segunda-feira, 9 de março de 2015

O mercado de trabalho para jornalistas e repórteres com deficiência

imagesDe acordo com o ultimo censo, divulgado pelo IBGE em 2010, o instituto apontou que 45,6 milhões de pessoas declaram ter algum tipo de deficiência no Brasil. Ou seja, 23,9% da população brasileira. A maior parte dessas pessoas vive em áreas urbanas. A deficiência visual foi a mais apontada, cerca de 18,8% da população. Em seguida vêm as deficiências motora (7%), auditiva (5,1%) e mental ou intelectual (1,4%).
Na Argentina, que é um país próximo (está localizado na América do Sul), existe cerca de 41 milhões de habitantes. Portanto, o que significa dizer que, o Brasil possui um pouco mais de cidadãos com deficiência, do que a argentina em sua totalidade.
O mercado de trabalho tem se adaptado muito para receber pessoas nessas condições, no entanto, ainda há, por parte de muitas empresas, muito preconceito para empregar profissionais que apresente alguma deficiência, seja qual for.
Uma profissão requer qualificação, não se julga os candidatos pela aparência física, mas, principalmente, por sua capacidade de desempenhar um bom trabalho. Ou seja, todos têm o seu espaço no mercado.
Não é diferente para os profissionais da comunicação (especificamente jornalistas), que são mediadores das noticias do dia a dia da sociedade. Até mesmo os profissionais que precisam de fontes, ir atrás de pautas, elaborar textos noticiosos, atender ao interesse da população ou, por exemplo, apresentar um telejornal, podem sim ter o seu espaço nessa área.
Clarissa Guerreta - Repórter
Clarissa Guerreta – Repórter
Clarissa Guerretta, que é jornalista e que cobriu a copa do mundo de 2014 aqui no Brasil, é repórter de uma webTv e grava seus boletins utilizando a linguagem de sinais. “Os surdos também são capazes de trabalhar como jornalista. Estou feliz de mostrar que existe essa abertura.” Disse Clarisse ao Portal Imprensa.
A repórter perdeu a sua audição, ainda criança (aos dois anos de idade), por conta da meningite.
A novela “Viver a Vida” teve uma personagem que se chamava Luciana, que era interpretada pela atriz Aline Moraes.
Flávia Cintra - Jornalista
Flávia Cintra – Jornalista
Escrita por Manuel Carlos, essa personagem foi inspirada pela jornalista Flávia Cintra, que na época foi contratada para ser repórter do Fantástico, da tv Globo.
Flávia ficou tetraplégica aos 18 anos e é conhecida pela sua militância pelas causas das pessoas com deficiência.
Quem não se lembra da Repórter, que entrou para o RankBrasil em 2014, Fernanda dos Santos Honorato? Sim, ela foi a primeira repórter com síndrome de Down do país. Foi através do esporte e das artes que Fernanda conseguiu desenvolver uma personalidade única para TV.
Fernanda dos Santos Honorato - Repórter
Fernanda dos Santos Honorato – Repórter
Desde 2006, ela trabalha para a TV Brasil, no Programa Especial. Mas foi no teatro que ela iniciou a sua trajetória. Ali, ela se destacou muito antes de embarcar nas telinhas. Também é dançarina (de dança cigana) e atleta da Sociedade de Síndrome de Down na modalidade natação.
Qualquer profissão requer dedicação, independentemente da área de atuação. Há, no entanto, uma série de questões que precisam ser estudadas. Principalmente no que diz respeito ao deficiente que queira ingressar para a área de comunicação. Já se pode perceber que a condição não interfere na capacidade desses profissionais jornalistas, que têm algum tipo de deficiência e que exercem as funções nesse mercado. Portanto, ainda assim, existe um pequeno espaço nas emissoras de TV, por exemplo. O mais comum é vê-los nos bastidores.
O jornalista Jairo Marques, que é conhecido por todo o Brasil por seu trabalho na Folha de S.Paulo, é cadeirante. Ele, que escreve para um blog no site da Folha, é formado em jornalismo e pós-graduado em jornalismo social. Em seu blog “Assim como você”, Jairo produz textos, irônicos, do seu dia a dia, principalmente, para chamar a atenção para essa causa, importantíssima, que é o descaso com pessoas que possui algum tipo de deficiência. O mais interessante são as expressões que ele usa em seus textos, que acaba se tornando muito divertido de se ler (não que seja engraçado ser deficiente, mas o texto é exatamente provocativo), pois as questões abordadas em seu blog são fundamentais para a sociedade entender o seu papel perante o contexto social de pessoas menos privilegiadas.
11040457_821631247872046_285220747_o
Jairo Marques – Jornalista
Jairo explica um pouco sobre a questão de deficientes na TV e expressa o seu ponto de vista. ’’O ingresso, para profissionais com deficiência na TV, é extremamente restrito e praticamente inexistente. Sei de pouquíssimas pessoas com deficiência atuando em grandes TVs. No vídeo, me lembro de apenas uma. A TV “exige” uma imagem e, talvez, alguém interprete que pessoas com deficiência firam algum padrão. Em Londres, assisti programas de TV tocados por três âncoras com deficiência, por exemplo’’. Explica.
“É difícil responder, no entanto, qual meio de comunicação é comum para profissionais com deficiência atuarem, pois até onde eu sei, na grande imprensa, são poucos, muito poucos. Nos grandes jornais impressos, trabalhando como jornalistas, não devem passar de cinco pessoas, embora o ofício possa ser realizado por pessoas com as mais diversas condições físicas e sensoriais”. Completa.
Uma questão, que também é fundamental para a formação de cidadãos com deficiência, é a infraestrutura das instituições. Afinal de contas, a universidade é um espaço aberto a todos os públicos e, de antemão, deve ser adaptada para receber ingressantes que possuam limitações físicas, por exemplo.
”Acho que as universidades estão dispostas a receber alunos com deficiência e estão abertas a aprender junto. Penso que uma estrutura completamente acessível nunca vai existir. Isso se constrói de acordo com a realidade dos alunos que chegam, evidentemente, fornecendo o básico sempre (condições arquitetônicas, softwares etc)”. Afirma Jairo.

Homem é preso por torturar adolescente com doença rara no RJ

Jefferson Basílio, de 27 anos, foi preso em flagrante por torturar o filho da namorada. Mãe conseguiu flagrar agressões com a câmera de um celular.

Um caso que casou revolta e indignação no Rio de Janeiro. Um homem foi preso por torturar o filho da namorada. Um adolescente que sofre de uma doença rara. A mãe conseguiu flagrar as agressões usando a câmera de um celular.
Jefferson Basílio, de 27 anos, foi preso em flagrante por torturar o filho da namorada. Em um vídeo, gravado momentos antes da chegada da polícia, ele confessa os maus tratos ao menino.
Mãe: Admite!
Jefferson: Quando eu segurei ele, eu fui, ai tipo dei um apertão nele assim.
Mãe: Mas pera aí, quando, na cara dele ?
Jefferson: Isso.
Mãe: Por que você foi dar susto no meu filho ?
Jefferson: Dava susto nele.
A vítima é um menino de 13 anos. Ele sofre de uma doença degenerativa, a síndrome de Batten. Vive consciente em uma cadeira de rodas, mas não pode falar. Em apenas dois meses de relacionamento, a mãe do menino teve vários motivos para desconfiar do namorado. Ferimentos apareceram na cabeça, no rosto e nos pés do filho dela. 
A decisão mais difícil foi deixar pela primeira vez o filho em casa nas mãos de alguém que já tinha dado muitos sinais de ser um homem cruel. A mãe enfrentou esse temor, escondeu o celular atrás de caixas de remédios, ligou a câmera e saiu.
Na gravação, o namorado, Jefferson Basílio, aparece agredindo o menino várias vezes. As imagens são fortes, por isso vamos interromper as cenas. Jefferson estica e força os braços do menino para trás. Ele leva o adolescente para o quarto e o joga bruscamente na cama. Ele tenta fechar a porta, mas é possível ouvir o choro do menino.
Depois, de volta à sala, leva a perna do menino até a altura da cabeça, e faz vários movimentos violentos. Assustada, a mãe não quer mostrar o rosto, e espera Justiça. “Tinha ciúmes porque ele queria viajar, ele queria fazer muita coisa. Meu coração está doendo demais, esse homem tem que pagar. Ele tem que pagar, tem que pagar muito caro o que ele fez.
Na delegacia, Jefferson Basílio disse que só vai prestar depoimento a um juiz.
G1

domingo, 8 de março de 2015

Homenagem a todas as mães especiais. Parabéns mulheres guerreiras

O poema foi exibido durante o telejornal para exaltar as virtudes das mulheres na data que é comemorada no...
G1.GLOBO.COM

'Momento mágico', diz pai sobre adoção de gêmeos com deficiência

Casal não conseguia ter filhos, buscou adoção e se emocionou ao conhecer um casal de gêmeos com 3,5 anos de idade. Família é uma exceção no Brasil.

Acesse o vídeo no :



http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/03/momento-magico-diz-pai-sobre-adocao-de-gemeos-com-deficiencia.html
“Foi a melhor decisão que eu tive na minha vida”, conta a mãe da Maria Vitória. “A minha vida seria totalmente sem graça se não tivesse eles aqui”, diz Fabiana, mãe dos gêmeos Raíssa e Benjamin.
Essas famílias nunca imaginaram que adotariam uma criança com deficiência. Maria Vitória, de 2 anos, foi abandonada pelos pais biológicos e passou o primeiro ano de vida em uma UTI. A médica Fernanda, que fazia estágio no hospital onde a menina foi deixada, acompanhou a história de perto.
“A Maria Vitória tem mielomelingocele, que é uma alteração da medula. Ela não mexe as pernas. Ela tem um pouquinho de dificuldade de manter o pescocinho duro. Ela tem outra complicação, que chama Síndrome de Arnold Chiari Tipo 2. Um dos sintomas é dificuldade para engolir. Ela respira por um tubinho na traqueia. Ela come por um botãozinho dentro do estômago, uma sonda”, conta Fernanda Godoi. 
Fernanda não conseguia tirar Maria Vitória da cabeça.  “A Fernanda chegava em casa e contava: ‘Ah, mãe! Conheci uma menininha, você precisa ver e começou a contar a história’”, conta Mônica Alves, fisioterapeuta.

“Voltava todo final de semana para minha casa, chorava de saudade. Queria ela de volta. ‘Pai, mãe, tem uma criança abandonada’. Um dia, eles desejaram conhecê-la.”, lembra Fernanda.
“Eu olhei pra carinha dela, ela olhou na minha cara e mandou um beijo. A gente ficou tudo assim, bobo.”, lembra a mãe da Fernanda e da Maria Vitória.
“Na hora que minha mãe viu, falou: ‘eu quero essa criança’. “Eles estavam em outra fase da vida. Os dois filhos criados já, podendo curtir e, de repente, uma criança de um aninho vindo para casa, especial”, conta Fernanda.
“Foi tudo muito rápido. Entre a gente conhecer ela e ela vir pra casa demorou um mês e meio.”, lembra a mãe de Maria Vitória.
Fernanda passou a ser irmã de Maria Vitória. “Tudo parece que se encaixou. Foi incrível.”, afirma Fernanda.

Casal se surpreende ao procurar o Cadastro Nacional de Adoção
Marcos e Fabiana não conseguiam ter filhos.
“Eu falei para ela: ‘talvez, a gente não saiba agora o porquê. Mas tem um motivo’. Mal sabíamos o que estava vindo pela frente.”, diz Marcos Clarck, engenheiro mecânico.
Veio, então, a ideia da adoção.
“No começo, nós optamos por um filho, até dois anos de idade, menino ou menina, e sem deficiências.”, conta Fabiana.
O casal procurou o Cadastro Nacional de Adoção, e esperou por um ano, até que Fabiana foi chamada.
“E eu saí de lá com o nome de duas crianças: ‘Raíssa e Benjamin’. Que eram os meus filhos”, conta Fabiana Clarck, engenheira química. 
“Ela começou a contar. Olha, parece que são gêmeos, três anos e meio, já era diferente do nosso perfil.”, lembra Marcos.
“A gente começou de um jeito e acabou, na prática, de um jeito diferente. A gente foi abrindo nosso coração. A gente queria ser só pai e mãe. A gente queria ter uma família, sem muita condição.”, diz Fabiana.
Três dias depois, foram ao abrigo onde os gêmeos viviam. Raíssa e Benjamin nasceram com paralisia cerebral.
“Eu olhei para Fabiana para ver quem iria olhar primeiro. Fui eu. E, no momento que eu vi, no momento que eu vi, eu estava olhando para o meu filho. Eu sabia que eu estava olhando para o meu filho. Foi uma ligação imediata. O Benjamin abriu os bracinhos e veio no meu colo. E duas tias que estavam lá olhando, elas ficaram emocionadas. Falei: ‘por que vocês ficaram emocionadas?’ ‘Porque o Benjamin não vai em colo de homem. Quando ele foi no seu colo... Ele achou o pai.’”, conta Marcos, muito emocionado ao lembrar da cena.
“Foi um momento mágico. As deficiências das crianças, a gente quase não se importou com isso, porque elas eram tão maiores do que aquilo. Que aquilo, naquele momento, era um detalhe.”, afirma Marcos. 
“A Raissa, eu achei ela a menina mais linda, a minha princesinha tanto sonhada. Ela era perfeita”, conta Fabiana. 
A assistente social falou: ‘Raíssa, Benjamim, o Marcos e a Fabiana querem saber se vocês querem ser os filhinhos deles’, conta Marcos.

A Raíssa abriu um sorrisão, Benjamin também. Foi o sorrisão mais lindo! Um sim assim... Um sorriso tão sincero, que era o que ela queria”, diz Fabiana ao chorar com a lembrança.
Problema para o baixo número de adoções de crianças com deficiência
Essas famílias são exceções. No Brasil, 5.673 crianças estão cadastradas para adoção. Dessas, mais de 20%, têm, ao menos, alguma doença ou deficiência. Mas dados recentes mostram que apenas 7,5% (33.207) dos pretendentes aceitariam crianças nessas condições.
Para este especialista, o problema não é só o preconceito.
“O que acontece, muitas vezes, é que ninguém despertou a esse pretendente à adoção a se abrir para um caso especial. É necessário que o próprio poder judiciário informe a esse pretendente à adoção para essa categoria de criança.”, explica o presidente da Comissão de Direito à Adoção da OAB-SP.

“Adotar uma criança especial, acho que assusta muito. Mas dá. É incrível.”, afirma Fernanda.
“Mas filho normal também dá trabalho. E, às vezes, muito mais.”, contam os pais da Maria Vitória.
“Tudo o que você faz pra ela tá bom. Se você tira da cama, ela ri. Se você coloca na cama ela ri também. Tudo pra ela está bom. Tudo pra ela é festa. Como você pode ter problema?”, conta pai de Maria Vitória.

Fantástico: Hoje, a sua família é como você sonhou?
Fabiana e Marcos, pais de gêmeos Raíssa e Benjamin: “Ela é muito melhor do que eu podia imaginar. Cada passo que eles dão, é uma vitória, uma conquista para toda família. Eu acho que traz um sentido especial”.

Homenagem ao Dia Internacional da Mulher da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social



Homenagem ao Dia Internacional da Mulher da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social
Notícia Principal
06/03/2015
Paraná fortalece ações para garantia dos direitos das mulheres
Formada em Direito e aprovada no exame da Ordem dos Advogados do Brasil, Adriana Denise Bezerra, 35 anos, integra a Assessoria da Pessoa com Deficiência da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social do Paraná. Vítima de paralisia cerebral, a advogada diz estar realizando um antigo sonho.
“Acredito que minha formação profissional, aliada à minha experiência de vida, me permite desenvolver um bom trabalho. Quero passar meu conhecimento não só para as pessoas com deficiências, mas para toda a sociedade, e ajudar a fazer com que a inclusão se transforme em um processo natural e não uma obrigação prevista em lei”, diz.
Adriana pode ser considerada um exemplo de superação. Órfã desde o nascimento, foi adotada pela patroa de sua mãe, ainda na maternidade. Com dificuldade de se alimentar teve a previsão médica que não viveria mais de sete dias. Graças à dedicação de sua nova mãe, Lúcia, ela sobreviveu alimentada com conta-gotas.
A paralisia acarretou algumas sequelas em Adriana, como a dificuldade de falar e escrever, mas nada disso impediu que estudasse e se tornasse uma profissional. Hoje, além de trabalhar como servidora pública, a advogada integra o Núcleo de Inclusão de uma universidade, em Curitiba. “Lá tenho a missão de acompanhar os estudantes com deficiência, da inscrição até a formatura”. Com orgulho e brilho nos olhos, ela conta que fica feliz por servir de exemplo. “Os alunos dizem que é muito bom ter alguém que realmente entende o que precisam e que, se eu consegui, também serão vitoriosos”, diz.
PLANO – Adriana representa um segmento importante de mulheres que tiveram seus direitos consolidados no Plano Estadual de Políticas para Mulheres, lançado pelo Governo do Estado, em dezembro de 2014. No documento estão metas, parcerias, prazos e indicações orçamentárias que direcionarão as ações governamentais na formulação de políticas públicas para melhorar a realidade das mulheres paranaenses em todas as dimensões.
“O Plano representa um grande avanço na efetivação dos direitos das mulheres paranaenses de forma integral. As propostas incluem o enfrentamento às violências, autonomia econômica, inclusão e superação das desigualdades sociais”, explica a secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa.
PARTICIPAÇÃO - Construído a partir de um estreito diálogo entre governo e sociedade civil, representada pelo Conselho Estadual dos Direitos da Mulher (CEDM), o plano é fruto da mobilização de quase dois mil paranaenses que participaram de conferências municipais, regionais e estadual de políticas para as mulheres.
“Foi uma conquista coletiva, depois de quase uma década de luta. Para nós é uma resposta a todos os segmentos populacionais de mulheres do nosso Estado”, conta a conselheira do CEDM, Silvana Rausis Fcachenco.
PROTEÇÃO INTEGRAL – A Política Nacional de Assistência Social mantém sua centralidade na família, com foco em todas as situações de vulnerabilidade que possam atingir as famílias e indivíduos.
No Paraná é a Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social quem coordena os serviços de proteção social das famílias, atuando na prevenção às situações de risco e no atendimento em situações de ameaça ou violação de direitos.
O trabalho preventivo é realizado nos 548 Centros de Referência Especializados em Assistência Social (Creas) do Estado, onde a equipe técnica trabalha para fortalecer os vínculos familiares e comunitários. Nas unidades elas também recebem os encaminhamentos necessários para acessar serviços de saúde, educação, trabalho, assistência social e conquistar sua emancipação.
As famílias com um ou mais membros que sofrem violação de direitos, incluindo as mulheres vítimas de violência, recebem apoio, orientação e acompanhamento nos Centros de Referência em Assistência Social (Cras).
O governo estadual também apoia a implementação do Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que tem como objetivo prevenir e enfrentar todas as formas de violações de direitos. As ações compreendem o combate aos efeitos da violência contra as mulheres, e também superação das desigualdades entre mulheres e homens.
EMPREGO – Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) mostram que, em 2014, as mulheres ocuparam 59,15% do saldo de empregos formais registrado no Paraná, que foi de 34.708 postos com carteira assinada.
O setor que mais criou postos de trabalho para as mulheres foi o de serviços, com 16.839 vagas. Em segundo lugar veio o setor do comércio, com 5.143 postos, seguido da administração pública, com 833.
Na análise dos dados, verifica-se que as mulheres são maioria nas admissões nas quais as faixas salariais são mais baixas. De acordo com Caged 2014, do total de 17.620 admissões com até meio salário mínimo, 59,38% foram de trabalhadores do sexo feminino.
https://www.facebook.com/adrianadenise.bezerra

sexta-feira, 6 de março de 2015

'Crianças não enxergam a Síndrome de Down do meu filho; adultos, sim'

O filho de Caroline White, Seb, de 7 anos, tem Síndrome de Down. Aqui, ela explica por que gostaria que mais adultos o tratassem como as crianças o fazem.
Se perguntassem a você quem ou o que te ensinou a mais importante lição de vida, a resposta mais provável seria um professor que foi uma grande inspiração, sua época na faculdade, o ano que passou viajando, um melhor amigo, um adulto influente, um parente querido ou seus avós.
Todas estas pessoas e experiências com certeza influenciaram minha visão de mundo e, sem sombra de dúvida, moldaram quem sou hoje.
Mas o maior aprendizado ocorreu nos últimos sete anos. O nascimento de meu primeiro filho, com um diagnóstico de Síndrome de Down, foi um divisor de águas.
Com essa experiência, aprendi muito - sobre mim e os outros, sobre prioridades e igualdade. Mas foi o próprio Seb e as crianças em torno dele que mais me ensinaram sobre a vida.
Tenho lembranças tristes de quando fui informada de que meu filho tinha Síndrome de Down, quando ele tinha só um dia de vida. Fiquei arrasada. Minha mente foi tomada pelo medo do que o futuro nos reservava e imaginei uma vida de exclusão e impotência, de isolamento, com ele sendo constantemente alvo de olhares e se sentindo "diferente".
Por um tempo, pensei que esta dor nunca acabaria. Naquele momento, meu bebê não tinha apenas Síndrome de Down, ele era a Síndrome de Down. Eu o associei a uma série de estereótipos e não consegui ver que, na verdade, ele era um bebê, e o meu bebê. Seb.
Arquivo pessoal
Pouco a pouco, comecei a ficar mais tranquila conforme me apaixonei por meu pequeno menino. A cada dia que passava, ele me mostrava algo novo sobre si mesmo. Ele passou de um lindo bebê para um menininho adorável, ainda que às vezes desafiador - e depois tornou-se um garoto - igualmente adorável (e igualmente desafiador).
Hoje, ele ama futebol e andar de patinete, sorvete e batata frita, mas odeia lavar o cabelo e ir para a cama. Ele é um menino que aprendeu a ler e a escrever, que ama ir ao cinema e brincar com seus amigos. Nossa vida juntos não poderia estar mais distante das perspectivas sombrias que eu tinha imaginado.
Mas ainda frequentemente me deparo com os preconceitos de adultos bem intencionados. As pessoas me dizem que "crianças como Seb" são amorosas, generosas ou dizem que Seb parece ter só um pouco "daquilo". E, se digo a alguém pela primeira vez que tenho um filho com Síndrome de Down, a reação mais comum é essa pessoa dizer "Ah!" com um desconforto palpável e, em mais de uma ocasião, seguido por "sinto muito".
Mas com as crianças é diferente. Há uma linda inocência no olhar infantil. Elas veem uma pessoa, não uma síndrome.
Seb frequenta uma escola comum. As crianças da escola não sabem que ele tem um "rótulo". Não têm ideias pré-concebidas do que ele deveria fazer ou não, ou do que ele pode fazer ou não. Ele é apenas o Seb.
Se pedimos para descrevê-lo, as outras crianças dizem o quanto ele é bom no patinete, que ele ama futebol, que ele corre rápido ou que ele precisa de um pouco de uma ajuda extra na escola. Se você perguntasse a mesma coisa aos pais destas crianças, acredito que "Síndrome de Down" estaria na primeira frase dita por eles.
Arquivo pessoal
Seb tem hoje dois irmãos mais novos, e nunca disse a eles que Seb tem Síndrome de Down. Quero que eles cresçam vendo o Seb como Seb. Não quero que ele seja rotulado ou que o tratem de forma especial.
Por isso, fiquei meio desconcertada quando o irmão de 4 anos de idade do Seb, do nada, disse para mim: "Mamãe, o Seb fala engraçado, não?". Não estava preparada para esta pergunta e tive que pensar rápido.
"Bem, você sabe, alguns de nós são bons em algumas coisas, outros são bons em outras", eu disse, tentando protelar um pouco.
"Voce sabe que o Seb é bom em futebol, e você é bom em falar? Então, todos nós somos bons em coisas diferentes."
"Ah, sim!", ele respondeu bem animado. "Talvez ele estivesse falando em espanhol. Seb é bom em espanhol!"
E ficou nisso. Nada mais, nada além. Ele aceitou essa explicação e não falou mais no assunto.
Arquivo pessoal
Queria que, quando fui informada do diagnóstico do Seb, pudesse ter visto o mundo pelos olhos de uma criança. Essa notícia teria provocado em mim bem menos impacto, ou até mesmo não me afetado de forma alguma. Fico triste por ter desperdiçado aqueles primeiros dias preciosos com um medo tão desnecessário. O pânico que tomou conta de mim foi, sem dúvidas, fruto da minha ignorância.
Cresci numa época em que crianças (e adultos) com uma deficiência de aprendizado raramente eram vistos. Não me lembro de ter tido a oportunidade de falar ou conhecer nenhuma pessoa com uma deficiência durante minha infância. Crianças com dificuldades de aprendizado, e deficiências em geral, não eram vistas na escola ou no baile, na lanchonete ou no campo de futebol e no cinema.
De fato, "deficientes" ficavam segregados em sua própria comunidade. Isso significava que eu nunca tive a chance de ver além do rótulo que era dado a elas. E, no fim das contas, quando meu filho foi diagnosticado com Síndrome de Down, fiquei arrasada e desconfortável com isso. Fico com vergonha disso hoje em dia.
Caroline White mantém um blog sobre como é ter um filho com Síndrome de Down.
Arquivo pessoal

Competências sociais entre crianças com necessidades especiais

h disabled hugging friend
O desenvolvimento de relações sociais entre pares é uma das mais importantes realizações dos anos pré-escolares. Para algumas crianças com necessidades especiais (por exemplo, atraso no desenvolvimento, autismo, retardo mental, desordem emocional/comportamental), a aquisição das habilidades e conhecimentos necessários para interagir de forma positiva e bem sucedida com os seus pares é um desafio.
O artigo a seguir apresenta os mais recentes achados da ciência sobre as competências sociais entre pares de crianças com necessidades especiais. Os autores apresentam algumas intervenções que têm sido experimentadas para contribuir com a socialização destas crianças, como inclusão em contextos escolares com crianças de desenvolvimento padrão, procedimentos em sala de aula visando habilidades sociais, atividades que promovam os vínculos de amizade e abordagem mediada pelos pares, em que estes são os facilitadores.
http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/competencias-sociais-entre-criancas-com-necessidades-especiais/?utm_source=facebook-fmcsv&utm_medium=referral&utm_content=competenciassociaiscriancas05032015&utm_campaign=FMCSV


quinta-feira, 5 de março de 2015

CGI 3D Animated Short HD: "Cidade Colorida" by - Nebula Studios



Aqui, uma bela animação que nos alerta sobre como as cores afetam nossas emoções.
Numa cidade destituída de boas vibrações, um rapaz, o único atento ao poder das cores, observa que tudo silencia no preto e no branco. Assim, ele decide dizer palavras coloridas, sabedor de que estas palavras têm o poder de emprestar cor, vida, encantamento. Mas, talvez, só as palavras não bastem…
“Cidade Colorida” por – Nebula Studios
http://www.contioutra.com/cidade-colorida-uma-bela-animacao-que-nos-alerta-sobre-como-cores-afetam-nossas-emocoes/

Você conhece o Firefly, handbike elétrico?

 - Portal Inclusão Brasil - Ações sociais e inclusivas
Smart Firefly é um handbike elétrico que se conecta facilmente a sua cadeira de rodas convencional, com ele você poderá alcançar excelente velocidade para vias externas, com autonomia de 24 km de distância com sua carga de bateria , permitindo um passeio seguro em pisos lisos, gramas, terrenos sem calçamento, trilhas , e em percursos inclinados ou planos.
O melhor de tudo, sem sair de sua cadeira e seu bom posicionamento habitual, podendo ser facilmente removido a hora e atempo para entrar em locais internos.
Velocidade máxima: 16Km por hora
Peso do equipamento sem baterias: 27 lbs (12.3 kg)
Tolerância de peso: Cadeira de rodas usuário menor que 130 Kg
Roda usinada tamanho 16″ x 1.5″ montada com raios de aço.
Cubo Motor: 24V, 220W geared hub motor with overheat protection
Baterias: 24V – 10Ah lithium polymer (5lbs – 2.2kg)
Freio de Estacionamento :Two Promax lockable V-brakes
Pneu: 16″ x 1.5″ Kenda Quest all-tread tire, 65 psi max
Pintura: Prata de alta resistência
Dimensões da caixa : 46″ x 16″ x 8″ (117cm x 41cm x 20cm)
Peso para transporte: 44 lbs (20 kg)

Deficiente Ciente


quarta-feira, 4 de março de 2015

Começam as obras do novo parque na Cidade Industrial de Curitiba

principal
principal
Seguindo a diretriz da Prefeitura de trabalhar por uma Curitiba Mais Humana, o parque será o primeiro da cidade a contar com brinquedo inclusivo voltado para crianças com dificuldades motoras em seu parquinho infantil. “A partir de agora, todos os parques da cidade terão investimentos para equipamentos para inclusão de crianças com deficiência”, contou Fruet.
Com a presença do prefeito Gustavo Fruet, começaram nesta terça-feira (03) as obras do terceiro trecho do projeto Rio Parque, que prevê a implantação de um parque linear em toda a extensão do Rio Barigui. Nesta nova etapa, a Prefeitura vai investir R$ 4,6 milhões para implantar uma área de lazer e preservação ambiental na Cidade Industrial, com bosque, espaço para prática de esportes e uma novidade: o primeiro parquinho com brinquedos adaptados para crianças com dificuldades motoras.
“Estamos investindo em sustentabilidade. Nesta gestão, entregamos 287 mil metros quadrados de área verde e para este ano vamos entregar mais de 350 mil metros quadrados de área preservada para a cidade.”, disse o prefeito Gustavo Fruet. Ele enfatiza que o investimento em parques está sendo feito principalmente na região sul da cidade, reforçando a democratização do acesso ao lazer.
Esta é a sexta área de preservação da atual gestão – quatro já foram entregues e duas estão em andamento. Veja o mapa com as novas áreas verdes de Curitiba Aqui
O projeto Rio Parque vai unir os parques Tanguá, Barigui e Cambuí por meio do parque linear que está em implantação ao longo do rio Barigui. A área de preservação e lazer compreendida pelo trecho 3 fica na Rua  Paulo Roberto Biscaia, entre as Ruas Teomilia de Freitas Machado e Lenira Maria dos Santos Reis (nos fundos do Parque Cambuí), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). São 43,5 mil metros quadrados ao longo do Rio Barigui, que servirão para o convívio social, prática de esportes e preservação ambiental para os moradores da região.
A obra será executada com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento e recursos do Município e deverá ser entregue no final deste ano.
“É mais um passo importante na implantação do Rio Parque, que é um projeto de conservação da natureza, melhoria da água dos rios e de oferta de lazer saudável”, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
O parque
O novo parque terá pista compartilhada para pedestres e ciclistas, paisagismo com árvores nativas, cancha de futebol de areia, cancha de vôlei, canchas de mini futebol, academia ao ar livre e equipamentos de ginástica.
Seguindo a diretriz da Prefeitura de trabalhar por uma Curitiba Mais Humana, o parque será o primeiro da cidade a contar com brinquedo inclusivo voltado para crianças com dificuldades motoras em seu parquinho infantil. “A partir de agora, todos os parques da cidade terão investimentos para equipamentos para inclusão de crianças com deficiência”, contou Fruet.
O projeto também prevê nova iluminação, áreas de estar com pergolado, bicicletário, recapeamento da Rua Paulo Roberto Biscaiae a construção de uma passarela de pedestres sobre o Rio Barigui, fazendo a ligação com o Parque Cambuí. Além disso, o bosque será cercado.
A criação do parque atende a uma antiga solicitação das comunidades Barigui1 e 2, como explica a presidente da Associação de  Moradores, Marilei Correia de Almeida, moradora do bairro há  14 anos. “Há 10 anos a associação vinha lutando por uma infraestrutura melhor. Essa é uma grandeconquista. Em épocas de chuva  nós tínhamos  enchentes e, em dias de sol,  o problema era o mau cheiro que vinha do lixo depositado irregularmente no local e da área de banhado”, conta.
Marilei, conhecida na região como Mari, também fala da importância das melhorias que serão implantadas no entorno do parque, como a pavimentação da Rua Paulo Roberto Biscaia. “Agora sim vai ficar bonito e seguro. Nós poderemos investir nas nossas casas. Antes nem dava vontade de arrumar”, disse, enquanto assentava as novas lajotasdo piso da garagem.
“Uma bênção!”. Assim classifica a criação do parque a dona de casa Virlene Glonke, moradora da região há 11 anos. Ela e a mãe, dona Cecília Glonk, e contam que a região precisava de uma área de lazer para crianças e  idosos.  “Agora não será mais necessário que as criançasatravessem  o rio pra brincar na praça do outro lado”, diz Virlene.
Trecho 4 Rio Bonito
Na mesma ocasião, o prefeito Gustavo Fruet assinou a autorização para licitação do trecho 4 do Rio Parque, localizado na Rua General Luiz Carlos Pereira Tourinho e na Rua Dirce Rogal Tomazeli entre a Rua Crescência Bertholdi e a Rua Maria Luzardi Bertoldi, Campo de Santana.
Com uma área de intervenção ao longo do Rio Barigui de 86,5 mil metros quadrados e total de 238 mil metros quadrados que serão preservados, o novo parque deverá ficarpronto no fim de 2015. A obra, orçada em R$ 6,8 milhões, conta com recursos do município e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
Rio – Parque de Conservação Barigui
O novo parque faz parte do Rio Parque Barigui, programa que prevê a implantação de áreas de preservação e de lazer ao longo do Rio Barigui a partir da integração dos conjuntos dos parques Tanguá, Tingui, Barigui, Cambuí, Guairacá, Mané Garrincha (já entregues) e Rio Bonito e Reserva do Bugio (em andamento). Com isso, será criado um corredor de biodiversidade para integração das diversas unidades de conservação.
A integração dos parques ajudará na recuperação e preservação das margens do Rio Barigui, a partir de medidas de preservação de nascentes, conservação de ambientes naturais existentes, ordenamento das áreas de ocupação irregular às margens do rio, recomposição e preservação da vegetação nativae mata ciliar, melhorando a  qualidade hídrica da bacia.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/comecam-as-obras-do-novo-parque-na-cidade-industrial-de-curitiba/35672#.VPc7hCQ03Qk.facebook