terça-feira, 3 de março de 2015

Casal com paralisia cerebral têm um casamento de rodas


     





Todo mundo adora um bom post de casamento, especialmente quando há algo único sobre o casal, ou uma história de amor sentimental envolvida. Melissa Crisp e Cooper Owen, um casal adorável com paralisia cerebral, que se casou recentemente, sobre rodas.
(Ambos têm CP) Paralisia cerebral. A CP afeta os movimentos musculares, mas não é causada por problemas no músculo ou nervos. Em vez disso, é causada por uma lesão nas áreas do cérebro que controle o movimento muscular.
O casal se conheceu em um site, quando estavam ambos onlines. Melissa Crisp é uma escritora freelance que tem uma forma excepcional com as palavras.Cooper depois de ler seu artigo sobre dirigir com deficiência, no site Disaboom.com, que é um site de recursos para pessoas com deficiência, agora Cooper está encorajado para ir atrás de seu objetivo, que é dirigir.
“Dirigir era um objetivo meu por um longo tempo Diz Cooper: No início do nosso relacionamento, Melissa sempre me apoio.
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No casamento, o casal se revezaram lendo algumas palavras, na última linha, eles leram juntos.
“Eu prometo a rolar em nosso futuro desconhecido, se perder ao longo do caminho, e descobrir toda a beleza, surpresa, e amor inerente em nossa jornada.”
Depois do casamento, a noiva eo noivo foram para o Havaí, onde Cooper alugou seu primeiro carro.
É realmente uma linda história. Isso serve para incentivar muitos que já não acreditam mais no amor verdadeiro
Fonte: today.com 
 http://www.deficiente-forum.com/afectividades/casal-com-paralisia-cerebral-tem-um-casamento-de-rodas/

Por que as mentes mais brilhantes precisam de solidão?




























Por SILVIA DÍEZ
Via Capturar
http://www.contioutra.com/por-que-mentes-mais-brilhantes-precisam-de-solidao/
Segundo o professor Robert Lang, da Universidade de Nevada (Las Vegas), especialista em dinâmicas sociais, muitos de nós acabarão vivendo sozinhos em algum momento, porque a cada dia nos casamos mais tarde, a taxa de divórcio aumenta, e as pessoas vivem mais. A prosperidade também incentiva esse estilo de vida, escolhido na maioria dos casos voluntariamente, pelo luxo que representa. A jornalista Maruja Torres, em sua autobiografia, Mujer en Guerra (da editora Planeta España, não publicada em português), já se vangloriava do prazer que lhe dava cair na cama e dormir sozinha, com pernas e braços em X. A isso se soma a comodidade de dispor do sofá, poder trocar de canal sem ter que negociar, improvisar planos sem avisar nem dar explicações, andar pela casa de qualquer jeito, comer a qualquer hora…
Como se fosse pouco, o sociólogo Eric Klinenberg, da Universidade de Nova York, autor do estudoGOING SOLO: The Extraordinary Rise and Surprising Appeal of Living Alone (ficando só: o extraordinário aumento e surpreendente apelo de viver sozinho, em tradução livre), está convencido de que viver só significa, também, desfrutar de relações com mais qualidade, já que a maioria dos solteiros vê claramente que a solidão é muito melhor que se sentir mal-acompanhado. Há até estudos que asseguram que a solidão facilita o desenvolvimento da empatia. Outra socióloga, Erin Cornwell, da Universidade Cornell, em Ítaca (Nova York), concluiu, depois de diversas análises, que pessoas com mais de 35 anos que moram sozinhas têm maior probabilidade de sair com amigos que as que vivem como casais. O mesmo acontece com as pessoas adultas que, embora vivendo sozinhas, têm uma rede social de amizades tão grande ou maior que a das pessoas da mesma idade que vivem acompanhadas. É a conclusão do estudo feito pelo sociólogo Benjamin Cornwell publicado na American Sociological Review.
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Fotografia Tom Chambers.

A base da criatividade e da inovação

As pessoas são seres sociais, mas depois de passar o dia rodeadas de gente, de reunião em reunião, atentas às redes sociais e ao celular, hiperativas e hiperconectadas, a solidão oferece um espaço de repouso capaz de curar. Uma das conclusões mais surpreendentes é que a solidão é fundamental para a criatividade, a inovação e a boa liderança. Estudo realizado em 1994 por Mihaly Csikszentmihalyi (o grande psicólogo da felicidade) comprovou que os adolescentes que não aguentam a solidão são incapazes de desenvolver seu talento criativo.
Susan Cain, autora do livro Quiet: The Power of Introverts in a World That Can’t Stop Talking (silêncio: o poder dos introvertidos num mundo que não consegue parar de falar), cuja conferência na plataforma de ideias TED Talks é uma das favoritas de Bill Gates, defende ao extremo a riqueza criativa que surge da solidão e pede, pelo bem de todos, que se pratique a introversão. “Sempre me disseram que eu deveria ser mais aberta, embora eu sentisse que ser introvertida não era algo ruim. Durante anos fui a bares lotados, muitos introvertidos fazem isso, o que representa uma perda de criatividade e de liderança que nossa sociedade não pode se permitir. Temos a crença de que toda criatividade e produtividade vem de um lugar particularmente sociável. Só que a solidão é o ingrediente essencial da criatividade. Darwin fazia longas caminhadas pelo bosque e recusava enfaticamente convites para festas. Steve Wozniak inventou o primeiro computador Apple sentado sozinho em um cubículo na Hewlett Packard, onde então trabalhava. Solidão é importante. Para algumas pessoas, inclusive, é o ar que respiram.”
Cain lembra que quando estão rodeadas de gente, as pessoas se limitam a seguir as crenças dos outros, para não romper a dinâmica do grupo. A solidão, por sua vez, significa se abrir ao pensamento próprio e original. Reclama que as sociedades ocidentais privilegiam a pessoa ativa à contemplativa. E pede: “Parem a loucura do trabalho constante em equipe. Vão ao deserto para ter suas próprias revelações”.

A conquista da liberdade

“Só quando estou sozinha me sinto totalmente livre. Reencontro-me comigo mesma e isso é agradável e reparador. É certo que, por inércia, quanto menos só se está, mais difícil é ficá-lo. Mesmo assim, em uma sociedade que obriga a ser enormemente dependente do que é externo, os espaços de solidão representam a única possibilidade se fazer contato novamente consigo. É um movimento de contração necessário para recuperar o equilíbrio”, diz Mireia Darder, autora do livro Nascidas para o Prazer (Ed. Rigden, não publicado em português).
Também o grande filósofo do momento, Byung-Chul Han, autor de A Sociedade do Cansaço (Ed. Relogio D’Agua, de Portugal), defende a necessidade de recuperar nossa capacidade contemplativa para compensar nossa hiperatividade destrutiva. Segundo esse autor, somente tolerando o tédio e o vácuo seremos capazes de desenvolver algo novo e de nos desintoxicarmos de um mundo cheio de estímulos e de sobrecarga informativa. Byung-Chul Han preza as palavras de Catão: “Esquecemos que ninguém está mais ativo do que quando não faz nada, nunca está menos sozinho do que quando está consigo mesmo”.

Autoconsciência e análise interior

As 5 chaves para desfrutar da solidão
1. Você é sua melhor companhia. A premissa básica é mudar a crença de que quem está acompanhado está melhor.
2. Uma oportunidade para nos conhecermos melhor e descobrir nosso rico mundo interior.
3. Em vez de se torturar, é preciso aproveitar a solidão para ler, pintar ou praticar esporte.
4. Escrever um diário. Ajuda a expressar sentimentos e a contemplar-se com mais conhecimento e carinho.
5. Como indica o psicólogo Javier Urra, com a solidão recuperamos “o gosto pelo silêncio e pelo domínio do tempo”.
“Para mim a solidão representa a oportunidade de revisar nosso gerenciamento, de projetar o futuro e avaliar a qualidade dos vínculos que construímos. É um espaço para executar uma auditoria existencial e perguntar o que é essencial para nós, além das exigências do ambiente social”, diz o filósofo Francesc Torralba, autor de A Arte de Ficar Só (Ed. Milenio) e diretor da cátedra Ethos da Universidade Ramon Llull. Na solidão deixamos esse espaço em branco para ouvir sem interferências o que sentimos e precisamos. “A solidão nos dá medo porque com ela caem todas as máscaras. Vivemos sempre mantendo as aparências, em busca de reconhecimento, mas raramente tiramos tempo para olhar para dentro”, diz Torralba.
Na verdade, a solidão desperta o medo porque costuma ser associada ao vazio e à tristeza, especialmente quando é postergada longamente por uma atividade frenética e anestesiante. Para Mireia Darder, é bom enfrentar esse momento tendo em mente que a tristeza resulta simplesmente do fato de se soltar depois de tanta tensão e de ter feito um esforço enorme para aparentar força e suportar a pressão frente aos que nos cercam. “Não se pode esquecer que para ser realmente independente é preciso aprender a passar pela solidão. O amor não é o contrário da solidão, e sim a solidão compartilhada”, diz Darder.
Em nossa sociedade, a inatividade —que surge com frequência da solidão— é temida e desperta a culpa. Fomos preparados para a ação e para fazer muitas coisas ao mesmo tempo, mas é quando estamos sozinhos que podemos refletir sobre o que fazemos e como o fazemos. O escritor Irvin Yalom, titular de Psiquiatria na Universidade de Stanford, confessava que desde que tinha consciência se sentia “assustado pelos espaços vazios” de seu eu interior. “E minha solidão não tem nada a ver com a presença ou ausência de outras pessoas. De fato detesto os que me privam da solidão e além disso não me fazem companhia.” Algo que, segundo Francesc Torralba, é muito frequente: “Embora estejamos cercados de gente e de formas de comunicação, há um alto grau de isolamento. Não existe sensação pior de solidão que aquela que se experimenta ao estar em casal ou com gente”.

Banda finlandesa formada por músicos com dificuldade de aprendizagem avança no Eurovision

Que interessante. O que acham?\

http://oglobo.globo.com/cultura/musica/banda-finlandesa-formada-por-musicos-com-dificuldade-de-aprendizagem-avanca-no-eurovision-15475834
Integrantes da PKN apresentam diagnósticos como autismo e síndrome de Down; grupo venceu seletiva nacional
OGLOBO.GLOBO.COM

Ana um dos casos que são exemplos de superação dentro da Equoterapia.


Afeto: Empatia

Pela falta de equilíbrio não tinha confiança de andar sem apoio ou escorando as costa em alguém ou algo

Não matinha o foco e tinha dificuldades em segurar a escova e fazer o movimento da escovação por medo de cair

Conseguiu essa confiança e exercer os movimentos de garra e preensão e movimento das articulações dos braços

Apoiou-se sem buscar encosto

Desencilhou desenvolvendo habilidade motora fina e foco atencional

Recebeu estímulos de dessensibilização por medo de cachorro e de um animal maior ainda que foi o cavalo, adquirindo confiança, afeto, carisma, e vontade de ajudar a cuidar, o que transcende para a melhora da autonomia. 
Esse ano a praticante que estuda em uma escola especial já foi para a sala correspondente a sua idade, já tem o desenvolvimento da escrita, melhorou a comunicação gestual mas pronúncia alguns sons referentes a cada tipo de interação. Faz a Equoterapia duas vezes por semana, um dia com o fisioterapeuta e outro comigo. A aproximação com o manejo foi a melhor forma da praticante se relacionar com o parceiro tão grande e a principio um pouco temido. Só a agradecer ao trabalho que o cavalo nos possibilita. Sou suspeita mas fico muito feliz por esse resultado e grata ao cavalo e todo o restante da equipe.   :)

Obs: Essa publicação tem o consentimento da mãe responsável
http://neuroequineterapic.blogspot.com.br/

Neurociência e Equoterapia

Um blog para divulgar o trabalho da Equoterapia aplicada a luz da neurociência. Também para compartilhar, pesquisar e estudar assuntos relacionados.

JFPR ajuda o Pequeno Cotolengo

O juiz federal Nivaldo Brunoni, diretor do foro da Seção Judiciária do Paraná, fez a entrega de 30 kg de lacres de alumínio arrecadados na "Campanha Lacre Solidário" do projeto de sustentabilidade da JFPR à entidade Assistencial Pequeno Cotolengo de Curitiba na tarde desta quinta-feira (26/2).
Brunoni foi recebido pelo padre Renaldo Amauri Lopes e Priscila Guimarães, representantes da instituição, que agradeceram a contribuição em benefício dos 209 portadores de deficiências múltiplas atendidos pela entidade.
O Pequeno Cotolengo vende os lacres de alumínio e, com a contraprestação financeira, adquire cadeiras de rodas, medicamentos e alimentos especiais para os acolhidos. "Aproveito a oportunidade para reconhecer o empenho de todos que participaram da campanha, destacando a significativa contribuição dos públicos interno e externo da Sede Bagé.", disse o diretor do foro.

Fonte: Comunicação Social JFPR

domingo, 1 de março de 2015

Parque Adaptado traz diversão e inclusão para crianças portadoras de deficiência física Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/geral/o-meio-se-adaptando-as-criancas/123841/





 
Um dia de alegria e inclusão social, com direito a Papai Noel. Assim se deu a inauguração do 1º Parque Infantil Adaptado de Mato Grosso do Sul dentro do Parque das Nações Indígenas em Campo Grande. 
O Diário Digital esteve na inauguração e logo de cara encontrou a pequena Isadora, de 6 anos, e sua mãe, Soeli Rodrigues Ferraz ansiosas para chegar ao parque adaptado. Isadora estava tímida, ao contrário da mãe que estava ansiosa, preparando a menina na cadeira de rodas. Mas só foi chegar ao local, que Isadora abriu um largo sorriso e começou a balançar nos primeiros brinquedos que foram construídos especialmente para crianças como ela, que tem deficiência física, e se locomove com a ajuda de muletas especiais e cadeira de rodas. A alegria é contagiante. A mãe Soeli estampava um sorriso no rosto pela alegria de ver a filha brincando em um local feito para ela. “Pela primeira vez, ela [Isadora] não teve que se adaptar ao meio. 

O meio se adaptou a ela. Isso é motivo de muita alegria e um grande passo para a interação social com outras crianças”, diz Soeli. Quem também aproveitou a novidade foi o pequeno Artur, que tem baixa visão, mas que ficou perfeitamente acomodado em um balanço confortável. A mãe, funcionária pública Katia Lopes, disse que mesmo o Artur ainda conseguindo brincar em parquinhos normais, estar em um parque adaptado é muito melhor e mais seguro. O arquiteto responsável pelo 1º Parque Adaptado de Mato Grosso do Sul, Rubens Leles, revelou que doou o projeto de construção do parque e que o trabalho foi gratificante. 

“O parque não tinha algo destinado às crianças de uma maneira adaptada. Fazer parte de um projeto social como esse é muito importante para mim e muito emocionante”, comenta o arquiteto que completou dizendo que os brinquedos foram trazidos e instalados por uma empresa certificada de São Paulo. A iniciativa do 1º Parque Infantil Adaptado foi da Câmara de Dirigentes Lojistas de Campo Grande (CDL/CG), Ministério Público Estadual (MPE), através da 67ª Promotoria de Justiça dos Direitos Humanos, e iniciativa privada. De acordo com o presidente da CDL/CG, Ricardo Kurinari tudo começou após a campanha “Essa vaga é muito especial” e em conversas com o MP, onde surgiu a ideia de montar um parque adaptado.

 “A iniciativa é um avanço para a comunidade de Campo Grande e o projeto se tornou pioneiro no Centro-Oeste. O grande agradecimento, enquanto a entidade é para os empresários que na mesma hora participaram para construção do parque”. Quem também está feliz com o parque adaptado é promotora Jaceguara Passos, que partir de um projeto de conscientização e inclusão social, surgiu a ideia do parque adaptado. “Estou muito feliz com essa ação e a participação da iniciativa privada, exemplificando essa aproximação com o poder público. 

Que parcerias como essas para beneficiar e dar acessibilidade a população se tornem cada vez mais visíveis. Ver hoje as crianças neste parque adaptado é algo que não tem preço”, comenta.
Leia mais em: http://www.diariodigital.com.br/geral/o-meio-se-adaptando-as-criancas/123841/

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Síndrome de Down: um cromossomo a mais. De mais amor e mais carinho

Mães e pais de portadores da SD falam dos obstáculos e dos prazeres de ter um filho ou filha com o tempo diferente

Benjamin durante a aula de natação: com seu nascimento a mãe aprendeu a entender a relação diferente com o tempo dos filhos. “Benjamin me ensinou a ser mãe” (foto: Valquir Aureliano)
Benjamin tem 2 anos e não costuma faltar as aulas de natação às quartas-feiras pela manhã. Quem o observa de longe não percebe nada de diferente. É apenas um menino correndo para a piscina como as demais crianças da turma, que fazem a maior festa ao cair na água. “E não há mesmo, exceto pelo fato dele ter um tempo diferente para aprender as coisas e é muito fofinho, com aqueles olhinhos puxadinhos, comuns ao fenótipo down, e sempre muito brilhantes e sorridentes”, afirma a mãe orgulhosa.
Psicóloga por formação, Camila Guimarães, revela que o amor que sente pelo filho sempre foi o mesmo, mas no começo não era simples ser mãe de Benjamin. Ela revela que a referência que tinha sobre a Síndrome de Down (SD) era a pior possível, pois como é do interior, antigamente as pessoas se referiam ao down como mongoloide e simplesmente os escondiam. 
Da adolescência, Camila tem a memória de sempre passar correndo em frente à casa de um vizinho, quando saia da escola e ia para casa. “Ele sempre saia correndo atrás de quem passasse pela rua”, diz. “E foi essa a primeira coisa que veio à minha cabeça quando soube que meu filho era down”, relata ciente de que, apesar da evolução da sociedade, essa é ainda a visão de uma grande parcela da população a respeito da Síndrome de Down.
Camila afirma que o maior desafio de ter um down está neste “pré conceito” e na habilidade dessa mãe — ao mesmo tempo que trabalha dentro de si as referências que traz —, conseguir enxergar no filho apenas um bebê e ser para ele a sua mãe. “Um bebê que como qualquer outro precisa ser acolhido, aceito e respeitado”, explica.
A profissional que hoje trabalha como voluntária no Laboratório da Síndrome de Downs da América Latina, que funciona no Hospital de Clínicas (HC), da Universidade Federal do Paraná (UFPR), e presta atendimento a familiares e as crianças portadoras da síndrome, reconhece que esse processo não é simples. E por mais esclarecida que uma mãe seja não tem como ela não sentir medo, pois faz parte da natureza das mães terem temor pelo futuro dos filhos.
Buscar informações para saber de que modo ela poderá atender as necessidades deste bebê é o caminho mais acertado. “É nele que essa mãe consegue desmistificar conceitos, desembaralhar o seu futuro e de seu filho”, diz. “Mas não é fácil, é preciso respeitar o tempo de luto, de entender que não precisamos atender às expectativas dos outros, mas as nossas e a de nosso filho e todo esse processo demora cerca de um ano”, conta.
Camila conta que os medos em relação a Benjamin cessaram após a festa de primeiro ano do filho. “Lembro que meu pai perguntou o que queria para o Benjamin e eu disse que uma grande festa de um ano”, relata. “Foi ali que comecei a distender, a deixar os medos de lado, viver e a ser mãe de verdade de meus filhos”, conta.
Hoje, ela resume à chegada de Benjamin a necessidade “dela” apreender a ser mãe. Camila conta que sempre foi meio perfeccionista e era deste modo, quase tirano, que levava a educação do filho mais velho, Henry que tinha quatro anos quando Benjamin nasceu. “O Benjamin me ensinou a ser mãe, apenas mãe. A ter uma relação diferente com o tempo e com os meus filhos”, diz.
Camila diz que quando perguntam a ela como é ser mãe de um down, ela costuma dizer que é como planejar férias para a Itália, comprar a passagem e descobrir já no desembarque que a operadora se enganou e, ao invés da Itália, a viagem vai para a Holanda. “Os dois países são maravilhosos e oferecem uma infinidade de possibilidades para aquela pessoa que esquecer que iria para a Itália e resolver apenas aproveitar a viagem”.
Bem Paraná

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Curso gratuito de Braille para multiplicadores


Mãos de uma pessoa com deficiência visual "lendo" um livro em Braille.

A ADEVA vai realizar um curso de Braille dirigido a pessoas que enxergam e que tenham interesse em ensinar este sistema de escrita e leitura tátil.
As inscrições estão abertas e devem ser feitas até o dia 4 de março, com Márcio Spoladore, das 8h às 15h, pelos tels. (11) 5084-6693 / 5084-6695.
Dias e horários: oito encontros, às sextas-feiras, das 13h30 às 16h30.
Carga horária: 24 horas.
Início: 6 de março de 2015.
Local: Centro de Treinamento da ADEVA, na rua São Samuel, 174, V. Mariana, São Paulo (SP), próximo da estação Santa Cruz do metrô.
Conteúdo programático: Histórico do sistema braille, alfabeto braille, o sistema braille no Brasil, a produção braille, a leitura braille, o sistema braille integral, roteiro para o aprendizado do sistema braille integral, letras simples, letras acentuadas, pontuações, sinais gráficos, normas de aplicação do sistema braille, dinâmica de leitura e escrita braille, técnicas de transcrição, Código Matemático Unificado (CMU), abordagem histórica, observações importantes a respeito do CMU, roteiro para o aprendizado do CMU, representação dos algarismos, prefixos alfabéticos, símbolos operatórios, números ordinais, números romanos, números fracionários, números decimais, símbolos unificadores e parênteses auxiliares, teoria de conjunto, símbolos de potência, símbolo de raiz, símbolos de medida, símbolos diversos.
 Fonte: site Rede Saci.

Equoterapia ajuda crianças com paralisia, autismo e síndromes

Daniela Venerando 
Do UOL, em São Paulo

  • Arthur Silva Nascimento, de seis anos, durante sessão de equoterapia
    Arthur Silva Nascimento, de seis anos, durante sessão de equoterapia
Com atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, Arthur Silva Nascimento, de seis anos, não andava antes de praticar a equoterapia, método terapêutico que utiliza o cavalo para reabilitar pessoas com deficiência física, paralisia cerebral, autismo, síndromes variadas, além de vítimas de AVC (Acidente Vascular Cerebral).
"Ele vivia curvado com o queixo no peito e só se arrastava no chão. Graças à equoterapia, meu filho hoje anda e brinca com os colegas da escola", conta a atendente Maria Aparecida Nascimento, 39 anos, mãe de Arthur, que conseguiu andar com ajuda de um andador após um ano e meio de terapia. Quando completou quatro anos e meio, ele já andava sem o apoio.
Segundo Alessandra Vidal Prieto, fisioterapeuta da Associação Nacional de Equoterapia, em Brasília, "nenhum aparelho na melhor clínica do mundo produz uma resposta tão rica e rápida como o cavalo".
A fisioterapeuta explica que o animal, do ponto de vista motor, oferece o movimento tridimensional, ou seja, a cada passo, a pessoa movimenta-se para direita e para esquerda, para cima e para baixo, para frente e para trás, ao mesmo tempo.
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Donos contam como suas vidas mudaram com a chegada de bichos de estimação10 fotos

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O advogado Renato Waldomiro Liserre Jr, 43, de Campinas, tem um Golden Retriever, o Branco, de três anos (presente da namorada, Simone Sautchuk). "Como eu a chamo de Branca, dei o nome de Branco para o cachorro. Ele é de uma raça que desperta a atenção das pessoas, que acabam se aproximando para conversar. Foi assim que fiquei sabendo da ONG Atec (Instituto para Atividades, Terapias e Educação Assistida por Animais de Campinas). Lá, o Branco passou por exames e começou a atuar como co-terapeuta. O primeiro caso dele foi uma menina de oito anos com retardo mental. Foi como um preparativo para a chegada do meu sobrinho Pedro, de um ano e três meses, que tem síndrome de Down" Ricardo Lima/UOL
"As crianças que nunca tiveram oportunidade de andar vão se perceber pela primeira vez em um movimento tridimensional, que é 95% semelhante ao andar do homem. E assim elas têm a sensação de estarem realmente andando.  A gente brinca que são trocadas duas pernas paralisadas por quatro patas móveis", diz a equoterapeuta Andrea Ribeiro, coordenadora da Walking Equoterapia, em São Paulo.
A atividade exige a participação do corpo inteiro, contribuindo para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo, aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio, além do desenvolvimento na linguagem.
"A cada aula de 30 minutos, o praticante recebe cerca de 2.000 novos estímulos cerebrais, que são enviados pela medula espinhal até o sistema nervoso central. Nesse processo ocorrem as sinapses e a formação de novas células nervosas. Após quatro meses, acontece uma mudança em toda a arquitetura cerebral de tantas células nervosas que surgiram", explica Andrea.  
Todos esses ganhos são ainda mais potencializados com o acompanhamento da equipe multidisciplinar formada por fisioterapeutas, fonoaudiólogos, psicólogos, pedagogos e psicopedagogos, instrutores de equitação, além de um médico responsável pelo centro de equoterapia.
Leonardo Soares/UOL
Amanda Oliveira, de cinco anos
Durante a aula, estes profissionais estimulam de forma lúdica os exercícios. Foi dessa maneira que Amanda Oliveira Ribeiro, de cinco anos, aprendeu a falar aos dois anos e meio de idade, após seis meses de tratamento.
"A melhora foi fenomenal. Antes, ela não falava e tinha o lado esquerdo do corpo paralisado. Hoje, a gente brinca que ela fala mais do que a boca. Ela se locomove com a ajuda de um andador, após dois anos de tratamento. E tenho esperança de que ela um dia vá andar", afirma Vanilda de Oliveira, de 46 anos, mãe de Amanda.
Após a aula, a criança alimenta o cavalo e o leva de volta à baia. Ou seja, aquele que é cuidado passa a cuidar.
A facilidade de criar vínculo afetivo com um animal ao mesmo tempo tão dócil e poderoso é outra vantagem do tratamento.
Existe uma frase que é muita conhecida por pessoas que trabalham com equitação e é atribuída ao comportamento dos cavalos: "eu te aceito do jeito que tu és", diz Andrea. Uma lição que todos nós deveríamos propagar. 

Onde encontrar a equoterapia?

São 300 centros de equoterapia espalhados pelo país, onde já foram atendidos 60 mil praticantes, de acordo com a Associação Nacional de Equoterapia. Em Brasília, na sede, as aulas são gratuitas; nas outra unidades é preciso verificar. 
Algumas escolas são pagas e outras, como a Walking Terapia, oferece 70% das aulas gratuitamente. Os outros 30% pagam pelo serviço, que custa R$ 360 por mês.
Para não aumentar a fila de espera, a Walking e muitos outros centros disponibilizam cartas de apadrinhamento, que podem ser pagos por empresas ou pessoas físicas.
É importante que o centro tenha um médico responsável (muitos não têm) para fazer uma avaliação rigorosa na criança, já que há contraindicação nos casos de epilepsia, luxação de quadril, doenças degenerativas, osteoporose grave, entre outros. 
Abaixo, veja a lista de sites de alguns centros especializados. No site da Associação Nacional de Equoterapia há uma lista completa dos filiados de todo o Brasil. 

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

R$ 200 milhões em emenda de bancada de parlamentares do Rio de Janeiro para a construção de centros de referência para diagnóstico e tratamento pessoas com doenças raras no estado.



Anunciei com muita alegria agora há pouco no seminário do #DiaMundialDeDoençasRaras a destinação de R$ 200 milhões em emenda de bancada de parlamentares do Rio de Janeiro para a construção de centros de referência para diagnóstico e tratamento pessoas com doenças raras no estado. A ideia é começar no Rio é expandir em rede para todo o Brasil. 

Estamos aqui com um auditório cheio de pacientes, familiares, senadores, deputados e associações buscando saídas para melhorar nossa saúde. Infelizmente, por mais um ano, o ministro da Saúde não compareceu.

Confere lá no site a matéria sobre o centro:http://www.romario.org/news/all/romario-anuncia-recursos-para-rede-atendimento-pessoas-com-doencas-raras/