Livro fala sobre a inclusão de crianças com deficiência
usando a linguagem dos quadrinhos
Beatriz Inhudes
Rio - O jornalista Fábio Fernandes acaba de lançar seu primeiro livro, o
infantil ‘Bim, Um Menino Diferente’ (Editora Multifoco, 32 págs., R$ 38) que
trata da inclusão de crianças com deficiência sob uma nova perspectiva. A
publicação usa a linguagem dos quadrinhos para contar a história de um menino de
11 anos que, desde o seu nascimento, convive com a paralisia cerebral. Este
seria apenas mais um lançamento sob a égide da inclusão, não fosse um fato quase
extraordinário: Fábio também é portador de paralisia cerebral desde que nasceu.
Ele não fala, não anda e se comunica através de mensagens digitais, com os pés.
E foi assim que ele conversou com O DIA .
‘Não se trata de uma autobiografia’, avisa Fábio Fernandes
sobre livro
Foto: Divulgação
“O livro traz impressões e imagens que refletem a minha infância e juventude.
Mas não se trata de uma autobiografia, porque os acontecimentos que formam a
trama não aconteceram literalmente comigo. Porém, são comuns e acontecem com
qualquer pessoa com algum tipo de necessidade especial. Não é difícil ouvir
relatos de cadeirantes que enfrentam barreiras, seja no transporte, seja em
locais públicos. E o mais gratificante foi falar disso de uma maneira leve, com
humor, levando o leitor a pensar sobre o assunto”, conta o escritor, que hoje
tem 40 anos e vive com a mãe e uma irmã.
Ele conta que a ideia de escrever ‘Bim’ nasceu da percepção da carência de
uma literatura infantil que trate da pessoa com necessidades especiais. “Hoje
até existem algumas obras, mas que têm o caráter quase didático, tipo “aprenda
como conviver com seu coleguinha Down”. Meu livro também tem isso; existe a
preocupação de passar informações para o professor que recebe alunos com
deficiência e para as crianças que partilham os mesmos ambientes. Mas eu quis
mostrar que aquele menino que você vê numa cadeira de rodas é tão peralta,
travesso e alegre quanto qualquer outra criança. É isso que busquei e por isso
usei os quadrinhos. Quis dizer que ter um amigo cadeirante é legal, até porque
ele não vai te ganhar no pique-esconde”, brinca o jornalista, que também é autor
de duas peças teatrais: ‘O Menino que Falava com os Pés’ e ‘Meu Irmão’.
‘O Menino que Falava com os Pés’, aliás, foi um dos primeiros espetáculos de
teatro a tratar da temática da inclusão escolar de crianças com deficiência, em
1998. ‘Meu Irmão’, por sua vez, foi representado em 2006 pelo grupo de teatro
‘Histéricos’, em Portugal.
Fábio atuou como repórter na cobertura dos jogos Parapan-americanos, de 2007,
mantém o blog ‘Eficiente em foco’, voltado para a temática inclusiva, no ar há
mais de sete anos, trabalha como repórter do portal da Prefeitura do Rio e
colabora com a Associação Objetivo de Deficientes, entidade sem fins econômicos
que age na defesa dos direitos das pessoas com deficiência. Apesar da vida
ativa, confirma que ainda existe muito preconceito acerca de portadores de
necessidades especiais.
“Meu tipo de deficiência ainda traz um estigma muito grande. As pessoas com
paralisia cerebral carregam uma carga de estereótipos profundamente negativa. Eu
acho que nós, que trabalhamos com formação cultural, temos um papel fundamental
na mudança deste quadro. Fazer cultura é abrir novas possibilidades de ver o
outro, de compreendê-lo e fazer com que, no caso dos portadores de paralisia
cerebral, seja visto além dos padrões estéticos. Eu busco fazer com que meu
trabalho motive essa mudança na visão da sociedade”, reflete o autor, que nasceu
com paralisia em razão de um erro médico.
“É inaceitável que em 2014, tal qual 40 anos atrás, ainda nasçam crianças com
paralisia cerebral porque passaram da hora”, reclama Fábio, que, em seguida,
mostra novamente bom humor. “Tenho grave comprometimento motor, não ando, não
falo, mas sou simpático e bonito. Pelo menos, a minha mãe acha”, diverte-se.
Atualmente, ‘Bim, Um Menino Diferente’ está à venda apenas no site da Editora
Multifoco. Fábio ressalta que escolas e instituições ligadas à causa da pessoa
com deficiência podem formar grupos de compras com descontos e promoções. “Nesse
caso, é melhor entrar na página do livro no Facebook
(www.facebook.com/aturmadobim) para fazer a negociação”, explica o autor. http://odia.ig.com.br/diversao/2014-07-30/jornalista-com-paralisia-cerebral-lanca-bim-um-menino-diferente.html
Existem milhões de pessoas ao redor do mundo com algum tipo de deficiência e as diversas áreas da tecnologia têm trabalhado para incluir estas pessoas nestes campos. Muitos aplicativos receberam atualizações para ajudar pessoas com deficiência visual, por exemplo. Além disso, existem aplicativos feitos especificamente para esta finalidade. A título de exemplo, temos o OCR, que é capaz de ler qualquer texto que apareça na frente do mesmo.
A Apple, por exemplo, desenvolveu uma série de funções que integram-se ao seu sistema operacional e ajudam na acessibilidade e integração do smartphone para pessoas com algum tipo de deficiência. Um simples toque e ouve-se o nome do item que está sendo selecionado. Ainda existem aplicações que soletram cada letra que compõe o aplicativo.
A Siri, por sinal, funciona através de comandos de voz. Isso pode ajudar a deficientes visuais ou pessoas com limitações motoras. Permite também que o usuário realize tarefas no telefone sem utilizar suas mãos. Apenas com a voz, mensagens poderão ser compostas e enviadas, a agenda pode ser acessada etc.
O Google também inseriu em sua plataforma funcionalidades voltadas a pessoas com algum tipo de deficiência. O seu dispositivo Android poderá facilmente aumentar a visualização dos textos, aplicando-lhes zoom e poderá inserir legendas no conteúdo que está sendo apresentado.
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Já a Samsung desenvolveu uma capa ultrassônica capaz de detectar obstáculos no caminho do deficiente visual e alertá-lo fazendo o celular vibrar. O smarthone compatível com a capa é o Galaxy Core Advanced. No futuro, outros modelos deverão possuir esta tecnologia
Muitas outras empresas estão desenvolvendo produtos e tecnologias mais acessíveis a todos os públicos. O desenvolvimento destes recursos é uma maneira concreta de neutralizar as inúmeras barreiras trazidas com a deficiência e inserir os indivíduos no ambiente tecnológico proporcionando-lhe o conhecimento de novas coisas.
O desenvolvimento de tecnologias voltadas a este tipo de público ajuda a reduzir o preconceito imposto pelas limitações. Além disso, possibilita o tratamento de "diferente-igual" por parte da sociedade. Diferente por possuir necessidades especiais, mas igual por apresentar a mesma capacidade de aprendizado que outras pessoas.
O envolvimento de grandes empresas no desenvolvimento de tecnologias de acessibilidade dão o benefício da participação dos deficientes na sociedade de modo geral e os possibilita mostrar que são capazes de executar diversas tarefas. Além disso, permite que todos deem passos mais largos em direção a não discriminação de outros seres humanos.
Um novo dispositivo promete tirar sangue arterial e mostrar os resultados em apenas três minutos. Desenvolvido para o uso em astronautas no Espaço, o equipamento pode ajudar a prevenir doenças do pulmão e coração na Terra. Veja todos os vídeos do Jornal da Band.
Mais quatro cadeiras de rodas foram doadas ontem a instituições de caridade de Belo Horizonte graças ao trabalho voluntário da menina Julia Fernandes Rodrigues Macedo, de 10 anos, que há 14 meses vem se esforçando para recolher lacres de latinhas de alumínio e trocá-las por cadeiras de rodas. Neste período, a iniciativa de Julia tornou-se conhecida internacionalmente e ela conseguiu lacres suficientes para trocar por 10 cadeiras de rodas. As quatro cadeiras entregues ontem foram doadas ao Núcleo Assistencial Caminhos para Jesus, Projeto Assistencial Novo Céu, Cidade Ozanam e Crepúsculo, que cuidam de pessoas portadoras de deficiência. A entrega das cadeiras foi feita no Colégio Santa Maria Coração Eucarístico, onde a menina estuda. Cada cadeira de rodas é trocada por 80 garrafas PET grandes cheias de lacres de latas de alumínio. (Da Redação)
Para a moça da piscina do playground, Desde que o Theo foi diagnosticado com autismo, aos 2 anos de idade, já houve vários olhares tortos. Já houve cochichos. Já houve alguma incompreensão. Mas nada supera a sua falta de humanidade. Estou falando de você: a moça que estava na piscina infantil do parquinho com seus dois filhos pequenos. Um aparentava ter, no máximo, uns 10 meses. O outro já devia ter quase 2 anos. Você, que gritou para o meu filho algo como “você não pode correr assim”, quando ele passou feliz e sorridente brincando de chutar a água ao seu lado. Foi pra você que eu gritei “ELE É AUTISTA”. E você retrucou “ele é autista?”
Nesses quatro anos de diagnóstico, as histórias sempre paravam por aí. Theo fazia algo incomum. Alguém fazia cara de poucos amigos. E eu entrava botando panos quentes. “Desculpe, ele é autista”. Ou, recentemente, desde que me mudei pra Londres, “I’m sorry, he is autistic”. E as pessoas entendem. Ou, ao menos, fingem entender. E se desarmam. Mas isso não aconteceu com você.
Mesmo após ter ouvido que ele era autista, você continuou gritando com ele. “Não faça assim! Ei, você não pode correr assim!”. E, em um determinado momento, você gritou comigo! Foi algo como “você precisa falar com ele pra não correr assim!”. E eu gritei de volta pra você. Pela primeira vez na vida, eu gritei com uma pessoa por causa do meu filho. Aquilo me soava tão inacreditável que eu devolvi um“eu estou falando com ele pra não correr, mas eu já te disse que ele é autista, você deveria ser mais compreensiva!”. A que ponto chegamos? Eu tive que dizer a uma pessoa adulta que ela deveria ser mais compreensiva com uma criança autista que brincava feliz na piscina?
Sim, meu filho empurrou seu bebê uma vez. Ele faz isso quando está tentando interagir. Ninguém se feriu. Aliás, ele fez isso com várias outras crianças e elas não se importaram. Todas levaram na esportiva. Nem seu bebê pareceu ligar muito. A única pessoa visivelmente incomodada naquela piscina era você.
Sim, meu filho chutou água no rostinho do seu bebê. Ele não foi o único. Várias crianças da mesma faixa etária dele brincavam na piscina. Todas faziam bagunça. Você era a única pessoa adulta com um bebê de 10 meses em uma piscina cheia de crianças maiores e agitadas, jogando água para todos os lados. Mas você só implicou com o meu filho!
E o cúmulo da situação foi quando vi meu filho chegar perto do seu bebê. Devagar…interessado em tocá-lo, em tentar algum tipo de interação. E você, do alto de sua ignorância, afastou o Theo com a mão e disse “não fique tão perto”. Nesse momento, mais uma vez, eu não me contive e gritei “NÃO É CONTAGIOSO!”.
As pessoas ao redor notaram e comentaram. A solidariedade que você não demonstrou na piscina jorrou ao meu redor do lado de fora.
Já me senti desconfortável no avião quando o Theo chutava a cadeira da frente e eu tinha que me explicar para um passageiro visivelmente irritado. Já me senti envergonhada por ele gritar em locais silenciosos e assustar algum desprevenido. Mas, hoje, eu me senti em pedaços. Porque senti meu filho ser humilhado por uma pessoa dura, sem compaixão, sem humanidade e sem amor ao próximo. Essa pessoa é você!
Foi horrível ter que fingir, para a amiga que estava comigo, que esse tipo de situação é corriqueira e não me afeta. Foi horrível segurar as lágrimas. Mas eu não iria fazer o que você queria: eu não iria tirar meu filho de uma piscina que ele tem todo o direito de frequentar e onde estava se divertindo com as outras crianças. Eu não iria deixar você mais confortável. Meu filho tem tanto direito ao espaço público como qualquer criança, e não é uma pessoa como você que vai tirar isso dele.
Para terminar, agora, que já se passaram algumas horas desde o ocorrido, queria te agradecer. Isso mesmo. Queria agradecer pelo aprendizado de hoje. Eu nunca, NUNCA MAIS vou dizer “desculpe, ele é autista”. Ou, na versão daqui, “I’m sorry, he is autistic”(sinto muito, ele é autista). Eu não tenho que pedir desculpas. Eu não tenho que sentir muito. Meu filho é autista. Ele é, também, a pessoa mais amorosa e engraçada que eu conheço. Ele encanta as pessoas ao redor e as cativa de uma forma que você jamais vai entender.
Eu sinto muito pelos SEUS filhos. Pelo tipo de criação que estão tendo. Pelo medo da diferença que está sendo colocado naquelas pequenas cabecinhas aos poucos. Pela falta de amor ao próximo que lhes está sendo ensinada no dia a dia.
Sinto muito por você. Pelo seu coração endurecido. Pela sua visão limitada de mundo.
Sinto muito pela forma como a vida ainda vai te ensinar. Porque ela vai, mais cedo ou mais tarde.
E, por fim, pensando em todas as pessoas que me apoiaram naquele playground, te agradeço por me mostrar que os bons ainda são maioria. Que você foi só uma nuvem negra que apareceu no nosso dia ensolarado, mas foi logo empurrada pra longe pelo vento. E o dia voltou a ficar lindo, iluminado pelo sorriso de uma criança completamente inocente, que não fazia ideia do que estava acontecendo ao seu redor.
Andréa.
p.s: um beijo especial para a minha amiga Andréa Papini que, de tão solidária a mim nesse momento, estava quase indo dar uma voadora na pessoa!
Meu nome é Andréa, sou casada. Tenho um filho lindo, o Theo. Theo é grandão, esperto, inteligente, carinhoso, beijoqueiro…e autista. Tem apresentado melhoras e novos desafios a cada dia. E é isso que documento no meu blog Lagarta Vira Pupa
Conhece Logan, Tati, Punky, Blo e sua namorada Bibi? Todos eles são personagens com síndrome de Down que brilham em histórias em quadrinhos e desenhos animados no Brasil e no mundo!
Mais de 60 mil pessoas vivem com algum tipo de deficiência em Maringá, segundo o Censo mais recente divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010. Com o objetivo de ampliar a acessibilidade dessas pessoas, a Unimed Maringá aderiu, no início deste ano, à campanha “Eu Ajudo na Lata”, criada pela Unimed Brasil e que está em sua 2ª edição. Desde o início do projeto, 110 garrafas pet cheias de lacres foram arrecadas em Maringá por cooperados, colaboradores, clientes e comunidade. “É um número expressivo. As cooperativas que aderiram à campanha há mais tempo têm tido uma resposta positiva, e a Unimed Maringá também tem potencial para alcançar grandes resultados”, diz a analista da área de Responsabilidade Social Patrícia Sodré. Com a venda de lacres de latas de alumínio serão comprados equipamentos e itens que ampliem a acessibilidade, a exemplo de cadeiras de rodas, bengalas, aparelhos auditivos e próteses. As doações às instituições sociais de Maringá e região serão feitas no final do ano. “Eu vesti a camisa”- A recepcionista do setor de Oncologia Tatiane Fernanda da Silva Custódio ajudou a arrecadar mais de 50 garrafas pets cheias de lacres de latas de alumínio. “É uma atitude simples, mas que faz toda diferença na vida de quem precisa. Quando a empresa cria uma campanha como essa, acho válido os funcionários darem exemplo. Eu vesti a camisa”, diz. Para alcançar o número expressivo, ela tem mobilizado amigos, familiares e os pacientes do setor de Oncologia da cooperativa. “Sempre tem uma garrafa da campanha disponível na recepção. Além disso, muitos pacientes levam os kits da campanha e depois trazem as garrafas cheias, ou improvisam e trazem outros recipientes com os lacres para que depois eu encha as garrafas. Até galão de gasolina cheio de lacre eu já recebi. Recentemente deixei uma garrafa na academia que meu filho frequenta”, conta. O ortopedista José Luiz Sinzker, cooperado da Unimed desde 1993, é um dos entusiastas da campanha. Há cerca de três anos, durante uma viagem para Santa Catarina, ele lembra ter visto um cartaz sobre um projeto semelhante fixado em uma praça de pedágio. “Passei a recolher lacres, acreditando que um dia eu poderia contribuir também”, conta. Quando a Unimed lançou o desafio, ele foi um dos primeiros a trazer uma garrafa cheia de lacres e, desde então, conseguiu encher cerca de oito garrafas. “Trabalho em Mandaguari e consegui firmar parcerias com donos de bares, mercados e farmácias, que ajudam a encher as garrafas para me entregar depois. Também junto em casa e vou mobilizando quem consigo”, diz. Para o médico, trata-se de uma atitude que, a princípio parece insignificante, “mas é gratificante pois permite transformar a vida de quem precisa com uma ação simples”, completa. COMO AJUDAR Cooperados 1-Retire seu kit na sala de atendimento ao cooperado (composto de garrafas PET para que o participante possa encher com os lacres, e cartaz de divulgação). 2-Junte o máximo de lacres possível (latinhas de alumínio). 3-Entregue na Sala de Relacionamento com o Cooperado. Pronto! Você acaba de colaborar com a acessibilidade das pessoas com deficiência. Colaboradores Deposite os lacres nas garrafas que estão localizadas no refeitório do Ciasu, na MEP e RES! Quem quiser, pode retirar os kits da campanha na RES, para disponibilizar em um local de confiança e grande circulação. As garrafas deverão ser devolvidas ao setor. Clientes Deposite os lacres arrecadados na garrafa disponibilizada no setor de Oncologia da Unimed, localizado na Avenida Bento Munhoz da Rocha Neto, 750, ou na Unidade de Medicina Preventiva (MEP), que fica na Avenida Laguna, 1371. Kits da campanha podem ser retirados nos dois setores. Comunidade Garrafas para arrecadação de lacres estão disponíveis em todas as lojas da Pamonharias do Cezar de Maringá e Sarandi, e também na Praça de Alimentação do shopping Avenida Center.