quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Hoje tem Guerreiros


Garoto pede a Papai Noel para voltar a ver e ganha lentes de hospital do DF

Carta foi escrita por David Oliveira da Silva após pedido de professor.
Adolescente tem 14 anos e sofre com doença que deforma as córneas.

Raquel MoraisDo G1 DF
O adolescente David Oliveira da Silva, de 14 anos, que pediu cirurgia nos olhos em carta ao Papai Noel (Foto: Raquel Morais/G1)O adolescente David Oliveira da Silva, de 14 anos, que pediu cirurgia nos olhos em carta endereçada ao Papai Noel (Foto: Raquel Morais/G1)
Acho que vai mudar tudo, na escola, para pegar ônibus, vou reconhecer as pessoas. Eu costumo confundir as pessoas. Uma vez eu vi um sapato no chão e achei que era cobra. Na escola ficam mangando de mim. Isso me deixa triste. Acabo chorando"
David Oliveira da Silva,
garoto que pediu para voltar a enxergar
Com a ajuda dos óculos "fundo de garrafa" e munido do esmero de quem sonha em um dia ser desenhista famoso, o adolescente David Oliveira da Silva não precisou de muito tempo depois que o professor propôs que toda a turma escrevesse uma carta ao Papai Noel. O desejo do garoto de 14 anos logo preencheu a página: uma cirurgia, para voltar a enxergar com nitidez. Silva tem uma doença que provoca a deformação das córneas e precisa colar o rosto nos objetos para conseguir vê-los. O pedido emocionou a equipe médica do Hospital Oftalmológico de Brasília, que decidiu doar o tratamento ao jovem.
Atualmente, o rapaz tem 11 graus de miopia no olho direito e 15 no esquerdo. "Estou feliz. Acho que vai mudar tudo, na escola, para pegar ônibus, vou reconhecer as pessoas. Eu costumo confundir as pessoas. Uma vez eu vi um sapato no chão e achei que era cobra. Na escola ficam 'mangando' de mim", disse. "Isso me deixa triste. Acabo chorando."
As dificuldades foram identificadas quando ele ainda era bebê e frequentava a creche. Segundo a mãe, Francinete Oliveira dos Santos, os professores logo perceberam a dificuldade e a avisaram. A mulher, que está desempregada e vende balinhas para sustentar a si e a três dos quatro filhos – a mais velha é casada – lembra que a situação preocupa a família desde então.
"Quando ele tinha 6 anos, ele começou a usar óculos. Eu sempre voltava ao médico, que dizia que era normal, que bastava usar que tudo ficaria bem. Só que daí por diante não teve volta. Foi só aumentando e aumentando. Eu não entendia, pensava que ele [oftalmologista] deveria saber, já que eu não tinha conhecimentos desse tipo, né?", declarou a mulher.
Mas, cansada de ver o terceiro filho comentar que a cada dia via menos, a mulher decidiu em 2012 que o levaria para fazer um exame "bem mais avançado" em outro lugar. Ela juntou R$ 120 para pagar a consulta e o levou a um médico particular. Foi então que a família descobriu que o menino sofria de ceratocone e que, sem receber tratamento adequado, poderia perder a visão.
O oftalmologista Guilherme Rocha se comoveu tanto com a situação da família que doou os testes, orçados em mais de R$ 900, e todo o tratamento. De posse do laudo, a moradora do Recanto das Emas afirma que começou uma peregrinação por hospitais da rede pública na tentativa de fazer cirurgia, sem sucesso. 
Carta escrita pelo adolescente David Oliveira da Silva, de 14 anos (Foto: Jorge Santos/Arquivo Pessoal)Carta escrita pelo adolescente David Oliveira da
Silva (Foto: Jorge Santos/Arquivo Pessoal)
"Esse ano me chamaram. Até falei para ele que havia chegado o dia de sorte. Fomos para a Carreta da Visão, em Ceilândia. Saímos às 5h de casa e ficamos o dia inteiro lá. Só no fim o médico disse que não era lá, que era só catarata. Podiam ter avisado, porque eu só tinha o dinheiro mesmo da passagem, e a gente passou fome o dia todo", lembra.
Por causa das dificuldades, o garoto reprovou algumas vezes e ainda cursa o 6º ano, no Centro de Ensino Fundamental 308, e depende da mãe para tudo. A esperança dos dois se renovou com o final de 2014, quando o professor de história, Jorge dos Santos, pediu à turma que pensasse naquilo que sonhava alcançar e pedisse de Natal. David já chegou em casa dizendo à mãe que não podia ser brinquedo e que pediu a cirurgia.
"Eu falei: 'bota, meu filho, que Deus vai ouvir sua oração'. Esse professor dele é muito bom, já quis até arranjar dinheiro da passagem para eu ir a São Paulo com o meu filho", conta Francinete. "Acabou que foi a ideia dele que veio a fazer funcionar."
A cartinha foi lida pelos outros servidores da instituição e chegou ao conhecimento de uma jornalista próxima a funcionários do hospital, que funciona na Asa Sul. De acordo com o departamento de marketing da unidade de saúde, a equipe se emocionou e abraçou a causa "de cara".
O adolescente passou por exames, que apontaram que ele ainda não tem necessidade de transplante. David vai ganhar lentes de contato que corrigem quase 100% a distorção provocada pela doença e receberá acompanhamento ininterruptamente, de graça.
Fachada do Hospital Oftalmológico de Brasília, na Asa Sul, que vai doar o tratamento ao adolescente (Foto: Raquel Morais/G1)Fachada do Hospital Oftalmológico de Brasília, na Asa Sul, que vai doar todo o tratamento ao adolescente (Foto: Raquel Morais/G1)
Ansioso para começar a usar os novos itens, que devem ser entregues antes do Natal, o garoto já faz planos para o futuro. "Agora vou poder trabalhar, fazer meu curso de desenho, ajudar em casa. Sempre fui bom, mas é difícil quando você vê tudo embaçado", afirmou David.
O professor de história conta estar satisfeito com o resultado da ação. Dos quase mil alunos da escola, 600 escreveram a carta. A ideia era que os servidores da instituição adotassem parte delas e encontrassem outras pessoas interessadas em ajudar.
Santos diz que o pedido de David emocionou a todos. "Ele é um grande garoto", declarou o docente ao G1.
Ceratocone e outras deficiências visuais
O ceratocone é uma doença degenerativa que provoca o afinamento e a deformação progressiva da córnea. Com a alteração da curvatura, a membrana acaba ganhando um formato semelhante ao de cone. O quadro favorece o aparecimento de miopia, astigmatismo e baixa acuidade visual.
Tem muita relação com a alergia, pelo hábito prolongado de coçar os olhos, induzindo a uma mudança na estrutura da córnea. Pode haver uma tendência hereditária relacionada também à alergia. As pessoas com síndrome de Down apresentam também uma propensão à doença"
Mario Pacini,
oftalmologista
De acordo com o oftalmologista Mario Pacini, a causa ainda não está definida. "Tem muita relação com a alergia, pelo hábito prolongado de coçar os olhos, induzindo a uma mudança na estrutura da córnea. Pode haver uma tendência hereditária relacionada também à alergia. As pessoas com síndrome de Down apresentam também uma propensão à doença", explica.
Geralmente, a doença está associada a uma sensação de que a visão não é satisfatória nem quando se usa óculos. Ela geralmente afeta pessoas jovens.
Além do uso de lentes, o tratamento pode ser feito por meio da implantação de anéis na córnea ou transplante. "De qualquer forma, sempre será um paciente que necessitará de acompanhamento oftalmológico para o resto da sua vida", completa Pacini.
O tratamento na rede pública é oferecido nos hospitais de Base e Universitário de Brasília, além do Instituto de Cardiologia. Antes de entrar na fila de transplante, o paciente passa por uma avaliação média. O prazo é de até quatro meses para ele ser chamado para a cirurgia.
Brasília ficou em primeiro lugar no ranking nacional de operações do tipo neste ano, com 221 casos. Dados da Secretaria de Saúde apontam que 1% da população da capital do país tem deficiência visual – incluindo transtornos oculares congênitos, retinopatias graves, glaucoma e trauma ocular.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Hoje o Futuro fez Pessoas com Deficiência, um pouco mais feliz!Veja as fotos.


        Hoje Dia Internacional da Pessoa com Deficiência tivemos a satisfação de receber em nossa escola Linneu a presença do padre Cidinho ,do Pequeno Cotolengo Paranaense ,para a entrega das garrafas de lacres ,referente a Campanha "Lacre Amigo".
        É com alegria que o recebemos, e tivemos a surpresa de doar 113 garrafas, com a participação da Comunidade Escolar da Vila Oficinas-Cajuru ,pois um dia tão importante a ser lembrado não podia ser tão perfeito para uma ação solidaria como a tal .Destas garrafas ,reverterão para a compra de cadeira de rodas, ou outro objetivo dentre inúmeras necessidades que a Instituição merece.
       A escola Municipal Prefeito Linneu do Amaral -Ensino Fundamental ,tem muitas histórias lindas para serem registradas, bem como Atividades Pedagógicas dos inúmeros professores que estão sempre envolvendo nossos alunos para o crescimento humanitário. Vejam algumas fotos que marcaram esta data:

Recreio solidário.Isso ai ,serventes e crianças ainda dando algumas mãozinhas, enchendo mais garrafas antes da entrega!!
Crianças vamos fazer um HEEEEEEE para foto!!!
 
Turmas dos quartos anos ,das professoras :Luciane,Ilda,Marta ,tiveram grande participação
Representantes e multiplicadores da mensagem da Campanha do pré, primeiros, segundos e terceiros anos. Atentos para ouvirem a professora Clara realizando os agradecimentos e a fala do padre .Afinal deveriam retornar e transmitir o resultado da Campanha Lacre Amigo nas suas salas.
Seis caixas cheias equivalentes a 113 garrafas e um pote cheio de um kilo ,resultado de meses com amigos, parentes, pais anônimos ,crianças do período da manha que souberam da campanha .E continuam arrecadando.
2015 promete um segundo ano de Campanha e desta vez "..professora podemos conhecer a instituição ,em casa não bebemos nem Coca ,pois sabemos que não são alimentos saudáveis, mas podemos contribuir com roupas, calçados..."Evidente que está Campanha não teve intuito de estimular o consumo e sim a reciclagem, que o "BEM FAZ BEM" nos tornam melhores, com pensamentos otimistas, criativos...
E para que não tumultuasse as aulas regulares ,foram deixadas garrafas de 2 litros em cada sala. Interessante o envolvimento de todos :professores ,serventes, funcionários ,alunos e Comunidade Local.
Churrasco do Pequeno Cotolengo, no domingo dia 07 de Dezembro. Atrações musicais, edição especial do bazar da amizade, saldão dos produtos sociais, churrasco com gostinho de solidariedade, muita animação . Que tal? UMA DICA PARA QUEM QUEIRA CONHECER,AJUDAR E DIVERTIR!!


O Pequeno Cotolengo Paranaense oferece, há 49 anos, acesso a acolhimento, saúde e educação para mais de 200 pessoas com deficiências múltiplas
http://www.pequenocotolengo.org.br/
 
Professora Clara, padre Cidinho e nossa diretora Elaine .
                                                Um pouco de trabalho que vale a pena.

Uma surpresa agradável para terminar a Hora Atividade desta quarta-feira .
 
Alunos do quarto ano da professora Ilda ensaiando a música A PAZ do Roupa Nova.
Tive grande emoção pela beleza de uma turma que modificou durante o ano através desta professora ,talvez com jeito diferente ,exigente e com amor ,hoje vemos alunos que aprenderam a ouvir, participar, socializar e respeitar as DIFERENÇAS!

Encontro discute projetos e ações para melhorar a acessibilidade em Curitiba

http://g1.globo.com/pr/parana/paranatv-1edicao/videos/t/edicoes/v/encontro-discute-projetos-e-acoes-para-melhorar-a-acessibilidade-em-curitiba/3807052/

O CÉREBRO - Documentário Completo - Conhecimento Valioso


CADEIRANTE POSA NA PRAIA E QUER SER MUSA DO TOPLESS NO RIO

Natache Iamayá
Natache Iamayá não é o tipo de pessoa que se dobra às dificuldades. Aos 32 anos, a carioca convive com os efeitos da ataxia de Friedreich, uma doença neurodegenerativa que afeta os nervos e alguns órgãos. Mas isso não a impede de fazer nada do que tem vontade, mesmo com as limitações impostas pelo corpo. Cadeirante, ela é candidata ao concurso Nova Musa do Toplessaço — cujas inscrições terminam no próximo dia 15 — e foi a primeira a se inscrever para a competição. Uma lição para este 3 dezembro, Dia Internacional das Pessoas com Deficiência.
Com a participação no evento, a jovem pretende mostrar que as pessoas com deficiência não devem ser tratadas com piedade e são capazes de muito mais do que todos costumam imaginar. “Eu malho e uso todos os aparelhos. Eu faço natação, eu vou à praia. Gosto de dormir na casa de amigas. Eu viajo e faço tudo. Coisas que as pessoas acham que eu não consigo”, disse ao site G1.
A independência de Natache chamou a atenção fotógrafo e artista plástico austríaco Alan Smithee e da organizadora do concurso, Ana Paula Nogueira. Ambos se ofereceram para fazer um ensaio sensual com Natache, que foi produzido na última sexta-feira (28), na Praia da Macumba, na Zona Oeste do Rio. “Curti ‘super’, mas fiquei com vergonha. Já tinha feito outros ensaios, outros trabalhos, mas nunca sensual”, disse Natache.
“Eu achei que ela precisava de um olhar mais artístico e contatei alguns fotógrafos com quem eu trabalhei e achei que o Alan, que faz fotos ligadas a artes plásticas, teria o olhar que eu queria”, explicou Ana.
Frequentadora das areias do Recreio
Fã de praia, ela costuma frequentar a orla do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio, bairro em que mora. Lá, ela bate ponto todo fim de semana. Definido como “o lugar que mais ama no mundo”, ela foge do perfil contemplativo. “Eu costumo ficar na areia e, quando tem alguém para entrar comigo, eu vou para o mar”.
Natache também costuma frequentar o calçadão durante a semana, para encontrar os amigos nos quiosques e jogar conversa fora.
Filha de uma família com mais três irmãos, Natache foi obrigada a trancar o curso de direito há cinco anos por causa dos efeitos da doença, para tratar da saúde. “Era uma época que eu tinha muita dificuldade de andar sozinha. Foi quando comecei a andar de cadeira de rodas. Parei porque estava difícil conciliar. A doença traz uma debilidade de energia”.
A relação com os pais é boa, segundo ela, apesar da dificuldade em acompanhar o ritmo de Natache: ela gosta de ir para a rua, eles são mais caseiros.
Os cuidados com a saúde incluem uma rotina de muitas atividades para estimular o corpo: musculação, pilates, estimulação russa, tratamento fonoaudiológico e psicológico. Os encontros com um psicólogo acontecem somente há um mês, para ajudar a sair de um estado depressivo. “Eu acho que estou bem hoje, porque eu fiquei mal por um tempo. Eu ainda me sinto mal em alguns momentos. A análise é para cuidar da autoestima e do emocional mesmo”.
Com uma vida social agitada, Natache gosta de se divertir com os amigos em festas e não tem medo de aglomeração. “Eu adoro carnaval. Eu gosto de tudo que é festa. E as pessoas acham um absurdo ir em lugares com aglomeração. Mas eu sempre conto com os meus amigos e a minha família. Eu não seria ninguém sem eles”.
Perguntada sobre a vida afetiva, a candidata afirma que tem alguns relacionamentos. “Tenho namorados, mas nada sério. Estou à procura. A vida está aí para ser vivida. Afinal de contas, por que não?”
[ Fonte – G1 ]

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

ALUNOS APRESENTAM PROJETO INOVADOR QUE GARANTE ACESSIBILIDADE


cadeira 1


Já imaginou uma cadeira de rodas com rampas de acesso acopladas? Não? Guilherme Serafim e Hotto Paiva Neto, estudantes do último ano de Tecnologia em Mecatrônica Industrial da Unifran não só pensaram como desenvolveram este projeto.
“Nosso objetivo era integrar a mecatrônica e a medicina, pois os avanços da tecnologia na área médica estão trazendo muitos benefícios à sociedade”, explica Guilherme. A cadeira de rodas automatizada com rampas é fruto de um trabalho desenvolvido para a Conclusão de Curso sob a orientação do Prof. Ricardo David.
Dar mais qualidade de vida e independência aos cadeirantes faz deste projeto a mudança de vida de muitas pessoas e é tão promissor, que os alunos já são finalistas do 1º Prêmio de Tecnologia e Inovação, evento criado pelo núcleo Polo Francano de Tecnologia e Inovação do Programa Empreender da Associação do Comércio e Indústria de Franca (Acif).

http://www.unifran.edu.br/noticias/alunos-apresentam-projeto-inovador-que-garantem-acessibilidade/

Cadeirante recusa ser carregada e se arrasta para embarcar em voo da Gol

Foto: reprodução / Facebook / Katya Hemelrijk da Silva
Foto: reprodução / Facebook / Katya Hemelrijk da Silva
Uma cadeirante, executiva de uma empresa de cosméticos, se recusou a ser carregada por um funcionário da empresa Gol no desembarque de um avião em Foz do Iguaçu, no Oeste do Paraná, nesta segunda-feira (02) de manhã. Em protesto contra a falta de acessibilidade, a executiva Katya da Silva subiu as escadas do avião sentada, se arrastando pelos degraus. Ela embarcou e seguiu com destino a São Paulo. A executiva não quis gravar entrevista, mas disse à reportagem que já conversou com representantes da Gol e a empresa se comprometeu a trabalhar junto com ela em um projeto de capacitação e conscientização dos colaboradores da companhia.
Segundo Katya, o objetivo não é processar a empresa. É “tentar melhorar o processo para que mais pessoas possam voar sem problemas ou constrangimentos”. Por meio de nota, a GOL Linhas Aéreas afirma que o equipamento utilizado para levar clientes com deficiência física até o interior de aeronaves – da base de Foz de Iguaçu – não estava disponível para uso na manhã de ontem, e por isso não pôde ser utilizado durante o embarque do voo 1076. A companhia tentou conseguir o equipamento com as outras empresas, mas não foi possível.
Segundo a nota, a Gol ofereceu outras alternativas para a cliente, que optou por seguir sem a ajuda dos colaboradores da companhia. A GOL lamenta o ocorrido e informa que tomará as medidas necessárias para evitar que casos como este voltem a acontecer. Entre as “outras alternativas”, segundo a executiva, estava ser carregada nas costas por um funcionário da empresa.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Superdotados sofrem com falta de programas especiais nas escolas do país

Crianças superdotadas têm pouco a comemorar no Brasil, onde uma realidade peculiar engloba o oferecimento de educação inclusiva para portadores de altas habilidades.
Apesar de 8 milhões de pessoas superdotadas terem sido identificadas no país, dados do Censo Escolar 2010 mostram que apenas 2.769 estudantes brasileiros da educação básica são portadores de altas habilidades e superdotação, ou seja, 0,004% dos 55,9 milhões de alunos do Brasil no período.
Segundo o Documento Orientador dos NAAH's (Núcleo de Atenção às Altas Habilidades) elaborado pela Secretaria de Educação Especial do MEC, em 2005, apenas 0,003% das matrículas em escolas de educação básica (de um universo de 56.478.988 de alunos matriculados no Brasil na época) eram de estudantes identificados na categoria alta habilidade e superdotação.
Crianças superdotadas
No próprio documento, o MEC reconhece o problema e, de certa forma, explica a necessidade da luta das mães de crianças superdotadas para garantir atendimento especializando a crianças superdotadas:
“Os dados sugerem que o atendimento da demanda potencial desses alunos está muito aquém do desejável e apontam a necessidade de melhor identificação e de atendimento às necessidades dos alunos superdotados, além da qualificação profissional dos professores para este fim.
Segundo o Conselho Brasileiro de Superdotação, em cada uma das capitais estaduais foi implantado pelo MEC um NAAH/S (Núcleo de Atividades de Altas Habilidades de Superdotação).
Referências da formação de professores, da orientação às famílias, e do atendimento aos alunos superdotados, esses núcleos são responsabilidade das secretarias de educação dos Estados e dos municípios.