quarta-feira, 18 de março de 2015

Dispositivo ajuda pessoas com deficiência visual a ler

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Liat Negrin, israelense com deficiência visual desde a infância, entrou em uma loja de conveniência recentemente, pegou uma lata de vegetais e leu com facilidade o rótulo usando uma câmera simples e discreta acoplada aos seus óculos.
Ela tem coloboma, um defeito congênito que causa uma perfuração na estrutura do olho e atinge aproximadamente 1 em cada 10.000 pessoas, e é funcionária daOrCam, startup israelense que desenvolveu um sistema de câmera capaz de permitir que deficientes visuais sejam capazes de "ler"” com mais liberdade e facilidade.
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Até agora, os recursos para ajudar a leitura de deficientes visuais e cegos não passavam de dispositivos incômodos que reconheciam textos em ambientes controlados ou, mais recentemente, aplicativos de software em smartphones com recursos limitados.
OrCam, por outro lado, é uma câmera pequena, usada de forma muito similar ao Google Glass, que se conecta por meio de um pequeno fio ao computador compacto, desenvolvido para caber no bolso do usuário. O sistema é acoplado aos óculos do usuário com um imã e usa um alto-falante de condução óssea que garante nitidez na leitura das palavras ou objetos apontados pelo usuário.
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O sistema foi desenvolvido para reconhecer e falar "texto in-the-wild", termo utilizado para descrever artigos de jornais, números de ônibus e objetos como pontos geográficos, sinal de trânsito e rostos de amigos.
Atualmente, o dispositivo reconhece somente textos em língua inglesa. O produto está à venda no website da empresa por US$ 3.500, aproximadamente o preço de um aparelho auditivo.

A esquizofrenia na infância: Como detectar a esquizofrenia nas crianças

Como detectar a esquizofrenia em crianças.
A esquizofrenia é uma enfermidade médica que causa pensamentos e sentimentos estranhos e um comportamento pouco usual. É uma enfermidade psiquiátrica pouco comum em crianças, e é muito difícil ser reconhecida em suas primeiras etapas. O comportamento de crianças e adolescentes com esquizofrenia pode diferir dos adultos com a mesma enfermidade.
É uma desordem cerebral que deteriora a capacidade das pessoas para pensar, dominar suas emoções, tomar decisões e relacionar-se com os demais. É uma enfermidade crônica e complexa que não afeta por igual a quem sofre dela.
Estimativas da esquizofrenia
A esquizofrenia é uma enfermidade mental que afeta menos de 1% da população mundial, com independência de raças, civilizações e culturas. Segundo dados da OMS (Organização Mundial da Saúde), afeta uns 52 milhões de pessoas em todo o mundo.
No Brasil, estima-se que 1,8 milhão de pessoas são afetadas por esta doença.
Como detectar a esquizofrenia nas crianças?
As esquizofrenias que aparecem antes dos 5 anos, têm traços extremamente comuns ao autismo, e somente com uma evolução posterior, com o aparecimento de sintomas psicóticos, propriamente ditos, permitirá um diagnóstico certo. Antes dos 3 anos, o diagnóstico diferencial é muito improvável.
É praticamente impossível distinguir uma esquizofrenia de um autismo. Somente ficará esclarecido com o passar do tempo. A partir dos 5 anos o diagnóstico diferencial vai-se esclarecendo com a presença de sintomas psicóticos (alucinações, delírios) na esquizofrenia.
Mas pode-se notar alguns sinais de alerta nas crianças com esquizofrenia. O comportamento de uma criança pode mudar lentamente com o passar do tempo. Por exemplo, as crianças que desfrutavam, relacionando-se com outros, podem começar a ficar tímidas e retraídas, com se vivessem em seu próprio mundo. Às vezes começam a falar de medos e ideias estranhas. Podem começar a ficar obstinados pelos pais e a dizer coisas que não fazem muito sentido. Os professores podem ser os primeiros a perceberem esses problemas.
A esquizofrenia é hereditária?
Se na família houve outros antecedentes familiares de esquizofrenia, pode ser hereditária, mas numa porcentagem relativamente baixa (não supera os 25% de possibilidades), mas se a esquizofrenia desencadeou por fatores de estresse ambiental, ou por outras causas que não são genéticas, não há razão para herdá-la.
O que se deve fazer?
As crianças com esses problemas e sintomas devem passar por uma avaliação integral. Geralmente, essas crianças necessitam de um plano de tratamento que envolva outros profissionais. Uma combinação de medicamentos e terapia individual, terapia familiar e programas especializados (escolas, atividades, etc.) são frequentemente necessários. Os medicamentos psiquiátricos podem ser úteis para tratar de muitos dos sintomas e problemas identificados. Estes medicamentos requerem a supervisão cuidadosa de um psiquiatra de crianças e adolescentes.
Formas de esquizofrenia
Nem todas as esquizofrenias são iguais, nem evoluem da mesma maneira. Uma vez realizado o diagnóstico, os profissionais as dividem em quatro:
- PARANÓIDE: É a mais frequente. Caracteriza-se por um predomínio dos delírios sobre o resto dos sintomas, em particular, delírios relativos a perseguição ou suposto dano de outras pessoas ou instituições para o paciente. O doente está desconfiado, inclusive irritado, evita a companhia, olha de relance e com frequência não come. Quando é questionado, dá respostas evasivas. Podem acontecer alucinações, o que gera muita angústia e temor.
- CATATÔNICA: É muito mais rara que a forma anterior, e se caracteriza por alterações motoras, seja por uma imobilidade persistente e sem motivo aparente ou agitação. Um sintoma tipico é a chamada obediência automática, segundo a qual o paciente obedece cegamente todas as ordens simples que recebe.
- HEBEFRÊNICA: É menos frequente, e ainda que também podem dar-se a idéias falsas ou delirantes, o fundamental pode aparecer ants que a paranóide e é muito mais grave, com pior resposta à medicação e evolução mais lenta e negativa.
- INDIFERENCIADA: Este diagnóstico se aplica àqueles casos que sendo verdadeiras esquizofrenias não reúnem as condições de nenhuma das formas anteriores. Pode-se utilizar como uma “gaveta de alfaiate” em que se inclui aqueles pacientes impossíveis de serem definidos.
Tratamento da esquizofrenia
O tratamento dos processos esquizofrênicos podem ficar reservados para o psiquiatra. Requer o emprego de medicamentos difíceis de empregar, tanto pela limitação dos seus efeitos como pela quantidade de reações adversas que podem provocar. Em geral, os sintomas psicóticos antes citados, correspondem a dois grandes grupos:
 Sintomas “positivos”, ou produtivos. Refere-se a condutas ou modos de pensamento que aparecem na crise psicótica, em forma auditiva (novas condutas se somam às existentes). São os delírios e as alucinações, fundamentalmente. Neste caso, a palavra “positivo” não tem conotações favoráveis; significa simplesmente que “algo se soma ou se acrescenta”, e esse “algo” (delírios, alucinações) não é, em absoluto, nada bom.
- Sintomas “negativos”, ou próprios da deterioração: diminuição das capacidades com o aparecimento de sinais de fraqueza e debilidade. Distúrbios psíquicos, perda de ânimo afetivo, dificuldade nas relações interpessoais, incapacidade para trabalhar, etc. São ao principais sintomas negativos.
Pois bem, os tratamentos básicos antipsicóticos (neurolépticos, eletrochoque) podem atuar mais ou menos sobre os “sintomas positivos”. Mas não temos nada que atue de forma brilhante sobre os “negativos”. Somente o emprego de alguns neurolépticos concretos ou de antidepressivos, a doses baixas, pode ser de alguma ajuda. Seu manejo exige muitíssimo cuidado, pois podem reativar uma fase aguda da esquizofrenia. O eletrochoque se reserva para os casos de baixa resposta aos neurolépticos, ou para quadros muito desorganizados com riscos físicos para o paciente (condutas auto-agressivas, por exemplo). Sua utilidade é na fase ativa, e somente para os sintomas “positivos”.
Fontes:
– American Academy of Child and Adolescent Psychiatry (AACAP)

quinta-feira, 12 de março de 2015

Vizinhança aprende língua de sinais para surpreender morador surdo


Fotos: Reprodução/Youtube/DigitalSynopsis
Cuidado! O vídeo a seguir contém cenas que pode fazer você chorar.
Moradores de Instambul aprenderam a língua dos sinais, em segredo, para surpreender o dia de um morador surdo, chamado Muaharrem. 
Sem saber, Muaharrem participou da gravação de um comercial sobre o primeiro centro especial de atendimento a pessoas com deficiência auditiva da Samsung. 

No dia marcado, ele foi caminhar com sua irmã e ficou surpreso ao ver tantas pessoas desconhecidas conseguindo falar com ele. 

O resultado é emocionante. Assista ao vídeo:

quarta-feira, 11 de março de 2015

Unique innovation | SolaRoad





Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade
O caminho do futuro e o caminho para o futuro”: É assim que é apresentada a ciclovia solar que foi inaugurada recentemente na cidade de Krommenie, a noroeste de Amsterdã -a primeira ciclovia solar do mundo. 
O que a faz com que esta ciclovia seja tão especial e única vai muito além de sua inovação tecnológica: ela beneficia as populações e sistemas públicos municipais de seu entorno. 
O primeiro trajeto desta ciclovia, construída com painéis de concreto com células fotovoltaicas cobertas com vidro temperado, tem 70 metros de extensão. Ao receberam a incidência da luz solar, os painéis iniciam a geração de energia que é direcionada aos mais variados usos no entorno. 
A ciclovia, chamada de SolaRoad, foi apresentada mês passado como a primeira ciclovia solar do mundo; há outras iniciativas anteriores que seguem a mesma ideia, mas se diferenciam pelos materiais utilizados. 
Uma delas e a Starpath, em Cambridge. Implantada em meio ao parque Christ’s Pieces, seu principal atributo se deve ao fato de ser feita com uma pintura que armazena os raios ultravioletas durante o dia para emiti-los à noite. Outra versão é a SolarRoadways, uma proposta pensada para cidades que sofrem com as nevascas. Neste caso a ciclovia transforma a energia solar em calor para derreter a neve e liberar o caminho para os ciclistas. 
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
Conforme mencionado em um artigo do CityLab, esta nova ciclovia holandesa possui dois inconvenientes. O primeiro é seu alto custo de implementação, já que, quando estiver pronta em 2016 com seus 100 metros de comprimento, ela terá gasto US$3,7 milhões. O segundo é a orientação das células fotovoltaicas, que, por não poderem se voltar para melhor receber os raios solares, apresentam baixa eficiência. 
Todavia, o fato da primeira etapa desta ciclovia, com apenas 70 metros, gerar energia para três casas, o sistema públicos de iluminação, o monitoramento de tráfego e os carros elétricos, supera, de longe, qualquer desvantagem. 
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
Um dos integrantes do consórcio que participou na construção, Dr. Sten, disse à BBC que, eventualmente, as estradas solares poderiam ser utilizadas para recarregar os veículos elétricos que as utilizam. No entanto, em sua opinião, estes carros não são um substituto já que a eletricidade deles não é produzida de maneira sustentável. 
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
Cortesia de SolaRoad en Twitter (@SolaRoadNL)
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Cita:Constanza Martínez Gaete. "Holanda inaugura a primeira ciclovia solar do mundo que gera energia para a cidade" 10 Dec 2014. ArchDaily Brasil. Acessado 11 Mar 2015. <http://www.archdaily.com.br/br/758754/holanda-inaugura-a-primeira-ciclovia-solar-do-mundo-que-gera-energia-para-a-cidade>

segunda-feira, 9 de março de 2015

Kyle Coleman - Just Listen (Official Video)



Esse rapaz tem autismo e não podia falar. Agora, aos 20 anos, ele descobre que pode cantar. Wow!

O mercado de trabalho para jornalistas e repórteres com deficiência

imagesDe acordo com o ultimo censo, divulgado pelo IBGE em 2010, o instituto apontou que 45,6 milhões de pessoas declaram ter algum tipo de deficiência no Brasil. Ou seja, 23,9% da população brasileira. A maior parte dessas pessoas vive em áreas urbanas. A deficiência visual foi a mais apontada, cerca de 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).
Na Argentina, que é um país próximo (está localizado na América do Sul), existe cerca de 41 milhões de habitantes. Portanto, o que significa dizer que, o Brasil possui um pouco mais de cidadãos com deficiência, do que a argentina em sua totalidade.
O mercado de trabalho tem se adaptado muito para receber pessoas nessas condições, no entanto, ainda há, por parte de muitas empresas, muito preconceito para empregar profissionais que apresente alguma deficiência, seja qual for.
Uma profissão requer qualificação, não se julga os candidatos pela aparência física, mas, principalmente, por sua capacidade de desempenhar um bom trabalho. Ou seja, todos têm o seu espaço no mercado.
Não é diferente para os profissionais da comunicação (especificamente jornalistas), que são mediadores das noticias do dia a dia da sociedade. Até mesmo os profissionais que precisam de fontes, ir atrás de pautas, elaborar textos noticiosos, atender ao interesse da população ou, por exemplo, apresentar um telejornal, podem sim ter o seu espaço nessa área.
Clarissa Guerreta - Repórter
Clarissa Guerreta – Repórter
Clarissa Guerretta, que é jornalista e que cobriu a copa do mundo de 2014 aqui no Brasil, é repórter de uma webTv e grava seus boletins utilizando a linguagem de sinais. “Os surdos também são capazes de trabalhar como jornalista. Estou feliz de mostrar que existe essa abertura.” Disse Clarisse ao Portal Imprensa.
A repórter perdeu a sua audição, ainda criança (aos dois anos de idade), por conta da meningite.
A novela “Viver a Vida” teve uma personagem que se chamava Luciana, que era interpretada pela atriz Aline Moraes.
Flávia Cintra - Jornalista
Flávia Cintra – Jornalista
Escrita por Manuel Carlos, essa personagem foi inspirada pela jornalista Flávia Cintra, que na época foi contratada para ser repórter do Fantástico, da tv Globo.
Flávia ficou tetraplégica aos 18 anos e é conhecida pela sua militância pelas causas das pessoas com deficiência.
Quem não se lembra da Repórter, que entrou para o RankBrasil em 2014, Fernanda dos Santos Honorato? Sim, ela foi a primeira repórter com síndrome de Down do país. Foi através do esporte e das artes que Fernanda conseguiu desenvolver uma personalidade única para TV.
Fernanda dos Santos Honorato - Repórter
Fernanda dos Santos Honorato – Repórter
Desde 2006, ela trabalha para a TV Brasil, no Programa Especial. Mas foi no teatro que ela iniciou a sua trajetória. Ali, ela se destacou muito antes de embarcar nas telinhas. Também é dançarina (de dança cigana) e atleta da Sociedade de Síndrome de Down na modalidade natação.
Qualquer profissão requer dedicação, independentemente da área de atuação. Há, no entanto, uma série de questões que precisam ser estudadas. Principalmente no que diz respeito ao deficiente que queira ingressar para a área de comunicação. Já se pode perceber que a condição não interfere na capacidade desses profissionais jornalistas, que têm algum tipo de deficiência e que exercem as funções nesse mercado. Portanto, ainda assim, existe um pequeno espaço nas emissoras de TV, por exemplo. O mais comum é vê-los nos bastidores.
O jornalista Jairo Marques, que é conhecido por todo o Brasil por seu trabalho na Folha de S.Paulo, é cadeirante. Ele, que escreve para um blog no site da Folha, é formado em jornalismo e pós-graduado em jornalismo social. Em seu blog “Assim como você”, Jairo produz textos, irônicos, do seu dia a dia, principalmente, para chamar a atenção para essa causa, importantíssima, que é o descaso com pessoas que possui algum tipo de deficiência. O mais interessante são as expressões que ele usa em seus textos, que acaba se tornando muito divertido de se ler (não que seja engraçado ser deficiente, mas o texto é exatamente provocativo), pois as questões abordadas em seu blog são fundamentais para a sociedade entender o seu papel perante o contexto social de pessoas menos privilegiadas.
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Jairo Marques – Jornalista
Jairo explica um pouco sobre a questão de deficientes na TV e expressa o seu ponto de vista. ’’O ingresso, para profissionais com deficiência na TV, é extremamente restrito e praticamente inexistente. Sei de pouquíssimas pessoas com deficiência atuando em grandes TVs. No vídeo, me lembro de apenas uma. A TV “exige” uma imagem e, talvez, alguém interprete que pessoas com deficiência firam algum padrão. Em Londres, assisti programas de TV tocados por três âncoras com deficiência, por exemplo’’. Explica.
“É difícil responder, no entanto, qual meio de comunicação é comum para profissionais com deficiência atuarem, pois até onde eu sei, na grande imprensa, são poucos, muito poucos. Nos grandes jornais impressos, trabalhando como jornalistas, não devem passar de cinco pessoas, embora o ofício possa ser realizado por pessoas com as mais diversas condições físicas e sensoriais”. Completa.
Uma questão, que também é fundamental para a formação de cidadãos com deficiência, é a infraestrutura das instituições. Afinal de contas, a universidade é um espaço aberto a todos os públicos e, de antemão, deve ser adaptada para receber ingressantes que possuam limitações físicas, por exemplo.
”Acho que as universidades estão dispostas a receber alunos com deficiência e estão abertas a aprender junto. Penso que uma estrutura completamente acessível nunca vai existir. Isso se constrói de acordo com a realidade dos alunos que chegam, evidentemente, fornecendo o básico sempre (condições arquitetônicas, softwares etc)”. Afirma Jairo.

Homem é preso por torturar adolescente com doença rara no RJ

Jefferson Basílio, de 27 anos, foi preso em flagrante por torturar o filho da namorada. Mãe conseguiu flagrar agressões com a câmera de um celular.

Um caso que casou revolta e indignação no Rio de Janeiro. Um homem foi preso por torturar o filho da namorada. Um adolescente que sofre de uma doença rara. A mãe conseguiu flagrar as agressões usando a câmera de um celular.
Jefferson Basílio, de 27 anos, foi preso em flagrante por torturar o filho da namorada. Em um vídeo, gravado momentos antes da chegada da polícia, ele confessa os maus tratos ao menino.
Mãe: Admite!
Jefferson: Quando eu segurei ele, eu fui, ai tipo dei um apertão nele assim.
Mãe: Mas pera aí, quando, na cara dele ?
Jefferson: Isso.
Mãe: Por que você foi dar susto no meu filho ?
Jefferson: Dava susto nele.
A vítima é um menino de 13 anos. Ele sofre de uma doença degenerativa, a síndrome de Batten. Vive consciente em uma cadeira de rodas, mas não pode falar. Em apenas dois meses de relacionamento, a mãe do menino teve vários motivos para desconfiar do namorado. Ferimentos apareceram na cabeça, no rosto e nos pés do filho dela. 
A decisão mais difícil foi deixar pela primeira vez o filho em casa nas mãos de alguém que já tinha dado muitos sinais de ser um homem cruel. A mãe enfrentou esse temor, escondeu o celular atrás de caixas de remédios, ligou a câmera e saiu.
Na gravação, o namorado, Jefferson Basílio, aparece agredindo o menino várias vezes. As imagens são fortes, por isso vamos interromper as cenas. Jefferson estica e força os braços do menino para trás. Ele leva o adolescente para o quarto e o joga bruscamente na cama. Ele tenta fechar a porta, mas é possível ouvir o choro do menino.
Depois, de volta à sala, leva a perna do menino até a altura da cabeça, e faz vários movimentos violentos. Assustada, a mãe não quer mostrar o rosto, e espera Justiça. “Tinha ciúmes porque ele queria viajar, ele queria fazer muita coisa. Meu coração está doendo demais, esse homem tem que pagar. Ele tem que pagar, tem que pagar muito caro o que ele fez.
Na delegacia, Jefferson Basílio disse que só vai prestar depoimento a um juiz.
G1