sexta-feira, 6 de março de 2015

'Crianças não enxergam a Síndrome de Down do meu filho; adultos, sim'

O filho de Caroline White, Seb, de 7 anos, tem Síndrome de Down. Aqui, ela explica por que gostaria que mais adultos o tratassem como as crianças o fazem.
Se perguntassem a você quem ou o que te ensinou a mais importante lição de vida, a resposta mais provável seria um professor que foi uma grande inspiração, sua época na faculdade, o ano que passou viajando, um melhor amigo, um adulto influente, um parente querido ou seus avós.
Todas estas pessoas e experiências com certeza influenciaram minha visão de mundo e, sem sombra de dúvida, moldaram quem sou hoje.
Mas o maior aprendizado ocorreu nos últimos sete anos. O nascimento de meu primeiro filho, com um diagnóstico de Síndrome de Down, foi um divisor de águas.
Com essa experiência, aprendi muito - sobre mim e os outros, sobre prioridades e igualdade. Mas foi o próprio Seb e as crianças em torno dele que mais me ensinaram sobre a vida.
Tenho lembranças tristes de quando fui informada de que meu filho tinha Síndrome de Down, quando ele tinha só um dia de vida. Fiquei arrasada. Minha mente foi tomada pelo medo do que o futuro nos reservava e imaginei uma vida de exclusão e impotência, de isolamento, com ele sendo constantemente alvo de olhares e se sentindo "diferente".
Por um tempo, pensei que esta dor nunca acabaria. Naquele momento, meu bebê não tinha apenas Síndrome de Down, ele era a Síndrome de Down. Eu o associei a uma série de estereótipos e não consegui ver que, na verdade, ele era um bebê, e o meu bebê. Seb.
Arquivo pessoal
Pouco a pouco, comecei a ficar mais tranquila conforme me apaixonei por meu pequeno menino. A cada dia que passava, ele me mostrava algo novo sobre si mesmo. Ele passou de um lindo bebê para um menininho adorável, ainda que às vezes desafiador - e depois tornou-se um garoto - igualmente adorável (e igualmente desafiador).
Hoje, ele ama futebol e andar de patinete, sorvete e batata frita, mas odeia lavar o cabelo e ir para a cama. Ele é um menino que aprendeu a ler e a escrever, que ama ir ao cinema e brincar com seus amigos. Nossa vida juntos não poderia estar mais distante das perspectivas sombrias que eu tinha imaginado.
Mas ainda frequentemente me deparo com os preconceitos de adultos bem intencionados. As pessoas me dizem que "crianças como Seb" são amorosas, generosas ou dizem que Seb parece ter só um pouco "daquilo". E, se digo a alguém pela primeira vez que tenho um filho com Síndrome de Down, a reação mais comum é essa pessoa dizer "Ah!" com um desconforto palpável e, em mais de uma ocasião, seguido por "sinto muito".
Mas com as crianças é diferente. Há uma linda inocência no olhar infantil. Elas veem uma pessoa, não uma síndrome.
Seb frequenta uma escola comum. As crianças da escola não sabem que ele tem um "rótulo". Não têm ideias pré-concebidas do que ele deveria fazer ou não, ou do que ele pode fazer ou não. Ele é apenas o Seb.
Se pedimos para descrevê-lo, as outras crianças dizem o quanto ele é bom no patinete, que ele ama futebol, que ele corre rápido ou que ele precisa de um pouco de uma ajuda extra na escola. Se você perguntasse a mesma coisa aos pais destas crianças, acredito que "Síndrome de Down" estaria na primeira frase dita por eles.
Arquivo pessoal
Seb tem hoje dois irmãos mais novos, e nunca disse a eles que Seb tem Síndrome de Down. Quero que eles cresçam vendo o Seb como Seb. Não quero que ele seja rotulado ou que o tratem de forma especial.
Por isso, fiquei meio desconcertada quando o irmão de 4 anos de idade do Seb, do nada, disse para mim: "Mamãe, o Seb fala engraçado, não?". Não estava preparada para esta pergunta e tive que pensar rápido.
"Bem, você sabe, alguns de nós são bons em algumas coisas, outros são bons em outras", eu disse, tentando protelar um pouco.
"Voce sabe que o Seb é bom em futebol, e você é bom em falar? Então, todos nós somos bons em coisas diferentes."
"Ah, sim!", ele respondeu bem animado. "Talvez ele estivesse falando em espanhol. Seb é bom em espanhol!"
E ficou nisso. Nada mais, nada além. Ele aceitou essa explicação e não falou mais no assunto.
Arquivo pessoal
Queria que, quando fui informada do diagnóstico do Seb, pudesse ter visto o mundo pelos olhos de uma criança. Essa notícia teria provocado em mim bem menos impacto, ou até mesmo não me afetado de forma alguma. Fico triste por ter desperdiçado aqueles primeiros dias preciosos com um medo tão desnecessário. O pânico que tomou conta de mim foi, sem dúvidas, fruto da minha ignorância.
Cresci numa época em que crianças (e adultos) com uma deficiência de aprendizado raramente eram vistos. Não me lembro de ter tido a oportunidade de falar ou conhecer nenhuma pessoa com uma deficiência durante minha infância. Crianças com dificuldades de aprendizado, e deficiências em geral, não eram vistas na escola ou no baile, na lanchonete ou no campo de futebol e no cinema.
De fato, "deficientes" ficavam segregados em sua própria comunidade. Isso significava que eu nunca tive a chance de ver além do rótulo que era dado a elas. E, no fim das contas, quando meu filho foi diagnosticado com Síndrome de Down, fiquei arrasada e desconfortável com isso. Fico com vergonha disso hoje em dia.
Caroline White mantém um blog sobre como é ter um filho com Síndrome de Down.
Arquivo pessoal

Competências sociais entre crianças com necessidades especiais

h disabled hugging friend
O desenvolvimento de relações sociais entre pares é uma das mais importantes realizações dos anos pré-escolares. Para algumas crianças com necessidades especiais (por exemplo, atraso no desenvolvimento, autismo, retardo mental, desordem emocional/comportamental), a aquisição das habilidades e conhecimentos necessários para interagir de forma positiva e bem sucedida com os seus pares é um desafio.
O artigo a seguir apresenta os mais recentes achados da ciência sobre as competências sociais entre pares de crianças com necessidades especiais. Os autores apresentam algumas intervenções que têm sido experimentadas para contribuir com a socialização destas crianças, como inclusão em contextos escolares com crianças de desenvolvimento padrão, procedimentos em sala de aula visando habilidades sociais, atividades que promovam os vínculos de amizade e abordagem mediada pelos pares, em que estes são os facilitadores.
http://www.radardaprimeirainfancia.org.br/competencias-sociais-entre-criancas-com-necessidades-especiais/?utm_source=facebook-fmcsv&utm_medium=referral&utm_content=competenciassociaiscriancas05032015&utm_campaign=FMCSV


quinta-feira, 5 de março de 2015

CGI 3D Animated Short HD: "Cidade Colorida" by - Nebula Studios



Aqui, uma bela animação que nos alerta sobre como as cores afetam nossas emoções.
Numa cidade destituída de boas vibrações, um rapaz, o único atento ao poder das cores, observa que tudo silencia no preto e no branco. Assim, ele decide dizer palavras coloridas, sabedor de que estas palavras têm o poder de emprestar cor, vida, encantamento. Mas, talvez, só as palavras não bastem…
“Cidade Colorida” por – Nebula Studios
http://www.contioutra.com/cidade-colorida-uma-bela-animacao-que-nos-alerta-sobre-como-cores-afetam-nossas-emocoes/

Você conhece o Firefly, handbike elétrico?

 - Portal Inclusão Brasil - Ações sociais e inclusivas
Smart Firefly é um handbike elétrico que se conecta facilmente a sua cadeira de rodas convencional, com ele você poderá alcançar excelente velocidade para vias externas, com autonomia de 24 km de distância com sua carga de bateria , permitindo um passeio seguro em pisos lisos, gramas, terrenos sem calçamento, trilhas , e em percursos inclinados ou planos.
O melhor de tudo, sem sair de sua cadeira e seu bom posicionamento habitual, podendo ser facilmente removido a hora e atempo para entrar em locais internos.
Velocidade máxima: 16Km por hora
Peso do equipamento sem baterias: 27 lbs (12.3 kg)
Tolerância de peso: Cadeira de rodas usuário menor que 130 Kg
Roda usinada tamanho 16″ x 1.5″ montada com raios de aço.
Cubo Motor: 24V, 220W geared hub motor with overheat protection
Baterias: 24V – 10Ah lithium polymer (5lbs – 2.2kg)
Freio de Estacionamento :Two Promax lockable V-brakes
Pneu: 16″ x 1.5″ Kenda Quest all-tread tire, 65 psi max
Pintura: Prata de alta resistência
Dimensões da caixa : 46″ x 16″ x 8″ (117cm x 41cm x 20cm)
Peso para transporte: 44 lbs (20 kg)

Deficiente Ciente


quarta-feira, 4 de março de 2015

Começam as obras do novo parque na Cidade Industrial de Curitiba

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Seguindo a diretriz da Prefeitura de trabalhar por uma Curitiba Mais Humana, o parque será o primeiro da cidade a contar com brinquedo inclusivo voltado para crianças com dificuldades motoras em seu parquinho infantil. “A partir de agora, todos os parques da cidade terão investimentos para equipamentos para inclusão de crianças com deficiência”, contou Fruet.
Com a presença do prefeito Gustavo Fruet, começaram nesta terça-feira (03) as obras do terceiro trecho do projeto Rio Parque, que prevê a implantação de um parque linear em toda a extensão do Rio Barigui. Nesta nova etapa, a Prefeitura vai investir R$ 4,6 milhões para implantar uma área de lazer e preservação ambiental na Cidade Industrial, com bosque, espaço para prática de esportes e uma novidade: o primeiro parquinho com brinquedos adaptados para crianças com dificuldades motoras.
“Estamos investindo em sustentabilidade. Nesta gestão, entregamos 287 mil metros quadrados de área verde e para este ano vamos entregar mais de 350 mil metros quadrados de área preservada para a cidade.”, disse o prefeito Gustavo Fruet. Ele enfatiza que o investimento em parques está sendo feito principalmente na região sul da cidade, reforçando a democratização do acesso ao lazer.
Esta é a sexta área de preservação da atual gestão – quatro já foram entregues e duas estão em andamento. Veja o mapa com as novas áreas verdes de Curitiba Aqui
O projeto Rio Parque vai unir os parques Tanguá, Barigui e Cambuí por meio do parque linear que está em implantação ao longo do rio Barigui. A área de preservação e lazer compreendida pelo trecho 3 fica na Rua  Paulo Roberto Biscaia, entre as Ruas Teomilia de Freitas Machado e Lenira Maria dos Santos Reis (nos fundos do Parque Cambuí), na Cidade Industrial de Curitiba (CIC). São 43,5 mil metros quadrados ao longo do Rio Barigui, que servirão para o convívio social, prática de esportes e preservação ambiental para os moradores da região.
A obra será executada com financiamento da Agência Francesa de Desenvolvimento e recursos do Município e deverá ser entregue no final deste ano.
“É mais um passo importante na implantação do Rio Parque, que é um projeto de conservação da natureza, melhoria da água dos rios e de oferta de lazer saudável”, diz o secretário municipal do Meio Ambiente, Renato Lima.
O parque
O novo parque terá pista compartilhada para pedestres e ciclistas, paisagismo com árvores nativas, cancha de futebol de areia, cancha de vôlei, canchas de mini futebol, academia ao ar livre e equipamentos de ginástica.
Seguindo a diretriz da Prefeitura de trabalhar por uma Curitiba Mais Humana, o parque será o primeiro da cidade a contar com brinquedo inclusivo voltado para crianças com dificuldades motoras em seu parquinho infantil. “A partir de agora, todos os parques da cidade terão investimentos para equipamentos para inclusão de crianças com deficiência”, contou Fruet.
O projeto também prevê nova iluminação, áreas de estar com pergolado, bicicletário, recapeamento da Rua Paulo Roberto Biscaiae a construção de uma passarela de pedestres sobre o Rio Barigui, fazendo a ligação com o Parque Cambuí. Além disso, o bosque será cercado.
A criação do parque atende a uma antiga solicitação das comunidades Barigui1 e 2, como explica a presidente da Associação de  Moradores, Marilei Correia de Almeida, moradora do bairro há  14 anos. “Há 10 anos a associação vinha lutando por uma infraestrutura melhor. Essa é uma grandeconquista. Em épocas de chuva  nós tínhamos  enchentes e, em dias de sol,  o problema era o mau cheiro que vinha do lixo depositado irregularmente no local e da área de banhado”, conta.
Marilei, conhecida na região como Mari, também fala da importância das melhorias que serão implantadas no entorno do parque, como a pavimentação da Rua Paulo Roberto Biscaia. “Agora sim vai ficar bonito e seguro. Nós poderemos investir nas nossas casas. Antes nem dava vontade de arrumar”, disse, enquanto assentava as novas lajotasdo piso da garagem.
“Uma bênção!”. Assim classifica a criação do parque a dona de casa Virlene Glonke, moradora da região há 11 anos. Ela e a mãe, dona Cecília Glonk, e contam que a região precisava de uma área de lazer para crianças e  idosos.  “Agora não será mais necessário que as criançasatravessem  o rio pra brincar na praça do outro lado”, diz Virlene.
Trecho 4 Rio Bonito
Na mesma ocasião, o prefeito Gustavo Fruet assinou a autorização para licitação do trecho 4 do Rio Parque, localizado na Rua General Luiz Carlos Pereira Tourinho e na Rua Dirce Rogal Tomazeli entre a Rua Crescência Bertholdi e a Rua Maria Luzardi Bertoldi, Campo de Santana.
Com uma área de intervenção ao longo do Rio Barigui de 86,5 mil metros quadrados e total de 238 mil metros quadrados que serão preservados, o novo parque deverá ficarpronto no fim de 2015. A obra, orçada em R$ 6,8 milhões, conta com recursos do município e da Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD).
Rio – Parque de Conservação Barigui
O novo parque faz parte do Rio Parque Barigui, programa que prevê a implantação de áreas de preservação e de lazer ao longo do Rio Barigui a partir da integração dos conjuntos dos parques Tanguá, Tingui, Barigui, Cambuí, Guairacá, Mané Garrincha (já entregues) e Rio Bonito e Reserva do Bugio (em andamento). Com isso, será criado um corredor de biodiversidade para integração das diversas unidades de conservação.
A integração dos parques ajudará na recuperação e preservação das margens do Rio Barigui, a partir de medidas de preservação de nascentes, conservação de ambientes naturais existentes, ordenamento das áreas de ocupação irregular às margens do rio, recomposição e preservação da vegetação nativae mata ciliar, melhorando a  qualidade hídrica da bacia.

http://www.curitiba.pr.gov.br/noticias/comecam-as-obras-do-novo-parque-na-cidade-industrial-de-curitiba/35672#.VPc7hCQ03Qk.facebook

terça-feira, 3 de março de 2015

Casal com paralisia cerebral têm um casamento de rodas


     





Todo mundo adora um bom post de casamento, especialmente quando há algo único sobre o casal, ou uma história de amor sentimental envolvida. Melissa Crisp e Cooper Owen, um casal adorável com paralisia cerebral, que se casou recentemente, sobre rodas.
(Ambos têm CP) Paralisia cerebral. A CP afeta os movimentos musculares, mas não é causada por problemas no músculo ou nervos. Em vez disso, é causada por uma lesão nas áreas do cérebro que controle o movimento muscular.
O casal se conheceu em um site, quando estavam ambos onlines. Melissa Crisp é uma escritora freelance que tem uma forma excepcional com as palavras.Cooper depois de ler seu artigo sobre dirigir com deficiência, no site Disaboom.com, que é um site de recursos para pessoas com deficiência, agora Cooper está encorajado para ir atrás de seu objetivo, que é dirigir.
“Dirigir era um objetivo meu por um longo tempo Diz Cooper: No início do nosso relacionamento, Melissa sempre me apoio.
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No casamento, o casal se revezaram lendo algumas palavras, na última linha, eles leram juntos.
“Eu prometo a rolar em nosso futuro desconhecido, se perder ao longo do caminho, e descobrir toda a beleza, surpresa, e amor inerente em nossa jornada.”
Depois do casamento, a noiva eo noivo foram para o Havaí, onde Cooper alugou seu primeiro carro.
É realmente uma linda história. Isso serve para incentivar muitos que já não acreditam mais no amor verdadeiro
Fonte: today.com 
 http://www.deficiente-forum.com/afectividades/casal-com-paralisia-cerebral-tem-um-casamento-de-rodas/

Por que as mentes mais brilhantes precisam de solidão?




























Por SILVIA DÍEZ
Via Capturar
http://www.contioutra.com/por-que-mentes-mais-brilhantes-precisam-de-solidao/
Segundo o professor Robert Lang, da Universidade de Nevada (Las Vegas), especialista em dinâmicas sociais, muitos de nós acabarão vivendo sozinhos em algum momento, porque a cada dia nos casamos mais tarde, a taxa de divórcio aumenta, e as pessoas vivem mais. A prosperidade também incentiva esse estilo de vida, escolhido na maioria dos casos voluntariamente, pelo luxo que representa. A jornalista Maruja Torres, em sua autobiografia, Mujer en Guerra (da editora Planeta España, não publicada em português), já se vangloriava do prazer que lhe dava cair na cama e dormir sozinha, com pernas e braços em X. A isso se soma a comodidade de dispor do sofá, poder trocar de canal sem ter que negociar, improvisar planos sem avisar nem dar explicações, andar pela casa de qualquer jeito, comer a qualquer hora…
Como se fosse pouco, o sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York, autor do estudoGOING SOLO: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone (ficando só: o extraordinário aumento e surpreendente apelo de viver sozinho, em tradução livre), está convencido de que viver só significa, também, desfrutar de relações com mais qualidade, já que a maioria dos solteiros vê claramente que a solidão é muito melhor que se sentir mal-acompanhado. Há até estudos que asseguram que a solidão facilita o desenvolvimento da empatia. Outra socióloga, Erin Cornwell, da Universidade Cornell, em Ítaca (Nova York), concluiu, depois de diversas análises, que pessoas com mais de 35 anos que moram sozinhas têm maior probabilidade de sair com amigos que as que vivem como casais. O mesmo acontece com as pessoas adultas que, embora vivendo sozinhas, têm uma rede social de amizades tão grande ou maior que a das pessoas da mesma idade que vivem acompanhadas. É a conclusão do estudo feito pelo sociólogo Benjamin Cornwell publicado na American Sociological Review.
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Fotografia Tom Chambers.

A base da criatividade e da inovação

As pessoas são seres sociais, mas depois de passar o dia rodeadas de gente, de reunião em reunião, atentas às redes sociais e ao celular, hiperativas e hiperconectadas, a solidão oferece um espaço de repouso capaz de curar. Uma das conclusões mais surpreendentes é que a solidão é fundamental para a criatividade, a inovação e a boa liderança. Estudo realizado em 1994 por Mihaly Csikszentmihalyi (o grande psicólogo da felicidade) comprovou que os adolescentes que não aguentam a solidão são incapazes de desenvolver seu talento criativo.
Susan Cain, autora do livro Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking (silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não consegue parar de falar), cuja conferência na plataforma de ideias TED Talks é uma das favoritas de Bill Gates, defende ao extremo a riqueza criativa que surge da solidão e pede, pelo bem de todos, que se pratique a introversão. “Sempre me disseram que eu deveria ser mais aberta, embora eu sentisse que ser introvertida não era algo ruim. Durante anos fui a bares lotados, muitos introvertidos fazem isso, o que representa uma perda de criatividade e de liderança que nossa sociedade não pode se permitir. Temos a crença de que toda criatividade e produtividade vem de um lugar particularmente sociável. Só que a solidão é o ingrediente essencial da criatividade. Darwin fazia longas caminhadas pelo bosque e recusava enfaticamente convites para festas. Steve Wozniak inventou o primeiro computador Apple sentado sozinho em um cubículo na Hewlett Packard, onde então trabalhava. Solidão é importante. Para algumas pessoas, inclusive, é o ar que respiram.”
Cain lembra que quando estão rodeadas de gente, as pessoas se limitam a seguir as crenças dos outros, para não romper a dinâmica do grupo. A solidão, por sua vez, significa se abrir ao pensamento próprio e original. Reclama que as sociedades ocidentais privilegiam a pessoa ativa à contemplativa. E pede: “Parem a loucura do trabalho constante em equipe. Vão ao deserto para ter suas próprias revelações”.

A conquista da liberdade

“Só quando estou sozinha me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesma e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, em uma sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contato novamente consigo. É um movimento de contração necessário para recuperar o equilíbrio”, diz Mireia Darder, autora do livro Nascidas para o Prazer (Ed. Rigden, não publicado em português).
Também o grande filósofo do momento, Byung-Chul Han, autor de A Sociedade do Cansaço (Ed. Relogio D’Agua, de Portugal), defende a necessidade de recuperar nossa capacidade contemplativa para compensar nossa hiperatividade destrutiva. Segundo esse autor, somente tolerando o tédio e o vácuo seremos capazes de desenvolver algo novo e de nos desintoxicarmos de um mundo cheio de estímulos e de sobrecarga informativa. Byung-Chul Han preza as palavras de Catão: “Esquecemos que ninguém está mais ativo do que quando não faz nada, nunca está menos sozinho do que quando está consigo mesmo”.

Autoconsciência e análise interior

As 5 chaves para desfrutar da solidão
1. Você é sua melhor companhia. A premissa básica é mudar a crença de que quem está acompanhado está melhor.
2. Uma oportunidade para nos conhecermos melhor e descobrir nosso rico mundo interior.
3. Em vez de se torturar, é preciso aproveitar a solidão para ler, pintar ou praticar esporte.
4. Escrever um diário. Ajuda a expressar sentimentos e a contemplar-se com mais conhecimento e carinho.
5. Como indica o psicólogo Javier Urra, com a solidão recuperamos “o gosto pelo silêncio e pelo domínio do tempo”.
“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social”, diz o filósofo Francesc Torralba, autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio) e diretor da cátedra Ethos da Universidade Ramon Llull. Na solidão deixamos esse espaço em branco para ouvir sem interferências o que sentimos e precisamos. “A solidão nos dá medo porque com ela caem todas as máscaras. Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro”, diz Torralba.
Na verdade, a solidão desperta o medo porque costuma ser associada ao vazio e à tristeza, especialmente quando é postergada longamente por uma atividade frenética e anestesiante. Para Mireia Darder, é bom enfrentar esse momento tendo em mente que a tristeza resulta simplesmente do fato de se soltar depois de tanta tensão e de ter feito um esforço enorme para aparentar força e suportar a pressão frente aos que nos cercam. “Não se pode esquecer que para ser realmente independente é preciso aprender a passar pela solidão. O amor não é o contrário da solidão, e sim a solidão compartilhada”, diz Darder.
Em nossa sociedade, a inatividade —que surge com frequência da solidão— é temida e desperta a culpa. Fomos preparados para a ação e para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas é quando estamos sozinhos que podemos refletir sobre o que fazemos e como o fazemos. O escritor Irvin Yalom, titular de Psiquiatria na Universidade de Stanford, confessava que desde que tinha consciência se sentia “assustado pelos espaços vazios” de seu eu interior. “E minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de outras pessoas. De fato detesto os que me privam da solidão e além disso não me fazem companhia.” Algo que, segundo Francesc Torralba, é muito frequente: “Embora estejamos cercados de gente e de formas de comunicação, há um alto grau de isolamento. Não existe sensação pior de solidão que aquela que se experimenta ao estar em casal ou com gente”.

Banda finlandesa formada por músicos com dificuldade de aprendizagem avança no Eurovision

Que interessante. O que acham?\

http://oglobo.globo.com/cultura/musica/banda-finlandesa-formada-por-musicos-com-dificuldade-de-aprendizagem-avanca-no-eurovision-15475834
Integrantes da PKN apresentam diagnósticos como autismo e síndrome de Down; grupo venceu seletiva nacional
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Ana um dos casos que são exemplos de superação dentro da Equoterapia.


Afeto: Empatia

Pela falta de equilíbrio não tinha confiança de andar sem apoio ou escorando as costa em alguém ou algo

Não matinha o foco e tinha dificuldades em segurar a escova e fazer o movimento da escovação por medo de cair

Conseguiu essa confiança e exercer os movimentos de garra e preensão e movimento das articulações dos braços

Apoiou-se sem buscar encosto

Desencilhou desenvolvendo habilidade motora fina e foco atencional

Recebeu estímulos de dessensibilização por medo de cachorro e de um animal maior ainda que foi o cavalo, adquirindo confiança, afeto, carisma, e vontade de ajudar a cuidar, o que transcende para a melhora da autonomia. 
Esse ano a praticante que estuda em uma escola especial já foi para a sala correspondente a sua idade, já tem o desenvolvimento da escrita, melhorou a comunicação gestual mas pronúncia alguns sons referentes a cada tipo de interação. Faz a Equoterapia duas vezes por semana, um dia com o fisioterapeuta e outro comigo. A aproximação com o manejo foi a melhor forma da praticante se relacionar com o parceiro tão grande e a principio um pouco temido. Só a agradecer ao trabalho que o cavalo nos possibilita. Sou suspeita mas fico muito feliz por esse resultado e grata ao cavalo e todo o restante da equipe.   :)

Obs: Essa publicação tem o consentimento da mãe responsável
http://neuroequineterapic.blogspot.com.br/

Neurociência e Equoterapia

Um blog para divulgar o trabalho da Equoterapia aplicada a luz da neurociência. Também para compartilhar, pesquisar e estudar assuntos relacionados.

JFPR ajuda o Pequeno Cotolengo

O juiz federal Nivaldo Brunoni, diretor do foro da Seção Judiciária do Paraná, fez a entrega de 30 kg de lacres de alumínio arrecadados na "Campanha Lacre Solidário" do projeto de sustentabilidade da JFPR à entidade Assistencial Pequeno Cotolengo de Curitiba na tarde desta quinta-feira (26/2).
Brunoni foi recebido pelo padre Renaldo Amauri Lopes e Priscila Guimarães, representantes da instituição, que agradeceram a contribuição em benefício dos 209 portadores de deficiências múltiplas atendidos pela entidade.
O Pequeno Cotolengo vende os lacres de alumínio e, com a contraprestação financeira, adquire cadeiras de rodas, medicamentos e alimentos especiais para os acolhidos. "Aproveito a oportunidade para reconhecer o empenho de todos que participaram da campanha, destacando a significativa contribuição dos públicos interno e externo da Sede Bagé.", disse o diretor do foro.

Fonte: Comunicação Social JFPR