quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

R$ 200 milhões em emenda de bancada de parlamentares do Rio de Janeiro para a construção de centros de referência para diagnóstico e tratamento pessoas com doenças raras no estado.



Anunciei com muita alegria agora há pouco no seminário do #DiaMundialDeDoençasRaras a destinação de R$ 200 milhões em emenda de bancada de parlamentares do Rio de Janeiro para a construção de centros de referência para diagnóstico e tratamento pessoas com doenças raras no estado. A ideia é começar no Rio é expandir em rede para todo o Brasil. 

Estamos aqui com um auditório cheio de pacientes, familiares, senadores, deputados e associações buscando saídas para melhorar nossa saúde. Infelizmente, por mais um ano, o ministro da Saúde não compareceu.

Confere lá no site a matéria sobre o centro:http://www.romario.org/news/all/romario-anuncia-recursos-para-rede-atendimento-pessoas-com-doencas-raras/

Confira 7 apps para crianças deficientes

ndependente do grau de proximidade com uma criança deficiente, é sabido de sua falta de agilidade para muitas atividades. Mas novas ferramentas digitais prometem facilitar a vida desses pequenos.
Divulgação
Divulgação
Site Belicosa separou apps que facilitam a vida de crianças com deficiência
Cão Guia – É navegação assistida para deficientes visuais que se direcionam através da geolocalizacao via smartphone. Fácil é indicado para adultos e crianças.
Short It Out – App que estimula a percepção visual dos pequenos pela interatividade de jogos.
Built it up – Auxilia o aprendizado da matemática com jogos pedagógicos digitais.
Let’s create – Interatividade visual que incentivam a percepção cognitiva aero espacial.
Hand Talk – Destinado a comunicação, facilita a interatividade pela linguagem em Libras.
Built a Toy – Estimula a criatividade no brincar. Ja que a crianças tem que construir seu próprio brinquedo para jogar.
Baby Chef – Através do universo da culinária incentiva crianças com pouca percepção das formas a se familiarizar com os alimentos. Brincando.
Families I e II – Jogos interativos estimulando as habilidade motoras e visuais dos deficientes, bem como crianças menores de 3 anos.
Para quem é fluente ou entende um pouco de inglês coloque a palavra “Disabilities” no buscador de aplicativos do seu ipad ou smart phone que encontrará uma infinidade de app que ajustaram o desenvolvimento das crianças com deficiência motora ou mental.

https://catraquinha.catracalivre.com.br/geral/sem-categoria/indicacao/confira-7-apps-para-criancas-deficientes/

Lei obriga prédios com elevador a terem cadeira de rodas em Santos

Não cumprimento da lei poderá gerar uma multa R$ 1 mil.
Sindicato dos Condomínios não aprovam a exigência.

Mariane RossiDo G1 Santos
Prédios com elevador devem ter cadeira de rodas (Foto: Mariane Rossi/G1)Prédios com elevador devem ter cadeira de rodas (Foto: Mariane Rossi/G1)
Todos os prédios com elevadores em Santos, no litoral de São Paulo, já são obrigados a manterem cadeiras de rodas em suas dependências. A lei nº 864/2014 foi publicada em dezembro de 2014 no Diário Oficial e os condôminos tiveram 45 dias realizar todos os processos de adaptação.

O projeto de lei foi de autoria do vereador Ademir Pestana (PSDB). Ele conta que a ideia surgiu de uma experiência pessoal. Segundo ele, a cadeira facilita a remoção do morador que precisa de assistência médica. “A cadeira poderia ser utilizada por pessoas diabéticas, que tiveram um AVC, uma trombose”, comenta ele. Mas, o vereador esclarece que a cadeira de rodas não tira a necessidade de socorro por parte do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (SAMU), que é treinado para fornecer esse tipo de serviço médico.
Vereador Ademir Pestana foi o autor do projeto de lei (Foto: Mariane Rossi/G1)Vereador Ademir Pestana foi o autor do projeto de
lei (Foto: Mariane Rossi/G1)
Prédios com elevador precisam se adequar a nova lei (Foto: Mariane Rossi/G1)Prédios com elevador precisam se adequar a nova
lei (Foto: Mariane Rossi/G1)
Rubens José Reis Moscatelli, presidente do Sindicato dos Condomínios Prediais do Litoral Paulista (Sicon), diz que os condomínios não foram consultados sobre a lei. Ele entende que era preciso fazer audiências públicas e discutir a questão com a comunidade afetada. “Fomos pegos de surpresa como a maioria das pessoas. A preocupação não é o custo da cadeira, mas sim a sua manipulação”, disse ele. Para ele, a responsabilidade de ter uma cadeira de rodas não é do condomínio até porque não há pessoas treinadas para usar a cadeira e fazer o socorro do paciente. “Isso esta transferindo a responsabilidade para o condomínio. Ou vem preparado para fazer o resgate ou não vem”, falou.

De acordo com dados do Sicon, Santos tem 6 mil condomínios, sendo que apenas 10% não possuem elevador, o que significa que a lei irá atingir a maioria dos prédios da cidade. “As pessoas ainda estão muito desinformadas, não sabem da lei”, comenta Moscatelli. Os condomínios terão que se adaptar. O não cumprimento poderá gerar uma multa R$ 1 mil a ser cobrada em dobro em caso de reincidência. 

O condomínio Maison Cartier já tem cadeira de rodas. O síndico do prédio, o empresário Luiz Carlos dos Santos, diz que a administradora informou que seria necessário adquirir a cadeira por conta da lei municipal. A cadeira de rodas foi comprada por pouco mais de R$ 1 mil.

Apesar disso, o síndico acredita que ter a cadeira de rodas é uma exigência falha. “Antes da cadeira de rodas deveria ter outros equipamentos como, por exemplo, uma maca. Em nenhum acidente você remove com cadeira de todas, mas com uma maca”, diz ele. A cadeira comprada pelo prédio ainda está na caixa, já que não precisou ser usada. E, na opinião do síndico, não terá muita utilidade. “Acredito que nem seja usada. Pelo menos não para a remoção de acidentados. Para mim, é uma lei falha”, reafirma.
G1 entrou em contato com a Prefeitura de Santos que, por meio de nota, informou que nessa primeira etapa irá  produzir material informativo para uma ampla campanha de divulgação da lei entre os condomínios de Santos. Somente após essa campanha,  a Prefeitura irá iniciar a fase de notificação e autuação de eventuais descumprimento da lei. A previsão é para que a campanha comece na segunda quinzena de março. A Prefeitura fará a fiscalização por meio das Subprefeituras.

Programador cria app para ajudar deficientes físicos.

João Santiago de 23 anos foi um dos participantes de uma Maratona de Negócios promovida pelo Sebrae na Campus Party 2015.
FOTO: Ligia Aguilhar/Estadão
FOTO: Ligia Aguilhar/Estadão
Ele participou da competição com o app que criou para ajudar pessoas que assim como ele usam cadeira de rodas. O app Dá para ir? é colaborativo e fornece informações sobre a acessibilidade de diferentes estabelecimentos, além de listas com as regiões mais acessíveis de diversas cidades brasileiras.
A ideia surgiu quando João Santiago, desenvolvedor do aplicativo e deficiente físico, precisou ir à um bar e ficou com medo por não saber se o local portava as condições necessárias ao seu acesso. Assim, Dá Pra Ir é um aplicativo que oferece as informações sobre recursos de acessibilidade sobre determinado lugar, seguindo as normas e leis brasileiras. Retirando os locais do Foursquare e Google Place, o deficiente irá verificar o nível de acessibilidade, listas das regiões mais acessíveis da cidade e informações sobre direitos e deveres.
Com a mãe, Eliza Santiago (E), e a mentora, Juliana (D). FOTO: Ligia Aguilhar/Estadão
Com a mãe, Eliza Santiago (E), e a mentora, Juliana (D). FOTO: Ligia Aguilhar/Estadão
“As pessoas acham que eu sou retardado por falar diferente”, diz. “Eu tento relevar porque eu sei que eles são limitados e eu tenho um entendimento melhor do que o deles”, diz com um sorriso.
Encantada com a história do garoto, Juliana Glasser fez sua equipe passar a madrugada de quarta para quinta-feira ajudando João a colocar o app no ar.
DaPraIr
DaPraIr
O app é free e você ainda com um site oficial Dá para ir?TwitterFacebook e Instagram.
Ligia Aguilhar autora da matéria ressalta que João
aprendeu a programar sozinho aos oito anos de idade,
lendo tutoriais na internet. Esse cara aí faz a diferença,
é um exemplo e inspiração para muitos desenvolvedores como eu.
✎ Estadão

DEVOTES – PESSOAS QUE SENTEM ATRAÇÃO POR PESSOAS COM DEFICIÊNCIA

Devoteísmo é um assunto complexo e controverso, no entanto, o debate é necessário. É um tema pouco discutido e pesquisado, talvez por tratar-se de um assunto em que uma discussão poderia cair em uma areia movediça, pois é um tema cheio de incertezas. Acredito que muitas pessoas nunca ouviram falar desse termo.
Devotee
Devotee ou devoto, segundo dicionário americano, significa aquele ardentemente devotado a algo ou a um defensor entusiasta. No dicionário brasileiro significa aquele que denota devoção ou um admirador. Dessa forma, penso que no campo da deficiência significa indivíduo ardentemente devotado ou defensor de pessoas com deficiência. Partindo dessa premissa, enquanto pessoa com deficiência, entendo que meus pais, irmãos, familiares e amigos são devotees. Se essas pessoas devotam um amor tão grande por mim e são defensores desse segmento da sociedade, logo são devotees.
Assim como devotees sentem amor paternal, maternal ou fraternal pela pessoa com deficiência, certamente eles também sentirão atração física ou paixão por essas mesmas pessoas. Então, entendo que meus ex-namorados sem deficiência são devotees. A partir dessa linha de pensamento, concluo que felizmente há milhares de devotees no mundo, que há milhares de pessoas que sentem prazer em se relacionar ou conviver com as diferenças individuais, que há diversas pessoas que apreciam a diversidade humana e as singularidades de cada corpo.
Ao meu ver, devotees sentem atração e desejo como qualquer outra pessoa sente por alguém que esteja fora do padrão de beleza idealizado pela sociedade ou até mesmo por uma questão de dizer não ao conservadorismo. Assim como há homens ou mulheres que sentem atração por pessoas muito altas ou muito baixas, muito gordas ou muito magras ou sentem atração pela pessoa do mesmo sexo, há os devotees que sentem atração por pessoas com deficiência. Acredito que cada pessoa é livre para fazer sua escolha.
Como há devotees interessados na pessoa com deficiência, com a intenção de um relacionamento efêmero ou duradouro, há também devotees interessados somente em satisfazer seus prazeres, seus fetiches, suas obsessões… Esses indivíduos estão interessados mais na deficiência do que na pessoa, certamente são casos patológicos e precisam ser tratados. Nesse caso a própria pessoa com deficiência deve ser cautelosa, a fim de evitar o envolvimento com essa pessoa. Se a pessoa com deficiência gosta de si mesma e se valoriza, certamente ela avaliará cuidadosamente a pessoa com quem pretende se envolver. Isso é muito importante. Quero ressaltar que assim como há devotees obsessivos e compulsivos, há também homens ou mulheres que não são devotees e têm a mesma doença.
Como disse no início do texto, há pouquíssima pesquisa sobre esse tema no Brasil. Entre os que conheço há o estudo da jornalista Lia Crespo. Seria muito interessante se houvesse mais pesquisadores interessados nesse assunto tão pertinente.
Para finalizar, no meu entendimento, não podemos afirmar que todo devotee que sente atração física por uma pessoa com deficiência é um predador, insensível e perverso. Como também acredito que a palavra “devotee” não pode ser rotulada como algo pernicioso. Tudo deve ser devidamente ponderado. Como tudo na vida, precisamos separar o joio do trigo.
E você, caro leitor, o que pensa a respeito disso tudo?
[ Fonte – APNEN ]

terça-feira, 24 de fevereiro de 2015

Pier Cesare Rivoltella: "Falta cultura digital na sala de aula"

Especialista em Mídia e Educação da Universidade Católica de Milão diz que a tecnologia e seu conteúdo devem fazer parte do dia a dia escolar

Débora Didonê (novaescola@fvc.org.br)


Pier Cesare Rivoltella. Foto: João Santos
Pier Cesare Rivoltella
O Brasil ainda engatinha quando se fala em inclusão digital nas escolas públicas. Até o ano passado, das 143 mil instituições de Ensino Fundamental do país, cerca de 17 mil contavam com laboratórios de informática, segundo dados do Ministério da Educação (MEC). Porém cresce nas faculdades de Educação a preocupação em formar profissionais preparados para lidar teoricamente com a linguagem das novas mídias e seu significado nas salas de aula. É para apoiar projetos como esse que o filósofo italiano Pier Cesare Rivoltella - , especialista em Mídia e Educação da Universidade Católica de Milão, na Itália, visita o Brasil com freqüência. Ele orienta pesquisas sobre a relação entre jovens e internet do Grupo de Pesquisa Educação e Mídia da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), onde também dá aulas sobre Mídia e Educação, e acompanha pesquisas de mestrado na Universidade Federal de Santa Catarina.

Para Rivoltella, os meios de comunicação dão impulso à inovação do ensino. "É a troca da abordagem tradicional - baseada na fala do professor à frente da sala de aula - pelo uso de mídias que favoreçam o trabalho em grupo mais ativo, dinâmico e criativo em todas as disciplinas." O especialista, que também forma docentes da rede pública italiana, ainda sente uma certa resistência cultural quando se fala em tecnologia na sala de aula. "Os professores não são formados para lidar com elas", afirma. No Brasil, o cenário não é muito diferente. "As experiências, geralmente, são voltadas para o conhecimento técnico dos meios de comunicação, não o crítico."

Como os jovens se relacionam com as novas tecnologias?Pier Cesare Rivoltella Uma das maiores características desse público é o que chamamos de uma disposição multitarefa. Ele responde às mensagens do celular, ouve música no iPod, vê TV e fala com os amigos no Messenger - tudo ao mesmo tempo. Da mesma forma, ele sabe que acessar a internet pelo computador de casa ou pelo telefone celular é muito diferente. O computador, geralmente, é de toda a família e fica na sala. O celular é pessoal. Além disso, o jovem de hoje reconhece as especificidades de cada tecnologia e se adapta a elas. Ele pode sair pela cidade enquanto olha a tela do celular - o que é impossível na frente da tela de um computador. Fazer tudo isso simultaneamente é uma característica típica das novas gerações. Por um lado, isso lhes confere uma elaboração cognitiva muito rápida. Por outro, acaba deixando-os na superficialidade, pois não dá tempo de se aprofundar nos assuntos.

Como as escolas se relacionam com esses jovens?Rivoltella Mal, muito mal. Hoje, as novas gerações estão completamente ligadas à tecnologia e aos meios de comunicação. Elas fazem parte de uma cidade que não é só real mas também digital. E nesse espaço você não é brasileiro nem italiano. Os jovens de hoje são criados numa sociedade digital. Por isso, educar para os meios de comunicação é educar para a cidadania. Daí vem a urgência de a escola se integrar a essa realidade.

O que significa dizer que a mídia deve fazer parte do cotidiano da escola?Rivoltella Que ela deve permear os processos de ensino e aprendizagem, como acontece com a escrita. O papel do professor que usa a tecnologia é parecido com o do diretor de um filme. Trata-se de um professor-diretor, que não se limita a falar, mas passa a direcionar o uso dos meios de comunicação pelos alunos.

Qual a melhor forma de levar o tema mídia para a sala de aula?
Rivoltella
 Como um tema transversal. Alguns pesquisadores defendem a criação de uma disciplina específica, mas já está provado que isso não funciona. Se apenas um professor responde pelo conhecimento da tecnologia e da mídia (como ocorre em muitas escolas que têm salas de informática), os outros tendem a se desinteressar pelo assunto. E, para ser eficaz, esse trabalho precisa ser feito em equipe. O professor de Língua Portuguesa trabalha com a análise do texto e o uso da linguagem na mídia. O de Arte, com a dimensão expressiva dos meios. O de Tecnologia, com as ferramentas. O de Matemática, com a representação da disciplina nos diferentes meios de comunicação. E assim por diante.

O professor que não fizer isso vai ficar para trás?Rivoltella Sim, já está ficando. E digo isso porque ele não compartilha com os alunos a mesma cultura, o que gera um abismo entre eles. A pior conseqüência disso é não conseguir estabelecer um diálogo educativo. Aqui, na Europa, é comum o professor ver os meios de comunicação como uma cultura popular e de baixo nível, em oposição aos livros, que são a alta cultura. No Brasil, me parece, a questão é outra: muitos educadores não têm sequer acesso a elas. Nesse caso, a situação é ainda pior.

Como os professores se relacionam com as novas mídias?Rivoltella Uma pesquisa que fizemos em 2006 revelou que 18% dos professores italianos só usam a internet para fazer pesquisas. Eles também não debatem com os alunos os problemas culturais ligados às novas tecnologias - ou porque não entendem que isso interessa a eles, ou porque não se consideram preparados para isso. Na escola, a tecnologia ainda é vista como um perigo, não como uma aliada.

O que o professor precisa para explorar as tecnologias em sala de aula?Rivoltella Precisa saber fazer análises críticas e organizar atividades de produção usando essas tecnologias (e também os meios de comunicação). Os computadores e celulares deixaram de ser apenas ferramentas de recepção. Hoje, são também de produção. Uma criança pode tirar fotos ou fazer vídeos com um celular e publicá-los na internet. Qualquer um pode editar e produzir conteúdo. Há cinco anos, éramos apenas consumidores de conteúdos prontos. Da mesma forma, é importante o professor organizar palestras e oficinas de produção multimídia, conhecer as linguagens da mídia, saber utilizar uma câmera e dominar a dinâmica dos textos na internet, com seus links para outros textos. Na Itália, trabalhos como esse são feitos nas disciplinas de Arte e Língua Italiana no Ensino Fundamental.

Os cursos de graduação em Pedagogia têm a preocupação de preparar os professores para lidar com as novas tecnologias?Rivoltella Na Itália, ainda não temos um curso de graduação que forme mídia-educadores - isso só existe em nível de mestrado e doutorado. No Brasil, essa preocupação parece ser maior. Na faculdade de Educação da PUC de São Paulo, há estudos sobre o tema desde meados dos anos 1990. O mesmo ocorre na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. A PUC do Rio de Janeiro e a Universidade Federal de Santa Catarina também têm disciplinas de Mídia e Educação nos cursos de graduação em Educação. E acompanho projetos como orientador do Grupo de Pesquisa Educação e Mídia da PUC carioca.

O que um curso desse tipo deve oferecer aos futuros professores?Rivoltella Em primeiro lugar, é essencial definir objetivos e metodologias para uma formação que abranja todos os meios de comunicação. Isso permite que o professor, quando passar a dar aula, saiba em que momento deve usar cada mídia com os alunos, o que facilita muito seu planejamento. Ele também precisa conhecer teorias da comunicação e da recepção e metodologias de pesquisa, como técnicas de entrevistas. E, finalmente, o curso deve ensinar a avaliar. Em mídia-educação, provas objetivas não permitem a mensuração do que o aluno vê numa imagem. É preciso observá-lo vendo TV. Analisar o comportamento no contexto real em que ele lida com a mídia ajuda o professor a perceber comportamentos reais e a propor debates e discussões.

Ao mesmo tempo, o senhor defende a criação de um novo tipo de profissional, o mídia-educador. Qual o papel dele?
Rivoltella
 Ele é um especialista no tema. Tem competências nas áreas de Comunicação e Pedagogia e, na escola, ajuda a formar os professores das outras disciplinas e atua em conjunto com eles no aprofundamento do trabalho educativo com os meios de comunicação. Na Europa, os mídia-educadores vêm da Comunicação e da Pedagogia - ou se formam em cursos como o de Mídia e Educação, que dirijo desde 1999. Eles já atuam em algumas escolas públicas italianas, embora o Ministério da Educação não tenha posição oficial sobre a questão. Muitos são consultores de escolas, sobretudo nas que têm autonomia financeira.

Muitos defendem que esse mídia-educador ajude a aprimorar a programação infanto-juvenil.Rivoltella Eu estou entre eles. O mídia-educador é o profissional que tem competências pedagógicas para preservar os valores e a ética necessários na produção audiovisual direcionada ao público infanto-juvenil. Há tentativas de inserir o mídia-educador nos canais de TV italianos, mas as empresas ainda estão completamente voltadas a interesses econômicos.

No Brasil, ainda há muita resistência ao uso da tecnologia na escola.Rivoltella Isso é muito ruim porque o Brasil fica para trás nessa questão que é crucial. Na Europa, ela já foi amplamente superada, pelo menos no que diz respeito a computadores. O que falta é formar professores que dominem as relações entre mídia e Educação. Hoje, o que existe é uma competência instrumental, o mínimo necessário para desenvolver um pensamento crítico sobre a internet, por exemplo.

Como atuar numa escola sem TV, DVD, computador?
Rivoltella É possível desenvolver bons trabalhos usando meios como a escrita e a fotografia. Até as rádios comunitárias, que são muito comuns no Brasil, podem ser bem aproveitadas em sala de aula.
Quer saber mais?
Contato
Pier Cesare Rivoltella, piercesare. rivoltella@unicatt.it

Internet
No site wwwusers. rdc.puc-rio.br/ midiajuventude, você encontra estudos do Grupo de Pesquisa Educação e Mídia, da PUC-RJ.

Leia nos portais omero.unicatt.it e www.mediappro.org (ambos em italiano) artigos e pesquisas sobre mídia e Educação. 
Em www.medmedia education.it, você conhece a associação criada para disseminar práticas educativas sobre mídia na escola (em italiano). 
http://revistaescola.abril.com.br/formacao/formacao-continuada/pier-cesare-rivoltella-falta-cultura-digital-sala-aula-609981.shtml

Blog ganha destaque ao falar sobre Educação Inclusiva no Brasil

E educação brasileira nos últimos anos está vivendo uma revolução positiva chamada Educação Inclusiva. E como mais uma base de apoio, surgiu há dois meses o blog EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM FOCO -www.educacaoinclusivaemfoco.com.br 

Com um crescimento de tráfico considerado e como um tipo de portal de conteúdo especializado, o blog é alimentado diariamente com artigos, reproduções de reportagens, materiais, informações, entrevistas exclusivas e textos inéditos do seu criador e editor, professor Emílio Figueira. 

“Tenho me dedicado muito nos últimos anos a produzir conhecimentos e materiais sobre Educação Inclusiva. No blog Educação Inclusiva em Foco as pessoas podem se cadastrar e passarão a receber por e-mail dicas, informações, materiais, palestras virtuais e cursos, dentre outras coisas que possam enriquecer ainda mais os nossos ideais inclusivos!”, relata Figueira.

No ato de cadastramento, a pessoa já recebe gratuitamente o e-book “Quem São Os Alunos a Serem Incluídos”.

Educação Inclusiva no Brasil


Dados da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), mostram que no mundo, as pessoas com deficiência estão entre os grupos de maior risco de exclusão escolar. Segundo o último Censo Populacional (IBGE, 2010), o Brasil têm 45,6 milhões de pessoas com algum tipo de deficiência, o que representa 23,9% da população. 

A maioria das crianças e adolescentes com deficiência já estuda em escolas regulares. Em 2013, 77% (648 mil) das matrículas de alunos com deficiência estavam em classes comuns. É um número expressivo, mas que ainda gera muitas expectativas e desafios quando o assunto é Educação Inclusiva. 

“Sou bastante otimista com relação a ela. Fico muito bravo quando alguém diz que nada mudou com relação às pessoas com deficiência. Mudou sim, e para melhor”, diz professor e psicólogo educacional Emílio Figueira (45). 

Considerado uma referência em Educação Inclusiva no país, Figueira é autor de livros como “O que é Educação Inclusiva”, “A deficiência dialogando com a arte”, “Psicologia e pessoas com deficiência”, “Caminhando em silêncio: uma introdução à trajetória das pessoas com deficiência na história do Brasil”, “Teologia da Inclusão: A trajetória das pessoas com deficiência na história do Cristianismo”, dentre outros.

“A Educação Inclusiva é uma delas. Claro, muita coisa precisa ser melhorada, aperfeiçoada. Temos relatos de casos que deram errados. Mas também temos muitos relatos de sucesso. Tudo é uma questão de processo. E processos precisam respeitar etapas. Assim como as questões que envolvem pessoas com deficiência são culturais, precisam de tempo para mudanças de mentalidades!”, conclui o educador.

Por causa de uma asfixia durante o parto, Emílio Figueira adquiriu paralisia cerebral em 1969, ficando com sequelas na fala e movimentos. Mas nunca se deixou abater por sua deficiência motora e vive intensamente inúmeras possibilidades. Nas artes, no jornalismo, uma vasta produção científica, é psicólogo, psicanalista e teólogo. Como escritor é dono de uma variada obra em livros impressos e digitais. Ator e autor de teatro. Hoje com cinco graduações e dois doutorados, Figueira é professor e conferencista de pós-graduação, principalmente de temas que envolvem a Educação Inclusiva.

SERVIÇO

EDUCAÇÃO INCLUSIVA EM FOCO - www.educacaoinclusivaemfoco.com.br 
O blog está integrado às redes sociais, tendo páginas no Facebook, Twiter e GooglePlus
Website: http://educacaoinclusivaemfoco.com.br

R7

Rotary continua campanha para a confecção de cadeiras de rodas

Campanha compreende no recolhimento de lacres de alumínio para confecção das cadeiras
O Rotary Club de Criciúma Oeste continua a campanha para a coleta de lacres de alumínio de sucos, refrigerantes e cervejas para serem transformados em cadeiras de rodas. Para a confecção são necessários 90 quilos de lacres para a conversão em uma cadeira de rodas.
O banco já conta com 35 unidades e cinco cadeiras disponíveis para banho. As mesmas são cedidas a quem  necessita de forma gratuita, devendo a pessoa devolvê-la quando deixar de utilizá-la. "É um ato solidário que beneficiará quem  necessita de mobilidade através de uma cadeira de rodas", revelou um dos representantes do Rotary, o advogado Tito Lívio de Assis Góes.
Interessados em contribuir podem entrar em contato com o Rotary Club de Criciúma Oeste através dos telefones (48) 3437-7555, (48) 3433-3792 e (48) 9925-2526 ou no e-mail: rotarycriciumaoeste@hotmail.
Também está disponível para a comunidade informações e esclarecimentos sobre a campanha na página da entidade no Facebook: Rotary Club de Criciúma - Oeste.

Colaboração: Michele Pícolo

Nova Odessa inaugura academia coberta adaptada para deficientes

Divulgação
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Moradora faz exercício na academia, inaugurada no sábado
Nova Odessa é a primeira cidade de São Paulo a ter uma academia adaptada coberta. A obra, em parceria com a Secretaria Estadual dos Direitos das Pessoas com Deficiência, foi inaugurada sábado pelo prefeito Benjamim Bill Vieira de Souza (PSDB) e conta com equipamentos desenvolvidos para atender as pessoas com deficiência da cidade.
"Nova Odessa é a única cidade do Estado a ter uma academia coberta. Fizemos assim para dar mais conforto para quem for usar os equipamentos", disse o secretário de Esportes, Ângelo Roberto Réstio.
A academia Leonildo Felipe Bichof possui conjuntos de musculação e ginástica de baixo impacto físico. O uso deles auxilia nas capacidades físicas, mobilidade e independência nas atividades diárias.
Segundo Réstio, além de cadeirantes, pessoas com mobilidade reduzida poderão utilizar o espaço. Serão disponibilizadas duas cadeiras de rodas para auxiliar nos exercícios.
O profissional de educação física Gilvan Gaia acompanhará os usuários. Para utilizar a academia, é preciso agendamento prévio nos telefones 3498-1561 e 3476-2449.

http://portal.tododia.uol.com.br/_conteudo/2015/02/cidades/64402-nova-odessa-inaugura-academia-coberta-adaptada-para-deficientes.php

Cochilos a mais podem ser uma tentativa de aliviar os sintomas da fibromialgia

Pesquisa mostra que maior parte dos pacientes de fibromialgia dorme durante o dia, mesmo sem ter a intenção. Má qualidade do sono noturno e dores são as principais causas apontadas para o sono diurno.
Fibromialgia: estudo mostra que cochilos  podem ser tentativa de aliviar os sintomas
Parece só cansaço, mas na verdade o aumento da sonolência e das sonecas durante o dia pode significar bem mais para quem sofre de fibromialgia. Sono a mais, aponta uma nova pesquisa, pode estar relacionado a uma tentativa de minimizar outros sintomas relacionados à doença, entre eles o cansaço e as dores.
A descoberta foi feita após a análise dos hábitos de sono de 1.044 adultos com fibromialgia, a maioria, mulheres. A maior parte do grupo, 87%, disse que cochilava durante o dia mesmo sem querer, sendo que a principal razão apontada para o sono fora de hora eram o cansaço e a exaustão – citados por 94% dos entrevistados.
Outros motivos para a soneca, de acordo com os entrevistados, eram recuperar a noite de sono mal dormida (citado por 60% dos voluntários), tentar aliviar dores de cabeça (apontado por 43% do grupo) e tentar evitar dores em geral (justificativa dada por 26% dos entrevistados).
Sono sem hora certa
De acordo com os achados publicados pela equipe na última edição do periódico BMC Musculoskeletal Disorders, o horário do dia mais comprometido pelos cochilos não planejados é o período da tarde, citado por 59% dos entrevistados. Manhã e noite foram citados como horário da soneca por 19% e 25% dos voluntários, respectivamente.
Entre aqueles que dormiam regularmente durante o dia por um período superior a 30 minutos, predominaram os pacientes mais jovens e com os filhos. Neste mesmo perfil foram observados maiores níveis de depressão e de problemas de memória.
Quando comparados os pacientes que cochilavam por opção com aqueles que dormiam sem querer, foi observado que o segundo grupo relatava sentir mais dores e tinha níveis mais elevados de depressão.
“Existe uma proporção elevada de pessoas com fibromialgia cochilando regularmente sem ter a intenção, o que sugere que esses pacientes estão sentindo dificuldade para permanecer acordados durante o dia”, diz uma das autoras do estudo, a médica Alice Theadom, da Universidade de Tecnologia de Auckland, na Nova Zelândia. “A frequência elevada de cochilos durante a tarde sugere que seria adequado oferecer suporte para que esses pacientes consigam manejar as horas de sono para encontrar um padrão adequado”, diz a especialista.
Para a pesquisadora, uma vez que o cochilo é uma realidade entre esses pacientes, é necessário um esforço dos cientistas para se aprofundar sobre o tema e elaborar orientações que possam ajudar quem tem fibromialgia a tirar o melhor proveito possível do sono.
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