quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Exame de sangue poderá detectar a fibromialgia de maneira mais rápida

Ainda em fase de testes, nova técnica usou amostras de sangue seco do dedo dos pacientes para identificar a doença; exame poderá reduzir em até cinco anos o tempo de espera por um diagnóstico

Amostra de sangue
Cientistas buscam reconhecer molécula indicadora de fibromialgia em amostras de sangue (Thinkstock/VEJA)
Um novo teste que detecta a fibromialgia por exame de sangue foi desenvolvido por pesquisadores de Ohio, nos Estados Unidos. O método proposto pela equipe consiste na identificação do comportamento de determinadas moléculas presentes no sangue, que indicam a presença da doença. Ainda no começo do processo de desenvolvimento, o exame precisa ser testado com um número mais abrangente de voluntários para verificar sua eficácia. Os primeiros resultados, no entanto, foram promissores e, caso venha a se tornar disponível para uso clínico, o exame poderá reduzir o tempo de espera para o diagnóstico em até cinco anos.


CONHEÇA A PESQUISA
Título original: 
A bloodspot-based diagnostic test for fibromyalgia syndrome and related disorders

Onde foi divulgada: periódico Analyst
Quem fez: Kevin V. Hackshaw, Luis Rodriguez-Saona, Marçal Plans, Lauren N. Bell e C. A. Tony Buffington
Instituição: Universidade do Estado de Ohio, EUA, e outras instituições
Dados de amostragem: amostras de sangue de indvíduos com artrite reumatoide, osteoartrite e fibromialgia

Resultado: Um novo exame que analisa amostras de sangue retiradas do dedo foi capaz de distinguir casos de artrite reumatoide, osteoartrite e fibromialgia.

Segundo o Instituto Nacional de Artrites e Doenças Musculoesqueléticas e de Pele (NIAMS, sigla em inglês), cerca de cinco milhões de americanos (país onde foi realizado o estudo) são acometidos pela fibromialgia, cujos principais sintomas são a fadiga e as dores em todo o corpo. Por serem sintomas que se assemelham aos de outras doenças — como a artrite reumatoide, por exemplo — os médicos costumam descartar essas doenças antes de identificar a fibromialgia, tornando o processo de diagnóstico lento e cansativo.
“Chegar a um diagnóstico mais rápido é de extrema importância, porque os pacientes passam por um grande stress durante o processo de diagnóstico”, explica Kevin Hackshaw, um dos autores da pesquisa, divulgada na versão on-line do periódico Analyst. “Só o fato de serem diagnosticados já faz com que eles se sintam melhores. Reduz a ansiedade.”
Método — A base do exame proposto pelos cientistas é o reconhecimento de moléculas indicadoras da fibromialgia, por meio de uma microespectroscopia infravermelha — tecnologia que identifica particularidades das moléculas presentes em amostras de sangue seco. Apenas algumas gotas de sangue retiradas do dedo dos pacientes são suficientes para o exame. A técnica se mostrou tão eficaz que pode distinguir casos de fibromialgia, artrite reumatoide e osteoartrite — três doenças que causam sintomas similares.
De acordo com Tony Buffington, integrante da equipe responsável pelo trabalho, apesar de um microscópio infravermelho ser caro, o exame poderia se tornar acessível se existisse um laboratório central para checar as amostras de sangue, que poderiam ser enviadas pelo correio

http://veja.abril.com.br/noticia/saude/exame-de-sangue-podera-detectar-a-fibromialgia-de-maneira-mais-rapida

VI Seminário Mineiro sobre Autismo



Dia: 30/08/2014
Horário: 08h às 18h
Local: Colégio Batista Mineiro - Auditório -  Rua Plombagina, 305 - Floresta (Colégio Batista), Belo Horizonte - MG (como chegar) 
E-mail: contato@creativeideias.com.br
Telefone: (21) 2577 8691 | (21) 3025 2345 | (21) 98832 6047 (oi) | (21) 98189 1109 (Tim)

PÚBLICO ALVO:
Familiares, Mediadores (Estagiários, Monitores e/ou Facilitadores), Professores, Psicólogos, Psicopedagogos, Fonoaudiólogos, Pedagogos, Terapeuta Ocupacional,  Fisioterapeutas, Educador Físico, Estudantes de Graduação e/ou Pós e demais interessados no assunto, além de profissionais das áreas de educação e saúde.


CRONOGRAMA (sujeito a alterações):

8h às 8h30 - Credenciamento
8h30 às 10h - PECS (Sistema de Comunicação por troca de figuras) | Soraia Vieira
10h às 10h10 - Intervalo
10h10 às 11h50 - Mediação Escolar de Alunos Autistas | Emanoele Freitas
11h50 às 13h20 - Almoço Livre
13h20 às 15h - Um Dia Especial - Exibição do documentário | Yuri Amorim
15h às 15h10 - Intervalo
15h10 às 18h - Tablet + Autismo | Paiva Junior
18h - Encerramento e entrega de certificado.


PROGRAMAÇÃO:

Mediação Escolar de Alunos Autistas
Emanoele Freitas - Mediadora Escolar; Presidente da AAPA (Associação de Apoio a Pessoa Autista) e do COMUDE (Conselho Municipal dos Direitos da Pessoa com Deficiência de Nova Iguaçu).

PECS (Sistema de Comunicação por troca de figuras)
Soraia Vieira - Fonoaudióloga certificada pelo RCSLT (Royal College of Speech and Language Therapy, Reino Unido) e CRFA (Conselho Regional de Fonoaudiologia, Brasil). Ela tem uma sólida experiência de trabalho com crianças e adultos com ampla gama de dificuldades de comunicação por razões variadas: físicas, mentais, sociais e emocionais. Mestrado em Estudos Lingüísticos da Universidade de Londres; Curso Avançado de Autismo Credenciado pela Universidade de Cambridge em 2002. Soraia trabalhou no Brasil como Fonoaudióloga e depois mudou-se para a Inglaterra onde trabalhou inicialmente na área de Autismo em uma escola especial por cerca de 2 anos. Em seguida, Soraia trabalhou como Fonoaudióloga para o Serviço Nacional de Saúde (NHS) da Inglaterra por 8 anos. Sua última posição foi de Fonoaudióloga Especialista (Highly Specialist Speech and Language Therapist) trabalhando com alunos de idade entre 2 e 19 anos tanto nas escolas regulares como especiais.

Tablet + Autismo
Paiva Junior - Jornalista (graduado pela PUC-Campinas), Pós-graduado em Jornalismo e Segmentação Editorial (também pela PUC-Campinas), Editor-chefe da Revista Autismo — publicação que criou junto com o publicitário Martim Fanucchi, editor de Arte, em abril de 2010. A respeito de autismo, é a única revista periódica da América Latina e a única no mundo em língua portuguesa. Coordenador do aMAIS Atibaia, um grupo de apoio a pais e parentes de autistas da ONG Consciência Solidária, em Atibaia (SP), cidade onde moro. Autor do livro “Autismo — Não espere, aja logo!“, publicado pela M.Book em 2012.

Um Dia Especial - Exibição do documentário
Yuri Amorim - Um premiado documentário que mostra o impacto da chegada de uma criança especial na vida de uma família, a partir dos reveladores depoimentos de um grupo de dez mães.

INVESTIMENTO (para pagamento até a data limite e mediante a lotação do auditório):


• ATÉ 15/08/14 - de R$ 120,00 por:

R$ 80,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros

R$ 70,00 - individual (depósito)
R$ 60,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas

• APÓS 15/08/14:

R$ 90,00 - individual (cartão) em até 3x sem juros

R$ 80,00 - individual (depósito)
R$ 70,00 - por inscrito (depósito) - grupo a partir de 4 pessoas



INSCRIÇÕES: R$ 80,00 - Clique no botão do PagSeguro para pagamento no cartão de crédito.

__CLIQUE AQUI E PREENCHA O FORMULÁRIO DE INSCRIÇÃO__



Referente ao investimento por depósito bancário, após o preenchimento da ficha abaixo mencionando que deseja realizá-lo, você irá receber um e-mail com todas as informações. Após o depósito é necessário a confirmação do mesmo através de e-mail: financeiro@creativeideias.com.br, ou pelos telefones: (21) 2577 8691 | 3246-2904 . No dia do evento apresentar o comprovante na recepção.


ATENÇÃO: A inscrição só é válida mediante a confirmação do pagamento. Somente o cadastro não assegura a vaga para o evento!

OBSERVAÇÃO: Se, por motivo de doença, falecimento ou outro fator impeditivo, qualquer um dos palestrantes contratados para o evento não puder apresentar-se, fica ajustado que a comissão organizadora providenciará a substituição por outro profissional.

CANCELAMENTO / DESISTÊNCIA
Em caso de desistência, o CANCELAMENTO da inscrição somente poderá ser realizado mediante uma solicitação por e-mail para contato@creativeideias.com.br.
Política para devolução de dinheiro em casos de desistência:
1. Quando o curso for cancelado por parte do palestrante será feita à devolução de 100% do dinheiro pago pela pessoa;
2. Quando o curso for pago em cartão de crédito não será feito à devolução do dinheiro, o mesmo poderá ser repassado para outro ou transferir para outro curso do mesmo valor. Prazo de até 4 dias antes do curso.
3. Aviso com 5 dias ou mais de antecedência, dá direito a devolução de 80% do valor pago (essa opção é somente para pagamentos através de depósito);
4. Aviso com 4 dias até 24h de antecedência dará direito a devolução de 50% do valor pago (essa opção é somente para pagamentos através de depósito);
5. A ausência não comunicada (com a antecedência de 24h ou menos) não dará direito a devolução do dinheiro ou transferência da inscrição para outro curso.
6. Em caso de força maior, como falecimento, ou mediante a apresentação de atestado médico, sendo enviada a solicitação dentro de um prazo de até 5 dias úteis, é feita a devolução de 100% do dinheiro pago pela pessoa, em um prazo de até 10 dias úteis a partir da data de solicitação (essa opção é somente para pagamentos através de depósito).

Feller Hotéis adere a campanha de arrecadação de lacres de latinhas de alumínio



Feller Hotéis adere a campanha de arrecadação de lacres de latinhas de alumíniohttp://www.revistahoteis.com.br/materias/17-Responsabilidade-socioambiental/16593-Feller-Hoteis-adere-a-campanha-de-arrecadacao-de-lacres-de-latinhas-de-aluminio
Os lacres de alumínio que fecham as latas de cervejas, sucos ou refrigerantes podem fazer uma grande diferença na vida de milhares de pessoas com problemas de mobilidade, graças a uma parceria da NYK Line do Brasil com a divisão de Hotelaria do Grupo Feller. Desde o último mês de abril as unidades da Feller estão arrecadando estes lacres que podem ser trocados por cadeiras de rodas que são doadas aos que necessitam.    

O Hotel Feller Avenida Paulista é um dos postos de coleta dos lacres das latinhas de alumínio. “O trabalho de comunicação e marketing da campanha dentro do nosso empreendimento tem surtido efeito positivo”, contou Silvana Lima, Gerente Comercial. Os recipientes de coleta são garrafas pet de dois litros, que quando cheias, são enviadas à instituição responsável pela campanha solidária.          

Além de hóspedes, o restaurante e as camareiras estão extremamente empenhados em arrecadar o máximo de lacres possível. “A ação no nosso hotel começou em 31 de julho, e em apenas seis dias, já enchemos a primeira garrafa pet”, contou André Genova, Gerente Geral do Hotel.    

Através do trabalho em equipe, esta campanha solidária já conta com adeptos em todo o Brasil sob coordenação da Frato Social, e em seus cinco anos de vigência já doou mais de 890 cadeiras de rodas.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

OAB e a dignidade da Pessoa com Deficiencia.Vai ficar fora dessa?

A Comissão de Acessibilidade da OAB/PR planejou um evento diferente para discutirmos a Dignidade da Pessoa com Deficiência. Através de peça teatrais, depoimentos, buscamos trazer o máximo da realidade do dia a dia da pessoa com deficiência em alguns contextos sociais, como educação, saúde e outros. Teremos conosco pessoas gabaritadas e que atuam nas áreas abordadas para juntos promover um grande e salutável debate, com possibilidade de dirimir dúvidas, exposições de sugestões entre outros.
Contamos com a divulgação e a presença das Pessoas com Deficiências, entidades e profissionais que trabalham em pról da luta dessas pessoas, os amigos, colegas, e familiares.
Esperamos vocês!
Adriana Bezerra
Membro da Comissão de Acessibilidade da OAB/PR.

terça-feira, 12 de agosto de 2014

Deficientes visuais têm poucos dias para fazer o cadastro e participar da seleção para ter um cão-guia

Candidatos poderão ser selecionados para a formação de duplas com cães. A avaliação será realizada pelos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia



Inscrições terminam no próximo dia 17 de agosto;  escolha será determinada pela compatibilidade com o cão (Ed Alves/CB/D.A Press)
Inscrições terminam no próximo dia 17 de agosto; escolha será determinada pela compatibilidade com o cão
A Secretaria de Direitos Humanos recebe até o dia 17 de agosto (próximo domingo) as inscrições para o Cadastro Nacional de Candidatos à Utilização de Cães-Guia. Podem se inscrever pessoas com deficiência visual interessadas em participar da seleção para a formação de duplas com cães dos institutos federais de Educação, Ciência e Tecnologia.

O cadastro não garante ao inscrito o direito de receber um cão-guia. A seleção dos beneficiários ficará a cargo dos centros de Formação de Treinadores e Instrutores de Cães-Guia das instituições de ensino e pesquisa; e a escolha será determinada pela compatibilidade com o cão. Uma comissão técnica fará a avaliação.

Para participar, os interessados devem ser maiores de 18 anos. Também pode participar quem tiver 16 e for emancipado, com capacidade para exercer os atos da vida civil no momento da convocação para as etapas de seleção, definidas em editais publicados pelos institutos federais. Além disso, a pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia.

As inscrições deverão ser feitas no endereço eletrônico:http://formsus.datasus.gov.br/site/formulario.php?id_aplicacao=16439

A pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia (Ed Alves/CB/D.A Press)
A pessoa deve apresentar condições físicas, psicológicas e financeiras para manter um cão-guia
 

Com informações da Agência Brasil

segunda-feira, 11 de agosto de 2014

Leia como ser blogueira necessita um passado ,um presente para consolidar o futuro!!!




Um pouco de mim

Sou professora Eliane Clara Pepino, trabalho pela rede estadual  com Educação Especial, pela escola Santa Rosa – Ensino Fundamental e Médio com Sala de Recursos Multifuncional 1 e na rede Municipal com a disciplina de Ensino Religioso com alunos do pré ao quinto ano.

Sempre desde criança adorava envolver-me com Artes , participar de teatro, declamar poesias, fazer Jornal Falado e esse realizar com atividades diversas tanto na escola, espaços sociais ou mesmo brincando de escolinha, laboratório e tantas outras brincadeiras tornaram o meu passado em realidade para ações futuras profissionais, pois tornaram adaptações curriculares e as aulas passaram por um processo de ações pedagógicas sempre procurando dar movimento.

Com o tempo amadurecemos, precisamos sempre algo mais , as tecnologias vieram com a parceria desta pessoa chamada Matheus Ferreira Kreling, inicialmente este, aluno de Inclusão, num programa do estado o PAC (Professora de apoio a Comunicação Alternativa).Vivemos um momento de experiências riquíssimas realizando todas disciplinas do ensino fundamental e médio ,procurando adaptar-se, vencer preconceitos, resistências de professores  aos poucos fazendo o uso do not , o point, movie maker em sala de aula ,um jornal impresso com circulação de matérias de inclusão dentro e fora da escola.

Então veio o divisor de águas, o Blog Futuro Está Aqui passou a substituir o jornal ,mas seguiu outras fronteiras,  além da escola, com intuito tanto de divulgar Inclusão ,pesquisar ,registrar os cursos, seminários os quais começamos a participar. Tornarmos então um pouco ativistas, defensores de uma sociedade menos preconceituosa, mais informada e acessível, pois pensamos quando  uma sociedade melhora, transforma ,informatiza ,torna-se acessível todos usufruem , pois portas se alargam, banheiros tornam-se mais confortáveis, todos começam a ter tecnologias que facilitam suas vidas, informações chegam quebrando paradigmas.

Bom o Futuro Está Aqui, hoje já somos também Plural Religioso, AEE do Futuro e Blogs do Matheus,  este ao qual ,inserido numa atividade profissional renumerada, com atividades correlacionadas, as quais já vinha praticando. Dentro de uma universidade idônea a UTP ,no setor de Marketing, onde teve como parâmetro na sua contratação suas ações anteriores.

Esta caricatura representa nossa parceria , gentileza no evento de sábado que antecedeu o Dia dos Pais ,no shopping Palladium, promovido pela UTP na exposição  Gente Grande justo enaltecer nossas brincadeiras de criança que tornam realidade futura.Agradecemos o caricaturista Tadao pela sua arte. Somos felizes por crescermos juntos nesta caminhada e há uma imensa perspectiva de sonhos que queremos ainda realizar, pois a vida continua e o mundo necessita de nós!
Eliane Clara Pepino

Assista a reportagem especial da ÓTV sobre o Dia dos Pais

Conheça a história do Sebastião e Wesley. Os laços afetivos entre pai e filho começaram graças ao amor que seu Sebastião Duelis de Barros tem de sobra em seu coração. Além de Wesley, ele ainda é pai de mais de 80 crianças que participam de um projeto social em Piraquara. 

Assista a reportagem especial da ÓTV sobre o Dia dos Pais:

domingo, 10 de agosto de 2014

Já conferiram as inovações da Lei Brasileira da Inclusão da pessoa com deficiência?



 O texto foi construído por todos nós. Vejam o resultado desse trabalho democrático e inclusivo: http://maragabrilli.com.br/2014/

Confira a redação do projeto na íntegra: http://migre.me/kuqCO

Descrição da imagem para cego ver:banner de fundo azul escuro com vários ícones de pessoas com e sem deficiência. Acima da imagem os dizeres Lei Brasileira da Inclusão da pessoa com deficiência.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Preconceito dos professores impede inclusão de aluno com Down, diz USP

Ana Luisa está pintando a casinha de bonecas que ganhou no Natal (Foto: Adriano Oliveira/G1)

Docentes avaliados acham que crianças com deficiência não aprendem.
Pesquisadora concluiu que problema é cultural e pode ser generalizado.

Ana Luisa está pintando a casinha de bonecas que ganhou no Natal (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Aos 9 anos, Ana Luiza cursa o terceiro ano do Ensino Fundamental, como qualquer criança da mesma idade. Apesar de ter Síndrome de Down, está matriculada em uma escola regular, como manda a lei, e recebe todo apoio da direção. Na sala dela, por exemplo, trabalham mais duas educadoras, além da professora. A mãe explica, porém, que todos os cuidados nem sempre garantem um tratamento igualitário. “A gente percebe que eles ainda não sabem lidar com o que é diferente, não agem com naturalidade”, diz a relações públicas Sheyla Dutra.
Ela parece ter razão. Um estudo desenvolvido na Escola de Enfermagem da USP em Ribeirão Preto (SP) aponta que a inserção de alunos com deficiência em escolas comuns não garante a inclusão na prática. Isso porque, o preconceito dos próprios professores faz com que o resultado seja justamente o inverso, o que a fonoaudióloga e pesquisadora Flávia Mendonça Luiz chama de “exclusão dentro da inclusão.”
Durante dois anos, Flávia se reuniu toda semana com 10 professores da rede municipal de Araraquara (SP) que lecionavam para crianças com Down. Os encontros surpreenderam a pesquisadora, ao constatar que os educadores têm uma concepção prévia de que crianças com deficiência não são capazes de aprender, principalmente aquelas com deficiência intelectual, como a Síndrome de Down. Apesar de a amostragem ser pequena - apenas 10 educadores -, Flávia explica que o resultado pode ser generalizado, por se tratar de uma questão cultural.
“Todos os professores da minha pesquisa neutralizavam as crianças em sala de aula, ou seja, davam um brinquedo a parte. Então, enquanto todos faziam uma atividade, em vez de a professora incluir a criança, usando outra estratégia, ela dava um brinquedo que a criança gostasse, ou uma folha sulfite e giz de cera. As professoras já têm isso como certo: criança com Down não aprende. Então, como ela faz para ensinar?”, questionou.
Discriminação
A mãe de Ana Luiza, a relações públicas Sheyla Dutra, concorda com a pesquisadora. Ela conta que tentou matricular a filha, sem sucesso, em 16 escolas regulares em Ribeirão Preto, entre públicas e particulares, antes de encontrar a atual instituição onde a garota estuda. “Cada uma respondia uma coisa para não recebê-la. Uma chegou ao absurdo de dizer: a gente pode até aceitar, mas não matricula de verdade, fica como aluno ouvinte.”
A fonoaudióloga Flávia Luiz diz que professores precisam de espaço para reflexão e exercitar um novo olhar (Foto: Adriano Oliveira/G1)Flávia Luiz diz que professores precisam de espaço
para refletir sobre trabalho (Foto: Adriano Oliveira/G1)
Atualmente, Ana recebe toda a atenção da professora e da direção do colégio, tem suas limitações respeitadas e participa das aulas como qualquer outro aluno. Mesmo assim, a mãe afirma que ainda percebe certas dificuldades por parte dos educadores. “Quando a criança sai um pouco do padrão, as professoras se sentem despreparadas. Eu peço para elas darem aula de olho fechado. Assim, não existe diferença entre os alunos”, diz Sheyla, que também é presidente de uma ONG de valorização da diversidade e ministra palestras sobre inclusão para educadores.
Novo olhar
A pesquisadora concorda que a formação dos professores tem como base o ensino para alunos que seguem o mesmo padrão de aprendizagem. Entretanto, explica que a questão transcende a graduação ou a capacitação dos profissionais. “A formação está diretamente ligada com a cultura. Precisa de outro currículo? Na verdade não, mas os professores acham que sim, porque eles dizem ‘eu não aprendi a ensinar crianças assim’. Na verdade, eles aprenderam a ensinar qualquer um. O problema está no preconceito, na bagagem cultural.”
Flávia reforça que o cuidador ou mediador, profissional destacado em sala de aula para auxiliar o aluno com deficiência, como previsto em lei federal, deve se preocupar também em não excluir ainda mais a criança com Down dos demais colegas. Segundo Flávia, este educador deve auxiliar o professor e não a criança.
“Não é apenas inserir um cuidador dentro da sala de aula ou mudar a política educacional. O que falta é um outro olhar. É olhar para a criança não pelas deficiências, mas pelas potencialidades. Por isso, os professores precisam refletir, ultrapassar essa esfera cognitiva, refletir sobre seus valores, crenças. Precisa haver um espaço para que esse tipo de debate ocorra. Isso é o que vai modificar a educação", conclui.
Quando a criança sai um pouco do padrão, a professora se sente despreparada, diz Sheyla (Foto: Adriano Oliveira/G1)'Quando a criança sai um pouco do padrão, a professora se sente despreparada', diz Sheyla, mãe de Ana (Foto: Adriano Oliveira/G1)

Oficina gratuita de dança para pessoas com e sem deficiência



Em são Paulo, a população vai contar com oficinas gratuitas de danças para pessoas com e sem deficiência. As inscrições já podem ser feitas para 3ª edição da Oficina de Dança DanceAbility do Núcleo Dança Aberta. Ótimo exemplo para se expandir para o Brasil. Veja mais: http://bit.ly/Xfedfj
Estão abertas as inscrições gratuitas para a 3ª edição da Oficina de Dança DanceAbility do Núcleo Dança Aberta. O método utiliza a improvisação de movimento para promover a expressão e a troca artística entre pessoas com e sem deficiência. As aulas acontecem na Pulsarte, em Pinheiros, de 2 de setembro a 23 de outubro, terças e quintas, das 14h30 às 17h30.

Os participantes são divididos em dois grupos com objetivos distintos. O Grupo I (Núcleo Didático) é formado por pessoas interessadas na abordagem aprofundada do método DanceAbility para aplicação em seu trabalho ou profissão. São 15 vagas disponibilizadas que devem ser preenchidas por meio de seleção pública, que vai levar em conta também o potencial multiplicador de informação dos candidatos.
Já do Grupo II participam pessoas que têm vontade de conhecer e experimentar o DanceAbility. Ambos os grupos são compostos por pessoas com e sem deficiência, com ou sem experiência em dança.
Interessados podem se inscrever até 13 de agosto, pelo site do Núcleo Dança Aberta; ou enviando seus dados, profissão, currículo resumido e carta de interesse para contato@nucleodancaaberta.com. É necessário também informar se possuem deficiência e se precisam de transporte disponibilizado pelo projeto.
A divulgação dos selecionados é feita também pelo site do Núcleo Dança Aberta, no dia 29 de agosto. Após os dois meses de trabalho, a oficina termina com uma performance dos participantes do Núcleo Didático, aberta ao público.
https://catracalivre.com.br/sp/cursos-e-palestras/gratis/oficina-gratuita-de-danca-para-pessoas-com-e-sem-deficiencia/