segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Pensemos...

                                   A gargalhada é o Sol que varre o inverno do rosto humano."
                                                      [Victor Hugo]



Tão simples! É um efeito orgânico surpreendente!Mas sem artificialidades,pelo menos complicado,pelo amor  incondicional,pela palavra bem colocada,pelas ações inesperadas.Sejamos autores de sorrisos,levemos-os em todos lugares,escolhamos o riso e não a dor!
Acessibilize o riso!!!

Uma eleição "deficiente"





A chamada do noticiário para o jornal da noite cita uma matéria onde o chefe político de plantão da localidade inaugurou um novo complexo esportivo dedicado às pessoas com deficiência. A reportagem, para ilustrar a matéria mostra a quadra poliesportiva novinha e cenas de um jogo de basquetebol entre cadeirantes, seguido de um jogo de futebol de salão para pessoas com deficiência visual.

Todos elogiam o lugar e exaltam a figura do doutor fulano que tornou aquele sonho possível. Em sua entrevista, o doutor fulano ressalta a importância da inclusão social (mesmo que isso signifique isolar pessoas com deficiência em um local só para elas) e faz promessas de mais benefícios para os "coitadinhos deficientes". Candidato a deputado na eleição que se aproxima, o doutor Fulano espera ser votado maciçamente por esse público.

Em casa, Marcos, que é pessoa com deficiência visual, ouve a matéria e chama a esposa para descrever o que a TV está mostrando, pois, em nenhum momento a emissora pensou que do outro lado da telinha existem milhões de cegos assistindo ao jornal e não têm acesso às imagens, pois a tal emissora não disponibiliza áudio-descrição dos seus programas.

Em casa, Ana Maria, que é surda e vive sozinha, não tem ninguém para chamar para lhe ajudar a saber a que exatamente as imagens da TV se referem, pois a emissora também não legendou a programação, nem providenciou a oferta da janela de LIBRAS para traduzir o que estava sendo dito na matéria.

Em casa, Dagoberto, que é cadeirante, achou tudo muito bonito, mas lamentou que não vai poder usar o complexo esportivo pois esse, apesar de acessível,está localizado num bairro da cidade que não é servido por transporte público adaptado.

Em casa, Mariana, pessoa com deficiência intelectual, pediu que a mãe a levasse para jogar basquete naquela quadra e teve de ouvir como resposta que a TV informara que aquele local tinha sido cedido para uma entidade de reabilitação, a qual não atende pessoas com a deficiência de Mariana.
Nesse momento, o doutor fulano acabava de perder ou, pelo menos, deixava de ganhar, no mínimo, 4 votos.

O último censo demográfico brasileiro aponta a existência de mais de 24 milhões de pessoas com deficiência no Brasil. Se mantida a proporção (14,5%), o censo que será realizado este ano de 2010 deverá encontrar quase 30 milhões de pessoas com deficiência. O maior grupo é o das pessoas com deficiência visual, parcial ou total, seguido pelo grupo das pessoas com deficiência física ou motora.

Desse total, mais de 70% têm mais de 16 anos e, portanto, são eleitores. Cerca de 20 milhões de votos (na verdade, muito mais, se considerarmos os familiares dessas pessoas) espalhados por todo Brasil. Sonho de consumo de qualquer candidato. Deveria ser o sonho de consumo de todo marketeiro que vai cuidar da propaganda eleitoral desses candidatos.

Os políticos ainda se preocupam em fazer jogo de cena e em entregar pacotes de caridade em forma de benefícios fiscais, gratuidades ou verbas para entidades assistencialistas. Os marketeiros não têm esse poder. Mas teriam o poder de fazer a mensagem publicitária chegar a esses eleitores e isso seria muito mais simples do que parece.

Numa eleição onde os meios de comunicação eletrônicos serão cada vez mais a ferramenta para se chegar aos eleitores, a falta de preocupação com a acessibilidade comunicacional é gritante. Se você entrar no site de qualquer um dos grandes partidos políticos vai encontrar, em todos eles, programas de TV da legenda. Nenhum deles tem qualquer recurso de acessibilidade.

Nem vou entrar no mérito da falta de acessibilidade nas TV´s abertas, essas estão protegidas da obrigatoriedade da oferta de acessibilidade por manobras protelatórias do Ministério das Comunicações.

Verdade se diga, isso não é exclusividade de políticos e de marketeiros. Esta semana mesmo recebi um material de divulgação de um curso sobre inclusão.

Nem o material, nem o site da faculdade que o promovia eram acessíveis. Ao procederem assim, os promotores de tal curso pareciam dizer: "Afinal de contas, para que as pessoas com deficiência precisam de acesso a conteúdos que falem a respeito delas?"

Pior ainda é visitar algumas páginas de políticos que são, eles mesmos, pessoas com deficiência, e descobrir que em seus sites existem conteúdos sem acessibilidade.

Convém lembrar que essa preocupação dos criadores e produtores dos programas de TV, rádio e de páginas da Internet não pode se resumir às questões tecnológicas (se bem que só isso já seria um salto de qualidade enorme), mas também à linguagem e às atitudes devem ser ponto de preocupação desses profissionais.

Muitas pessoas com deficiência, historicamente, tiveram pouco ou nenhum acesso à educação formal e, em decorrência disso, nem sempre vão entender mensagens que usam expressões mais complexas. O que os marketeiros não podem esquecer é que, mesmo sem a mesma bagagem cultural, essas pessoas têm consciência política.

Claro, existe uma grande massa de manobra que se satisfaz com o fato de ganhar um passe livre para o transporte público e barganhar seu voto em troca disso, para depois descobrir que o ônibus é gratuito. E também essas pessoas, junto às demais pessoas com deficiência não conseguirão chegar ao ponto ou embarcar no transporte, pela falta de acessibilidade física.

Claro, existe uma grande massa manobrada por instituições assistencialistas que as tutelam e fazem qualquer negócio para não perder esse poder. Não poucas dessas instituições têm representantes (geralmente, não são as próprias pessoas com deficiência) nas câmaras e no senado, eleitos às custas dessa troca de favores. Tanto uns como outros continuarão presentes na próxima eleição, mas isso também está mudando.

As pessoas estão ficando mais críticas e mais preocupadas em conquistar sua autonomia. Não adianta a propaganda do governante Beltrano falar que está colocando professores auxiliares nas séries iniciais do ensino fundamental se, quando o aluno chega à escola ele descobre que isso só acontece numa escola modelo ou projeto piloto do outro lado da cidade.

Não adianta nada políticos e marketeiros tomarem todas as medidas para que suas campanhas sejam acessíveis se os locais de votação estão repletos de escadas inacessíveis, armadilhas diversas para pessoas com deficiência física, com dificuldade de locomoção, com baixa visão e cegas.

Agora, se você é profissional de marketing, ou produtor de mídia eletrônica e vai trabalhar para algum candidato nas próximas eleições, não deixe de se informar a respeito dos recursos de acessibilidade disponíveis e não se esqueça de incluí-los na sua campanha.

Descubra o que é áudio-descrição, legendagem, interpretação de Libras, existe muita informação a respeito disso na Internet. Convide pessoas com deficiência para participarem dos focus groups sobre a campanha. Entenda a terminologia e a linguagem usadas com essas pessoas.

Isso tudo não garante que todas as pessoas com deficiência votarão no seu candidato mas, pelo menos, evitará que votos sejam perdidos pelo fato de todos esses eleitores em potencial sequer haverem tido conhecimento da sua proposta, pois ela lhes estava inacessível.

Publicado originalmente na Revista Brasileira de Tradução Visual

Descrição da imagem: mão de uma pessoa cega preenchendo uma cédula eleitoral em braille.

sábado, 5 de novembro de 2011

A praça é para quem?


SEM MEDO DE ENVELHECER…
Mantenha uma saúde ótima!


Uma coisa é avançar na idade e envelhecer gradualmente; outra coisa é entrar em decomposição enquanto ainda estamos vivos.

Há muitas pessoas que envelhecem mas, paradoxalmente, mantêm-se jovens e saudáveis. Jovens não apenas na mentalidade mas também nos comportamentos, nos estilos de vida, na criatividade e na saúde.

A minha avó manteve-se jovem até bem perto dos 100 anos de idade. Brincava com os bisnetos, conversava sobre a vida (lembro-me dela ter-me contado as peripécias das invasões francesas que lhes foram contadas pela mãe que viveu uns 120 anos) e adorava jardinagem. A sua saúde só se ressentiu quando uma queda a fez partir a bacia, o que a obrigou a ficar os últimos anos sentada. Creio que, aquilo que mais falta lhe fez, foram as flores do seu jardim – algo que lhe dava um grande prazer.

Mesmo quando temos mais de 50, 60 e até 70 e mais anos de idade estamos a tempo de criarmos novas fontes de prazer e de realização, incluindo o prazer de travar o envelhecimento. Quantas pessoas não o conseguiram a partir já de idades avançadas? Eu mesmo, perto dos 50 anos, mudei de vida e de percurso profissional. E estou muito feliz por o ter feito.

OS FALSOS VELHOS
Segundo um estudo norte-americano, 70% dos envelhecimentos não são verdadeiros envelhecimentos. “ São decomposições”, escreve Henry Lodge, um jovem médico especialista em rejuvenescimento. Ele refere-se a decomposições orgânicas e mentais devidas a muitas doenças provocadas pelo estilo de vida e onde se destacam as já tão vulgares (embora perigosas) doenças cardiovasculares, obesidade, diabetes, certos tipos de Alzheimer e alguns cancros.

A MENTE TAMBÉM ENVELHECE POIS PERTENCE AO CORPO
Não confie demasiado na tão badalada “força da mente” (onde cabe tudo como o pensamento positivo, o otimismo, etc.) para conseguir manter-se jovem só através do pensamento e das atitudes. Se você não cuidar da sua saúde – prevenindo-se atempadamente de doenças da idade, alimentando-se saudavelmente e fazendo exercício – você continuará a decompor-se (e a ficar decrépito) mesmo que revele uma notável mentalidade jovem (o que será difícil de obter se não cuidar da sua saúde integral).
Nelson S Lima

Restaurante usa iPad como cardápio - Baixaki

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu sou é criança, e daì?



"Eu sou criança. E vou crescer assim. Gosto de abraçar apertado, sentir alegria inteira, inventar mundos, inventar amores. O simples me faz rir, o complicado me aborrece.
(...) Sou menina levada, sou criança crescida com contas para pagar. E mesmo pequena, não deixo de crescer.
Trabalho igual gente grande, fico séria, traço metas. Mas quando chega a hora do recreio, aí vou eu... Escrevo escondido..., faço manha, tomo sorvete no pote, choro quando dói, choro quando não dói.
E eu amo. Amo igual criança. Amo com os olhos vidrados, amo com todas as letras. A - M - O. Sem restrições. Sem medo. Sem frases cortadas. Sem censura. Quer me entender? Não precisa. Quer me fazer feliz? Me dê um chocolate, um bilhete, uma mentira bonita pra me fazer sonhar. Não importa.
Todo dia é dia de ser criança e criança não liga pra preço, pra laço de fita e cartão com relevo.
Criança gosta mesmo é de beijo, abraço e surpresa! (E eu – como boa criança que sou – quero mais é rasgar o pacote!)"
- Fernanda Mello -


Via Michele Marques
♥ Mel
 
Baú de Idéias

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

O Palhaço | Crítica


Selton Mello recorre à imagem do circense melancólico para homenagear a tradiçã. o verbal do humor brasileiro

Dizem que o circo é uma família, e a de Benjamin (Selton Mello) está em crise.

Enquanto todos ao seu redor estão em harmonia em seus laços - o casal de acrobatas, os irmãos músicos, o ilusionista e sua filha - o palhaço conversa pouco com seu pai (Paulo José), também palhaço e dono do picadeiro. Existe algo incomodando Benjamin em O Palhaço, e não parece ser somente a pressão para comprar um ventilador novo para a namorada do pai, Lola (Giselle Motta), a dançarina do circo.
Em entrevistas, Selton Mello diz que este seu segundo longa-metragem como diretor, depois de Feliz Natal, não tem nada de autobiográfico. O ponto de partida, porém, foi a crise criativa que tomou o ator em 2009 - o artista que se questiona no filme e que vai atrás da sua identidade (literalmente, já que Benjamin tem só uma certidão de nascimento caindo aos pedaços) seria uma forma de encarar e curar essa crise.
Não é inédita, de qualquer forma, a imagem do palhaço triste, que pinta um sorriso sobre a boca, faz todos rirem mas chora por dentro. Ela é quase indissociável da arte do circo durante o século 20, quando o ocaso dosespetáculos itinerantes, substituídos pelo cinema, rendeu filmes melancólicos como Os Palhaços (1970), de Fellini. Não por acaso, Mello cita entre suas referências para o filme alguns ícones da memória afetiva do humor:Jacques Tati, Oscarito, Didi Mocó.
O Palhaço tem um pouco de Wes Anderson também. Por onde passam, Benjamin e sua trupe são mostrados com aqueles enquadramentos geométricos de tableau vivantque marcam o cinema de Anderson - e Benjamin, com sua fala engasgada e sua postura reta, de quem enrijeceu com tantos dilemas mal resolvidos, bem que podia ser um dos excêntricos Tenenbaums.
O que torna o filme particular, e não só um apanhado de (boas) referências, é que elas estão servindo em O Palhaço para fazer um elogio autêntico da tradição brasileira do humor verbal. Os enquadramentos geométricos transformam toda situação num palco em potencial. Quando Benjamin e os demais encontram o mecânico ou o delegado (Tonico Pereira e Moacir Franco em suas respectivas participações especiais), os personagens são dispostos na cena para que um fique no "palco" (a oficina, a mesa do delegado) e os demais fiquem na "plateia" (o banco dos réus onde Benjamin se senta).
No fundo, é nessa homenagem a nomes da comédia nacional que Selton Mello - e Benjamin - encontra a cura da sua crise. É uma cura pela coletividade, por sentir-se parte de algo, sentimento que tem uma boa expressão justamente no mundo do circo.

Isso fica mais do que evidente no plano (também geométrico) em que Jorge Loredo conta uma piada, sentado na ponta de uma mesa. A piada nem é tão boa assim, mas a interpretação do eterno Zé Bonitinho a melhora consideravelmente. Na outra ponta da mesa, de novo em posição de plateia, Benjamin sorri de verdade, enfim encontrou alguém que o fizesse rir


terça-feira, 1 de novembro de 2011

Mensagem






"O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que 
as pessoas escalassem o Everest ou fizessem 
grandes sacrifícios. Ele só pediu que nos 
amássemos uns aos outros." - Chico Xavier

AMIZADE VERDADEIRA E QUE JAMAIS SERÁ ROMPIDA.

Menino de 7 anos já juntou R$ 12 mil pilotando kart para ajudar amiga com câncer. Um garoto de 7 anos de idade da cidade de Manassas, no estado de Virgínia (EUA), tem chamado a atenção depois que começou a pilotar kart com a intenção de juntar dinheiro para ajudar uma amiga que tinha câncer. Timmy Tyrrell Jr. teve a ideia depois de ver a amiga Ella Day perder os cabelos por causa de um câncer. A menina já está curada, mas Mini – como o garoto é conhecido – continua juntando dinheiro para outros pacientes da doença. Ele já conseguiu angariar mais de US$ 7 mil (aproximadamente R$ 12,4 mil) em eventuais premiações e doaçoes de espectadores. “Eu só não quero que as pessoas fiquem doentes, porque elas podem morrer. E eu não quero isso nem um pouco”, disse Mini ao canal de TV americano NBC. Por Redação Yahoo! Brasil | Yahoo! Notícia Ponto de vista: Toda e qualquer doença se torna menos sofrida quando temos ao nosso lado amizades sinceras e que representam mesmo que indiretamente grande força para não desistirmos de continuar a caminhada.

sábado, 29 de outubro de 2011

Viver um dia de cada vez...

Há duas formas para viver sua vida.

Uma é acreditar que não existe milagre.

A outra é acreditar que todas as coisas são um milagre.

Albert Einstein (1879-1955)

Milagres não existem, mas a vida è um milagre! Afinal! Não podemos, nem devemos viver presos como velhos, ao um passado, que nunca irá nos levar ao futuro prometido como num milagre!

Pois quem vive no passado não curti o presente, assim, jamais chegará a um futuro feliz.

O presente pode ser mais simples que você imagina!Nós pviodemos encontrá-lo na flor que muitas vezes não a vemos e está bem abaixo de nossas janelas,ou aquela árvore que trocou suas folhas ressecadas ,enrugadas por belas folhas verdes vistosas e frutos saudáveis a nos esperar.O sol que traz o vigor,a força,a energia é o que castiga o ser, a chuva que refresca é a que traz a angustia do viver. Não! Não são os elementos terra, ar, água, fogo que modificam o humor, e sim o ser humano, que não os percebe como centelhas divinas ,que nos emprestam a alegria do presente maravilhoso pelo qual nós não sabemos desfrutar por pura ansiedade! Para chegarmos logo num futuro que talvez nem exista...