terça-feira, 16 de abril de 2013

Secretaria destaca transporte acessível na Reatech 2013




A Secretaria apresenta stand sobre acessibilidade nos transportes e palestras sobre ações da pasta
Entre 18 e 21 de abril, acontece em São Paulo a XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Reatech.
O terceiro maior evento mundial voltado às pessoas com deficiência apresenta novas tecnologias e lançamentos de produtos, equipamentos e serviços.
A Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência de São Paulo terá, este ano, um stand com a reprodução de meios de transporte acessíveis. Vagões de trem e metrô dão o tom ao espaço, bem como modais de balsa e avião.
No stand da Secretaria também haverá participação da Secretaria Estadual do Emprego e Relações do Trabalho, por meio do Programa de Apoio à Pessoa com Deficiência – Padef, com o Multirão do Emprego, cadastrando e recebendo currículos de pessoas com deficiência.
No espaço da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência também serão apresentadas palestras sobre algumas ações da pasta, entre as quais Moda Inclusiva, transporte acessível e Memorial da Inclusão, no sábado, 20, a partir das 10h30. Confira abaixo a programação. 
SERVIÇO
XII Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade – Reatech
Data: de 18 a 21 de abril
Horário: 18 e 19 de abril – das 13h às 21h
              20 e 21 de abril – das 10h às 19h
Local: Centro de Exposições Imigrantes
Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – São Paulo – SP
Inscrições e informações: http://www.reatech.tmp.br/ 
PROGRAMAÇÃO NO STAND DA SECRETARIA NA RUA 500
20 de abril, às 10h30: Memorial da Inclusão: os Caminhos da Pessoa com Deficiência
20 de abril, às 11h30: Movimenta São Paulo: Transporte Acessível
20 de abril, às 12h30: Moda Inclusiva

A Feira é gratuita e aberta ao público. Todos estão convidados

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Com paralisia, jovem vai a faculdade com o pai e se forma em jornalismo


Marco Aurelio, com paralisa cerebral, frequentava a faculdade com o pai até se formar em jornalismo.




Marco Aurelio e Claudio nasceram com doenças graves e,  segundo os médicos, teriam poucas chances de sobreviver e chegar à vida adulta. Mas, contrariando todas as expectativas, com muita garra e a total ajuda da família , os dois conseguiram chegar lá. A reportagem é de Marcelo Canellas.
Dois bebês lindos e rechonchudos. Mas o de Vera a deixava intrigada.
“A gente pegava no colo e ele era bem molinho, com a cabeça caidinha. e com o tempo a gente foi percebendo que ele não adquiria firmeza!, conta Vera Lúcia Condez, mãe de Marco Aurélio.
O de Eliza lhe tirava o sono. “Logo depois de alguns meses eu percebi que ele não tinha os movimentos como o meu filho mais velho. Ele não erguia os bracinhos”, lembra Eliza Arnold, mãe do Cláudio.
Um diagnóstico assustador. Sabia que era paralisia cerebral. Mas o que é isso? Uma sombria expectativa de vida. “Não chegaria aos 7, que não havia registros de crianças com 14 anos”, conta.
Com sérias limitações físicas, os dois garotos mantiveram a inteligência intacta e ativa, estimulada pelos pais. Contra todas as previsões, o paulistano Marco Aurélio Condez, com paralisia cerebral, se formou em jornalismo aos 26 anos.
O psicólogo gaúcho Cláudio Dusik, com amiotrofia espinal muscular, gravíssima doença degenerativa, acaba de concluir a pós-graduação, aos 36.
Como Marco Aurélio conseguiu? “Ele é o cara”, diz a mãe.
Como foi possível a façanha de Cláudio?
“O Cláudio é um milagre vivo. Ele é o meu anjo, anjo dos irmãos e de todas as pessoas que passarem por ele”, diz a irmão.
Uma das irmãs nasceu com a mesma enfermidade. Horário de expediente na Secretaria de Educação de Esteio, na região metropolitana de Porto Alegre.
O responsável pelos programas de aprendizagem das escolas municipais apronta mais uma.
“Ele é muito profissional, excelente colega de trabalho, mas é danado. Ele apronta. Ele adora fazer uma folia”, afirma Flávia de Oliveira Ribeiro, funcionária pública.
“Ela morre de ciúme de mim porque eu sou a preferida”, brinca Nathalia Schuck, funcionária publicar.
“Jéssica ciumenta. Porque eu tenho um pouquinho de ciúme dele”, diz Jessica Kauer, auxiliar de Cláudio.
Doses diárias de bom humor e otimismo contagiando a repartição.
“Sempre que eu penso, assim:  poxa, mas tá difícil, né? Mas pro Claudinho... Então, vamos lá. Se ele pode, a gente também pode”, diz Silvia Heissler, diretora pedagógica.
Não pense que foi fácil ter essa postura diante da vida.
“Sabe quando tu brinca com as crianças? Sabe o que tu vai ser quando crescer? Ah, vou ser professor, vou ser médico, vou ser bombeiro. Se alguém me perguntasse: ah, claudinho, o que vais ser quando crescer? Eu ia dizer: vou ser anjo”, conta psicólogo. 
A mãe dele, orientada por médicos e psicólogos, preparava a família toda para a morte do garoto. “Dizia pra ele também: ‘ó, meu filho, o papai do céu vai te levar antes de nós’”, conta a mãe. 
Na escola, depois de ver Cláudio voltar de uma internação, uma coleguinha interpelou a mãe dele: “Ele voltou do céu? É anjo?”, dia mãe. 
A insistência da mãe em mantê-lo na escola o salvou do desânimo.
“A escola me ensinou o desejo de vida. E o desejo de vida quando a gente aprende nunca mais esquece”, diz Claudio.
E a vida que há no conhecimento levou o menino pobre a enfrentar as provas da faculdade paga. “Quanto mais difícil, nota maior ele tirava. Então, devido a esse esforço, ele ganharia uma bolsa 100%”, conta Elisa.
Formou-se em psicologia, rejeitando o conformismo. “Isso permitiu eu conhecer a vida como ela é, com as suas venturas, com as suas desventuras; com as suas alegrias, com suas tristezas. Como é a vida de todo mundo”, conta.
E todo mundo foi aprendendo com ele. “Um passinho de cada vez, foi isso que eu aprendi muito com ele. E quem quer, arruma um jeito. Quem não quer, arruma uma desculpa”, diz Jessica.
Talvez o passo mais largo da surpreendente trajetória do Cláudio tenha sido dado na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Não só porque ele concluiu o mestrado em educação, mas também porque o diploma de mestre veio de uma área do conhecimento inteiramente nova para ele.
Mergulhado em compêndios de informática, Cláudio desenvolveu um teclado virtual que permite a pessoas com deficiência digitar com rapidez.
“Eu coloquei as letras do alfabeto. Só que o diferencial é que ao lado de cada letra, tem as famílias silábicas. então, por exemplo, se eu for digitar Fantástico, basta apertar. Eu vou clicando. muito rápido” explica Cláudio Luciano Dusik, psicólogo.
“Dá uma economia de tempo nos toques. Então a pessoa leva menos tempo pra digitar um texto, na medida em que ela tem sílabas, letras agrupadas”, afirma Lucia Maria Costi Santarosa, orientadora de Cláudio.
A orientadora do mestrado se deu conta de que tinha um aluno brilhante: “É uma pessoa que não tem medo de desafios. Eu acho que o Cláudio não tem limites”.
Tirou nota máxima na defesa do trabalho, e surpreendeu a banca ao abrir mão de ganhar dinheiro com o invento.
“Ele vai disponibilizar esse software gratuitamente pra todas as pessoas que necessitarem, ou que poderiam usar, porque hoje não conseguem escrever a não ser com o apoio do computador e dessa tecnologia assistida”, conta a orientadora.
O software já está à disposição no site da universidade. Entre os interessados, um jornalista recém formado de São Paulo. Marco Aurélio Pena com programas de computador. O pai o ajuda a redigir.
Quando passou no vestibular, alguém teria de ajudá-lo nas tarefas da faculdade. Quem seria?
“A principio eu relutei um pouco. Depois eu falei pra ela e disse: vamos lá, vai. Eu vou”, conta Manuel Joaquim Condez, pai de Marco Aurélio.
Pai e filho iniciavam uma rotina que duraria quatro anos. “A parte de higiene era comigo. Banho, depois pegava o carro às cinco e pouco da tarde e ia para a universidade”, Manual Joaquim Condez”, conta o pai. 
O compromisso de pai como uma das pontas de uma dupla.
Fantástico - O senhor assistiu a todas as aulas?
Manuel - Todas.
Fantástico - E fez todos os trabalhos?
Manuel - todos os trabalhos.
Fantástico - Junto com ele?
Manuel - Junto com ele.
Fantástico - E todas as provas?
Manuel - Todas as provas também. Que a prova era feita comigo, eu e ele, e mais uma pessoa da faculdade.
Bancário aposentado, há 40 anos longe da universidade, Manuel virou aprendiz do próprio filho.
Manuel - Tinha matéria que ele pegava mais que eu.
Fantástico - Ah, é? Ele tinha que explicar para o senhor?
Manuel - Tinha que explicar, não. Eu não entendia até o final do curso. E ele entendia de pronto.
E, de peito inflado, foi testemunha das vitórias do rapaz diante dos colegas.
“A princípio eles olhavam assim: mas, pô, o que que esse cara tá aqui, desse jeito, será que ele é normal? Só que quando ele começava a responder as coisas que o professor perguntava, o pessoal ficava tudo assim: pô, o cara manja”, conta o pai.
No dia da colação de grau, o diploma do filho virou homenagem pública ao pai.
“Foi meio que barra pesada, porque eu não esperava que a meninada fosse me... Sei lá. Eu não esperava que fosse daquela proporção”, diz o pai.
Aos que dizem que ele perdeu quatro anos de desfrute da aposentadoria. “Eu não podia deixar... Aí não é papel de um pai”.
O jornalista diplomado não se sente bem como entrevistado.  Melhor seria se fosse o entrevistador contratado de algum jornal.
“Eu quero ser famoso pelo trabalho, não pela minha condição, não pelas minhas limitações físicas”, afirma Marco Aurélio Condez, jornalista.
Quem duvidaria de alguém que chegou aonde chegou?
“Eu acho que ele é um guerreiro”, diz o pai. 
A proeza de Marco Aurélio e Cláudio: levar à frente o que todo ser humano tem dentro de si.
“Nossa capacidade de passar por situações difíceis, mas erguer a cabeça e arregaçar as mangas e fazer tudo de novo se for preciso”, diz Marcos.

A 12ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade, a tradicional Reatech, apresenta inúmeras novidades, sob o tema "Desperte para a inclusão


http://revistasentidos.uol.com.br/inclusao-social/75/encontro-marcado-com-a-tecnologia-assistiva-a-12-edicao-279547-1.asp
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O tradicional encontro com a tecnologia assistiva e com a acessibilidade das pessoas com deficiência está marcado. A 12ª edição da Feira Internacional de Tecnologias em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade (Reatech) já está confirmada para acontecer de 18 a 21 de abril deste ano, no Centro de Exposições Imigrantes, em São Paulo. Com o lema “Desperte para a inclusão”, a Reatech 2013 pretende chamar atenção da sociedade que a questão da inclusão não é apenas de direito, mas de exigência da realidade nos seus diversos segmentos.
Nos quatro dias de exposição, a feira, que já é a maior da América Latina no setor, vai reunir várias tecnologias voltadas para as pessoas com deficiência. Os visitantes que já passaram pelo local, em edições anteriores, terão contato com as principais novidades. Será um evento onde se concentrarão, por exemplo, muitos surdos, o que é uma surpresa, pois eles se afastam um pouco dessa questão da deficiência. Nesta feira se reunirão aqueles que têm um objetivo comum, que é a melhora da qualidade de vida.
“A Reatech tem uma ampla tradição no setor, buscando mostrar aos visitantes uma série de aspectos que movimentam o mercado de inclusão, reabilitação e acessibilidade. É neste momento que os fornecedores desses mercados conseguem lançar seus produtos e serviços, além de trocar experiências com os representantes desses segmentos, que estão presentes e disponíveis para essa troca. É importante lembrar, ainda, que o evento funciona como ponto de encontro anual das pessoas com deficiência.Todos estão presentes para um intercâmbio de informações”, explica Maria Luiza Sevieri, a Malu, diretora de Marketing do grupo Cipa Fiera Milano, empresa organizadora da Reatech.
“Estamos esperando um público maior para a edição 2013, com a presença de cerca de 50 mil pessoas. Fazendo uma comparação com a feira de 2012 podemos projetar um aumento significativo, pois no ano passado foram registradas 48 mil visitas. E estamos nos programando para este crescimento, ampliando as estruturas do local, como banheiros e praça de alimentação”, avalia Malu. Outro número que impressiona é o número de empresas expositoras, que chega a 300.
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A organização está pronta para o crescimento da feira, melhorando a acessibilidade e ampliando as estruturas do local, como banheiros e praça de alimentação
Muitas atividades estão programadas para os visitantes, não só nos stands das empresas expositoras que apresentarão as principais novidades do mercado em termos de equipamentos para pessoas com deficiência. “Além dos debates e mesas-redondas, que reunirão 500 palestrantes distribuídos em nove auditórios, algumas das grandes novidades serão os eventos que acontecerão simultaneamente à feira, como o Congresso Brasileiro de Fisioterapia do Trabalho, com enfoque em lesões por esforços repetitivos até chegar à deficiência e suas origens dentro da atividade profissional. É a primeira vez que o tema será abordado na feira. Haverá, também, o Seminário de Sexualidade na Vida da Pessoa com Deficiência, o Encontro Nacional da Mulher com Deficiência e um curso de Pet Terapia. Outra atração será que o governo federal, por meio de seus representantes no setor, apresentará, durante três dias, um balanço do Programa Viver sem Limites, um conjunto de ações integradas, desenvolvido por 15 ministérios, que conta com contribuições da sociedade civil”, revela Malu Sevieri.
“Estamos esperando um público maior para a edição 2013, com a presença de cerca de 50 mil pessoas. Fazendo uma comparação com a feira de 2012 podemos projetar um aumento significativo”, diz Malu Sevieri, organizadora da Reatech
A Reatech 2013 está repleta de novidades. Outra inovação será a sala de palestras, especialmente programada para o Comitê Paralímpico Brasileiro, que vai manter discussões a respeito da realização da Paralimpíada no Brasil, em 2016, durante os quatro dias de evento, além de contar com a presença de atletas renomados, que vêm conquistando resultados expressivos em competições internacionais.
As empresas expositoras também terão um espaço para o desenvolvimento de palestras, que terão como objetivo mostrar e explicar seus novos produtos e equipamentos direcionados à questão da acessibilidade. Essas salas também funcionarão durante os quatro dias de evento. A empresa Ottobock, destaque no setor de próteses e órteses ortopédicas e com forte atuação no segmento de cadeira de rodas, será responsável por ministrar um curso sobre órteses e próteses.
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A quadra estará à disposição para inúmeras atividades esportivas, como as corridas em cadeira de rodas
Também ficarão à disposição uma quadra de esportes adaptados e um palco de atividades, com dança, música, teatro etc., que contarão com a participação de grupos e associações que ali farão suas apresentações. “Sem dúvida, este é um momento muito especial para os participantes e suas famílias”, conta Malu.
A Reatech movimenta um significativo volume de negócios, embora a diretora da Cipa evite fazer projeções. “Não é possível mensurar, ainda, esse montante. Vamos saber depois da feira. O mercado está crescendo, a cada ano que passa, e isso é maravilhoso em termos de retorno para os expositores e, principalmente, à população. Posso adiantar que o setor no país, como um todo, movimenta R$ 1 bilhão, sendo R$ 800 milhões apenas com cadeira de rodas, órteses e próteses. É um excelente nicho de investimentos, pois vem se desenvolvendo muito, devido ao aumento de renda do brasileiro e em função de não se tratar de um bem de consumo. É uma necessidade.”
Malu conta que esses dados apontam para um crescimento ainda maior do setor: “As políticas públicas estão ajudando e incentivando. Percebemos, também, maior conscientização da população, o que contribui bastante. O preço dos equipamentos de acessibilidade continua sendo o maior vilão, apesar de a situação ter melhorado muito nos últimos dez anos, e graças, ainda, justamente à evolução dessas políticas públicas. O carro com tecnologia assistiva com desconto, por exemplo, está mais barato”.

domingo, 14 de abril de 2013

Com simulador de velhice, estudante de enfermagem recebe ajuda de colega para se locomover na sala


Com simulador de velhice, estudante de enfermagem recebe ajuda de colega para se locomover na sala (Foto: Carlos Trinca /EPTV)

http://g1.globo.com/

Resoluções do 2º Encontro de Blogueir@S, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná



Os participantes do 2º Encontro de Blogueir@s, Redes Sociais e Cultura Digital do Paraná, #2ParanáBlogs, realizado entre os dias 12 e 14 de abril de 2013, na sede da APP-Sindicato, av. Iguaçu, 800, Curitiba-PR, entendem que o acesso à informação e aos meios de comunicação são direitos fundamentais para o exercício da cidadania, sendo condições essenciais para a realização plena da democracia.
Assim, afirmam a defesa da liberdade de expressão e da democratização dos meios de comunicação como princípios essenciais. Tendo em vista os inúmeros processos judiciais movidos contra blogueiros e ativistas das redes sociais em todo o Brasil, com condenações e aplicação de multas e indenizações abusivas, que na prática resultam em censura à livre divulgação de ideias na Internet, o 2º Paraná Blogs expressa sua solidariedade aos comunicadores atingidos, bem como seu profundo repúdio às decisões judiciais que não respeitam o preceito constitucional fundamental da livre expressão de ideias e pensamentos através de qualquer meio, em especial a Internet.
Além disso, o 2º Paraná Blogs expressa seu apoio e firme defesa dos seguintes pontos:
  • Aprovação pelo Congresso Nacional do Marco Civil da Internet, por meio do Projeto de Lei 2126/2011, que garanta princípios como a neutralidade da rede com possibilidade de regulamentação das exceções apenas da presidência da República e a não retirada de conteúdos sem decisão judicial, inclusive das questões relativas ao direito autoral;
  • Aprovação pelo Congresso Nacional do Projeto de Lei 4.653/2012 que anistia blogueiros e ativistas virtuais, de autoria do deputado João Arruda (PMDB/PR) em função de multas eleitorais aplicadas nas últimas eleições;
  • Priorizar a utilização de recursos públicos de publicidade para fomentar a comunicação popular e alternativa, promovendo a pluralidade e a diversidade por meio da desconcentração dos recursos públicos destinados ao oligopólio midiático;
  • Tratar a informação e o acesso aos meios de comunicação como direitos fundamentais da cidadania, a serem garantidos por meio de políticas públicas efetivas;
  • Marco regulatório das comunicações (Lei de Meios), que garanta, entre outros princípios: o fim do monopólio e dos oligopólios no setor de comunicação; pluralidade e definição de critérios sociais para as concessões públicas de rádio e TV; fim da propriedade cruzada dos meios de comunicação; proibição à divulgação de conteúdos de cunho racista, homofóbico, ou que estimulem, de qualquer forma, a violência, a segregação, a discriminação de classe e de gênero, a intolerância religiosa, cultural e política, o abuso infantil e a falta de ética na divulgação de propagandas comerciais; e o fim de propagandas comerciais dirigidas para crianças;
  • Manutenção da classificação indicativa de programas de TV e rádio, estabelecida pelo Ministério da Justiça, em repúdio à ADIn interposta pelo PTB que pretende acabar com essa importante política pública.

O 2º Paraná Blogs, com o intuito de atingir os objetivos acima relacionados, decide:
  • Constituir um Comitê Pró-Associação de Blogueiros e Ativistas em Rede do Paraná, com o objetivo de elaborar, aprovar e constituir a referida Associação, que terá como objetivos principais: a defesa política e jurídica de blogueiros perseguidos; promoção de atividades políticas e culturais para fomentar os objetivos da associação, entre outros;
  • Divulgar, apoiar e contribuir efetivamente para a constituição do Fundo Nacional de Apoio Jurídico aos blogueir@s penalizados por condenações judiciais.
  • Convidar organizações populares, sindicatos, associações, centrais sindicais, rádios e TVs comunitárias e universitárias e demais entidades da sociedade civil a articular ações com a finalidade de desenvolver os meios de comunicação popular, com produção própria de conteúdo e pauta, como necessário contraponto à hegemonia exercida pelas redes comerciais;
  • Reivindicar que as rádios e TVs comunitárias, universitárias e populares tenham acesso garantido, inclusive com subsídios, à tecnologia digital para produção e transmissão;
  • Recomendar a inclusão da AblogPE na Comissão Organizadora Nacional do #4BlogProg;
  • Criação da sessão paranaense do FNDC – Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação;
  • Trabalhar pela realização de encontro unificado dos blogueiros, comunicadores populares e sindicais;
  • Apoiar e criar estratégias de divulgação do Blogoosfero, plataforma nacional em software livre, para a construção dos blogs;
  • Divulgar para todos os blogueiros e meios de comunicação do Brasil a existência do PL 4.653/2012 de anistia das multas dos blogueiros, como forma de fortalecer o movimento pela aprovação do projeto;
  • Convidar que todos participem do “dia sem Globo”, que ocorrerá no dia 21 de abril de 2013;
  • Convocar a participação de todos os movimentos e ativistas para as manifestações no próximo dia 1º de maio pela democratização das comunicações;
  • Convocar todos para participarem da XXI Convenção Nacional de Solidariedade a Cuba, de 13 a 15 de junho de 2013, em Foz do Iguaçu/PR;
  • Realizar o #3ParanáBlogs em 2015, em data e cidade a ser decidida pela Comissão Organizadora formada na presente data, com atividades diversas como oficinas e seminários, nas várias regiões do Estado, até a realização do evento.
Curitiba, 14 de abril de 2013.

sábado, 13 de abril de 2013

2ª edição do Paraná Blogs discute censura e democratização na internet


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Começa hoje a segunda edição do Paraná Blogs. O evento reúne mais de 200 blogueiros de todo o país para debater temas como liberdade de expressão, o ativismo na internet, a regulamentação das mídias e a democracia. O advogado e blogueiro Tarso Cabral coordena a organização do encontro e comenta que o objetivo é reunir não só usuários dos blogs, mas também ativistas que usam outras ferramentas como o Twitter e o Facebook.

O advogado também é blogueiro e comenta que a internet da abertura para o debate mais amplo e democrático dos temas de interesse público.

A programação do encontro conta com palestras, debates e oficinas e acontecem na sede do Sindicato das Escolas Públicas do Paraná. O sindicato fica na Av. Iguaçu, 880 no bairro Rebouças. O evento começa hoje às 7 horas da noite e vai até domingo. As inscrições custam 20 reais e podem ser feitas diretamente no local.


Acesse :http://bandnewsfmcuritiba.com/ ,você poderá ouvir algumas falas de componentes deste evento.

As formas de estimular a oralidade


Publicado em 01/03/2012
Maria Slemenson, formadora de professores do Instituto Natura, aponta jeitos de interagir com as crianças pequenas para que elas avancem nas formas de se expressar.

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Grupo de balé leva deficientes visuais ao palco


Renata Senna

Acessem o vídeo e vejam a beleza,a graciosidade,as potencialidades do grupo Cia Ballet de Cegos.O trabalho que envolve atras dos bastidores para tornar este grande espetáculo que nos move a pensar o quão é possível o que muitos dizem ser impossível!!

http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/grupo-de-bale-leva-deficientes-visuais-ao-palco/2195510/





Sobre Ballet

“Uma bailarina deve sempre olhar para as estrelas, ainda que não as enxergue”


O ballet clássico para deficientes visuais teve início no Instituto de Cegos, em São Paulo há 15 anos. Este trabalho, bem como seu método é pioneiro no mundo e foi desenvolvido voluntariamente pela bailarina e fisioterapeuta Fernanda Bianchini. Com a dedicação da professora e das alunas, o grupo foi quebrando paradigmas, superando barreiras e transformando o que era impossível, em bela arte.

No início tive apoio apenas das Irmãs do Instituto e dos meus pais, que sempre me aconselharam: “Nunca diga não a um desafio; pois são destes que saem os maiores ensinamentos de nossas vidas.”

Não sabia ao certo como ensinar; minhas professoras de Ballet diziam que era impossível aprender por imitação; mas, em pouco tempo, notei que estavam enganadas. Criei, juntamente com minhas alunas, um método de aprendizado através do toque. No início, não foi fácil, mas a força de vontade em aprender algo novo foi tão grande que eu nunca tive que ensinar duas vezes o mesmo passo; pois as alunas jamais o esqueciam. Hoje em dia, falo o nome do passo e elas já saem dançando.

A partir de 1999, começamos a participar de espetáculos e festivais renomados em dança dentro e fora de São Paulo e conquistamos uma nova categoria especial em dança para deficientes, abrindo também o espaço para outros portadores de deficiência. A novidade foi um sucesso para as alunas e para a sociedade como um todo, sendo que, hoje, temos mais de 70 troféus de premiações nesses festivais e até participações como grupo convidado, o que é uma honra.

No final de 2003, o Inst. de Cegos, decidiu terminar com a atividade do grupo em suas instalações. Para que o trabalho não acabasse, pais, amigos e colaboradores resolveram montar uma associação. Com o nome de Associação de Balé de Cegos Fernanda Bianchini, localizada na rua Humberto I, 298, na Vila Mariana - São Paulo, o grupo iniciou uma nova fase, com objetivos mais amplos.

A Associação está aberta e é gratuita a todos os deficientes visuais, de todas as idades, com aulas de Ballet Clássico, Sapateado, Dança de Salão, Capoeira, Danças Folclóricas e Teatro. Pela experiência desses 9 anos, pode-se afirmar que o Ballet melhora a postura, o equilíbrio, a noção espacial e corporal e a auto-estima do deficiente visual. Ele possibilita o rompimento de barreiras e preconceitos.

Faz parte também dos objetivos da Associação estar qualificando profissionais da área de dança que tenham interesse em trabalhar com deficientes visuais. Assim, deficientes visuais de outros estados poderão estar se beneficiando com a técnica desenvolvida por Fernanda Bianchini.

O trabalho que fazemos é por amor; amor que é impossível transcrever em palavras e é por isso que estamos plantando semente nestas meninas ou talvez em novas outras, para que, com nossos cuidados e aprendizados, elas se tornem as pupilas da mais nova geração de bailarinas e talvez agarrem esta arte como uma profissão.

O que estas alunas querem mostrar é que o corpo não é apenas um conjunto de ossos, músculos e articulações que realizam movimentos diversos e sim que, através dele, é possível expressar os sentimentos do interior de cada ser humano, o seu próprio EU. Pois nada é impossível quando se tem forca de vontade, objetivos e principalmente quando se acredita num sonho. É por isso que pela dança todo o impossível se torna possível se assim desejarmos.


Fernanda Bianchini
32 anos
Bailarina formada pela escola municipal de bailado de SCSul e Fundação das Artes de SCSul, atualmente bailarina da Escola Márcia Bueno.

Presidenta da Associação de Balet e Artes para Cegos Fernanda Bianchini e Professora de ballet para Deficientes Visuais, criadora do Método Aplicado de Ensino-Aprendizagem de Ballet Clássico para Deficientes Visuais: Método Fernanda Bianchini.

Fisioterapeuta pós graduada em RPG pelo método de PH. Souchard e SGA aplicado para baialrinos e Mestre em Distúrbio do Desenvolvimento pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

Com página no Facebook, garota autista tira dúvidas de pais


Carly Fleischmann gravou um vídeo para ajudar a mostrar como é o mundo sob a ótica do autismo

Carly Fleischmann foi diagnosticada aos dois anos de idade com autismo severo e aos 10, a garota começou a se comunicar com os pais com a ajuda de um computador. As primeiras palavras digitadas foram "help teeth hurt" (socorro dor no dente, em inglês). A partir desse momento, Carly encontrou o computador como um aliado para expor como se sentia e usa as redes sociais, Facebook e Twitter, para ajudar na conscientização sobre o transtorno e responder a perguntas de familiares de autistas. Ao todo, a garota tem mais de 100 mil seguidores em suas redes sociais.
O comportamento de Carly é visto pelos especialistas como uma boa maneira de entender o mundo vivenciado pelos autistas, mas os pais de crianças diagnosticadas com a síndrome não devem esperar um comportamento semelhante de seus filhos. "Existem diferentes graus dentro do transtorno autista, isto é, pode haver um menor ou maior prejuízo na tríade: alterações na interação social, na linguagem e no comportamento. Assim, não há como generalizar o comportamento e percepções de Carly para outros casos", alerta Juliana Fernandes, professora do curso de psicologia do Centro Universitário Celso Lisboa.
De acordo com Alexandre Costa e Silva, psicólogo e presidente da Casa da Esperança, a iniciativa de Carly de responder aos pais de crianças autistas é válida e positiva, mas é preciso ter cuidado para não relativizar essa experiência. "É útil escrever sobre sua própria experiência e ajudar pessoas, mas é como ler um livro de autobiografia - parte daquilo pode-se aproveitar, pois é comum, enquanto outros casos é preciso relativizar, pois é uma experiência única vinda da pessoa", pondera.
Ou seja, nem toda criança autista conseguirá se comunicar perfeitamente com ajuda do computador. "Todo cérebro é diferente entre si e os pais não devem desistir de fazer seus filhos se comunicarem", afirma Costa e Silva. Para Fernandes, os pais e educadores devem verificar se a criança com a síndrome tem interesse pela tecnologia. "Os educadores e pais podem utilizar a tecnologia para auxiliar no treinamento comportamental, em atividades pedagógicas, tais como cores, letras e números e formação de palavras; auxiliar no treinamento de reconhecimento de expressões faciais e relacionar aos sentimentos", exemplifica.
Com um vídeo, Carly ajuda a mostrar como é o mundo sob a ótica do autismo. No início, a garota sofre por não conseguir comunicar ao pai que tem vontade de tomar café, e não suco de laranja ou chocolate quente, como ele oferece. Os sons e estímulos do ambiente são excessivos para a garota, que também observa os olhares de estranheza dos clientes do café. "Muitos autistas verbais colocam essa experiência que deve ser levada a sério. O autismo é uma dificuldade de comunicação, mas a pessoa tem uma elaboração rica dentro de si e não consegue dominar o conjunto de símbolos e sinais viáveis para transmissão, por isso joga as coisas no chão", conta Costa e Silva.
Os conselhos da garota não devem ser tomados do ponto de vista absoluta. "É um conhecimento empírico, construído por meio da experiência, e não tem validade científica, mas sim experimental", finaliza Costa e Silva.
Veja algumas perguntas enviadas à Carly por parentes de crianças autistas:
- Meu filho de seis anos fica triste e chora com frequência. Você tem alguma sugestão de como eu posso descobrir o que está errado?
Carly: Pode ser muitas coisas. Será que ele está tomando algum medicamento? Eu tive muitas mudanças extremas de humor, como chorar e sentir raiva sem motivo, por causa da medicação. Também poderia ser algo que aconteceu mais cedo ou dias atrás e que ele está processando apenas agora.
- Alguma vez você gritou aparentemente sem motivo? Por exemplo, você parecia feliz e relaxada, mas de repente começou a gritar? Minha filha faz isso às vezes e eu estou tentando descobrir o porquê.
Carly: Ela está fazendo uma filtragem dos sons e quebrando os ruídos e conversas que tem ouvido ao longo do dia. Além dos gritos, você pode nos ver chorando ou rindo, tendo convulsões e até manifestando raiva. É a nossa reação ao, finalmente, entender as coisas que foram ditas e feitas no último minuto, dia ou até mês passado. Sua filha está bem.
- Será que você poderia me dizer por que meu filho de quatro anos de idade (que tem autismo) grita no carro cada vez que paramos em um semáforo. Ele está bem enquanto o carro se move, mas, uma vez que paramos, ele grita.
Carly: Eu amo longas viagens de carro, elas são uma ótima forma de estímulo sem você precisar fazer nada. O movimento do carro e cenário visual passando por ele permite que você bloqueie qualquer outra entrada sensorial e se concentre em apenas uma. Meu conselho é colocar uma cadeira de massagem no banco do carro. Assim, quando ele parar, seu filho ainda estará sentindo o movimento. Você pode também colocar um DVD mostrando um cenário em movimento.
- Você pode me dizer porque meu filho cospe todo o tempo? Ele tem todos os outros tipos de comportamento também: bater a cabeça, rolar, balançar os braços, mas o cuspe é asqueroso e realmente faz com que as pessoas queiram ficar longe dele. Alguma ideia?
Carly: Eu nunca cuspi, quando era criança. No entanto, eu babava, e sentia como se cuspisse. Hoje eu percebo que eu nunca soube como engolir a saliva. Eu nunca usei minha boca para falar, e por isso, nunca usei os músculos da boca. Quando você tem saliva presa na sua boca, existem poucas maneiras de se livrar do desconforto. Tente dar a ele alguns doces por duas semanas. Isso vai fortalecer os músculos e ensina-lo a engolir a saliva.
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