terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

AS FAMÍLIAS E A ROTINA DAS PESSOAS IDOSAS DEPENDENTES

Dr. Márcio Borges - Geriatra e Cardiologista
Editor de conteúdo Facebook Cuidar de Idosos
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 Tudo que fazemos cotidianamente em nossa vida, da mesma maneira, por anos a fio, facilitando o... nosso dia-a-dia, chamamos de rotina. Reparem que tomamos banho geralmente no mesmo horário, acordamos e dormimos no mesmo horário, temos uma rotina de horários para o trabalho, para o estudo e para o lazer. Como frisamos, a rotina facilita muito a nossa vida.

Isso também é verdadeiro para o cuidado com a pessoa idosa dependente. Ter uma rotina de cuidados e de atenção ao idoso, faz bem para quem é cuidado e para quem cuida. Ao contrário, uma casa desestruturada, sem horários para acordar, para banho, para almoço e jantar, normalmente pode ser um fator de piora e de desleixo para com a saúde e o bem estar do idoso dependente.

Apesar de estar mais dependente, a pessoa idosa deverá sempre ser estimulada a ajudar ou até realizar sozinho as atividades de seu dia-a-dia. A qualidade de vida dela está ligada diretamente a isso. Ajude-a a fazer as coisas, mas não faça tudo por ela, caso a pessoa idosa possa realmente fazer. Isso poderá ajudá-la a manter um certo grau de independência e de autonomia.

A personalidade e a dignidade da pessoa idosa devem ser respeitadas, seja qual for a sua idade. O respeito e o carinho podem repercutir em seu equilíbrio emocional, já abalado pela dependência.
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UEL cria cadeira de rodas que move paraplégicos por meio de sopro


Cadeira custará cerca de R$ 6 mil no Brasil; no exterior, custa R$ 70 mil. (Foto: UEL/Divulgação)Cadeira custará cerca de R$ 6 mil no Brasil; no exterior, custa R$ 70 mil. (Foto: UEL/Divulgação)
Estudantes e professores de engenharia elétrica da Universidade Estadual de Londrina (UEL) desenvolveram uma cadeira de rodas que se move por meio do sopro. O protótipo foi testado nesta segunda-feira (10), no campus da universidade, por cinco pessoas paraplégicas com diferentes níveis de lesão.
O produto funciona por meio do oxigênio, expirado ou inspirado pelo usuário, praticamente sem esforço motor. São dois canos acoplados à cadeira, onde o usuário assopra ou suga o ar, gerando movimentos por meio de um sensor de pressão. Uma entrada de ar controla movimentos para frente e para trás; a outra, para os lados.
  "Nosso desenvolvimento não foi a cadeira, foi a interface. É algo inovador, de baixo custo, para ajudar pessoas que não têm movimentos nos braços e nas pernas. Por meio do sopro ou da sucção, eles conseguem se locomover para frente, para trás e para os lados. O usuário ganha autonomia para se lomover, principalmente em casa", explica Sílvia Galvão Cervantes, diretora do Centro de Tecnologia e Urbanismo (CTU) da UEL e uma das coordenadoras do projeto.
Quando tiver disponível em lojas, a cadeira de rodas deve custar aproximadamente R$ 6 mil no Brasil, segundo a professora. O preço é muito inferior a produtos parecidos comercializados no exterior, cujo preço é de R$ 70 mil, em média. "Além disso, a interface é amigável, simples. Esperamos que, até o fim do ano, o produto já esteja no mercado", projeta Sílvia.
Todos os cadeirantes que testaram a cadeira de rodas nesta segunda-feira fazem parte de uma equipe de basquete que treina na UEL. Depois do teste, eles responderam a um questionário para avaliar o projeto e ajudar nos ajustes finais. A concepção será transferida para alguma empresa, conforme a universidade.
O desenvolvimento da cadeira de rodas inovadora durou mais de dez anos, afirma a UEL. O primeiro protótipo dela foi desenvolvido em 2008, por um aluno do curso. A estimativa é que a bateria elétrica que sustenta a cadeira dure em torno de 15 horas.

Ex-goleiro do São Paulo sofreu mesma lesão de Lais. Ele conta sua história

Companheiro de Lais Souza em uma academia de São Paulo, Bruno Landgraf das Neves sabe bem a situação que a ex-ginasta está passando. Um acidente seguido de lesão na coluna também mudou sua vida. Até 11 de agosto de 2006 o nome dele era apontado como um dos possíveis substitutos de Rogério Ceni no São Paulo. Campeão mundial sub 20, o passo seguinte do currículo era representar o Brasil na Olimpíada de Pequim.
Os planos do rapaz que estava com 20 anos acabaram num acidente de carro na madrugada daquela noite de agosto. Quando acordou na UTI 20 dias depois soube que sofrera uma lesão na terceira vértebra cervical, assim como Lais, mas com um agravante. A quarta vértebra também foi atingida. Na linguagem médica, o acidente afetou a C3 e a C4. 
Ele conheceu Lais enquanto malhava num estabelecimento na Rua Consolação, em São Paulo. Também tinham a mesma fisioterapeuta. Agora têm mais em comum: cicatrizes de cirurgias para estabilizar a coluna. Mas o ex-goleiro é prova de que o trauma na medula não é o fim da linha. Tanto que participou das Paraolimpíadas de Londres, sonha com Rio-2016 e ainda acha tempo para fazer faculdade de Direito.
"Eu estava em uma fase boa na minha carreira como jogador de futebol e aconteceu o acidente. Por mais que você perca todos os movimentos, você tem um objetivo que é não desistir. Mesmo que aconteça algo grave você tem a esperança de que pode mudar e conseguir melhorar cada dia mais", conta Bruno.
Diretor clínico do Instituto de Reabilitação Lucy Montoro, Daniel Rubio de Souza explica que num trauma de C3 pode haver perda de movimentos e da sensibilidade de braços e pernas, do controle da bexiga e intestino, da capacidade de comer e até de respirar. Mas o médico ressalta que a extensão das sequelas não pode ser mensurada num primeiro momento por causa do choque medular.
 
"Na prática, há uma espécie de curto circuito que pode durar de horas até semanas", diz Alexandre Fogaça, especialista em coluna do Hospital das Clínicas, em São Paulo. Ele afirma que somente após este período é possível descobrir que partes do corpo foram atingidas e determinar um prognóstico.
 
Bruno não lembra da fase do choque medular. Também não se recorda de como perdeu o controle do Golf no quilômetro 311 da Rodovia Régis Bittencourt. O carro dirigido por ele capotou e caiu num desnível. No acidente morreram o também goleiro do São Paulo e melhor amigo Weverson Saffiotti e a  jogadora de vôlei Natalia Lane. "A maior perda que tive foram os meus dois amigos que faleceram", lamenta Bruno.
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Veja fotos da Lais Souza28 fotos

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31.01.14 - Josi Santos publica foto tirada ao lado de Lais Souza pouco antes do acidente da atleta Reprodução/Facebook Josi Santos
A mãe do ex-goleiro não esquece nada do que aconteceu a partir daquela noite. Na memória de Neide Landgraf das Neves é bem clara a lembrança dos médicos dizendo que o filho só mexeria os olhos e passaria a vida ligado a um aparelho para respirar e sem forças sequer para engolir. Isto ocorreu uma semana depois do acidente. Ela saiu da sala de reunião e viu uma placa indicando capela. "Entreguei ele a Deus e disse: antes de ser meu ele era seu".  A situação de Bruno era tão grave que ele sofreu três paradas cardiorrespiratórias nos 20 dias que ficou na UTI.
 
A provação pela qual Bruno passou foi uma surpresa porque no primeiro momento a lesão não pareceu séria. O ex-goleiro saiu do carro caminhando por volta da 1h30 daquela madrugada. O cenário mudou no hospital pouco antes do dia clarear. Não era possível mexer as pernas. O ex-goleiro não lembra, mas a mãe diz ele que chorou desesperado.
 
Depois de duas cirurgias, Bruno perdeu todos os movimentos do pescoço para baixo. O ex-goleiro não conseguia mais nem respirar. Ficou seis meses ligado a uma máquina e recebendo alimentos por uma sonda no nariz. A prioridade era recuperar a capacidade de respirar sozinho. Foi aberto um pequeno orifício na garganta para facilitar a passagem do ar, a chamada traqueostomia. O organismo debilitado também foi vítima de uma bactéria. Chegou um momento em que Bruno perdeu 20 dos seus 80 quilos.
 
Com muita fisioterapia e cuidados as conquistas foram aparecendo. A primeira parece uma bobagem, mas o ex-goleiro tinha forças para conseguir virar uma carta e conseguiu jogar baralho com a mãe. A rotina de tratamento durante a internação continuou e seis meses depois era possível respirar sem aparelhos. Logo, foi permitido comer.
 
Passado nove meses, ele finalmente foi liberado para voltar para casa. A série de conquistas foi se somando e hoje Bruno fala, come, mexe os braços e malha. Consegue levantar até 40 quilos dependendo do aparelho. A reabilitação contou com uma dose de criatividade do ex-goleiro. Ele amarrou uma saco de feijão de um quilo em cada braço em um estilo de musculação bem rudimentar. A mãe comprou tornozeleiras de academia e a malhação continuou. Deu tão certo que Bruno completou o sonho de ir para uma Paraolimpíada: ele foi o 12º colocado na vela adaptada em Londres.
 
Hoje a rotina de Bruno é puxada. Ele faz musculação diariamente, veleja em dois períodos de sexta a domingo, faz trabalho de reabilitação e ainda tem tempo para estudar. O ex-goleiro está no terceiro período de Direito e garante que está tirando boas notas.
 
"Procuro estar vivendo o hoje. Tenho objetivos a longo prazo, mas não daqui a 20 anos. Tenho pra até 2016, que é treinar na vela e conseguir ir para a Paraolimpíada para tentar um resultado melhor que o de 2012", ensina Bruno.


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Autismo e aplicativos para tablets


Boa noite pra geral !!!

Todos nós sabemos a importância e utilidade que os tablets têm para o nosso dia a dia. Agora, também os autistas poderão ser beneficiados com aplicativos que ajudam a família a superar os desafios diários.

Quem quiser conhecer os aplicativos para pessoas autistas, é só clicar aqui: http://bit.ly/1dP672T

Abs !!!

Governo de São Paulo cria delegacia da pessoa com deficiência


O direito a meia entrada nos espetáculos .Veja!!!!


O direito de estudantes e idosos de pagar meia entrada em espetáculos artísticos, culturais e esportivos foi ampliado para portadores de necessidades especiais e jovens de 15 a 29 anos que comprovarem renda familiar mensal de até dois salários mínimos. Saiba mais: http://bit.ly/Kxnskd.
https://www.facebook.com/cnj.oficial

Jovem com síndrome de Down é aprovado para o Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão

Genilson Protásio Filho foi acompanhado dos pais Crédito da foto: Paulo Soares
Genilson Protásio Filho foi acompanhado dos pais
Crédito da foto: Paulo Soares
Na última semana, o adolescente Genilson Protásio Filho ingressou no curso de técnico em informática do Instituto Federal de Ciência e Tecnologia do Maranhão (IFMA), tendo sido aprovado em primeiro lugar, entrando pelas cotas destinadas a pessoas com deficiência. Ele se tornou o primeiro estudante com síndrome de Down da instituição.
A escolha do curso e a decisão de participar do seletivo foram do próprio estudante. Ele não escolheu a formação por acaso. Desde criança, o adolescente demonstrou facilidade com jogos eletrônicos e informática, tanto que a família lhe deu um computador e agora comprará um tablet, que é necessário para o curso do IFMA. “Eu sempre gostei de mexer em máquinas, de desmontar os brinquedos para saber como eles funcionam”, revela Genilson Filho.
Mas foi a direção da Escola Educar, percebendo as habilidades de Genilson para a área, já que no 9º ano ele participou da turma de robótica, que sugeriu à família que o estudante prestasse seletivo para uma instituição de ensino que também oferecesse curso técnico. “Eu fiquei na dúvida de onde matriculá-lo, pensei até em colocá-lo em alguma escola privada, mas conversamos com ele e ele escolheu fazer técnico em informática no IFMA”, conta Rosanilce Ribeiro, mãe de Genilson Filho.
Quando O Estado chegou em sua casa para a entrevista, ele conversava com amigos pelo celular usando o aplicativo de mensagens instantâneas mais popular da atualidade, o WhatsApp. “A gente percebeu desde cedo que ele gostava e tinha habilidade em informática, mas nós também sempre o incentivamos, tanto que compramos um computar e demos um celular”, diz Rosanilce.
No dia do seletivo, ele teve uma hora a mais para responder às questões e contou com o auxílio de um ledor para poder preencher o gabarito da prova. As aulas no IFMA começaram dia 22 de janeiro, mas só na quinta-feira (6) Genilson começou a frequentar o curso. No início da semana, ele e a mãe foram até o IFMA conhecer as instalações da instituição e seus colegas de turma, a quem já foi devidamente apresentado. “A gente também conversou com a psicopedagoga do IFMA para saber como serão as aulas”, informa a mãe.
Perfil – Genilson Filho é um adolescente introspectivo e, em seus momentos de lazer, gosta de ficar em casa jogando videogame, mas, junto com a família, ele participa de atividades que promovam a inclusão social de pessoas com algum tipo de deficiência. No ano passado, ele foi eleito presidente da Juventude do Fórum Municipal da Pessoa com Deficiência, em São Luís, movimento iniciado pelos seus pais após o seu nascimento, e participa de diversos eventos pelo estado. No mês passado, ele acompanhou o pai ao interior do estado, onde foi implantado mais um conselho municipal.
Especialistas destacam que não existem graus de síndrome de Down. O desenvolvimento dos indivíduos com a trissomia está intimamente relacionado ao estímulo e incentivo que recebem, sobretudo nos primeiros anos de vida. E o apoio dos pais foi fundamental para que Genilson Filho pudesse desenvolver suas habilidades. “Genilson nasceu de oito meses. Quando ele nasceu, a gente não sabia nada sobre a síndrome de Down, mas os médicos sempre disseram que Genilson podia ter um desenvolvimento normal, então nós procuramos entender o que era a síndrome”, conta Rosanilce Robeiro.
O primeiro contato da família com alguma fonte de informação fora dos consultórios médicos foi por meio do livro Muito prazer, eu existo, de Claudia Werneck, o primeiro livro escrito no Brasil sobre síndrome de Down para leigos. Então, em 1998, quando Genilson tinha apenas 2 anos, a família começou a participar de fóruns, eventos e congressos. “Eu fui a um congresso em Brasília e vi muitas pessoas com síndrome de Down fazendo dança, teatro e uma série de outras atividades comuns, então eu disse que queria que meu filho fosse uma criança como todas as outras”, lembra Rosanilce Ribeiro.
Ambiente escolar – Se a busca por informação e incentivo por parte da família é fundamental para que a criança com síndrome de Down possa se desenvolver, a inclusão no ambiente escolar é necessária para que ele aprenda a viver em sociedade. E este foi outro grande desafio para a família. Rosanilce queria que o filho estudasse em uma escola regular. Então buscou uma escola em que ele pudesse cursar as disciplinas normais em salas comuns. Com a ajuda de fonoaudiólogos e psicopedagogos, ela conseguiu adaptar as avaliações às necessidades do filho.
A mãe de Genilson Filho destacou que as escolas precisam ter disponibilidade para receber pessoas com deficiência. “Não é imprescindível que a escola tenha turma especial e professoras com especialização em educação especial para incluir a criança portadora de algum tipo de deficiência. O primordial é ter disponibilidade. E a escola onde eu matriculei Genilson se abriu para ele. Além das disciplinas regulares, ele fez teatro, coral, robótica”, conta.
Agora, Genilson e a família se preparam para outro desafio, o IFMA. “O IFMA tem alunos com diversos tipos de deficiência, mas Genilson vai ser o primeiro com síndrome de Down. Eu já conversei com a psicóloga da instituição para manter o mesmo padrão que eu tinha na antiga escola dele e ela disse que receber meu filho será um desafio também para ela, mas estamos prontos”, afirma a mãe.
Fonte: O Estado do Maranhão
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Phantasma com audiodescrição




Phantasma, uma animação inspirada no Fantasma da Ópera. Com audiodescrição.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Grupo de pagode Além sa visão


Pets muito especiais


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Há três anos, o consultor de marketing Bruno Marino parou o carro em uma rodovia para resgatar a vira-lata Clarinha, que fora atropelada horas antes. O cão tinha parte do corpo quebrado e um corte na barriga que sangrava muito. Na clínica veterinária, ele descobriu que o animal estava com uma fratura na coluna e perderia o movimento das pernas traseiras. Decidiu adotá-la.
Desde então, o pet perambula pelo apartamento do dono arrastando-se. Pelas ruas, passeia animadamente em uma cadeira de rodas, feita por um artesão de Curitiba. “Ela leva uma vida normal comigo. Somos muito apegados”, diz o consultor de marketing, que aprendeu a contornar a deficiência do pet.

Henry Milléo / Gazeta do Povo
Henry Milléo / Gazeta do Povo / A psicóloga Fernanda Primo e a filha Sara se revezam para cuidar do cão Steve e da gata Dorinha, que são cegosAmpliar imagem
A psicóloga Fernanda Primo e a filha Sara se revezam para cuidar do cão Steve e da gata Dorinha, que são cegos
Cachorros e gatos deficientes têm um alto nível de dependência dos humanos. Marino diz que Clarinha precisa de ajuda para urinar, o que faz apertando a bexiga dela. Na cadeirinha, o bichinho não pode passar mais de duas horas por dia, pois isso pode gerar lesões. Como o cuidado é um pouco mais delicado, o dono diz que não a deixa com ninguém: “Ela costuma viajar sempre comigo”.
Como nas pessoas, o problema enfrentado pelo animal vai determinar o tipo de enfermagem. A surdez costuma não ser problema dentro de casa ou no quintal. “Mas é preciso cuidar com a rua, por causa do barulho dos carros ”, alerta Rhea Cassuli, médica veterinária da clínica Pró-Vita. A cegueira, no entanto, exige uma adaptação maior por parte dos bichos, que podem se machucar em ambientes diferentes ou trombar com móveis e cair de escadas.
A psicóloga Fernanda Primo tem um cachorro e um gato cegos. Steve, cão que está há seis meses na família, foi resgatado da rua, vítima de um acidente em que perdeu os olhos. Dorinha, por sua vez, estava em uma clínica veterinária para ser sacrificada após ser abandonada pelos antigos donos há dois anos. “Aqui eles ganharam um lar”, diz a psicóloga.
A opção pelo sacrifício animal em quadros de deficiência pode parecer a mais fácil em alguns casos, mas também é a mais cruel. “Se o animal o acompanhou desde filhote, por que abandoná-lo nesse momento em que ele mais precisa de cuidado?”, questiona Rhea, que se recusa a dar a solução final aos seus pacientes. “Ainda há esperança para eles terem uma boa vida”, diz. Os exemplos desta reportagem confirmam.

Gazeta do Povo