sábado, 5 de janeiro de 2013

Formandos da FEI desenvolvem projeto para facilitar acesso de cadeirante à piscina.


Para facilitar o acesso de cadeirantes à piscina, um grupo de formandos do Centro Universitário da FEI (Fundação Educacional Inaciana) desenvolveu uma plataforma mecânica que tem capacidade para suportar até 650 quilos e se desloca até 1,5 metro de profundidade. Esse e mais 11 projetos serão apresentados no dia 14 dezembro, às 19h30, no Ginásio de Esportes do campus São Bernardo (avenida Humberto de Alencar Castelo Branco, 3.972, bairro Assunção), durante a 31ª Expo MecPlena, mostra de projetos de formatura dos alunos do curso de Engenharia Mecânica Plena da FEI.
Acesso de cadeirantes à piscinas.
Acesso de cadeirantes à piscinas.
Denominado de Hydro Lifter, o projeto consiste no desenvolvimento de uma plataforma feita de aço inoxidável para cadeirantes, que ao ser acionada por uma alavanca se deslocará até 1,5 metro de profundidade na piscina. Além do baixo custo estimado – cerca de R$ 5 mil – comparado com os equipamentos existentes no mercado, que podem chegar a R$ 10 mil, o Hydro Lifter tem como vantagem ser uma plataforma mecânica. Já os equipamentos semelhantes são hidráulicos ou eletrônicos, o que encarece o custo.
Para facilitar a produção de pizza, os alunos do projeto Angá Pizza desenvolveram uma máquina que integra os processos de dosagem e abertura da massa. Primeiramente, o operador abastece um recipiente com massa crua de pizza. A partir do acionamento da máquina, a massa é dosada por meio de um processo de extrusão e depositada em um prato, que é movido pelo operador até o processo de abertura da massa. “O projeto também engloba uma máquina para cortar de forma uniforme os pedaços de pizza”, destaca o formando Rodrigo Fernandes Lepinski, 23 anos.
Já na área de infraestrutura urbana os formandos propõem difundir o uso de máquina com ferramenta serra copo, utilizada para abertura de valas no asfalto e, posteriormente, recondicionamento do pavimento. De acordo com os alunos autores do projeto Asfalcut, o método proposto é pouco utilizado no Brasil, já que o mais comum é a britadeira. “Além de ter melhor ergonomia, o serviço é executado de forma mais rápida e o nível de ruído é menor, comparado à britadeira”, afirma o aluno Douglas Borgas Uzun, de 23 anos. O custo está estimado em R$ 15 mil. O equipamento, que necessita de um operador, também pode ser acoplado à caçamba de uma picape cabine simples.

http://www.mundodiversidade.com.br

Casa Acessível para Pessoas Deficientes e Idosos


Ex-aluno da Apae chamado de 'bobo' é escolhido presidente da Câmara em SP Uol Notícias/WM


Um vereador eleito para o sétimo mandato em Sertãozinho (333 km de São Paulo) é um exemplo de superação. Até os nove anos de idade, Rogério Magrini dos Santos, 45, não falava nem andava. Ele vivia num carrinho de bebê e era cuidado por alguns dos sete irmãos enquanto a mãe ia trabalhar na colheita da cana. A família, segundo ele, vivia numa casa de apenas um cômodo.
As limitações de fala e locomoção de Santos, porém, começaram a ser vencidas depois que ele foi matriculado na Apae (Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais), aos sete anos. Dois anos depois, graças a sessões de fonoaudiologia, passou a falar e, aos dez anos, a caminhar.
Nas ruas, porém, Santos passou a ser alvo de preconceito. "Os meninos me chamavam de bobo, louco, doido. Aí eu chorava e ia contar para a minha professora da Apae. Ela me dizia que ninguém é melhor do que ninguém e que eu deveria acreditar em mim e vencer. Foi o que aconteceu."
Dessa época veio o apelido de "Zezinho Atrapalhado", que, nas disputas eleitorais, acabou rendendo a Santos as maiores votações para a Câmara de Sertãozinho nos últimos 27 anos. Ele afirma que não se chateia mais quando é chamado pelo apelido. "Eu gosto, acho carinhoso. Hoje é o meu nome artístico", afirma.
Além de vereador pelo PTB, Zezinho Atrapalhado é humorista e costuma fazer de três a quatro shows por mês vestido de palhaço. No último, realizado em Bebedouro (381 km de São Paulo), afirma ter atraído 15 mil crianças.
Corte nos gastos
Se nos palcos o artista Zezinho Atrapalhado procura agradar a plateia, na Câmara de Sertãozinho o vereador, que é presidente da Casa, pretende fazer o oposto. A palavra de ordem do ex-estudante da Apae é cortar gastos.
"Ontem mesmo já demiti 22 pessoas. Foi uma choradeira, e eu chorei junto com as pessoas. Mas acho que o dinheiro público é para fazer escola e creches e não para gastos desnecessários. Também devolvi a máquina de café, que custava R$ 3.000 por mês, e já estou negociando o aluguel do prédio da Câmara."
Zezinho Atrapalhado afirma que fez voto de pobreza aos 14 anos. Ele se casou com separação de bens com uma "mulher rica", que herdou fazenda, e tem uma filha adolescente. "Eu tenho apenas um carro básico e um salário de R$ 7.800 de vereador. Não preciso de nada mais do que isso."
Para se eleger vereador, Zezinho Atrapalhado afirma não fazer gastos e apenas usar a experiência de garoto-propaganda, uma de suas primeiras profissões. Os votos são pedidos mediante panfletos e uma bicicleta equipada com um aparelho de som.
Divulgação
Zezinho foi escolhido presidente da Câmara de Sertãozinho

Exames de alunos cegos com formatos digitais

Os enunciados das provas finais e dos exames nacionais para alunos cegos e com baixa visão serão apresentados este ano num formato digital específico ou em documento com entrelinha 1,5, em formato PDF, anunciou o Ministério da Educação.
por Lusa, texto publicado por Paula Mourato

Fotografia © direitos reservados 
Estas duas soluções, a utilizar em alternativa, considerando o enquadramento específico das necessidades de cada aluno, constituem a resposta técnica que visa "contribuir para a melhoria das condições operacionais de realização de provas e de exames", anunciou o Ministério da Educação e Ciência (MEC).

Fica salvaguardada a possibilidade de este ano, com caráter transitório, os alunos que não reúnam condições para realizar as provas em formato DAISY (Digital Accessible Information System), poderem fazê-las transcritas em Braille.

Segundo o MEC, desde 2005 que são produzidos em Portugal manuais escolares e outros livros no sistema DAISY, um formato áudio-digital com funcionalidades acrescidas para pessoas cegas ou com baixa visão.

Estes livros caracterizam-se pela sincronização entre a informação áudio e a informação escrita que permite simultaneamente ler e ouvir ler, possibilitando manipular e ajustar a cada utilizador a velocidade de leitura áudio, o tamanho dos caracteres e o contraste entre as cores do texto no ecrã.

De acordo com a descrição do MEC, é ainda possível localizar informação textual, colocar marcadores no texto e inserir comentários e notas pessoais, bem como "navegar ao longo dos documentos, por capítulo, subcapítulo e secções".

Para o MEC, trata-se de "uma interessante opção de acesso à leitura", no âmbito da realização de atividades em sala de aula, sendo tais potencialidades extensivas "a contextos de avaliação formal".

Para que o sistema funcione, foi concebido um plano nacional de acompanhamento às escolas, no âmbito do qual os profissionais que integram os centros de recursos TIC (Tecnologias da Informação e Comunicação) assumem a "primeira linha de apoio" aos docentes que trabalham diretamente com estes alunos, como os professores de educação especial e titulares de turma.

Os elementos daqueles centros de recursos (CRTIC) vão contactar já nos próximos dias as direções dos agrupamentos de escolas das respetivas áreas geográficas.

"Oportunamente será divulgado o elenco completo das adaptações a disponibilizar este ano letivo", afirma o MEC, segundo o qual a lista apresentará - à semelhança dos anos anteriores - "soluções destinadas a alunos daltónicos e com limitações motoras severas".

Os pedidos de provas adaptadas devem ser dirigidos ao Júri Nacional de Exames.

No caso específico dos ficheiros entrelinha 1,5 (PDF), a consulta e utilização para treino, como a ampliação/redução, deslocação horizontal e vertical no documento, poderá ser feita nos ficheiros das provas e exames de 2012, bem como nos ficheiros dos testes intermédios, disponíveis na página eletrônica da Direção-Geral da Educação.

O ministério diz, em comunicado, que norteia a aposta nestas plataformas pelo princípio de que nenhum aluno, por condições de deficiência ou incapacidade, deverá estar limitado no acesso à leitura e à informação escrita.

Tecnologia Assistiva - Flexmotor para membros inferiores


O Flexmotor foi criado a partir da necessidade e carência de um produto que realizasse exercícios para quem não possui movimento nos braços e nas pernas, e, logo de início, mostrou-se um sucesso.

Ideal nas terapias de Lesão Medular, AVC, Parkinson, Esclerose Múltipla, etc.

Opcional: Sensor de Espasticidade.

https://www.facebook.com/inclusaobrasil

Entrevista: não matricular crianças com deficiência é crime


A coordenadora do Fórum Nacional de Educação Inclusiva, Claudia Grabois, concedeu entrevista à GloboNews a respeito do direito à educação inclusiva. Recentemente, a Confederação Nacional dos Estabelecimentos de Ensino (CONFENEN), em seu boletim (páginas 8, 9 e 10), afirmou que escolas privadas podem restringir o acesso e a permanência na educação de pessoas com deficiência e afirmou ser legítimo discriminá-las e excluí-las do sistema educacional comum.
Na entrevista, Claudia Grabois esclareceu que as escolas privadas não são regidas por legislação diferenciada e que, à parte disso, discriminar é crime. Negar ou fazer cessar matricula por motivo de deficiência é crime, com pena de reclusão de 1 a 4 anos (Lei 7.853/89). Clique na imagem abaixo a assista ao vídeo.
claudia_globonews
http://globotv.globo.com/globo-news/jornal-globo-news/v/escolas-que-nao-aceitarem-criancas-com-deficiencia-podem-ser-denunciadas-por-crime/2270199/