Alexandra Szafir há nove anos sofre com a esclerose lateral amiotrófica, que é uma doença degenerativa do sistema nervoso. Ela paralisa os músculos, dificulta a respiração, gera dificuldade para engolir saliva e comida, além de prejudicar a fala. Estima-se que 15 mil brasileiros sofram com o problema. Veja!
Audiência Pública discute projeto sobre o estatuto da pessoa com deficiência
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Valdir Rossoni, abriu na manhã desta segunda-feira (25), no Plenarinho,a audiência pública sobre o Estatuto da Pessoa com Deficiência do Estado do Paraná.
O projeto de lei nº 335/2014, do Poder Executivo, que institui o estatuto, já está tramitando nas comissões da Assembleia. O debate sobre o tema ganha relevância porque esta é a Semana Nacional da Pessoa com Deficiência Intelectual e Múltipla.A audiência pública foi proposta pelos deputados Rossoni (PSDB) e Professor Lemos (PT).
O estatuto estabelece normas para assegurar, promover e proteger o exercício pleno e em condições de igualdade de direitos humanos e fundamentais para as pessoas com deficiência. O objetivo é garantir a inclusão social e cidadania plena, efetiva e participativa.
“É muito importante que este debate seja realizado aqui na Alep. É nossa contribuição neste assunto. O projeto foi elaborado com a experiência e colaboração do vice-governador Flávio Arns e pode ser aperfeiçoado em alguns pontos”, disse o deputado Rossoni.
Ele lembrou que o que a Assembleia Legislativa já fez para ajudar, a partir do dinheiro economizado na administração, trouxe um grande resultado para as APAES. “O governo do estado tinha R$ 18 milhões para a compra de ônibus adaptados para as APAES. Entramos com outros R$ 10 milhões e foi possível a compra de 182 micro-ônibus especiais para todo do estado.”
No início da sessão desta segunda-feira, será feita uma homenagem aos 60 anos das APAES.
A cineasta Cristiane Lemos convida para a estreia do filme documentário "Um Olhar para a Escuridão", em que ela retrata testemunhos de pessoas com deficiência visual. A estreia será no dia 2 de setembro, com sessões às 20h e às 21h, na Cinemateca de Curitiba (Rua Presidente Carlos Cavalcanti, nº 1.174 - São Francisco). https://www.facebook.com/sedpcd?fref=photo
Brincando com a própria situação de cadeirante, o humorista Fagner Zadra (foto) fez neste domingo (24) a sua primeira aparição profissional desde que se acidentou, em março, na abertura do Festival de Teatro de Curitiba. Zadra fez uma participação especial no show do comediante Diogo Portugal.
O público que acompanhava a apresentação no Teatro Positivo foi surpreendido. Portugal pediu que a produção arranjasse um violão e Zadra entrou no palco trazendo o instrumento. A plateia o reconheceu e aplaudiu. Ele brincou, falando das supostas visitas ilustres que recebeu.
O locutor Galvão Bueno teria entrado no quarto do hospital e gritado: “É tetra! É tetra!”. Fez mais algumas piadas e saiu. “Foi inusitado, eu estava em casa de boa, o Diogo me ligou e eu voltei. Nem eu esperava. Estava deixando para dezembro, estou com um pouco de medo de subir no palco por causa da minha saúde”, disse Zadra logo após o espetáculo em entrevista por telefone à Gazeta do Povo.
O humorista está em tratamento, com fisioterapia, para voltar a andar. Ele ressaltou que continua com o mesmo plano, de retornar aos palcos em dezembro. “Estou me recuperando, está indo, o prognóstico está bom, bem acelerado, mas faço fisioterapia todos os dias. Folgo apenas sábado e domingo. A gente acaba superando os obstáculos, não dá para perder as oportunidades que a vida oferece.”
Os alunos da Escola Estadual Bom Jesus, fizeram arrecadação de alimentos, para o Hospital do Câncer de Barretos, durante a gincana realizada na semana do estudante. Entre os alimentos arrecadados, estão 1.600 latas de milho verde e 1.340 pacotes de gelatina.
A entrega ocorreu na tarde de ontem, no pátio da escola e contou com a presença da coordenadora para leilões e campanhas do Hospital do Câncer de Barretos, de Três Lagoas, Ledir Garcia de Souza. “Eu acho muito importante um gesto como esse, não só pela ajuda para o hospital, mas como essas crianças possam aprender a se solidarizar, ajudar outras pessoas. É muito importante que elas tenham esse espírito de colaboração, de bondade em ajudar outras pessoas”, ressaltou Ledir Garcia.
Segundo a coordenadora pedagógica, Fátima Figueiredo, o objetivo maior da gincana foi a ação coletiva e solidária em ajudar ao próximo. “O objetivo de ações como essa é desenvolver o espírito de solidariedade nos alunos tornando-os cidadãos comprometidos com a necessidade do próximo”, disse Fátima Figueiredo.
Além dos alimentos, a coordenadora doou 14 garrafas com lacres de latinhas de bebidas de alumínio. A arrecadação de cada 80 quilos de lacres ou 120 garrafas “pet”, de dois litros, cheias do metal, dá direito à troca por uma cadeira de rodas para o hospital.
A falta de oxigênio no parto provocou uma paralisia cerebral e afetou os movimentos das pernas do pequeno Gustavo, hoje com sete anos. Até pouco tempo era inimaginável vê-lo fora da cadeira de rodas, mas, graças aos treinamentos no ringue, a recuperação desse recordista impressiona. Conheça! http://esportes.r7.com/esporte-fantastico/video/recordistas-artes-marciais-ajudam-garotinho-com-paralisia-cerebral-53ef6b420cf224c298d9d226/?s_cid=o-que-voce-espera-do-brasil-na-olimpiada-de-londres-conte-ao-esporte-fantastico_esporte-fantastico_facebook&fb_action_ids=260606904138314&fb_action_types=og.recommends
Livro fala sobre a inclusão de crianças com deficiência
usando a linguagem dos quadrinhos
Beatriz Inhudes
Rio - O jornalista Fábio Fernandes acaba de lançar seu primeiro livro, o
infantil ‘Bim, Um Menino Diferente’ (Editora Multifoco, 32 págs., R$ 38) que
trata da inclusão de crianças com deficiência sob uma nova perspectiva. A
publicação usa a linguagem dos quadrinhos para contar a história de um menino de
11 anos que, desde o seu nascimento, convive com a paralisia cerebral. Este
seria apenas mais um lançamento sob a égide da inclusão, não fosse um fato quase
extraordinário: Fábio também é portador de paralisia cerebral desde que nasceu.
Ele não fala, não anda e se comunica através de mensagens digitais, com os pés.
E foi assim que ele conversou com O DIA .
‘Não se trata de uma autobiografia’, avisa Fábio Fernandes
sobre livro
Foto: Divulgação
“O livro traz impressões e imagens que refletem a minha infância e juventude.
Mas não se trata de uma autobiografia, porque os acontecimentos que formam a
trama não aconteceram literalmente comigo. Porém, são comuns e acontecem com
qualquer pessoa com algum tipo de necessidade especial. Não é difícil ouvir
relatos de cadeirantes que enfrentam barreiras, seja no transporte, seja em
locais públicos. E o mais gratificante foi falar disso de uma maneira leve, com
humor, levando o leitor a pensar sobre o assunto”, conta o escritor, que hoje
tem 40 anos e vive com a mãe e uma irmã.
Ele conta que a ideia de escrever ‘Bim’ nasceu da percepção da carência de
uma literatura infantil que trate da pessoa com necessidades especiais. “Hoje
até existem algumas obras, mas que têm o caráter quase didático, tipo “aprenda
como conviver com seu coleguinha Down”. Meu livro também tem isso; existe a
preocupação de passar informações para o professor que recebe alunos com
deficiência e para as crianças que partilham os mesmos ambientes. Mas eu quis
mostrar que aquele menino que você vê numa cadeira de rodas é tão peralta,
travesso e alegre quanto qualquer outra criança. É isso que busquei e por isso
usei os quadrinhos. Quis dizer que ter um amigo cadeirante é legal, até porque
ele não vai te ganhar no pique-esconde”, brinca o jornalista, que também é autor
de duas peças teatrais: ‘O Menino que Falava com os Pés’ e ‘Meu Irmão’.
‘O Menino que Falava com os Pés’, aliás, foi um dos primeiros espetáculos de
teatro a tratar da temática da inclusão escolar de crianças com deficiência, em
1998. ‘Meu Irmão’, por sua vez, foi representado em 2006 pelo grupo de teatro
‘Histéricos’, em Portugal.
Fábio atuou como repórter na cobertura dos jogos Parapan-americanos, de 2007,
mantém o blog ‘Eficiente em foco’, voltado para a temática inclusiva, no ar há
mais de sete anos, trabalha como repórter do portal da Prefeitura do Rio e
colabora com a Associação Objetivo de Deficientes, entidade sem fins econômicos
que age na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Apesar da vida
ativa, confirma que ainda existe muito preconceito acerca de portadores de
necessidades especiais.
“Meu tipo de deficiência ainda traz um estigma muito grande. As pessoas com
paralisia cerebral carregam uma carga de estereótipos profundamente negativa. Eu
acho que nós, que trabalhamos com formação cultural, temos um papel fundamental
na mudança deste quadro. Fazer cultura é abrir novas possibilidades de ver o
outro, de compreendê-lo e fazer com que, no caso dos portadores de paralisia
cerebral, seja visto além dos padrões estéticos. Eu busco fazer com que meu
trabalho motive essa mudança na visão da sociedade”, reflete o autor, que nasceu
com paralisia em razão de um erro médico.
“É inaceitável que em 2014, tal qual 40 anos atrás, ainda nasçam crianças com
paralisia cerebral porque passaram da hora”, reclama Fábio, que, em seguida,
mostra novamente bom humor. “Tenho grave comprometimento motor, não ando, não
falo, mas sou simpático e bonito. Pelo menos, a minha mãe acha”, diverte-se.
Atualmente, ‘Bim, Um Menino Diferente’ está à venda apenas no site da Editora
Multifoco. Fábio ressalta que escolas e instituições ligadas à causa da pessoa
com deficiência podem formar grupos de compras com descontos e promoções. “Nesse
caso, é melhor entrar na página do livro no Facebook
(www.facebook.com/aturmadobim) para fazer a negociação”, explica o autor. http://odia.ig.com.br/diversao/2014-07-30/jornalista-com-paralisia-cerebral-lanca-bim-um-menino-diferente.html
Existem milhões de pessoas ao redor do mundo com algum tipo de deficiência e as diversas áreas da tecnologia têm trabalhado para incluir estas pessoas nestes campos. Muitos aplicativos receberam atualizações para ajudar pessoas com deficiência visual, por exemplo. Além disso, existem aplicativos feitos especificamente para esta finalidade. A título de exemplo, temos o OCR, que é capaz de ler qualquer texto que apareça na frente do mesmo.
A Apple, por exemplo, desenvolveu uma série de funções que integram-se ao seu sistema operacional e ajudam na acessibilidade e integração do smartphone para pessoas com algum tipo de deficiência. Um simples toque e ouve-se o nome do item que está sendo selecionado. Ainda existem aplicações que soletram cada letra que compõe o aplicativo.
A Siri, por sinal, funciona através de comandos de voz. Isso pode ajudar a deficientes visuais ou pessoas com limitações motoras. Permite também que o usuário realize tarefas no telefone sem utilizar suas mãos. Apenas com a voz, mensagens poderão ser compostas e enviadas, a agenda pode ser acessada etc.
O Google também inseriu em sua plataforma funcionalidades voltadas a pessoas com algum tipo de deficiência. O seu dispositivo Android poderá facilmente aumentar a visualização dos textos, aplicando-lhes zoom e poderá inserir legendas no conteúdo que está sendo apresentado.
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Já a Samsung desenvolveu uma capa ultrassônica capaz de detectar obstáculos no caminho do deficiente visual e alertá-lo fazendo o celular vibrar. O smarthone compatível com a capa é o Galaxy Core Advanced. No futuro, outros modelos deverão possuir esta tecnologia
Muitas outras empresas estão desenvolvendo produtos e tecnologias mais acessíveis a todos os públicos. O desenvolvimento destes recursos é uma maneira concreta de neutralizar as inúmeras barreiras trazidas com a deficiência e inserir os indivíduos no ambiente tecnológico proporcionando-lhe o conhecimento de novas coisas.
O desenvolvimento de tecnologias voltadas a este tipo de público ajuda a reduzir o preconceito imposto pelas limitações. Além disso, possibilita o tratamento de "diferente-igual" por parte da sociedade. Diferente por possuir necessidades especiais, mas igual por apresentar a mesma capacidade de aprendizado que outras pessoas.
O envolvimento de grandes empresas no desenvolvimento de tecnologias de acessibilidade dão o benefício da participação dos deficientes na sociedade de modo geral e os possibilita mostrar que são capazes de executar diversas tarefas. Além disso, permite que todos deem passos mais largos em direção a não discriminação de outros seres humanos.