segunda-feira, 2 de julho de 2012

Alfabetização para alunos com dificuldades de aprendizagem. Muito bom este site da Downex!!!

Downex
Foi lançado na internet um software interativo para auxiliar a alfabetização de crianças e adolescentes com síndrome de Down. O Downex, como foi batizado, visa acelerar o reconhecimento de palavras e sons e se faz uma alternativa mesmo quando há um caso de hiperatividade, o que quase sempre dificulta o processo de aprendizagem.
De acordo com a mentora do projeto, Ameliara Freire, a iniciativa surgiu na graduação, fruto de dificuldades encontradas em seu próprio cotidiano. "Meu irmão, hoje com 25 anos, tem a síndrome e a alfabetização sempre foi um problema em seu desenvolvimento. O pensamento foi criar forma de facilitar esse aprendizado", explica. O programa teve um projeto inicial quando a jovem ainda cursava sistemas de informação, em 2006, e tomou moldes de produto aplicável em um tratamento pedagógico este ano, em seu projeto de mestrado.
Simples e com uma interface colorida, o Downex foi concebido para manuseio por parte da criança junto a um adulto responsável. Após escolhida uma das letras do alfabeto (ainda com 23 caracteres, sem a incorporação de k, y ou w), a criança é levada a uma tela em que deve identificar imagens e palavras que tenham início com a letra selecionada.
Simples e com uma interface colorida, o Downex foi concebido para manuseio por parte da criança junto a um adulto responsável. Após escolhida uma das letras do alfabeto (ainda com 23 caracteres, sem a incorporação de k, y ou w), a criança é levada a uma tela em que deve identificar imagens e palavras que tenham início com a letra selecionada.
Além de cores, o aluno ainda tem o recurso sonoro que identifica cada figura, facilitando a associação do vocábulo. "É uma ferramenta fantástica. Conseguimos fixar a atenção mesmo em pacientes hiperativos e automatizar conhecimentos relacionados às letras trabalhadas. Além disso, o exercício contínuo com o mouse facilita o desenvolvimento da coordenação motora, muito relevante nestes casos", afirmou a fonoaudióloga Andressa Viana, uma das primeiras profissionais a realizar testes com o software junto a pacientes com down.
No site também serão criados perfis para professores e administradores, de forma que relatórios dos usuários possam ser acessados e comparados, permitindo uma melhor avaliação de seu progresso. "A aceitação por parte da criança vem porque a atividade se apresenta de forma divertida, mas essa ação não substitui professor ou aprendizado tradicional, é apenas uma forma de permitir um acompanhamento contínuo que acelere essa formação intelectual, em casa ou na escola", finaliza Freire.

O endereço do Downex é www.downex.com.br.

Fonte: Diário de Pernambuco / e Sentidos-a Inclusão social de PcD.


A flor de Piel (montaje final)


quarta-feira, 27 de junho de 2012

Dicas de filmes!!!






O site filmeseducativos.com está atualizado e com muitas novidades.

Acervo com maisde 400 titulos sobre Autismo, surdos, Def. visual, Ed. especial, sind. de Down...

terça-feira, 26 de junho de 2012

{Dressy Indica} Bares e casas noturnas com acessibilidade em Curitiba


Olá meninas!
O Dressy Indica de hoje surgiu de um email que recebemos da nossa leitora Mary Lyrio,  que vem para Curitiba no final do ano e quer curtir nossas baladinhas!
Durante a pesquisa para o post, percebi que, felizmente, muitos bons lugares na nossa cidade estão preparados para atender cadeirantes, então meu trabalho não foi nada difícil! Como não sabia o gosto musical da Mary fiz indicações de diversos gêneros musicais e também incluí bares com música ao vivo.
 Casas noturnas:
Aos Democratas (samba):  Rua Doutor Pedrosa, 485, Batel, telefone 3024-4496, 19h/1h30 (sáb. 12h/1h30; dom. 15h30/0h).
Crossroads (rock): Avenida Iguaçu, 2310, Água Verde, telefone 3243-3711, 21h/4h (fecha dom. a ter.)
Era só oq faltava (pop/rock): Avenida República Argentina, 1334, Água Verde,  telefone 3342-0826, 20h/último cliente (qui. a sáb.)
Matriz & Filial (samba): Avenida Iguaçu, 2300, Água Verde, telefone 3343-3063, 19h/12h30 (fecha dom. e seg.)
Wood’s bar (sertanejo): Rua México, 290, Bacacheri, telefone 3018-7425, 22h30/último cliente (qua., sex. e sáb.)
Bares:
Babilônia: Alameda Dom Pedro II, 541, Batel, telefone 3566-6464 (24hs por dia).
Beto Batata Barigui: ParkShopping Barigui, loja 174, Mossunguê, telefone 3317-6969 (11h/1h).
Cana Benta: Rua Itupava, 1431, Alto da XV, telefone 3019-6898. 11h/1h (dom. 16h/0h).
Carmel: Rua Deputado Carneiro de Campos, 159, Cabral, telefone 3252-3222. 18h/1h30 (sex. e sáb. até 2h30; fecha dom. e seg.).
Gonzales y Garcia: Rua Visconde do Rio Branco, 948, Mercês,  telefone 3053-9933. 12h/15h e 17h/0h (sex. e sáb. até 2h; dom. só almoço; fecha seg.).
Jacobina: Rua Almirante Tamandaré, 1365, Juvevê, telefone 3016-6111, 11h/1h (fecha dom.)
Menina dos Olhos: Rua Manoel Eufrásio, 1550, Centro Cívico, telefone 3252-9030, 17h/0h (sáb. 14h/2h30; dom. 14h/1h; fecha seg.)
Mustang Sally: Rua Coronel Dulcídio, 517, Batel, telefone 3018-8118, 17h/0h (qui. até 1h; sex. e sáb. até 2h)
Santa Marta: Rua Bispo Dom José, 2030, Batel, telefone 3343-2803, 18h/último cliente (sáb. também 11h30/15h30)
Sláinte: Rua Presidente Taunay, 435, Batel, telefone 3026-8701, 11h/último cliente (fecha dom.)
Taj: Rua Bispo Dom José, 2302, 2302, Batel, telefone 3343-4467, 17h30/último cliente (dom. e seg. a partir das 17h)
Para todo mundo curtir, sem exceções! ;)

Auto-transplante de células-tronco na Bahia


Primeiro experimento com um autotransplante de células-tronco faz com que paciente paraplégico recupere, em apenas seis semanas, parte dos movimentos nos membros inferiores e o controle dos esfíncteres.




Um pequeno passo para um homem, um salto gigantesco para a humanidade — e para a ciência. Assim como a caminhada de Neil Armstrong na Lua serviu como um espetacular símbolo do avanço humano, os resultados de um transplante de células-tronco em um paciente vítima de trauma raquimedular em Salvador (BA), representam um raio de esperança para os paraplégicos. Seis semanas após ser submetido a um tratamento experimental, o primeiro paciente recuperou a sensibilidade nos pés e nas pernas e já consegue movimentar os membros inferiores, mesmo que ainda não seja capaz de andar. O estudo foi desenvolvido por pesquisadores do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular (CBTC), parceria entre o Centro de Pesquisa Gonçalo Moniz (CPqGM/Fiocruz Bahia) e o Hospital São Rafael, da capital baiana. Pioneira no mundo, a terapia será experimentada em 10 ou 12 pacientes ainda este ano.
O tratamento consiste no implante de células-tronco — retiradas do próprio paciente — no local onde a coluna foi lesionada. Os pesquisadores coletam uma amostra de sangue retirada pelo osso ilíaco, que forma a bacia. Essa amostra, contendo células-tronco adultas da medula óssea, é encaminhada para um laboratório especializado no cultivo das células-tronco. Esse processo pode levar de três a cinco semanas e aumenta a concentração de células-tronco da amostra de 1% para até 99%. No Brasil, existem apenas oito laboratórios que realizam o cultivo de células-tronco. Implantados pelo Ministério da Saúde, são os chamados centros de tecnologia celular. Depois de cultivada, a amostra concentrada é reinserida no organismo no local onde ocorreu a lesão. Terminados os procedimentos cirúrgicos, o paciente inicia um tratamento intensivo de sessões diárias de fisioterapia, que dura seis meses.
(Veja: Paraplégico movimenta pernas após transplante pioneiro na Bahia)
O primeiro a receber o novo tratamento foi um policial militar de 47 anos, vítima de um acidente que traumatizou a região lombar da coluna. Há nove anos em uma cadeira de rodas, o paciente voltou a ter sensibilidade nos membros inferiores um mês e meio após a cirurgia. Os pesquisadores estão animados, mas cautelosos. O paciente consegue pedalar e ficar de pé com a ajuda de um equipamento especial, chamado espaldar, mas não é possível prever se ele voltará a andar.
Para a coordenadora do projeto, a bióloga Milena Soares, isso depende da fisioterapia e dos resultados de longo prazo, já que a aplicação do estudo em seres humanos ainda está no começo. Ela e a equipe acompanham o progresso do paciente na fisioterapia, etapa importante para o estudo, porque trabalha a recuperação da massa muscular. “A inatividade faz com que os membros atrofiem, fiquem pele e osso. As sessões ajudam a fortalecê-los e a obter ganho de massa muscular.”
Otimismo
O estudo trabalha a melhoria da qualidade de vida dos voluntários. Mesmo com os movimentos limitados, o primeiro paciente já recuperou boa parte do controle dos esfíncteres e da bexiga, que o deixará livre dos cateterismos para retirada da urina. “O procedimento ainda está no começo com seres humanos. Estamos avaliando tudo com muito cuidado, por questões de segurança” conta a bióloga. Além do policial militar, dois outros pacientes fizeram a cirurgia de reimplante das células-tronco na semana passada e as características do pós-operatório foram tão positivas quanto as do primeiro. “Por enquanto, são poucos pacientes, mas ainda não tivemos nenhum efeito negativo.” Durante o tratamento, uma equipe de neurocirurgião, neurologista, urologista, cardiologista e fisioterapeutas acompanha e avalia a saúde dos pacientes.
A pesquisa do Centro de Biotecnologia e Terapia Celular começou há cinco anos. Os primeiros testes foram realizados em cães e gatos paraplégicos, que receberam quantidades variadas de células-tronco, a depender do tamanho da lesão. Os animais demonstraram melhora significativa no controle dos esfíncteres, além de recuperarem a sensibilidade nas patas e alguns movimentos, em graus variados. Em camundongos, a aplicação das células-tronco ajudou a reduzir a fibrose, fenômeno que diminui a passagem dos impulsos cerebrais.
A previsão é de que o estudo seja concluído em dois anos, com a participação de 20 voluntários paraplégicos. Para participar do estudo, o paciente deve ter entre 18 e 50 anos e apresentar trauma raquimedular com lesão completa há pelo menos seis meses. A lesão completa se caracteriza pelo dano neurológico no qual não existe nenhum grau de atividade motora voluntária ou sensitiva abaixo do nível da lesão.
Ticiana Ferreira, médica que participa da seleção dos pacientes, explica que o voluntário tem que apresentar lesão fechada, na qual não há secção da medula. “Ela não pode ter sido exposta, a fratura não pode ser total, a coluna tem que estar apenas lesionada. Por isso, o estudo só é realizado com pacientes que sofreram queda de uma altura elevada, mergulho em águas rasas e acidentes desse gênero.” O tratamento ainda não é aplicado a vítimas de lesão com arma de fogo ou arma branca. Este tipo de lesão é mais profunda, caracterizando a secção da medula.
Apesar do elevado número de cartas e e-mails de interessados em participar da pesquisa, o número de pacientes do estudo está limitado aos 20 voluntários que já foram selecionados. No Brasil, cerca de 40 pessoas em cada milhão de habitantes são vítimas de traumatismo medular anualmente, resultando em um total de seis a oito mil casos por ano. As lesões são mais frequente no sexo masculino, na faixa etária de 15 a 40 anos e acidentes automobilísticos são responsáveis pela maioria dos casos. Métodos para restaurar a função medular ainda não estão disponíveis e, atualmente, o caminho para o tratamento de leões medulares é a reabilitação.
Estímulos interrompidos
A lesão medular é geralmente causada por acidentes automobilísticos, mergulho, agressão com arma de fogo ou queda de altura e resulta em lesão das estruturas medulares interrompendo a passagem de estímulos nervosos através da medula.
Fonte: http://clippingmp.planejamento.gov.br/