta
    A Banda B entrou em contato com a Prefeitura de Curitiba que enviou à redação uma nota sobre o caso. Segue, na íntegra: “A Secretaria Municipal da Saúde informa que já restabeleceu o fornecimento das fórmulas nutricionais Nutren Jr e Nutrison Soya e similares, que haviam apresentado problemas de fornecimento no mês de dezembro. A entrega do produto aos usuários ocorre até o fim desta semana. Em 27 de outubro de 2014, a empresa distribuidora Nutrosul, responsável pela venda da fórmula Nutren Jr, informou à Prefeitura que não poderia cumprir sua obrigação de entrega alegando dificuldades financeiras. A administração notificou e multou a companhia e simultaneamente abriu um novo processo licitatório para a aquisição do alimento. Duas tentativas infundadas de impugnação do edital afetaram o cronograma de entrega do Nutren Jr e do Nutrison Soya e, após ter de cumprir os prazos legais para respostas aos questionamentos, a Secretaria da Saúde recebeu os produtos de ambas as marcas ou similares, como Pediasure Complete e Trophic Basic, que serão entregues às unidades de saúde nos próximos dias”.
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    domingo, 4 de janeiro de 2015

    "ILEGAL" - Uma história de amor permitida pela maconha

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    Tive a honra de ser convidado para a pré-estréia do filme ILEGAL que é um belo documentário sobre o uso medicinal da maconha. Nele, podemos nos envolver com as emocionantes histórias de mães e pais que lutaram pela manutenção do uso medicinal de derivados de maconha a fim de controlar doenças refratárias nos seus filhos. Os sintomas de tais doenças não foram controlados pelos medicamentos habituais. Só lhes restavam estes derivados, porém a legislação brasileira proibia a importação.

    Em função disto, inicia-se uma peregrinação e luta contra a burocracia, o pensar retrógrado e as mentes e instituições conservadoras. Luta esta, inicialmente, solitária e que gradativamente foi ganhando adeptos. As inúmeras derrotas no processo de buscar a proteção dos seus filhos não os fizeram esmorecer. O Estado e a sociedade tentaram miná-los, mas, para o bem social e da democracia, eles não desistiram. O amor deles para com os seus amados criou uma espécie de escudo incapaz de ser ultrapassado e, sempre que o desespero batia nos seus corações, borbulhava a energia capaz de manter a trajetória de luta.

    Nesta jornada, eles encararam lobos selvagens e lobos travestidos de cordeiros. Como uma avalanche, eles passaram por cima de tudo. Eles fizeram história. Eles calaram os preconceituosos. Eles mexeram com o Congresso Nacional. Eles obrigaram que as instituições arcaicas da administração pública brasileira pensassem. Eles sensibilizaram o judiciário. Eles, amorosamente e liminarmente, fizeram fazer valer o direito de ter uma vida digna e o dever deles (de pais) de proteger seus filhos. Eles foram maiores que a ciência, pois conseguiram avançar muito mais rápido, mesmo sem saber usar e interpretar regressões logísticas. Eles foram fantásticos e permitiram que, em meio a tanto caos social, encontrássemos bondade, força e coragem - sentimentos cada vez mais raros.

    A película é uma tapa no rosto dos preconceituosos e um soco no estômago dos interesses diversos por detrás das proibições. A dor deles só pode ser descrita por eles. Mesmo que tentássemos imaginar e nos transportássemos para dentro desta vivência, não conseguiríamos sentir tamanha dor. Lembrei-me de Shakespeare, que refletiu sobre a dor da seguinte forma: "todos podemos controlar a dor exceto aquele que a sente". Diante da dor deles, muitos se calaram e se esquivaram em ajudar, mas eles nunca desistiram.

    Enfim, a sociedade há de melhorar e as pessoas hão de evoluir. Talvez, isto demore e, até lá, espero encontrar pessoas como estas que participaram deste filme. Pois, só assim, poderei falar para os meus filhos que vale muito a pena viver.

    Dr. Régis Eric Maia Barros – Médico Psiquiatra
    Mestre e Doutor em Saúde Mental pela FMRP – USP
    psiquiatria@stabilispsiquiatria.com.br

    Atencao,Educadores de Autistas:Preofessores,Acompanhantes(AT),paise/ou responsáveis


    Muitos comportamentos de autistas são interpretados de forma errônea e essa tabela traduz claramente o que pode estar acontecendo com o aluno autista ao receber um comando para realizar uma atividade em sala de aula.
    https://www.facebook.com/sergioenrique.faria?fref=photo

    sábado, 3 de janeiro de 2015

    A declaração de Pablo Pineda foi um dos temas de destaque do ano de 2014.


    A declaração de Pablo Pineda foi um dos temas de destaque do ano de 2014.

    Primeiro europeu com síndrome de Down a conquistar um diploma universitário, Pineda aconselha que pais não superprotejam seus filhos.
    Aos 39 anos, o espanhol é formado em pedagogia, comanda um programa de TV, ganhou o prêmio Concha de Prata de melhor ator por seu trabalho no filme ‘Yo tambien’ e já lançou um livro "O desafio de aprender" (em tradução livre), sobre o desafio da aprendizagem.
    Saiba mais sobre Pablo Pineda aqui: http://bit.ly/13qnOUb

    segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

    Fibromialgia e o Suicídio

    Fibromialgia é uma condição de dor crónica que afeta músculos e tecidos do corpo, causando dor e rigidez.

    Esta dor pode ir de moderada a severa, e causa endurecimento por todo o corpo. Pode ser debilitante, causar solidão, ansiedade e depressão.

    Pessoas com Fibromialgia sofrem de dores tao graves, que as faz não querer sair da cama ou até vestirem-se... de manha. Isto é tao terrivelmente triste que por vezes as pessoas começam a sentir desespero e solidão.

    Em alguns casos, pessoas com Fibromialgia perdem a vontade de viver, à medida que a sua depressão aumenta.

    Apesar de a dor da Fibromialgia poder trazer grande sofrimento às pessoas – mental e físico – elas precisam de lutar bastante para manter o otimismo e pensamentos positivos.

    É importante manter uma rotina o mais regularmente possível, mesmo que esta seja unicamente em casa ou perto da mesma.

    Esta rotina pode ser simples, tal como começar o dia com um banho quente para relaxar os músculos, fazer refeições saudáveis, passar algum tempo fora de casa, e até arranjar tempo para socializar.

    Manter uma rotina pode diminuir alguma da exaustão durante o dia, visto que algumas atividades podem ser demasiado exigentes para aqueles que sofrem de Fibromialgia. Pessoas podem ter imprevistos a qualquer altura, e por isso precisam de estar preparadas para tomar uma ação nessa eventualidade. Manter uma rotina regular sempre que possível pode ajudar a reduzir a fadiga.

    Fadiga extrema é um dos sintomas da Fibromialgia que pode ser bastante debilitante. Esta fadiga piora à medida que o sono é dificultado devido à dor. Pessoas com muito cansaço e que não descansam o suficiente terão mais dificuldades em acordar de manhã e aguentar o dia-a-dia.

    Esta é a razão porque manter uma rotina é tão importante – porque o cansaço é difícil de ignorar. Acordar e ir para a cama sempre à mesma hora pode ajudar, assim como fazer diversas pausas ao longo do dia para relaxar e recarregar energias.

    Existem diferentes opções que as pessoas podem escolher para relaxar: podem ouvir música, criar arte, brincar com o seu animal de estimação e muitas mais. O mais importante é a pessoa identificar o que a relaxa e lhe traz alegria – e depois fazer essa atividade o maior número de vezes possível. É importante manter passatempos e interesses, especialmente aqueles que podem ser feitos em casa ou perto dela.

    Algumas pessoas são naturalmente mais sociáveis que outras, e para estas pode ser extremamente difícil lidar com as dores da Fibromialgia e manter uma vida social muito ativa.

    Mas só porque é mais difícil não significa, de todo, que seja impossível. Pessoas que são naturalmente sociáveis precisam de manter atividades sociais de maneira a manter o otimismo. Estar rodeada de outras pessoas é energético para pessoas sociais e manterem-se afastadas delas por causa da dor será muito mais prejudicial no final. Ter atividades sociais perto de casa pode ser muito benéfico.

    Se existe um restaurante por perto que a pessoa gosta, deve tentar lá ir uma ou mais vezes por mês, só para estar num mundo rodeado por outros, num ambiente energético. O mesmo se aplica a pessoas que adoram música, e gostam de ir a concertos e outros eventos ao vivo.

    Apesar de parecer que a dor é demasiada de suportar, pode ainda ser pior ficar em casa na cama sozinha por dias, semanas, meses sem fim. É nessa altura que a depressão ataca, e isso não é definitivamente um sitio onde qualquer pessoa quer acabar. Pode ser difícil ganhar energia para sair e participar em atividades, mas é definitivamente possível e muito benéfico.

    Se sair de casa parece esmagador, convide um amigo próximo a ir a sua casa por uma hora ou duas, só para manter a conversa em dia.

    Falar com família e amigos, e manter um contato regular e positivo não é só benéfico para aqueles que lidam com dor crónica, mas também é necessário. Pode ser difícil manter-se positivo quando vivenciam tanta dor, mas as pessoas precisam de se focar e manterem-se positivas nas suas vidas em tudo que lhes traga alegria e felicidade.

    Algumas pessoas podem gostar de socializar, enquanto outras de cozinhar, ler, ouvir música, ou um milhão de outras coisas. O mais importante é continuar a fazer atividades que trazem alegria á sua vida.



    Fonte: http://fibromyalgiatreating.com/fibromyalgia-and-suicide/

    Tradução: Fátima Figueiredo – Jovens portadores de Fibromialgia Portugal